Teorias de Liderança 2

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Teorias de liderança 2

Este post é continuação de Teorias de Liderança.

Para explicar essas teorias de liderança, utilizo o trabalho da Professora Tânia Pereira da Gama e Paula, da Faculdade Machado de Assis.

Teoria da Liderança como Função do Grupo

Diante da impossibilidade de considerar a liderança apenas uma função do indivíduo, as atenções se concentram no grupo, onde o líder ocupa uma posição de proeminência e sobre o qual exerce influência. A descoberta do grupo como unidade de trabalho, fez com que sua importância superasse a do indivíduo.

Segundo esta teoria, o líder é função do meio social. Só alcançando prestígio e aceitação por representar os ideais da coletividade naquela determinada situação.

O comportamento do líder é para ele tão casual quanto o de qualquer outro membro do grupo.  Não lhe cabendo o papel de direção, o líder deixaria de existir, dando lugar apenas ao fenômeno liderança, segundo princípios impostos pelo grupo e pelas suas relações com seus liderados.

O líder, nesse caso, limita‐se a ser um indivíduo que ocupa uma posição de destaque. Que lá foi colocado pelo dinamismo do grupo a cujas necessidades ele conseguiu se antecipar em relação aos demais membros, muitas vezes até por simples acaso. O líder, então, teria de liderar, configurando‐se melhor um simples porta‐voz das exigências sociais.

Nesses termos a destituição de líderes ficava muito bem explicada como resultante de uma reestruturação do grupo que, criando novas necessidades, encontrou outros membros em novas posições de destaque que passavam, por isso, a assumir a liderança.

Esta teoria também não encontra meios de justificar por que, somente a determinadas pessoas, a sociedade confere delegação de autoridade, ou porque estas pessoas adquirem prestígio.


Teoria Situacionista ou Circunstancial

De acordo com essa teoria “a situação determinará quem será o líder”. As qualidades, características e habilidades exigidas de um líder são largamente determinadas pela situação em que ele deve agir como tal. Isto é, somente a circunstância dirá que membro do grupo, naquela ocasião, é o mais indicado para assumir a liderança.

A liderança é móvel. Passa de um membro para outro de acordo com a necessidade da vida grupal. O mesmo indivíduo permanecer sempre liderando só é aceitável quando não existem mudanças nas circunstâncias da vida do grupo. Qualquer membro do grupo pode exercer a liderança.

Outra característica significativa da liderança circunstancial é que ela é transitória. Assim que termine o motivo pelo qual o indivíduo foi designado pelo grupo como líder, ele volta a nivelar‐se com os demais membros do grupo.

Cabe destacar que, se o grupo aceita um líder sem as qualidades necessárias para a situação vivida,  o falso líder poderá levar o grupo a sucumbir. O grupo, na medida do possível, tem que ter certeza na escolha do líder.

Como exemplo, podemos citar que embora o piloto de um avião esteja no comando durante o vôo, caso apareça uma situação de emergência que envolva a vida de sobreviventes após um desastre, o grupo pode escolher um líder diferente para assumir o comando, se suas habilidades de liderança estiverem melhor adaptadas à nova situação.


Após a explicação das teorias, vamos tratar das características do líder nos próximos posts.

Por Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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