Princípios de liderança ética

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Princípios de liderança ética

Princípios de liderança ética

Northouse listou cinco princípios de liderança ética. Na verdade, as origens desses pode ser rastreada até Aristóteles.

Esses princípios fornecem uma base para o desenvolvimento de
boa liderança ética.

De acordo com esses princípios, os líderes éticos

  • respeitam os outros
  • servem aos outros
  • são justos e honestos e
  • constroem comunidade.

Para ser um líder ético, devemos ser sensíveis às necessidades dos outros. Trate as pessoas de maneira justa e cuide de cada uma delas.

1. Líderes éticos respeitam os outros

Immanuel Kant argumenta que é nosso dever tratar os outros com respeito. Deve-se tratar as pessoas como fins em si e nunca como meios para um fim.

Beauchamp e Bowie (1988) apontaram que

“as pessoas devem ser tratadas como tendo seus objetivos estabelecidos de forma autônoma e nunca devem ser tratadas apenas como um meio para atingir os objetivos de outra pessoa”.

Líderes que respeitam também permitem que os outros sejam eles mesmos. E valorizam as diferenças individuais (Kitchener, 1984).

Respeito significa dar crédito às idéias dos outros. Significa ouvir atentamente seus subordinados.

Um líder deve estimular os seguidores a tomar consciência de suas próprias necessidades, valores e propósitos.

Quando um líder demonstra respeito, os subordinados se sentem competentes em relação ao seu trabalho.

2. Líderes éticos servem a outros

Altruísmo. Isso se baseia na preocupação com os outros.

Como exemplo, temos a orientação, capacitação, comportamentos e formação de equipes.

Senge sustentou que uma das tarefas importantes dos líderes nas organizações de aprendizagem é ser um mordomo (servo) da visão dentro da organização.

Ele destaca a importância de não ser egocêntrico, mas de integrar a si mesmo ou a visão à visão da organização.

3. Líderes éticos são justos

A justiça exige que os líderes coloquem essa questão exatamente no centro de suas decisões.

Ninguém deve ser tratado de maneira diferente, a menos que sua situação específica exija. Se for o caso, as regras para o tratamento diferenciado devem ser esclarecidas.

Bons treinadores são aqueles que nunca têm favoritos e aqueles que fazem questão de jogar com todos da equipe.

A regra de ouro (Rawls, 1971) é “Fazer aos outros o que você gostaria que eles fizessem a você”.

Os princípios da justiça distributiva incluem:
i. Para cada pessoa, e em partes iguais
ii. De acordo com as necessidades individuais
iii. De acordo com os direitos dessa pessoa
iv. De acordo com os esforços individuais
v. De acordo com a contribuição da sociedade
vi. De acordo com o mérito.

4. Líderes éticos são honestos

Ser honesto não é apenas dizer a verdade. Tem a ver com ser aberto com os outros, representando a realidade o mais completamente possível.

É claro que há momentos em que dizer a verdade completa pode ser destrutivo e contraproducente. O desafio é encontrar um equilíbrio.

É importante que os líderes sejam autênticos, mas sensíveis às atitudes e sentimentos dos outros.

Dala Costa (1998) fez uma observação no livro Imperativo Ético:

“Não prometa o que você não pode cumprir. Não deturpe. Não se esconda atrás de evasões falsificadas. Não suprima obrigações. Não evite a prestação de contas. Não aceite a pressão da sobrevivência dos mais aptos”.

5. Líderes éticos constroem comunidade

Liderança é frequentemente definida como o “processo de influenciar outras pessoas a alcançar um objetivo comum ou comunitário”.

Essa definição tem uma clara dimensão ética. O objetivo comum implica que líderes e seguidores concordem com as direções do grupo.

Transformação autêntica significa que um líder não pode impor sua vontade a outro. Eles precisam procurar metas que sejam compatíveis com todos.

A liderança ética exige atenção às virtudes cívicas (Rost, 1991). Isso significa que líderes e seguidores precisam atender aos objetivos da comunidade e não apenas aos objetivos mutuamente determinados.

Talvez o mais importante seja perceber que a liderança envolve valores. Não se pode ser um líder sem estar ciente e preocupado com os próprios valores.

Podemos dizer também que, em vez de dizer às pessoas o que fazer, devemos dizer a elas o que ser e ajudá-las a se tornarem mais virtuosas.
Quando praticados ao longo do tempo, bons valores se tornam habituais e fazem parte das próprias pessoas.

Fortalezas

Fornece alguma orientação sobre como pensar sobre liderança ética e como praticá-la.

Nos lembra que a liderança é um processo moral. Além da teoria transformacional de Burns, nenhuma outra teoria considerou ou destacou a ética.

Descreve alguns princípios básicos que podemos usar no desenvolvimento da liderança ética do mundo real. Essa ética está presente há mais de 2000 anos.

Fraquezas

Ainda está em um estágio inicial de desenvolvimento. Falta um corpo forte de pesquisa tradicional.

Esta área de pesquisa baseia-se na escrita de algumas pessoas, cujo trabalho tem sido principalmente descritivo e anedótico.

Instrumento de liderança

Craig e Gustafson (1998) desenvolveram a Escala de Integridade Percebida do Líder (PLIS). É baseada na teoria ética utilitarista. Ele avalia a ética dos líderes medindo o grau em que os subordinados os vêem agindo de maneira a produzir o maior bem para o maior número de pessoas.

Referência(s)

Hazem Abourous – Principles of Ethical Leadership.

Autor: Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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