por Ronaldo Lundgren.
Você já deve ter ouvido algo sobre a teoria do Big Bang. Até o momento, a explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria da Grande Explosão, em inglês, Big Bang.
A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado estadunidense, George Gamow (1904-1968) e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître (1894-1966). Segundo eles, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo.
Antes do Big Bang, havia uma mistura de partículas subatômicas que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz. Quando essas partículas se juntaram, deu-se a grande explosão.
O que é que o líder tem a ver com o Big Bang?
Muitas vezes, na organização onde o líder serve, pequenos problemas, como se fossem partículas subatômicas, surgem a todo momento. Tais probleminhas, normalmente, não são percebidos pelo líder. Os escalões subordinados resolvem esses pequenos casos, evitando sobrecarregar o líder com bobagens. Na verdade, eles podem estar agindo sobre os efeitos, sem se darem conta das causas que os estão gerando.
No momento em que as causas se juntam, acontece na organização uma verdadeira explosão – um big bang organizacional. Um grande problema que exige uma rápida alocação de recursos, sob uma coordenação profissional para gerenciar a crise que “apareceu de repente”. Fazendo uma comparação superficial, é como colocar um balde para coletar a água que cai do teto, sem se aperceber que o vazamento da caixa d’água pode culminar alagando todo o escritório. 
Por que o líder não evita o Big Bang?
Mesmo sabendo que pequenas falhas podem levar a grandes problemas, geralmente o líder não dedica a atenção necessária até chegar um momento em que já não consegue reverter a situação. Por que tal coisa acontece? Por que o líder não evita o big bang?
Mundo em movimento. A situação está sempre mudando. E rápido. Não dá para se acomodar. A fila anda! Assim se passa em qualquer organização. O líder precisa estabelecer mecanismos para se manter informado e atualizado. Não se permitindo deitar em berço esplêndido.
Ser humano. Embora óbvio, não custa lembrar que líderes são seres humanos. Com suas fraquezas e fortalezas. Por isso se explica não perceber que pequenos eventos são elos de uma mesma corrente que está prestes a arrebentar.
Autoconfiança. Acreditar na capacidade pessoal em reverter situações desfavoráveis, corrigindo o rumo para o caminho desejado, é uma característica comum à maioria dos líderes. Normalmente, eles logram sucesso. Algumas vezes, os pequenos problemas conseguem se juntar, causando uma grande explosão. Aí, não tem autoconfiança que dê jeito.
Delegação. Muito se tem incentivado a delegação de atribuições. Contudo, se for feita sem obedecer a um critério bem definido, ligado a processos de recobrimento e de transmissão de informações ao líder, pode-se estar isolando a liderança, deixando-a alheia a rotinas que podem impactar a sobrevivência da própria organização.
Instituições fortes. Algumas estruturas na organização que acompanhem a situação, avaliando os impactos sobre o rumo que vem sendo seguido, funcionam como instituições de um estado, onde os poderes executivo, legislativo e judiciário, juntamente com o ministério público e uma imprensa livre, produzem uma outra visão, oferecendo novas soluções. Se o líder não fortalece essas estruturas em sua organização ou se não dá ouvidos a assessoramento diferente, provavelmente, uma grande explosão vai causar estragos na organização.


O poeta polonês Juliusz Słowacki [1809-1849] escreveu entre 1843/4-1846? um poema em prosa mística intitulado “Gênese do Espírito” publicado em 1871. Se reduzirmos as partes místicas do poema ao mínimo, chegamos à sua descrição poética do “Big Bang”:
“…O Espírito… transformou um ponto… de espaço invisível em um flash de Forças Magnéticas-Atrativas. E estas se transformaram em raios elétricos e relâmpagos ousados – E aqueceram [no Espírito… Você, Senhor, o forçou…] a brilhar com fogo destrutivo…[ Você transformou o Espírito… em] uma bola de fogo e a pendurou nos abismos [… E aqui… um círculo de espíritos… ele pegou ] um punhado de globos e os girou como um arco-íris de fogo… ”
É assim que a intuição poética pode antecipar as grandes descobertas científicas do século XX…
(veja: Artificial Intelligence about J. Słowacki’s “Genesis from the Spirit”
https://www.salon24.pl/u/edalward/1439654,artificial-intelligence-about-j-slowacki-s-genesis-from-the-spirit )
Atenciosamente,
Ed
Muito bom. Desconhecia o poema.