Você não precisa de mais motivação [propósito e persistência]

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Você não precisa de mais motivação

Você não precisa de mais motivação

Em vez disso, use três princípios para construir um crescimento de longo prazo

por Ayodeji Awosika.

É esse ciclo sem fim que puxa suas emoções para cima e para baixo. Você se sente motivado e inspirado, mas isso desaparece rapidamente e você não segue de fato nenhum de seus objetivos.

Em vez de traduzir suas emoções positivas em ação, você fica preso em um loop.

Até ler autoajuda pode ser complicado, mesmo perigoso, porque você pode ficar viciado na onda de dopamina que sente ao acreditar estar prestes a ter grande sucesso.

Como um viciado, é preciso mais e mais para levá-lo de volta a esse nível elevado. E quanto mais você consome autoajuda sem fazer nada, mais você tende a se afastar de seus objetivos reais.

Então, por que escrevo isso?

Escrevo porque descobri pessoalmente uma maneira de preencher essa lacuna.

Eu entendo que a autoajuda é uma faca de dois gumes, então tento retratá-la da maneira certa para que você possa usá-la da maneira certa.

Qual seria o caminho certo?

Bem, o caminho certo não é “ficar mais motivado“. A motivação nada mais é do que uma fonte de combustível.

Seu objetivo não é ficar motivado. É usar a motivação para perseguir objetivos significativos.

Uma palavra nessa frase é o mais importante – o significado.

Normalmente, você experimentará uma mudança em sua vida – transformando a motivação em esforço real – quando encontrar algum nível de significado no que deseja perseguir.

Essencialmente, você terá que encontrar um motivo bom o suficiente para preencher a lacuna entre motivação e ação.

É aí que entra o primeiro princípio. Então, você pode usar os outros dois que mencionei para se transportar até a linha de chegada.

Etapa 1: Encontre clareza mental

Clareza significa que você desenvolve um nível de consciência alto o suficiente para entender o que deve ser feito.

Pense em algo como uma crise de meia-idade. Quer saiba ou não algo sobre seu propósito de vida, você tem um.

Muitas vezes você se pergunta:

“O que estou fazendo da minha vida?”.

Mas, isso não é o suficiente!

Normalmente, a crise da meia-idade termina com alguém comprando uma lancha, divorciando-se ou alguma outra besteira típica que não muda o essencial.

Clareza não é uma pílula mágica, mas é a única maneira.

Você obtém clareza pela combinação de autorreflexão e extrapolação futura.

Eu descobri isso depois de muito tempo, sentado sozinho em uma sala silenciosa, pensando sobre minha vida. Fiquei imaginando como minha vida seria se eu continuasse o mesmo.

Qual é o remédio?

Então, depois de anos de procrastinação, percebi que precisava fazer algo. Não queria, mas precisava.

Existe um remédio perfeito que você pode usar para atingir um nível sustentado de clareza?

Não.

Mas procure mesmo assim. Esta é sua vida.  Ter clareza sobre seu propósito de vida vale a pena. Essa clareza pode movê-lo mentalmente na direção que você precisa seguir.

Certo, você não precisa necessariamente saber exatamente o que fazer a seguir, mas quando tiver clareza sobre sua própria vida, estará pronto para seguir em uma direção.

Procure descartar conceitos, narrativas e scripts sociais prejudiciais. Com esse processo de remoção, muitas vezes o que resta é a resposta que você já conhece.

Mas você precisa desaprender para ver a resposta completamente.

A resposta basicamente se resume às seguintes verdades:

  • Você é responsável por sua vida. Independentemente das circunstâncias externas, você sempre paga a conta.
  • O que lhe limita é sua mente. Quase sempre. Seus problemas, barreiras e obstáculos são psicológicos.
  • Você percebe que se continuar a viver da maneira que está vivendo agora, não obterá os resultados que deseja e se arrependerá pelo resto da vida.

Clareza significa apenas que você martelou as informações o suficiente, de modo que se torna extremamente claro para você que precisa agir.

Ao alcançar sua clareza de propósitos, faça o seguinte.

Etapa 2: Encontre a direção e mantenha-se nela por um tempo

Basta escolher algo e trabalhar nisso, está bem?

Não há nenhum ingrediente secreto para evitar bater a cabeça contra a parede mais vezes do que você pode contar e cometer uma tonelada de erros.

Uma ação rápida em uma área que você escolher lhe dará motivação.

O que você escolhe fazer não importa tanto quanto o processo de fazê-lo.

Você não obtém a motivação primeiro.

Eu comparo isso a malhar. A única maneira de parar de se sentir muito cansado para treinar é treinar. A única maneira de obter motivação suficiente para escolher uma direção para seguir é escolhendo uma direção e persistindo nela.

“Mas e se eu escolher a coisa errada e perder meu tempo?”

Você terá aprendido uma lição valiosa. Pelo menos, nunca terá que se perguntar o que poderia ter sido.

Sim, é assustador. Mas se você passar seis meses em algo e não conseguir tração, bem, não conseguirá tração. Porém, é provável que funcionará até certo ponto se você apenas se esforçar. Até certo ponto. Você não tem que mudar o mundo.

Eu escolhi escrever. Na verdade, um amigo me pediu para escrever para seu site. Mas eu continuei. Eu não conhecia todos os meandros de construir uma carreira de escritor. Não sabia exatamente quais livros iria lançar. Naquele momento eu nem tinha considerado escrever um livro.

Mas, eu tomei a decisão de pegar meu nível de clareza e colocar meus esforços para escrever … alguma coisa.

Rapidamente, ficou claro que eu escreveria em um futuro próximo.

90 dias

Eu estou dizendo a você. Escolher algo e simplesmente persistir por 90 dias mudará sua percepção e mudará seu nível de motivação. Se você quiser escrever, escreva diariamente por 90 dias. Se você deseja criar um canal no YouTube, comprometa-se a gravar um certo número de vídeos por semana durante 90 dias.

Iniciando um projeto paralelo ou negócio? Basta escolher um modelo e ficar com ele.

Você não precisa ter um plano de vida perfeito. Sim, escolha uma direção, mas realmente não importa qual é a direção, contanto que seja para frente.

Todos nós mudamos: seja de emprego, de cidade, de gosto musical… Mas permanecemos a mesma pessoa.

Não seja assim. Mude realmente. Prossiga. Persista.

Etapa 3: Ganhar e manter o ímpeto

Eu gostaria que você visse como é fácil ficar motivado depois de ter impulso.

Você não precisa ficar buscando fontes para se motivar. Você é puxado para frente por seus esforços anteriores, tornando mais fácil alcançar um nível superior.

Chegar à marca de seis meses deve levá-lo a algum tipo de nível sustentável.

Seis meses depois, eu não publiquei nenhum livro, não ganhei dinheiro, tinha um público muito pequeno, etc., mas achei que poderia fazer as coisas “estourarem” no caminho.

Chegar aos seis meses é basicamente sua barreira para entrar. Depois disso, você tem um monte de coisas novas para aprender.

E você aprenderá. Uma vez ouvi algo do especialista em negócios Ramit Sethi. Ele disse alguma coisa como

“Depois de desenvolver uma nova habilidade, você a tem para sempre.”

Adquirindo confiança

Cada vez que se aprende uma nova habilidade, você a adiciona ao seu reservatório. Isso gera confiança.

Eu aprendi um monte de habilidades nos primeiros 6 meses:

  • Como formatar minha página, criar listas de reprodução e adicionar vídeos em destaque;
  • Como pesquisar palavras-chave para adicionar à descrição e tags do vídeo;
  • Habilidades básicas de edição de vídeo usando software básico;
  • Como adicionar pequenos truques de engajamento em meu vídeo;
  • Adicionar links aos meus vídeos e telas finais para compartilhar novos vídeos;
  • Edição de vídeo 4k com uma câmera atualizada;
  • Adicionar gráficos, música, legendas e apelos à ação nos meus vídeos.

Eu não esperei até me sentir como um especialista do YouTube antes de começar a gravar vídeos. Acabei de começar. Então desenvolvi habilidades.
Agora, eu tenho impulso.

Começar meu canal no YouTube foi fácil e eu não tive nenhuma ansiedade sobre se iria ou não funcionar porque agora, eu tenho um nível macro de impulso.

Uma vez que toda a minha vida tem impulso, assumir projetos novos e interessantes não é tão difícil.

Chegue a este ponto e a diversão realmente começa.

Você deseja construir uma bola de neve …?

Trabalhe em projetos por tempo suficiente, trabalhe em si mesmo por tempo suficiente e, um dia, verá tudo o que fez.

Você não vai acreditar que fez isso. Em seguida, o efeito bola de neve entra em ação.

Um dia, você chegará a um ponto em sua trajetória de vida-carreira-negócio-negócio em que não precisará mais de inspiração. Seus próprios esforços são sua inspiração. E então você realmente aumentará seu ritmo em vez de descansar.

Você acha que quer chegar a um ponto final. Não, você quer construir uma enorme bola de neve e apenas … continuar construindo.

O que todos nós realmente estamos fazendo aqui, afinal?

Quem conhece o verdadeiro sentido da vida?

Para mim, criar um impulso em uma direção que você realmente goste e continuar a fazê-lo é a coisa mais próxima de felicidade e significado que posso imaginar.

Se você tiver uma resposta melhor, me avise.

Você não pode ver isso agora. Mas, daqui a alguns anos, você terá passado de um aspirante cheio de ansiedade para um expert da produtividade.

O resto da sua vida será o seu playground pessoal para criar coisas incríveis e moldar a realidade da maneira que achar melhor.

Zero motivação necessária.

Referência(s)

Ayodeji Awosika é o autor de Real Help: An Honest Guide to Self-Improvement.

Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

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Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

Chega de FONO. Como reconhecer e quebrar o hábito da “positividade tóxica”.

Quando seu paciente começou a falar sobre notas médicas, a neuropsicóloga Judy Ho decidiu intervir.

Seu cliente, um empresário extremamente bem-sucedido, era rico, tinha um casamento feliz e era bem visto por seus colegas. O problema eram os dias em que ele se sentia deprimido e abatido, mas incapaz de admitir isso.

Para o paciente, a única maneira de lidar com isso era regredir, como um colegial, e buscar a permissão de um médico para se reagrupar.

“Ele sabia que não estava doente, mas iria entrar e inventar algo”, diz Judy, “só para poder tirar um dia de folga e ficar bem consigo mesmo”.

Ela reconheceu que o paciente estava sofrendo de um mal-estar contemporâneo crescente.

“Ele sempre teve que demonstrar seu valor para as pessoas”.

Ele pensava:

‘Devo transmitir esta imagem de sucesso e uma vida feliz que todos passaram a conhecer sobre mim, e não quero jamais mudar essa imagem’.

Isso é positividade tóxica.

Chame isso de FONO (Fear Of Negative Outcomes) ou medo de uma perspectiva negativa. Também conhecido como “positividade desdenhosa”, é expresso como uma alegria forçada, não importa o quão ruim as coisas estejam.

Redes sociais

Você vê isso no Instagram, onde o filtro afetivo é sempre otimista. Ouve isso do instrutor da academia exortando você a suar mais, a despeito da dor. Essa positividade está em todo lugar, é onipresente. Afinal, ela “está dentro de nós“. Você pode até reconhecê-la no chefe que insiste para que os colegas comecem todas as reuniões do Zoom compartilhando uma boa notícia para ajudar a manter o humor alegre em meio à escuridão.

Pense nessa mentalidade como aquela que responde a toda ansiedade ou tristeza humana com otimismo intransigente.

Ele pode ser encontrado em frases que começam com as palavras negativas “pelo menos”, que são seguidas por uma sugestão de que, por pior que você esteja se sentindo, pelo menos você tem muitas outras coisas que devem compensar e superar isso.

Mesmo a insistência opressiva de que devemos amar nosso corpo, não importa o que aconteça, pode levar à intolerância otimista, sugerindo que não é certo querer trabalhar nas dobras da barriga ou nas rugas de expressão.

O FONO pode impulsionar qualquer autoconfiança delirante, sejam políticos tentando escapar dos fracassos da Covid-19 com chavões sobre força ou vendedores ambulantes vendendo uma chance de progredir.

As pessoas comuns, em busca de inspiração e segurança, tornaram-se os alvos principais desses vendedores de entusiasmo.

A filiação à International Coach Federation, órgão de coaching de vida, aumentou de quase 4.700 no mundo todo em 2001 para mais de 41.000 hoje.

A ‘esteira de conquista’

Pessoas bem-sucedidas são as mais propensas a cair nessa forma de pensar, diz Naomi Torres-Mackie.

Como chefe de pesquisa da Mental Health Coalition e psicóloga praticante no Lenox Hill Hospital de Nova York, ela trabalha extensivamente com pacientes presos no que ela chama de “esteira de conquistas”. É aí que a dúvida e a reflexão são postas de lado em favor de um espírito entusiasta e ativo.

Veja o financista recém-casado que ela tratou.

No auge de sua carreira, seu único problema identificável era a insônia. Enquanto trabalhava com Torres-Mackie, o Wall Streeter reconheceu que a causa era sua fixação em como ele se comparava aos outros.

As únicas perguntas que ele se perguntou foram:

‘Quanto sucesso estou tendo e o que meu chefe está pensando?’, diz ela.

“Ele estava tão focado em criar uma imagem perfeita, feliz e positiva, que não deixou espaço para processar e digerir as coisas difíceis.”

Só depois de deitar à noite essas preocupações viriam à tona e o manteriam acordado. Seu tratamento depois se concentrou em quebrar a conexão que ele estabeleceu entre parecer feliz e ser bem-sucedido.

Para a geração atual, as origens dessa positividade emocional estão na década de 1990, quando o então presidente da American Psychological Association, Martin Seligman, postulou que o pessimismo é um comportamento aprendido. Portanto, ele pode e deve ser evitado.

“Alguns dos melhores momentos da vida, quando você realmente se sente bem, são cheios de emoções misturadas”

Essa observação se transformou em best-sellers como O Segredo, publicado pela primeira vez em 2006 pela executiva da TV australiana que se tornou autora, Rhonda Byrne.

Ele foi popularizado depois que Oprah Winfrey defendeu seu ethos.

Cultura organizacional

Essa bíblia revolucionária foi essencialmente construída com base em afirmações de que o poder do pensamento positivo forneceria tudo o que você quisesse, seja um bebê ou um Mercedes-Benz.

A cultura corporativa contemporânea exacerba essas tendências.

Antes da pandemia, os funcionários eram incentivados a ficar felizes porque trabalhavam em um escritório, talvez, com mesas de pingue-pongue e almoços grátis. Agora, em um mundo que trabalha em casa, eles são incentivados a serem gratos simplesmente por ter um emprego.

Whitney Goodman, psicoterapeuta em Miami, explica que esses locais de trabalho criam um beco sem saída, onde os funcionários não são capazes de levantar preocupações por medo de não serem vistos como um trabalhador de equipe ou dignos de uma promoção. Preso a preocupações não expressas, é mais provável que falhem no final.

Relatórios clínicos reforçam sua tese. Um estudo de 2018 publicado no Journal of Personality and Social Psychology ecoou pesquisas anteriores ao descobrir que as pessoas se sentiam mais tristes quando se esperava que ocultassem tais emoções.

Brett Ford, professora de psicologia da Universidade de Toronto e uma dos autores do estudo, diz que viver com a positividade tóxica requer desviar o olhar dos problemas, ao invés de encarar os sentimentos antigos desconfortáveis.

“Observe-os, deixe-os em paz, tente não afastá-los”, diz ela, “e eles passarão. As emoções devem ser experiências de vida relativamente curta.”

Então, como lidar?

Judy Ho, a neuropsicóloga, tem uma sugestão inesperada para ajudar a calibrar uma perspectiva Poliana: uma sessão assistindo Divertida Mente (Inside Out) da Disney-Pixar, que anima e dramatiza emoções humanas.

“Um dos melhores antídotos para a positividade tóxica é reexaminar seu sistema de valores e entender que alguns dos melhores momentos da vida, quando você realmente se sente bem, são cheios de emoções confusas”, diz ela. “E é isso que devemos abraçar como seres humanos.”

Junto com você, permitir que os outros expressem negatividade também é vital.

Elimine as palavras “pelo menos” de seu vocabulário emocional, recomenda Judy Ho, e concentre-se na escuta reflexiva. “Repita o que você acha que ouviu, sem adicionar nada a isso. Você nem sempre tem que fazer um curativo ou perguntar, ‘O que eu posso fazer?’ ”

Não é nenhuma surpresa que Byrne também retorne agora. Sua sequência, O Maior Segredo, foi lançada em novembro. A sinopses recomendam a leitura do livro, e você poderá remover toda a negatividade. – Como se isso devesse ser um objetivo central na vida. (Mais de 80% das avaliações de usuários da Amazon.com deram cinco estrelas.

“Este ano, com crise após crise, voltamos às formas instintivas de enfrentamento que nos incutiam desde tenra idade – que precisamos ser positivos para superar isso”, diz Goodman.

“É verdade que precisamos ter alguma consciência de que isso não vai durar para sempre, mas também temos que atentar para o fato de que, bem, isso não é normal.”

Referência(s)

Mark Elwood -Trying to Stay Optimistic Is Doing More Harm Than Good.

Motivação: Maslow e Herzberg [para uma boa liderança]

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Teorias sobre motivação

Motivação: Maslow e Herzberg

por Ronaldo Lundgren.

A motivação é a força interna que emerge, regula e sustenta todas as ações humanas. É um impulso interior que leva as pessoas a realizarem coisas.

Uma pessoa motivada utilizará ao máximo os seus recursos (conhecimentos, habilidades e aptidões) para alcançar objetivos.

Um indivíduo altamente motivado, embora menos dotado, produzirá mais e melhor do que um mais capacitado, porém desinteressado.

Vários acadêmicos desenvolveram teorias sobre motivação. Maslow, McGregor, Herzberg, Atkinson, McClelland, entre outros, são bastante estudados pelas pessoas que estão procurando SABER mais.

Maslow

Motivação: Maslow e Herzberg

Para Maslow, a motivação humana pode ser reunida em cinco grandes grupos de necessidades. Das mais básicas até às mais elevadas.

Para satisfazer suas necessidades, a pessoa se motiva.

Qual a sua necessidade preponderante no momento?

É para ela que você vai dedicar toda a sua atenção. Se uma pessoa está com sono, muito sono, ou com muita fome, pode aceitar um resto de comida encontrado no lixo ou mesmo se deitar e dormir na rua, relegando sua auto-estima a uma menor prioridade.

Veja que motivação se refere ao indivíduo.

Essa individualidade cria uma dificuldade maior para as organizações. Política salarial, plano de carreira, benefícios sociais, são instrumentos coletivos adotados pelas organizações, imaginando criar as condições para que cada pessoa satisfaça suas necessidades.

Em geral, o líder dedica sua atenção para as necessidades sociais, de auto-estima e de auto-realização. Mas motivação se refere ao indivíduo. Pode haver o caso de o líder precisar voltar seus esforços para necessidades mais básicas. Fique atento!

A necessidade de auto-estima engloba o desejo de realização e competência, bem como o desejo de status e reconhecimento. Nas organizações, as pessoas querem ser boas em seus trabalhos; também querem sentir que estão realizando algo importante quando fazem esse trabalho. Cabe ao líder atender aos dois tipos de necessidade de auto-estima, proporcionando trabalhos que desafiem e envolvendo os liderados no estabelecimento de objetivos e nas decisões.

Herzberg

Utilizando os conceitos de Herzberg, em relação à teoria de motivação, verifica-se que a satisfação e a insatisfação no trabalho decorrem de dois conjuntos separados de fatores.

Essa teoria foi chamada de teoria dos dois fatores.

Os fatores de insatisfação englobam

  • o salário;
  • as condições de trabalho; e
  • a política da empresa.

Mesmo que as pessoas considerem que esses pontos são bons, atendendo às suas expectativas, não garante que elas se sintam satisfeitas na organização. Esses pontos positivos conduzem meramente à ausência de insatisfação.

Já os fatores de satisfação (fatores de motivação) envolvem

  • a realização;
  • o reconhecimento;
  • a responsabilidade; e
  • o progresso.

Todos esses fatores estão relacionados ao conteúdo do trabalho e às recompensas ao desempenho profissional.

Uma pessoa motivada contagia as outras pessoas a sua volta.

Cada uma e todas motivadas vão trabalhar em um clima de maior cooperação.

Considerações finais

O líder deve ser o catalisador desse ambiente favorável.

Interaja com os liderados guiando-os na direção desejada. Utilize sua capacidade para perceber o que é importante para a organização e para os liderados.

Assuma sua parcela de responsabilidade para motivar cada uma das pessoas de sua organização.

Liderar – uma abordagem em 3 dimensões

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Liderar – uma abordagem em 3 dimensões

Liderar - uma abordagem em 3 dimensões

por Ronaldo Lundgren

Podemos dizer que os atributos de um líder compõem três dimensões: SER, SABER e FAZER.

O líder deve SER

Atitude. Talvez esta palavra resuma tudo o que o líder deve ser. Atitude é uma norma de procedimento que leva a um determinado comportamento. É a concretização de uma intenção ou propósito. De acordo com a psicologia, a atitude é comportamento habitual que se verifica em circunstâncias diferentes.

Ter atitude correta para cada situação que se apresenta é motivo de admiração. Pode-se dizer que a atitude reflete o caráter. O caráter tem por base as crenças e valores, sendo o fator preponderante nas decisões e no modo de agir de qualquer pessoa.

É importante que os líderes procurem desenvolver determinados traços de personalidade em si e nos subordinados porque, em momentos críticos ou situações difíceis, eles proporcionam segurança para agir com eficiência.

Os seguintes traços são relevantes para a maioria de organizações:

  1. Competência;
  2. Autoconhecimento;
  3. Responsabilidade;
  4. Decisão;
  5. Iniciativa;
  6. Equilíbrio emocional;
  7. Autoconfiança;
  8. Coragem;
  9. Dedicação; e
  10. Persuasão.

Pode parecer muita coisa. Quase um super-homem. Não é tanto assim. Esses traços são comuns, adquiridos ao longo da vida. Iniciados pela formação familiar. Ensinados por nossos pais.

O líder deve SABER

Conhecer sua profissão, a organização em que trabalha, seus concorrentes e seus liderados.

Conhecer por conhecer, saber por saber não serve pra nada.

Quando um líder aplica seus conhecimentos ao estudo e à solução de problemas, ele passa a usar sua inteligência, principalmente a emocional, para obter resultados.

Estude, pergunte, observe, ouça. Só assim o conhecimento sobre a profissão vai se consolidando. Qual a missão, os valores, a cultura de sua organização?

Sua formação profissional sofre atualizações constantemente. Será o caso voltar aos bancos escolares? Participar de seminários? Existem outros assuntos que você precisa saber? Em resumo, não se pode ficar parado, achando que o “seu queijo” vai estar no mesmo lugar todos os dias.

Comunicar

O líder deve saber se comunicar, não apenas verbalmente, mas usando todos os outros meios de que dispuser. Saber o que comunicar e como comunicar é imprescindível para tocar as pessoas e trazê-las para si.

A observação e o acompanhamento constantes são importantes, mas somente a convivência direta com os homens permitirá ao líder o conhecimento mais profundo das capacidades e das limitações de cada um.

A partir deste conhecimento, o líder estará preparado, não apenas para escolher o homem mais qualificado para uma determinada missão, como poderá também atender de uma forma efetiva às suas necessidades e bem-estar.

Uma das tarefas mais difíceis com que qualquer líder se defronta é inspirar e gerar nos liderados a motivação para perseguir os objetivos da organização. Não se trata apenas de estímulos materiais. O líder precisa adquirir compreensão sobre a natureza humana e os motivos que levam as pessoas a agir de uma maneira característica.

A compreensão da natureza humana favorece o embasamento necessário para que o líder possa perceber as forças que atuam dentro de uma situação particular e procure utilizar a contribuição destas forças para o cumprimento da missão.

O líder deve FAZER

Já ouviu aquele ditado: “Faça o que eu digo. Não faça o que eu faço.” Esqueça ele. O líder precisa fazer o que diz. Ele deve servir de modelo, de exemplo. Pouco adianta o líder saber, ter uma atitude que inspire admiração, mas não “viver” conforme prega.

Não basta a mulher de César ser honesta, ela tem que parecer ser honesta.

Se o líder fala que entende a falha cometida por um de seus liderados, suas ações têm que ser coerentes. Não pode perseguir esse mesmo liderado por aquela falha. Muitos problemas surgem porque o comportamento do líder faz com que o liderado se sinta incompreendido e humilhado, e perceba o líder como sarcástico e autoritário.

Os líderes muitas vezes enfrentam problemas porque não aprenderam que é normal, natural e mesmo inevitável experimentar sentimentos de incapacidade que não podem ser evitados. É difícil encarar os próprios sentimentos e os dos subordinados e ter consciência do modo como suas dificuldades e sentimentos afetam as suas avaliações.

A motivação é a força interna que emerge, regula e sustenta todas as ações humanas. É um impulso interior que leva as pessoas a realizarem coisas. Uma pessoa motivada utilizará ao máximo os seus recursos (conhecimentos, habilidades e aptidões) para alcançar objetivos. Um indivíduo altamente motivado, embora menos dotado, produzirá mais e melhor do que um mais capacitado, porém desinteressado.

O líder orienta e cria uma atmosfera ética e de lidLider 2erança que dinamiza e motiva os liderados a alcançarem as metas estabelecidas. Os efeitos da motivação se fazem sentir através da participação do líder nas atividades coletivas e na sua capacidade para acelerar o trabalho de grupo. A motivação implica em atividade, movimento e realização de tarefas.

Considerações finais

O líder deve procurar a cooperação de seus homens, predominantemente através da motivação, ocasionalmente pela sugestão, e, apenas em situações excepcionais, pela coação.

Alguns exemplos de procedimentos que devem ser adotados pelo líder:

  • ser sincero;
  • demonstrar sempre coragem moral;
  • estimular a existência de um ambiente de camaradagem;
  • ser justo e criterioso na aplicação de recompensas, elogios e punições;
  • usar de moderação devida ao reprimir uma falta; e
  • respeitar a dignidade da pessoa.

Como podemos ver, a liderança é composta de todas essas habilidades e competências. Cada uma delas pode ser aprendida e desenvolvida.

Liderança não é um atributo que nasce com a pessoa. Você pode tornar-se um líder e, consequentemente, um profissional altamente requisitado no mercado de trabalho.

Quer saber mais sobre Liderança? Confira aqui.

Olhar pra frente mas sem esquecer do passado

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Olhar pra frente mas sem esquecer do passado

Olhar pra frente mas sem esquecer do passado

Esperamos um melhor 2021, mas os anos passados nos ajudaram a crescer.

por Ronaldo Lundgren.

Final do ano se aproxima. Ano complicado. Para o mundo todo e todo mundo. É momento de renovar os planos. Isto ajuda a restabelecer a esperança, a força e a coragem para prosseguirmos na caminhada.

Deve-se olhar pra frente tendo o cuidado de não esquecer o passado.

É este passado que reforça as crenças e os valores que cada um de nós cultua. As mudanças que precisam ser feitas para conquistar os objetivos futuros se baseiam nessa história já vivida.

Quando se analisa o ano que finda, é possível agrupar as principais coisas que aconteceram em nossas vidas em 3 grupos de acontecimentos:

  1. Perdas;
  2. Realizações; e
  3. O que melhorar.

Se, em 2020, você teve

  • parentes próximos que venceram a Covid-19;
  • outros que perderam a batalha;
  • demissão do emprego ao qual tanto se dedicava;
  • afetada sua estabilidade emocional por conta do afastamento social ou das intrigas políticas;
  • trabalho no estilo “home office”, que lhe forçou uma convivência intensa em casa; e/ou
  • oportunidades que se abriram e você agarrou pelo menos uma delas.

É momento de reavaliar suas crenças a partir de como você reagiu a cada um desses principais acontecimentos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Coaching, as crenças consistem em 3 tipos:

  • crenças sobre identidade;
  • crenças sobre capacidade; e
  • crenças sobre merecimento.

Se houve uma perda, em que você se apoiou para buscar forças e prosseguir na jornada? Em que você acreditou? Foi em Deus, nos laços familiares, em amigos, em sua própria capacidade?

E no caso de suas realizações? Quais suas crenças nesses momentos de conquista? Foi em você mesmo, nos companheiros que ajudaram, na sorte que teve, em Deus?

As suas crenças

Crenças são os pensamentos (geralmente inconscientes), embebidos em sentimentos, que temos sobre a realidade. E estes pensamentos podem ser limitantes ou empoderadores.

Após listar suas crenças para cada acontecimento importante de sua vida em 2020, procure identificar onde você foi mais forte e onde foi mais fraco. Onde pode melhorar?

Será que você deixou de considerar alguma de suas crenças que poderiam lhe ajudar?

Liste suas crenças. Medite sobre cada uma delas.

Agora, comece a olhar pra frente. Para 2021. Quais serão seus objetivos? Definir os objetivos a partir daquilo que você acredita é fundamental para alcançá-los.

Fred Graef afirma que

“as nossas crenças são os maiores limitadores para atingirmos o que desejamos. […] tudo o que desejamos ser, fazer ou ter na vida, e ainda não somos, não fazemos ou não temos, é por causa de nossas crenças”. 

Olhar pra frente

Com suas crenças entendidas, planeje seus desejos para 2021. Você terá mais chance de atingir cada um dos objetivos traçados. Nos momentos difíceis, aparecerá uma força interior que você nem sabia que tinha. São suas crenças lhe apoiando.

Feliz ano novo.

Referência(s)

Instituto Brasileiro de Coaching.

Fred Graef.

Poder versus força: como conseguir o que deseja

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Poder versus força: como conseguir o que deseja

Poder versus força

Você já percebeu que quando está um pouco ansioso para obter um resultado, esse resultado escapa de você?

Você precisa ter o desejo de um resultado para se esforçar para tentar alcançá-lo, mas se você forçar demais a situação, não conseguirá o que deseja.

Ou você vai conseguir, mas vai pagar um preço muito alto no processo.

Todos nós temos nossa versão do que chamaríamos de uma vida boa e todos almejamos algum nível de autorrealização. Em nossas vidas, temos diferentes motivações para nossas ações.

Não há uma resposta perfeita para chegar a esse ponto, nem as motivações por trás de suas ações são certas ou erradas, mas tendem a produzir certos resultados.

Você opera principalmente a partir de duas fontes – poder ou força.

Vamos dar uma olhada mais profunda no conceito e falar sobre as motivações que orientam seu comportamento.

Compreendendo os níveis de consciência

No livro Power vs. Força de David Hawkins, ele discute diferentes níveis de consciência. Cada nível possui um conjunto diferente de crenças e comportamentos.

Ele costuma falar literalmente sobre esses níveis. Para mim, os níveis servem apenas como um guia útil para a compreensão do comportamento humano. A compreensão de cada nível pode ensiná-lo por que você faz as coisas que faz. Você deseja sair de um local de operação por meio da força e, em vez disso, usar o poder.

Confira como são esses níveis:

Nível de Consciência Escala Emoção Visão de Vida
Iluminação 700 – 1000 Indescritível Eu sou
Paz 600 Felicidade Perfeito
Alegria 540 Serenidade Completo
Amor 500 Contemplação Benigno
Razão 400 Compreensão Significativo
Aceitação 350 Perdão Harmosioso
Boa vontade 310 Otimismo Esperançoso
Neutralidade 250 Lucidez Satisfatório
Coragem 200 Determinação Possível
Orgulho 175 Desprezo Exigente
Raiva 150 Ressentimento Antagônico
Desejo 125 Cobiça Desapontado
Medo 100 Ansiedade Assustado
Tristeza 75 Arrependimento Trágico
Apatia 50 Desespero Desesperançoso
Culpa 30 Remorso Infortúnio
Vergonha 20 Humilhação Miserável

Cada nível tem um nome, pontuação, emoção e visão. Leia-os e verá que fazem sentido em um nível intuitivo.

Se você olhar para de baixo para cima, parece que alguém se eleva para alcançar todos os seus objetivos, chegando a um nível mais alto de compreensão, amor pelos outros e, em última instância, total desapego a qualquer coisa.

Sempre argumentei que passar pelo processo de ascensão é mais fácil e melhor do que tentar mediar seu caminho para a bem-aventurança. Especialmente quando se trata de subir acima dos degraus inferiores.

A maioria das pessoas passa a vida nesses níveis baixos.

O que as notícias dos jornais nos mostram? Medo, indignação, raiva.

Olhe nos olhos de muitas pessoas quando estão indo para o trabalho e você verá apatia.

Por que vivemos em um mundo materialista? Porque precisamos preencher um vazio.

Poucas pessoas superam esses níveis baixos. Mas você pode. Vamos falar sobre como.

Força: como chegar ao poder

Se você já leu meus artigos, sabe que tenho uma tendência a cutucar você. Algumas pessoas consideram minha escrita rude ou agressiva. Eu uso esse estilo porque parece ser a melhor maneira de inspirar as ações certas.

É um estilo forte.

Assisti a um vídeo cuja mensagem era sobre o processo pelo qual as pessoas passam quando estão tentando ter sucesso. É como se as pessoas entrassem em uma “caverna escura” e, com o intuito de fazerem algo por si mesmos, aceitam se machucarem e sentirem dor.

Muitos entram na caverna porque precisam.

Eles precisam porque sentem o peso de estar abatidos.

Entrei na caverna porque me sentia deprimido. Minha vida era uma droga e eu queria mudar isso. Comecei a mudar, me forçando a melhorar.

Passei por alguns dos diferentes níveis neste caminho:

Raiva

Eu estava chateado por ter deixado minha vida chegar a um ponto tão baixo. Então, decidi mudar.

A raiva pode ser uma emoção útil se tirar você de um estado apático.

Se você não está onde gostaria, provavelmente não vai se sentir inspirado de repente. Use a raiva se for necessário.

Desejo

Eu queria os números, o dinheiro, o status etc.

Por mais que digamos que odiamos uma “curtida de página” e anúncios enganosos, eles nos atraem porque somos governados pelo desejo.

Tudo bem. Novamente, você pode usar o desejo como um trampolim.

Orgulho

Pelo menos com orgulho, embora forte, você está colocando seu peito para cima e enfrentando o mundo.

É o último nível de força antes de você começar a chegar ao poder.

A força

Você não quer depender inteiramente da força para conseguir o que deseja, mas é importante entender a natureza dela. Conforme você cresce e aprende, pode contrastar esta maneira de ser e, em vez disso, tornar-se poderoso.

Algumas das características comuns da força são:

Manipulação

Novamente, é por isso que algumas pessoas temem o sucesso. Você tem aversão a sentir que precisa enganar as pessoas para progredir.

Coerção

Semelhante à manipulação, quando você está se esforçando muito para conseguir o que deseja, você compromete alguma parte de si mesmo no processo.

A própria sociedade é o maior exemplo desse comportamento forçado e coercitivo.

Carência

Há uma diferença sutil entre querer que algo aconteça e precisar que aconteça. No minuto em que você fica carente de um resultado, ele se afasta ainda mais.

Insegurança

Se você estivesse seguro de quem você é como pessoa, então não se importaria com os resultados de qualquer maneira. Se você está tentando forçar algo a acontecer, está dizendo a si mesmo que precisa do resultado para lhe dar algo que você ainda não tem.

Tomando

Tudo isso se sobrepõe um pouco, mas a força vem da atitude de que você está tentando “pegar o que é seu” em vez de obter ótimos resultados por meio de reciprocidade.

—–xxx—–

Eu não estou defendendo a força. Estou explicando como funciona.

A força tem uma reação contrária a ela. Você pode conseguir o que deseja com a força, mas terá cicatrizes por causa disso. Eu certamente tenho algumas.

Olhando para trás, percebi que poderia ter alcançado o que queria sem as emoções extras associadas a isso.

Tire suas próprias conclusões. Porém, tente entender as motivações por trás de suas ações enquanto você as age.

Poder: como atrair o que você deseja sem forçar a situação

Não leva uma eternidade para alcançar um lugar mais poderoso em sua vida.

Na verdade, isso aconteceu comigo no início. Honestamente, minhas motivações foram sempre fortes e poderosas. O mesmo acontecerá com você, se e quando decidir fazer sua própria peregrinação.

Eu queria uma vida melhor.

Talvez no começo eu quisesse por motivos egoístas. Parte de mim ainda quer coisas por motivos egoístas. Mas, à medida que mergulhei no processo de aprender como melhorar minha vida e comunicar meus pensamentos, minha energia mudou.

Pela primeira vez em muito tempo estava curioso e, mais importante, pronto. Eu estava conseguindo novas realizações. E compartilhando meus pensamentos, aprendi a ter uma melhor compreensão do mundo.

Você passará por estes níveis se fizer uma peregrinação também:

Coragem

Essa é a centelha inicial.

Você bate o pé e diz a si mesmo que está pronto. Aconteceu comigo um dia, quando gritei ao acaso no meu quarto, dizendo a mim mesmo que desta vez era diferente.

Isso funcionou.

Neutralidade

Neste ponto você está acomodado e entende que depende de você. Se você confiar em si mesmo, pode fazer as coisas acontecerem.

Vontade

Esta é a fase em que você se compromete de verdade com o seu próprio crescimento pessoal e autoaperfeiçoamento. Eu li cerca de 75 livros no primeiro ano de ‘meu caminho’. Eu queria respostas, então fui procurá-las.

Característica do poder

Você atinge um estado de poder quando consegue o que deseja por causa de quem você é.

E o poder não se trata apenas de conseguir o que você deseja.

É sobre ser poderoso em geral, que é um estado de abertura em que você enfrenta o mundo de uma forma que deixa todos melhor.

Algumas das características comuns de poder são:

Autocontrole

Você se esforça para administrar seu próprio comportamento, crescimento e tomada de decisões, em vez de culpar as circunstâncias pelos seus resultados.

Segurança

À medida que você melhora diferentes áreas de sua vida, sua mentalidade e confiança melhoram, o que o torna mais atraente. Você desenvolve um ar sobre você que vem de saber que você é competente.

Atração

Quando você está confiante e não se importa com os resultados, os resultados vêm para você.

Quando comecei a escrever, lançava diferentes publicações na esperança de que me aceitassem. Anos depois, quando eu estava confiante em minhas habilidades e tinha minha própria plataforma, essas mesmas publicações me alcançaram.

Apresentação

Em vez de tentar convencer os outros da sua causa, você simplesmente se expõe sabendo que alguns vão aceitar e outros não.

Dar

Você percebe que conseguir o que deseja vem do processo de ajudar outras pessoas a conseguirem o que desejam.

Fiquei mais poderoso porque fiz coisas que me fascinaram acima de tudo.

Eu amo aprender. Amo compartilhar meus pensamentos. Se as pessoas pensam que sou “autêntico”, provavelmente é porque estou fazendo o meu melhor simplesmente para compartilhar a verdade como a vejo, nada mais.

Eu não posso forçar você a ler meus artigos. Eu só posso publicar meu melhor trabalho e ver o que acontece.

Isso é o que o poder ensina a você.

Passamos muito tempo em nossas cabeças – com medo, com raiva, governados por desejos, cheios de culpa e vergonha.

Se cada indivíduo na sociedade apenas se concentrasse em sua própria autorrealização, todos os nossos problemas desapareceriam.

Já que isso não vai acontecer, a próxima melhor coisa que você pode fazer é seguir seu caminho.

Aprenda você mesmo

Definitivamente, leia o livro.

Então, quando você estiver tentando navegar em sua vida, tente ficar consciente de onde suas motivações estão vindo e se você está ou não vindo de um lugar de poder ou força para chegar lá.

A questão não é interpretar essas ideias de “níveis de consciência” literalmente. Em vez disso, entenda de onde você está operando. Faça o que for preciso para, com mais frequência, chegar ao ponto certo de onde você está vindo.

Você é um ser humano completo. Isto significa que você tem uma combinação de motivações.

Força não é “ruim”. Por si só, é apenas um paradigma a partir do qual as pessoas operam. Às vezes, você precisará usá-la. Muitas vezes, você não aprenderá lições úteis a menos que as use.

O objetivo final é o poder. Mas, você percebe que alcança o poder ao não buscá-lo em primeiro lugar. Você apenas sobe os níveis com mais sensação de facilidade.

Existem contradições e paradoxos em todo este post. Mas a vida também está cheia de contradições e paradoxos.

Posso ter certeza quando digo que é melhor você seguir viagem em vez de não fazer nada. Veja por si mesmo.

Veja se você pode se tornar poderoso.

Referência(s)

Ayoedji Awosika – Power Vs Force: How to Get What You Want Without Being Needy

Descobrindo sua liderança autêntica [desenvolvendo a si mesmo]

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Descobrindo sua liderança autêntica

Descobrindo sua liderança autêntica

Todos nós temos a capacidade de inspirar e capacitar os outros. Mas devemos primeiro estar dispostos a nos dedicar ao nosso crescimento e desenvolvimento pessoal como líderes.

Nos últimos 50 anos, os acadêmicos de liderança realizaram mais de mil estudos na tentativa de determinar os estilos, características ou traços de personalidade definitivos dos grandes líderes.

Nenhum desses estudos produziu um perfil claro do líder ideal. Obrigado Senhor.

Se os estudiosos tivessem produzido um estilo de liderança padrão, os indivíduos estariam sempre tentando imitá-lo. Eles se transformariam em personagens, não em pessoas, e outros veriam através deles imediatamente.

Ninguém pode ser autêntico tentando imitar outra pessoa.

Você pode aprender com as experiências dos outros, mas não há como ter sucesso quando você está tentando ser como eles.

As pessoas confiam em você quando você é genuíno e autêntico, não uma réplica de outra pessoa.

O CEO e presidente da Amgen, Kevin Sharer, que ganhou experiência inestimável como assistente de Jack Welch nos anos 1980, viu o lado negativo do culto à personalidade da GE naqueles dias.

“Todo mundo queria ser como Jack”, explica ele. “A liderança tem muitas vozes. Você precisa ser quem você é, não tentar imitar alguém”.

Um novo líder

Nos últimos cinco anos, as pessoas desenvolveram uma profunda desconfiança dos líderes. É cada vez mais evidente que precisamos de um novo tipo de líder empresarial no século XXI.

Em 2003, o livro de Bill George, Liderança Autêntica: Redescobrindo os Segredos para Criar Valor Duradouro, desafiou uma nova geração a liderar autenticamente.

Líderes autênticos demonstram uma paixão pelo seu propósito, praticam seus valores de forma coerente e lidam com seus corações e com suas cabeças. Eles estabelecem relacionamentos significativos a longo prazo e têm autodisciplina para obter resultados. Eles sabem quem são.

Muitos leitores da liderança autêntica indicaram que tinham um tremendo desejo de se tornarem líderes autênticos e queriam saber como.

“Como as pessoas podem se tornar e permanecer líderes autênticas?”

A pesquisa

Entrevistamos 125 líderes para aprender como eles se desenvolveram suas habilidades de liderança. Essas entrevistas constituem o maior estudo aprofundado de desenvolvimento de liderança já realizado.

Nossos entrevistados discutiram abertamente e honestamente como eles perceberam seu potencial e compartilharam suas histórias de vida, lutas pessoais, fracassos e triunfos.

As pessoas com quem falamos tinham entre 23 e 93 anos, com não menos de 15 por década.

Eles foram escolhidos com base em sua reputação de autenticidade e eficácia como líderes, bem como em nosso conhecimento pessoal deles. Também solicitamos recomendações de outros líderes e acadêmicos.

O grupo resultante inclui mulheres e homens de uma diversidade de origens e nacionalidades raciais, religiosas e socioeconômicas. Metade deles são CEOs, e a outra metade é composta por uma série de líderes de organizações com e sem fins lucrativos. Líderes em meio de carreira e jovens líderes que estão começando suas jornadas.

Depois de entrevistar esses indivíduos, acreditamos que entendemos por que mais de mil estudos não produziram um perfil de líder ideal.

Histórias de vida

Analisando 3.000 páginas de transcrições, nossa equipe ficou surpresa ao ver que essas pessoas não identificaram quaisquer características, habilidades ou estilos universais que levaram ao sucesso deles.

Pelo contrário, sua liderança emergiu de suas histórias de vida. Consciente e inconscientemente, eles estavam constantemente testando-se através de experiências do mundo real e reformulando sua vida para entender quem eles eram em seu núcleo.

Ao fazê-lo, descobriram o propósito de sua liderança e aprenderam que ser autêntico tornava-os mais eficazes.

Essas descobertas são extremamente encorajadoras: você não precisa nascer com características ou traços específicos de um líder. Você não precisa esperar por um toque no ombro. Você não precisa estar no topo da sua organização.

Em vez disso, você pode descobrir seu potencial agora mesmo. Como um dos nossos entrevistados, Ann Fudge, presidente e CEO da Young & Rubicam, disse:

“Todos nós temos a centelha de liderança em nós, seja em negócios, no governo ou como voluntário sem fins lucrativos. O desafio é nos entendermos bem o suficiente para descobrir onde podemos usar nossos dons de liderança para servir aos outros”.

Descobrindo sua liderança autêntica

Descobrir sua autêntica liderança requer um compromisso de se desenvolver. Como músicos e atletas, você deve dedicar-se a uma vida inteira de realizar seu potencial.

A maioria das pessoas que o CEO da Kroger, David Dillon, viu como bons líderes foram autodidatas.

Dillon disse: “O conselho que dou às pessoas da nossa empresa não é de esperar que a empresa lhe dê um plano de desenvolvimento. Você precisa assumir a responsabilidade de se desenvolver”.

Nas páginas seguintes, tiramos lições de nossas entrevistas para descrever como as pessoas se tornam líderes autênticas.

Primeiro e mais importante, eles moldam suas histórias de vida de maneiras que lhes permitem ver a si mesmos não como observadores passivos de suas vidas, mas sim como indivíduos que podem desenvolver autoconsciência a partir de suas experiências.

Líderes autênticos agem de acordo com essa consciência, praticando seus valores e princípios, às vezes com risco substancial para si mesmos.

Eles têm o cuidado de equilibrar suas motivações de modo que são movidos por esses valores internos tanto quanto por um desejo de recompensas ou reconhecimento externos.

Os líderes autênticos também mantêm uma forte equipe de suporte em torno deles, garantindo que vivam vidas integradas e fundamentadas.

Aprendendo com sua história de vida

A jornada para a liderança autêntica começa com a compreensão da história da sua vida.

Sua história de vida fornece o contexto para suas experiências e, através dela, você pode encontrar inspiração para causar impacto no mundo. Como o romancista John Barth escreveu certa vez:

“A história da sua vida não é a sua vida. É a sua história”.

Em outras palavras, é a sua narrativa pessoal que importa, não os meros fatos da sua vida.

Sua vida narrativa é como uma gravação permanente tocando em sua cabeça. Repetidamente, você repete os eventos e as interações pessoais que são importantes para a sua vida, tentando fazer com que eles encontrem seu lugar no mundo.

Enquanto as histórias de vida de líderes autênticos cobrem todo o espectro de experiências – incluindo o impacto positivo de pais, treinadores atléticos, professores e mentores – muitos líderes relataram que sua motivação veio de uma experiência difícil em suas vidas.

Eles descreveram os efeitos transformadores da perda de um emprego; doença pessoal; a morte prematura de um amigo próximo ou relativo; e sentimentos de serem excluídos, discriminados e rejeitados pelos pares.

Em vez de se verem como vítimas, porém, líderes autênticos usaram essas experiências formativas para dar sentido às suas vidas. Eles reformularam esses eventos para superar seus desafios e descobrir sua paixão por liderar.

Um caso difícil

Vamos nos concentrar agora em um líder em particular, o presidente e CEO da Novartis, Daniel Vasella, cuja história de vida foi uma das mais difíceis de todas as pessoas que entrevistamos.

Ele emergiu de desafios extremos em sua juventude para alcançar o auge da indústria farmacêutica global, uma trajetória que ilustra as tentativas que muitos líderes têm de passar em suas jornadas para uma liderança autêntica.

Vasella nasceu em 1953 em uma família modesta em Fribourg, na Suíça. Seus primeiros anos foram preenchidos com problemas médicos que alimentaram sua paixão de se tornar um médico.

Suas primeiras lembranças foram de um hospital onde ele foi admitido aos quatro anos quando sofreu de intoxicação alimentar. Caindo doente de asma aos cinco anos, foi enviado sozinho para as montanhas do leste da Suíça por dois verões.

Ele achou as separações de quatro meses de seus pais especialmente difíceis porque seu cuidador tinha um problema com álcool e não respondia às suas necessidades.

Aos oito anos, Vasella teve tuberculose, seguida de meningite, e foi enviada a um sanatório durante um ano.

Solitário e com saudades de casa, ele sofreu muito naquele ano, já que seus pais raramente o visitavam.

Ele ainda se lembra da dor e do medo quando as enfermeiras o prenderam durante os furos lombares para que ele não se movesse.

Um dia, um novo médico chegou e teve tempo para explicar cada passo do procedimento. Vasella perguntou ao médico se ele poderia segurar a mão de uma enfermeira ao invés de ser segurado.

“O mais incrível é que desta vez o procedimento não doeu”, lembra Vasella.

Depois, o médico me perguntou: “Como foi isso?” Eu estendi a mão e dei-lhe um grande abraço. Esses gestos humanos de perdão, carinho e compaixão causaram uma profunda impressão em mim e no tipo de pessoa que eu queria me tornar.

Ao longo de seus primeiros anos, a vida de Vasella continuou a ser instável. Quando ele tinha dez anos, sua irmã de 18 anos faleceu após sofrer de câncer por dois anos. Três anos depois, seu pai morreu em cirurgia.

Para sustentar a família, sua mãe foi trabalhar em uma cidade distante e voltava para casa apenas uma vez a cada três semanas. Deixado a si mesmo, ele e seus amigos passaram a beber e brigar com outras pessoas frequentemente. Isso durou três anos até que conheceu sua primeira namorada, cujo carinho mudou sua vida.

Aos 20 anos, Vasella entrou na faculdade de medicina, depois se graduando com honras.

Durante a escola de medicina, ele procurou a psicoterapia para entender suas primeiras experiências e não se sentir como uma vítima.

Através da análise, ele reformulou sua história de vida e percebeu que queria ajudar uma gama maior de pessoas do que ele poderia como um praticante individual.

Após a conclusão de sua residência, ele se candidatou para se tornar médico-chefe da Universidade de Zurique; no entanto, o comitê avaliador o  considerou jovem demais para o cargo.

Desapontado, mas não surpreso, Vasella decidiu usar suas habilidades para aumentar seu impacto na medicina.

Naquela época, ele tinha um fascínio crescente com finanças e negócios. Ele conversou com o chefe da divisão farmacêutica da Sandoz, que lhe ofereceu a oportunidade de ingressar na afiliada americana da empresa.

Surge um líder

Em seus cinco anos nos Estados Unidos, Vasella floresceu no ambiente estimulante, primeiro como representante de vendas e depois como gerente de produto, e avançou rapidamente através da organização de marketing da Sandoz.

Quando a Sandoz se fundiu com a Ciba-Geigy em 1996, Vasella foi nomeado CEO das empresas combinadas, agora chamadas Novartis, apesar de sua tenra idade e experiência limitada.

Uma vez no papel do CEO, Vasella floresceu como líder.

Ele imaginou a oportunidade de construir uma grande empresa global de saúde que pudesse ajudar as pessoas através de novos medicamentos que salvam vidas, como o Gleevec, que provou ser altamente eficaz para pacientes com leucemia mielóide crônica.

Baseando-se nos modelos médicos de sua juventude, ele construiu uma nova cultura da Novartis centrada na compaixão, competência e competição.

Esses movimentos estabeleceram a Novartis como um gigante na indústria e Vasella como uma líder compassiva.

A experiência de Vasella é apenas uma das dezenas oferecidas por líderes autênticos que se inspiraram diretamente em suas histórias de vida.

Quando perguntados sobre o que os impulsionou a liderar, esses líderes responderam consistentemente que encontraram sua força por meio de experiências transformadoras.

Essas experiências permitiram que eles compreendessem o propósito mais profundo de sua liderança.

Conhecendo seu eu autêntico

Quando se pediu aos 75 membros do Conselho Consultivo da Stanford Graduate School of Business que recomendassem a capacidade mais importante para os líderes se desenvolverem, sua resposta foi quase unânime: autoconsciência.

No entanto, muitos líderes, especialmente os que estão no início de suas carreiras, estão se esforçando tanto para se estabelecer no mundo que deixam pouco tempo para a auto-exploração.

Eles se esforçam para alcançar o sucesso por intermédio das maneiras  tangíveis que são reconhecidas no mundo externo – dinheiro, fama, poder, status ou um aumento no preço das ações.

Muitas vezes, sua motivação permite que eles sejam profissionalmente bem-sucedidos por algum tempo, mas são incapazes de sustentar esse sucesso.

À medida que envelhecem, eles podem descobrir que algo está faltando em suas vidas e percebem que estão impedindo de ser a pessoa que querem ser.

Conhecer seus autênticos “eus” requer coragem e honestidade para abrir e examinar suas experiências. Ao fazê-lo, os líderes se tornam mais humanos e dispostos a ser vulneráveis.

Autoconsciência

De todos os líderes que entrevistamos, David Pottruck, ex-CEO da Charles Schwab, teve uma das mais persistentes jornadas para a autoconsciência.

Jogador de futebol de todas as ligas do ensino médio, Pottruck tornou-se MVP de sua equipe universitária na Universidade da Pensilvânia. Depois de concluir seu MBA na Wharton e um período no Citigroup, ele se juntou à Charles Schwab como chefe de marketing, mudando de Nova York para São Francisco.

Um trabalhador extremamente esforçado, Pottruck não conseguia entender por que seus novos colegas se ressentiam das longas horas que ele fazia e sua agressividade em pressionar por resultados.

“Eu pensei que minhas realizações falariam por si mesmas”, ele disse. “Que meu nível de energia iria intimidar e ofender outras pessoas, porque na minha cabeça eu estava tentando ajudar a empresa”.

Pottruck ficou chocado quando seu chefe lhe disse: “Dave, seus colegas não confiam em você.”

Como ele recordou,

“Esse feedback era como um punhal em meu coração”.

Eu estava em negação, porque eu não me via como os outros me viam. Eu me tornei um pára-raios para fricção, mas não fazia ideia de como eu era visto pelas outras pessoas.

Ainda assim, em algum lugar do meu interior, o feedback ressoou como verdadeiro.

Negação

Pottruck percebeu que não poderia ter sucesso a menos que identificasse e superasse seus pontos cegos.

A negação pode ser o maior obstáculo que os líderes enfrentam ao se tornarem autoconscientes.

Todos eles têm egos que precisam ser acariciados, inseguranças que precisam ser suavizadas, medos que precisam ser dissipados.

Líderes autênticos percebem que precisam estar dispostos a ouvir o feedback – especialmente o tipo que eles não querem ouvir.

Foi só depois do seu segundo divórcio que Pottruck finalmente reconheceu que ainda tinha grandes pontos cegos: “Depois que meu segundo casamento desmoronou, achei que tinha um problema de escolha de esposa”.

Ao buscar ajuda, recebeu algumas verdades difíceis de ouvir:

“A boa notícia é que você não tem um problema de seleção de esposa; a má notícia é que você tem um problema de comportamento do marido”.

Pottruck então fez um esforço determinado para mudar. Como ele descreveu, “eu era como um cara que teve três ataques cardíacos e finalmente percebe que ele tem que parar de fumar e perder algum peso”.

Hoje em dia, Pottruck está feliz em seu novo casamento e ouve com atenção quando sua esposa oferece um feedback construtivo.

Ele reconhece que ele recorre aos seus velhos hábitos às vezes, particularmente em situações de alto estresse, mas agora ele desenvolveu maneiras de lidar com o estresse.

“Eu tive bastante sucesso na vida para adquirir o auto-respeito, então eu posso aceitar as críticas e não negar isso. Eu finalmente aprendi a tolerar meus fracassos e decepções e não me bater”.

Praticando Seus Valores e Princípios

Os valores que formam a base para uma liderança autêntica são derivados de suas crenças e convicções, mas você não saberá quais são seus valores verdadeiros até que sejam testados sob pressão.

É relativamente fácil listar seus valores e viver com eles quando as coisas estão indo bem.

Quando seu sucesso, sua carreira ou até mesmo sua vida estão em jogo, você aprende o que é mais importante, o que você está preparado para sacrificar e quais trocas você está disposto a fazer.

Princípios de liderança são valores traduzidos em ação. Ter uma base sólida de valores e testá-los sob fogo permite desenvolver os princípios que você usará na liderança.

A negação pode ser o maior obstáculo que os líderes enfrentam ao se tornarem autoconscientes.

Por exemplo, um valor como “preocupação com os outros” pode ser traduzido em um princípio de liderança, como “criar um ambiente de trabalho em que as pessoas sejam respeitadas por suas contribuições, proporcionem segurança no emprego e possam realizar seu potencial”.

Referência(s)

Bill George, Peter Sims, Andrew McLean e Diana Mayer – O poder da liderança autêntica.

Quem é você? [A física quântica da individualidade]

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Quem é você?

Quem é você

A física quântica da individualidade

Embora todos gostemos de nos ver como indivíduos únicos, a física quântica há muito sugere que essa noção é uma ilusão.

Um dos princípios fundamentais do budismo, que o coloca em desacordo com a maioria das outras religiões, é que não existe um Eu. Nenhum ser central ou essencial que faz de uma pessoa uma pessoa. Em vez disso, as pessoas são mais um amálgama de pensamentos e impressões sensoriais.

Nossa percepção ou consciência disso é genérica e indistinguível da dos outros. Assim, todas as supostas marcas de nossa individualidade são realmente parte do mundo e não o eu.

A sensação que temos do Ser e de uma existência única e individual, portanto, é um truque psicológico do nosso cérebro, uma forma de integrar pensamentos e crenças em um Ser completo, da mesma forma que nossos músculos, ossos e tendões integram um amálgama de células em um corpo inteiro.

Postulado de indistiguibilidade

A mecânica quântica parece apoiar essa ideia no sentido de que as partículas não têm individualidade. Elas são, na verdade, indistinguíveis, exceto por suas propriedades.

Enquanto a estatística clássica considera as partículas como indivíduos, a estatística quântica não o faz.

Pegue um elétron e substitua-o por outro elétron e você não perceberá a diferença. Esse postulado de indistinguibilidade está no cerne da estatística quântica.

A teoria quântica de campo mais fundamental vai além do QM e tira o próprio conceito de partículas. Em vez disso, simplesmente cria uma estatística “sim / não”. Sendo que um sim em um local indica que uma partícula está lá. E um não em um local indica nenhuma partícula.

O campo é um todo com uma natureza e a identidade está incluída em sua distribuição de campo.

Divindade

Isso não é diferente da noção hindu de divindade.

Todos são Deus. Deus é tudo e nossa individualidade é como um sim / não no campo do divino.

Isso contrasta com a clara distinção feita nas religiões ocidentais entre Deus e os seres humanos. Nessas religiões, os seres humanos recebem individualidade de Deus por serem feitos do “pó”, ao invés de terem sua individualidade em virtude de sua própria natureza divina. Assim, somos seres de pó, cuja identidade e individualidade vêm do espírito do divino soprado em nós de fora.

Individualidade

Apesar da opinião de Deus sobre o assunto, podemos perguntar se a individualidade é essencial para a nossa natureza.

Baseando-se em uma filosofia alternativa que é antiga e pós-moderna, as partículas quânticas podem não ter nenhuma identidade intrínseca, mas os seres humanos conferem sua identidade a elas por meio de nomes.

Assim, ao nomear uma partícula como tendo um conjunto particular de propriedades, o cientista, como um deus, dá identidade extrínseca à partícula em seu detector.

Da mesma forma, por meio da nomeação, os seres humanos conferem identidade uns aos outros. E, como seres sociais, absorvemos esse senso de identidade.

Essa fonte sociolinguística de individualidade tem a vantagem de não exigir a invenção de uma fonte de identidade além da física. Mas tem a desvantagem de significar que somos tudo o que as outras pessoas dizem que somos.

Embora seja claro que a genética e outros fatores fisiológicos também devem desempenhar um papel aqui, nenhuma dessas fontes está, por si só, conferindo qualquer identidade em si.

Em vez disso, eles nos informam sobre como “nomear” nossa própria identidade.

A própria identidade vem da nomeação desses fatores extrínsecos e intrínsecos. Portanto, a linguagem se torna a chave, tanto na física quântica quanto na identidade humana.

Pois a linguagem, seja falada ou matemática, descreve o que é uma partícula, campo ou pessoa e o que pode ser considerado parte de sua natureza em comparação com a de outra.

De fato, a natureza dessa linguagem: inglês, francês, chinês ou teoria do operador espacial de Hilbert, determina quais tipos de identidades podem existir.

Teoria nominalista

Na Idade Média, essa ideia ganhou o nome de nominalismo: a ideia de que a linguagem era a base para a metafísica (a teoria do ser). Willem de Ockham e Peter Abelard eram conhecidos por apoiar essas idéias.

O budismo também pode ser considerado uma filosofia nominalista.

Filósofos essencialistas e neoplatônicos / aristotélicos como Tomás de Aquino a odiavam.

O mundo das formas

Se você é um platônico e acredita que existe um “mundo das formas” ou um tomista (aquele que deriva sua filosofia de Tomás de Aquino) e acredita que as formas existem dentro da mente ou espírito de Deus, você imagina isso existente separadamente da realidade. Pois no mundo “real”, não encontramos nenhuma fonte para este fato.

No entanto, mesmo aqui, há dúvida de onde há individualidade.

Aquino acreditava que a alma era a forma platônica do corpo. Assim, cada um de nós tem uma forma única. Platão, porém, sugeriu que cada instância de uma coisa tinha uma forma ou modelo em algum outro mundo.

Os elétrons, sem as almas de Aquino, têm uma forma platônica? Ou será que o campo no qual eles existem é uma espécie de forma universal para o elétron, tanto dentro do mundo, como ainda estando separado dele?

Nesse caso, a individualidade pode não ser tão importante quanto o  conferido pelos campos quânticos. Assim, nossa própria identidade e senso de identidade não são mais do que um “sim” no (s) campo (s) quântico (s) que geram nossa existência.

Teoria quântica

Nesse caso, a teoria quântica de campos pode nos dar uma identidade essencial e retirá-la, pois não podemos nos distinguir dos outros, existindo, ao contrário, dentro de um campo quântico do tamanho de um universo que confere nosso ser.

Independentemente de nossa consciência de nossa própria existência, nossa natureza pode ser essencial. Mas se for assim, não há maneira científica de determinar. Além disso, o que quer que seja é provavelmente muito mais primitivo do que gostaríamos de ser únicos em nós mesmos.

Nossa identidade é, psicologicamente, uma função de nosso cérebro que desenvolve sua identidade por meio do desenvolvimento e da interação da genética, do ambiente, da linguagem e das circunstâncias.

Qualquer ego além disso parece ser uma questão de fé.

Referência(s)

Steven French -Who are you? The quantum physics of individuality

Ter disciplina para fazer uma única escolha

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Ter disciplina para fazer uma única escolha

Ter disciplina para fazer uma única escolha

E se você tratasse sua vida como uma “landing page”?

Fornecer um link em vez de dois é uma mudança de vida.

Imagine que você tem um perfil de mídia social e oferece apenas um link em sua biografia. Ou imagine que você envia um e-mail para 100.000 pessoas e fornece apenas um link para seu trabalho. Ou considere escrever a história de sua carreira para um empregador em potencial e dar a ele apenas um link.

Isso é algo em que nunca fui bem durante a maior parte da minha vida.

Cada vez que tenho a chance de fazer algo, acabo oferecendo várias opções. Aqui estão alguns exemplos:

  • Meu site continha links para todas as publicações para as quais já escrevi.
  • Meus perfis de mídia social tinham links para vários sites.
  • As mensagens que envio à minha lista de e-mail contém de 3 a 4 links para histórias diferentes.

Continuar com várias opções sempre levava a resultados pífios. Por quê?

Quando você escolhe uma opção, você toma uma decisão

Oferecer várias opções acontece porque você não toma uma decisão. A escolha de uma única opção requer uma quantidade incrível de disciplina.

Oferecer um link em vez de fornecer vários é um superpoder.

Quando eu encontro um escritor e ele me envia um link para seu arquivo cheio de links, tenho vontade de ir ao banheiro e vomitar. Ao enviar um link cheio de links, você está pedindo a alguém que use sua preciosa energia para tomar uma decisão.

Você sabe o que acontece quando você oferece muitas opções? As pessoas se desligam. Elas não fazem o que você deseja que façam.

Estou lutando com esse problema agora, enquanto tento construir um novo site.

Existem tantas coisas que um usuário pode fazer em um site.

E se quando alguém visitar seu site, só conseguir fazer uma coisa? Bem, isso exigiria uma quantidade insana de disciplina.

E se você tratasse sua vida como uma “landing page”?

Uma landing page, para pessoas que não são da área de tecnologia, é uma única página de site na qual há apenas um botão no qual você pode clicar.
Não existem outros links, páginas, opções, produtos, serviços, distrações ou caminhos alternativos. Você clica no botão na landing page ou não.

Essa ideia me fez pensar. E se você tratasse sua vida como uma landing page? E se você oferecesse apenas uma opção ao invés de oferecer várias? O que aconteceria?

Aqui está o que aconteceu comigo:
Os resultados tornaram-se hiper-focados com uma opção.

Quando desenvolvi um site em que tudo o que você podia fazer era deixar seu endereço de e-mail e obter um e-book grátis, as pessoas agiram.

Depois que apaguei todos os podcasts e só escutei The Tim Ferriss Show, parei de perder horas da minha vida ouvindo podcasts mal acabados feitos para vender produtos, e não me ajudar com as complexidades da vida.

Assim que parei de tentar impressionar a todos ao meu redor e passei um tempo me concentrando na minha namorada, nosso relacionamento melhorou. Quando parei de tentar fazer várias coisas e escolhi a escrita, escrevi mais palavras e alcancei mais pessoas.

Você pode pegar partes de sua vida e escolher uma opção.

Pensamento de opção única

Quando você dá um nome a uma tática, ela fica mais fácil de entender.

Sempre que tenho a chance de ganhar impulso em uma área da minha vida, penso comigo mesmo: “Como posso aplicar o pensamento de opção única a esta tarefa?

Essa pergunta ativa minha capacidade de me concentrar e reduz o barulho que deixava as pessoas ainda mais exaustas.

O pensamento de opção única ajuda as pessoas. Quando você ajuda as pessoas, você cria valor.

Se você tem tanta energia, por que desperdiçá-la?

Muitas opções levam a uma vida caótica.

Você desperdiça energia e entusiasmo por meio de todas as opções que lança ao mundo e com as quais o polui. Cada opção que você deseja oferecer consome energia.

A melhor maneira de usar sua energia é redirecioná-la para um lugar, em vez de várias áreas. Essa escolha compõe toda a sua energia e aumenta o impacto que você obtém com os resultados.

Como aplicar:

Discipline-se em mais áreas de sua vida para ter uma opção. Reserve um tempo para pensar em quais links você pode enviar às pessoas e, em seguida, envie apenas um.

Procure em todos os lugares em que você aparece on-line e escolha um lugar que deseja que as pessoas aprendam sobre você e o que você tem a oferecer ao mundo.

Encontre lugares em sua vida onde haja muita coisa acontecendo.

  • Quantos podcasts você ouve?
  • Quantos livros você está tentando ler simultaneamente?
  • Quantos blogueiros você segue?
  • Quantos trabalhos paralelos você tem?
  • Quantas startups você está tentando iniciar?

Talvez você esteja tentando oferecer muito ao mundo.

Pensamento final

Aproveite o tempo para oferecer escolhas únicas. Quando faz isso, mostra disciplina e lhe dá um foco para os resultados que são importantes para você.

Você não precisa oferecer muitas opções. Ao contrário, precisa oferecer menos.

Referência(s)

Tim DenningThe Disciplined Power of Making a Single Choice

Os próximos 10 anos serão ainda piores

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Matemático prevê que os próximos 10 anos serão ainda piores

Se o cenário social e econômico global em 2020 já parece desastroso:

  1. com uma pandemia que matou mais de 1,29 milhão acelerando em boa parte do mundo;
  2. aumento do desemprego e da fragilidade econômica da população;
  3. além de democracias e estados em risco…

as notícias que o matemático russo Peter Turchin tem sobre o futuro próximo não são melhores.

Segundo modelos matemáticos de previsão de tendências sociais que ele criou, e que vêm funcionando na última década, os próximos dez anos podem ser ainda piores.

Turchin falou sobre suas previsões em recente entrevista com o jornalista Graeme Wood, da revista americana The Atlantic.

Quem é Turchin

Em 2010, ele já avisava que as coisas estariam ruins em 2020, com graves perturbações sociais e aumento drástico na violência.

E mesmo autores que naquela época o diminuíam como um “profeta maluco” agora admitem que é hora de levar a sério o trabalho do russo, formado em biologia e com um histórico de pesquisar os ciclos de vida de besouros que infestam plantações nos Estados Unidos e na América Central.

Turchin deixou de lado os insetos para estudar os ciclos históricos da humanidade. Criou modelos matemáticos que analisam tendências nos nossos últimos 10 mil anos, e que o ajudam a projetar como os eventos atuais devem se desenrolar nas próximas décadas.

“É tarde demais”, diz o russo à The Atlantic. “Temos praticamente garantidos mais cinco anos infernais”, e possivelmente uma década ou mais.

Os pilares da crise

Segundo Turchin, os “pilares” dessa crise são três:

  • uma elite que se expande rápido demais;
  • uma classe trabalhadora com qualidade de vida em declínio; e finalmente
  • um governo incapaz de sustentar suas posições históricas de manutenção social.

Essa tríade “venenosa” interage entre si, acelerando a desintegração da estabilidade social, que leva em consequência ao aumento de conflitos e da violência.

Expansão da elite

Com as elites crescendo rápido demais, segundo o russo, faltam posições na sociedade para serem ocupadas por esses “novos poderosos”, o que gera um conflito no “topo” da pirâmide.

Um exemplo é a ascensão de Donald Trump, que apesar de pertencer a uma elite dos Estados Unidos, filho de homem rico, formado em colégios caros, ainda se viu “excluído” do círculo de poder político americano. Então, criou um movimento de “contra-elite” que o posicionou junto a outros grupos “marginalizados” do núcleo de poder, com discurso populista que interage com outro “pilar” da desestabilização:

Qualidade de vida em declínio

A deterioração do estilo de vida e do poder econômico das classes trabalhadoras, que se encontram pressionadas em uma economia orientada cada vez mais para a tecnologia e cargos especializados.

Essa deterioração econômica leva ao terceiro elemento:

Governos incapazes

O governo se vê obrigado a atuar nesse cenário, primeiro auxiliando a população com estratégias de incentivo econômico e suporte financeiro, e depois de repressão, que tendem a esgotar os recursos do estado, até um ponto próximo da desintegração.

Para aprofundar…

Para saber mais sobre as ideias de Turchin, seu livro “Guerra e Paz e Guerra”, de 2006, é um de seus mais acessíveis sobre o assunto.

Na visão do russo, uma solução para esse cenário seria o estabelecimento de governos capazes de criar políticas de longo prazo que não estivessem, matematicamente, destinadas ao desastre.

Referência(s)

Este texto foi publicado em Yahoo Finanças.