O que é liderança autêntica?

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O que é liderança autêntica?

O que é liderança autêntica

por Kevin Kruse (*).

Continua a me surpreender quantos líderes tentam ser únicos no trabalho, enquanto sua “verdadeira” personalidade surge fora do trabalho.

Certa vez, um CEO me lembrou:

“Liderança é atuação”.

E me surpreende quando esses mesmos líderes parecem chocados ou confusos quando seus funcionários não confiam neles, não gostam deles e mal podem esperar para trabalhar em outro lugar.

A autenticidade tem sido explorada ao longo da história, desde os filósofos gregos até a obra de Shakespeare (“Sê verdadeiro a ti mesmo.” – Polônio, Hamlet).

A liderança autêntica foi explorada esporadicamente como parte da ciência moderna de gestão, mas encontrou seus níveis mais altos de aceitação desde o livro de 2003 de Bill George, Liderança Autêntica.

Mas o que é liderança autêntica?

Embora diferentes teóricos tenham diferentes inclinações sobre o conceito, a maioria concorda que:

1. Os líderes autênticos são autoconscientes e genuínos.

Os líderes autênticos são indivíduos auto-realizados que estão cientes de seus pontos fortes, suas limitações e suas emoções.

Eles também mostram seu verdadeiro eu aos seus seguidores.

Líderes autênticos não agem de uma forma em privado e de outra em público. Não escondem seus erros ou fraquezas por medo de parecerem fracos.

Eles também percebem que manter-se atualizado é uma jornada sem fim, nunca completa.

2. Líderes autênticos são motivados pela missão e focados em resultados.

Eles são capazes de colocar a missão e os objetivos da organização acima de seus próprios interesses. Executam o trabalho em busca de resultados, não por seu próprio poder, dinheiro ou ego.

3. Líderes autênticos lideram com o coração, não apenas com a mente.

Eles não têm medo de mostrar suas emoções, sua vulnerabilidade e se conectar com seus funcionários. Isso não significa que os líderes autênticos sejam “suaves”.

Na verdade, comunicar-se de maneira direta é fundamental para resultados bem-sucedidos, mas é feito com empatia.

Franqueza sem empatia é cruel.

4. Líderes autênticos se concentram no longo prazo.

Um princípio fundamental no modelo de Bill George é que os líderes da empresa estão focados no valor para o acionista a longo prazo, não apenas em superar as estimativas trimestrais.

Assim como George fez como CEO da Medtronic, e como Bezos fez durante anos na Amazon, os líderes percebem que nutrir indivíduos e uma empresa requer trabalho árduo e paciência, mas a abordagem paga grandes dividendos com o tempo.

Referência(s)

Kevin Kruse – What is authentic leadership

Como reconhecer um líder

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Este post faz parte do Livro "Precisamos de Líderes", do Coronel Mário Hecksher Neto(*) que, gentilmente, autorizou sua publicação.

COMO RECONHECER UM LÍDER?

Como reconhecer um líder

Podemos afirmar que um indivíduo estará liderando se ele demonstrar capacidade para orientar, dirigir e modificar as atitudes e as ideias dos membros de um grupo, por intermédio de bons exemplos e da persuasão. Esta capacidade deverá ser demonstrada tanto em situações de normalidade, quanto nas crises.

Note-se que os verbos orientar e dirigir, por si só, não caracterizam a liderança. Alguém que estiver ocupando um cargo de direção poderá exercer estas tarefas pela simples expedição de ordens. Entretanto, não estará liderando, o que só acontecerá quando conseguir convencer os integrantes do grupo a modificarem sua maneira de agir, aderindo, verdadeiramente, a um novo modo de pensar.

Liderar

Liderar, portanto, implica em influenciar pessoas convencendo-as a pensarem e agirem de modo semelhante ao líder, que obterá tal resultado empregando a sua capacidade de persuasão, apoiada sempre nos bons exemplos e nas boas ações, praticadas com regularidade e persistência.

Para liderar, o líder terá que se comunicar de maneira eficaz. Entretanto, sempre existirão pessoas que jamais serão convencidas por argumentos e exemplos e que, em algum momento, tomarão atitudes prejudiciais ao grupo e aos trabalhos que estiveram sendo desenvolvidos.

Como lidar com esta situação?

Neste caso o líder, após um paciente trabalho de aconselhamento, terá que aplicar sanções aos infratores, ou ficará desacreditado perante os demais integrantes do grupo. As pessoas de bem esperam que o líder corrija, nem que seja pela força, aqueles que estiverem agindo de maneira errada!

Um dos maiores problemas que se enfrenta atualmente nos países democráticos é, sem dúvida, a impunidade, que provoca o total descrédito na Justiça, sendo que muitas pessoas vão além e acabam culpando o Governo, como um todo, pelo descalabro que observam. Geralmente a luneta das insatisfações acaba sendo focada na pessoa do Presidente da República ou do Primeiro Ministro, identificados como os grandes culpados. Estas circunstâncias deterioram a credibilidade destas autoridades e, em consequência, a sua liderança.

Situação semelhante poderá ocorrer em qualquer empresa ou instituição e, por isto, afirmamos que o líder deve agir, preponderantemente, por intermédio de paciente persuasão, porém não pode se esquivar de empregar os dispositivos coercitivos legais, que estiverem à sua disposição, contra os que agem contrariamente aos interesses do grupo e da empresa.

Curta permanência

Entenda-se que os interesses de uma empresa coincidirão com os interesses de seus funcionários (o grupo) na medida em que for possível a todos, no mínimo, manter os seus empregos, receber um salário justo e crescer profissionalmente.

Nas empresas onde estas metas não são reconhecidas e perseguidas, torna-se extraordinariamente difícil estabelecer uma cadeia eficiente de lideranças que atinja todos os escalões. Este é o cenário favorável ao surgimento de lideranças emergentes, verdadeiras ou induzidas, que poderão tumultuar os trabalhos e comprometer as metas de produção da empresa, que não honrará seus compromissos e não alcançará seus objetivos.

O fator que atualmente mais dificulta o estabelecimento dos laços de liderança entre os chefes e seus subordinados é a tendência, mundialmente observada, de curta permanência das pessoas nos empregos. Na verdade, não há tempo útil para o estabelecimento de laços de liderança entre patrões e empregados, chefes e subordinados.

Referência(s)

(*) Mário Hecksher Neto – Coronel de Infantaria e Estado- maior do Exército Brasileiro, R1, pós-graduado com o título de Doutor em Aplicações, Planejamentos e Estudos Militares, em relação à sua formação universitária e militar, obtida na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Possui larga experiência como educador e como comandante de grupos numerosos e complexos. Atuou 28 anos como Instrutor e Professor de Liderança na AMAN, onde idealizou e gerenciou o Projeto Liderança / AMAN, voltado para a formação de Líderes para o Exército e para o Brasil.

A Enfermeira foi preparada para liderar

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A Enfermeira foi preparada para liderar

A Enfermeira foi preparada para liderar

por Ronaldo Lundgren.

Por que a enfermagem tem tanto interesse na prática da liderança?

Uma rápida pesquisa no termo “liderança em enfermagem” apresentou quase 500.000 resultados, sendo vários artigos científicos. Há que se destacar que existem mais de 30 mestrados em enfermagem e 10 doutorados específicos à enfermagem.

O que é liderança

Segundo a professora Nádia Fontoura, “compreende-se a liderança como um fenômeno tipicamente social. Num dado contexto,

sofre a influência interpessoal por meio da comunicação, e tem por finalidade alcançar determinada meta”.

Dizendo de outra forma, liderar é a capacidade de influenciar pessoas para, juntas, atingirem um determinado objetivo.

Formação: enfermagem X medicina

As diretrizes curriculares nacionais propõem que as competências gerais para a graduação em Enfermagem contemplem a

  • atenção à saúde
  • tomada de decisões
  • comunicação
  • liderança
  • administração e gerenciamento e
  • educação permanente.

Das seis competências gerais propostas, cinco estão relacionadas às competências gerenciais.

Pode parecer estranho. Mas, a enfermeira “Ana Neri” tem um grupo de técnicos de enfermagem para liderar tão logo assuma sua função em um hospital. Por isto, aprende na faculdade.

O enfermeiro vem historicamente se preparando para adquirir responsabilidades administrativas nos estabelecimentos de saúde. Graças a esse esforço, as enfermeiras foram suplantando uma das grandes fontes de sofrimento no trabalho:

A pressão hierárquica oriunda do corpo médico

Já os médicos, por sua vez, não estudam liderança na faculdade.

Eles passam os 6 anos de graduação especializando-se nas funções de diagnósticos, intervenção e tratamento dos pacientes. Isto sem contar 2 anos de residência médica.Não possuem uma capacitação de gestão (a não ser aqueles que buscam uma capacitação por conta própria). A medicina é (ainda) entendida como profissão liberal, intelectual, científica.

A formação desses profissionais não é, por si só, suficiente para que eles assumam cargos de gestão. Para isso, o profissional de medicina deveria além de ter um conhecimento abrangente dos conteúdos técnicos, compreender a dimensão social e política do setor em que atua, além de ter conhecimentos da área administrativa, especialmente em relação ao processo de comunicação.

Daí decorre a dificuldade nas interrelações com seus pares. Sem dúvida, também ocorrem desconfortos com a mesma situação no corpo de enfermagem.

Mais capacidade mais responsabilidade

A enfermeira vem assumindo funções administrativas críticas em uma unidade hospitalar.

Cada vez mais cabe a ela, juntamente com sua equipe, decidir sobre vagas, leitos e limpeza especializada. Ela está sendo mais ouvida pelo médico, porque está mais preparada.

A Enfermeira foi preparada para liderarLiderar as pessoas, considerando-as como o recurso mais valioso de uma instituição, é preocupação na enfermagem há muito tempo. Para exemplificar, o texto de Celina Viegas redigido em 1946, relata o seguinte:

Com relação à orientação do pessoal, a qualidade essencial requerida à enfermeira-chefe é a capacidade para guiar, o dom de conduzir as pessoas, saber ser “leader”. Ter o poder de inspirar pessoas a cooperar com boa vontade e interesse em um plano comum, de fazê-las considerar a situação pelo nosso próprio ponto de vista e seguir ordens, não como comandados que devem ser cegamente obedecidos, mas como direções que requerem inteligentemente compreensão e raciocínio. É necessário compreender a diferença entre conduzir e comandar.

Para a organização americana Joint Commission Resources, os enfermeiros líderes continuam a assumir, no cenário hospitalar, cada vez mais responsabilidades.

Assumem a responsabilidade de coordenação do produto dos hospitais, bem como o fornecimento e a prevenção dos riscos atrelados aos cuidados de enfermagem.

Frente aos problemas encontrados nos contextos de prestação da assistência à saúde, a liderança eficaz é sem dúvida fundamental ao sucesso da organização no século XXI.

Para os enfermeiros ampliarem a capacidade de exercer a liderança é premente desenvolver o conhecimento e habilidades de gerenciamento e de liderança, para que possam atuar como agentes de mudança.

Na contemporaneidade, o enfermeiro líder é aquele que emprega para o sucesso de sua atuação, além do saber técnico de enfermagem e os conteúdos da administração, práticas que favoreçam suas relações.

Considerações finais

Há uma demanda cada vez maior por dirigentes hospitalares qualificados, ou seja, que possuam uma formação específica nas áreas de gestão hospitalar e afins, de forma que são cada vez mais raros casos em que apenas bom senso e experiências anteriores são levados em consideração para encontrar um bom gestor.

Mesmo com esse reconhecimento da importância do administrador, o médico continua desempenhando o cargo de diretor geral, tendo o administrador, porém, um papel significativo e imprescindível na gestão central dos hospitais (GRABOIS et al. 1995).

Os autores destacam ainda que a posição do profissional médico na direção do hospital é uma forma de legitimar o seu poder. Contudo, os administradores efetivamente controlam os recursos, embora os enfermeiros administrem a maior parte da assistência.

E agora?

O tema merece debate.

Queremos conhecer seu comentário, outras pessoas aguardam por sua opinião.


Este post tomou por base:

  1. A tese de doutorado de ITALA MARIA BAZZARELLI PEREIRA SILVA – “A relação conflituosa entre médicos e enfermeiras no contexto hospitalar”.
  2. O trabalho “Liderança em Enfermagem”, da Professora NÁDIA FONTOURA SANHUDO, utilizado na disciplina Administração em Enfermagem, da Universidade Federal de Juiz de Fora-MG.
  3. O artigo “A impotância do Administrador na Gestão Hospitalar, de Dartagnan Ferreira de Macêdo.

Ação é o seu objetivo [transforme sua intenção em ação]

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Ação é o seu objetivo

Ação é o seu objetivo

Um dos desejos mais intensos de cada indivíduo é encontrar seu propósito – a razão pela qual você está aqui na terra, um grande e abrangente motivo para guiar seus dias.

A busca por esse propósito abrangente (na verdade, propósitos típicos, plural) é uma busca valiosa e, muitas vezes, uma busca que dura décadas.

Mas enquanto você está em busca de sua vocação singular, há um tipo de propósito mais universal a ser abraçado:

a busca pela ação.

Tenha como objetivo a tarefa de sempre fechar a lacuna entre a intenção e o prosseguimento.

Não basta ter iniciativa, é preciso também ter ACABATIVA. Aja de modo a transformar

  • possibilidades em realidades;
  • passividade em movimento;
  • planejamento em execução; e
  • abstração em concretização.

Faça disso o seu objetivo de converter energia potencial em cinética.

Você descobrirá que os efeitos da adoção desse esquema são desproporcionais à sua aparente simplicidade. Em seguida, encontrará em seu objetivo um porquê suficientemente motivador. Depois, descobrirá que é capaz de dizer:

“Eu pensei sobre isso. . . e então, fiz isso acontecer”,

Esta sensação de realizar é profundamente satisfatório e, muitas vezes, o único sentido de vida de que você precisa. Cada vez mais você terá a certeza de que consegue transformar seus desejos em sua criação.

Não é uma tarefa fácil, mas se fosse não seria para você.

Para a questão do propósito, a ação é uma resposta. E é apenas seguindo seus pequenos passos, tentativas e erros, experimentos repetidos – mergulhando no máximo de experiências em primeira mão que puder – que você descobrirá as coisas grandes e grandiosas que realmente foi feito para fazer.

Considerações finais

Propósito, e estar totalmente focado com esse propósito, são três quartos da salvação.

É triste refletir quanta insipidez, sem motivo aparente, existe entre nós.

Assim como o sal dá gosto à comida, um propósito definido transforma nossa vida, deixando-a com mais cor e mais viva.

Viver sem saber o porquê pode transformar sua vida em um  amontoado de podridão ética, pela única razão que nunca foi despertada para o vigor e eletrificada para o efeito pelo toque de um propósito supremo.

Referência(s)

Brett and Kate McKay – Action Is Your Purpose.

Você tem amigos? [liderança versus/ou com amizade]

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Você tem amigos?

você tem amigos?

por Alda César.

Quero começar este texto, disponível no sítio Pensador, com uma publicação de um autor desconhecido:

Amizade

Você tem amigos? Em caso positivo, então sabe o quanto é importante ter amigos verdadeiros. Muito já se falou desses tesouros chamados amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor.

Quando não se é rico, nem importante, nem famoso, é fácil saber quem são os amigos. Pois, em tese, não têm outro motivo para uma aproximação, que não seja a amizade pura e simples. O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas. Pois aí poderá haver aproximações movidas por interesses e conveniências nem sempre baseados na amizade sincera.

É comum que pessoas famosas, muitas vezes, se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém em quem possam confiar incondicionalmente. A verdadeira amizade está acima de qualquer valor financeiro. Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda.

E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel. De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não pudesse contar suas alegrias a um amigo. De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar.

Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais pobre da face da terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade. Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira das pessoas que se estimam.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. A amizade pura é uma flor que nunca morre. Para tê-la, você precisa aprender a ser amigo.

Afinal o que significa amizade?

“A amizade ocupa um lugar fundamental em nossas vidas. Ela é tão importante como a necessidade do ser humano de se alimentar e descansar por exemplo. A amizade perfeita apenas pode existir entre os bons.” Aristóteles 

você tem amigos?

“A Escola de Atenas”, do pintor italiano Rafael; ao centro, os filósofos gregos Platão e Aristóteles (Aristóteles apontando para cima, clara evidência sobre a teoria das idéias).

Aristóteles (384 – 322 a.C) foi quem buscou aprofundar o sentido desta relação para a vida como um todo. Por isso pode nos ajudar a responder a essa pergunta. Ele afirma que a amizade (philia) é “sumamente necessária à vida”. Mesmo para aqueles que possuem muitos bens, pois a prosperidade nada é sem o “ensejo de fazer o bem”. Bem que consiste na “prática de ações nobres”.

“Quando os homens são amigos não necessitam de justiça.” Aristóteles

Cultura grega

A cultura grega influenciou o ocidente, não só na linguagem, mas em seus mitos e culturas. Os filósofos gregos estudaram sobre diversas questões, como política, beleza, verdade, vida, conhecimento, amor e amizade.

Apesar de Platão ter escrito em seus diálogos sobre a amizade (no Lisias), quem mais se destacou foi seu discípulo Aristóteles. No livro ética a Nicômaco, Aristóteles dedica os seus livros IX e X para falar sobre o tema.

Para o filósofo, “A amizade é uma virtude, além de ser algo extremamente necessário para a vida.” De fato, ninguém gostaria de viver sem amigos, mesmo que ele possuísse todos os outros bens.

Amizade é uma palavra que evoca uma relação de confiança. Mas o filósofo parece ir mais além disso e, a fim de alcançar esse sentido, reconhece que a amizade é uma relação de amor.

No entanto, pode-se falar acerca da existência de tipos de amizade em Aristóteles. As formas de amizade relacionam-se com o objeto de amor ou “coisas estimáveis”. Com respeito a cada uma delas existe um amor mútuo, e os que amam desejam-se bem a respeito daquilo porque amam. Para o filósofo, a amizade pode basear-se na utilidade ou no prazer ou no bem (denominando assim, os tipos dessa relação).

Na modernidade

Três grandes pensadores já discutiram a concepção de amizade: Montaigne, Voitaire e Kant.

Podemos definir nesse contexto de modernidade como um conjunto de transformações culturais, políticas e econômicas que tem início a partir do século XV e se estende até o século XVIII.

amizade3Montaigne dedicou um capítulo inteiro a amizade a seu amigo Etienne de La Boëtie.

Para Montaigne, entre pais e filhos não pode haver amizade, mas somente respeito. Assim como também não se pode confundir amor e amizade.

Para Voltaire: “A amizade sempre me pareceu a primeira de todas as virtudes, porque é a primeira de nossas consolações”. “Fazer amigos para vencê-los é como construir monstros para combatê-los; é mais natural, mais razoável e mais humano fazer amigos”. amizade4

Em seu livro Ingênuo, Voltaire afirma: “A leitura dilata a alma, mais um amigo iluminado a consola”. E no seu Dicionário Filosófico, publicado em Genebra em 1764, o verbete Amizade registra: “é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas”.

Foi em Lições de Ética que o filósofo alemão Immanuel Kant disse que na amizade o homem se ocupa ao mesmo tempo da felicidade própria e alheia.

amizade5

Distinguindo aqui três formas diferentes de amizade – aquelas decorrentes da necessidade, aquelas fundamentadas no gosto ou intensão e aquelas baseadas no sentimento de intenção – Kant afirmou que a amizade é a superação da ética da busca individual da felicidade. É o máximo do amor recíproco.

De qualquer maneira, encontramos na história da filosofia vários pensadores que apontam a importância da amizade.

O amigo

É o amigo que nos alerta, quem nos provoca a pensar. É também um amigo quem compartilha conosco suas histórias, seu modo de ser, seu cuidado, seu riso.

amizade6

Amizade é uma relação afetiva entre indivíduos.

É o relacionamento que as pessoas têm um afeto e carinho por outra, um sentimento da reciprocidade do afeto, de uma ajuda mútua, compreensão e confiança.

Ela pode ter diversas origens, como: o colégio, a faculdade, o trabalho, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontade. E em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração. Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

“O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade”. (Provérbios 27:9)

amizade7

Será utopia?

Para alguns, a amizade verdadeira pode ser considerada como uma utopia. Em face de um mundo globalizado, onde as pessoas atropelam seus interesses por uma amizade, pensando mais em si que no próprio amigo, prejudicando a relação.

Você tem amigos?

Se faz necessário falarmos da virtualidade atual. Nas redes sociais, por exemplo o Facebook, ser amigo é ter sido aceito na página de alguém. Nessa circunstância, a amizade pode ser superficial. Mas por outro lado, certos encontros podem se tornar sólidos, duradouros e, inclusive, escapar da barreira virtual. Tudo é relativo! As redes sociais podem tanto abrir ou fechar portas.

Reações físicas

O médico especialista e pesquisador Ricardo Monesi, professor do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, relata que o cérebro trabalha tão intensamente quanto a língua; a amizade envolve não apenas o contexto social, mas também o biológico e o psicológico. “Essas três dimensões estabelecem relações multidirecionais, ou seja, interagem mutuamente”.

Ele conclui afirmando: ao se relacionar com outra pessoa ou com um grupo, as sensações se traduzem em benefícios no organismo, através da liberação de substâncias que, além da sensação do prazer, ajudam em fatores como o fortalecimento do sistema imunológico e na diminuição da dor.

“O corpo libera os neurotransmissores, como dopamina, serotonina e endorfina, que oferecem sensação de bem-estar e que às vezes é tão intensa, que podem reduzir os níveis de dor, trabalhando como analgésicos, detalha Monezi.

Além disso, as relações sociais são capazes de reduzir a liberação de hormônios relacionados ao estresse, como a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol, consequentemente diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e fortalece as defesas do organismo.

Monezi lembra: ter amigos pode trazer benefícios no âmbito psicológico, reduzindo a ansiedade; melhora também nos quadros depressivos. No lado social, a amizade ajuda na redução das violências sociais, conclui o especialista.

Você tem amigos?

Conclusão

Amigos são importantes porque todos precisamos saber que somos apreciados, queridos e até amados por aqueles que escolheram ser nossos amigos entre todas as pessoas do mundo.

A amizade é uma escolha. É esse processo de compartilhamento de seus valores e sentimentos que faz a amizade durar. Se faz necessário fortalecer o emocional e ser compreensivo.

No início, a proximidade é importante, porém, amizades fortes sobrevivem mesmo com a distância.

Escolha bem seus amigos e não confunda coleguismo com amizades.

“É melhor ter a companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, um amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre um homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” Eclesiastes 4:9-10

Referências

Pensador.

Filosofia no Caminho.

Carolina Samorano e Juliana Contaifer.

Não seja insosso. Mostre entusiasmo [cative sua audiência]

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Não seja insosso. Mostre entusiasmo

Não seja insosso. Mostre entusiasmo

por Ronaldo Lundgren.

O líder precisa ter habilidade em transmitir suas ideias, de modo a convencer seus interlocutores sobre os pontos em que acredita. Só assim é possível chegar ao consenso, agregando pessoas na conquista dos objetivos que compartilham em conjunto.

Então, como transmitir sua mensagem?

Sabemos que as mensagens são transmitidas de forma verbal e não-verbal. Isso acontece simultaneamente. Você já deve ter visto alguém falar que concorda com outra pessoa, mas balança a cabeça negando, sem nem mesmo se dar conta do gesto que está fazendo.

Existem algumas dicas que podem ajudar o líder a melhor transmitir sua mensagem.

Prepare-se antes

Prepare-se para dizer aquilo que você quer comunicar. Isso fará com que fique mais seguro e permitirá encontrar a melhor forma de organizar seu pensamento, a fim de atingir o objetivo da sua comunicação.

Seja natural

Preparar o que dizer não significa deixar de ser natural e espontâneo. Você precisa ter em mente os principais aspectos da sua comunicação, mas não precisa agir como se estivesse seguindo um roteiro de cinema.

Mantenha sua mensagem clara e concisa

Não seja vago. Saiba antes o que tem a transmitir e o faça de forma clara, sem rodeios, sem deixar confusa as pessoas que estão lhe escutando. Da mesma maneira, não se alongue no discurso. Ser prolixo passa a ideia de falta de objetividade.

Comunicacao Efetiva 2

Adapte seu discurso a sua audiência

Falar para pessoas idosas é diferente de falar para adolescentes do ensino médio. Cada público merece ser tratado com respeito: uso de gírias, palavrões, linguagem técnica ou mais simples. Estude as características de sua audiência para adequar sua fala, de modo a facilitar o entendimento.

Demonstre paixão e comprometimento

Não seja insosso. Mostre entusiasmo, sem desbancar para o ridículo. Faça aquilo que você está dizendo os outros para fazerem. A mensagem que você está transmitindo é sua mensagem, mesmo que você tenha recebido ordens de seu chefe para transmiti-la. Nunca adote aquela postura de dizer que “você não concorda; que só está passando o que o chefe mandou.”

Seja sincero

Acredite no que está falando e quem lhe ouve também vai acreditar. Ao responder perguntas que podem ser embaraçosas, seja sincero. Escolha palavras amenas, mas não engane.

Sua linguagem não-verbal tem que ser coerente

Se a notícia é triste, seus atos têm que demonstrar serenidade. Ao elogiar, demonstre alegria. Tudo vindo de seu interior, sem procurar agir como um ator. Preste atenção à liguagem não verbal do seu interlocutor enquanto fala. O corpo e a expressão facial não mentem e expressam o que está se passando dentro da pessoa.

Desperte entusiasmo

A única maneira de fazer com que alguém faça o que você quer é despertando na outra pessoa o desejo de fazê-lo. Mostre apreciação pelas pessoas, valorize suas qualidades e dê a cada um com quem estiver em contato o mesmo tratamento que gostaria que tivessem com você se estivesse naquele lugar.


Valendo-se dessas dicas, você terá mais facilidade em comunicar-se efetivamente, transmitindo informações claras, checando se quem as recebeu compreendeu aquilo que você quis dizer.

Uma boa técnica é pedir para que a pessoa diga, com suas próprias palavras, o que compreendeu do que você disse. Faça o mesmo quando for você a pessoa que recebeu a mensagem. Diga com as suas palavras o que entendeu do que ouviu. Uma das maiores causas de mal-entendidos é o ruído na comunicação.


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Cinco motivos pelos quais sua marca pessoal é importante

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Cinco motivos pelos quais sua marca pessoal é importante

Cinco motivos pelos quais sua marca pessoal é importante

“SUA MARCA PESSOAL É O QUE OS OUTROS DIZEM DE VOCÊ QUANDO VOCÊ SAI DA SALA”. – JEFF BEZOS

Eu estava almoçando com um casal de amigos recentemente, saboreando um bom hambúrguer com batatas fritas. Quando o garçom veio anotar nossos pedidos de bebida, sorri e pedi uma Diet Coke.

“Diet Pepsi ficaria bem?”

Suspiro…

‘Ok’ é provavelmente a melhor palavra para o que eu estava pensando naquele momento. Eu sou um bebedor de Coca, sempre fui. Beberei Pepsi de vez em quando, mas não como primeira escolha.

Quando alguém oferece Pepsi como alternativa à Coca, é um pouco decepcionante. A imagem que a marca Coca carrega é importante para mim – ela transmite um sabor melhor, um pouco mais de pegada, uma qualidade superior.

“Claro … uma Diet Pepsi está bem.”

A marca é importante.

Quer você esteja falando sobre computadores Apple, relógios Breitling ou produtos da Coca-Cola, como uma marca é percebida é importante. Isso cria valor. E quanto maior o valor percebido, mais receita a marca gera.

Então, por que deveria ser diferente para você?

Sua marca de líder pessoal não deveria ser sinônimo de desempenho de qualidade?

Você não quer que seu nome seja o primeiro na mente de um líder sênior em oportunidades de carreira e atribuições? Não quer ser visto como alguém que agrega valor a qualquer equipe de liderança?

No entanto, a maioria de nós ignora nossa marca líder.

E devemos conhecê-la.

Quer você perceba ou não, você já tem uma marca líder. Você a leva para onde quer que vá. Ela engloba tudo sobre você:

  • valores;
  • ética de trabalho;
  • experiência;
  • estilo; e
  • uma infinidade de outras facetas de sua personalidade.

É um reflexo da sua reputação.

Ou, parafraseando o fundador da Amazon, Jeff Bezos, é o que as pessoas dizem quando seu nome é mencionado.

Mas você não o administra como uma marca. Você trabalha muito, tem orgulho do seu trabalho e acredita que o boca a boca servirá como seu cartão de visita profissional.

Isso funciona para algumas pessoas.

Mas geralmente isso não acontece.

Pense nisso e você poderá nomear rapidamente um punhado de colegas excepcionalmente talentosos que nunca alcançaram seu potencial profissional. Talento não reconhecido é o ponto alto de uma piada realmente ruim. E você realmente não quer que sua carreira seja uma piada.

Este é o ponto em que alguns de vocês balançam a cabeça e dizem:

“Por que isso importa? Minha ética de trabalho fala por si. Meu chefe cuidará de mim. ” Sim … realmente não funciona assim. Isso pode fazer você se sentir bem, mas não vai te levar longe.

SE VOCÊ PERCEBE OU NÃO, VOCÊ JÁ TEM UMA MARCA DE LÍDER.

Reconhecer sua marca líder é um primeiro passo importante para assumir o controle de sua própria marca. Descubra. Bom ou ruim, é a sua marca. Você pode controlá-la ou ceder o controle a outros. É uma escolha.

O que sua marca faz por você?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares.

Não gerenciada, sua marca faz pouco por você. Mas com algum planejamento cuidadoso e esforço concentrado, sua marca líder pode fazer cinco coisas muito importantes para ajudá-lo a traçar e controlar sua carreira profissional:

1. Controle e potência da imagem.

Conforme você descasca a cebola de sua marca de líder pessoal, a primeira coisa que você descobrirá é que provavelmente permitiu que outros controlassem sua marca por você.

Temos a tendência de forçar o máximo que pudermos e, quando chegar a hora, pedir que outras pessoas nos digam como estamos. Se não ganharmos o reconhecimento que achamos que merecemos, colocamos nossos narizes de volta na pedra e continuamos a moer.

Pode haver um pouco de troca, alguma negociação básica, mas geralmente a fórmula permanece inalterada. O problema com essa abordagem é simples:

em uma profissão que carece de um verdadeiro sistema de gestão de talentos, tendemos a – como escreveu o ex-oficial da Força Aérea Tim Kane – sangrar o talento. E você não quer fazer parte desse sangramento.

Controlar sua própria marca se traduz em poder.

Porque este é o ponto em sua carreira em que você para de permitir que outros definam sua marca. É tão libertador quanto fortalecedor.

E tudo se resume a uma decisão sua de assumir o controle de sua marca líder.

2. Identidade e diferenciação.

A marca pessoal começa com a identidade – quem é você e o que traz para a organização?

Lembre-se, em uma profissão onde a uniformidade é frequentemente valorizada em relação à individualidade, a diferenciação é a chave para uma marca líder.

  • O que te faz especial?
  • O que você faz melhor do que ninguém?
  • O que faz de você um “cara”?

Essas são perguntas importantes para se perguntar e ainda mais importantes para responder.

Normalmente, permitimos que outros definam o que nos diferencia, escrevendo nas entrelinhas das avaliações de desempenho. O que realmente importa quando alguém observa que você é “um cara de equipe” ou que sua “integridade está acima de qualquer reprovação”? Você não prefere ser “a força motriz por trás de uma mudança positiva” ou “o líder mais inovador da organização”?

Uma grande parte de assumir o controle de sua marca líder é defini-la você mesmo. Você a define, você a descreve, você a entrega.

Você decide o que constitui sua marca pessoal, não outra pessoa.

3. Autoconsciência e reflexão.

Uma marca pessoal possui uma certa qualidade yin-yang:

  • identidade de marca (como você se vê); e
  • imagem de marca (como os outros o veem).

Quando esses valores estão desequilibrados, os resultados podem ser tão cômicos quanto trágicos.

Todos nós conhecemos pessoas que estão completamente desligadas de como os outros as percebem. Elas colocam uma fachada e se escondem atrás dela, alegremente ignorantes ou em estado de negação. Elas não têm autoconsciência ou simplesmente não se importam com a forma como os outros as percebem, o que não é uma coisa boa.

Assumir o controle de sua marca líder requer uma jornada pessoal de autoconsciência e reflexão.

Identificar e focar em seus pontos fortes é uma coisa. Reconhecer e lidar com suas fraquezas é outra.

Amigos e mentores de confiança são essenciais para esse processo, pessoas que oferecem feedback e conselhos francos e honestos.

Este é provavelmente o aspecto mais difícil do processo de branding pessoal, porque envolve confrontar percepções suas que podem não ser agradáveis. Mas gerenciar sua marca de líder pessoal significa reconhecer a lacuna entre a identidade de sua marca e sua imagem de marca.

Deixe seu orgulho na porta. Você precisa disso.

4. Visão e definição de metas.

Em última análise, controlar sua marca líder o ajuda a alinhar sua visão com seus objetivos pessoais e profissionais.

Para aqueles que gerenciam suas carreiras por meio de uma estratégia deliberada (um plano de “cinco anos”, por exemplo), incluir elementos de marca pessoal no design é uma questão relativamente simples.

Para os que tendem a gerenciar suas carreiras de uma maneira mais “despreocupada”, assumir o controle de sua marca de líder pode envolver algum esforço adicional.

Em ambos os casos, gerenciar sua marca o ajudará a focar seus objetivos em uma imagem de marca que você controla, estabelecendo a base para seu sucesso a longo prazo. Pode dar algum trabalho para chegar lá.

5. Visibilidade e presença.

Por fim, assumir o controle de sua marca de líder pessoal tem o potencial de mudar fundamentalmente a forma como os outros o veem.

Defina suas metas de maneira adequada, desenvolva um plano de ação para construir sua marca, e o resultado deve aumentar sua visibilidade e presença significativamente.

Isso pode ser positivo ou negativo, dependendo de quão realista você é com sua marca de líder pessoal, de quão honesto você é com sua própria autoavaliação.

Os resultados que você alcançará serão consistentes com a quantidade de esforço que você dedica para definir e entregar sua marca. Se você fizer o esforço adequado, os resultados serão positivos.

Sua marca de líder pessoal é importante. Para você, pode ser a diferença entre um computador Apple e um Gateway, entre um Breitling e um Timex.

Profissionalmente, sua marca é o que abre portas para você, o que abre oportunidades que podem definir sua carreira.

Assumir o controle dessa marca significa assumir o controle de sua carreira e de seu futuro. No final das contas, a decisão é sua: você quer decidir o seu futuro ou quer que outra pessoa faça isso por você?

Referência(s)

Steven M. Leonard – Five Reasons Why Your Personal Leader Brand Matters

Você não precisa de mais motivação [propósito e persistência]

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Você não precisa de mais motivação

Você não precisa de mais motivação

Em vez disso, use três princípios para construir um crescimento de longo prazo

por Ayodeji Awosika.

É esse ciclo sem fim que puxa suas emoções para cima e para baixo. Você se sente motivado e inspirado, mas isso desaparece rapidamente e você não segue de fato nenhum de seus objetivos.

Em vez de traduzir suas emoções positivas em ação, você fica preso em um loop.

Até ler autoajuda pode ser complicado, mesmo perigoso, porque você pode ficar viciado na onda de dopamina que sente ao acreditar estar prestes a ter grande sucesso.

Como um viciado, é preciso mais e mais para levá-lo de volta a esse nível elevado. E quanto mais você consome autoajuda sem fazer nada, mais você tende a se afastar de seus objetivos reais.

Então, por que escrevo isso?

Escrevo porque descobri pessoalmente uma maneira de preencher essa lacuna.

Eu entendo que a autoajuda é uma faca de dois gumes, então tento retratá-la da maneira certa para que você possa usá-la da maneira certa.

Qual seria o caminho certo?

Bem, o caminho certo não é “ficar mais motivado“. A motivação nada mais é do que uma fonte de combustível.

Seu objetivo não é ficar motivado. É usar a motivação para perseguir objetivos significativos.

Uma palavra nessa frase é o mais importante – o significado.

Normalmente, você experimentará uma mudança em sua vida – transformando a motivação em esforço real – quando encontrar algum nível de significado no que deseja perseguir.

Essencialmente, você terá que encontrar um motivo bom o suficiente para preencher a lacuna entre motivação e ação.

É aí que entra o primeiro princípio. Então, você pode usar os outros dois que mencionei para se transportar até a linha de chegada.

Etapa 1: Encontre clareza mental

Clareza significa que você desenvolve um nível de consciência alto o suficiente para entender o que deve ser feito.

Pense em algo como uma crise de meia-idade. Quer saiba ou não algo sobre seu propósito de vida, você tem um.

Muitas vezes você se pergunta:

“O que estou fazendo da minha vida?”.

Mas, isso não é o suficiente!

Normalmente, a crise da meia-idade termina com alguém comprando uma lancha, divorciando-se ou alguma outra besteira típica que não muda o essencial.

Clareza não é uma pílula mágica, mas é a única maneira.

Você obtém clareza pela combinação de autorreflexão e extrapolação futura.

Eu descobri isso depois de muito tempo, sentado sozinho em uma sala silenciosa, pensando sobre minha vida. Fiquei imaginando como minha vida seria se eu continuasse o mesmo.

Qual é o remédio?

Então, depois de anos de procrastinação, percebi que precisava fazer algo. Não queria, mas precisava.

Existe um remédio perfeito que você pode usar para atingir um nível sustentado de clareza?

Não.

Mas procure mesmo assim. Esta é sua vida.  Ter clareza sobre seu propósito de vida vale a pena. Essa clareza pode movê-lo mentalmente na direção que você precisa seguir.

Certo, você não precisa necessariamente saber exatamente o que fazer a seguir, mas quando tiver clareza sobre sua própria vida, estará pronto para seguir em uma direção.

Procure descartar conceitos, narrativas e scripts sociais prejudiciais. Com esse processo de remoção, muitas vezes o que resta é a resposta que você já conhece.

Mas você precisa desaprender para ver a resposta completamente.

A resposta basicamente se resume às seguintes verdades:

  • Você é responsável por sua vida. Independentemente das circunstâncias externas, você sempre paga a conta.
  • O que lhe limita é sua mente. Quase sempre. Seus problemas, barreiras e obstáculos são psicológicos.
  • Você percebe que se continuar a viver da maneira que está vivendo agora, não obterá os resultados que deseja e se arrependerá pelo resto da vida.

Clareza significa apenas que você martelou as informações o suficiente, de modo que se torna extremamente claro para você que precisa agir.

Ao alcançar sua clareza de propósitos, faça o seguinte.

Etapa 2: Encontre a direção e mantenha-se nela por um tempo

Basta escolher algo e trabalhar nisso, está bem?

Não há nenhum ingrediente secreto para evitar bater a cabeça contra a parede mais vezes do que você pode contar e cometer uma tonelada de erros.

Uma ação rápida em uma área que você escolher lhe dará motivação.

O que você escolhe fazer não importa tanto quanto o processo de fazê-lo.

Você não obtém a motivação primeiro.

Eu comparo isso a malhar. A única maneira de parar de se sentir muito cansado para treinar é treinar. A única maneira de obter motivação suficiente para escolher uma direção para seguir é escolhendo uma direção e persistindo nela.

“Mas e se eu escolher a coisa errada e perder meu tempo?”

Você terá aprendido uma lição valiosa. Pelo menos, nunca terá que se perguntar o que poderia ter sido.

Sim, é assustador. Mas se você passar seis meses em algo e não conseguir tração, bem, não conseguirá tração. Porém, é provável que funcionará até certo ponto se você apenas se esforçar. Até certo ponto. Você não tem que mudar o mundo.

Eu escolhi escrever. Na verdade, um amigo me pediu para escrever para seu site. Mas eu continuei. Eu não conhecia todos os meandros de construir uma carreira de escritor. Não sabia exatamente quais livros iria lançar. Naquele momento eu nem tinha considerado escrever um livro.

Mas, eu tomei a decisão de pegar meu nível de clareza e colocar meus esforços para escrever … alguma coisa.

Rapidamente, ficou claro que eu escreveria em um futuro próximo.

90 dias

Eu estou dizendo a você. Escolher algo e simplesmente persistir por 90 dias mudará sua percepção e mudará seu nível de motivação. Se você quiser escrever, escreva diariamente por 90 dias. Se você deseja criar um canal no YouTube, comprometa-se a gravar um certo número de vídeos por semana durante 90 dias.

Iniciando um projeto paralelo ou negócio? Basta escolher um modelo e ficar com ele.

Você não precisa ter um plano de vida perfeito. Sim, escolha uma direção, mas realmente não importa qual é a direção, contanto que seja para frente.

Todos nós mudamos: seja de emprego, de cidade, de gosto musical… Mas permanecemos a mesma pessoa.

Não seja assim. Mude realmente. Prossiga. Persista.

Etapa 3: Ganhar e manter o ímpeto

Eu gostaria que você visse como é fácil ficar motivado depois de ter impulso.

Você não precisa ficar buscando fontes para se motivar. Você é puxado para frente por seus esforços anteriores, tornando mais fácil alcançar um nível superior.

Chegar à marca de seis meses deve levá-lo a algum tipo de nível sustentável.

Seis meses depois, eu não publiquei nenhum livro, não ganhei dinheiro, tinha um público muito pequeno, etc., mas achei que poderia fazer as coisas “estourarem” no caminho.

Chegar aos seis meses é basicamente sua barreira para entrar. Depois disso, você tem um monte de coisas novas para aprender.

E você aprenderá. Uma vez ouvi algo do especialista em negócios Ramit Sethi. Ele disse alguma coisa como

“Depois de desenvolver uma nova habilidade, você a tem para sempre.”

Adquirindo confiança

Cada vez que se aprende uma nova habilidade, você a adiciona ao seu reservatório. Isso gera confiança.

Eu aprendi um monte de habilidades nos primeiros 6 meses:

  • Como formatar minha página, criar listas de reprodução e adicionar vídeos em destaque;
  • Como pesquisar palavras-chave para adicionar à descrição e tags do vídeo;
  • Habilidades básicas de edição de vídeo usando software básico;
  • Como adicionar pequenos truques de engajamento em meu vídeo;
  • Adicionar links aos meus vídeos e telas finais para compartilhar novos vídeos;
  • Edição de vídeo 4k com uma câmera atualizada;
  • Adicionar gráficos, música, legendas e apelos à ação nos meus vídeos.

Eu não esperei até me sentir como um especialista do YouTube antes de começar a gravar vídeos. Acabei de começar. Então desenvolvi habilidades.
Agora, eu tenho impulso.

Começar meu canal no YouTube foi fácil e eu não tive nenhuma ansiedade sobre se iria ou não funcionar porque agora, eu tenho um nível macro de impulso.

Uma vez que toda a minha vida tem impulso, assumir projetos novos e interessantes não é tão difícil.

Chegue a este ponto e a diversão realmente começa.

Você deseja construir uma bola de neve …?

Trabalhe em projetos por tempo suficiente, trabalhe em si mesmo por tempo suficiente e, um dia, verá tudo o que fez.

Você não vai acreditar que fez isso. Em seguida, o efeito bola de neve entra em ação.

Um dia, você chegará a um ponto em sua trajetória de vida-carreira-negócio-negócio em que não precisará mais de inspiração. Seus próprios esforços são sua inspiração. E então você realmente aumentará seu ritmo em vez de descansar.

Você acha que quer chegar a um ponto final. Não, você quer construir uma enorme bola de neve e apenas … continuar construindo.

O que todos nós realmente estamos fazendo aqui, afinal?

Quem conhece o verdadeiro sentido da vida?

Para mim, criar um impulso em uma direção que você realmente goste e continuar a fazê-lo é a coisa mais próxima de felicidade e significado que posso imaginar.

Se você tiver uma resposta melhor, me avise.

Você não pode ver isso agora. Mas, daqui a alguns anos, você terá passado de um aspirante cheio de ansiedade para um expert da produtividade.

O resto da sua vida será o seu playground pessoal para criar coisas incríveis e moldar a realidade da maneira que achar melhor.

Zero motivação necessária.

Referência(s)

Ayodeji Awosika é o autor de Real Help: An Honest Guide to Self-Improvement.

Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

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Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

Chega de FONO. Como reconhecer e quebrar o hábito da “positividade tóxica”.

Quando seu paciente começou a falar sobre notas médicas, a neuropsicóloga Judy Ho decidiu intervir.

Seu cliente, um empresário extremamente bem-sucedido, era rico, tinha um casamento feliz e era bem visto por seus colegas. O problema eram os dias em que ele se sentia deprimido e abatido, mas incapaz de admitir isso.

Para o paciente, a única maneira de lidar com isso era regredir, como um colegial, e buscar a permissão de um médico para se reagrupar.

“Ele sabia que não estava doente, mas iria entrar e inventar algo”, diz Judy, “só para poder tirar um dia de folga e ficar bem consigo mesmo”.

Ela reconheceu que o paciente estava sofrendo de um mal-estar contemporâneo crescente.

“Ele sempre teve que demonstrar seu valor para as pessoas”.

Ele pensava:

‘Devo transmitir esta imagem de sucesso e uma vida feliz que todos passaram a conhecer sobre mim, e não quero jamais mudar essa imagem’.

Isso é positividade tóxica.

Chame isso de FONO (Fear Of Negative Outcomes) ou medo de uma perspectiva negativa. Também conhecido como “positividade desdenhosa”, é expresso como uma alegria forçada, não importa o quão ruim as coisas estejam.

Redes sociais

Você vê isso no Instagram, onde o filtro afetivo é sempre otimista. Ouve isso do instrutor da academia exortando você a suar mais, a despeito da dor. Essa positividade está em todo lugar, é onipresente. Afinal, ela “está dentro de nós“. Você pode até reconhecê-la no chefe que insiste para que os colegas comecem todas as reuniões do Zoom compartilhando uma boa notícia para ajudar a manter o humor alegre em meio à escuridão.

Pense nessa mentalidade como aquela que responde a toda ansiedade ou tristeza humana com otimismo intransigente.

Ele pode ser encontrado em frases que começam com as palavras negativas “pelo menos”, que são seguidas por uma sugestão de que, por pior que você esteja se sentindo, pelo menos você tem muitas outras coisas que devem compensar e superar isso.

Mesmo a insistência opressiva de que devemos amar nosso corpo, não importa o que aconteça, pode levar à intolerância otimista, sugerindo que não é certo querer trabalhar nas dobras da barriga ou nas rugas de expressão.

O FONO pode impulsionar qualquer autoconfiança delirante, sejam políticos tentando escapar dos fracassos da Covid-19 com chavões sobre força ou vendedores ambulantes vendendo uma chance de progredir.

As pessoas comuns, em busca de inspiração e segurança, tornaram-se os alvos principais desses vendedores de entusiasmo.

A filiação à International Coach Federation, órgão de coaching de vida, aumentou de quase 4.700 no mundo todo em 2001 para mais de 41.000 hoje.

A ‘esteira de conquista’

Pessoas bem-sucedidas são as mais propensas a cair nessa forma de pensar, diz Naomi Torres-Mackie.

Como chefe de pesquisa da Mental Health Coalition e psicóloga praticante no Lenox Hill Hospital de Nova York, ela trabalha extensivamente com pacientes presos no que ela chama de “esteira de conquistas”. É aí que a dúvida e a reflexão são postas de lado em favor de um espírito entusiasta e ativo.

Veja o financista recém-casado que ela tratou.

No auge de sua carreira, seu único problema identificável era a insônia. Enquanto trabalhava com Torres-Mackie, o Wall Streeter reconheceu que a causa era sua fixação em como ele se comparava aos outros.

As únicas perguntas que ele se perguntou foram:

‘Quanto sucesso estou tendo e o que meu chefe está pensando?’, diz ela.

“Ele estava tão focado em criar uma imagem perfeita, feliz e positiva, que não deixou espaço para processar e digerir as coisas difíceis.”

Só depois de deitar à noite essas preocupações viriam à tona e o manteriam acordado. Seu tratamento depois se concentrou em quebrar a conexão que ele estabeleceu entre parecer feliz e ser bem-sucedido.

Para a geração atual, as origens dessa positividade emocional estão na década de 1990, quando o então presidente da American Psychological Association, Martin Seligman, postulou que o pessimismo é um comportamento aprendido. Portanto, ele pode e deve ser evitado.

“Alguns dos melhores momentos da vida, quando você realmente se sente bem, são cheios de emoções misturadas”

Essa observação se transformou em best-sellers como O Segredo, publicado pela primeira vez em 2006 pela executiva da TV australiana que se tornou autora, Rhonda Byrne.

Ele foi popularizado depois que Oprah Winfrey defendeu seu ethos.

Cultura organizacional

Essa bíblia revolucionária foi essencialmente construída com base em afirmações de que o poder do pensamento positivo forneceria tudo o que você quisesse, seja um bebê ou um Mercedes-Benz.

A cultura corporativa contemporânea exacerba essas tendências.

Antes da pandemia, os funcionários eram incentivados a ficar felizes porque trabalhavam em um escritório, talvez, com mesas de pingue-pongue e almoços grátis. Agora, em um mundo que trabalha em casa, eles são incentivados a serem gratos simplesmente por ter um emprego.

Whitney Goodman, psicoterapeuta em Miami, explica que esses locais de trabalho criam um beco sem saída, onde os funcionários não são capazes de levantar preocupações por medo de não serem vistos como um trabalhador de equipe ou dignos de uma promoção. Preso a preocupações não expressas, é mais provável que falhem no final.

Relatórios clínicos reforçam sua tese. Um estudo de 2018 publicado no Journal of Personality and Social Psychology ecoou pesquisas anteriores ao descobrir que as pessoas se sentiam mais tristes quando se esperava que ocultassem tais emoções.

Brett Ford, professora de psicologia da Universidade de Toronto e uma dos autores do estudo, diz que viver com a positividade tóxica requer desviar o olhar dos problemas, ao invés de encarar os sentimentos antigos desconfortáveis.

“Observe-os, deixe-os em paz, tente não afastá-los”, diz ela, “e eles passarão. As emoções devem ser experiências de vida relativamente curta.”

Então, como lidar?

Judy Ho, a neuropsicóloga, tem uma sugestão inesperada para ajudar a calibrar uma perspectiva Poliana: uma sessão assistindo Divertida Mente (Inside Out) da Disney-Pixar, que anima e dramatiza emoções humanas.

“Um dos melhores antídotos para a positividade tóxica é reexaminar seu sistema de valores e entender que alguns dos melhores momentos da vida, quando você realmente se sente bem, são cheios de emoções confusas”, diz ela. “E é isso que devemos abraçar como seres humanos.”

Junto com você, permitir que os outros expressem negatividade também é vital.

Elimine as palavras “pelo menos” de seu vocabulário emocional, recomenda Judy Ho, e concentre-se na escuta reflexiva. “Repita o que você acha que ouviu, sem adicionar nada a isso. Você nem sempre tem que fazer um curativo ou perguntar, ‘O que eu posso fazer?’ ”

Não é nenhuma surpresa que Byrne também retorne agora. Sua sequência, O Maior Segredo, foi lançada em novembro. A sinopses recomendam a leitura do livro, e você poderá remover toda a negatividade. – Como se isso devesse ser um objetivo central na vida. (Mais de 80% das avaliações de usuários da Amazon.com deram cinco estrelas.

“Este ano, com crise após crise, voltamos às formas instintivas de enfrentamento que nos incutiam desde tenra idade – que precisamos ser positivos para superar isso”, diz Goodman.

“É verdade que precisamos ter alguma consciência de que isso não vai durar para sempre, mas também temos que atentar para o fato de que, bem, isso não é normal.”

Referência(s)

Mark Elwood -Trying to Stay Optimistic Is Doing More Harm Than Good.

Motivação: Maslow e Herzberg [para uma boa liderança]

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Teorias sobre motivação

Motivação: Maslow e Herzberg

por Ronaldo Lundgren.

A motivação é a força interna que emerge, regula e sustenta todas as ações humanas. É um impulso interior que leva as pessoas a realizarem coisas.

Uma pessoa motivada utilizará ao máximo os seus recursos (conhecimentos, habilidades e aptidões) para alcançar objetivos.

Um indivíduo altamente motivado, embora menos dotado, produzirá mais e melhor do que um mais capacitado, porém desinteressado.

Vários acadêmicos desenvolveram teorias sobre motivação. Maslow, McGregor, Herzberg, Atkinson, McClelland, entre outros, são bastante estudados pelas pessoas que estão procurando SABER mais.

Maslow

Motivação: Maslow e Herzberg

Para Maslow, a motivação humana pode ser reunida em cinco grandes grupos de necessidades. Das mais básicas até às mais elevadas.

Para satisfazer suas necessidades, a pessoa se motiva.

Qual a sua necessidade preponderante no momento?

É para ela que você vai dedicar toda a sua atenção. Se uma pessoa está com sono, muito sono, ou com muita fome, pode aceitar um resto de comida encontrado no lixo ou mesmo se deitar e dormir na rua, relegando sua auto-estima a uma menor prioridade.

Veja que motivação se refere ao indivíduo.

Essa individualidade cria uma dificuldade maior para as organizações. Política salarial, plano de carreira, benefícios sociais, são instrumentos coletivos adotados pelas organizações, imaginando criar as condições para que cada pessoa satisfaça suas necessidades.

Em geral, o líder dedica sua atenção para as necessidades sociais, de auto-estima e de auto-realização. Mas motivação se refere ao indivíduo. Pode haver o caso de o líder precisar voltar seus esforços para necessidades mais básicas. Fique atento!

A necessidade de auto-estima engloba o desejo de realização e competência, bem como o desejo de status e reconhecimento. Nas organizações, as pessoas querem ser boas em seus trabalhos; também querem sentir que estão realizando algo importante quando fazem esse trabalho. Cabe ao líder atender aos dois tipos de necessidade de auto-estima, proporcionando trabalhos que desafiem e envolvendo os liderados no estabelecimento de objetivos e nas decisões.

Herzberg

Utilizando os conceitos de Herzberg, em relação à teoria de motivação, verifica-se que a satisfação e a insatisfação no trabalho decorrem de dois conjuntos separados de fatores.

Essa teoria foi chamada de teoria dos dois fatores.

Os fatores de insatisfação englobam

  • o salário;
  • as condições de trabalho; e
  • a política da empresa.

Mesmo que as pessoas considerem que esses pontos são bons, atendendo às suas expectativas, não garante que elas se sintam satisfeitas na organização. Esses pontos positivos conduzem meramente à ausência de insatisfação.

Já os fatores de satisfação (fatores de motivação) envolvem

  • a realização;
  • o reconhecimento;
  • a responsabilidade; e
  • o progresso.

Todos esses fatores estão relacionados ao conteúdo do trabalho e às recompensas ao desempenho profissional.

Uma pessoa motivada contagia as outras pessoas a sua volta.

Cada uma e todas motivadas vão trabalhar em um clima de maior cooperação.

Considerações finais

O líder deve ser o catalisador desse ambiente favorável.

Interaja com os liderados guiando-os na direção desejada. Utilize sua capacidade para perceber o que é importante para a organização e para os liderados.

Assuma sua parcela de responsabilidade para motivar cada uma das pessoas de sua organização.