por Ronaldo Lundgren.
Este post utilizou informações obtidas no trabalho de Nakamura et al. (2005), obtidas no link:
Quando o líder motiva uma pessoa, isto é, quando lhe causa motivação, provocando um novo ânimo, a pessoa começa a agir em busca de novos horizontes, de novas conquistas.
Para Vergas, “motivação é uma força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma coisa que nasce de nossas necessidades interiores”. Pessoas motivadas tornam-se mais produtivas, trabalham com maior satisfação, sendo multiplicadoras dentro da organização.
De acordo com Hackman e Oldham, o individuo motiva-se para o trabalho quando cinco fatores concorrem pro- movendo o enriquecimento das tarefas e conduzindo a estados psicológicos desejáveis e favoráveis a que isso aconteça: 1) O desempenho no cargo exige aplicação de diferentes habilidades pessoais; 2) O resultado final da atividade permite reconhecê-lo como um produto pessoal. Há uma identificação entre criação e criador; 3) O produto final exerce impacto nas outras pessoas; 4) Existe um grau de liberdade para decidir sobre programações e procedimentos do trabalho; 5) O profissional recebe avaliação sobre sua eficácia na realização da atividade.
Um dilema que acomete alguns administradores pode ser assim resumido: mantenho um funcionário no cargo, por conta da experiência que ele tem, ou faço um rodízio, a fim de criar condições para ele se motivar? O que será melhor para a organização? Cabe ao líder “sentir” o clima de cada indivíduo, conversar e decidir. Tudo de acordo com a missão, os valores e os objetivos da organização.
A teoria da expectativa fornece ferramentas a serem utilizadas pelo líder. O trabalhador é mais facilmente motivado quando recebe uma recompensa pelo esforço realizado. Produziu bem, conforme o determinado, vai receber um bônus no final do ano. Não foi o que se esperava, não há prêmio. O segredo é acertar o valor da recompensa à expectativa de cada funcionário.
Voltando um pouco à pirâmide de necessidades de Maslow, as recompensas oferecidas devem corresponder às expectativas do trabalhador, ou seja, ao “patamar” que ele se encontra.
Observe o papel a ser desempenhado pelo líder no estabelecimento das condições para promover a motivação na organização. Sua atuação é fundamental em criar o ambiente que estimule e motive cada pessoa. Mas, se ao contrário, o líder não se apercebe de suas responsabilidades, ele pode estar preenchendo o seu próprio pedido de demissão.
Será que você já ouviu falar daquele chefe que se apropria das ideias e do resultado do trabalho de seus funcionários? Ao fazer isso, ele pode até obter uma vantagem transitória. Ilusória, com certeza. Além de perder sua credibilidade, está prestando um desserviço à motivação de cada um dos membros de sua equipe.
Por ora, vamos encerrar lembrando da percepção de justiça do indivíduo, a crença de que seus esforços para produzir o comportamento necessário, receberão justa recompensa. A pessoa que se sente injustiçada estará desmotivada, ocorrendo um enfraquecimento na produção ou na cooperação entre os funcionários.

Acredito que para ser um grade líder é preciso saber lidar com o ego das pessoas.
Fica a dica para uma publicação sobre o assunto: Como lidar com o ego das pessoas no ambiente de trabalho.
Dica registrada. Obrigado.