Liderança versus ansiedade

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Liderança versus ansiedade

ansiedade

Liderar não é tarefa simples. Requer habilidade para lidar com diferentes pessoas, com pressões, prazos e com os mais diversos problemas que podem surgir no dia a dia.

Por isso, a ansiedade é um sentimento que pode acometer líderes e gestores. No entanto, embora possa parecer comum, não é um comportamento adequado no ambiente corporativo. Afinal, que equipe fica satisfeita e segura com um líder ansioso?

A ansiedade pode estar associada ao julgamento do desempenho que um grupo pode fazer sobre o seu líder. É também associado a uma alta expectativa sobre algo que é muito desejado, como uma promoção ou conquista de um novo contrato.

Independente do motivo, um gestor ansioso não passa à equipe uma imagem positiva. A demonstração de um estado de ansiedade pode significar tornar pública sua insegurança e expor uma fragilidade.

Além de transmitir uma imagem insegura, um líder que esteja passando por um quadro de ansiedade também não consegue cumprir suas obrigações como outrora. Podemos estar falando aqui de pessoas responsáveis e comprometidas com a organização. Quando elas não são ansiosas, apresentam uma excelente desenvoltura.

Ansiedade e frustração

A ansiedade e a frustração muitas vezes se confundem, mas são duas classes funcionais de respostas distintas.

A ansiedade está associada à falta de previsibilidade sobre uma consequência específica ou à previsão de um possível efeito desagradável. Neste caso, uma alternativa é tornar cada vez mais compreensível quais são as variáveis relacionadas ao evento e construir alternativas para diferentes possíveis resultados.

Já o sentimento de frustração está relacionado a um evento que ocorreu e que de alguma forma não correspondeu a uma expectativa.

Diferentemente da ansiedade, a frustração requer uma habilidade para reconstruir, portanto é de ordem reativa.

Admitir a ansiedade não é a solução. Mas já significa um primeiro passo para encontrar uma solução e se tornar um líder melhor. Aprender a lidar com a ansiedade requer a construção de uma nova relação com os eventos ambientais. Identificar a relação funcional para este tipo de comportamento pode ser difícil.

Diminuindo a ansiedade

Algumas dicas para diminuir a ansiedade:
• Em primeiro lugar, reconheça que a ansiedade atrapalha seu melhor desempenho. E isso poderia aumentar o risco das suas decisões ou atitudes.
• “Em geral” o sentimento de ansiedade é produto de uma percepção de que algo ruim poderia acontecer. Desse modo, trabalhe com o pior cenário e reavalie suas possibilidades.
• Procure identificar de forma objetiva (classificando do mais provável para o menos provável) as probabilidades das diferentes ocorrências no evento relacionado a sua ansiedade.
• Em seu horário livre, procure fazer uma atividade de lazer para relaxar. Estudos comprovam que exercícios físicos diminuem a ansiedade.
• Se você sente que seu nível de ansiedade é muito alto e que prejudica outras áreas da sua vida (inclusive a saúde), procure ajuda profissional.


Autor: Carlos Esteves – é psicólogo clínico formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e especialista em Análise do Comportamento pela ITCR – Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento. É também idealizar do Núcleo de Terapia por Contingências de Reforçamento de Curitiba (NTCR-C).

Está apto a falar para a imprensa sobre todos os temas que afligem o comportamento humano, bem como sobre as doenças psíquicas.

Mais informações em www.ntcrcuritiba.com.

Autor: Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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