Lições de Liderança: O Caso Rogério Ceni e o Cruzeiro

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Lições de Liderança: O Caso Rogério Ceni e o Cruzeiro

Fácil ser engenheiro de obra pronta

“Bateu de frente com os medalhões e a fritura começou cedo”, disse Bolívia.

A demissão de Rogério Ceni do comando técnico do Cruzeiro, ocorrida em setembro de 2019, trouxe à tona uma série de reflexões sobre liderança no mundo do futebol. Em meio a essa controvérsia, é evidente que Ceni enfrentou desafios significativos que ressoam com líderes de todos os setores. Vamos analisar três papéis cruciais que ele teve que desempenhar e as lições que podemos extrair desse episódio.

1. Conquistar apoio da diretoria

O primeiro papel crítico que Rogério Ceni teve que desempenhar foi conquistar o apoio da diretoria do clube. Como destacado por Vicente Falconi, liderar é bater metas definidas pela diretoria. No entanto, parece que houve um desalinhamento entre as expectativas de Ceni e a realidade do ambiente em que ele estava inserido. Esperava-se que ele tivesse mais autonomia, o que não se concretizou, levando a conflitos e, eventualmente, à sua demissão.

2. Equipe de alto rendimento

O segundo papel importante foi influenciar uma equipe de alto rendimento. Ceni não apenas precisava desenvolver táticas eficazes, mas também gerenciar egos e dinâmicas de grupo. A falha em construir relações sólidas com parte do elenco contribuiu para seu fracasso. Lidar com jogadores com egos inflados é um desafio comum para líderes em todos os campos, exigindo habilidades de comunicação e gestão de conflitos.

3. Torcida exigente

Por fim, Ceni precisava atender às expectativas da torcida. O Cruzeiro é um clube de grande tradição e sua torcida é exigente. A pressão por resultados positivos é constante, e os líderes precisam navegar nesse contexto com sensibilidade e resiliência.

Considerações

As respostas dos especialistas revelam insights valiosos. Em retrospecto, alguns acreditam que Ceni subestimou os desafios que enfrentaria no Cruzeiro e talvez devesse ter continuado no Fortaleza, onde já era bem-sucedido e respeitado. Outros destacam a importância de respeitar contratos e lidar efetivamente com jogadores problemáticos.

No final, a saga de Rogério Ceni no Cruzeiro é um lembrete poderoso de que a liderança é uma jornada complexa, cheia de armadilhas e lições. A capacidade de adaptar-se às circunstâncias, aprender com os erros e manter a integridade são características essenciais de um líder verdadeiramente eficaz. Que possamos todos aprender com essas lições e aplicá-las em nossas próprias jornadas de liderança.

Referência: “Fácil ser engenheiro de obra pronta”. Blogueiros analisam queda de Ceni.

Por Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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