por Ronaldo Lundgren.
Costumava falar para a equipe que trabalhava comigo que todos nós cometemos erros e que isso era bom, pois me fazia lembrar que não viramos máquinas, que ainda somos humanos e que temos muito o que aprender para o melhoramento profissional e pessoal.
Acontece o mesmo com qualquer líder. Ele também comete erros. No entanto, suas falhas podem comprometer o sucesso de toda a organização. Em algumas profissões, como a militar, por exemplo, o erro do líder pode levar à morte subordinados.
Existem porém, atitudes que o líder deve evitar a qualquer custo. Eis alguns erros que um líder deve evitar.
Procurar agradar aos subordinados
Observando a literatura acadêmica das últimas décadas, nota-se uma valorização excessiva na necessidade em estar bem com os demais colaboradores da empresa. Como em uma receita de bolo, fala-se da importância em entender o outro e da empatia. Tais indicações chegam a confundir alguns líderes que não possuem os princípios da liderança ainda bem arraigados.
O líder que busca a popularidade a qualquer custo, chegando a comprometer seu próprio caráter, moral, objetivos e direção, estará cometendo um grande erro. Ao invés de ficar se adaptando para agradar qualquer um que esteja próximo, o líder não deve esquecer as metas a atingir e os resultados a entregar.
Colocar seu próprio interesse em primeiro lugar
Certos líderes procuram tirar proveito da situação em que se encontram. Quando ocupam cargos importantes, com visibilidade, se dão conta que podem criar uma rede de relacionamentos pessoal bastante significativa para, quem sabe, no dia que deixar aquele cargo conseguir uma recolocação com mais facilidade. Afinal, as empresas têm a prerrogativa de demitir um colaborador quando acharem que a sua saída será melhor para a empresa.
Não se pode negar que esse tipo de procedimento é uma realidade em, praticamente, todas as organizações. De toda forma, o líder deve manter os interesses da organização para a qual serve em primeiro lugar. Se assim não fizer, estará perdendo credibilidade junto aos seus subordinados, o que pode comprometer seu currículo para futuras colocações de emprego.
Trair a confiança
Confiança se constrói diariamente. É uma jornada longa, de mão dupla. Para perdê-la, basta não cumprir uma promessa com um colaborador. Como fogo em um rastilho de pólvora, a notícia vai se espalhando e em breve, o líder fica sem credibilidade.
Ser instável
Era comum se encontrar em cima da mesa de alguns chefes uma plaquinha que alertava como estava o seu humor para aquele dia. “Chefe Feliz!”. “Chefe Estressado!”. “Chefe com Raiva!”. O estado de espírito do chefe reflete na equipe.
É difícil não levar um problema pessoal para o trabalho. No entanto, o líder tem enorme responsabilidade na criação de um clima de trabalho amigável entre os funcionários. Se o líder muda de humor a todo momento, principalmente naqueles onde a pressão é enorme, a tendência é afastar as pessoas, que o deixarão isolado.
Excesso de autoconfiança
Ser autoconfiante é bom, mas achar que pode resolver tudo sozinho, que sabe tudo e que os demais colaboradores ainda “não alcançaram” o nível que você se encontra, é sinal de imaturidade profissional. O excesso de autoconfiança, geralmente, conduz o líder ao insucesso.
Ser precipitado
Ser um líder que toma decisões, não deixando o subordinado sem uma direção a seguir, é muito bom. Porém, existem situações que convém reunir mais informações antes de decidir. Que é aconselhável ouvir outras pessoas com experiência em casos semelhantes. Tomar decisões precipitadas pode levar a caminhos sem volta.

