por Ronaldo Lundgren.
Este post utiliza informações do artigo de Sandra Regina da Silva, publicado na revista HSM Management, de janeiro/fevereiro de 2016, cujo título é “O líder brasileiro é Observador“.
O artigo destaca o resultado de uma pesquisa com quase 700 líderes brasileiros, realizada pela Etalent, que é uma empresa de tecnologia especializada na gestão da mudança pessoal e na educação do comportamento.
A pesquisa procurou identificar o perfil do líder brasileiro, utilizando metodologia inspirada nos DISC, de William Marston. O DISC possibilita a análise comportamental das pessoas a partir de quatro fatores: Dominância (D), Influência (I), Estabilidade (S), e Conformidade (C).
A teoria DISC
O próprio site da Etalent resume assim a teoria DISC:
Em 1926, Marston publicou suas descobertas em um livro intitulado “As Emoções das Pessoas Normais”, que incluía uma breve descrição do sistema elaborado por ele. Desde então, a metodologia DISC foi desenvolvida até se tornar a ferramenta de análise comportamental mais utilizada no mundo.
De acordo com a Teoria DISC, todas as pessoas têm potencial para o sucesso, mas cada uma terá mais chances de alcançá-lo em atividades que estejam adequadas ao seu perfil comportamental. Portanto, parte do princípio de que nenhum perfil é melhor ou pior.
Qualquer indivíduo pode se adaptar a um estilo comportamental, porém, isso exigirá esforço e conhecimento acerca de quais são as características que devem ser desenvolvidas. Pessoas que realizam atividades alinhadas ao seu perfil tornam-se mais realizadas e felizes.
12 perfis de líderes elencados pela Etalent
| Fator comportamental | Perfil de líderes |
| Alta Dominância | Desbravador – Direcionador – Empreendedor |
| Alta Influência | Comunicador – Influenciador – Gerenciador |
| Alta Estabilidade | Acolhedor – Observador – Estruturador |
| Alta Conformidade | Regulador – Analisador – Criterioso |
Resultados da pesquisa
A pesquisa foi realizada em 2015, durante a HSM ExpoManagement em São Paulo. Após tabular as respostas coletadas, obteve-se o seguinte:
- Líder Observador – 17,77% (ALTA ESTABILIDADE)
- Líder Influenciador – 14,97% (ALTA INFLUÊNCIA)
- Líder Gerenciador – 13,96% (ALTA INFLUÊNCIA)
- Líder Direcionador – 11,42% (ALTA DOMINÂNCIA)
- Líder Regulador – 10,91% (ALTA CONFORMIDADE)
- Líder Empreendedor – 9,39% (ALTA DOMINÂNCIA)
- Líder Desbravador – 6,09% (ALTA DOMINÂNCIA)
- Líder Comunicador – 4,57% (ALTA INFLUÊNCIA)
- Líder Estruturador – 3,55% (ALTA ESTABILIDADE)
- Líder Criterioso – 2,79% (ALTA CONFORMIDADE)
- Líder Acolhedor – 2,79% (ALTA ESTABILIDADE)
- Líder Analisador – 1,78% (ALTA CONFORMIDADE)
Observando-se os 4 primeiros estilos da amostra (quase 60% dos executivos participantes), constata-se que os comportamentos Alta Influência, com 28,30%, e Alta Dominância (11,42%) coincidem com aqueles mais desejáveis pelas empresas, que preferem líderes com perfis que correspondam a tais comportamentos.
No que diz respeito aos líderes observadores, segundo a Etalent, “o fato de termos tantos líderes de alta estabilidade, os observadores, explica o significativo número de líderes que ‘empurram‘ a decisão para os liderados e não assumem seu papel”. Geralmente, líderes de Alta Estabilidade têm dificuldade em dizer não, por temerem a rejeição por parte de seus liderados.
Um outro ponto que chama a atenção na pesquisa é o fato de a maioria dos líderes desconhecerem seu estilo de liderar. Assim, não percebem “qual seria o estilo mais adequado para um contexto ou uma equipe específica”.
Conhecer-se a si mesmo, possibilitará ao líder conhecer o seu estilo. Esse autoconhecimento é fundamental para o exercício da liderança. Uma liderança eficaz contribui para o aumento da produtividade.
Conclusão
Nas palavras de Sandra Regina, “o líder tem de conhecer muito bem seu estilo e entender quando este deve prevalecer e quando é preciso reprimi-lo para incorporar atributos alheios”.
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