por Ronaldo Lundgren.
Este post tomou por base o livro de Dale Carnegie – Como fazer amigos e influenciar pessoas. É um daqueles livros que merecem ser lidos por mais de uma vez.
Você já parou para pensar qual a única maneira de conseguir que uma pessoa faça o que você deseja?
Qualquer pessoa? Homem ou mulher. Brasileiro ou estrangeiro. Rico ou pobre. Não importa. Para Carnegie, a única maneira de eu conseguir que você faça alguma coisa que eu desejo, é lhe dando aquilo que você quer.
Não há outra forma.
Você pode estar pensando: apontando uma arma para uma pessoa, posso conseguir que ela faça o que desejo, mesmo sem querer. Ou então: posso ameaçar demitir o funcionário se não fizer o que eu quero. É verdade. Essas formas ameaçadoras surtem o efeito momentâneo. Mas só isso.
Como saber o quê as pessoas querem?
Qual o grande segredo de lidar com as pessoas? Saber o que cada pessoa quer, independente de quem seja, é o grande segredo para influenciar alguém a fazer o que você deseja.
Para Freud, os dois motivos que levam uma pessoa a fazer alguma coisa são: o desejo por sexo; e o desejo em ser grande. Existem outros motivos que levam uma pessoa a ação. Dentre eles, destacam-se:
- Saúde e preservação da vida;
- Alimentação;
- Sono;
- Dinheiro e o que o dinheiro pode comprar;
- Vida após a morte;
- Satisfação sexual;
- Bem-estar dos filhos;
- Sentimento de importância.
Dos motivos listados acima, o sentimento de importância é o que recebe menos atenção. No dia-a-dia das organizações, com amparo nas leis trabalhistas em vigor, existem mecanismos para proporcionar apoio de saúde, descanso remunerado, salário compatível para assegurar os demais motivos. No entanto, reconhecer a importância de um funcionário não é tão comum.
Dale Carnegie ressalta que o “desejo em ser grande” de Freud foi adaptado pelo filósofo americano John Dewey para o “desejo de ser importante“.
Se você me diz como satisfazer o seu sentimento de importância, eu lhe direi quem és. Essa é a coisa mais significante sobre você.
Agora que o segredo foi desvendado, o que fazer?
Quem já visitou algum quartel do Exército deve ter notado o cuidado com a limpeza e a arrumação. Isto é resultado de um permanente cuidado de todos os militares. Contudo, é claro que cabe aos soldados, que se encontram na base da pirâmide, o trabalho maior.
Faxinas diárias. Disciplina rígida. Pressão pela perfeição. Essa combinação pode indicar que basta apenas ordenar que os soldados vão executar direitinho o serviço mandado. Porém, na verdade outras coisas acontecem.
Uma passagem ocorrida em um desses quartéis me marcou profundamente. Era tarde de sol quente. Os soldados, cabos, sargentos e jovens oficiais estavam na faxina. Muita gente envolvida. Cortando a grama que insiste em nascer entre os paralelepípedos da frente do batalhão. É uma tarefa chata. Cansativa. Parece não ter fim.
De repente, me dou conta de que o Coronel Comandante do Batalhão estava junto com um grupo de soldados. Trabalhando com eles. Não desde o início, mas estava na faxina. Aproveitava o momento para conversar com a tropa. Dizia que, na semana passada, recebeu elogios de um procurador pela limpeza do quartel. O trabalho que os soldados estavam fazendo era importante para a boa imagem do Exército na cidade. Terminou dizendo que cumprimentar cada um era o mínimo que podia fazer.
O reconhecimento sincero é o que deve ser feito. É mostrar a importância do serviço executado para a organização. Observe que o reconhecimento deve ser feito com SINCERIDADE. Se assim não for, vai cair em descrédito.
Uma das virtudes mais negligenciadas por nós é o reconhecimento sincero pelo serviço que outra pessoa fez. Às vezes ficamos com receio de destacar o trabalho alheio. Outras ocasiões, nem mesmo nos damos conta do serviço realizado.
Conclusão
Demonstrar reconhecimento sincero ajuda a motivar o indivíduo. Reforça o espírito de equipe. Faz aumentar a produtividade.
Há porém, a situação de lidar com o erro do subordinado. Renata Pessoa, em seu artigo o “Líder diante do Erro”, destaca a observação de Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCoaching): diante de um erro do subordinado, o líder deve dar o feedback construtivo e ajudar a encontrar uma solução para o problema.(*)
(*) Líder diante do Erro. Renata Pessoa. http://abiliodiniz.com.br/lideranca/lideranca/lider-diante-do-erro/

