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Distância social no ambiente de trabalho

por Ronaldo Lundgren.

Duas pessoas que trabalham na mesma sala ou no mesmo andar, muitas vezes, apesar de estarem perto uma da outra, têm raros contatos. Tome-se, por exemplo, o caso do diretor-geral de uma empresa e o senhor da limpeza. Vivem “perto” um do outro, mas entre eles existe, pelo menos, o encarregado dos serviços gerais e o gerente. Há uma distância social no ambiente de trabalho muito grande.

O que vem a ser distância social

Segundo o Dicionário de Sociologia, DISTÂNCIA SOCIAL é a medida das diferenças de posições sociais ou status entre indivíduos e grupos. Existe pouca ou nenhuma distância social entre pessoas com posição social semelhante ou idêntica e, ao contrário, a distância social costuma ser grande entre pessoas com posições sociais diferentes, tendendo a aumentar à medida que essas diferenças forem maiores e mais numerosas.

Quanto maior for a distância social, mais frequentes poderão ser os problemas de relações humanas entre dirigentes e dirigidos. É comum um receber notícias do outro através de terceiros que as interpretam mal ou escondem a verdade.

A distância social faz com que os dirigentes vejam um aglomerado de empregados, que tratam com ordens, repreensões, despedidas, esquecendo-se por completo dos problemas que cada ser humano traz em si.

Do mesmo modo, os empregados veem na direção homens com poderes ilimitados, sem coração e compreensão humana. A falta de aproximação entre a direção e a parte executiva cria verdadeiras barreiras prejudiciais à vida de um grupo.

O papel dos dirigentes

Cabe aos dirigentes a responsabilidade em reduzir a distância social na empresa onde trabalham. Devem buscar melhorar o clima, contribuindo para uma atmosfera calma, de compreensão e confiança no ambiente de trabalho.

Ainda se encontram 3 tipos básicos de dirigentes na maioria das empresas.

Tipos de dirigentes

  1. O dirigente autocrático tem como lema: “Eu quero…”; “Eu acho que…”. Ele torna todos e tudo dependentes de suas decisões. Só ele fala e ordena. A maioria das pessoas, cujas ideias poderiam ser preciosas, se desinteressam e ficam passivas. Ele anula a iniciativa pessoal. Cria revoltas dentro do grupo e ciúme entre os seus membros.
  2. O dirigente passivo, ao contrário, defende a tese do “deixe como está para ver como é que fica”. Daí, é comum a formação de subgrupos. Cada um dos membros quer atrair a atenção para si.
  3. O dirigente tipo líder cria um ambiente de confiança e compreensão mútua. Cada funcionário pode dar sua opinião, contribuindo para que o líder tome a decisão final. Há um clima de respeito.

A despeito do tipo de dirigente, o fato é que a responsabilidade pelo encurtamento da distância social é dele.

Cada vez mais os sociólogos identificam um movimento de aproximação entre as classes. Dificilmente deixará de existir a distância social entre elas. No entanto, as classes mais baixas começam a exigir serem ouvidas. Elas têm algo positivo a contribuir. Podem até usar uma linguagem ainda incompreendida pelos dirigentes, mas não devem ser mais ignoradas.

Conclusão

A distância social, geralmente, ultrapassa os portões da organização. Uma empresa bem estruturada precisa estar atenta à vizinhança onde está instalada. Ser uma “ilha de riqueza” cercada por um ambiente de carências também interfere na produtividade.

Internamente, as boas práticas de liderança tornam o ambiente de trabalho mais pacífico.


Este post tomou por base o livro “Relações Humanas na Família e no Trabalho”, de Pierre Weil.

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