Comunicação de liderança e Inteligência Emocional

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Comunicação de liderança e Inteligência Emocional

Comunicação de liderança e Inteligência Emocional

O impacto positivo da comunicação de liderança a partir da perspectiva da inteligência emocional

As relações entre líderes e equipes são construídas por meio da confiança entre as partes.

Nesse âmbito, uma empresa não alcança o sucesso sozinha e o trabalho em equipe é um dos pontos essenciais para obtenção do êxito.

A comunicação é a principal mediadora para que essa relação aconteça. Somada à inteligência emocional, é possível estabelecer objetivos além das expectativas do indivíduo ou da organização como um todo.

A capacidade de controlar os impulsos é a base da força de vontade e do caráter.

Da mesma forma, a raiz do altruísmo está na empatia.[…] Sem a noção do que o outro necessita ou de seu desespero, o envolvimento é impossível. E se há duas posições morais que nossos tempos exigem são precisamente estas: autocontrole e piedade (GOLEMAN, 2011).

O controle das emoções e sentimentos com o intuito de conseguir atingir algum objetivo pode ser considerado um dos principais trunfos para o sucesso pessoal e profissional.

Racional x Irracional

Segundo GOLEMAN (2011), os seres humanos possuem duas mentes: uma racional e outra irracional, que funcionam em harmonia na maior parte do tempo.

A emoção alimenta e informa as operações da mente racional, onde às vezes clarifica ou bloqueia a energia produzida pelas emoções. Algumas vezes, os sentimentos intensos permitem a mente emocional dominar a mente racional.

A dicotomia emocional/racional aproxima-se da distinção que popularmente é feita entre “coração” e “cabeça”:

saber que alguma coisa é certa “aqui dentro no coração” possui um grau diferente da convicção – tem um sentido mais profundo -, ainda que idêntica àquela adquirida através da mente racional (GOLEMAN, 2011).

Há uma acentuada graduação na proporção entre controle racional e emocional da mente. Quanto mais intenso o sentimento, mais dominante é a mente emocional – e mais inoperante a racional.

É uma disposição que parece ter tido origem há bilhões de anos, quando se iniciou nossa evolução biológica: era mais vantajoso que emoção e intuição guiassem nossa relação imediata frente a situações de perigo de vida – parar para pensar o que fazer poderia nos custar a vida (GOLEMAN, 2011).

Comunicar

Levando-se em consideração esses aspectos, podemos chamar a comunicação de estímulo e resposta.

Uma das qualidades primárias de um líder é saber se comunicar.

“A comunicação pressupõe interpretações, sistemas de significação, diálogos” (BAKHTIN, 1999).

Quando usamos a expressão “comunicar”, nos referimos não somente às palavras que o líder utiliza para transmitir informações, mas também às “mensagens” que são transmitidas (estímulo) e recebidas (resposta).

Algumas situações do cotidiano dentro de uma organização afetam diretamente nos resultados adequados. Um dos exemplos mais corriqueiros se dá por conta da propagação da famosa “rádio-peão”, que provoca desgaste ao clima organizacional. Por meio desse indicador, pode-se dizer que a gestão da companhia possui alguns pontos que precisam ser trabalhados rapidamente.

Entende-se gestores como porta-vozes das empresas, onde exercem o papel de agentes capazes de identificar problemas ainda em fases iniciais, tendo a oportunidade de minimizar os impactos negativos logo na origem.

A nova geração de empregados e a inteligência emocional

Hoje o empregado é mais

  • conectado
  • desconfiado
  • impulsivo
  • engajado em causas na qual acredita, e

sempre disposto a recompensar e punir comportamentos empresariais, com a necessidade de obter relacionamentos mais profundos e significativos, que promovam seu desenvolvimento.

O diálogo na comunicação de liderança é o principal aliado dos líderes também nesse cenário. Quando os indivíduos estão abertos ao diálogo, a escutar e relacionar-se com o outro, a comunicação de liderança flui, e é neste momento que o gestor possui a oportunidade de equilibrar presença e discurso, garantindo melhores resultados organizacionais.

Entender, ‘calçar o sapato do outro’ e compreender, são sinônimos de empatia, o que significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso esta estivesse numa mesma situação.

As emoções das pessoas raramente são postas em palavras. Com muito mais frequência, são expressas sob outras formas. A chave para que possamos entender os sentimentos dos outros está em nossa capacidade de interpretar canais não – verbais: o tom da voz, gestos, expressão facial e outros sinais (GOLEMAN, 2010).

Pela observação desses entende-se que o diálogo atrelado à inteligência emocional é sinônimo de sucesso e compreensão de excelentes resultados no meio organizacional.

Logo, faz-se necessária a avaliação dos líderes na hora de comunicar-se com seus liderados, tendo em vista que o mercado possui grande quantidade de profissionais de diferentes gerações em um mesmo escritório, onde cada indivíduo carrega consigo um ideal baseado em sua experiência de vida.

Para refletir

Quando o líder tem consciência de que a mente emocional é mais rápida que a mente racional, e por isso acabamos por agir impulsivamente, sem parar para pensar em sua totalidade, ele pode desenvolver novas habilidades.

Uma vez que o líder tenha esse olhar para si e se fortaleça, a comunicação também pode contribuir.

Por um lado, pode estimular as relações interpessoais, pois é através do processo comunicativo que os líderes influenciam liderados a realizarem suas tarefas e cumpri-las com motivação.

Por outro, pode oferecer texto e contexto para que os gestores usem no seu dia a dia, reforçando o laço com seus times.

Referência(s)

Camila Farias – A comunicação entre líderes e empregados a partir da perspectiva da inteligência emocional.

Autor: Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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