A oportunidade por trás dos conflitos no trabalho

Share

por Daniel Goleman, autor do best-seller “Inteligência Emocional”.

A oportunidade por trás dos conflitos no trabalho

Desacordos, muito comuns no local de trabalho, não precisam ser ruins. Eles se tornam problemáticos quando mudam seu foco para serem “certos” ao invés de serem ouvidos.

Amy Gallo, que publica na Harvard Business Review, tem analisado pesquisas sobre conflitos no trabalho e suas descobertas são surpreendentes: gestores e líderes que consideram conflitos como oportunidades, ao invés de problemas, obtêm benefícios concretos.

Quando as partes em desacordo articulam uma melhor solução para um desafio, os resultados criativos podem surgir – um misto de visões opostas, ou algo completamente novo.

Isso, por sua vez, fortalece seus relacionamentos, à medida que os trabalhadores entendem e apreciam as ideias divergentes dos seus colegas e os processos de pensamento originais.

Planejamento

Se você está prestes a começar uma discussão no trabalho, o planejamento pode ser uma ferramenta poderosa para tornar essas visões conflitantes produtivas.

Quando você antecipa uma reunião ou conversa que é provável que seja um desafio, pense nos seus pontos principais e certifique-se de que você é capaz de expressá-los de forma clara e direta.

Tanto quanto possível, pense sobre a situação em termos positivos: oportunidades de crescimento, em oposição a uma lista de deficiências. Tome tempo para considerar o outro lado da moeda. Mas, continue ciente de seus próprios sentimentos e reações.

Há uma boa chance de que seus colegas de trabalho desejem que a empresa tenha sucesso, assim como você faz.

Por que eles pensam que uma certa abordagem é melhor? Por que sua perspectiva o incomoda? Observe seu estado emocional durante essas conversas e esteja disposto a comprometer-se.

Claro, as cabeças mais frias nem sempre prevalecem, e os desentendimentos podem resultar em frustração ou ressentimento. Nesse caso, a inteligência emocional torna-se particularmente importante.

Competências

A fim de resolver um conflito, você precisa de uma série de competências, tais como:

  • autoconsciência;
  • habilidades de gerenciamento de conflitos;
  • conscientização organizacional;
  • influência; e
  • liderança inspiradora.

Ser capaz de exercer esse conjunto de competências, à medida que você navega entre complexidades e relacionamentos, lhe ajudarão

Para tornar o conflito produtivo, vê-lo como uma experiência de aprendizagem, não um concurso. A liderança emocionalmente inteligente começa com a permanência clara sobre o objetivo geral de uma organização ou empreendimento. Manter o foco em objetivos estratégicos evita que o conflito mude para ataques prejudiciais ao indivíduo. Não só pode ser benéfico para as relações de todos os envolvidos, mas também mantém a conversa no tópico, em direção a uma resolução produtiva.

A fricção é essencial para o movimento. Como um carro girando suas rodas em uma estrada gelada, um local de trabalho com desentendimento corre o risco de ficar para trás. As competências de inteligência emocional, como o gerenciamento de conflitos, a empatia e a autoconsciência, podem fornecer a orientação necessária ao desacordo em uma força produtiva que impulsiona a inovação e o sucesso.

Considerações finais

E a ferramenta mais essencial? Escutar. Mesmo se você ainda discordar, a outra pessoa terá a chance de expressar sua opinião.

Referência(s)

Korn Ferry.

publicado
Categorizado como Coaching

Por Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Deixe uma resposta