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Quem planta vento, colhe tempestade

Quem planta vento, colhe tempestade

Entre o plantar e o colher existe algo que muita gente esquece:
o regar, o esperar e, principalmente, o não desanimar.

Como disse Patricia Nunziato:

“Você vai colher muito, se não desanimar.”

A pergunta que fica é simples — e profunda:
é você quem traça o próprio destino?


Destino, escolha ou desculpa?

Estamos cercados de frases populares que tentam explicar a vida.

“O gado só engorda com o olho do dono.”
“Deixa a vida me levar…”

Ao mesmo tempo em que somos incentivados a assumir o controle, muitas vezes nos pegamos acreditando que tudo já está definido. Que o destino está escrito. Que não há muito o que fazer.

Essa crença é confortável.
Mas será verdadeira?


O que dizem as crenças e a ciência

No cristianismo, por exemplo, a ideia de destino como fatalidade não se sustenta. O ser humano é visto como livre e responsável por seus atos.
A famosa passagem bíblica resume bem isso:

“A semeadura é voluntária, mas a colheita não.” (Gálatas 6)

Ou seja: escolhemos o que plantamos, mas não controlamos as consequências.

No hinduísmo, a lógica é semelhante, ainda que com outra linguagem. O carma representa a ideia de que toda ação gera uma reação — nesta vida ou em outra. O que fazemos retorna, cedo ou tarde.

E fora do campo religioso, a psicologia também aponta na mesma direção. A psicanalista Aline Sieiro lembra que somos sujeitos da nossa própria vida. Não existe um destino totalmente traçado.

Então… o Zeca Pagodinho estava errado?


Por que é tão difícil assumir as escolhas

Mesmo concordando que somos responsáveis pela própria vida, na prática isso nem sempre é fácil.

É mais confortável acreditar que “era para ser assim” do que admitir que tomamos uma decisão errada — ou que não tivemos coragem de mudar quando percebemos o erro.

Mudar exige esforço.
Exige olhar para dentro.
E isso assusta.


Compreender a marcha não é se conformar

Na vida, somos apresentados a escolhas o tempo todo:

  • no trabalho,
  • nos relacionamentos,
  • na forma como nos comportamos,
  • nas prioridades que definimos.

Cada um de nós carrega várias “visões” de futuro: profissional, pessoal, familiar, social. Essas visões mudam com o tempo — e tudo bem. O problema é quando deixamos de olhar para elas e apenas vamos deixando a vida acontecer.

Como na música de Almir Sater, é preciso “compreender a marcha e ir tocando em frente”.
Mas compreender não é aceitar passivamente.
É entender com clareza quem somos, para onde vamos e o que queremos.


Responsabilizar-se dói — mas liberta

Assumir a própria responsabilidade não é simples.
Significa reconhecer erros, revisar desejos, redefinir rumos.

Como lembra Aline Sieiro, esse processo exige uma grande reestruturação interna. E, convenhamos, nem todo mundo gosta de carregar esse peso.

Por isso, muitas vezes preferimos:

  • culpar o destino,
  • culpar os outros,
  • culpar o passado,
  • ou até transferir tudo para Deus.

Tudo isso alivia no curto prazo.
Mas não transforma.


E se você exercitasse a responsabilização?

E se, a cada escolha, você se perguntasse:

  • qual é a minha parte nisso?
  • o que estou fazendo para que tudo continue igual?
  • o que depende de mim para mudar?

Será que somos realmente escravos de um destino imutável?
Ou estamos apenas evitando o desconforto de assumir o controle?


Algumas perguntas para você refletir

  • Seu destino está escrito nas estrelas — ou nas suas escolhas diárias?
  • Você luta pelo futuro que deseja ou aceita o que vier?
  • Costuma assumir responsabilidades ou apontar o dedo?
  • Suas visões de vida estão claras ou seguem indefinidas?
  • O que você mais valoriza hoje?

As respostas mudam com o tempo.
E isso faz parte da jornada.


Autoconhecimento: um pilar do Caminho do Sucesso

Um dos pilares do Caminho do Sucesso é o autoconhecimento — o SER.

Quando você entende quem é:

  • decide melhor,
  • se posiciona com mais segurança,
  • e constrói uma autoestima mais sólida.

E autoestima não é vaidade.
É base para escolhas mais conscientes.

👉 Convido você a conferir o artigo sobre autoestima.
Clique no link, leia com atenção e, se fizer sentido, compartilhe.

Você pode ajudar outras pessoas — e a si mesmo — nesse caminho.

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