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O líder também deve contar com sua equipe

por Leila Navarro.(*)

Juntos chegamos a melhores soluções.

Da mesma forma que os integrantes de uma equipe passam por dificuldades, o líder também corre esse risco. Assim como ele cobra seus subordinados, é cobrado por seus superiores.

A responsabilidade de encontrar soluções sempre coube ao líder. Mas líder e equipe estão no mesmo barco e existem possibilidades de os marinheiros assumirem também o comando, ao lado do comandante. Trata-se de dividir os problemas com a equipe e solicitar contribuições, sugestões. Enfim, “roer o osso duro”.

Compartilhar problemas no nível gerencial com a equipe pode ser, para muitos líderes, impensável. Mas, se for analisado de outro ponto de vista, pode ser entendido como uma grande cooperação. Afinal, o futuro de toda a equipe e o sucesso de uma organização dependem de soluções criativas e, para isso, pode ser necessário quebrar a “hierarquia de ideias” (de líder para colaboradores) que sempre existiu.

Quando se realizam reuniões para a busca de soluções, todos os integrantes da equipe são ouvidos e todas as sugestões devem ser anotadas, pois uma delas ou a associação de parte delas pode ser o caminho para um impasse que parecia intransponível. Na conclusão, é necessário retomar a situação e refazer o percurso. As ideias se complementam como num quebra-cabeças até que uma solução de consenso é encontrada. Trata-se de um processo produtivo, que deve ser realizado com a mente aberta e respeito mútuo.

Momentos de crise – Em situações de crise, o líder também deve contar com sua equipe e vice-versa. Cortes na empresa, redução de benefícios… são sempre situações estressantes, que podem desestabilizar o grupo. Muitas soluções dependem, nesse caso, de uma avaliação e decisão somente do líder. O fato de demitir funcionários para atender à redução de pessoal, por exemplo.

Quando algum membro é retirado de uma equipe, mesmo que saiba que não fez nada de errado, ele se sente rejeitado… isso é próprio do ser humano. E é um sentimento muito ruim, que só é superado com bastante força de vontade. Para quem fica, a ansiedade continua e o trabalho dobra. Momento em que o líder solicita maior empenho de todos, numa fase difícil e complicada. Mas nem mesmo nesse momento a equipe pode parar de produzir.

Outro momento que pode levar os membros de uma equipe à crise é quando eles acreditam estar acima do bem e do mal, esquecendo-se de que são um grupo. São riscos principalmente de uma admirável equipe. Treina-se muito e ela torna-se uma das melhores, cada membro em sua função e em contato com o todo. E chega um dia em que, se os melhores se sentirem muito melhores, eles acreditam que nada mais têm a fazer num local em que consideram os colegas ou os concorrentes inferiores. Esse fato é inerente ao ser humano, mas depende de cada um o quanto se deixa afetar por esse sentimento de superioridade.

Eis uma lição de grandes executivos : por mais que nos sintamos os melhores, jamais devemos menosprezar os adversários ou mesmo aqueles que jogam no próprio time.


(*) Leila Navarro é palestrante motivacional.

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