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Um bom exemplo de construção de equipes vitoriosas

por Ronaldo Lundgren.

Uma carta de Louisa Clarke, publicada na revista businesslife, na edição de novembro de 2016, apresenta o caso da equipe inglesa de hockey, que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Um bom exemplo de construção de equipes vitoriosas.

A equipe feminina de hockey da Grã-Bretanha saiu de um modesto 11o lugar no Campeonato Mundial de hockey em 2014 para medalhista de ouro nos Jogos do Rio. Como foi possível tal façanha?

Ter uma capitã e uma técnica que inspiraram a equipe ajudou. Mas, o que fez essa equipe ser uma “super equipe” foi o relacionamento de confiança, criado durante o treinamento. Neste período, a equipe funcionou em uma atmosfera de “segurança psicológica” – um clima onde as pessoas se sentiam confortáveis sendo elas mesmas, podendo dar o seu melhor.

Hollie Webb, artilheira da equipe, comentou sobre as lições aprendidas no Campeonato Mundial de 2014: “As pessoas colocaram pra fora tudo o que estava incomodando. Que causava frustração. Foi um período horrível, mas aprendemos com ele e chegamos até aqui.”

Sua companheira de equipe, Alex Danson, afirmou: “Nós passamos muitas horas falando sobre como queríamos ser e o que queríamos entregar nos Jogos do Rio. Isto tudo além do treinamento.”

De acordo com Havard Business Review, as atividades de trabalho colaborativo cresceram mais de 50% nos últimos vinte anos. Em média, trabalhadores gastam 75% do seu dia comunicando-se com os colegas. Criar brilhantes equipes de trabalho nunca foi tão importante. Equipes tendem a inovar com maior rapidez, ver erros mais rápido e encontrar melhores soluções para os problemas.

Da mesma forma que o fracasso no Campeonato Mundial de Hockey, em 2014, serviu como catalisador para o retorno do técnico Danny Kerry, se a sua equipe não está funcionando bem, você precisa de alguém que funcione como um “facilitador“. Uma pessoa que chegue para ajudar a recalibrar as relações interpessoais. De preferência, alguém que tenha o benefício da ignorância. Ou seja, que não esteja ligado às convenções da organização nem amarrado à hierarquia.

O facilitador deve ser uma pessoa que estimule uma comunicação verdadeira, voltada para a reconciliação. Cada integrante da equipe deve falar honestamente, dizendo como se sente e o que espera do outro colega.

Você pode estar se perguntando: por que isso? E a resposta é que você não pode resolver um problema quando você está dentro do problema.

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