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5 hábitos mentais dos líderes

por Ronaldo Lundgren.

Líderes pensam diferente.
Liderança não é uma coisa que você herda. A gente não nasce líder, ao contrário, a gente escolhe ser líder e depois conquista. (Abílio Diniz)

O artigo que você vai ler resume 5 hábitos mentais dos líderes. Eles acontecem de forma natural, como devem ser os hábitos. Mas, você pode incorporá-los a seu modo de agir.

5 hábitos mentais dos líderes

O que torna um líder diferente? Conheça os 5 hábitos identificados por pesquisadores.

1. Líderes começam pedindo pequenas coisas

Líderes conseguem que as pessoas realizem determinadas tarefas que, normalmente, não gostariam de fazer.

Os pesquisadores Jonathan Freedman e Scott Fraser resolveram testar como se consegue convencer as pessoas a executarem algo. Para isso, eles pediram permissão a todos moradores de um pequeno bairro para colocarem uma placa grande de aviso em suas respectivas residências. A placa continha o aviso: “Dirija com Cuidado”.

Apenas 20% dos moradores autorizaram a colocação do aviso em suas casas.

Para quem não concordava com a placa grande de aviso, os pesquisadores pediram para colocar um pequeno adesivo na janela de suas casas. O adesivo continha a mesma mensagem: Dirija com Cuidado. Desta vez, muito mais pessoas autorizaram a colocação do adesivo em suas janelas.

Três semanas mais tarde, no mesmo bairro, os pesquisadores retornaram e pediram aos moradores para colocar a placa grande de aviso em suas residências. Agora, 76% das pessoas autorizaram a colocação da placa grande.

Qual a conclusão da pesquisa? Ela nos mostra que fazer um pedido pequeno primeiro ajudará a obter um sim quando pedir algo maior mais tarde. Por que isto acontece?

As pessoas que concordaram em colocar o pequeno adesivo em suas janelas sentiram-se envolvidas com uma boa causa. Elas até passaram a ficar mais atentas com suas próprias maneiras de dirigir. Na verdade, elas se sentiram mais cidadãs.

Quando os pesquisadores retornaram e pediram para colocar as placas grandes, as pessoas já não tinham tantas barreiras quanto antes. Os moradores já haviam concordado com os pesquisadores. Já se viam como colaboradores de uma causa importante para a sociedade. Mudar o aviso para uma placa grande, praticamente, não acarretou mudanças mentais significativas. Por esta razão, 76% das pessoas concordaram na segunda vez.

2. Líderes utilizam o efeito Pigmaleão

Se você quer motivar as pessoas ao seu redor, esqueça o dinheiro. Não ofereça bônus. Passe a cumprimentar as pessoas.

Um estudo sobre recompensas sociais, conduzido pelo Professor Norihiro Sadato e seus colaboradores, concluiu que receber elogio – não dinheiro – é o que mais motivava os participantes do estudo. O grupo que recebia elogios por sua boa performance mostrava um resultado melhor do que o outro, que não era cumprimentado.

Os pesquisadores relataram que quando uma pessoa tem uma característica sua destacada, como: “Você é inteligente” ou “Você tem empatia”, ela procura agir para confirmar aquela impressão que foi ressaltada. Tal comportamento é conhecido como o efeito Pigmaleão.

Em um estudo sobre captação de recursos, os pesquisadores diziam aos doadores que eles estavam entre aqueles que mais contribuíam. Adivinha o que aconteceu? Os doadores fizeram doações bem acima da média.

3. Líderes evitam desperdiçar tempo

Você já gastou horas em um serviço e depois chegou a conclusão que foi pura perda de tempo? E, é mais frustrante ainda quando é uma atividade sem qualquer propósito. Perder tempo no trabalho custa sua energia cerebral.

Líderes costumam ser bem racionais no uso da energia mental. Eles não desperdiçam essa energia com bobagens. Eles a consomem com atividades mentais saudáveis.

Veja o que nos leva a desperdiçar energia:

Quando as pessoas estão com a “cabeça nas nuvens” elas se sentem menos felizes. Isto acontece porque, quando estamos em devaneio, nosso cérebro reduz sua capacidade de formulação, permanecendo no limbo. É como comer algodão doce quando temos fome. Comemos, mas não saciamos a fome.

4. Líderes estabelecem grandes objetivos

Seus objetivos devem servir como um desafio. Devem até dar um certo medo. Quando um objetivo é bem definido, você tem consciência do esforço necessário para conquistá-lo. Só de pensar, até faz você suar um pouquinho.

Estudo publicado no Journal of Consumer Research demonstra que ser mais ambicioso torna você mais feliz. Aqueles que estabelecem objetivos mais elevados são mais satisfeitos do que aqueles que têm objetivos mais conservadores.

A professora Cecile K. Cho, da Universidade California-Riverside, conduziu um estudo que comprovou uma relação entre objetivos elevados e satisfação (Ambitious Goals = Satisfaction).

Cecile fez um experimento com um grupo de pessoas. Elas receberam um crédito de $ 5.400,00 para aplicar em ações da bolsa de valores. Antes de aplicarem, elas deveriam escolher o percentual de retorno que esperavam. O percentual de retorno variava de 6 a 20 por cento.

As pessoas que escolheram taxas menores não ficaram felizes com seus ganhos, e ficaram muito desapontadas com suas perdas. Ao contrário, aquelas que escolheram ganhos mais elevados ficaram bem felizes quando ganharam, e menos desapontadas com suas perdas.

Quando estabelecemos objetivos elevados, nós recebemos maiores recompensas. Mesmo se perdermos, nós temos a sensação de termos feito o máximo possível.

5. Líderes não se vingam

O psicólogo Antonio Roberto nos ensina que “A vingança consiste na pior resposta que podemos dar a alguém ou a algo que nos prejudicou.

Embora muitos aspectos da vingança possam lembrar o conceito de igualar as coisas, na verdade, a vingança em geral tem um objetivo mais destrutivo do que construtivo.

Quem busca vingança, deseja forçar o outro lado a passar pelo que passou e garantir que não seja capaz de repetir a ação nunca mais. Ao armar-se de calúnia e de outros mecanismos de perseguição ontra aquele a quem odeia, está realizando uma luta contra si mesmo, pois está apenas projetando o lado sombrio de sua personalidade”.

Vingar-se de alguém, geralmente, nos causa mais mal. Estudos comprovam o que a experiência popular já nos diz: “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”.

Pesquisadores indicam algumas formas para remover o sentimento de vingança:

  1. Alargue sua perspectiva – procure colocar o fato que lhe incomoda dentro de um quadro maior. Assim, você vai perceber que o problema não é tão grande como parecia no início.
  2. Escreva o que está lhe aborrecendo – ao escrever sobre sua raiva, você vai liberar seus sentimentos completamente. A partir daí, você começa a se libertar, sem ter que tomar uma atitude vingativa.

Considerações finais

Liderar é a capacidade de influenciar pessoas para, juntas, atingirem o objetivo traçado. Para liderar é necessário gostar de pessoas. Procurar conhecê-las. Saber seus limites.

Esses 5 hábitos mentais dos líderes, por certo, vão lhe ajudar a proceder de uma forma já testada. No entanto, é bom lembrar, eles são hábitos, ou seja, acontecem de forma natural. Autêntica. Estude-os e passe a colocá-los em prática. No mais, boa sorte.

Referências

Vanessa van Edwards – 9 ways to think like a leader

Antonio Roberto – A vingança

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