O que te faz ser um bom líder [NÃO TEM MÁGICA]

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O QUE TE FAZ SER UM BOM LÍDER

O que te faz ser um bom líder

Não existe uma fórmula mágica

Uma boa gestão dentro de uma organização carece de boas relações formais e informais presentes na mesma.

O papel de um líder dentro de cada setor é fundamental para o resultado de todo objetivo a ser alcançado pela equipe.

Qual a importância de um líder dentro de uma organização e quais as habilidades que um líder deve ter para o bom desempenho próprio e de sua equipe

Tudo começa e termina na liderança

Dentro de uma organização, todos os papéis são importantes.

Na administração clássica vemos que a gestão de qualquer organização é dividida em três modelos:

  • gestão estratégica, tática e operacional.

Dentro de cada modelo de gestão, existe um líder que tem grande influência na motivação e desempenho dos demais colaboradores. Ele influencia também no comportamento de seus colaboradores.

O papel do líder é valoroso para que haja uma equipe com o mesmo foco e determinação.

“Os líderes têm um papel fundamental, pois tudo começa e termina na liderança. Isso significa que os líderes inevitavelmente melhoram ou complicam a vida da organização e das pessoas que o seguem.” (LARA,2012)

Assim como cada pessoa tem sua personalidade, cada líder tem um estilo de liderança.

Para Maximiano (2012), existem dois estilos mais predominantes de liderança:

  • Liderança autocracia: é um líder autoritário, onde todas as decisões são centralizadas no seu poder, independentemente da participação ou aceitação da equipe;
  • Liderança democracia: é um líder que busca a participação de seus liderados. Diferente da autocracia, a liderança democracia dá o poder de decisão ao grupo.

A comunicação é o alicerce da liderança

O requisito básico para um líder é a capacidade de transmitir sua mensagem de modo a persuadir, inspirar ou motivar seus seguidores. Isto não significa apenas habilidade com as palavras e o modo de dizê-las, mas capacidade de transformar ideias em mensagens convincentes. (GOLEMAN,2014)

Para os autores Blanchard; Johnson (2018), existem três ações que determinam uma excelente gestão de um líder eficaz:

  1. Objetivos: é muito importante que o líder ouça as ideias de seus liderados, estabeleça os objetivos, as estratégias e os mantenha sempre claros sobre suas responsabilidades e prazos;
  2. Elogios: o feedback de algo positivo que o colaborador faz tem grande relevância para que ele se sinta incentivado a fazer as coisas corretas. É importante que o líder demonstre que confia e torce para o seu sucesso;
  3. Redirecionamento: o redirecionamento deve ser rápido, específico quanto aos fatos que levaram o colaborador a errar e claro nos impactos que essa falha pode causar nos resultados. É importante que o liderado tenha um tempo para refletir sobre sua falhas. O líder deve lembrá-lo que confia no trabalho do colaborador e quando o redirecionamento acabar, acaba de vez!

Conforme Wiseman (s/d, apud Goleman, 2014), existem certas habilidades que as organizações procuram cada vez mais no momento de escolher um líder:

  • Trabalhar bem em equipe;
  • Comunicação clara e eficaz;
  • Boa adaptação à mudança;
  • Boa interação com diversas pessoas;
  • Clareza nos pensamentos;
  • Resolução de problemas sob pressão.

A busca por uma gestão diferenciada em meio a tantas organizações existentes está cada vez maior e um fator determinante para o resultado desejado dentro das empresas, é o líder.

Considerações finais

Aqueles que desejam estar no poder de liderança devem buscar aperfeiçoar cada vez mais todas as habilidades para exercer a profissão com eficiência e eficácia.

O ato de liderar tem grande influência nos objetivos de cada organização.

O profissional que deseja exercer este papel, deve procurar aperfeiçoar-se cada vez mais e estar disposto a encarar todos os desafios que surgem dia após dia dentro de uma empresa.

O líder não deve focar em apenas um modelo de gestão. Os gerentes mais eficazes atuam de forma que tanto as pessoas como a organização lucrem com sua presença.

Referência(s)

Este artigo é baseado no texto de José Carlos Belo Rodrigues e Nathália Figueira Silva – Liderança – o que te faz ser um líder.

BLANCHARD, Ken; JOHNSON, Spencer. O Novo Gerente Minuto. Rio de Janeiro: Best Business, 2018

FRANÇA, Sulivan. O Que é Liderança? Disponível em: https://www.slacoaching.com.br/artigos-do-presidente/o-que-e-lideranca. Acesso em: 26 nov. 2018.

GOLEMAN, Daniel. Liderança: a inteligência emocional na formação do líder de sucesso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.

LARA, Edneia D. S. Liderança: a importância do líder na organização. Curitiba: 2012

MAXIMIANO, Antonio César A. Teoria Geral da Administração: da revolução urbana à revolução digital. São Paulo: Atlas, 2012

Mas, em que consiste então a liderança?

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Mas, em que consiste então a liderança?

em que consiste então a liderança

Quando o trabalho de um homem se torna um padrão para todo mundo, se torna também um alvo para as arremetidas dos invejosos.

por Napoleon Hill (*).

Em seu livro A Lei do Triunfo, Napoleon Hill transcreve o discurso do Major Bach para os jovens oficiais que terminavam sua formação acadêmica.

Os princípios sobre os quais é baseado o discurso do Major Bach se aplicam à liderança, no comércio, indústria e finanças, com a mesma eficiência de que deram prova nos assuntos militares.

O Major Bach disse o seguinte:

Dentro de algum tempo, cada um de vós dirigirá a vida de um certo número de homens.

Terá sob a sua responsabilidade cidadãos leais, porém sem treinamento, os quais esperarão de vós instrução e comando.

A vossa palavra será lei para eles.

Todas as vossas observações serão lembradas, e as vossas maneiras imitadas, desde a roupa até a maneira de comandar.

Quando vos reunirdes à vossa unidade, encontrareis um corpo de homens de boa vontade que não exigirão de vós senão qualidades que lhes inspirem respeito, lealdade e obediência.

Estão inteiramente prontos e ansiosos para seguir-vos, enquanto puderdes convencê-los de que possuís essas qualidades. Quando se convencerem de que as não possuís, podeis estar certos de que a vossa utilidade chegou a um fim.

Líderes e seguidores

No que se refere à sociedade, o mundo pode ser dividido em líderes e seguidores.

Todas as profissões, bem como o mundo financeiro, têm os seus líderes.

Em todas essas lideranças, é difícil, se não impossível, separar do elemento de puro desinteresse o elemento egoísta de ganhos ou vantagens pessoais. E se não se fizer essa separação, qualquer espécie de liderança perde o seu valor.

É apenas no serviço militar, onde os homens consentem livremente em sacrificar a vida por uma fé, onde aceitam sofrer e morrer para corrigir ou evitar um mal, que podemos compreender o sentido de liderança, na sua acepção mais elevada e desinteressada.

Assim, quando falo em liderança, quero dizer liderança militar.

Dentro de poucos dias, muitos de vós serão comissionados como oficiais.

Mas essas comissões não vos farão líderes.

Passareis a ser simplesmente oficiais.

Mas ficareis em condições de vos tornardes líderes, se possuirdes os atributos necessários para isso. Porém, precisareis comportar-vos bem, não somente em relação aos vossos superiores como também aos que estão abaixo de vós.

“Os soldados devem seguir e seguirão, nas batalhas, os simples oficiais, mas a força que os impele não é o entusiasmo e sim a disciplina”.

Esses soldados obedecerão à risca as ordens do oficial em comando.

Porém, nada sabem sobre dedicação ao comandante. Ou sobre o espírito de sacrifício e de entusiasmo que zomba do perigo e da segurança pessoal. Caminham porque são impelidos pela razão e pelo treinamento que receberam.

Os grandes feitos militares não são conseguidos por soldados passivos e indiferentes. Eles não vão muito longe, e param, logo que encontram uma oportunidade.

Em que consiste então a liderança?

A liderança não somente exige, como também recebe obediência, lealdade voluntária, sem hesitação ou desfalecimento.

Vós vos perguntareis:

  • Mas, em que consiste então a liderança?
  • Que devo fazer para tornar-me um líder?
  • Quais são os atributos da liderança, e como cultivá-los?

A liderança é um composto de várias qualidades.

As qualidades mais importantes que compõem a liderança são:

  1. a confiança em si mesmo;
  2. a ascendência moral;
  3. o espírito de sacrifício;
  4. o sentimento de paternidade;
  5. o sentimento de justiça;
  6. a iniciativa;
  7. a decisão;
  8. a dignidade; e
  9. a coragem.

A confiança

A confiança em si mesmo resulta,

  • primeiro, do conhecimento exato;
  • em seguida, da capacidade para ministrar aos outros esses conhecimentos.

Tudo isso dá firmeza a um oficial. Para conduzir, é preciso saber.

Podeis algumas vezes enganar os vossos soldados, mas não podereis fazer isso sempre.

CONHECIMENTO

Os soldados não têm confiança num oficial que não conheça inteiramente a sua profissão; ele precisa pois conhecê-la a fundo.

Assim, se dá mostras de não conhecer o seu ofício, torna-se uma pessoa vulgar para o soldado, que diz consigo mesmo:

—Ora, ele sabe tanto quanto eu.

Por conseguinte, passará por cima das ordens recebidas.

Nada há que substitua o conhecimento exato.

Deveis pois adquirir tanto conhecimento quanto possível, a fim de que estejais sempre prontos para responder as perguntas dos vossos soldados e até mesmo dos vossos colegas oficiais.

CAPACIDADE DE EXPRESSÃO

Um oficial precisa não somente saber, como também expressar o que sabe numa linguagem interessante e segura. Deve aprender a permanecer firme e falar desembaraçadamente.

Contaram-me que nos campos de treinamento da Inglaterra, os oficiais estudantes têm o dever de fazer palestras de dez minutos sobre qualquer assunto que escolham. É essa uma excelente prática.

Para falar claramente, é preciso pensar com clareza. O pensamento claro e lógico expressa-se em ordens definidas, positivas.

Ascendência moral

A confiança em si mesmo é o resultado dos conhecimentos mais vastos do oficial. A ascendência moral sobre o soldado é baseada na crença de que é ele o homem que serve.

Para conquistar e manter essa ascendência, deveis ter autocontrole, vitalidade física, resistência e força moral.

Autocontrole

Deveis ter tanto autodomínio que, mesmo que numa batalha estejais apavorados, jamais mostrareis o menor indício de medo.

Porque, basta um movimento apressado, um tremor das mãos, uma mudança de expressão ou uma ordem apressada, logo retirada, para indicar a vossa condição mental, e isso refletirá em alto grau sobre os vossos homens.

Numa guarnição ou campo, surgirão muitas ocasiões para pôr à prova a vossa têmpera e destruir a brandura da vossa disposição.

Neste caso, deveis afastar-vos porque, sob o domínio da cólera, os homens às vezes fazem coisas de que invariavelmente se arrependem depois.

Um oficial nunca deve desculpar-se perante os seus homens. Também, um oficial nunca se deve tornar culpado de atos pelos quais o seu senso de justiça lhe diga que deve pedir desculpas.

Vigor físico e resistência

Outro elemento para a conquista da ascendência moral é uma vitalidade e resistência física suficientes para suportar as provações às quais vós e os vossos homens estais sujeitos.

E um espírito indomável, que não somente vos torne aptos para aceitá-las com alegria, como também para não lhes dar grande importância.

Subestimando as dificuldades, fazendo pouco caso das provações, ajudareis a vossa vitalidade a construir, dentro da vossa organização, um espírito cujo valor, nos tempos de provações, será inestimável.

Força moral

A força moral é o terceiro elemento para conquistar a ascendência moral. Para exercer a força moral, precisareis ter uma vida limpa.

É preciso ter uma mentalidade bastante forte para ver o que está direito, e querer o que está direito.

Sede um exemplo para os vossos homens.

Um oficial pode ser uma força benéfica ou uma força malévola.

Não façais prédicas aos vossos homens, o que seria pior do que inútil. Vivei -vós mesmos – o gênero de vida que desejais vê-los levar e ficareis surpreendidos do grande número que seguirá o vosso exemplo.

Um comandante leviano, blasfemo e vulgar, descuidado da sua aparência pessoal refletirá, no seu regimento, esses mesmos defeitos.

Lembrai-vos do que vos digo:

o vosso regimento será um reflexo de vós mesmos.

Espírito de sacrifício

O espírito de sacrifício é essencial para a liderança.

Tereis de sacrificar-vos todo o tempo. Tereis de dar muito de vós, fisicamente, durante longas horas.

O mais árduo trabalho e a maior responsabilidade são a partilha do comandante. É ele o primeiro a levantar-se pela manhã e o último a ir para a cama, à noite. Trabalha enquanto os outros dormem.

Sentimento de paternidade

Tereis de mostrar simpatia e compreensão pelas dificuldades dos homens sob as vossas ordens.

Um deles teve a infelicidade de perder a mãe, outro perdeu tudo o que tinha, numa falência de banco? Talvez precisem de auxilio, porém mais do que tudo, desejam simpatia.

Não cometais o erro de afastar esses homens, dizendo que tendes também as vossas dificuldades, porque, de cada vez que fizerdes, arrancareis uma pedra do alicerce da vossa casa.

Alicerces

Os vossos soldados são os alicerces. O vosso edifício de liderança se desmoronará ante os vossos olhos, se não repousar seguramente sobre alicerces.

Finalmente, dareis aos vossos homens os vossos parcos recursos financeiros. Gastareis freqüentemente do vosso bolso para conservar a saúde e o bem-estar dos vossos homens e assisti-los nas suas dificuldades. Geralmente, o vosso dinheiro será restituído, mas, freqüentemente, havereis de perdê-lo.

Mesmo assim, porém, vale a pena perdê-lo. Quando digo que o sentimento paternal é essencial para a liderança, emprego o termo no melhor sentido.

Não me refiro agora a essa forma de sentimento paterno que tira aos homens a iniciativa, a autoconfiança, e o auto-respeito.

Conforto e bem-estar

Refiro-me ao paternalismo que se manifesta num cuidado atento pelo conforto e bem-estar dos que estão a vosso cargo.

Os soldados se parecem com as crianças.

Deveis prover a que tenham abrigo, alimento roupas. Da melhor maneira que puderdes.

Deveis prover a que tenham alimento e cama, antes mesmo de pensardes nas vossas próprias necessidades. Sejais muito mais solícito pelo seu conforto do que pelo vosso. Deveis cuidar da sua saúde, e conservar a sua força, não exigindo deles fadigas desnecessárias ou trabalho inútil.

Fazendo isso, estais insuflando vida no que, de outra maneira, seria uma simples máquina. Estais criando, na vossa organização, uma alma que vos responderá como se fosse um único homem. E isso é espírito.

E quando a vossa organização tiver tal espírito, podereis despertar uma manhã e descobrir o reverso da medalha.

Por sua vez, os vossos soldados passarão a cuidar de vós, sem que seja necessária a menor sugestão da vossa parte. Vereis que a vossa tenda é erguida sem demora. Que a melhor cama é trazida para ela, que de qualquer fonte misteriosa apareceram dois ovos para a vossa ceia, quando ninguém mais os tem, que os vossos cavalos são tratados com um cuidado especial, que tereis adivinhados os vossos desejos, que cada homem está no seu posto. E, finalmente, vencestes.

Sentimento de justiça

O oficial não pode tratar a todos os homens da mesma maneira.

Um castigo que um soldado receberia com um simples encolher de ombros é uma angústia mortal para outro.

Um comandante de companhia, que por uma determinada ofensa tem um castigo ‘padrão’ que se aplica a todos, ou é muito indolente ou muito estúpido para estudar a personalidade dos seus homens. Neste caso, a sua justiça é certamente cega.

Estudai os vossos homens com o mesmo cuidado com que um cirurgião estuda um caso difícil. E quando estiverdes certos do diagnóstico, então aplicai o remédio.

E lembrai-vos de que aplicais o remédio para efetuar uma cura, e não apenas para fazer sofrer.

Será talvez necessário cortar profundamente. Mas quando estiverdes seguros quanto ao diagnóstico, não vos afasteis do vosso propósito, por qualquer simpatia mal-entendida pelo paciente.

Elogio

Lado a lado com a justiça no castigo, deve andar também a justiça no elogio.

Assim, quando um dos vossos homens tiver realizado um trabalho digno de crédito, o oficial deve providenciar para que ele receba a justa recompensa.

Nunca deve tentar arrebatar-lhe o feito e ganhar os elogios para si.

Poderá fazer isso, mas neste caso, já não terá a lealdade e o respeito dos seus homens. Cedo ou tarde, os seus irmãos de armas, os oficiais, virão a saber do fato e o evitarão como a um leproso.

Na guerra há glória bastante para todos.

Dai aos vossos homens o que eles merecerem. Aquele que toma sempre e nunca dá, não é um líder, e sim um parasita.

Há ainda outra espécie de justiça: a que impede um oficial de abusar dos privilégios do seu posto.

Quando exigirdes respeito dos vossos soldados, deveis ter consciência de que os tratais com igual respeito.

Construí a coragem e o respeito próprio dos vossos homens. Nunca tenteis rebaixá-los.

Um oficial que se mostra insolente e insulta os seus soldados comporta-se como um covarde.

Amarra um homem a uma árvore com as cordas da disciplina e bate-lhe no rosto, pois sabe que ele não pode reagir.

A consideração, a cortesia e o respeito mostrados pelos oficiais em relação aos soldados não é de modo algum incompatível com a disciplina. Fazem parte da disciplina.

Iniciativa

Sem iniciativa e decisão, nenhum homem deve esperar ser um condutor de homens.

Nas manobras, quando surge uma emergência, vereis frequentemente certos homens darem calmamente ordens apressadas que mais tarde, a uma análise, se mostram não ser exatamente o que se deveria ter feito. Vereis que outros, numa emergência, ficam desorientados. O seu cérebro recusa trabalhar: dão uma ordem apressada; retiram-na; dão logo outra, que retiram também; em suma, mostram todos os indícios de desorientação.

Olhando para um homem, podeis dizer:—Esse homem é um gênio. Não teve tempo para pensar nisto. Age por intuição.

Nada disso. O gênio é apenas a capacidade de se aplicar sem esmorecimento num trabalho.

O homem que está pronto é o homem que se preparou.

Estudou de antemão as possíveis situações que podem surgir. Fez planos aproximados para fazer face a tais situações. E quando aparece uma emergência, está pronto para ir ao encontro dela.

Deve ter apreensão mental suficiente para apreciar o problema que enfrenta e o poder de rápido raciocínio para determinar quais as mudanças necessárias para o plano já formulado.

Decisão

Deve ter também decisão para ordenar a sua execução, e manter essas ordens.

Qualquer ordem razoável, numa emergência, é melhor do que nenhuma ordem.

A emergência surgiu. É preciso enfrentá-la. É melhor fazer alguma coisa, mesmo que seja errada, do que procurar em torno, procurando a solução acertada e acabar por nada fazer.

E uma vez tomada a decisão, apegar-se a ela. Não vacilar. Os homens não têm confiança num oficial que não sabe como decidir.

Uma vez ou outra, podereis ser chamados a enfrentar uma situação que nenhuma criatura humana podia prever: o treinamento mental que tiverdes adquirido vos tornará aptos para agir com prontidão e calma.

Deveis agir freqüentemente sem esperar ordem das autoridades mais elevadas. O tempo não permitirá às vezes esperar por elas.

É aqui que sobrevém a importância que há em estudar o trabalho dos oficiais vossos superiores. Se tendes compreensão da situação e podeis formar uma ideia do plano geral dos vossos superiores, essa capacidade junto com o treinamento anterior, em casos de emergência vos tornará aptos para dar as ordens necessárias, sem demora.

Dignidade

O elemento de dignidade pessoal é importante na liderança militar.

Sede amigos dos vossos homens, mas não vos torneis íntimos com eles.

Vossos homens devem respeitar-vos e não temer-vos. Se os homens pretenderem ter muita familiaridade convosco a culpa é vossa e não deles. São as vossas ações que os encorajam a isso.

E, acima de tudo, não vos rebaixeis pedindo a sua amizade ou os seus favores. Eles vos desprezarão.

Se assim fizer sois dignos da sua lealdade, respeito e devoção, decerto tereis tudo isso, sem precisar pedir. E se não sois, nada vos conquistará isso.

É extremamente difícil para um oficial mostrar dignidade quando está com um uniforme sujo, manchado, e uma barba de três dias.

Podem surgir ocasiões em que, inevitávelmente, o vosso uniforme estará sujo e a vossa barba por fazer. Mas então, todos os vossos homens terão esse aspecto, que em tais ocasiões é perfeitamente justificado.

De fato, seria um erro que o oficial se mostrasse então asseado: os soldados pensariam que ele não cumpria o seu dever. Porém, logo que tenha passado essa ocasião, dai o exemplo de asseio pessoal.

Coragem moral

Agora mencionarei a coragem.

A coragem moral é tão necessária como a coragem mental—essa espécie de coragem moral que nos torna aptos para manter sem hesitação uma determinada espécie de ação que o nosso raciocínio indicou como a mais adequada, para assegurar os resultados desejados.

Verificareis muitas vezes, especialmente na ação, que depois de ter dado as vossas ordens para que seja feita uma determinada coisa, vos sentireis assaltados de dúvidas.

Encontrareis ou pensareis encontrar outros meios melhores para alcançar o objetivo procurado.

Sereis fortemente tentados a substituir por outras as ordens dadas. Mas não deveis fazer tal, enquanto não se tiver tornado manifestamente claro que as primeiras ordens, eram de todo erradas, porque se o fizerdes, vos sentireis novamente assaltado de dúvidas quanto à eficiência das vossas segundas ordens.

Ordem e contra-ordem

De cada vez que mudardes de decisão sem uma razão evidente, enfraqueceis a vossa autoridade e prejudicais a confiança dos vossos homens.

Tende a coragem moral de: manter as ordens dadas e fazer com que sejam efetuadas.

A coragem moral exige ainda que assumais a responsabilidade dos vossos próprios atos.

Se os vossos subordinados cumprirem fielmente as vossas ordens e se o movimento que dirigistes resultar num fracasso, o fracasso é vosso, e não deles.

Caso a medida tivesse sido bem sucedida, a honra vos pertenceria. Aceitai pois a censura, em caso de resultado desastroso. Não procureis lançar a culpa a um subordinado, e fazer dele o bode expiatório, pois isso seria covardia.

Além disso, precisareis de coragem moral para determinar a sorte dos que estão sob a vossa direção.

Frequentemente recebereis pedidos de recomendação para promoções ou rebaixamentos de oficiais sob o vosso comando imediato.

Tende sempre presente no espírito a ideia da vossa integridade pessoal e a do vosso dever para com o vosso país.

Não vos deixeis afastar de um estrito senso de justiça por sentimentos de amizade pessoal. Caso o vosso segundo-tenente for o vosso próprio irmão e o julgardes incapaz de manter esse posto, afastai-o. Se não o fizerdes, da vossa falta de coragem pode resultar a perda de vidas valiosas.

Por outro lado,  se for solicitada de vós uma informação acerca de um homem de quem não gostais, não deixeis de lhe fazer justiça, influenciado por qualquer motivo de versão pessoal. Lembrai-vos de que o vosso objetivo é o bem geral, e não a satisfação de caprichos pessoais.

Coragem física

Estou certo de que possuís a coragem física. Não preciso dizer-vos quão necessária é ela. A coragem é mais do que bravura. A bravura é a intrepidez—a ausência do medo. Uma pessoa estúpida pode ser valente, porque não tem mentalidade capaz de calcular o perigo; não tem conhecimento bastante para ter medo.

A coragem é portanto essa firmeza de espírito, essa espinha dorsal que, conquanto compreenda o perigo envolvido, prossegue com o seu empreendimento.

A bravura é física. A coragem é mental e moral.

Podeis sentir o corpo gelado, as mãos trêmulas, os joelhos vergando—sentir medo, em suma. Mas, se prosseguis mesmo assim, se a despeito da fraqueza física continuais a conduzir os vossos homens contra o inimigo, é que tendes coragem.

As manifestações físicas do medo desaparecerão. Podeis não experimentá-las mais de uma vez. Essa fraqueza é como o tremor que assalta o caçador, a primeira vez que atira num cervo. Não deveis pois ceder a ela.

Há alguns anos, durante um curso sobre demolições, a classe a que eu pertencia manipulava dinamite. O instrutor disse então o seguinte:

“Devo preveni-los de que é perigoso o uso desses explosivos, e devem ser cautelosos. Mas um homem só pode sofrer um acidente”.

Medo

Assim, eu vos previno agora. Se cederdes ao medo que indubitavelmente vos assaltará na primeira ação, se deixardes os vossos homens avançar, enquanto procurais um abrigo, numa cratera do solo, nunca mais tereis oportunidade para dirigir esses homens.

Deveis ser muito sensatos, ao chamar os vossos homens para atos de coragem física ou de bravura.

Nunca deveis pedir a um dos vossos soldados para empreender o que não seríeis capaz de empreender.

Se o vosso senso comum vos diz que uma empresa é perigosa demais para vos aventurardes nela, pensai que o mesmo perigo existe também para o soldado. Sabeis que a vida de um simples soldado é tão preciosa como a vossa.

Algumas vezes, pode acontecer que qualquer dos vossos homens deva ser exposto a um perigo que não podeis partilhar. Por exemplo, uma mensagem tem de ser levada através de uma zona varrida de fogo. Pedis voluntários. Se os vossos homens vos conhecem, e sabem que sois ‘direito’, nunca vos faltarão voluntários, pois eles saberão que pondes o vosso coração no trabalho, que dais ao vosso país o que tendes de melhor, que levaríeis vós mesmos a mensagem, se pudésseis. O vosso exemplo e entusiasmo os inspirarão.

Considerações finais

E finalmente, se aspirais à liderança, urge que estudeis os vossos homens.

Procurai conhecê-los a fundo.

Alguns homens são inteiramente diferentes do que parecem exteriormente.

Grande parte do êxito do General Robert E. Lee, como líder, pode ser atribuida à sua capacidade de psicólogo. Ele conhecia muitos dos seus oponentes, desde os dias de West Point. Sabia como trabalhavam os seus cérebros. Julgava que fariam certas coisas, sob determinadas circunstâncias. Em quase todos os casos podia prever os seus movimentos e impedir que os pusessem em prática.

Nesta guerra não podeis conhecer de igual maneira os vossos oponentes. Mas conheceis os vossos homens.

Podeis estudar cada um deles a ponto de determinar onde é que estão a sua força e a sua fraqueza. Qual o homem que merece confiança até ao último momento, e qual o que não inspira confiança.

Conhecei os vossos homens, conhecei a vossa profissão, conhecei a vós mesmos !

Referência(s)

Napoleon Hill – A lei do triunfo.

[CONFIRA!!!] O caminho da promoção na carreira

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O caminho da promoção na carreira

O caminho da promoção na carreira

Os principais passos para chegar a uma promoção.

Quem deseja alcançar uma posição de destaque no meio empresarial deve definir uma estratégia a longo prazo.

Na verdade, fora casos excepcionais de sorte, a carreira constroi-se passo a passo e todos os momentos de um profissional servem para avaliar o seu potencial.

Conheça os principais passos para chegar a uma promoção.

– Comece desde o dia 1!

Desde o primeiro momento em que entra na empresa, você está criando uma imagem e a desenvolvendo o seu perfil profissional.

A forma como se mostra aos outros e como se comporta, são avaliadas desde logo e é nesse momento que se começa a pesar se tem ou não o que é necessário para subir na carreira.

– Avaliações.

As avaliações de desempenho são momentos decisivos e acabam por ser a sua principal “carta de apresentação” na esfera organizacional.

Elas perpetuam-se em relação a chefes, simpatias e antipatias, por isso, não desvalorize a sua importância. Empenhe-se para obter a classificação que considera mais justa.

– Resultados.

À medida que vai alcançando metas e batendo objetivos, é importante que registre essa informação.

Há pessoas que fazem muitas coisas que se revelam importantes para a empresa, mas que num momento de confronto não são capazes de identificá-las.

Se for fazendo este exercício passo-a-passo é natural que tenha mais sucesso num momento destes.

– Mantenha uma boa relação com o seu chefe.

Esta é uma boa forma de assegurar-se de que terá alguém com influência a interceder a seu favor, quando surgir uma boa oportunidade.

Isto não quer dizer que se torne um “puxa-saco”, mas sim que consiga relacionar-se de forma positiva e não conflituosa com as suas chefias.

– Seja profissional.

Se tem a ambição de vir a ocupar um lugar de liderança, é importante que o seu comportamento seja exemplar.

Preocupe-se com uma postura correta e uma atitude irrepreensível com todos os que o rodeiam para, mais tarde, aqueles que neste momento são seus pares, não tenham nada a apontar.

– Seja um “jogador de equipe”.

É importante que não ignore ou tente atropelar os seus colegas.

Contribua ativamente para que toda a equipe ganhe, divida os êxitos e evite apontar dedos quando existem falhas. Lembre-se que um profissional é avaliado sob várias perspectivas e a forma como se insere na equipe é um dos critérios relevantes.

– Expanda os seus horizontes.

Se quer subir na carreira é importante que vá atualizando e adquirindo novos conhecimentos.

Para alinhar os seus objetivos com os objetivos da empresa tente adquirir as novas competências nas áreas que identifica como sendo críticas para o negócio.

– Não fuja das responsabilidades.

Peça mais trabalho, mostre-se disponível, torne-se “valioso” para a empresa.

Isto demonstra o seu interesse e demonstra também que está preparado para assumir maiores responsabilidades. No entanto, lembre-se que só deverá avançar para aquilo que consiga realmente assegurar. Caso contrário, a sua operação de marketing pode revelar-se um verdadeiro “tiro no pé”.

– Mantenha a calma.

Se as coisas não acontecerem com a rapidez que pretende, é importante que não esmoreça e que continue a trabalhar na direção do seu objetivo.

– Saiba parar.

Se tem dado tudo por tudo, teve calma para aguardar que o seu momento chegasse, sucederam-se oportunidades e nunca foi promovido, talvez esteja no momento de mudar de emprego. O caminho da promoção na carreira também passa por um plano B.

Referência(s)

Este artigo foi publicado no portal Sapo .

Por que os gerentes incompetentes são promovidos?

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Por que os gerentes incompetentes são promovidos?

gerentes incompetentes são promovidos

Dois livros – separados por 45 anos – explicam isso. Se você quer avançar, é hora de enfrentar os fatos.

Em 1969, Raymond Hull publicou “O Princípio de Peter”, baseado na pesquisa do Dr. Laurence J. Peter.

O Dr. Peter descobriu que

“um funcionário é promovido com base em seu sucesso em empregos anteriores, até atingir um nível em que não é mais competente, pois as habilidades de um trabalho não necessariamente se traduzem em outro”.

Ele teorizou ainda que, com tempo e posições suficientes,

“todo cargo tende a ser ocupado por um funcionário que é incompetente para desempenhar suas funções”.

Portanto, você encontra um monte de gerentes incompetentes no topo.

Acho que o primeiro ponto é verdadeiro quando os gerentes são contratados por outras empresas.

A maioria dos RH tende a colocar muito peso no currículo de uma pessoa e em suas realizações passadas ao contratar cargos seniores. Pessoalmente, acho que pouca consideração é colocada sobre o desempenho da pessoa no futuro, especialmente se eles estão mudando setores ou funções.

No segundo ponto, não tenho certeza se todos os cargos acabarão sendo ocupados por um gerente incompetente. Mas acho que quando muitos gerentes percebem que atingiram seu pico ou nível de conforto, eles começam a se concentrar em fazer política em vez de fornecer resultados para manter sua posição.

Esse também é o tipo de gerente que contrataria apenas pessoas menos capazes que eles, por medo de serem substituídos.

Demitido ou puxado para cima

Embora tenha sido escrito meio século atrás, acho que as teorias do Dr. Peter ainda descrevem o mundo corporativo hoje com bastante precisão.

Por exemplo, ele falou sobre o fenômeno de ser guindado para o andar de cima. É quando uma pessoa é promovida como uma espécie de incentivo, porque a alta gerência quer mostrar aos outros funcionários que eles também podem ser recompensados ​​com a progressão.

Tenho certeza de que, se você trabalhou por tempo suficiente no mundo corporativo, testemunhou isso. Alguém é promovido por permanecer o tempo suficiente e ser leal. Ou as camadas de gerenciamento são expandidas para que as pessoas possam ser promovidas – mesmo que muitas vezes não haja aumento de salário. Apenas um título com mais glamour.

Dr. Peter também tinha outra teoria interessante sobre ser promovido. Ele considerou que “trabalhar duro” e “melhorar seus conjuntos de habilidades” não são tão eficazes quanto um empurrãozinho“. É quando você é promovido – mais rápido do que o habitual – quando um mentor ou patrão o puxa para cima.

Não é de admirar que haja tanto puxa-saco no mundo corporativo. Eles devem ter lido a pesquisa do Dr. Peter dos anos 60. Isso também explica a parte da incompetência – porque eles não foram promovidos por sua competência em primeiro lugar.

“Os líderes são (geralmente) avaliados por seus próprios chefes, o que explica por que os líderes estão tão ocupados em agradar acima – quando uma boa liderança envolve gerenciar abaixo.” Tomas Chamorro-Premuzic, autor de “Por que tantos homens incompetentes se tornam líderes (e como corrigi-lo)”

Pessoalmente, também ouvi muitas histórias sobre pessoas supostamente incompetentes chegando de pára-quedas para uma posição alta, porque se relacionaram com os chefes certos. Elas foram convidadas a galgar os degraus de uma nova empresa depois que seu padrinho chegou.

Ser Excessivamente Competente Pode Demitir Você

Curiosamente, o Dr. Peter também supôs que pessoas “super competentes” tendem a “perturbar a hierarquia“.

Suponho que seja uma boa maneira de dizer que você fez seu chefe parecer ruim por ser mais capaz.

Em tais situações, você provavelmente se encontrará reprimido ou eliminado deliberadamente, mais cedo ou mais tarde – por algum motivo estúpido ou acusação.

Para evitar isso, o Dr. Peter aconselha a incompetência criativa – fingindo ser incompetente, mas fazendo-o de uma maneira em que isso não prejudique seu trabalho.

Em seu livro “Stealing the Corner Office: As Estratégias Vencedoras de Carreira que Eles Nunca Ensinarão na Escola de Negócios”, Brendan Reid analisou por que executivos incompetentes foram promovidos e como ele usou essas descobertas para sair de uma rotina de 10 anos na carreira e, ser promovido.

Ele percebeu que

  • ser apaixonado
  • trabalhador
  • focado em obter resultados a curto prazo e
  • botar seus colegas para trabalhar

todos esses atributos que ele considerava desejados – estavam realmente matando sua carreira.

“Por mais que suas ideias possam parecer geniais para você, você é irrelevante “. – Brendan Reid, autor de “Stealing the Corner Office: as estratégias de carreira vitoriosas que eles nunca vão ensinar na escola de negócios”

Embora eu não tenha certeza de que todos os conselhos dele sejam verdadeiros, certamente concordo com a observação de que:

“Na prática, as pessoas contratam e promovem pessoas que gostam de ter por perto, não aquelas que são apenas responsáveis”.

Agradabilidade

Todo mundo gosta de ter uma pessoa agradável e lisonjeira ao seu redor.

Contudo, eu adicionaria à teoria de Reid um aperfeiçoamento –

a competência é menos considerada do que ser agradável na maioria das promoções principalmente quando não há turbulências na empresa.

Em uma empresa grande e estabelecida, ninguém gosta de ser obrigado a trabalhar mais. Todo mundo é apenas um funcionário, às vezes até o CEO. Portanto, um executivo insistente e com desempenho superior incomoda a vida confortável de todos.

Entretanto, quando uma empresa precisa crescer ou está em crise, os CEOs ou o Conselho costumam contratar executivos altamente competentes e insistentes para “meter o chicote” e consertar o barco. Responsabilidade e desempenho tornam-se atributos importantes.

Portanto, se você é um indivíduo altamente competente e agressivo, é melhor encontrar um emprego em uma startup, ser um empreendedor ou trabalhar em uma empresa que precisa ser consertada.

Empresas estáveis ​​favorecem indivíduos que jogam bem o jogo da popularidade. Quando não é preciso muito esforço para fornecer resultados, os supervisores preferem subordinados que não são ameaçadores e sejam agradáveis.

A resposta está aí

Reid escreveu seu livro 45 anos depois que o Dr. Peter e Hull o fizeram. Apesar dos anos que se passaram e de todas as teorias de gestão que surgiram, o fato de muitos gerentes incompetentes ainda serem promovidos hoje nos diz que as hipóteses deles ainda têm influência sobre esse fenômeno.

Como as guerras e a política, a resposta está na natureza humana.

A menos que uma corporação seja totalmente administrada por números frios e rígidos e controlada por robôs, a competência e os resultados sempre serão influenciados por sentimentos e preconceitos pessoais quando se trata de promoções.

Conheça a si mesmo e onde você prosperará.

Encontre um emprego orientado a resultados, se você for ferozmente independente e opinativo. Suba a escada em uma grande corporação, se você for altamente diplomático ou forasteiro.

Não faz sentido viver frustrado e desprezar outras pessoas. No final do dia, a corrida por promoções é … o que é.

PS: não esqueça que os incompetentes são identificados e… demitidos também.

Referência(s)

Lance Ng – Este artigo é tradução livre de artigo publicado em Medium.

Formação ou Transformação?

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formação ou transformação

Formação ou transformação?

por João Braz Pereira.

A transformação pressupõe mudanças duradouras e consistentes de comportamentos e a adoção de novos padrões de conduta. Novos hábitos.

Mudar de hábitos não é fácil.

 

Não acontece de forma espontânea nem linear. Tem altos e baixos e requer

  • atenção;
  • disciplina;
  • persistência; e
  • intenção direcionada.

Só é possível se houver da parte do indivíduo um sentido de utilidade e de propósito que o leve a perseverar na mudança e a transformar-se efetivamente.

Neste quadro, a transformação é antes de mais uma decisão, um processo de liderança pessoal.

Esse processo tem a sua origem na identidade e na forma de cada um ver o mundo. Requer sentido de propósito, intenção e disciplina e muitas vezes apoio e suporte exterior.

Formação como prioridade

Em contexto organizacional a responsabilidade de provocar mudanças duradouras e consistentes nos comportamentos e nas práticas dos colaboradores é muitas vezes atribuída à formação.

Assume-se que para conseguir provocar a transformação, basta transmitir conhecimento em eventos formativos.

É só o formador partilhar conhecimentos, técnicas e experiências.

Espera-se também, que sejam proporcionadas oportunidades de experimentação e treino com base em exercícios práticos e simulações mais ou menos relacionadas com os desafios enfrentados pelos participantes no quotidiano profissional.

Quando as coisas correm bem, os participantes adquirem novos conhecimentos, tomam consciência de algumas coisas que fazem bem e de outras que precisam melhorar e consegue-se gerar entusiasmo em relação à mudança e até definir alguns compromissos de ação.

Então, fica a sensação que tudo correu bem e as avaliações dadas pelos participantes assim o confirmam.

De fato tudo correu bem dentro da sala de formação.

Contudo no dia seguinte, o entusiasmo e a vontade de mudar têm de enfrentar a realidade do quotidiano, dos prazos de entregas, das múltiplas solicitações, dos chefes com prioridades pouco claras e das obrigações familiares.

Aquilo que era um ímpeto de mudança, vai sendo engolido pelo quotidiano e por prioridades e solicitações que nos consomem a atenção e a intenção de mudança.

De repente, o evento formativo acaba por ser uma recordação de um momento em que tomei consciência que devia proceder de forma diferente. Porém, na prática se traduziu apenas na introdução de uma ferramenta nova e no ajustamento de um ou outro comportamento.

Para transformar

Objetivamente, conseguiu-se proporcionar uma boa experiência formativa aos participantes. Conseguiu-se introduzir alguma melhoria, mas falhou-se redondamente o objetivo de transformação.

Para que as intervenções formativas em contexto organizacional consigam provocar transformação e mudanças duradouras nos padrões de comportamento

é fundamental ir para além da transmissão de conhecimentos e garantir 3 níveis de intervenção complementares:

1 – É preciso que a gestão de topo desenvolva e dê a cara por uma visão estratégica e um sentido de propósito coletivo para a transformação e se comprometa com a ação e com o foco nos resultados almejados;

2 – É necessário que todos os níveis de liderança da organização sejam capazes de alinhar processos, sistemas e o propósito das suas equipes com o propósito organizacional. Ainda, promover a confiança e o engagement dos membros da equipe em relação à transformação. Instituir uma cultura de feedback e práticas consistentes de acompanhamento à ação e suporte ao desenvolvimento dos membros da equipe;

3 – É fundamental que todos os colaboradores tenham hábitos de eficácia pessoal e profissional. Devem adotar padrões de comportamento colaborativos e potenciadores de interdependência e do sentido de mudança coletivo em torno de um propósito comum.

Na verdade, se não considerarmos a ação articulada nestas 3 dimensões, e não perspectivarmos a transformação como um processo difícil que é preciso acompanhar e suportar e em que seguramente há coisas não irão correr bem à primeira, não estaremos a dar às nossas equipes condições para vencerem o desafio de transformação.

Referência(s)

* Este artigo foi originalmente publicado na PME Magazine.

3 TIPOS DE MINDSET REATIVOS

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3 TIPOS DE MINDSET REATIVOS

TIPOS DE MINDSET REATIVOS

Todos temos momentos em que não estamos no nosso melhor.

por Sophie Poulsen.

Em tempos de estresse e ansiedade, encontramos diferentes maneiras de lidar; nosso estresse se manifesta de maneiras diferentes. Isso pode ter efeitos devastadores sobre os líderes que desconhecem seus próprios mecanismos de enfrentamento e estilo reativo.

Ao contrário dos líderes criativos, que são capazes de liderar com clareza de visão e propósito em meio à complexidade e ambiguidade, os líderes reativos são menos conscientes e influenciados por fatores externos.

Existem três tipos de mindset reativos – conformidade, controle e proteção – que frequentemente surgem nessas situações de alta tensão ou ambíguas.

Desenvolvemos essas mentalidades desde tenra idade para lidar com situações difíceis. Como resultado, construímos “estruturas mentais” que oferecem maneiras diferentes de interpretar e interagir com o mundo ao nosso redor.

Com base na teoria da neurose da psicóloga alemã Karen Horney em seu livro, Our Inner Conflicts, os pesquisadores Bob Anderson e Bill Adams adaptaram essas mentalidades ao desenvolvimento da liderança.

Aproveite suas limitações para facilitar sua caminhada

Qualquer líder pode se identificar com mais de uma das mentalidades reativas. Até um líder “evoluído” pode regredir; é tudo sobre autoconsciência.

Para superar suas tendências reativas, você deve descobrir suas necessidades subjacentes.

Qual é o gap que você está tentando preencher? Pense nisso em termos de emoções, não capacidades.

É geralmente aceito que existem quatro emoções básicas:

  • felicidade;
  • tristeza;
  • medo; e
  • raiva.

Se você examinasse suas necessidades e comportamentos essenciais, que emoção você está sentindo?

Digamos que Raquel estivesse discutindo com um de seus funcionários e decidiu desistir, mesmo sabendo que estava certa. Nessa situação, a necessidade básica dela era que sua funcionária não ficasse brava ou chateada com ela. Nessa situação, ela estava com medo de rejeição.

Vamos dar o primeiro passo para superar suas tendências reativas.

Pense em um episódio recente em que você se encontrou com um mindset reativo (escolha um). Pergunte a si mesmo:

  • Quais são os dons e talentos naturais desse mindset?
  • Quais são as suas responsabilidades e limitações?

Imagine que você usaria de forma mais construtiva os dons e talentos que acompanham esse comportamento, sem você bloquear a si próprio.

Transforme isso em uma declaração:

Eu gostaria de [dom ou talento] sem [responsabilidade ou limitação]. 

Por exemplo: “eu gostaria de ser leal sem ignorar minhas próprias necessidades”.

Depois de agir desse jeito, pergunte-se:

Qual foi o risco que você correu?
Como se sentiu?
O que isso lhe diz?
Como você pode lidar com isso?

Referência(s)

Sophie Poulsen e Berend-Jan Hilberts – 3 TYPES OF REACTIVE MINDSETS

Por que você ainda não encontrou seu objetivo?

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Por que você ainda não encontrou seu objetivo?

Por que você ainda não encontrou seu objetivo

O aconselhamento de carreira pressupõe que você saiba o que deseja fazer, mas não sabe como fazê-lo

por Brianna Wiest.

Sentir que você não sabe o que quer fazer da sua vida é um problema apenas piorado pelo fato de parecer que todos que o rodeiam sabem.

Seus melhores amigos da faculdade se formaram e começaram a trabalhar.

Você, por outro lado, flutuou… Pegou o que estava disponível… Encostou… Assistiu seus pais se aposentarem…

Você não sabe o que é pior:

se aposentar de um emprego que nunca gostou ou não conseguir se aposentar.

Seus amigos, se não estão satisfeitos, buscam novos caminhos. Mesmo quando têm dúvidas se vão permanecer no emprego ou trabalhar por conta própria, eles têm algo a seguir.

Você faria o mesmo, se tivesse um propósito claro.

Você é o tipo de pessoa que

  • está disposto a trabalhar até altas horas;
  • enfrenta riscos para crescer na vida;
  • faz sacrifícios para se sustentar em sua transição.

Nenhum sonho seu é maior do que escrever esse e-mail de demissão. Você quer estar tão apaixonado pelo seu futuro que nada importa mais.

Mas primeiro você tem que saber o que é esse futuro.

Todo aconselhamento de carreira baseia-se no pressuposto de que você sabe o que deseja fazer – apenas não sabe como fazê-lo.

Os aconselhamentos populares de carreira ignoram uma questão fundamental: a maioria das pessoas não sabe o que quer. Elas podem ter uma ideia, mas certamente não estão convencidas de que é viável a longo prazo.

Todo o conceito de “faça o que você ama” repousa na noção de que, no fundo, todos sabemos o que amamos. Negligencia o fato de que a maioria das pessoas não sabe o que ama para arriscar tudo para alcançá-lo.

Mas aqui está o segredo: ninguém, nem mesmo aqueles que parecem ter tudo tão resolvido, sabe ao certo que o que estão fazendo é o que “querem” fazer.

Mesmo que tenham uma profunda convicção, posso assegurar que há dias em que estão cheios de dúvidas. Mesmo se eles estiverem no caminho certo, há dias de contratempos e falhas totais.

Saber o que você quer fazer com sua vida é um processo de quebrar ideias arcaicas sobre “propósito” e confrontar os fatos mais óbvios a seu respeito.

Ninguém deve fazer apenas uma coisa na vida

Trabalhei como repórter de notícias e escritora de entretenimento e adorei cada trabalho enquanto o fazia. Nenhuma dessas carreiras é o que eu acredito que meu “propósito” seja – mas ambas eram o meu propósito na época. Elas me trouxeram aqui.

Seu objetivo é estar vivo e ter uma experiência de vida. É uma coisa fluida e adaptável.

Metade do seu estresse vem do fato de você achar que precisa escolher uma carreira e deixá-la defini-lo de maneira permanente.

Mesmo se você tiver um emprego e se aposentar em 30 anos – o que não é mais nem um pouco próximo da norma -, provavelmente você não terá apenas uma função ou cargo nessa empresa durante todo esse tempo. Seu papel muda e você também.

Algumas pessoas pensam que a única coisa que “devem fazer” é o seu trabalho. Não é assim que o propósito funciona.

Seu objetivo é estar vivo e ter uma experiência de vida. É uma coisa fluida e adaptável.

Seu objetivo quando você estava no ensino fundamental era estar no ensino fundamental. Quando está saindo com seus amigos é sair com eles. Ao assistir o pôr do sol é assistir ao pôr do sol.

Você tem um objetivo diferente a cada minuto do dia

Não existe um trabalho que possa resumir e qualificar sua experiência de vida.

Se você não sabe o que quer fazer da sua vida, é porque não precisa saber agora.

Talvez você ache que seu “objetivo” é algum tipo de código secreto incorporado a sua psique e que uma auto-pesquisa desbloqueará esse código. Eu sei que você acha que a resposta chegará um dia, só que não.

Caso não saiba o que quer fazer da vida, alcançar e agarrar qualquer coisa que apareça apenas o afastará ainda mais da compreensão do que você precisa fazer.

Se não sabe agora, é porque não precisa saber agora. Se precisasse saber, saberia com certeza.

Em vez disso, você precisa se concentrar em duas coisas, e apenas duas: pagar as contas e desenvolver habilidades em que você é naturalmente bom.

Quando está dirigindo tarde da noite, seus faróis mostram os próximos metros a sua frente, não a estrada inteira. É tudo o que você precisa. Você pode chegar com segurança ao seu destino, mesmo que consiga ver apenas os próximos metros à frente.

O resto do seu caminho se revelará com o tempo.

No entanto, existe uma maneira de descobrir qual pode ser sua opção de carreira mais viável – se esse é o seu “objetivo” ou não.

Muitas pessoas, ao concluir este exercício, se sentem mais conectadas com o que deveriam fazer da vida. Eu concordo. Acho que a interseção de seus interesses, habilidades e necessidades do mundo geralmente é onde nos sentimos mais realizados, produtivos e como se estivéssemos contribuindo não apenas para o auto-crescimento, mas para a humanidade em geral.

Veja como:

1. Anote o que você gosta

Tudo em que você pode pensar. Música, tópicos que gosta de discutir, coisas que faz no seu tempo livre, aquilo que acha bonito.

Todo mundo tem alguma coisa de que gosta. Isso pode incluir ajudar as pessoas, sentir-se produtivo, ser saudável e assim por diante.

2. Anote em que você é bom

Não é o que você é absolutamente o melhor. Apenas no que você é bom. Sua qualificação natural. Isso pode incluir assuntos em que você era forte na escola ou tarefas que você conclui com mais rapidez ou eficácia do que outros, e assim por diante.

3. Identifique uma lacuna de mercado

Onde duas das coisas acima se cruzam é ​​o seu objetivo.

Onde esse objetivo preenche uma lacuna de mercado é a sua carreira.

Portanto, se você sabe que gosta de ciência, é bom em escrever e há muitas oportunidades de trabalho para escritores de ciências, essa é a sua carreira mais lucrativa.

O maior segredo é que você está cumprindo seu objetivo no momento, mesmo que não perceba.

Você pode repetir isso várias vezes. Pode precisar de semanas, meses ou anos para descobrir quais são essas três coisas. Tudo bem. Não existe um prazo para você descobrir seu objetivo. Não há um momento certo para descobrir seu propósito.

O maior segredo é que você está cumprindo seu objetivo no momento, mesmo que não perceba.

Você está naturalmente gravitando em relação ao que lhe interessa. Fazendo o que gosta e buscando oportunidades para essas coisas. Em todos os momentos do seu dia, você está fazendo o que veio fazer aqui – mesmo que isso inclua um pouco de perda.

A coisa mais importante que você pode fazer agora é cuidar de si mesmo.

Não tenha pressa. Continue descobrindo novas partes de si mesmo e não pare.

Referência(s)

Brianna Wiest – Why You Still Haven’t Found Your Purpose

12 traços positivos de personalidade de pessoas eficazes

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12 traços positivos de personalidade de pessoas eficazes

traços positivos de personalidade de pessoas eficazes

Sua personalidade não está gravada na pedra

Sua personalidade é definida pelo que você faz, não pelo que você diz.

Pessoas altamente eficazes têm certos traços de personalidade que os tornam do jeito que são.

Às vezes, olhamos para uma pessoa e pensamos:

“Eu nunca posso ser assim!”

Falso!

Embora todos tenhamos traços de personalidade que parecem fazer parte do nosso DNA, minha experiência é que sua personalidade pode ser moldada mais do que você pensa.

Eu pessoalmente adotei traços de personalidade contrários à minha natureza e cultura.

Eu cresci na Holanda. Minha experiência é que as pessoas aqui são geralmente contrárias e pessimistas. É por isso que menos de 3% da minha audiência é holandesa. Eles não gostam de crescimento pessoal. Eu também era assim.

Mas quando comecei a viajar depois de me formar, mudei de opinião. Fui exposto ao crescimento pessoal e adotei muitas características de pessoas altamente eficazes – pessoas que conheci através do trabalho e da vida. Mas também aprendi lendo sobre pessoas inspiradoras.

A seguir, é apresentada uma lista de 12 traços de personalidade positivos.

Aprendi sobre essas características estudando pessoas eficazes de todas as esferas da vida. Ao adotar essas características para nós mesmos e agir de acordo, podemos formar nossa própria personalidade.

Capaz

Não há exceção para essa característica. Nunca conheci uma pessoa eficaz, feliz ou bem-sucedida que não era capaz. Eles levam a vida e trabalham a sério. Eles fazem coisas com um propósito. E o mais importante, eles sabem do que estão falando.

Curioso

Pessoas eficazes evitam suposições. Essa costumava ser minha maior armadilha. Eu fiz suposições sobre tudo. Um dos meus colegas de trabalho me disse certa vez: pare de fazer tantas suposições! Isso é o que eu fiz. Decidi ficar curioso. Pessoas eficazes fazem muitas perguntas. É assim que você evita suposições.

Assertivo

As pessoas pensam que você tem que ser legal. Isto é errado. É bom ser educado, mas você não precisa se esforçar para ser gentil o tempo todo. Pessoas eficazes pensam em si mesmas. Mas eles não sacrificam os outros. É disso que se trata a assertividade.

Perdoar

Guardar rancor é a coisa menos eficaz que você pode fazer. Muitas pessoas destruíram relacionamentos e dinâmicas de grupo por causa de rancores. “Como essa pessoa pôde fazer isso comigo!” Bem, talvez essa outra pessoa nem saiba o porquê! As pessoas fazem coisas estúpidas. Vá em frente.

Independente

Pessoas eficazes não são facilmente influenciadas por outras pessoas. Elas ouvem os outros. Mas são pensadores independentes. Elas não são facilmente influenciadas por eventos externos.

Respeitoso

Você sabe como as pessoas inseguras julgam você ou outras pessoas? “Você parece muito cansado. O que está acontecendo?” Essa é uma daquelas observações sujas que fazem você se sentir mal. Muitas pessoas querem te derrubar, o que automaticamente faz com que elas se sintam melhores que você. Pessoas respeitosas nunca fazem isso. Você também pode discordar das pessoas e ainda ser respeitoso.

Verdadeiro

Quando você conta mentiras regularmente (não importa quão pequenas sejam), você acaba sendo pego pela sua própria rede. Afinal, a mentira tem pernas curtas. É por isso que é melhor dizer a verdade. Nem sempre é bonito, mas pelo menos não é uma mentira.

Preciso

É difícil explicar as coisas em poucas palavras. Requer pensamento e esforço para ser preciso. É por isso que você vê muitas pessoas conversando sem parar. Elas não sabem o que dizer, então usam uma abordagem de espingarda. Pulverizam palavras e esperam que alguns atinjam a marca. Para ser mais preciso, você deve ser como um atirador. Cada frase e ação serve a um propósito.

Justo

As pessoas que dizem que justiça é um conceito impossível geralmente não são pessoas justas. Existem princípios universais de justiça. Em resumo, seja consistente na maneira como trata as pessoas. Essa é a coisa mais justa que podemos fazer. E sim, isso parece impossível na prática porque às vezes é contra a nossa natureza. Mas pessoas eficazes fazem muitas coisas que vão contra a natureza. Elas fazem coisas que os outros não fazem.

Flexível

A vida é complexa e cheia de mudanças. Para sobreviver e prosperar, é preciso se adaptar o tempo todo. É por isso que pessoas eficazes são altamente flexíveis e fluidas. Se você lhes der uma nova ideia que funcione melhor que a antiga, elas vão com a nova. Elas não se preocupam com o ego nem querem parecer inteligentes. Elas se preocupam com o que funciona.

Autoconsciência

Saber o que você pode e o que não pode facilitará sua vida. Com muita frequência, não temos consciência de quem somos. Mas, para ser eficaz, você deve saber quem é e do que é feito. E se você tiver fraquezas ou cometer erros, a autoconsciência o ajudará a ser honesto. Não há nada errado com a imperfeição. De fato, se você não é imperfeito, provavelmente é um robô.

Otimista

Ofereça às pessoas eficazes um desafio e elas pensarão em uma solução. Dê a elas uma visão sombria e acharão as coisas pelas quais agradecer. Em contraste, ser pessimista é a coisa mais fácil do mundo. Todos podem reclamar e dizer “não podemos fazer isso”. Mas é preciso ter força para dizer “vamos descobrir uma maneira de fazer isso acontecer”.

Outras considerações

Sua personalidade não é imutável.

Você pode ter certas tendências naturais. Mas com a mentalidade certa, pode adotar qualquer um dos traços de personalidade acima. Qual deles você deseja adotar depende da sua natureza.

Mas você não pode errar com os traços positivos.

Lembre-se de que é uma escolha se tornar uma determinada pessoa. É apenas uma questão de tempo para mudar a si mesmo. Porque uma vez que você define sua personalidade e age de acordo, não está mais se tornando um caminho; você simplesmente é assim.

Referência(s)

Darius Foroux –12 Positive Personality Traits Of Effective People.

7 competências de um líder de sucesso

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7 competências de um líder de sucesso

Ser um bom líder ajuda a criar um ambiente onde as pessoas confiem em sua capacidade de fazer o trabalho, e também no motivos para fazê-lo
competências de um líder de sucesso

O líder é o ponto de equilíbrio nas empresas, além de peça-chave para fazer a diferença e buscar resultados.

Mais do que ninguém, ele deve acreditar no potencial da companhia e de sua equipe. Contudo, muitos talentos que são alçados ao papel de líderes não conseguem desempenhar adequadamente suas funções, por inabilidade ou despreparo.

A maioria de nós já teve um chefe ou trabalhou com alguém que se esforçou para retratar a si mesmo como algo que não era.

Não só foi desanimador para os seus colegas de trabalho e subordinados, mas provavelmente foi desgastante para a própria pessoa.

Candidatos a líderes devem reunir competências fundamentais para o seu sucesso. Na opinião de Vinicius Lopes, Treinador Comportamental e Master Coach, são elas:

1 – Demonstrar abertura, incentivando o crescimento e a inovação

Todo líder deve ser flexível, podendo inclusive mudar de opinião.

Todo líder de sucesso deve estar aberto e receptivo para tentativas de inovação, mesmo sabendo que isso pode ocasionar erros.

Essas 2 afirmações têm em comum o seguinte aspecto:

se o líder tem essas 2 características de maneira forte em sua condução ele incentiva o aprendizado e o crescimento continuo de sua equipe.

Se ele não a tem, provavelmente é um líder ultrapassado. Com conceitos antigos e inadequados para os dias atuais, sobre como deve ser a postura de um verdadeiro líder.

Admitir erros nunca foi e nunca será uma tarefa das mais fáceis. Contudo, posso afirmar que o líder que consegue tratar de maneira mais equilibrada com os erros pode obter vantagens competitivas sobre outras empresas que não aplicam o mesmo conceito.

Para assegurar e encorajar essa postura de aprendizado e evolução dentro de sua equipe os líderes devem assegurar de todas as maneiras que estão abertos e sempre dispostos a aprender e mudar.

Na maioria dos casos onde vemos que empresas, empreendedores e organizações conseguiram implementar mudanças que trouxeram grandes frutos, elas surgiram após algum tipo de fracasso da própria organização, ou de algum player do mercado. Ou seja, na maioria das vezes, o resultado ruim é essencial para o aprendizado.

Todo líder de alta performance deve encorajar uma cultura de tomada de riscos de maneira calculada.

2 – Gerar conexão e pertencimento

Não é preciso nem dizer que nós humanos somos uma espécie altamente sociável não é mesmo? Claro que uns mais, outros menos, mas é possível afirmar que nascemos com a necessidade básica de pertencer aos mais diversos grupos sociais _ o ambiente familiar, de trabalho, de um hobby ou qualquer coisa do tipo.

E onde você como líder consegue imaginar que pode potencializar seus resultados sabendo dessa informação?

Lideres que se comunicam abertamente, com frequência e que conseguem de alguma maneira criar laços positivos com sua equipe conseguem construir uma base muito forte para a conexão e interação positiva entre seus colaboradores.

Sabemos hoje, através de estudos liderados pela Psicologia Positiva, que um profissional satisfeito e feliz pode render até 40% mais em seu trabalho, e se ele tiver um grande amigo dentro do ambiente de trabalho pode render até 30% mais. Ou seja, é cientificamente comprovado que gerar conexão e um senso de pertencimento na sua equipe irá alavancar seus resultados.

Dica de ouro: Identifique de maneira singular quais medidas podem ser tomadas para estabelecer conexão, como por exemplo: sorrir; chamar a pessoa pelo nome;  lembrar de seus interesses; perguntar sobre membros da família.

E se por acaso você é líder de uma equipe muito grande, da qual não consegue ter um contato diário com todos, foque sua atenção nos formadores de opinião, eles serão seus embaixadores quando precisar desenvolver algum novo projeto ou mudança estratégica.

3 – Ter senso de ética e clareza na comunicação

Nossa terceira competência combina dois atributos mais ouvidos nos treinamentos dentro de organizações e empresas: liderados exigem ética de seus lideres e uma comunicação de expectativas e cobranças de forma clara e objetiva.

Juntas, essas competências, com toda certeza, têm a capacidade de criar um ambiente seguro e de alta confiança para todos. Afinal, a equipe é reflexo do seu líder não é verdade?

Se ele consegue manter seus padrões éticos claros, e consegue comunicar suas metas e exigências de maneira objetiva, seus colaboradores sentirão a confiança necessária para honrar todas as regras durante o processo.

4 – Ter inteligência emocional

Existe uma teoria, de autoria do escritor americano Stephen Covey, que vai ao encontro do que hoje chamamos de Inteligência Emocional.

Covey deu o nome de 90/10 para essa teoria. Ela nos ensina basicamente que 10% do que acontece com todos no decorrer de suas vidas realmente são obra do acaso ou do destino, como preferir. Mas 90% de tudo que acontece com cada um está diretamente relacionado às atitudes e aos comportamentos que tivemos quando fomos impactados pelos 10% sobre o qual não tivemos controle.

Ou seja, temos um alto nível de responsabilidade em relação a tudo que acontece conosco. Trazendo isso para o ambiente de trabalho, vale fazer algumas perguntas:

– Você alguma vez já tomou alguma decisão precipitada por estar desequilibrado?

– Acha que se algo que te marcou negativamente no passado acontecesse hoje, você teria uma reação diferente? Qual?

Você não tem como controlar todos os problemas que irão acontecer com você, mas pode, de maneira consciente, melhorar a maneira como reage a eles.

Ter sabedoria e autonomia em relação aos seus sentimentos, mesmo que de forma parcial,  faz parte do processo de amadurecimento da Inteligência Emocional e com toda certeza irá ajudar a potencializar resultados.

5 – Comprometimento e execução

É praticamente impossível uma pessoa que deixa tarefas para a última hora e não consegue pensar nos resultados chegar ao topo de sua carreira. Muitas vezes é extremamente complicado manter seu desempenho consistente, porque isso exige clareza total e absoluta sobre seus objetivos, o que para muitos é extremamente difícil.

Uma maneira de facilitar esse processo é justamente enxergar no trabalho, na sua função, um meio para atingir um fim que te de prazer e satisfação. É a chave para encontrar o tão sonhado comprometimento. Se você não está cumprindo seus prazos com a eficiência e a rapidez necessárias, reavalie o que te impede de se envolver com aquela tarefa de maneira mais profunda e consistente.

Aplique o mesmo comprometimento para tudo na vida. Não se atrase para encontros e cumpra sua palavra. Faça disso um hábito regular em sua vida. Como qualquer hábito, o senso de urgência funciona melhor quando entra na rotina de maneira natural.

6 – Relacionamento e network

Saber trabalhar em equipe, em busca de um objetivo comum, é requisito básico, não importa qual sua posição atual. Se você não faz ideia de como o que você fala pode ser recebido pelos outros, isso com certeza é um é mau sinal para o desenvolvimento da sua carreira.

Quem tem boa capacidade de relacionamento não faz discriminação e trata todos os membros da organização do mesmo modo, do estagiário ao presidente, mantendo uma relação de respeito, atenção e empatia. Se você não está convencido sobre isso, pense também que as posições hoje podem rapidamente se inverter, já que vivemos em um mercado altamente dinâmico. É de suma importância perceber o impacto que suas ações e comportamentos terão nas pessoas, e não buscar somente que o seu desejo prevaleça a todo momento.

Network não está ligado diretamente a quantas pessoas estratégicas você conhece , mas quantas dessas pessoas reconhecem em você um profissional que realmente pode fazer a diferença.

7 – Visão de Futuro

Em qualquer área de atuação é de suma importância ter clareza o que a equipe está buscando. Entender com perfeição e detalhadamente o resultado ideal que se está buscando é muito importante para elevar os níveis de engajamento da empresa.

Devemos imaginar que uma empresa é um barco e que cada colaborador pode pegar seu remo e forçar para que a embarcação vá para um lado diferente. A função de um líder de sucesso é fazer com que todos entendam a missão e o norte, e remem para o mesmo lado para atingir o resultado esperado.

Referência(s)

Este artigo foi publicado em CIO from IDG.

A importância da palestra de liderança para mulheres

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A importância da palestra de liderança para mulheres

palestra de liderança para mulheres
Liderança feminina

A presença de mulheres em cargos de gestão tem crescido cada vez mais, embora elas ainda ocupem poucas posições de destaque (como CEO ou diretoria) em comparação aos homens. Ainda há muitas questões referentes à igualdade de gênero que precisam ser resolvidas e, para ajudar a força feminina a enfrentar um mercado de trabalho ainda desfavorável, a palestra de liderança tem sido uma excelente aliada.

Indicada para mulheres que desejam empreender, consolidar suas carreiras e/ou conquistar posições hierárquicas mais altas, a palestra de liderança é um evento de capacitação que contribui diretamente para o desenvolvimento de aptidões empresariais específicas. Profissionais que já ocupam cargos de liderança e desejam aperfeiçoar suas competências também podem tirar bom proveito desses treinamentos.

Para as empresas, investir em suas profissionais significa criar uma cultura de igualdade e cortesia. Muitas vezes, vale a pena inclusive aliar a palestra de liderança a outros eventos de conscientização sobre a importância da diversidade e de manter um clima organizacional favorável para o crescimento de todos os colaboradores — sem qualquer tipo de distinção, mas sempre com respeito às particularidades individuais.

Palestra de liderança para mulheres: quais os benefícios?

Embora os objetivos de uma palestra de liderança possam variar e ser adaptados de acordo com cada situação, este é um tipo de treinamento que sempre traz uma série de vantagens tanto para as profissionais como para a empresa em que elas trabalham.

Como principais benefícios para as mulheres, destacam-se:

  • Melhoria da autoconfiança;
  • Desenvolvimento pessoal;
  • Capacitação profissional;
  • Maior consciência a respeito de seu papel e importância na empresa;
  • Conhecimento a respeito do seu tipo de liderança;
  • Mais autonomia e segurança para tomar decisões assertivas;
  • Maior adaptabilidade a situações diferentes e adversas;
  • Melhoria no desempenho geral.

Para as organizações que investem em suas funcionárias e incentivam a participação das mulheres em palestras de liderança, as vantagens são:

  • Disseminação de boas práticas dentro do ambiente organizacional;
  • Resolução de conflitos internos;
  • Redução do turnover;
  • Maior produtividade;
  • Estímulo ao trabalho em equipe;
  • Criação de uma cultura de desenvolvimento contínuo;
  • Otimização de processos;
  • Líderes motivadas e dispostas a entregar o melhor de si para os objetivos da empresa.

Como é uma palestra de liderança para mulheres?

Não existe um formato pronto para a realização de uma palestra de liderança, e o ideal é que seu conteúdo seja personalizado às necessidades da empresa, levando em conta os pontos que precisam ser desenvolvidos por determinado grupo e adaptando a linguagem à realidade dos participantes.

No caso do público feminino, o treinamento pode abordar questões relacionadas ao empoderamento e desenvolvimento, levantando reflexões e questionamentos que as incentivem a crescer e conquistar ainda mais o mercado de trabalho. Esta, porém, não é uma regra e o evento pode — e deve — ser totalmente ajustado ao contexto empresarial em questão.

A escolha cuidadosa do palestrante é essencial para o sucesso do evento, bem como o alinhamento dos objetivos a serem alcançados por meio da palestra de liderança para mulheres. Consulte um palestrante profissional para saber mais sobre as vantagens de investir em sua equipe feminina.