Você tem amigos? [liderança versus/ou com amizade]

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Você tem amigos?

você tem amigos?

por Alda César.

Quero começar este texto, disponível no sítio Pensador, com uma publicação de um autor desconhecido:

Amizade

Você tem amigos? Em caso positivo, então sabe o quanto é importante ter amigos verdadeiros. Muito já se falou desses tesouros chamados amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor.

Quando não se é rico, nem importante, nem famoso, é fácil saber quem são os amigos. Pois, em tese, não têm outro motivo para uma aproximação, que não seja a amizade pura e simples. O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas. Pois aí poderá haver aproximações movidas por interesses e conveniências nem sempre baseados na amizade sincera.

É comum que pessoas famosas, muitas vezes, se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém em quem possam confiar incondicionalmente. A verdadeira amizade está acima de qualquer valor financeiro. Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda.

E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel. De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não pudesse contar suas alegrias a um amigo. De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar.

Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais pobre da face da terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade. Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira das pessoas que se estimam.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. A amizade pura é uma flor que nunca morre. Para tê-la, você precisa aprender a ser amigo.

Afinal o que significa amizade?

“A amizade ocupa um lugar fundamental em nossas vidas. Ela é tão importante como a necessidade do ser humano de se alimentar e descansar por exemplo. A amizade perfeita apenas pode existir entre os bons.” Aristóteles 

você tem amigos?

“A Escola de Atenas”, do pintor italiano Rafael; ao centro, os filósofos gregos Platão e Aristóteles (Aristóteles apontando para cima, clara evidência sobre a teoria das idéias).

Aristóteles (384 – 322 a.C) foi quem buscou aprofundar o sentido desta relação para a vida como um todo. Por isso pode nos ajudar a responder a essa pergunta. Ele afirma que a amizade (philia) é “sumamente necessária à vida”. Mesmo para aqueles que possuem muitos bens, pois a prosperidade nada é sem o “ensejo de fazer o bem”. Bem que consiste na “prática de ações nobres”.

“Quando os homens são amigos não necessitam de justiça.” Aristóteles

Cultura grega

A cultura grega influenciou o ocidente, não só na linguagem, mas em seus mitos e culturas. Os filósofos gregos estudaram sobre diversas questões, como política, beleza, verdade, vida, conhecimento, amor e amizade.

Apesar de Platão ter escrito em seus diálogos sobre a amizade (no Lisias), quem mais se destacou foi seu discípulo Aristóteles. No livro ética a Nicômaco, Aristóteles dedica os seus livros IX e X para falar sobre o tema.

Para o filósofo, “A amizade é uma virtude, além de ser algo extremamente necessário para a vida.” De fato, ninguém gostaria de viver sem amigos, mesmo que ele possuísse todos os outros bens.

Amizade é uma palavra que evoca uma relação de confiança. Mas o filósofo parece ir mais além disso e, a fim de alcançar esse sentido, reconhece que a amizade é uma relação de amor.

No entanto, pode-se falar acerca da existência de tipos de amizade em Aristóteles. As formas de amizade relacionam-se com o objeto de amor ou “coisas estimáveis”. Com respeito a cada uma delas existe um amor mútuo, e os que amam desejam-se bem a respeito daquilo porque amam. Para o filósofo, a amizade pode basear-se na utilidade ou no prazer ou no bem (denominando assim, os tipos dessa relação).

Na modernidade

Três grandes pensadores já discutiram a concepção de amizade: Montaigne, Voitaire e Kant.

Podemos definir nesse contexto de modernidade como um conjunto de transformações culturais, políticas e econômicas que tem início a partir do século XV e se estende até o século XVIII.

amizade3Montaigne dedicou um capítulo inteiro a amizade a seu amigo Etienne de La Boëtie.

Para Montaigne, entre pais e filhos não pode haver amizade, mas somente respeito. Assim como também não se pode confundir amor e amizade.

Para Voltaire: “A amizade sempre me pareceu a primeira de todas as virtudes, porque é a primeira de nossas consolações”. “Fazer amigos para vencê-los é como construir monstros para combatê-los; é mais natural, mais razoável e mais humano fazer amigos”. amizade4

Em seu livro Ingênuo, Voltaire afirma: “A leitura dilata a alma, mais um amigo iluminado a consola”. E no seu Dicionário Filosófico, publicado em Genebra em 1764, o verbete Amizade registra: “é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas”.

Foi em Lições de Ética que o filósofo alemão Immanuel Kant disse que na amizade o homem se ocupa ao mesmo tempo da felicidade própria e alheia.

amizade5

Distinguindo aqui três formas diferentes de amizade – aquelas decorrentes da necessidade, aquelas fundamentadas no gosto ou intensão e aquelas baseadas no sentimento de intenção – Kant afirmou que a amizade é a superação da ética da busca individual da felicidade. É o máximo do amor recíproco.

De qualquer maneira, encontramos na história da filosofia vários pensadores que apontam a importância da amizade.

O amigo

É o amigo que nos alerta, quem nos provoca a pensar. É também um amigo quem compartilha conosco suas histórias, seu modo de ser, seu cuidado, seu riso.

amizade6

Amizade é uma relação afetiva entre indivíduos.

É o relacionamento que as pessoas têm um afeto e carinho por outra, um sentimento da reciprocidade do afeto, de uma ajuda mútua, compreensão e confiança.

Ela pode ter diversas origens, como: o colégio, a faculdade, o trabalho, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontade. E em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração. Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

“O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade”. (Provérbios 27:9)

amizade7

Será utopia?

Para alguns, a amizade verdadeira pode ser considerada como uma utopia. Em face de um mundo globalizado, onde as pessoas atropelam seus interesses por uma amizade, pensando mais em si que no próprio amigo, prejudicando a relação.

Você tem amigos?

Se faz necessário falarmos da virtualidade atual. Nas redes sociais, por exemplo o Facebook, ser amigo é ter sido aceito na página de alguém. Nessa circunstância, a amizade pode ser superficial. Mas por outro lado, certos encontros podem se tornar sólidos, duradouros e, inclusive, escapar da barreira virtual. Tudo é relativo! As redes sociais podem tanto abrir ou fechar portas.

Reações físicas

O médico especialista e pesquisador Ricardo Monesi, professor do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, relata que o cérebro trabalha tão intensamente quanto a língua; a amizade envolve não apenas o contexto social, mas também o biológico e o psicológico. “Essas três dimensões estabelecem relações multidirecionais, ou seja, interagem mutuamente”.

Ele conclui afirmando: ao se relacionar com outra pessoa ou com um grupo, as sensações se traduzem em benefícios no organismo, através da liberação de substâncias que, além da sensação do prazer, ajudam em fatores como o fortalecimento do sistema imunológico e na diminuição da dor.

“O corpo libera os neurotransmissores, como dopamina, serotonina e endorfina, que oferecem sensação de bem-estar e que às vezes é tão intensa, que podem reduzir os níveis de dor, trabalhando como analgésicos, detalha Monezi.

Além disso, as relações sociais são capazes de reduzir a liberação de hormônios relacionados ao estresse, como a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol, consequentemente diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e fortalece as defesas do organismo.

Monezi lembra: ter amigos pode trazer benefícios no âmbito psicológico, reduzindo a ansiedade; melhora também nos quadros depressivos. No lado social, a amizade ajuda na redução das violências sociais, conclui o especialista.

Você tem amigos?

Conclusão

Amigos são importantes porque todos precisamos saber que somos apreciados, queridos e até amados por aqueles que escolheram ser nossos amigos entre todas as pessoas do mundo.

A amizade é uma escolha. É esse processo de compartilhamento de seus valores e sentimentos que faz a amizade durar. Se faz necessário fortalecer o emocional e ser compreensivo.

No início, a proximidade é importante, porém, amizades fortes sobrevivem mesmo com a distância.

Escolha bem seus amigos e não confunda coleguismo com amizades.

“É melhor ter a companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, um amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre um homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” Eclesiastes 4:9-10

Referências

Pensador.

Filosofia no Caminho.

Carolina Samorano e Juliana Contaifer.

Cinco motivos pelos quais sua marca pessoal é importante

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Cinco motivos pelos quais sua marca pessoal é importante

Cinco motivos pelos quais sua marca pessoal é importante

“SUA MARCA PESSOAL É O QUE OS OUTROS DIZEM DE VOCÊ QUANDO VOCÊ SAI DA SALA”. – JEFF BEZOS

Eu estava almoçando com um casal de amigos recentemente, saboreando um bom hambúrguer com batatas fritas. Quando o garçom veio anotar nossos pedidos de bebida, sorri e pedi uma Diet Coke.

“Diet Pepsi ficaria bem?”

Suspiro…

‘Ok’ é provavelmente a melhor palavra para o que eu estava pensando naquele momento. Eu sou um bebedor de Coca, sempre fui. Beberei Pepsi de vez em quando, mas não como primeira escolha.

Quando alguém oferece Pepsi como alternativa à Coca, é um pouco decepcionante. A imagem que a marca Coca carrega é importante para mim – ela transmite um sabor melhor, um pouco mais de pegada, uma qualidade superior.

“Claro … uma Diet Pepsi está bem.”

A marca é importante.

Quer você esteja falando sobre computadores Apple, relógios Breitling ou produtos da Coca-Cola, como uma marca é percebida é importante. Isso cria valor. E quanto maior o valor percebido, mais receita a marca gera.

Então, por que deveria ser diferente para você?

Sua marca de líder pessoal não deveria ser sinônimo de desempenho de qualidade?

Você não quer que seu nome seja o primeiro na mente de um líder sênior em oportunidades de carreira e atribuições? Não quer ser visto como alguém que agrega valor a qualquer equipe de liderança?

No entanto, a maioria de nós ignora nossa marca líder.

E devemos conhecê-la.

Quer você perceba ou não, você já tem uma marca líder. Você a leva para onde quer que vá. Ela engloba tudo sobre você:

  • valores;
  • ética de trabalho;
  • experiência;
  • estilo; e
  • uma infinidade de outras facetas de sua personalidade.

É um reflexo da sua reputação.

Ou, parafraseando o fundador da Amazon, Jeff Bezos, é o que as pessoas dizem quando seu nome é mencionado.

Mas você não o administra como uma marca. Você trabalha muito, tem orgulho do seu trabalho e acredita que o boca a boca servirá como seu cartão de visita profissional.

Isso funciona para algumas pessoas.

Mas geralmente isso não acontece.

Pense nisso e você poderá nomear rapidamente um punhado de colegas excepcionalmente talentosos que nunca alcançaram seu potencial profissional. Talento não reconhecido é o ponto alto de uma piada realmente ruim. E você realmente não quer que sua carreira seja uma piada.

Este é o ponto em que alguns de vocês balançam a cabeça e dizem:

“Por que isso importa? Minha ética de trabalho fala por si. Meu chefe cuidará de mim. ” Sim … realmente não funciona assim. Isso pode fazer você se sentir bem, mas não vai te levar longe.

SE VOCÊ PERCEBE OU NÃO, VOCÊ JÁ TEM UMA MARCA DE LÍDER.

Reconhecer sua marca líder é um primeiro passo importante para assumir o controle de sua própria marca. Descubra. Bom ou ruim, é a sua marca. Você pode controlá-la ou ceder o controle a outros. É uma escolha.

O que sua marca faz por você?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares.

Não gerenciada, sua marca faz pouco por você. Mas com algum planejamento cuidadoso e esforço concentrado, sua marca líder pode fazer cinco coisas muito importantes para ajudá-lo a traçar e controlar sua carreira profissional:

1. Controle e potência da imagem.

Conforme você descasca a cebola de sua marca de líder pessoal, a primeira coisa que você descobrirá é que provavelmente permitiu que outros controlassem sua marca por você.

Temos a tendência de forçar o máximo que pudermos e, quando chegar a hora, pedir que outras pessoas nos digam como estamos. Se não ganharmos o reconhecimento que achamos que merecemos, colocamos nossos narizes de volta na pedra e continuamos a moer.

Pode haver um pouco de troca, alguma negociação básica, mas geralmente a fórmula permanece inalterada. O problema com essa abordagem é simples:

em uma profissão que carece de um verdadeiro sistema de gestão de talentos, tendemos a – como escreveu o ex-oficial da Força Aérea Tim Kane – sangrar o talento. E você não quer fazer parte desse sangramento.

Controlar sua própria marca se traduz em poder.

Porque este é o ponto em sua carreira em que você para de permitir que outros definam sua marca. É tão libertador quanto fortalecedor.

E tudo se resume a uma decisão sua de assumir o controle de sua marca líder.

2. Identidade e diferenciação.

A marca pessoal começa com a identidade – quem é você e o que traz para a organização?

Lembre-se, em uma profissão onde a uniformidade é frequentemente valorizada em relação à individualidade, a diferenciação é a chave para uma marca líder.

  • O que te faz especial?
  • O que você faz melhor do que ninguém?
  • O que faz de você um “cara”?

Essas são perguntas importantes para se perguntar e ainda mais importantes para responder.

Normalmente, permitimos que outros definam o que nos diferencia, escrevendo nas entrelinhas das avaliações de desempenho. O que realmente importa quando alguém observa que você é “um cara de equipe” ou que sua “integridade está acima de qualquer reprovação”? Você não prefere ser “a força motriz por trás de uma mudança positiva” ou “o líder mais inovador da organização”?

Uma grande parte de assumir o controle de sua marca líder é defini-la você mesmo. Você a define, você a descreve, você a entrega.

Você decide o que constitui sua marca pessoal, não outra pessoa.

3. Autoconsciência e reflexão.

Uma marca pessoal possui uma certa qualidade yin-yang:

  • identidade de marca (como você se vê); e
  • imagem de marca (como os outros o veem).

Quando esses valores estão desequilibrados, os resultados podem ser tão cômicos quanto trágicos.

Todos nós conhecemos pessoas que estão completamente desligadas de como os outros as percebem. Elas colocam uma fachada e se escondem atrás dela, alegremente ignorantes ou em estado de negação. Elas não têm autoconsciência ou simplesmente não se importam com a forma como os outros as percebem, o que não é uma coisa boa.

Assumir o controle de sua marca líder requer uma jornada pessoal de autoconsciência e reflexão.

Identificar e focar em seus pontos fortes é uma coisa. Reconhecer e lidar com suas fraquezas é outra.

Amigos e mentores de confiança são essenciais para esse processo, pessoas que oferecem feedback e conselhos francos e honestos.

Este é provavelmente o aspecto mais difícil do processo de branding pessoal, porque envolve confrontar percepções suas que podem não ser agradáveis. Mas gerenciar sua marca de líder pessoal significa reconhecer a lacuna entre a identidade de sua marca e sua imagem de marca.

Deixe seu orgulho na porta. Você precisa disso.

4. Visão e definição de metas.

Em última análise, controlar sua marca líder o ajuda a alinhar sua visão com seus objetivos pessoais e profissionais.

Para aqueles que gerenciam suas carreiras por meio de uma estratégia deliberada (um plano de “cinco anos”, por exemplo), incluir elementos de marca pessoal no design é uma questão relativamente simples.

Para os que tendem a gerenciar suas carreiras de uma maneira mais “despreocupada”, assumir o controle de sua marca de líder pode envolver algum esforço adicional.

Em ambos os casos, gerenciar sua marca o ajudará a focar seus objetivos em uma imagem de marca que você controla, estabelecendo a base para seu sucesso a longo prazo. Pode dar algum trabalho para chegar lá.

5. Visibilidade e presença.

Por fim, assumir o controle de sua marca de líder pessoal tem o potencial de mudar fundamentalmente a forma como os outros o veem.

Defina suas metas de maneira adequada, desenvolva um plano de ação para construir sua marca, e o resultado deve aumentar sua visibilidade e presença significativamente.

Isso pode ser positivo ou negativo, dependendo de quão realista você é com sua marca de líder pessoal, de quão honesto você é com sua própria autoavaliação.

Os resultados que você alcançará serão consistentes com a quantidade de esforço que você dedica para definir e entregar sua marca. Se você fizer o esforço adequado, os resultados serão positivos.

Sua marca de líder pessoal é importante. Para você, pode ser a diferença entre um computador Apple e um Gateway, entre um Breitling e um Timex.

Profissionalmente, sua marca é o que abre portas para você, o que abre oportunidades que podem definir sua carreira.

Assumir o controle dessa marca significa assumir o controle de sua carreira e de seu futuro. No final das contas, a decisão é sua: você quer decidir o seu futuro ou quer que outra pessoa faça isso por você?

Referência(s)

Steven M. Leonard – Five Reasons Why Your Personal Leader Brand Matters

Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

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Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

Tentar permanecer otimista está fazendo mais mal do que bem

Chega de FONO. Como reconhecer e quebrar o hábito da “positividade tóxica”.

Quando seu paciente começou a falar sobre notas médicas, a neuropsicóloga Judy Ho decidiu intervir.

Seu cliente, um empresário extremamente bem-sucedido, era rico, tinha um casamento feliz e era bem visto por seus colegas. O problema eram os dias em que ele se sentia deprimido e abatido, mas incapaz de admitir isso.

Para o paciente, a única maneira de lidar com isso era regredir, como um colegial, e buscar a permissão de um médico para se reagrupar.

“Ele sabia que não estava doente, mas iria entrar e inventar algo”, diz Judy, “só para poder tirar um dia de folga e ficar bem consigo mesmo”.

Ela reconheceu que o paciente estava sofrendo de um mal-estar contemporâneo crescente.

“Ele sempre teve que demonstrar seu valor para as pessoas”.

Ele pensava:

‘Devo transmitir esta imagem de sucesso e uma vida feliz que todos passaram a conhecer sobre mim, e não quero jamais mudar essa imagem’.

Isso é positividade tóxica.

Chame isso de FONO (Fear Of Negative Outcomes) ou medo de uma perspectiva negativa. Também conhecido como “positividade desdenhosa”, é expresso como uma alegria forçada, não importa o quão ruim as coisas estejam.

Redes sociais

Você vê isso no Instagram, onde o filtro afetivo é sempre otimista. Ouve isso do instrutor da academia exortando você a suar mais, a despeito da dor. Essa positividade está em todo lugar, é onipresente. Afinal, ela “está dentro de nós“. Você pode até reconhecê-la no chefe que insiste para que os colegas comecem todas as reuniões do Zoom compartilhando uma boa notícia para ajudar a manter o humor alegre em meio à escuridão.

Pense nessa mentalidade como aquela que responde a toda ansiedade ou tristeza humana com otimismo intransigente.

Ele pode ser encontrado em frases que começam com as palavras negativas “pelo menos”, que são seguidas por uma sugestão de que, por pior que você esteja se sentindo, pelo menos você tem muitas outras coisas que devem compensar e superar isso.

Mesmo a insistência opressiva de que devemos amar nosso corpo, não importa o que aconteça, pode levar à intolerância otimista, sugerindo que não é certo querer trabalhar nas dobras da barriga ou nas rugas de expressão.

O FONO pode impulsionar qualquer autoconfiança delirante, sejam políticos tentando escapar dos fracassos da Covid-19 com chavões sobre força ou vendedores ambulantes vendendo uma chance de progredir.

As pessoas comuns, em busca de inspiração e segurança, tornaram-se os alvos principais desses vendedores de entusiasmo.

A filiação à International Coach Federation, órgão de coaching de vida, aumentou de quase 4.700 no mundo todo em 2001 para mais de 41.000 hoje.

A ‘esteira de conquista’

Pessoas bem-sucedidas são as mais propensas a cair nessa forma de pensar, diz Naomi Torres-Mackie.

Como chefe de pesquisa da Mental Health Coalition e psicóloga praticante no Lenox Hill Hospital de Nova York, ela trabalha extensivamente com pacientes presos no que ela chama de “esteira de conquistas”. É aí que a dúvida e a reflexão são postas de lado em favor de um espírito entusiasta e ativo.

Veja o financista recém-casado que ela tratou.

No auge de sua carreira, seu único problema identificável era a insônia. Enquanto trabalhava com Torres-Mackie, o Wall Streeter reconheceu que a causa era sua fixação em como ele se comparava aos outros.

As únicas perguntas que ele se perguntou foram:

‘Quanto sucesso estou tendo e o que meu chefe está pensando?’, diz ela.

“Ele estava tão focado em criar uma imagem perfeita, feliz e positiva, que não deixou espaço para processar e digerir as coisas difíceis.”

Só depois de deitar à noite essas preocupações viriam à tona e o manteriam acordado. Seu tratamento depois se concentrou em quebrar a conexão que ele estabeleceu entre parecer feliz e ser bem-sucedido.

Para a geração atual, as origens dessa positividade emocional estão na década de 1990, quando o então presidente da American Psychological Association, Martin Seligman, postulou que o pessimismo é um comportamento aprendido. Portanto, ele pode e deve ser evitado.

“Alguns dos melhores momentos da vida, quando você realmente se sente bem, são cheios de emoções misturadas”

Essa observação se transformou em best-sellers como O Segredo, publicado pela primeira vez em 2006 pela executiva da TV australiana que se tornou autora, Rhonda Byrne.

Ele foi popularizado depois que Oprah Winfrey defendeu seu ethos.

Cultura organizacional

Essa bíblia revolucionária foi essencialmente construída com base em afirmações de que o poder do pensamento positivo forneceria tudo o que você quisesse, seja um bebê ou um Mercedes-Benz.

A cultura corporativa contemporânea exacerba essas tendências.

Antes da pandemia, os funcionários eram incentivados a ficar felizes porque trabalhavam em um escritório, talvez, com mesas de pingue-pongue e almoços grátis. Agora, em um mundo que trabalha em casa, eles são incentivados a serem gratos simplesmente por ter um emprego.

Whitney Goodman, psicoterapeuta em Miami, explica que esses locais de trabalho criam um beco sem saída, onde os funcionários não são capazes de levantar preocupações por medo de não serem vistos como um trabalhador de equipe ou dignos de uma promoção. Preso a preocupações não expressas, é mais provável que falhem no final.

Relatórios clínicos reforçam sua tese. Um estudo de 2018 publicado no Journal of Personality and Social Psychology ecoou pesquisas anteriores ao descobrir que as pessoas se sentiam mais tristes quando se esperava que ocultassem tais emoções.

Brett Ford, professora de psicologia da Universidade de Toronto e uma dos autores do estudo, diz que viver com a positividade tóxica requer desviar o olhar dos problemas, ao invés de encarar os sentimentos antigos desconfortáveis.

“Observe-os, deixe-os em paz, tente não afastá-los”, diz ela, “e eles passarão. As emoções devem ser experiências de vida relativamente curta.”

Então, como lidar?

Judy Ho, a neuropsicóloga, tem uma sugestão inesperada para ajudar a calibrar uma perspectiva Poliana: uma sessão assistindo Divertida Mente (Inside Out) da Disney-Pixar, que anima e dramatiza emoções humanas.

“Um dos melhores antídotos para a positividade tóxica é reexaminar seu sistema de valores e entender que alguns dos melhores momentos da vida, quando você realmente se sente bem, são cheios de emoções confusas”, diz ela. “E é isso que devemos abraçar como seres humanos.”

Junto com você, permitir que os outros expressem negatividade também é vital.

Elimine as palavras “pelo menos” de seu vocabulário emocional, recomenda Judy Ho, e concentre-se na escuta reflexiva. “Repita o que você acha que ouviu, sem adicionar nada a isso. Você nem sempre tem que fazer um curativo ou perguntar, ‘O que eu posso fazer?’ ”

Não é nenhuma surpresa que Byrne também retorne agora. Sua sequência, O Maior Segredo, foi lançada em novembro. A sinopses recomendam a leitura do livro, e você poderá remover toda a negatividade. – Como se isso devesse ser um objetivo central na vida. (Mais de 80% das avaliações de usuários da Amazon.com deram cinco estrelas.

“Este ano, com crise após crise, voltamos às formas instintivas de enfrentamento que nos incutiam desde tenra idade – que precisamos ser positivos para superar isso”, diz Goodman.

“É verdade que precisamos ter alguma consciência de que isso não vai durar para sempre, mas também temos que atentar para o fato de que, bem, isso não é normal.”

Referência(s)

Mark Elwood -Trying to Stay Optimistic Is Doing More Harm Than Good.

Olhar pra frente mas sem esquecer do passado

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Olhar pra frente mas sem esquecer do passado

Olhar pra frente mas sem esquecer do passado

Esperamos um melhor 2021, mas os anos passados nos ajudaram a crescer.

por Ronaldo Lundgren.

Final do ano se aproxima. Ano complicado. Para o mundo todo e todo mundo. É momento de renovar os planos. Isto ajuda a restabelecer a esperança, a força e a coragem para prosseguirmos na caminhada.

Deve-se olhar pra frente tendo o cuidado de não esquecer o passado.

É este passado que reforça as crenças e os valores que cada um de nós cultua. As mudanças que precisam ser feitas para conquistar os objetivos futuros se baseiam nessa história já vivida.

Quando se analisa o ano que finda, é possível agrupar as principais coisas que aconteceram em nossas vidas em 3 grupos de acontecimentos:

  1. Perdas;
  2. Realizações; e
  3. O que melhorar.

Se, em 2020, você teve

  • parentes próximos que venceram a Covid-19;
  • outros que perderam a batalha;
  • demissão do emprego ao qual tanto se dedicava;
  • afetada sua estabilidade emocional por conta do afastamento social ou das intrigas políticas;
  • trabalho no estilo “home office”, que lhe forçou uma convivência intensa em casa; e/ou
  • oportunidades que se abriram e você agarrou pelo menos uma delas.

É momento de reavaliar suas crenças a partir de como você reagiu a cada um desses principais acontecimentos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Coaching, as crenças consistem em 3 tipos:

  • crenças sobre identidade;
  • crenças sobre capacidade; e
  • crenças sobre merecimento.

Se houve uma perda, em que você se apoiou para buscar forças e prosseguir na jornada? Em que você acreditou? Foi em Deus, nos laços familiares, em amigos, em sua própria capacidade?

E no caso de suas realizações? Quais suas crenças nesses momentos de conquista? Foi em você mesmo, nos companheiros que ajudaram, na sorte que teve, em Deus?

As suas crenças

Crenças são os pensamentos (geralmente inconscientes), embebidos em sentimentos, que temos sobre a realidade. E estes pensamentos podem ser limitantes ou empoderadores.

Após listar suas crenças para cada acontecimento importante de sua vida em 2020, procure identificar onde você foi mais forte e onde foi mais fraco. Onde pode melhorar?

Será que você deixou de considerar alguma de suas crenças que poderiam lhe ajudar?

Liste suas crenças. Medite sobre cada uma delas.

Agora, comece a olhar pra frente. Para 2021. Quais serão seus objetivos? Definir os objetivos a partir daquilo que você acredita é fundamental para alcançá-los.

Fred Graef afirma que

“as nossas crenças são os maiores limitadores para atingirmos o que desejamos. […] tudo o que desejamos ser, fazer ou ter na vida, e ainda não somos, não fazemos ou não temos, é por causa de nossas crenças”. 

Olhar pra frente

Com suas crenças entendidas, planeje seus desejos para 2021. Você terá mais chance de atingir cada um dos objetivos traçados. Nos momentos difíceis, aparecerá uma força interior que você nem sabia que tinha. São suas crenças lhe apoiando.

Feliz ano novo.

Referência(s)

Instituto Brasileiro de Coaching.

Fred Graef.

Poder versus força: como conseguir o que deseja

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Poder versus força: como conseguir o que deseja

Poder versus força

Você já percebeu que quando está um pouco ansioso para obter um resultado, esse resultado escapa de você?

Você precisa ter o desejo de um resultado para se esforçar para tentar alcançá-lo, mas se você forçar demais a situação, não conseguirá o que deseja.

Ou você vai conseguir, mas vai pagar um preço muito alto no processo.

Todos nós temos nossa versão do que chamaríamos de uma vida boa e todos almejamos algum nível de autorrealização. Em nossas vidas, temos diferentes motivações para nossas ações.

Não há uma resposta perfeita para chegar a esse ponto, nem as motivações por trás de suas ações são certas ou erradas, mas tendem a produzir certos resultados.

Você opera principalmente a partir de duas fontes – poder ou força.

Vamos dar uma olhada mais profunda no conceito e falar sobre as motivações que orientam seu comportamento.

Compreendendo os níveis de consciência

No livro Power vs. Força de David Hawkins, ele discute diferentes níveis de consciência. Cada nível possui um conjunto diferente de crenças e comportamentos.

Ele costuma falar literalmente sobre esses níveis. Para mim, os níveis servem apenas como um guia útil para a compreensão do comportamento humano. A compreensão de cada nível pode ensiná-lo por que você faz as coisas que faz. Você deseja sair de um local de operação por meio da força e, em vez disso, usar o poder.

Confira como são esses níveis:

Nível de Consciência Escala Emoção Visão de Vida
Iluminação 700 – 1000 Indescritível Eu sou
Paz 600 Felicidade Perfeito
Alegria 540 Serenidade Completo
Amor 500 Contemplação Benigno
Razão 400 Compreensão Significativo
Aceitação 350 Perdão Harmosioso
Boa vontade 310 Otimismo Esperançoso
Neutralidade 250 Lucidez Satisfatório
Coragem 200 Determinação Possível
Orgulho 175 Desprezo Exigente
Raiva 150 Ressentimento Antagônico
Desejo 125 Cobiça Desapontado
Medo 100 Ansiedade Assustado
Tristeza 75 Arrependimento Trágico
Apatia 50 Desespero Desesperançoso
Culpa 30 Remorso Infortúnio
Vergonha 20 Humilhação Miserável

Cada nível tem um nome, pontuação, emoção e visão. Leia-os e verá que fazem sentido em um nível intuitivo.

Se você olhar para de baixo para cima, parece que alguém se eleva para alcançar todos os seus objetivos, chegando a um nível mais alto de compreensão, amor pelos outros e, em última instância, total desapego a qualquer coisa.

Sempre argumentei que passar pelo processo de ascensão é mais fácil e melhor do que tentar mediar seu caminho para a bem-aventurança. Especialmente quando se trata de subir acima dos degraus inferiores.

A maioria das pessoas passa a vida nesses níveis baixos.

O que as notícias dos jornais nos mostram? Medo, indignação, raiva.

Olhe nos olhos de muitas pessoas quando estão indo para o trabalho e você verá apatia.

Por que vivemos em um mundo materialista? Porque precisamos preencher um vazio.

Poucas pessoas superam esses níveis baixos. Mas você pode. Vamos falar sobre como.

Força: como chegar ao poder

Se você já leu meus artigos, sabe que tenho uma tendência a cutucar você. Algumas pessoas consideram minha escrita rude ou agressiva. Eu uso esse estilo porque parece ser a melhor maneira de inspirar as ações certas.

É um estilo forte.

Assisti a um vídeo cuja mensagem era sobre o processo pelo qual as pessoas passam quando estão tentando ter sucesso. É como se as pessoas entrassem em uma “caverna escura” e, com o intuito de fazerem algo por si mesmos, aceitam se machucarem e sentirem dor.

Muitos entram na caverna porque precisam.

Eles precisam porque sentem o peso de estar abatidos.

Entrei na caverna porque me sentia deprimido. Minha vida era uma droga e eu queria mudar isso. Comecei a mudar, me forçando a melhorar.

Passei por alguns dos diferentes níveis neste caminho:

Raiva

Eu estava chateado por ter deixado minha vida chegar a um ponto tão baixo. Então, decidi mudar.

A raiva pode ser uma emoção útil se tirar você de um estado apático.

Se você não está onde gostaria, provavelmente não vai se sentir inspirado de repente. Use a raiva se for necessário.

Desejo

Eu queria os números, o dinheiro, o status etc.

Por mais que digamos que odiamos uma “curtida de página” e anúncios enganosos, eles nos atraem porque somos governados pelo desejo.

Tudo bem. Novamente, você pode usar o desejo como um trampolim.

Orgulho

Pelo menos com orgulho, embora forte, você está colocando seu peito para cima e enfrentando o mundo.

É o último nível de força antes de você começar a chegar ao poder.

A força

Você não quer depender inteiramente da força para conseguir o que deseja, mas é importante entender a natureza dela. Conforme você cresce e aprende, pode contrastar esta maneira de ser e, em vez disso, tornar-se poderoso.

Algumas das características comuns da força são:

Manipulação

Novamente, é por isso que algumas pessoas temem o sucesso. Você tem aversão a sentir que precisa enganar as pessoas para progredir.

Coerção

Semelhante à manipulação, quando você está se esforçando muito para conseguir o que deseja, você compromete alguma parte de si mesmo no processo.

A própria sociedade é o maior exemplo desse comportamento forçado e coercitivo.

Carência

Há uma diferença sutil entre querer que algo aconteça e precisar que aconteça. No minuto em que você fica carente de um resultado, ele se afasta ainda mais.

Insegurança

Se você estivesse seguro de quem você é como pessoa, então não se importaria com os resultados de qualquer maneira. Se você está tentando forçar algo a acontecer, está dizendo a si mesmo que precisa do resultado para lhe dar algo que você ainda não tem.

Tomando

Tudo isso se sobrepõe um pouco, mas a força vem da atitude de que você está tentando “pegar o que é seu” em vez de obter ótimos resultados por meio de reciprocidade.

—–xxx—–

Eu não estou defendendo a força. Estou explicando como funciona.

A força tem uma reação contrária a ela. Você pode conseguir o que deseja com a força, mas terá cicatrizes por causa disso. Eu certamente tenho algumas.

Olhando para trás, percebi que poderia ter alcançado o que queria sem as emoções extras associadas a isso.

Tire suas próprias conclusões. Porém, tente entender as motivações por trás de suas ações enquanto você as age.

Poder: como atrair o que você deseja sem forçar a situação

Não leva uma eternidade para alcançar um lugar mais poderoso em sua vida.

Na verdade, isso aconteceu comigo no início. Honestamente, minhas motivações foram sempre fortes e poderosas. O mesmo acontecerá com você, se e quando decidir fazer sua própria peregrinação.

Eu queria uma vida melhor.

Talvez no começo eu quisesse por motivos egoístas. Parte de mim ainda quer coisas por motivos egoístas. Mas, à medida que mergulhei no processo de aprender como melhorar minha vida e comunicar meus pensamentos, minha energia mudou.

Pela primeira vez em muito tempo estava curioso e, mais importante, pronto. Eu estava conseguindo novas realizações. E compartilhando meus pensamentos, aprendi a ter uma melhor compreensão do mundo.

Você passará por estes níveis se fizer uma peregrinação também:

Coragem

Essa é a centelha inicial.

Você bate o pé e diz a si mesmo que está pronto. Aconteceu comigo um dia, quando gritei ao acaso no meu quarto, dizendo a mim mesmo que desta vez era diferente.

Isso funcionou.

Neutralidade

Neste ponto você está acomodado e entende que depende de você. Se você confiar em si mesmo, pode fazer as coisas acontecerem.

Vontade

Esta é a fase em que você se compromete de verdade com o seu próprio crescimento pessoal e autoaperfeiçoamento. Eu li cerca de 75 livros no primeiro ano de ‘meu caminho’. Eu queria respostas, então fui procurá-las.

Característica do poder

Você atinge um estado de poder quando consegue o que deseja por causa de quem você é.

E o poder não se trata apenas de conseguir o que você deseja.

É sobre ser poderoso em geral, que é um estado de abertura em que você enfrenta o mundo de uma forma que deixa todos melhor.

Algumas das características comuns de poder são:

Autocontrole

Você se esforça para administrar seu próprio comportamento, crescimento e tomada de decisões, em vez de culpar as circunstâncias pelos seus resultados.

Segurança

À medida que você melhora diferentes áreas de sua vida, sua mentalidade e confiança melhoram, o que o torna mais atraente. Você desenvolve um ar sobre você que vem de saber que você é competente.

Atração

Quando você está confiante e não se importa com os resultados, os resultados vêm para você.

Quando comecei a escrever, lançava diferentes publicações na esperança de que me aceitassem. Anos depois, quando eu estava confiante em minhas habilidades e tinha minha própria plataforma, essas mesmas publicações me alcançaram.

Apresentação

Em vez de tentar convencer os outros da sua causa, você simplesmente se expõe sabendo que alguns vão aceitar e outros não.

Dar

Você percebe que conseguir o que deseja vem do processo de ajudar outras pessoas a conseguirem o que desejam.

Fiquei mais poderoso porque fiz coisas que me fascinaram acima de tudo.

Eu amo aprender. Amo compartilhar meus pensamentos. Se as pessoas pensam que sou “autêntico”, provavelmente é porque estou fazendo o meu melhor simplesmente para compartilhar a verdade como a vejo, nada mais.

Eu não posso forçar você a ler meus artigos. Eu só posso publicar meu melhor trabalho e ver o que acontece.

Isso é o que o poder ensina a você.

Passamos muito tempo em nossas cabeças – com medo, com raiva, governados por desejos, cheios de culpa e vergonha.

Se cada indivíduo na sociedade apenas se concentrasse em sua própria autorrealização, todos os nossos problemas desapareceriam.

Já que isso não vai acontecer, a próxima melhor coisa que você pode fazer é seguir seu caminho.

Aprenda você mesmo

Definitivamente, leia o livro.

Então, quando você estiver tentando navegar em sua vida, tente ficar consciente de onde suas motivações estão vindo e se você está ou não vindo de um lugar de poder ou força para chegar lá.

A questão não é interpretar essas ideias de “níveis de consciência” literalmente. Em vez disso, entenda de onde você está operando. Faça o que for preciso para, com mais frequência, chegar ao ponto certo de onde você está vindo.

Você é um ser humano completo. Isto significa que você tem uma combinação de motivações.

Força não é “ruim”. Por si só, é apenas um paradigma a partir do qual as pessoas operam. Às vezes, você precisará usá-la. Muitas vezes, você não aprenderá lições úteis a menos que as use.

O objetivo final é o poder. Mas, você percebe que alcança o poder ao não buscá-lo em primeiro lugar. Você apenas sobe os níveis com mais sensação de facilidade.

Existem contradições e paradoxos em todo este post. Mas a vida também está cheia de contradições e paradoxos.

Posso ter certeza quando digo que é melhor você seguir viagem em vez de não fazer nada. Veja por si mesmo.

Veja se você pode se tornar poderoso.

Referência(s)

Ayoedji Awosika – Power Vs Force: How to Get What You Want Without Being Needy

Descobrindo sua liderança autêntica [desenvolvendo a si mesmo]

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Descobrindo sua liderança autêntica

Descobrindo sua liderança autêntica

Todos nós temos a capacidade de inspirar e capacitar os outros. Mas devemos primeiro estar dispostos a nos dedicar ao nosso crescimento e desenvolvimento pessoal como líderes.

Nos últimos 50 anos, os acadêmicos de liderança realizaram mais de mil estudos na tentativa de determinar os estilos, características ou traços de personalidade definitivos dos grandes líderes.

Nenhum desses estudos produziu um perfil claro do líder ideal. Obrigado Senhor.

Se os estudiosos tivessem produzido um estilo de liderança padrão, os indivíduos estariam sempre tentando imitá-lo. Eles se transformariam em personagens, não em pessoas, e outros veriam através deles imediatamente.

Ninguém pode ser autêntico tentando imitar outra pessoa.

Você pode aprender com as experiências dos outros, mas não há como ter sucesso quando você está tentando ser como eles.

As pessoas confiam em você quando você é genuíno e autêntico, não uma réplica de outra pessoa.

O CEO e presidente da Amgen, Kevin Sharer, que ganhou experiência inestimável como assistente de Jack Welch nos anos 1980, viu o lado negativo do culto à personalidade da GE naqueles dias.

“Todo mundo queria ser como Jack”, explica ele. “A liderança tem muitas vozes. Você precisa ser quem você é, não tentar imitar alguém”.

Um novo líder

Nos últimos cinco anos, as pessoas desenvolveram uma profunda desconfiança dos líderes. É cada vez mais evidente que precisamos de um novo tipo de líder empresarial no século XXI.

Em 2003, o livro de Bill George, Liderança Autêntica: Redescobrindo os Segredos para Criar Valor Duradouro, desafiou uma nova geração a liderar autenticamente.

Líderes autênticos demonstram uma paixão pelo seu propósito, praticam seus valores de forma coerente e lidam com seus corações e com suas cabeças. Eles estabelecem relacionamentos significativos a longo prazo e têm autodisciplina para obter resultados. Eles sabem quem são.

Muitos leitores da liderança autêntica indicaram que tinham um tremendo desejo de se tornarem líderes autênticos e queriam saber como.

“Como as pessoas podem se tornar e permanecer líderes autênticas?”

A pesquisa

Entrevistamos 125 líderes para aprender como eles se desenvolveram suas habilidades de liderança. Essas entrevistas constituem o maior estudo aprofundado de desenvolvimento de liderança já realizado.

Nossos entrevistados discutiram abertamente e honestamente como eles perceberam seu potencial e compartilharam suas histórias de vida, lutas pessoais, fracassos e triunfos.

As pessoas com quem falamos tinham entre 23 e 93 anos, com não menos de 15 por década.

Eles foram escolhidos com base em sua reputação de autenticidade e eficácia como líderes, bem como em nosso conhecimento pessoal deles. Também solicitamos recomendações de outros líderes e acadêmicos.

O grupo resultante inclui mulheres e homens de uma diversidade de origens e nacionalidades raciais, religiosas e socioeconômicas. Metade deles são CEOs, e a outra metade é composta por uma série de líderes de organizações com e sem fins lucrativos. Líderes em meio de carreira e jovens líderes que estão começando suas jornadas.

Depois de entrevistar esses indivíduos, acreditamos que entendemos por que mais de mil estudos não produziram um perfil de líder ideal.

Histórias de vida

Analisando 3.000 páginas de transcrições, nossa equipe ficou surpresa ao ver que essas pessoas não identificaram quaisquer características, habilidades ou estilos universais que levaram ao sucesso deles.

Pelo contrário, sua liderança emergiu de suas histórias de vida. Consciente e inconscientemente, eles estavam constantemente testando-se através de experiências do mundo real e reformulando sua vida para entender quem eles eram em seu núcleo.

Ao fazê-lo, descobriram o propósito de sua liderança e aprenderam que ser autêntico tornava-os mais eficazes.

Essas descobertas são extremamente encorajadoras: você não precisa nascer com características ou traços específicos de um líder. Você não precisa esperar por um toque no ombro. Você não precisa estar no topo da sua organização.

Em vez disso, você pode descobrir seu potencial agora mesmo. Como um dos nossos entrevistados, Ann Fudge, presidente e CEO da Young & Rubicam, disse:

“Todos nós temos a centelha de liderança em nós, seja em negócios, no governo ou como voluntário sem fins lucrativos. O desafio é nos entendermos bem o suficiente para descobrir onde podemos usar nossos dons de liderança para servir aos outros”.

Descobrindo sua liderança autêntica

Descobrir sua autêntica liderança requer um compromisso de se desenvolver. Como músicos e atletas, você deve dedicar-se a uma vida inteira de realizar seu potencial.

A maioria das pessoas que o CEO da Kroger, David Dillon, viu como bons líderes foram autodidatas.

Dillon disse: “O conselho que dou às pessoas da nossa empresa não é de esperar que a empresa lhe dê um plano de desenvolvimento. Você precisa assumir a responsabilidade de se desenvolver”.

Nas páginas seguintes, tiramos lições de nossas entrevistas para descrever como as pessoas se tornam líderes autênticas.

Primeiro e mais importante, eles moldam suas histórias de vida de maneiras que lhes permitem ver a si mesmos não como observadores passivos de suas vidas, mas sim como indivíduos que podem desenvolver autoconsciência a partir de suas experiências.

Líderes autênticos agem de acordo com essa consciência, praticando seus valores e princípios, às vezes com risco substancial para si mesmos.

Eles têm o cuidado de equilibrar suas motivações de modo que são movidos por esses valores internos tanto quanto por um desejo de recompensas ou reconhecimento externos.

Os líderes autênticos também mantêm uma forte equipe de suporte em torno deles, garantindo que vivam vidas integradas e fundamentadas.

Aprendendo com sua história de vida

A jornada para a liderança autêntica começa com a compreensão da história da sua vida.

Sua história de vida fornece o contexto para suas experiências e, através dela, você pode encontrar inspiração para causar impacto no mundo. Como o romancista John Barth escreveu certa vez:

“A história da sua vida não é a sua vida. É a sua história”.

Em outras palavras, é a sua narrativa pessoal que importa, não os meros fatos da sua vida.

Sua vida narrativa é como uma gravação permanente tocando em sua cabeça. Repetidamente, você repete os eventos e as interações pessoais que são importantes para a sua vida, tentando fazer com que eles encontrem seu lugar no mundo.

Enquanto as histórias de vida de líderes autênticos cobrem todo o espectro de experiências – incluindo o impacto positivo de pais, treinadores atléticos, professores e mentores – muitos líderes relataram que sua motivação veio de uma experiência difícil em suas vidas.

Eles descreveram os efeitos transformadores da perda de um emprego; doença pessoal; a morte prematura de um amigo próximo ou relativo; e sentimentos de serem excluídos, discriminados e rejeitados pelos pares.

Em vez de se verem como vítimas, porém, líderes autênticos usaram essas experiências formativas para dar sentido às suas vidas. Eles reformularam esses eventos para superar seus desafios e descobrir sua paixão por liderar.

Um caso difícil

Vamos nos concentrar agora em um líder em particular, o presidente e CEO da Novartis, Daniel Vasella, cuja história de vida foi uma das mais difíceis de todas as pessoas que entrevistamos.

Ele emergiu de desafios extremos em sua juventude para alcançar o auge da indústria farmacêutica global, uma trajetória que ilustra as tentativas que muitos líderes têm de passar em suas jornadas para uma liderança autêntica.

Vasella nasceu em 1953 em uma família modesta em Fribourg, na Suíça. Seus primeiros anos foram preenchidos com problemas médicos que alimentaram sua paixão de se tornar um médico.

Suas primeiras lembranças foram de um hospital onde ele foi admitido aos quatro anos quando sofreu de intoxicação alimentar. Caindo doente de asma aos cinco anos, foi enviado sozinho para as montanhas do leste da Suíça por dois verões.

Ele achou as separações de quatro meses de seus pais especialmente difíceis porque seu cuidador tinha um problema com álcool e não respondia às suas necessidades.

Aos oito anos, Vasella teve tuberculose, seguida de meningite, e foi enviada a um sanatório durante um ano.

Solitário e com saudades de casa, ele sofreu muito naquele ano, já que seus pais raramente o visitavam.

Ele ainda se lembra da dor e do medo quando as enfermeiras o prenderam durante os furos lombares para que ele não se movesse.

Um dia, um novo médico chegou e teve tempo para explicar cada passo do procedimento. Vasella perguntou ao médico se ele poderia segurar a mão de uma enfermeira ao invés de ser segurado.

“O mais incrível é que desta vez o procedimento não doeu”, lembra Vasella.

Depois, o médico me perguntou: “Como foi isso?” Eu estendi a mão e dei-lhe um grande abraço. Esses gestos humanos de perdão, carinho e compaixão causaram uma profunda impressão em mim e no tipo de pessoa que eu queria me tornar.

Ao longo de seus primeiros anos, a vida de Vasella continuou a ser instável. Quando ele tinha dez anos, sua irmã de 18 anos faleceu após sofrer de câncer por dois anos. Três anos depois, seu pai morreu em cirurgia.

Para sustentar a família, sua mãe foi trabalhar em uma cidade distante e voltava para casa apenas uma vez a cada três semanas. Deixado a si mesmo, ele e seus amigos passaram a beber e brigar com outras pessoas frequentemente. Isso durou três anos até que conheceu sua primeira namorada, cujo carinho mudou sua vida.

Aos 20 anos, Vasella entrou na faculdade de medicina, depois se graduando com honras.

Durante a escola de medicina, ele procurou a psicoterapia para entender suas primeiras experiências e não se sentir como uma vítima.

Através da análise, ele reformulou sua história de vida e percebeu que queria ajudar uma gama maior de pessoas do que ele poderia como um praticante individual.

Após a conclusão de sua residência, ele se candidatou para se tornar médico-chefe da Universidade de Zurique; no entanto, o comitê avaliador o  considerou jovem demais para o cargo.

Desapontado, mas não surpreso, Vasella decidiu usar suas habilidades para aumentar seu impacto na medicina.

Naquela época, ele tinha um fascínio crescente com finanças e negócios. Ele conversou com o chefe da divisão farmacêutica da Sandoz, que lhe ofereceu a oportunidade de ingressar na afiliada americana da empresa.

Surge um líder

Em seus cinco anos nos Estados Unidos, Vasella floresceu no ambiente estimulante, primeiro como representante de vendas e depois como gerente de produto, e avançou rapidamente através da organização de marketing da Sandoz.

Quando a Sandoz se fundiu com a Ciba-Geigy em 1996, Vasella foi nomeado CEO das empresas combinadas, agora chamadas Novartis, apesar de sua tenra idade e experiência limitada.

Uma vez no papel do CEO, Vasella floresceu como líder.

Ele imaginou a oportunidade de construir uma grande empresa global de saúde que pudesse ajudar as pessoas através de novos medicamentos que salvam vidas, como o Gleevec, que provou ser altamente eficaz para pacientes com leucemia mielóide crônica.

Baseando-se nos modelos médicos de sua juventude, ele construiu uma nova cultura da Novartis centrada na compaixão, competência e competição.

Esses movimentos estabeleceram a Novartis como um gigante na indústria e Vasella como uma líder compassiva.

A experiência de Vasella é apenas uma das dezenas oferecidas por líderes autênticos que se inspiraram diretamente em suas histórias de vida.

Quando perguntados sobre o que os impulsionou a liderar, esses líderes responderam consistentemente que encontraram sua força por meio de experiências transformadoras.

Essas experiências permitiram que eles compreendessem o propósito mais profundo de sua liderança.

Conhecendo seu eu autêntico

Quando se pediu aos 75 membros do Conselho Consultivo da Stanford Graduate School of Business que recomendassem a capacidade mais importante para os líderes se desenvolverem, sua resposta foi quase unânime: autoconsciência.

No entanto, muitos líderes, especialmente os que estão no início de suas carreiras, estão se esforçando tanto para se estabelecer no mundo que deixam pouco tempo para a auto-exploração.

Eles se esforçam para alcançar o sucesso por intermédio das maneiras  tangíveis que são reconhecidas no mundo externo – dinheiro, fama, poder, status ou um aumento no preço das ações.

Muitas vezes, sua motivação permite que eles sejam profissionalmente bem-sucedidos por algum tempo, mas são incapazes de sustentar esse sucesso.

À medida que envelhecem, eles podem descobrir que algo está faltando em suas vidas e percebem que estão impedindo de ser a pessoa que querem ser.

Conhecer seus autênticos “eus” requer coragem e honestidade para abrir e examinar suas experiências. Ao fazê-lo, os líderes se tornam mais humanos e dispostos a ser vulneráveis.

Autoconsciência

De todos os líderes que entrevistamos, David Pottruck, ex-CEO da Charles Schwab, teve uma das mais persistentes jornadas para a autoconsciência.

Jogador de futebol de todas as ligas do ensino médio, Pottruck tornou-se MVP de sua equipe universitária na Universidade da Pensilvânia. Depois de concluir seu MBA na Wharton e um período no Citigroup, ele se juntou à Charles Schwab como chefe de marketing, mudando de Nova York para São Francisco.

Um trabalhador extremamente esforçado, Pottruck não conseguia entender por que seus novos colegas se ressentiam das longas horas que ele fazia e sua agressividade em pressionar por resultados.

“Eu pensei que minhas realizações falariam por si mesmas”, ele disse. “Que meu nível de energia iria intimidar e ofender outras pessoas, porque na minha cabeça eu estava tentando ajudar a empresa”.

Pottruck ficou chocado quando seu chefe lhe disse: “Dave, seus colegas não confiam em você.”

Como ele recordou,

“Esse feedback era como um punhal em meu coração”.

Eu estava em negação, porque eu não me via como os outros me viam. Eu me tornei um pára-raios para fricção, mas não fazia ideia de como eu era visto pelas outras pessoas.

Ainda assim, em algum lugar do meu interior, o feedback ressoou como verdadeiro.

Negação

Pottruck percebeu que não poderia ter sucesso a menos que identificasse e superasse seus pontos cegos.

A negação pode ser o maior obstáculo que os líderes enfrentam ao se tornarem autoconscientes.

Todos eles têm egos que precisam ser acariciados, inseguranças que precisam ser suavizadas, medos que precisam ser dissipados.

Líderes autênticos percebem que precisam estar dispostos a ouvir o feedback – especialmente o tipo que eles não querem ouvir.

Foi só depois do seu segundo divórcio que Pottruck finalmente reconheceu que ainda tinha grandes pontos cegos: “Depois que meu segundo casamento desmoronou, achei que tinha um problema de escolha de esposa”.

Ao buscar ajuda, recebeu algumas verdades difíceis de ouvir:

“A boa notícia é que você não tem um problema de seleção de esposa; a má notícia é que você tem um problema de comportamento do marido”.

Pottruck então fez um esforço determinado para mudar. Como ele descreveu, “eu era como um cara que teve três ataques cardíacos e finalmente percebe que ele tem que parar de fumar e perder algum peso”.

Hoje em dia, Pottruck está feliz em seu novo casamento e ouve com atenção quando sua esposa oferece um feedback construtivo.

Ele reconhece que ele recorre aos seus velhos hábitos às vezes, particularmente em situações de alto estresse, mas agora ele desenvolveu maneiras de lidar com o estresse.

“Eu tive bastante sucesso na vida para adquirir o auto-respeito, então eu posso aceitar as críticas e não negar isso. Eu finalmente aprendi a tolerar meus fracassos e decepções e não me bater”.

Praticando Seus Valores e Princípios

Os valores que formam a base para uma liderança autêntica são derivados de suas crenças e convicções, mas você não saberá quais são seus valores verdadeiros até que sejam testados sob pressão.

É relativamente fácil listar seus valores e viver com eles quando as coisas estão indo bem.

Quando seu sucesso, sua carreira ou até mesmo sua vida estão em jogo, você aprende o que é mais importante, o que você está preparado para sacrificar e quais trocas você está disposto a fazer.

Princípios de liderança são valores traduzidos em ação. Ter uma base sólida de valores e testá-los sob fogo permite desenvolver os princípios que você usará na liderança.

A negação pode ser o maior obstáculo que os líderes enfrentam ao se tornarem autoconscientes.

Por exemplo, um valor como “preocupação com os outros” pode ser traduzido em um princípio de liderança, como “criar um ambiente de trabalho em que as pessoas sejam respeitadas por suas contribuições, proporcionem segurança no emprego e possam realizar seu potencial”.

Referência(s)

Bill George, Peter Sims, Andrew McLean e Diana Mayer – O poder da liderança autêntica.

Quem é você? [A física quântica da individualidade]

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Quem é você?

Quem é você

A física quântica da individualidade

Embora todos gostemos de nos ver como indivíduos únicos, a física quântica há muito sugere que essa noção é uma ilusão.

Um dos princípios fundamentais do budismo, que o coloca em desacordo com a maioria das outras religiões, é que não existe um Eu. Nenhum ser central ou essencial que faz de uma pessoa uma pessoa. Em vez disso, as pessoas são mais um amálgama de pensamentos e impressões sensoriais.

Nossa percepção ou consciência disso é genérica e indistinguível da dos outros. Assim, todas as supostas marcas de nossa individualidade são realmente parte do mundo e não o eu.

A sensação que temos do Ser e de uma existência única e individual, portanto, é um truque psicológico do nosso cérebro, uma forma de integrar pensamentos e crenças em um Ser completo, da mesma forma que nossos músculos, ossos e tendões integram um amálgama de células em um corpo inteiro.

Postulado de indistiguibilidade

A mecânica quântica parece apoiar essa ideia no sentido de que as partículas não têm individualidade. Elas são, na verdade, indistinguíveis, exceto por suas propriedades.

Enquanto a estatística clássica considera as partículas como indivíduos, a estatística quântica não o faz.

Pegue um elétron e substitua-o por outro elétron e você não perceberá a diferença. Esse postulado de indistinguibilidade está no cerne da estatística quântica.

A teoria quântica de campo mais fundamental vai além do QM e tira o próprio conceito de partículas. Em vez disso, simplesmente cria uma estatística “sim / não”. Sendo que um sim em um local indica que uma partícula está lá. E um não em um local indica nenhuma partícula.

O campo é um todo com uma natureza e a identidade está incluída em sua distribuição de campo.

Divindade

Isso não é diferente da noção hindu de divindade.

Todos são Deus. Deus é tudo e nossa individualidade é como um sim / não no campo do divino.

Isso contrasta com a clara distinção feita nas religiões ocidentais entre Deus e os seres humanos. Nessas religiões, os seres humanos recebem individualidade de Deus por serem feitos do “pó”, ao invés de terem sua individualidade em virtude de sua própria natureza divina. Assim, somos seres de pó, cuja identidade e individualidade vêm do espírito do divino soprado em nós de fora.

Individualidade

Apesar da opinião de Deus sobre o assunto, podemos perguntar se a individualidade é essencial para a nossa natureza.

Baseando-se em uma filosofia alternativa que é antiga e pós-moderna, as partículas quânticas podem não ter nenhuma identidade intrínseca, mas os seres humanos conferem sua identidade a elas por meio de nomes.

Assim, ao nomear uma partícula como tendo um conjunto particular de propriedades, o cientista, como um deus, dá identidade extrínseca à partícula em seu detector.

Da mesma forma, por meio da nomeação, os seres humanos conferem identidade uns aos outros. E, como seres sociais, absorvemos esse senso de identidade.

Essa fonte sociolinguística de individualidade tem a vantagem de não exigir a invenção de uma fonte de identidade além da física. Mas tem a desvantagem de significar que somos tudo o que as outras pessoas dizem que somos.

Embora seja claro que a genética e outros fatores fisiológicos também devem desempenhar um papel aqui, nenhuma dessas fontes está, por si só, conferindo qualquer identidade em si.

Em vez disso, eles nos informam sobre como “nomear” nossa própria identidade.

A própria identidade vem da nomeação desses fatores extrínsecos e intrínsecos. Portanto, a linguagem se torna a chave, tanto na física quântica quanto na identidade humana.

Pois a linguagem, seja falada ou matemática, descreve o que é uma partícula, campo ou pessoa e o que pode ser considerado parte de sua natureza em comparação com a de outra.

De fato, a natureza dessa linguagem: inglês, francês, chinês ou teoria do operador espacial de Hilbert, determina quais tipos de identidades podem existir.

Teoria nominalista

Na Idade Média, essa ideia ganhou o nome de nominalismo: a ideia de que a linguagem era a base para a metafísica (a teoria do ser). Willem de Ockham e Peter Abelard eram conhecidos por apoiar essas idéias.

O budismo também pode ser considerado uma filosofia nominalista.

Filósofos essencialistas e neoplatônicos / aristotélicos como Tomás de Aquino a odiavam.

O mundo das formas

Se você é um platônico e acredita que existe um “mundo das formas” ou um tomista (aquele que deriva sua filosofia de Tomás de Aquino) e acredita que as formas existem dentro da mente ou espírito de Deus, você imagina isso existente separadamente da realidade. Pois no mundo “real”, não encontramos nenhuma fonte para este fato.

No entanto, mesmo aqui, há dúvida de onde há individualidade.

Aquino acreditava que a alma era a forma platônica do corpo. Assim, cada um de nós tem uma forma única. Platão, porém, sugeriu que cada instância de uma coisa tinha uma forma ou modelo em algum outro mundo.

Os elétrons, sem as almas de Aquino, têm uma forma platônica? Ou será que o campo no qual eles existem é uma espécie de forma universal para o elétron, tanto dentro do mundo, como ainda estando separado dele?

Nesse caso, a individualidade pode não ser tão importante quanto o  conferido pelos campos quânticos. Assim, nossa própria identidade e senso de identidade não são mais do que um “sim” no (s) campo (s) quântico (s) que geram nossa existência.

Teoria quântica

Nesse caso, a teoria quântica de campos pode nos dar uma identidade essencial e retirá-la, pois não podemos nos distinguir dos outros, existindo, ao contrário, dentro de um campo quântico do tamanho de um universo que confere nosso ser.

Independentemente de nossa consciência de nossa própria existência, nossa natureza pode ser essencial. Mas se for assim, não há maneira científica de determinar. Além disso, o que quer que seja é provavelmente muito mais primitivo do que gostaríamos de ser únicos em nós mesmos.

Nossa identidade é, psicologicamente, uma função de nosso cérebro que desenvolve sua identidade por meio do desenvolvimento e da interação da genética, do ambiente, da linguagem e das circunstâncias.

Qualquer ego além disso parece ser uma questão de fé.

Referência(s)

Steven French -Who are you? The quantum physics of individuality

Os 10 principais hábitos dos líderes motivacionais

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Os 10 principais hábitos dos líderes motivacionais

principais hábitos dos líderes motivacionais

Você sabia que causa um grande impacto na motivação do seu local de trabalho?

Um líder não inspirado cria equipes que produzem resultados não inspirados. Descubra os hábitos dos líderes mais motivadores …

Pode parecer que os líderes mais motivadores têm uma capacidade inata de obter mais de suas equipes. Eles sabem o que é preciso para ser um grande gerente e como inspirar uma equipe.

Descobrir novas maneiras de motivar a equipe parece ser uma tarefa fácil para eles.

Mas e se dissermos que os líderes motivacionais não nascem prontos?

A maioria deles trabalha muito para incorporar as qualidades que podem inspirar outros ao sucesso. Eles desenvolvem hábitos essenciais que levam as pessoas a se sentirem motivadas apenas por estarem perto deles.

Simplificando, tornar-se um líder motivacional é algo para o qual você pode treinar.

Tudo começa com seus próprios hábitos.

Afinal, seu pessoal segue suas sugestões. Se eles virem você exibindo hábitos motivacionais, é mais provável que se sintam motivados a trabalhar para você.

Esses são os 10 hábitos que você vê mais comumente em líderes motivacionais.

Hábito nº 1 – Eles ouvem os funcionários

Cada pessoa deseja sentir que seu gerente se preocupa com suas opiniões.

Elas querem se sentir confortáveis ​​para comunicar suas ideias e acreditarem que alguma ação será realizada a partir delas. Mesmo que a ideia não seja usada, o gerente ainda ouve o que eles têm a dizer.

Apesar disso, um número chocante de gerentes não escuta seus funcionários. Eles podem fazer perguntas e obter respostas, mas não estão realmente ouvindo o que seu pessoal tem a dizer. Em vez disso, estão tão determinados em suas próprias ideias que não ouvem os pensamentos de outras pessoas.

Essa é uma maneira rápida de perder a motivação no local de trabalho.

Se seu pessoal não sentir que tem voz, eles vão parar de falar. Apenas manterão suas cabeças baixas e farão o que lhes for pedido. O tempo todo, eles têm ideias que nunca compartilham com seus gerentes.

Os líderes motivacionais ouvem seus funcionários. Eles querem aprender o máximo possível sobre seu povo. Isso cria relacionamentos mais fortes que levam à inovação e grandes resultados.

Hábito nº 2 – Eles se comunicam com frequência

principais hábitos dos líderes motivacionais

O feedback é crucial para os níveis de motivação do seu pessoal.

Sua equipe quer saber o que está fazendo bem e o que pode melhorar. Eles precisam de reconhecimento e, ao mesmo tempo, de terem uma noção do que devem fazer para progredir.

Ainda assim, 69% dos gerentes não se sentem confortáveis ​​ao falar com seu pessoal.

Há uma desconexão que os faz ter dificuldade em fornecer feedback. Isso os leva a evitar oportunidades de comunicação. Muito parecido com não ouvir, deixar de se comunicar leva ao desengajamento dos funcionários. Eles sentem que você não se importa, o que significa que eles também não se importam.

Os líderes motivacionais vão na direção oposta.

Eles se comunicam com frequência e com confiança. Eles se articulam com clareza, o que ajuda seu pessoal a entender a direção que precisam seguir.

Oferecer orientação é uma das ferramentas de motivação mais importantes à sua disposição. Use suas sessões de feedback para garantir que seu pessoal saiba o que você precisa deles.

Hábito nº 3 – Eles estudam problemas

Cada organização tem seus problemas. Mas é como você lida com esses desafios que o separa dos líderes que não conseguem inspirar seu pessoal.

Você frequentemente descobrirá que líderes inspiradores têm o hábito de sentar e estudar os problemas. Para alguns, pode parecer que estão adotando uma abordagem passiva. Mas esta é realmente uma técnica importante.

Estudar um problema permite que você entenda suas causas básicas. Como resultado, você não reage ao problema imediato que se manifesta. Em vez disso, você analisa mais profundamente esse problema para chegar a uma solução que tenha implicações muito mais amplas.

Seu pessoal verá que você realmente dedica tempo para resolver problemas e seguirá seu exemplo. Eles se sentirão motivados a aplicar os mesmos níveis de diligência aos problemas que encontrarem. No geral, isso leva a uma organização mais saudável e produtiva.

Quando você entende o problema, seu pessoal tem mais confiança e crença na solução que você cria.

Hábito nº 4 – Eles promovem o propósito

Uma pesquisa destacou algumas estatísticas importantes sobre o propósito no local de trabalho. Ela descobriu que 48% daqueles classificados como “baby boomers” priorizam ter um propósito em vez de seus salários.

Esse número diminui à medida que os entrevistados ficam mais jovens. Mas até 30% dos millennials acreditam que ter um propósito é um motivador melhor do que um grande pagamento.

O que você pode tirar disso?

É simples. Os melhores motivadores entendem que precisam dar ao seu pessoal uma razão para trabalhar. O pagamento que você oferece leva você apenas até certo ponto. Seu pessoal fará apenas o que for necessário para ganhar esse pagamento, se isso for tudo o que você oferecer. Mas um funcionário com um propósito tem um motivo para se esforçar mais e obter melhores resultados.

Grandes motivadores entendem isso. É por essa razão que eles têm hábitos centrados no propósito, como ter visões claras e fornecer metas definidas para os funcionários.

Hábito nº 5 – Eles criam otimismo

Todo mundo tem dias em que não se sente totalmente positivo sobre o que está fazendo. Você pode ter um monte de tarefas chatas para realizar. Ou o projeto em que você está trabalhando não o inspira.

Para os gerentes, isso pode levá-los a mostrar falta de otimismo com o trabalho. E, como estabelecemos, seu pessoal segue suas dicas. Se você não for otimista, seu povo também não será.

Um líder motivacional tem a capacidade de se sentir otimista em tudo o que faz. Isso é fácil quando você está trabalhando em algo pelo qual tem grande paixão. Mas é um desafio maior quando você está trabalhando em uma tarefa que pode não lhe interessar.

A chave é pensar sobre o que essa tarefa oferece a longo prazo. Como isso afeta a organização e seu pessoal? Para onde a porta se abrirá?

Defina um propósito para a tarefa e é muito mais fácil se sentir otimista sobre isso. A partir daí, você inspirará otimismo em seu pessoal.

Hábito nº 6 – Eles desafiam o status quo

Qualquer gerente pode seguir o status quo. Uma organização pode ter uma maneira definida de fazer as coisas. Você pode ver uma maneira melhor, mas não a implementa porque isso iria “balançar o barco”.

Essas não são ações de um líder motivacional. Pessoas que sabem o que é preciso para ser um grande gerente sabem que você precisa mudar as coisas ocasionalmente. Se algo não está funcionando bem, você executa as etapas necessárias para corrigi-la.

Essa é uma grande força motivacional para seu pessoal. Se eles virem que você deseja promover uma mudança, eles se sentirão compelidos a compartilhar suas ideias com você. Além disso, eles se beneficiarão diretamente das mudanças que você fizer. Como resultado, é mais provável que eles ofereçam apoio quando você instiga uma mudança.

Hábito nº 7 – Eles adaptam incentivos

Cada pessoa em sua organização tem motivações diferentes.

Deixar de entender essas motivações individuais leva ao desengajamento de seu pessoal. Eles querem sentir que estão trabalhando para o que realmente importa para eles. Isso significa que eles precisam de gerentes que entendam seus objetivos e facilitem a sua realização.

Isso é o que os líderes inspiradores fazem. Eles aprendem sobre seu pessoal e o que realmente os motiva. Isso permite que ajustem os incentivos ao indivíduo, ao invés do coletivo.

Isso não quer dizer que os incentivos coletivos não tenham um efeito motivacional. Mas se algo vai beneficiar um indivíduo diretamente, é mais provável que ele trabalhe com mais afinco. Um líder motivacional entende isso e, portanto, cria o hábito de criar planos de incentivos personalizados.

Hábito nº 8 – Eles são transparentes

Um número chocante de 58% das pessoas dizem que confiariam mais em um estranho do que em seu chefe.

Agora, pense em como você reage às pessoas em quem não confia. É improvável que você esteja disposto a dar tudo de si para ajudá-las.

É assim que seu pessoal vai agir se não confiar em você. Por isso, oferecer transparência é um dos hábitos mais importantes de um líder motivacional.

Esses líderes falam abertamente com seu pessoal e não tentam esconder informações importantes deles. Eles não jogam as pessoas umas contra as outras e são sempre rápidos em informá-las sobre o que está acontecendo com a organização.

Hábito nº 9 – Eles estabelecem padrões elevados

Os padrões que você define para si mesmo também são uma das maiores ferramentas de motivação de sua equipe. Se você não trabalhar com o melhor de suas habilidades, estará mostrando ao seu pessoal o que espera deles. Eles só trabalharão o quanto precisam, porque sabem que você tem padrões baixos.

É por isso que um líder motivacional sempre se esforçará para conseguir mais. Eles chegaram onde estão devido ao seu trabalho árduo. Uma vez que estão em funções de gestão, eles não descansam sobre os louros. Em vez disso, eles continuam pressionando para elevar os padrões esperados da organização.

Este simples ato inspira outros a fazerem o mesmo. Seu pessoal segue sua liderança, o que cria equipes altamente motivadas e produtivas.

Hábito nº 10 – Eles enfrentam obstáculos à produtividade

Pense em todos os obstáculos que podem impedi-lo de realizar algo. O medo costuma ser um grande problema. A dúvida está lá em cima, assim como a falta de recursos necessários.

Esses obstáculos podem parecer intransponíveis para os funcionários. Temer o que pode acontecer se você se esforçar e falhar é um sentimento com o qual você provavelmente está familiarizado. Então é como se você não tivesse as ferramentas necessárias para fazer o trabalho.

Os líderes inspiradores têm um hábito simples para esses obstáculos. Eles os confrontam e os ultrapassam. Ajudam aqueles que temem as consequências a superar esse medo. E reforçam a confiança daqueles que podem duvidar de si mesmos. Além disso, grandes líderes fornecem as ferramentas de que seu pessoal precisa para se tornar mais produtivo.

Adote os hábitos de líderes motivacionais

Pessoas desmotivadas produzem resultados ruins. Você pode ver isso nas estatísticas de engajamento. A falta de engajamento custa às empresas cerca de $ 300 bilhões por ano. Além disso, equipes engajadas oferecem 38% a mais de produtividade.

Você precisa se tornar um líder motivacional para obter o máximo de seu pessoal. Isso significa desenvolver hábitos importantes, como:

  • Aprenda como se comunicar adequadamente com seu pessoal.
  • Torne-se um solucionador de problemas.
  • Crie uma cultura de trabalho positiva e otimista.
  • Defina os padrões que você espera que seu pessoal siga.
  • Remova obstáculos de produtividade.

Lembre-se, um Grande Gerente pode DOBRAR a capacidade de seu pessoal.

Referência(s)

Great Managers.

O que é liderança em inovação?

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O que é liderança em inovação?

O que é liderança em inovação

Como os líderes de inovação mais eficazes aparecem, fazem um ótimo trabalho e empoderam suas equipes

Reserve um momento para pensar em um líder excepcional que você conhece.

  • Talvez você ache essa pessoa particularmente inspiradora ou excepcional no que faz.
  • Quem sabe você trabalhe pra ela ou com ela.
  • Possivelmente seja apenas alguém que você seguiria em qualquer lugar.
  • Talvez seja você.

Agora, pense em alguém que você considera realmente inovador.

  • Talvez ele seja realmente criativo ou, quem sabe, é daqueles que encontram uma nova maneira de resolver um problema.
  • Pode ser alguém que sempre “tem algo interessante”.
  • É daqueles que desafia o status quo ou tenha muitas ideias para um futuro melhor.
  • Talvez seja você.

Agora, escolha alguém que você conhece que se encaixa nas duas descrições, alguém que seja um líder excepcional e inovador.

Se a mesma pessoa vier à mente para cada pergunta, isso será fácil. Com essa pessoa em mente, reflita sobre três questões:

  1. O que há no jeito dela que a torna assim?
  2. O que ela faz que a para ser desse jeito?
  3. Que condições ela cria, para aqueles ao seu redor, que a torna assim?

Você começou a definir liderança em inovação.

Liderança em inovação é a capacidade de inspirar ação produtiva em você e nos outros durante os momentos de criação, invenção, incerteza, ambiguidade e risco.

É uma competência necessária para organizações que desejam desenvolver produtos e serviços verdadeiramente inovadores.

Acima, você listou algumas das principais características da liderança em inovação. Acompanhe o que acredito serem as três maneiras de praticar a liderança em inovação, juntamente com algumas competências-chave dentro de cada uma.

‘Ser’ liderança em inovação

Como acontece com a maioria das práticas, alcançar o domínio da liderança em inovação começa dentro da própria pessoa.

Os líderes de inovação mais influentes têm um forte senso de como estão aparecendo como indivíduos, de dentro para fora. Eles conhecem o tipo de energia que possuem e como essa energia afeta as pessoas ao seu redor. Eles são capazes de ser participantes e observadores do trabalho que estão fazendo.

Especificamente, líderes de inovação:

Possuem uma autoconsciência extraordinária. Conhecer seus pontos fortes, fracos e pontos cegos é o início para uma transformação autêntica – não apenas da liderança em inovação, mas de nós mesmos.

Ter consciência de onde estamos com certas competências permite a sermos criteriosos em nossas ações, o que nos leva a ser habilidosos.

Gerenciar seu ego. Isso pode ser tão desafiador quanto importante. Administrar o ego aumenta a humildade, reduz a atitude defensiva e a tendência de levar as coisas para o lado pessoal. Permite a verdadeira empatia e minimiza o medo do fracasso.

Busque melhorar a si mesmo.

Liderança de Inovação ‘Fazendo’

Tão importante quanto ter uma base interna sólida para o trabalho de inovação, os líderes também devem ser adeptos de certas habilidades e comportamentos externos.

Os melhores líderes de inovação:

Navegam por si e pelos outros através da ambiguidade.

Às vezes, isso significa criar clareza em um caminho indefinido. Essa habilidade, pelo menos em parte, resulta de um conforto com a incerteza. Quando bem feito, os líderes que fazem isso deixam as pessoas ao seu redor mais confortáveis ​​com a incerteza do trabalho de inovação.

Lideram com perguntas, não com respostas.

Acredito que os líderes de inovação devem ter pelo menos uma proporção de 5: 1 de perguntas para respostas. Mesmo quando eles (acham que) sabem a resposta, os líderes de inovação eficazes fazem toneladas de perguntas. Quando não gostam de uma ideia, testemunham um fracasso ou erro, ou pensam que existe uma maneira melhor, eles começam com curiosidade. As perguntas abrem possibilidades. E, a menos que sejam cuidadosamente elaboradas (consulte o item anterior, por exemplo), as respostas podem ser sufocantes.

Planeje bem, mas adapte-se rapidamente à medida que novas informações vierem à tona.

Tornam as suposições explícitas.

Quando você está desenvolvendo um produto, serviço ou negócio que o mundo nunca viu antes, é inevitável fazer suposições. No entanto, é imperativo que você esteja claro sobre o que é fato (ou seja, dados) e o que é suposição. E quando você perceber que uma suposição não é válida, adapte-se.

Experimentam sempre.

Os grandes líderes de inovação não perguntam a ninguém (incluindo eles próprios) se algo vai funcionar ou se é uma “boa ideia”. Eles constroem, testam e permitem que o experimento forneça uma resposta.

Priorizam o aprendizado.

Os líderes de inovação têm curiosidade sobre tudo. Sua primeira inclinação em uma nova situação é aprender o máximo possível. Eles saem do escritório e aprendem com o mundo real, não apenas com a pesquisa ou com seus próprios pensamentos.

E quando cometem um erro, sua pergunta principal é:

“O que posso aprender com isso?”

Quando um protótipo falha, eles se concentram no que eles e sua equipe sabem agora que não sabiam antes.

‘Alimentando’ a Liderança da Inovação

O educador e especialista em criatividade Sir Ken Robinson afirma que

o papel de um líder criativo não é ter todas as ideias. É criar uma cultura em que todos tenham ideias.

Da mesma forma, o que separa uma boa liderança em inovação de uma grande liderança em inovação é a capacidade de criar, cultivar e sustentar ambientes onde todos adicionam lenha ao fogo colaborativo.

Grandes líderes de inovação:

Criam segurança psicológica dentro e entre as equipes.

Quando as pessoas se sentem psicologicamente seguras, elas confiam que podem assumir riscos e cometer erros sem medo de punição. Da Harvard Business Review: “Estudos mostram que a segurança psicológica permite assumir riscos moderados, falar o que pensa, ter criatividade”. Dito de outra forma, criar segurança psicológica significa abrir espaço para a vulnerabilidade. Significa também evitar a culpa e a vergonha, nenhuma das quais tem lugar na colaboração criativa. Todos se beneficiam quando todos sentem confiança e segurança.

Promovem a diversidade de pensamentos.

De Farnam Street:

Equipes com membros de origens diferentes podem atacar problemas de todos os ângulos e identificar mais soluções possíveis do que equipes cujos membros pensam da mesma forma.

Parece que todo problema que vale a pena enfrentar hoje é complicado e / ou complexo. Criar ambientes onde a voz de todos possa ser ouvida e a perspectiva de todos possa contribuir para o resultado é uma ótima maneira de chegar a uma solução ideal. À medida que avançamos em direção a um futuro mais unificado e colaborativo, onde indivíduos e grupos com perspectivas, experiências e ideias muito diferentes trabalham juntos em torno de objetivos e valores compartilhados, a diversidade de pensamentos deve florescer.

Facilitam o conflito produtivo.

Você pode ter ouvido os termos ‘buscador de conflitos’ e ‘evitador de conflitos’. Os melhores líderes de inovação são o que eu gosto de chamar de ‘confortável com o conflito’ – em algum lugar no meio. Eles não procuram nem evitam o conflito. Em vez disso, veem e extraem valor do conflito criativo. Quando há um desacordo, eles encaram como duas perspectivas que podem se complementar ou como ideias que podem ser melhores quando combinadas.

Criam um ambiente onde as informações fluam de forma rápida e aberta.

Mantêm os ciclos de feedback pequenos, rápidos e precisos. Do gerenciamento à teoria de sistemas complexos e à estratégia do campo de batalha, o fluxo rápido de informações precisas é crítico para minimizar riscos e evitar desperdício de tempo, dinheiro e energia.

Minimizam as barreiras à experimentação.

Perguntam: “Como posso tornar o mais fácil possível para minha equipe experimentar novas ideias?” Uma maneira de fazer isso é desafiá-los a tornar o experimento o mais pequeno, barato e de baixo risco possível, enquanto ainda aprendem algo. Todos ficarão surpresos com o que podem aprender – e o ímpeto que podem construir – com um teste muito pequeno.

Concluindo

Liderança em inovação não se trata apenas de adotar ferramentas de design thinking ou ter um grande orçamento de P&D.

Trata-se de dominar um conjunto de mentalidades, habilidades e comportamentos que permitem e capacitam a si mesmo, e aqueles ao seu redor, para fornecer continuamente resultados que o mundo nunca viu.

Referência(s)

Taylor Cone – What is innovation leadership?

9 princípios para você tratar melhor as pessoas

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9 princípios para você tratar melhor as pessoas

princípios para você tratar melhor as pessoas

Como você trata os outros é como você os convida a tratá-lo

Se você quer saber como os outros o tratam, o melhor ponto de partida é ver como você trata os outros.

E se você não gosta da maneira como é tratado, há apenas um curso de ação:

– mudar seu próprio comportamento. Porque você não pode mudar o de ninguém.

Os relacionamentos funcionam como um espelho. Eventualmente, essa mudança refletirá de volta na forma como você é tratado.

Aqui estão nove princípios importantes a serem lembrados sobre como tratar os outros:

Não julgue

Em vez de julgar as pessoas por seu passado, fique ao lado delas e ajude-as a construir seu futuro.

Todo mundo tem um passado.

Alguns são uma fonte de orgulho e outros devem ser deixados para trás. Mas seja qual for o seu passado, as pessoas mudam e crescem. Então, em vez de julgar, fique de lado e apoie-as enquanto se movem em direção ao futuro.

Trate-os com respeito e faça a viagem deles a sua própria.

Seja curioso

Ouça com curiosidade, fale com franqueza e aja com integridade.

A escuta e a curiosidade permitem que os relacionamentos prosperem. Falar a sua verdade permite que as pessoas sejam honestas consigo mesmas e com você.

Agir com integridade mantém os relacionamentos em um alto padrão.

Os relacionamentos precisam de curiosidade para crescer, sinceridade para se aprofundar e integridade para continuar.

Seja gentil

Trate todos com gentileza – não porque eles sejam bondosos, mas porque você é.

Um dos maiores presentes que podemos dar a outra pessoa é a bondade.

Se alguém estiver precisando, dê uma mãozinha. Não faça isso apenas pelas pessoas que você gosta e respeita – isso é fácil – mas também por aquelas que te deixam louco e aquelas que você nem conhece.

A verdadeira bondade está no ato de dar sem a expectativa de receber algo em troca.

Não menospreze

Não tente tornar-se grande fazendo outra pessoa parecer pequena.

No momento em que você pensa que tem o direito de menosprezar os outros porque é melhor do que eles, é o momento em que prova que não tem poder.

As pessoas tendem a fazer os outros sentirem como eles próprios se sentem, seja isso grande ou pequeno. Se você não pode oferecer ajuda, apoio ou amor, pelo menos faça tudo ao seu alcance para não magoá-los ou fazê-los sentir-se pequenos.

Trate com honra a todos que encontrar.

Respeite

Lembre-se de que todo mundo tem uma história.

Pode ser algo pelo qual passaram no passado ou algo com que ainda estão lidando, mas lembre-se de que o comportamento não acontece no vácuo.

Todo mundo tem batalhas e problemas internos. Retenha o julgamento e, em vez disso, ofereça a consideração que você gostaria de receber.

Tenha consideração

Não conhecemos pessoas por acidente.

Cada pessoa que você encontrar terá um papel em sua vida, seja grande ou pequeno.

Alguns o ajudarão a crescer, alguns o prejudicarão, alguns o inspirarão a fazer melhor. Ao mesmo tempo, você também desempenha um papel na vida deles.

Saiba que os caminhos se cruzam por uma razão e trate as pessoas com significância.

Aja como um guia

Os melhores professores são aqueles que não dizem como chegar lá, mas mostram o caminho.

Não há melhor alegria do que ajudar as pessoas a terem uma visão por si mesmas, vendo-as chegar a níveis mais altos do que jamais teriam imaginado sozinhas.

Mas isso não significa que você precisa corrigi-los ou capacitá-los. Em vez disso, guie-os à fonte de seu próprio poder. Ofereça-lhes apoio e motivação enquanto eles encontram seu próprio caminho e mostram a você do que são capazes.

Tudo que você precisa fazer é acreditar neles.

Trate com dignidade

Nunca olhe de cima para alguém, a menos que você os esteja ajudando a subir.

Gostamos de pensar na vida como uma meritocracia. Então é fácil desprezar alguém que não é tão bem-sucedido, realizado ou educado como você.

Mas você não tem ideia de quão longe essa pessoa já escalou ou onde ela vai parar.

O tempo pode facilmente reverter suas posições, então certifique-se de tratar a todos com dignidade.

Tenha amor e compaixão

Valorize aqueles que o apoiaram, perdoe aqueles que o magoaram, ajude aqueles que precisam de você.

Os negócios são complicados, a vida é complexa e a liderança é difícil. Trate todas as pessoas – incluindo você – com amor e compaixão, e você não pode errar.

Trate as pessoas da maneira como deseja ser tratado e a vida ficará melhor instantaneamente.

Referência(s)

Lolly Daskal – 9 Valuable Principles That Will Make You Treat People Better

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