[ALTRUÍSMO] Ninguém pode ser feliz rodeado de infelizes

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por Alda Andrade. (*)

ALTRUÍSMO

 altruísmo

Segundo o pensamento do filósofo Augusto Comte ( 1798- 1857 ), altruísmo é a tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro e que, não obstante sua atuação espontânea, deve ser aprimorada pela educação positiva, evitando-se assim a ação antagônica dos instintos naturais do egoísmo.

altruísmo

Egoísmo ampliado ou altruísmo

Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e em outros seres vivos, que em ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros.

altruísmo

O site Gotas de Paz entende que altruísmo é o “sentimento que nos leva a ter interesse pelos outros. Portanto, é o contrário de egoísmo”. Prossegue afirmando que, “na verdade, não é bem o contrário. Mas, o egoísmo ampliado“.

O altruísta interessasse primeiro por ele mesmo. Depois, por sua rua. Em seguida, por seu bairro, seu município, seu Estado, seu País, o mundo inteiro, a humanidade.

Seu egoísmo se ampliou e transformou-se em altruísmo.

“O altruísta é o que sabe que sua felicidade está na razão direta da felicidade dos outros. Ninguém pode ser feliz rodeado de infelizes“.

Atos de bondade

Compartilhar comida, cuidado coletivo, proteção de grupos, dentre outros comportamentos não são exclusividade dos seres humanos.

Essa cooperação é um mecanismo por meio do qual os indivíduos podem aumentar a sua capacidade de sobrevivência.

Esse tipo de comportamento aparece desde muito cedo. Crianças, a partir de 2 anos, já podem demonstrá-los.

A retribuição dos atos de bondade são ações valorizadas em todas as sociedades.

Embora os valores das trocas e do incentivo sejam diferenciados entre as culturas, eles são praticados nas mais diversas áreas. Como por exemplo:

  • as trocas no comércio;
  • gratidão pregada nas diversas religiões;
  • os atos de heroísmos extremos, como salvar vidas em perigo;
  • a atuação de voluntários em situações de calamidade mundiais;
  • cuidar de doentes, de bebês que não são seus filhos, de idosos; e
  • partilhar comidas.

Para a pesquisadora Regina Helena Ferraz Macedo, a “cooperação é um ato corriqueiro e desejável na vida humana e tem sido registrada em diversos animais”.

Para um indivíduo cooperar, depende da associação de diversos valores, tais como idade, o tamanho do grupo, o sexo do indivíduo com que irá cooperar e informações que temos sobre eles. E ainda, se confiamos ou não em quem estamos ajudando.

Esses aspectos, associados ou não, irão nos “indicar” se é vantagem cooperar. Talvez, um dos benefícios da cooperação possa ser encontrado no Japão.

Um estudo naquele país asiático mostrou que comunidades com grande números de pessoas com mais de 100 anos de vida são marcadas pelo espírito de cooperação.

Benefícios que o altruísmo traz

Quando se fala em altruísmo verdadeiro, muitas pessoas podem pensar que essa qualidade não existe genuinamente e que o ser humano é, em regra, egoísta. Nada mais equivocado.

O monge budista Matthieu Ricard, conhecido como a pessoa mais feliz do mundo, chama a atenção para o fato que não há estudos que comprovem que o ser humano é egoísta por natureza. “Há somente uma idéia, um preconceito”.

Por sua vez, o monge acredita que o altruísmo genuíno não existe. Segundo ele, quando alguém faz o bem para outra pessoa, o benfeitor estaria se beneficiando com o sentimento de satisfação e orgulho de si próprio.

Ainda afirma: “Fazer o bem para alguém e não se sentir bem por isso é o mesmo que ter uma fogueira que queima, mas não faz calor”.

Matthieu defende que há outros benefícios em adotar uma postura e um pensamento voltado para o bem alheio. Para ele, o altruísmo é um dos mais importantes ingredientes para a felicidade.

Considerações finais

A conclusão lógica, então, seria a de que o altruísmo pode aumentar a expectativa de vida, a imunidade do organismo e a saúde mental.

Alguns estudos científicos revelam uma forte ligação entre os atos de gratidão, a partilha de bondade, e os seus benefícios psicológicos e emocionais.

Alguns benefícios incluem a diminuição do estresse e a sensação de paz e felicidade interior.

altruísmo


(*) Alda Cesar de Andrade ( Psicóloga )

Seu destino depende de sua motivação

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por Ronaldo Lundgren.

“Quem planta vento colhe tempestades.”

“Entre o plantar e o colher há o regar e o esperar. Você vai colher muito, se não desanimar.” Patricia Nunziato

É você que traça seu destino?

Mais outra frase: “O gado só engorda com olho do dono“. Mesmo com tantas mensagens dizendo que nós traçamos nosso destino, muitas vezes nos pegamos acreditando que Deus já tem tudo definido.

"Deixa a vida me levar..." - Zeca Pagodinho deixou tudo mais fácil pra gente.

As religiões entendem que o destino não está escrito. Veja o cristianismo:

O pensamento cristão é contrário à crença em uma força cega que conduza o homem para um determinado fim. Deus criou o homem inteligente e livre, portanto, responsável pelos seus atos. Sendo assim, o cristão não deve acreditar em destino, que, no sentido de fatalidade, é um conceito mitológico pagão. (Aleteia)

“Deus deu o livre arbítrio a todo o homem, para respeitá-lo nos seus limites. Voluntariamente, não significa que se possa fazer de tudo, sem com isso sofrer consequências. Somos responsáveis por nossas decisões. A semeadura é voluntária, mas a colheita não”. (Gálatas. 6, 7-8)

Para o hinduísmo, o carma de cada homem ou mulher é fundamental para a vida da pessoa. O carma se refere a toda ação (boa ou má), gerando uma reação que retorna com a mesma qualidade e intensidade a quem a realizou, nesta ou em encarnação futura

Dizendo de outra forma: o que você faz aqui, além de pagar aqui, vai ser considerado para seu retorno ao nosso mundo.

Além das religiões, a ciência também defende que o destino depende de nossas condutas.

A psicanalista Aline Sieiro ressalta que “somos sujeitos de nossa vida. Isso quer dizer que somos capazes de decidir o que fazer de nossa vida e de nós mesmos”, não existindo um destino já traçado.

Então, o Zeca não está certo?!

Mesmo concordando que nós é que traçamos nosso destino, Aline lembra que, na prática, “as coisas acabam não funcionando desse jeito”. Ela destaca que é “mais fácil acreditar que nossa vida toma um rumo porque está escrito, do que admitir que tomamos uma decisão que foi errônea, e não tivemos coragem de mudar”.

Mudar não é fácil!

Compreender a marcha

É mais cômodo botar a culpa nos outros ou no destino. Na vida, somos apresentados a diversas oportunidades. No trabalho, nos relacionamentos, na educação, na maneira de nos portarmos. Que escolha fazer? Qual caminho seguir?

Cada de um nós tem sua própria visão do que quer pra sua vida. Não é uma única visão. Afinal, você tem vários papéis: profissional, pessoal, cônjuge, pai/mãe, etc. Estas visões são seu destino final. Além disso, as visões sofrem “atualizações” com o passar do tempo.

Essas visões são formadas de uma maneira complexa. Muitas pessoas nem se apercebem da importância que elas têm para a vida. Vão deixando as coisas acontecerem…

Nossa vida, como na música da Almir Sater, é “compreender a marcha e ir tocando em frente”. Compreender não é se conformar, aceitando as coisas como vão surgindo. Compreender é alcançar com a inteligência.

Quem somos, para onde vamos, o que queremos

Como diz a psicanalista Aline: “Perceber que estamos caminhando em direção a uma vida que não nos agrada  e mudar não é nada simples. Pede uma reestruturação interna grande, pede uma avaliação de nossos desejos, de quem somos, para onde vamos e o que queremos. Pede uma apropriação da vida, onde somos os únicos culpados pelos erros que cometemos e continuamos cometendo. E vamos dizer que esse é um peso que nem todo mundo gosta de carregar nas costas”.

Exercitar a responsabilização

Claro que a gente pode dizer que tudo está traçado, e que a vida dá “sinais” disso o tempo todo. Podemos acreditar que tudo está nas mãos de Deus, que os erros são culpa de nossos pais, ou da falta deles, enfim, motivos para justificar uma vida que caminha aparentemente por si só, temos muitos.

Mas, e se exercitássemos a responsabilização? Se todo dia, a cada escolha, a cada erro, e a cada vitória, pensássemos qual a nossa responsabilidade em tudo isso, e o que estamos fazendo para que as coisas continuem exatamente da mesma forma, ou com mudanças?

Será que somos escravos de um destino, de uma vida onde não somos sujeitos ativos, no qual podemos ser donos de nossas escolhas?

O que você acha disso tudo?

Seu destino está escrito nas estrelas ou você é daqueles que batalham para ter um futuro melhor todos os dias?

Você tem determinação suficiente para mudar ou é de apontar o dedo?

Suas visões estão definidas ou o que vier está bom?

Quais são as coisas que você mais valoriza? Já pensou nisso?

Cada resposta vai mudar conforme seu momento de vida. Uma das coisas mais importantes, que é um dos pilares do Caminho do Sucesso, é o autoconhecimento (SER). Você sabendo quem é pode tomar decisões mais acertadas. Ter uma elevada autoestima vai lhe dar a segurança para se posicionar.

Convido você a conferir o artigo que trata de autoestima. Basta clicar no link abaixo. Não deixe de curtir e compartilhar. Você vai nos ajudar a ajudar outras pessoas.

Como anda a sua autoestima


Este post baseou-se em artigos da psicanalista Aline Sieiro e do site Aleteia.

Maneiras de manter os funcionários de TI motivados

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Maneiras de manter os funcionários de TI motivados no trabalho

Em todo o mundo, empresas e seus líderes investem cada vez mais na qualidade de vida no trabalho. Hoje, mais do que a garantia de um bom salário ou a existência de benefícios, os profissionais de diferentes áreas também buscam um lugar agradável para trabalhar e interagir com seus colegas. Nesse sentido, uma empresa estruturada e baseada em boas práticas de relacionamento tem muito mais chances de manter seus funcionários motivados, o que é fator determinante para a saúde dos envolvidos e para o caminho da empresa até o sucesso.

Precisando animar seus funcionários de TI? Confira agora 6 maneiras eficientes de manter a motivação no trabalho!

 

1. Incentive a participação

Um local de trabalho interessante é aquele onde todas as pessoas, independentemente do cargo, conseguem expressar sua opinião de maneira respeitosa e sem a necessidade de permissões. Dessa forma, é importante que o líder sempre incentive a participação dos seus funcionários de TI nas definições de processos de trabalho e busca de soluções. Sabemos que a área de tecnologia da informação evolui constantemente, proporcionar espaço para que os funcionários participem com seus novos conhecimentos é uma boa pedida.

Essa tática permite que você receba um maior número de sugestões e também de novas ideias que possam ser úteis para a empresa. Assim, mostre aos funcionários que eles são peça importante dentro do ambiente corporativo. Como resultado, você verá cada vez mais parceiros buscando melhorias para o seu negócio.

2. Reconheça bons trabalhos

Esqueça a ideia de que um bom chefe precisa ser rigoroso e autoritário ao extremo. Se identificou algum erro ou postura inadequada no trabalho, fale com seus funcionários de maneira sincera, e procure apontar as soluções em vez de criticar. Com transparência e respeito, a equipe se sentirá mais confortável para corrigir problemas e buscar formas de melhorar seu desempenho. Depois, para cada resultado positivo, é fundamental que você saiba reconhecer o esforço através de elogios e frases motivacionais.

3. Delegue funções específicas

Para um funcionário, não existe nada mais chato do que se sentir desvalorizado dentro do ambiente de trabalho. Infelizmente, algumas empresas e organizações contribuem para isso, principalmente quando montam uma equipe variada e delegam funções aleatórias para diferentes profissionais.

Tal ação pode gerar um clima desanimador na rotina diária, com pessoas cada vez mais frustradas em suas funções. Para evitar o problema, conheça sua equipe e saiba identificar as potencialidades de cada membro antes de delegar as atividades. Além de motivar seus funcionários com a orientação adequada, você aproveita ao máximo cada uma das habilidades presentes.

4. Invista no ambiente de trabalho

Considerando que seus funcionários passam a maior parte do dia dentro da empresa, procure tornar esse período mais agradável para todos. Invista em espaços que possam ser usados para a interação do pessoal e para os intervalos do expediente. Pode ser uma pequena copa para o café ou uma sala com televisão e assentos para descanso.

Mesmo em locais onde não há área de sobra para esses usos, é possível melhorar a qualidade do ambiente com algumas modificações nas regras internas. Nesse caso, evite limitar o uso do espaço e permita que cada funcionário personalize seu cantinho de trabalho com fotos e outros pertences importantes. A solução torna o espaço mais informal, aconchegante e familiar, trazendo assim uma sensação de bem-estar e, consequentemente, a valiosa motivação no trabalho.

5. Valorize os relacionamentos

Vá além da função de gestor e seja um intermediador de relações dentro da empresa. Por ser uma figura importante e de destaque entre seus funcionários, você tem em mãos a chave para estabelecer uma relação de confiança entre os membros da equipe. Nesse sentido, desestimule a competitividade negativa no ambiente de trabalho e mostre que pessoas unidas em busca de um bem comum se tornam mais satisfeitas e envolvidas com o sucesso.

6. Seja um exemplo

Mais do que dizer que está do lado de seus funcionários, você deve provar com atitudes. Para isso, esteja sempre presente e participe dos processos, sem esquecer de celebrar cada conquista alcançada ao lado da sua equipe. Um líder que ajuda e se mostra um exemplo pode ser o incentivo que os funcionários procuram dentro de uma empresa, portanto, faça valer sua posição!

Lembre-se que, cada vez mais, a fonte da motivação no trabalho pode ser encontrada nas simples interações do cotidiano.

E você, o que faz para motivar seus funcionários? Deixe um comentário!


(*) Este post foi publicado inicialmente em FindUp.

Cinco prioridades de liderança para 2017

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Este artigo, de Klaus Schwab – Presidente do Fórum Econômico Mundial –  foi publicado no Diário de Notícias.

Cinco prioridades de liderança para 2017

A verdadeira liderança num mundo complexo, incerto e ansioso exige que os líderes naveguem com um sistema de radar e uma bússola. Devem estar receptivos aos sinais que chegam a toda a hora de um panorama em constante mudança, e devem estar dispostos a fazer os ajustamentos necessários. Mas nunca se devem desviar do seu verdadeiro objetivo, ou seja, devem possuir uma visão determinada baseada em valores autênticos.

É por isso que o Fórum Econômico Mundial escolheu a “Liderança responsiva e responsável” como tema da nossa reunião anual de janeiro em Davos. Há cinco desafios principais que justificam a atenção dos dirigentes no governo, nos negócios e na sociedade civil enquanto estes delineiam uma direção para o próximo ano.

Quarta revolução industrial

Para começar, eles terão de enfrentar a quarta revolução industrial, que está a redefinir indústrias inteiras e a criar novas a partir do zero, devido aos avanços inovadores na inteligência artificial, robótica, internet das coisas, veículos com condução autônoma, impressão 3D, nanotecnologia, biotecnologia e computação quântica.

Estas tecnologias mal começaram ainda a mostrar todo o seu potencial. Em 2017, veremos cada vez mais coisas que costumavam ser ficção científica tornarem-se realidade. Mas embora a quarta revolução industrial possa ajudar-nos a resolver alguns dos nossos problemas mais prementes, está também a dividir as sociedades entre aqueles que abraçam a mudança e aqueles que não o fazem. E isso ameaça o nosso bem-estar de formas que terão de ser identificadas e abordadas.

Governança global

Em segundo lugar, os líderes terão de construir um sistema de governança global multilateral, dinâmico e inclusivo. Os desafios econômicos, tecnológicos, ambientais e sociais de hoje só podem ser resolvidos através da colaboração público-privada global, mas o nosso quadro atual para a cooperação internacional foi projetado para a era do pós-guerra, quando os Estados-nação eram os protagonistas.

Ao mesmo tempo, as mudanças geopolíticas tornaram o mundo de hoje verdadeiramente multipolar. À medida que novos agentes globais trazem novas ideias sobre como moldar os sistemas nacionais e a ordem internacional, a ordem existente está a tornar-se mais frágil. Enquanto os países interagirem com base em interesses comuns em vez de valores compartilhados, a amplitude da sua capacidade de cooperação será limitada. Além disso, os atores não estatais são agora capazes de perturbar os sistemas nacionais e globais, nomeadamente através de ataques informáticos. Para resistir a esta ameaça, os países não podem simplesmente fechar-se. O único caminho a seguir é garantir que a globalização beneficie todos.

Crescimento econômico

Um terceiro desafio para os líderes será o de restaurar o crescimento econômico global. Um crescimento permanentemente baixo traduz-se em padrões de vida permanentemente mais baixos: com 5% de crescimento anual, são necessários apenas 14 anos para duplicar o PIB de um país; com 3% de crescimento, essa duplicação demora 24 anos. Se a nossa atual estagnação persistir, os nossos filhos e netos poderão ficar em piores condições do que os seus antepassados.

Mesmo sem o atual desemprego estrutural tecnológico, a economia global teria de criar milhares de milhões de postos de trabalho para acomodar uma população crescente, que se prevê vá atingir os 9,7 mil milhões em 2050, e que é hoje de 7,4 mil milhões. Assim, 2017 será um ano em que a inclusão social e o desemprego dos jovens se tornarão questões globais e nacionais graves.

Reformar o capitalismo de mercado

Um quarto desafio será reformar o capitalismo de mercado e restaurar o pacto entre empresas e sociedade. Os mercados livres e a globalização melhoraram os padrões de vida e tiraram as pessoas da pobreza durante décadas. Mas as suas falhas estruturais – a visão míope a curto prazo, o aumento da desigualdade de riqueza e o clientelismo – alimentaram a reação política dos últimos anos, destacando, por sua vez, a necessidade de criar estruturas permanentes para equilibrar os incentivos econômicos com o bem-estar social.

Crise na formação da identidade

Finalmente, os líderes precisam de enfrentar a crise generalizada na formação da identidade que resultou da erosão das normas tradicionais nas últimas duas décadas. A globalização tornou o mundo menor mas mais complexo, e muitas pessoas perderam a confiança nas instituições. Muitas pessoas temem agora pelo seu futuro e estão à procura de convicções compartilhadas mas diferentes, que possam dar-lhes um sentido de objetivo e continuidade.

A formação da identidade não é um processo racional, é profundamente emocional e muitas vezes caracterizado por altos níveis de ansiedade, insatisfação e raiva. A política também é impulsionada pela emoção: os líderes não atraem votos respondendo a necessidades ou apresentando objetivos de longo prazo, mas sim oferecendo um sentimento de pertença, a nostalgia dos tempos mais simples ou um retorno às raízes nacionais. Assistimos a isso em 2016, à medida que os populistas iam ganhando terreno ao promover convicções reacionárias e extremistas. Os líderes responsáveis, por sua vez, devem reconhecer os temores e a raiva das pessoas como legítimas, ao mesmo tempo que fornecem inspiração e planos construtivos para a edificação de um futuro melhor.

Mas como? O mundo de hoje parece estar mergulhado num mar de pessimismo, negativismo e cinismo. No entanto, temos a oportunidade de tirar milhões de pessoas da pobreza, para que elas possam levar vidas mais saudáveis e mais significativas. E temos o dever de trabalhar juntos para um mundo mais verde, mais inclusivo e pacífico. Conseguirmos isso não depende de algum acontecimento externo, mas sim das escolhas que os nossos líderes fazem.

Considerações finais

Este ano será um teste crucial para todas as partes interessadas na sociedade global. Mais do que nunca, precisamos de uma liderança responsiva e responsável para enfrentar os nossos desafios coletivos e restaurar a confiança das pessoas nas instituições e umas nas outras. Não nos faltam os meios para tornar o mundo um lugar melhor. Mas para fazê-lo devemos olhar para lá dos nossos próprios interesses e acudir aos interesses da nossa sociedade global.

Esse dever começa com os nossos líderes, que devem dar início a um diálogo aberto e a uma busca comum de soluções para os cinco grandes desafios no horizonte. Se eles reconhecerem que a nossa comunidade é global e com um destino partilhado, terão dado um primeiro passo – embora modesto – na direção certa.


Klaus Schwab- Fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial

A química entre propósito, visão e metas

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por Ronaldo Lundgren.

proposito

Sem objetivos bem definidos, somente por acaso chegaremos a algum lugar. (Comando de Operações Terrestres)

A química entre propósito, visão e metas

Este post está baseado no artigo de SAMUEL ABINSINGUZA.

Sem propósito, a vida é apenas um movimento sem significado; uma atividade sem direção; uma série de eventos sem razão.
propósito

Seu propósito explica por quê você está vivendo.

Quando se aproxima o final da vida, o que importa é quanto você amou, viveu e serviu aos outros. O sucesso alcançado só tem valor se ele corresponde ao seu propósito de vida.

Para o pastor John Maxwell,

“Sucesso é …

conhecer seu propósito de vida,

crescer para alcançar o seu potencial máximo, e plantar sementes que beneficiem outras pessoas”.

Com esse pensamento, se você ainda procura qual o seu propósito de vida, aqui vai…

3 dicas para encontrar seu propósito
  • Escreva em um círculo as coisas pelas quais você tem paixão.
  • Em outro, escreva suas habilidades. Aquilo que você se considera como expert.
  • Por fim, no terceiro círculo, quais são os seus desejos. Liste cada um deles.

Ao terminar, você vai perceber que escreveu algumas coisas parecidas em cada círculo. Coisas que, de alguma forma, possuem ligação.

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Vejamos um exemplo: eu sou apaixonado em inspirar pessoas, me sinto bem falando em público (portanto, tenho a habilidade em me comunicar) e eu desejo inspirar as pessoas a viverem plenamente suas vidas. Então, eu “descobri” qual o propósito de minha vida.

Após conhecer o seu propósito de vida, você precisa ter uma visão de como viver e servir para esse propósito.

visão

Como executar seu propósito.

Sua visão é uma descrição inspiradora do que você gostaria de alcançar a médio ou longo prazos. Podem ser coisas, comportamentos ou atitudes que você deseja e que estão conforme o seu propósito de vida.

Nós nos erguemos por nossos pensamentos. Nós subimos conforme a visão que temos. Se você quer melhorar sua vida, comece pelo pensamento. Mantenha a imagem ideal de você próprio, a todo tempo e em qualquer lugar.

“Quando não há visão, você deixa a vida lhe levar …” O que acontecer estará bem. Mas, se você deseja realmente viver, você precisa ter sua visão de futuro. Ela ajuda a escolher caminhos a seguir. Ajuda a viver para o seu propósito de vida.

Não ter uma visão é como andar em um ambiente escuro. Você pode tropeçar a qualquer momento. Quando isso acontece, demora um pouco a retomar o equilíbrio e prosseguir na caminhada.

“Sua visão só será clara quando você olhar dentro de seu coração. Quem olha pra fora, sonha. Quem olha dentro, acorda.” – Carl Jung

Diz um provérbio japonês que “uma visão sem ação é um sonho acordado. Mas, ação sem visão é um pesadelo”.

Tão logo tenha definido sua visão, é hora de definir suas metas.

metas

Um pedaço de sua visão.

É um resultado mensurável e observável, que contribui para atingir o(s) objetivo(s) no prazo estipulado. É o resultado do esforço realizado. Uma meta é resultado de ações realizadas. Algo que você possa medir e que contribua para a sua visão.

Não importa o tamanho de sua visão, eu acredito que você possa vivê-la diariamente, em sua forma mais simples.

Se a meta que você estabeleceu vale a pena, então compensa reservar uma parte de seu dia para atingi-la.

Conclusão

Sua visão precisa de um plano de ação. Este plano deve conduzir para o seu propósito de vida.

Esta, portanto, é a química entre Propósito, Visão e Metas.

A importância da amizade

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por Alda César.

A importância da amizade

amizade

Quero começar este texto, disponível no sítio Pensador, com uma publicação de um autor desconhecido:

Amizade

Você tem amigos? Em caso positivo, então sabe o quanto é importante ter amigos verdadeiros. Muito já se falou desses tesouros chamados amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor.

Quando não se é rico, nem importante, nem famoso, é fácil saber quem são os amigos. Pois, em tese, não têm outro motivo para uma aproximação, que não seja a amizade pura e simples. O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas. Pois aí poderá haver aproximações movidas por interesses e conveniências nem sempre baseados na amizade sincera.

É comum que pessoas famosas, muitas vezes, se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém em quem possam confiar incondicionalmente. A verdadeira amizade está acima de qualquer valor financeiro. Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda.

E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel. De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não pudesse contar suas alegrias a um amigo. De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar.

Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais pobre da face da terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade. Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira das pessoas que se estimam.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. A amizade pura é uma flor que nunca morre. Para tê-la, você precisa aprender a ser amigo.

Afinal o que significa amizade?

“A amizade ocupa um lugar fundamental em nossas vidas. Ela é tão importante como a necessidade do ser humano de se alimentar e descansar por exemplo. A amizade perfeita apenas pode existir entre os bons.” Aristóteles 

amizade2

“A Escola de Atenas”, do pintor italiano Rafael; ao centro, os filósofos gregos Platão e Aristóteles (Aristóteles apontando para cima, clara evidência sobre a teoria das idéias).

Aristóteles (384 – 322 a.C) foi quem buscou aprofundar o sentido desta relação para a vida como um todo. Por isso pode nos ajudar a responder a essa pergunta. Ele afirma que a amizade (philia) é “sumamente necessária à vida”. Mesmo para aqueles que possuem muitos bens, pois a prosperidade nada é sem o “ensejo de fazer o bem”. Bem que consiste na “prática de ações nobres”.

“Quando os homens são amigos não necessitam de justiça.” Aristóteles

A cultura grega influenciou o ocidente, não só na linguagem, mas em seus mitos e culturas. Os filósofos gregos estudaram sobre diversas questões, como política, beleza, verdade, vida, conhecimento, amor e amizade.

Apesar de Platão ter escrito em seus diálogos sobre a amizade (no Lisias), quem mais se destacou foi seu discípulo Aristóteles. No livro ética a Nicômaco, Aristóteles dedica os seus livros IX e X para falar sobre o tema.

No entender do filósofo, “A amizade é uma virtude, além de ser algo extremamente necessário para a vida.” De fato, ninguém gostaria de viver sem amigos, mesmo que ele possuísse todos os outros bens.

No senso comum, amizade é uma palavra que evoca uma relação de confiança. Mas o filósofo parece ir mais além disso e, a fim de alcançar esse sentido, reconhece que a amizade é uma relação de amor.

No entanto, pode-se falar acerca da existência de tipos de amizade em Aristóteles. As formas de amizade relacionam-se com o objeto de amor ou “coisas estimáveis”. Com respeito a cada uma delas existe um amor mútuo, e os que amam desejam-se bem a respeito daquilo porque amam. Para o filósofo, a amizade pode basear-se na utilidade ou no prazer ou no bem (denominando assim, os tipos dessa relação).

Na modernidade

Três grandes pensadores já discutiram a concepção de amizade: Montaigne, Voitaire e Kant.

Podemos definir nesse contexto de modernidade como um conjunto de transformações culturais, políticas e econômicas que tem início a partir do século XV e se estende até o século XVIII.

amizade3Montaigne dedicou um capítulo inteiro a amizade a seu amigo Etienne de La Boëtie.

Para Montaigne, entre pais e filhos não pode haver amizade, mas somente respeito. Assim como também não se pode confundir amor e amizade.

Para Voltaire: “A amizade sempre me pareceu a primeira de todas as virtudes, porque é a primeira de nossas consolações”. “Fazer amigos para vencê-los é como construir monstros para combatê-los; é mais natural, mais razoável e mais humano fazer amigos”. amizade4

Em seu livro Ingênuo, Voltaire afirma: “A leitura dilata a alma, mais um amigo iluminado a consola”. E no seu Dicionário Filosófico, publicado em Genebra em 1764, o verbete Amizade registra: “é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas”.

Foi em Lições de Ética que o filósofo alemão Immanuel Kant disse que na amizade o homem se ocupa ao mesmo tempo da felicidade própria e alheia.

amizade5

Distinguindo aqui três formas diferentes de amizade – aquelas decorrentes da necessidade, aquelas fundamentadas no gosto ou intensão e aquelas baseadas no sentimento de intenção – Kant afirmou que a amizade é a superação da ética da busca individual da felicidade. É o máximo do amor recíproco.

De qualquer maneira, encontramos na história da filosofia vários pensadores que apontam a importância da amizade.

O amigo

É o amigo que nos alerta, quem nos provoca a pensar. É também um amigo quem compartilha conosco suas histórias, seu modo de ser, seu cuidado, seu riso.

amizade6

Amizade é uma relação afetiva entre indivíduos.

É o relacionamento que as pessoas têm um afeto e carinho por outra, um sentimento da reciprocidade do afeto, de uma ajuda mútua, compreensão e confiança.

Ela pode ter diversas origens, como: o colégio, a faculdade, o trabalho, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontade. E em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração. Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

“O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade”. (Provérbios 27:9)

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Será utopia?

Para alguns, a amizade verdadeira pode ser considerada como uma utopia. Em face de um mundo globalizado, onde as pessoas atropelam seus interesses por uma amizade, pensando mais em si que no próprio amigo, prejudicando a relação.

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Se faz necessário falarmos da virtualidade atual. Nas redes sociais, por exemplo o Facebook, ser amigo é ter sido aceito na página de alguém. Nessa circunstância, a amizade pode ser superficial. Mas por outro lado, certos encontros podem se tornar sólidos, duradouros e, inclusive, escapar da barreira virtual. Tudo é relativo! As redes sociais podem tanto abrir ou fechar portas.

Reações físicas

O médico especialista e pesquisador Ricardo Monesi, professor do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, relata que o cérebro trabalha tão intensamente quanto a língua; a amizade envolve não apenas o contexto social, mas também o biológico e o psicológico. “Essas três dimensões estabelecem relações multidirecionais, ou seja, interagem mutuamente”.

Ele conclui afirmando: ao se relacionar com outra pessoa ou com um grupo, as sensações se traduzem em benefícios no organismo, através da liberação de substâncias que, além da sensação do prazer, ajudam em fatores como o fortalecimento do sistema imunológico e na diminuição da dor.

“O corpo libera os neurotransmissores, como dopamina, serotonina e endorfina, que oferecem sensação de bem-estar e que às vezes é tão intensa, que podem reduzir os níveis de dor, trabalhando como analgésicos, detalha Monezi.

Além disso, as relações sociais são capazes de reduzir a liberação de hormônios relacionados ao estresse, como a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol, consequentemente diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e fortalece as defesas do organismo.

Monezi lembra: ter amigos pode trazer benefícios no âmbito psicológico, reduzindo a ansiedade; melhora também nos quadros depressivos. No lado social, a amizade ajuda na redução das violências sociais, conclui o especialista.

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Conclusão

Amigos são importantes porque todos precisamos saber que somos apreciados, queridos e até amados por aqueles que escolheram ser nossos amigos entre todas as pessoas do mundo.

A amizade é uma escolha. É esse processo de compartilhamento de seus valores e sentimentos que faz a amizade durar. Se faz necessário fortalecer o emocional e ser compreensivo.

No início, a proximidade é importante, porém, amizades fortes sobrevivem mesmo com a distância.

Escolha bem seus amigos e não confunda coleguismo com amizades.

“É melhor ter a companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, um amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre um homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” Eclesiastes 4:9-10

Referências

Pensador.

Filosofia no Caminho.

Carolina Samorano e Juliana Contaifer.

Um bom exemplo de construção de equipes vitoriosas

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por Ronaldo Lundgren.

equipe-hockey

Uma carta de Louisa Clarke, publicada na revista businesslife, na edição de novembro de 2016, apresenta o caso da equipe inglesa de hockey, que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Um bom exemplo de construção de equipes vitoriosas.

A equipe feminina de hockey da Grã-Bretanha saiu de um modesto 11o lugar no Campeonato Mundial de hockey em 2014 para medalhista de ouro nos Jogos do Rio. Como foi possível tal façanha?

Ter uma capitã e uma técnica que inspiraram a equipe ajudou. Mas, o que fez essa equipe ser uma “super equipe” foi o relacionamento de confiança, criado durante o treinamento. Neste período, a equipe funcionou em uma atmosfera de “segurança psicológica” – um clima onde as pessoas se sentiam confortáveis sendo elas mesmas, podendo dar o seu melhor.

Hollie Webb, artilheira da equipe, comentou sobre as lições aprendidas no Campeonato Mundial de 2014: “As pessoas colocaram pra fora tudo o que estava incomodando. Que causava frustração. Foi um período horrível, mas aprendemos com ele e chegamos até aqui.”

Sua companheira de equipe, Alex Danson, afirmou: “Nós passamos muitas horas falando sobre como queríamos ser e o que queríamos entregar nos Jogos do Rio. Isto tudo além do treinamento.”

De acordo com Havard Business Review, as atividades de trabalho colaborativo cresceram mais de 50% nos últimos vinte anos. Em média, trabalhadores gastam 75% do seu dia comunicando-se com os colegas. Criar brilhantes equipes de trabalho nunca foi tão importante. Equipes tendem a inovar com maior rapidez, ver erros mais rápido e encontrar melhores soluções para os problemas.

Da mesma forma que o fracasso no Campeonato Mundial de Hockey, em 2014, serviu como catalisador para o retorno do técnico Danny Kerry, se a sua equipe não está funcionando bem, você precisa de alguém que funcione como um “facilitador“. Uma pessoa que chegue para ajudar a recalibrar as relações interpessoais. De preferência, alguém que tenha o benefício da ignorância. Ou seja, que não esteja ligado às convenções da organização nem amarrado à hierarquia.

O facilitador deve ser uma pessoa que estimule uma comunicação verdadeira, voltada para a reconciliação. Cada integrante da equipe deve falar honestamente, dizendo como se sente e o que espera do outro colega.

Você pode estar se perguntando: por que isso? E a resposta é que você não pode resolver um problema quando você está dentro do problema.

Como liderar com inteligência emocional

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por André Bartholomeu Fernandes.

Como liderar com inteligência emocional

Quando eles são capazes de ajudar os outros a serem melhores, as coisas que todas as empresas buscam, como aumento dos lucros, comprometimento, empenho, criatividade e inovação surgem naturalmente.

Então, como é que um líder desperta o melhor dos outros?

Ele começa com a inteligência emocional. Mas do que apenas as habilidades pessoais, a inteligência emocional é uma poderosa consciência sobre nós mesmos e sobre os outros.

Isso nos dá capacidade de escolher novas formas de lidar com as situações difíceis e de se libertar de velhos hábitos de pensar e de agir que não produzem os resultados que queremos.

Quando a inteligência emocional é alta, a enorme quantidade de energia da equipe que é desperdiçada cem coisas como falta de comunicação, mal-entendidos, tensão e conflitos é libertada e pode ser direcionada para a produtividade.

Aqui estão algumas dicas de como grandes líderes podem desenvolver sua inteligência emocional.

#1. Tenha coragem de olhar para si honestamente

Grandes líderes olham para todos os lados. Pontos cegos e comportamentos não úteis que aparecem sem que você perceba pode ser um grande impeditivo.

Ao invés de fugir de seus momentos menos lisonjeiros e dar desculpas, eles aceitam o que veem. Quando eles veem algo que não gostam, eles procuram uma melhor forma de fazer o que tem que ser feito.

#2. Lide com a bagunça que todos evitam

Muitas vezes as pessoas gostam de pensar em um negócio como algo lógico e racional, e não emocional.

Na verdade, nada pode estar mais longe da verdade. Os sentimentos e as emoções de todos nós experimentamos aparecem no trabalho da mesma maneira que aparece em casa.

Grandes líderes sabem que, para qualquer grupo de pessoas maximizar o seu potencial, elas devem aprender a lidar de forma eficaz com o lado humano do negócio.

#3. Construa confiança

Confiança é a base de qualquer relacionamento saudável, produtivo e rentável. Grandes líderes entendem isso.

Eles sabem que suas palavras e ações são o que constroem ou destorem a confiança. Quando a confiança é corroída, eles agem rapidamente para repará-la, para que todos possam voltar ao normal.

A confiança é a base para um líder construir uma equipe de sucesso.

A confiança é a base para um líder construir uma equipe de sucesso.

#4. Esteja disposto a ser vulnerável

Eles sabem que não temos todas as respostas porque ninguém está 100% certo todo o tempo.

Isso incentiva as pessoas a agirem da mesma forma, aliviando assim a pressão incapacitante para sermos perfeitos e nunca cometermos um erro.

#5. Seja autêntico

Grandes líderes são eles próprios, em vez de tentar serem outra pessoa.

Suas palavras e ações são congruentes com o que eles pensam e sentem por dentro, e isso cria uma enorme confiança.

#6. Mude a visão de liderança

Em vez de enxergar a liderança como algo de responsabilidade de executivos de alto nível, veja a liderança como uma responsabilidade que todos podem compartilhar.

Grandes líderes pedem a participação de todos, procuram ideias e reconhecem que as ações dos outros contribuem diretamente para o sucesso ou fracasso da empresa.

Isso proporciona maior criatividade, inovação e capacidade de resolução de problemas.

#7. Seja curioso

Grandes líderes entendem que precisam ser capazes de ver as coisas de uma perspectiva diferente que lhes permite descobrir oportunidades escondidas, encontrar as melhores soluções para os problemas e inovar sem tanto esforço.

A curiosidade é a grande chave para novas descobertas.

A curiosidade é a grande chave para novas descobertas.

#8. Abra espaço para os outros

Grandes líderes entendem a importância de compartilhar os holofotes e abrem espaço para os outros crescerem, terem sucesso e prosperar.

#9. Gerencie a energia

Grandes líderes entendem a importância do gerenciamento de energia. Seja a sua energia, ou a dos outros.

Eles estão constantemente em sintonia com o que está acontecendo na organização, certificando-se de que a energia é dirigida na direção certa, e que a organização não é nem um pouco produtiva à beira do esgotamento.

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Este artigo foi adaptado do original, “10 Ways to Be a Great Leader”, da TrainingMag.

Ser otimista é ser perseverante

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por Alda César.(*)

otimismo2 

O otimismo vem da palavra latina “optimum”, que significa “ o melhor “.

Não há barreiras que o ser humano não possa transpor. (Helen Keller)

O otimismo é a disposição para ver as coisas pelo lado bom e esperar sempre uma solução favorável, mesmo em situações difíceis.


Com autorização do Instituto Tadashi Kadomoto, publicamos o vídeo que tem muito a ver com o texto.


O nosso pensamento mexe muito com o destino e ele acompanha em toda a nossa vontade e nos proporciona poderes inimagináveis. Quando você espera o melhor está criando uma expectativa que o impulsiona para um processo de vitória.

Ser otimista é ser perseverante

Ser otimista é ser perseverante. É ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.

Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira ao seu favor, colocando-o a serviço da humanidade. Você é quem escreve a história de sua vida, ao optar pelas atitudes construtivas.

“Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela”. (Paulo Coelho)

Quando esse pensamento de otimismo flui na nossa mente a nossa consciência trabalha na direção de suas metas.

O contrário do otimista é o pessimista, que são pessoas que veem tudo pelo lado negativo, acreditando que tudo vai dar errado e espera sempre o pior. É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.

A vida nos testa todos os dias, e ao longo dela nos deparamos com situações e circunstâncias negativas. Como manter o otimismo nesse momento? E na morte de uma pessoa que amamos, quando perdemos o emprego, quando o casamento termina, nos sentimos muito mal. Mas precisamos aprender a ver o lado positivo.

Algumas pessoas enfrentam as adversidades com coragem e conseguem seguir em frente, ter uma atitude positiva e ver o lado bom de cada situação.

“Nós não podemos mudar a situação? Se não está em suas mãos mudar uma situação que causa dor, sempre poderá escolher a atitude com a qual enfrentará o sofrimento”. (Victor Frankl)

Ser otimista é se esforçar para encontrar soluções, vantagens e possibilidades em todas as situações que enfrentamos na vida. A pessoa pode aprender a ser otimista, olhando o lado bom das coisas.

Otimismo e autoestima

Nós somos seres imperfeitos e sabendo disto por sermos inteligentes precisamos regar sempre a nossa autoestima, pois ela é fundamental para uma visão positiva da realidade. Cuidar-se é fundamental, aqui entra a prática de algum esporte, uma alimentação saudável, exercitar o cérebro com leituras, escrever e aprender coisas novas.

Não fique procurando a aprovação dos outros, porque nossos familiares e amigos não nos aceitam como realmente somos e isto leva-nos a um sentimento de frustração, portanto não permita que isto o paralise.

É fundamental aprender a dizer não. Quantas vezes você já se surpreendeu dizendo sim, quando na realidade queria dizer “não” ? O não é necessário e terapêutico. Aprenda a colocar limites sobre o que você não gosta ou lhe incomoda. Ninguém fará isso por você. Não devemos ter medo das consequências de uma negativa, porque esse medo nos paralisa e nos faz sentir que não somos nós mesmos.

Aprenda com os seus fracassos – sempre há algo a se aprender com os nossos erros e falhas. É preciso tirar um ensinamento positivo de cada erro.

“Às vezes você ganha e às vezes você aprende”. (Robert Kiyosaki)

Se o sujeito só espera coisas boas da vida, pode deixar de tomar importante passos para se prevenir contra as adversidades inerentes ao cotidiano. E, muitas vezes, para ele é mais complicado superar obstáculos quando o que planejou dá errado. O que quero dizer, que o essencial é ter equilíbrio e bom senso.

“No meio de toda dificuldade existe sempre uma oportunidade”. (Albert Einstein)

O que faz alguém ser tão otimista ou tão pessimista?

A diferença está na forma de que cada um conversa consigo mesmo. Indivíduos otimistas, resistentes ao infortúnios, acreditam que toda situação infeliz é passageira; já os pessimistas encaram tais acontecimentos em termos permanentes.

O comportamento pode ser influenciado por diversos fatores, como a presença da doença física, que provoca um retraimento geral, ou por falta de micronutrientes, como o aminoácido triptofano, precursor do transmissor químico serotonina e, portanto, imprescindível para o bom humore o otimismo.

otimismo3A família tem grande influência, sujeitos naturalmente otimistas geralmente vem de um lar em que predomina o diálogo e descontração.

Já pessoas mais confiantes em geral têm uma vida com mais alegria e felicidade, conseguindo encarar os desafios com energia e se recuperando rapidamente dos problemas.

Muito importante também além de pensar positivo é colocar a mãos à obra, o agir. Construir uma realidade através de um ponto de vista alegre e positivo.

Conclusão 

É preciso identificar e entender nossas emoções para poder controlá-la.

Bem, o otimismo nos proporciona uma boa saúde, menos estresse e melhora os nossos relacionamentos.

O segredo, diz Mark Stevenson : “Não trata de dizer que “ tudo vai bem”, mas que “ Tudo pode ser melhor”. No entanto, é preciso trabalhar por isso”.

“Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você onde você andar”. Josué- 1:9

7 formas baratas de motivar os funcionários da sua empresa

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7 formas baratas de motivar os funcionários da sua empresa

7 formas baratas de motivar os funcionários da sua empresa

Em épocas de crise, deixar seus funcionários felizes e produtivos é ainda mais importante. Veja como incentivar sua equipe, mesmo sem muito orçamento.

São Paulo – Durante uma época de crise econômica, incentivar a equipe parece uma tarefa impossível: mesmo que sua empresa não tenha demitido ninguém, o clima de ansiedade generalizada é constante. Por isso, mais do que nunca, essa é a hora de colocar em prática algumas táticas para manter sua equipe feliz e produtiva.

“Incentivar é sempre importante. Em uma recessão, porém, não é apenas importante: é fundamental”, afirma Maria Cristina Ortiz, docente da Business School São Paulo (BSP). “Se não houver uma equipe engajada, você perde também a única forma viável de sair de uma crise econômica.”

Isso não significa que o empreendedor tenha que gastar rios de dinheiro para fazer uma boa gestão de pessoas. “Os incentivos não são apenas premiações e bônus, como costuma passar pela cabeça das pessoas. Dinheiro é relevante sim, mas não é a única forma de estimular”, defende Esmeralda Queiroz, consultora do Sebrae de São Paulo.

A chave para conseguir incentivar seus funcionários é pensar no que você pode fazer para deixá-los felizes, afirma Janaína Ferreira, professora de coach, liderança e carreira do Ibmec do Rio de Janeiro. Isso porque quem está feliz trabalha de forma mais produtiva. “É bom para o empreendedor, para a empresa e para os funcionários.”

Quer alguns exemplos de estratégias simples e econômicas para incentivar sua equipe? Confira, a seguir, sete delas:

1. Dê um propósito a sua equipe

O primeiro passo para incentivar seus funcionários é fazer com que eles saibam que o trabalho deles é importante. ”Fazer essas pessoas lembrarem que trabalham para uma causa maior dá sentido àquela ação do dia, por mais mecânica que ela possa ser. O funcionário não se sente incentivado se não sabe como sua atividade afeta outras áreas da empresa, qual a importância dele nesse processo”, explica Janaína.

2. Não faça reuniões apenas para dar broncas

Muitos empreendedores só falam com seus funcionários na hora de dar más notícias. Mas fazer reuniões para falar dos bons resultados e elogiar o trabalho que está sendo feito é tão importante quanto, mesmo que sejam conquistas pequenas. “Qualquer forma de reconhecimento já é um incentivo. Por meio dele, é como você dizer que acompanha o que a equipe produz, reconhece e divulga esse esforço”, explica Maria Cristina.

Também é preciso que os funcionários sejam incluídos nas conversas de planejamento. “Essa atitude melhora o clima da empresa, porque cria condições para que a equipe esteja engajada e possa contribuir com novas formas de alcançar as metas”, ressalta Esmeralda.

3. Saiba quem são seus funcionários

Para estimular sua equipe, é preciso saber as preferências de cada um dos funcionários. Por isso, reserve um pouco do seu tempo para saber o que anima cada funcionário, o que incomoda e o que é esperado para o futuro.

“Você não precisa gastar muito dinheiro: o que você precisa é gastar tempo, sentando com sua equipe e ouvindo. Caso contrário, você estará sempre dando estímulos errados”, afirma Maria Cristina. “Eu só engajo quando entendo os desafios pessoais de cada um. Quanto mais eu atuo como coach da minha equipe, mais eu desato os nós que impedem esses funcionários de trazerem bons resultados para a empresa.”

4. Proponha desafios e recompense

Outra forma de incentivar seus funcionários é oferecer pequenos desafios no dia a dia: por exemplo, buscar a solução para um problema antigo do negócio ou para bater a meta proposta. Quem resolver um desses desafios recebe um prêmio simples, como um vale-presente ou um produto da própria empresa. “Faça atividades curtas, com no máximo um mês de duração. O desembolso é pequeno, mas a equipe se engajará no desafio proposto”, ressalta Esmeralda.

Janaína recomenda ir além: para quem alcançar a solução, uma porcentagem do faturamento obtido com a ideia pode ser revertida ao funcionário. “Isso encoraja pessoas a criarem novos projetos, o que faz o faturamento crescer ainda mais.”

5. Estimule a capacitação

Na mesma linha, é preciso estimular o desenvolvimento intelectual e técnico constante dos funcionários. Isso porque quem está estagnado também fica desmotivado. “A pessoa tem que se ver crescendo na empresa. Ou seja, relacionando o resultado que traz para a empresa com seu desenvolvimento pessoal”, diz Maria Cristina.

E não é preciso desembolsar muito para capacitar a equipe. “Existem centenas de cursos, palestras e eventos de graça e online. A empresa pode fazer essa pesquisa e trabalhar com esse tipo de estímulo. Lembrando que tornar os funcionários valiosos é importante para a empresa também”, ressalta Janaína.

6. Feche parcerias com estabelecimentos próximos

É comum empresas fazerem acordos com academias, restaurantes e escolas próximas, com o objetivo de oferecer descontos aos funcionários. Essa é uma parceria que não costuma sair muito cara, diz Esmeralda, e pode ser uma via de mão dupla. “Seus funcionários ficam felizes e o outro negócio consegue atrair e fidelizar mais clientes. Dependendo do seu tipo de empresa, pode até ser possível oferecer produtos ou serviços para os funcionários do estabelecimento parceiro.”

7. Ofereça um espaço extra no escritório

Um ambiente alegre e organizado faz seus funcionários acordarem mais dispostos. E oferecer um espaço para isso dentro do seu negócio não significa, necessariamente, gastar mais. Janaína sugere, por exemplo, estimular os funcionários a decorarem suas mesas, estabelecer um dia para roupas mais casuais, promover um encontro semanal na própria empresa, dar prêmios simbólicos e reservar um pequeno espaço do local para relaxar e tomar café. “Levar alegria não tem custo nenhum para a empresa e as pessoas se sentem importantes”, ressalta a professora.

Referência(s)

Este artigo, de Mariana Fonseca, foi publicado na Revista Exame.