[HAITI] Uma boa razão para você ter orgulho

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por Ronaldo Lundgren.

Lançamento do Projeto Quarteirão Limpo no Haiti: dignidade para as famílias.
Lançamento do Projeto Quarteirão Limpo no Haiti: dignidade para as famílias.

[HAITI] Uma boa razão para você ter orgulho

Fui designado para comandar o Batalhão Brasileiro no Haiti. Era o ano de 2010, depois do terrível terremoto que vitimou mais de 200 mil pessoas.

Foram mais de 5 meses de preparação. A tropa era constituída por militares do Paraná e Santa Catarina. Mais de 1.200 homens e mulheres iriam passar seis meses no país caribenho.

Todo comandante tem seus momentos de solidão. Mesmo estando ao lado de tanta gente, três coisas não saíam de minha cabeça:

  • representar bem o Brasil, honrando as tropas que me antecederam e que fizeram um trabalho extraordinário por aquele país;
  • trazer todos os militares de volta ao Brasil. Infelizmente, o terremoto de 2010 vitimou 18 oficiais, sargentos, cabos e soldados; e
  • deixar algo para os haitianos, além da sensação de segurança, de modo que todos do Batalhão pudessem responder à pergunta: “O que vocês fizeram lá?“.

Embora seja uma pergunta fácil de fazer, sua resposta costuma não ser bem compreendida por quem nunca foi militar. O que poderíamos fazer? O que mais poderia ser feito em apoio aos haitianos mais sofridos?

Este é o tema do post. Em poucas palavras e imagens, vou lhe apresentar uma boa razão para você ter orgulho de seus soldados brasileiros.

Quarteirão Limpo

Porto Príncipe (Haiti) – Em 30 de janeiro de 2011, o Batalhão Brasileiro de Força de Paz (BRABATT 1) iniciou a ação comunitária denominada “Quarteirão Limpo”.

O trabalho realizado naquele dia era apenas a etapa final de uma série de medidas executadas nos cinco meses anteriores.

A localidade “La Difference”, na região de Cité Soleil, uma das partes mais sensíveis da área operacional de responsabilidade (AOR) do Batalhão, foi quem recebeu toda a atenção.

A ação foi uma iniciativa do BRABATT 1, em parceria com a Seção de Redução da Violência Comunitária da MINUSTAH (CVR). MINUSTAH é a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti.

O principal foco era a revitalização de 04 quarteirões, incluindo a pintura das áreas externas das casas, a instalação de iluminação pública e a limpeza das adjacências de cada quarteirão.

Mais do que uma ação, tratava-se de um conceito que deveria ter um efeito multiplicador para as demais áreas de Cité Soleil.

Dessa forma, esperava-se desenvolver o espírito de cooperação, a cidadania e as noções de limpeza urbana, contribuindo para um ambiente seguro e estável na comunidade.

Lixo acumulado nos canais de Cité Soleil.
Lixo acumulado nos canais de Cité Soleil.

O Projeto

A ideia do projeto é proporcionar um pouco de dignidade para as famílias residentes em áreas sem infraestrutura.

Para isso, uma sequência de ações são tomadas, preparando aquelas pessoas para receberem a atenção merecida.

Depois, essas pessoas deveriam continuar com as próprias pernas na caminhada para fortalecer a dignidade de cada uma delas.

O ponto inicial consiste em definir o quarteirão que receberá o projeto. Para isso, é realizado um levantamento das pessoas que nele residem, cadastrando-as e confirmando se são voluntárias para participarem das ações futuras.

Em seguida, com apoio das lideranças locais, são definidos 8 locais que irão receber postes de iluminação pública, à base de energia solar.

Tais postes, montados no próprio Haiti, possuem tomadas localizadas ao alcance das pessoas, de modo que podem ser utilizadas para carregamento de baterias de celular.

Depois, é definido o final-de-semana para a realização do mutirão de pequenos reparos nas moradias, pintura das fachadas, varrição e coleta de lixo. Tudo é feito pelo próprio morador, voluntariamente.

Cabe aos soldados fornecerem o material para pintura (tintas, pincéis, etc.) e os caminhões para retirada do lixo recolhido, conduzindo-o a um aterro em local afastado.

Quarteirao Limpo 5

A dona da casa é quem manda

Um detalhe importante: as cores das casas são definidas pela dona da casa. São disponibilizadas várias opções para que elas possam escolher. Aliás, todo o projeto é conduzido tendo a mulher como a autoridade decisora. Afinal, é ela que sabe o que é melhor para sua família.

Por um período de três meses, moradores do quarteirão são contratados para manterem a limpeza da área. Para o serviço, recebem um salário mensal equivalente a 100 dólares (valor superior ao salário mínimo do Haiti).

A parceria do BRABATT 1 com a Seção de Redução da Violência Comunitária assegura que os recursos financeiros são a cargo da ONU. O dinheiro permite comprar todo material de construção e também pagar o salário das 20 pessoas contratadas para a limpeza pública.

Segurança não se faz só com soldados

Não se leva segurança a uma área onde as pessoas se vêem abandonadas pelo poder público. Elas próprias, por extinto de sobrevivência, estabelecem suas próprias rotinas e normas, sem esperarem o dia em que as autoridades encontrem tempo para olharem para elas.

O projeto, que começou após o terremoto de 2010, que vitimou cerca de 200 mil pessoas, continua em pleno vigor, com atualizações inseridas ao longo desses anos.

Oito quarteirões são beneficiados por ano. Pode-se estimar que algo em torno de trinta mil pessoas receberam a atenção da tropa.

Soldados brasileiros que estão lá para fazerem mais do que apenas patrulharem as ruas e imporem as medidas necessárias para a segurança.

Esse é um perfeito exemplo de como o binômio liderança e empreendedorismo social melhora a qualidade de vida de toda uma comunidade. (ver o artigo Empreendedorismo e Liderança)

A solidão do comando

Para não deixar sem resposta as outras duas coisas que me acompanhavam, com a ajuda de Deus conseguimos trazer de volta para suas famílias todos os 1.200 militares. Eles suplantaram inúmeras dificuldades: furacão, epidemia de cólera, pleito eleitoral, trânsito caótico e segurança pública.

Também conseguimos honrar os contingentes que nos antecederam. O Brasil é respeitado no cumprimento de sua missão. Com o apoio recebido do Exército, Marinha e Ministério da Defesa, a missão foi cumprida. Nossos soldados são excelentes profissionais. Sinto-me honrado por tê-los comandado.

Hora de agir!

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Fatores que influenciam o clima organizacional

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por Ronaldo Lundgren.

fatores que influenciam o clima organizacional

Fatores que influenciam o clima organizacional

O RH Portal define clima organizacional como um conjunto de propriedades mensuráveis do ambiente de trabalho percebido, direta ou indiretamente, pelos indivíduos que vivem e trabalham neste ambiente e que influencia a motivação e o comportamento dessas pessoas.

Clima organizacional é o indicador de satisfação dos membros de uma empresa, em relação a diferentes aspectos da cultura ou realidade aparente da organização, tais como: políticas de RH, modelo de gestão, processo de comunicação, valorização profissional e identificação com a empresa.

Para que serve conhecer o clima organizacional

A apuração do nível de satisfação dos colaboradores, se faz necessária para:

  • Indicar e apoiar as decisões dos gestores;
  • Mensurar como está a qualidade de vida no trabalho dos colaboradores. Assim, se a qualidade do trabalho for pobre, conduzirá à alienação do empregado e à insatisfação, à má vontade, ao declínio da produtividade. Também, a comportamentos contraproducentes (como absenteísmo, rotatividade, roubo, sabotagem, militância sindical etc.);
  • Estabelecer referências confiáveis sobre um ambiente específico para implementar ações, onde cresça a motivação, gerando um espírito participativo, efetivo, levando a empresa a atingir excelentes níveis de produtividade e comprometimento.

O clima organizacional é uma variável que influi diretamente na produtividade, pois o grau de salubridade de uma organização depende de sua atmosfera psicológica.

Esta atmosfera é fruto do conjunto de percepções das pessoas que compartilham seu dia-a-dia com a organização. A pesquisa revelará a realidade percebida pelos colaboradores e não somente o que efetivamente acontece.

Se a qualidade do trabalho for boa, conduzirá a um clima de confiança e respeito mútuo, no qual o indivíduo tenderá a aumentar suas contribuições e elevar suas oportunidades de êxito psicológico e a administração tenderá a reduzir mecanismos rígidos de controle social.

7 fatores que influenciam o clima

Para José Roberto Marques, existem 7 fatores que influenciam o clima organizacional de uma empresa:

Flexibilidade – Quanto os funcionários se sentem livres para inovar.

Responsabilidade – Senso de responsabilidade para com a empresa.

Padrões – Níveis de padrão/processos definidos na empresa.

Recompensas – Quanto as recompensas recebidas são vistas como corretas.

Transparência – O quanto as pessoas entendem os valores e missão da empresa.

Comprometimento – nível de compromisso com um propósito em comum.

Liderança – A qualidade das lideranças em geral da empresa. As atitudes do chefe impactam sobremaneira o clima organizacional. (Consulte o artigo “Quanto vale o sorriso do chefe“)

Considerações finais

Líderes que usam estilos que afetam o clima positivamente conseguem, sem dúvida, resultados financeiros melhores do que aqueles que usam estilos com efeito negativo.

O clima organizacional na empresa é responsável por 1/3 dos resultados, o que é demais para ser ignorado. O estilo do líder é o que mais afeta o clima.

[INFOGRÁFICO] Fatores que influenciam o clima organizacional (246 downloads)

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10 Dicas para uma Liderança de Sucesso

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por Marco Fabossi.*

10 dicas

Liderar pessoas pode ser um desafio, mas é também um grande privilégio. E o mais interessante é perceber que a maioria das ações, atitudes e comportamentos que nos levam a uma liderança de sucesso não dependem de dons ou talentos, mas de interesse, intenção, vontade, dedicação e disciplina.

Aqui vão 10 dicas para uma liderança de sucesso. Apesar de simples, podem revolucionar a sua liderança e transformar a vida daqueles que você lidera:

Conheça-se
Antes de conhecer e liderar outras pessoas é preciso fazê-lo a si mesmo por meio do autoconhecimento e da autoliderança. Por isso, separe alguns minutos do seu dia para refletir sobre o que tem feito e o que precisa fazer para aproximar-se do líder que você deseja ser.

Lidere pelo exemplo
Deixe que suas atitudes falem mais alto que suas palavras. Aquela história do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não funciona em liderança. Por isso, em termos de comportamento e atitude, não exija das pessoas aquilo que você mesmo não esta fazendo.

Construa o alicerce
Liderança é relacionamento e, sem que haja transparência e confiança, ela fica comprometida, já que normalmente as pessoas não se relacionam bem com aqueles em quem não confiam. Portanto, antes de qualquer outra coisa, construa relações de confiança com as pessoas.

Gerencie coisas, lidere pessoas
Gestão tem a ver com metas, recursos, processos, orçamentos etc. Liderança diz respeito a pessoas. Não tente controlar pessoas como se fossem coisas, mas lidere-as, demonstre interesse por elas, aproxime-se delas, trate-as não apenas como um recurso, mas como seres humanos.

Seja corajoso
Líderes de sucesso são corajosos e isso não significa ausência de medo, mas aprender a reconhecer seus medos, enfrentar a realidade de cada situação e escolher a melhor maneira de agir para que os objetivos sejam alcançados.

Pratique a humildade
Além de coragem, líderes de sucesso demonstram humildade em reconhecer seus erros e pontos fracos, permitindo que os outros se disponham a ajudá-lo.

Valorize as críticas
Sempre haverá pessoas que discordam do seu estilo de liderança ou das coisas que você faz. Tente entender os seus pontos de vista e trabalhe naquilo que pode ajuda-lo a melhorar. Tapinhas nas costas são mais fáceis de aceitar, mas não nos ajudam a melhorar.

Realize
O líder é responsável por realizar e não necessariamente executar, já que, para isso tem uma equipe. Líderes de sucesso desenvolvem, preparam e empoderam as pessoas para executarem com excelência suas atividades, portanto, reserve tempo em sua agenda para preparar e desenvolver seus liderados, para que você possa realizar mais.

Seja um coach
Crie planos de desenvolvimento e desafie seus liderados, exija deles o melhor, ajuste a rota e dê feedbacks construtivos e constantes. Quando eles te perguntarem sobre como fazer alguma coisa, devolva a pergunta e deixe que eles busquem a solução. Só assim eles se tornarão mais resilientes, proativos e autônomos.

Forme novos líderes
Em liderança, não existe sucesso sem sucessão. Uma liderança sem reprodução é uma liderança sem propósito e sem futuro e que apenas gera equipes dependentes e fracas, comprometendo o próprio trabalho e a continuidade da organização, portanto, forme novos líderes!


*Marco Fabossi – Conferencista, Escritor, Consultor, Coach Executivo e Coach de Equipe, com foco em Liderança e Coaching.

Entendendo competência

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por Ronaldo Lundgren.

Competencias

Entendendo Competência

Os trabalhos acadêmicos que tratam de competências definem o seu estudo em, basicamente, dois níveis de análise: individuais e organizacionais. Esses níveis estão relacionados. Para serem competentes, as empresas precisam de funcionários competentes.

O mundo organizacional está carente de talentos. As empresas estão conscientes do impacto que a falta de capital humano exerce na sustentação de sua vantagem competitiva. O contexto empresarial necessita de indivíduos preparados e dispostos a fazerem a diferença, todos os dias. Precisa de pessoas que busquem o auto desenvolvimento de maneira contínua e estruturada.

Conhecer quais são as competências necessárias e identificar o nível de desenvolvimento no qual o indivíduo se encontra, portanto são premissas fundamentais, tanto para as empresas quantos para seus colaboradores.

Competências Individuais

Para a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas, competência pode ser entendida como:

“Um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários ao desempenho das funções dos servidores, visando ao alcance dos objetivos da instituição”.

Competências envolvem comportamentos observáveis que se expressam na ação ou desempenho dos indivíduos.

Conceito de Competencia

Sendo assim, toda função dentro de uma empresa é composta por diversas competências que devem ser acompanhadas, avaliadas e desenvolvidas. Vamos detalhar uma competência que todos entendem: Dirigir.

 

Competência “Dirigir um Automóvel”

Conhecimento (Saber): Saber como liga o carro. Entender que você precisa, vagarosamente, soltar a embreagem enquanto acelera na primeira marcha. Ter consciência de que o volante é necessário para fazer curvas, etc…

Habilidade (Saber Fazer): Conseguir colocar o conhecimento na prática. Articular os movimentos de maneira coordenada para que o carro dê partida sem morrer. Conseguir virar o volante. Trocar a marcha e olhar no espelho ao mesmo tempo que está atento ao movimento de pessoas na rua.

Atitude (Querer Fazer): Querer dirigir o carro, apesar das chateações que podem estar envolvidas como não chegar atrasado, encontrar vaga para estacionar, trânsito e várias outras.

Apenas quando as 3 esferas são verdadeiras é que alguém é competente para desempenhar plenamente aquela atividade. Por essa razão, é indicado que as avaliações de desempenho de funcionários de uma empresa sejam feitas de acordo com as competências necessárias para cada cargo.

No nível do indivíduo, as competências humanas ou profissionais referem-se às competências individuais.

Para o sociólogo Philippe Zarifian, a competência é a capacidade de uma pessoa assumir iniciativas, ir além das atividades descritas, ser capaz de compreender e dominar novas situações no trabalho, além de ser responsável e reconhecida por isso.

Competências Organizacionais

Já as competências organizacionais estão relacionadas à organização ou as suas unidades produtivas e representam os atributos que a tornam eficaz.

Para Raphael Amit e Paul Schoemaker, competências seriam a “habilidade que as firmas têm de implantar seus recursos”. Algumas variações da definição de competência seriam: a habilidade das firmas de realizar uma determinada tarefa ou atividade, ou ainda, a habilidade que estas têm de usar seus recursos a fim de gerar vantagens competitivas.

Em 1990, Coimbatore Prahalad e Gary Hamel introduziram o conceito de “core competence” ou competência essencial. Este conceito pode ser sentido como o aprendizado coletivo da organização, a competência responsável pela alimentação, sustentação e estabilidade da firma. A competência essencial é difícil de ser imitada. É ela que permite que a firma tenha acesso aos diversos mercados relacionados a esta competência. Ela contribui significativamente para a percepção dos benefícios do produto da firma pelos consumidores.

A partir deste conceito, os autores argumentam a importância das firmas se concentrarem naquilo que realmente sabem fazer. Assim, investir em diferentes produtos e/ou unidades de negócio que estejam baseados em sua competência essencial.

 Considerações finais

Como vimos, a competência existe nas esferas individual e organizacional. Quando o líder de uma empresa avalia a competência de seu funcionário, ele deverá observar o CHA (Conhecimento, Habilidade, Atitude). Por sua vez, para uma organização ser competente, ela vai precisar dispor de RHE (Recursos, Habilidade, Entrega).


Este post baseou-se em dados disponíveis da empresa de coaching MB Soluções.

Como estabelecer metas

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por Ronaldo Lundgren.

Metas

Uma meta é um objetivo “almejado” que pode ser mensurado e claramente definido.

O estabelecimento de metas é essencial para a quase totalidade das atividades de uma organização. Com elas, a liderança cumpre, simultaneamente, duas importantes tarefas que estão a seu cargo: aponta a direção a seguir; e define o resultado que considera como sucesso.

Então, como estabelecer metas? Abaixo estão algumas considerações, baseadas no artigo “A era das metas impossíveis“, publicado na revista Exame.

Dose certa

Na hora de definir as metas, o ideal é fazer uma combinação da previsão de crescimento do PIB com a do próprio setor em que a companhia atua. Leve em conta um cenário positivo, um moderado e um pessimista e procure se aproximar do segundo para estipular as metas.

Atenção aos prazos

Em outubro, as projeções para o ano seguinte já começam a ser definidas – e com elas as metas da empresa. Em janeiro, as metas dos principais executivos devem ser repassadas para toda a equipe.

Sentido único

Voltar atrás em relação ao combinado inicialmente, só em casos extremos. Alterar as metas ao longo do ano – para baixo ou para cima – pode desmotivar os envolvidos ou passar a mensagem de que o jogo não é sério.

Poucos – e importantes – objetivos

Escolha ao máximo sete indicadores de avaliação para cada executivo – mais do que isso pode desviar a atenção do que de fato é prioritário. O ideal é que cada indicador tenha pesos semelhantes.

Ninguém ganha sozinho

Misturar metas coletivas ligadas à operação (como melhora de lucro e participação de mercado) a metas individuais (capacidade de inovar e liderança, por exemplo) é a melhor maneira de avaliar o desempenho de cada executivo e de incentivá-lo a buscar metas comuns.

Conversas constantes

Envolva os funcionários com diálogos abertos e contínuos sobre planos, metas e desempenho. É preciso que eles sejam informados sobre os resultados coletivos e individuais já alcançados e sobre como cada um deles pode melhorar.

Constituição e os Valores Nacionais

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por Ronaldo Lundgren.

Brasil

O conhecimento é fonte de poder. Cabe ao líder manter-se informado, sendo um mestre nos assuntos de sua profissão. Além desse conhecimento, ele precisa conhecer o seu país, de modo a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que estão ao seu alcance.

Por isso, este artigo trata de valores nacionais. É de fundamental importância conhecê-los. A partir deles, você poderá adaptar para sua organização, elaborando estratégias que estarão alinhadas com as ações voltadas para manter o Brasil acima de tudo.

Valores nacionais

Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a forma como a pessoa ou organização se comporta e interage com outros indivíduos e com o ambiente.

Os valores da nação brasileira estão claramente definidos no preâmbulo da nossa Constituição. São eles:

  • direitos sociais e individuais;
  • a liberdade;
  • a segurança;
  • o bem-estar;
  • o desenvolvimento;
  • a igualdade; e
  • a justiça.

Ações estratégicas que contrariem esses valores, além de serem inconstitucionais, correm o risco de não contar com o imprescindível apoio popular.

Direitos sociais e individuais

Direito individual é o que você tem como indivíduo: a vida, a propriedade, a inviolabilidade da casa e a se defender perante a justiça.

Direitos sociais são os que você tem como ser social: educação, saúde, transporte, moradia, etc.

Há de se convir que não existe direito ilimitado ou absoluto. Todo direito é relativo ou contextualizado na medida em que o que é direito de um passa a ser dever de outro.

Mesmo os direitos individuais mais básicos como a vida, são relativizados. Por exemplo, quando determinada pessoa ameaça a vida de outros ela pode ter sua vida subtraída para garantir que outras vidas sejam poupadas. Assim os direitos são confrontados.

O direito à vida da pessoa que está disposta a tirar a vida de outras não se sobrepõe ao direito dos ameaçados em viver. Eis um exemplo de confronto do direito individual à vida de um eventual psicopata com o também direito à vida das demais pessoas.

Liberdade

“A liberdade consiste em poder fazer tudo quanto não incomode o próximo”.

Uma das melhores definições da liberdade encontra-se contida na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789): “A liberdade consiste em poder fazer tudo quanto não incomode o próximo; assim o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem limites senão nos que asseguram o gozo destes limites. Esses limites não podem ser determinados senão pela lei”.

“A lei só tem direito de proibir as ações prejudiciais à sociedade. Tudo quanto não é proibido pela lei não pode ser impedido, e ninguém pode ser obrigado a fazer o que ela não ordena.”

Para o filósofo Isaiah Berlin, há pelo menos duas interpretações sobre liberdade:

  • A primeira interpretação afirma que possuir liberdade quer dizer “poder fazer ou ser aquilo que se escolhe sem interferências por parte de quem quer que seja, em primeiro lugar da autoridade política“.
  • Há também uma segunda interpretação que está no centro da tradição democrática: ela coincide com a idéia de liberdade como autonomia. Na qualidade de cidadãos, temos direito de participar e contribuir na escolha e nas decisões coletivas e, portanto, de participar e contribuir no exercício da autoridade que nos vincula.

Segurança

Usamos tanto essa palavra que até parece ser desnecessário ver o seu significado. De toda maneira, segurança “é a percepção de se estar protegido de riscos, perigos ou perdas”.

Ter segurança significa ter uma escolha. Ou seja, ter segurança assegura a liberdade. Segurança é uma das precondições para o desenvolvimento humano.

Bem-estar

O bem-estar é um processo ativo de equilíbrio que assenta sobre um pilar físico, um pilar material e um pilar emocional que nos conduz à liberdade.

O bem-estar físico está diretamente relacionado com a saúde do corpo, da mente e do meio ambiente no qual vivemos.

Temos o dever de contribuir e ajudar terceiros a melhorarem a sua qualidade de vida e bem-estar material.

O bem-estar material tanto é pessoal como o da sociedade à nossa volta. Isto significa que não é possível haver bem-estar só pra mim.

Por exemplo, se eu puder ter conforto material (viver em uma boa casa, ter um carro dos nossos sonhos, comprar o que me dá vontade) e os meus vizinhos ou os meus parentes e amigos viverem na penúria, o meu bem-estar é prejudicado.

Este campo é vasto, pois sempre haverá desigualdade social pelos mais diversos motivos. No entanto, para podermos ter e desfrutar de bem-estar material temos o dever de contribuir e ajudar terceiros a melhorarem a sua qualidade de vida e bem-estar material.

O bem estar emocional são os nossos relacionamentos. Estes são variados: família e amigos, profissional, com o Divino, com “outros” e, acima de tudo, conosco próprios.

Ao atingir o equilíbrio nestes três pilares, alcançamos a liberdade.

Desenvolvimento

O desenvolvimento deve ser encarado como um processo complexo de mudanças e transformações de ordem econômica, política e, principalmente, humana e social.

Desenvolvimento nada mais é que o crescimento. São incrementos positivos no produto e na renda. Todos querem se desenvolver para satisfazer as mais diversas necessidades. Quem não quer ter saúde, educação, habitação, transporte, alimentação, lazer, dentre outras?

Igualdade

A igualdade como valor pode ser entendida como a existência de um mínimo de oportunidades para cada pessoa. Esse mínimo comum advém do nascimento do ser humano. O nascimento carrega em si valores iguais mínimos da existência.

Nesse sentido, podemos dizer que a igualdade é o primeiro fator de criação da democracia. A igualdade está, portanto, ligada diretamente aos valores supremos da natureza humana. Ela dá a cada indivíduo uma igualdade de oportunidade, um mínimo existencial.

Justiça

De acordo com o Novo Dicionário Aurélio, a Justiça pode ser definida como virtude que consiste em dar a cada um, em conformidade com o direito, o que por direito lhe pertence.

Do ponto de vista filosófico, o sentimento de Justiça é intrínseco à consciência humana. Ou seja, o homem normal é dotado de discernimento do bem e do mal, do certo e do errado, do que é justo e injusto.

A quebra desses princípios provoca o desequilíbrio, a discórdia, o conflito e a ausência da paz social. Como conseqüência, ocorre a indignação e o inconformismo. Buscando-se a restauração dos direitos através da justiça.

Partindo para a ação

O Brasil não deixa claro aos cidadãos quais os valores devem ser cultuados. Muito se fala da sua importância. Quase sempre no campo individual. É preciso haver uma integração nacional. Uma unidade de atitudes.

Só a discussão construtiva, com a participação popular, pode referendar uma lista de valores que sirvam de liga para nossa sociedade.

O propósito deste artigo é exatamente este: apresentar uma série de valores – extraídos da Constituição – e perguntar o que você acha.

Qual sua opinião? Ela pode contribuir para colocarmos o tema na pauta dos assuntos importantes a serem definidos pelo povo. Deixe seu comentário.


Este post utilizou dados das seguintes fontes:

  1. Revista Escola Abril;
  2. Blog do Bem-Estar;
  3. Revista da FAE;
  4. Jus Navigandi; e
  5. Mundo dos Filósofos.

Por que alguém deve ser liderado por você?

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por Ronaldo Lundgren.

Por que

Por que alguém deve ser liderado por você?

Com essa pergunta direta, feita a executivos de empresas onde prestavam consultoria, os pesquisadores

Para liderar, você precisa de seguidores. E nos tempos atuais, onde o conhecimento está disponível para qualquer um, as pessoas passaram a ter mais poder. Por que elas deveriam seguir alguém quando elas mesmas poderiam ser os líderes?

No rol de conhecimentos disponíveis, uma grande quantidade de livros, revistas, seminários e blogs de liderança repassam tantas informações que chegam a confundir aqueles executivos que precisam conhecer os caminhos para exercerem uma liderança eficaz.

Normalmente, associa-se o líder de uma empresa ao cargo que ocupa. O presidente deve ser o líder maior. Seguido pelos diretores, gerentes e supervisores. A hierarquia da empresa indica uma cadeia de liderança. No entanto, sabemos que uma pessoa que ocupa um cargo de chefia não é, obrigatoriamente, um líder para seus funcionários.

Por isso aqueles executivos não responderam “Por que alguém deve ser liderado por você?” Quais características definem um líder? O que leva uma pessoa a seguir outra?

Há uma concordância de que o líder precisa ter visão, energia, autoridade e direção estratégica. Para os dois pesquisadores, além desses aspectos, os líderes possuem 4 qualidades que inspiram seus seguidores:

– eles expõem suas fraquezas, de forma seletiva. Com isso, ao mostrarem que são humanos e que têm certas vulnerabilidades, conseguem se aproximar de seus seguidores com mais facilidade;

– confiam na intuição para escolherem o momento certo de decidir. Possuem habilidade de coletar e interpretar as informações que lhe chegam, de modo a perceberem quando e como devem agir;

– eles possuem empatia. Verdadeira empatia. Preocupam-se com a situação de seus seguidores e procuram resolver os problemas que se apresentam;

– revelam suas diferenças. Sabem que as pessoas não são iguais. Daí, destacam aqueles pontos que os tornam únicos.

As pesquisas de Robert Goffee e Gareth Jones foram focadas naqueles líderes que inspiram, que capturam corações, mentes e almas. Eles acreditam que se você ocupa um alto cargo na empresa mas não possui essas quatro qualidades, poucas pessoas estarão dispostas a serem lideradas por você.

Não basta ter uma ou duas dessas qualidades. É necessário possuir as quatro. O líder que “promove suas diferenças” mas esconde suas fraquezas, normalmente, não é efetivo. Ninguém quer um líder perfeito.

Essas quatro qualidades devem ser entendidas como ingredientes de uma receita. Porém, cada ingrediente tem que ser utilizado na dosagem certa e no momento certo. Mostrar preocupação com os funcionários depois de ter mandado parcelar o pagamento dos salários, devido à falta de caixa na empresa, não é um bom exemplo de empatia.

Cada líder deve procurar saber porque as pessoas lhe seguem. Suas razões podem ser outras. Identifique-as. Experimente-as com outras pessoas. Veja se elas funcionam em um círculo maior. Expanda sua rede.


Este post baseou-se no artigo “Why Should Anyone Be Led by You?”, publicado na revista Harvard Business Review, de Setembro-Outubro de 2000.

10 Dicas para Liderar na Crise

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por Leila Navarro.

Change-Management

Você é um líder? Um campeão? Existe um espírito de equipe dentro de você? Qual a sua resposta neste momento de crise econômica e política?

10 Dicas para Liderar na Crise

Tenho observado atentamente o mercado e os mais diferentes tipos de comportamentos e decidi desenvolver dicas transformadoras para você que é líder no trabalho, em casa, no local de estudo, na comunidade, no grupo de amigos ou, no mínimo, na sua própria vida. Enfim, para você que é o protagonista da sua própria história. De alguma forma, em algum momento, todos nós somos líderes. E, se temos este espírito implícito de líder, devemos atuar e entender esta dinâmica sem rigidez. O importante neste momento é atingirmos as metas juntos, como uma equipe.

Pense: o líder responde pela equipe, mas a equipe é a voz do líder. Para ficar clara essa ideia, imagine uma equipe como se fosse um corpo humano. Me parece que o líder dessa equipe é o cérebro, concorda comigo? Pense agora no seu corpo. Diante de um perigo emergente e eminente, como se deparar com um leão no meio de uma selva. Não tenha dúvidas, as pernas começam a correr antes mesmo do cérebro emitir o comando: “Fujam”.

E, quando o coração percebe essa demanda, ele começa a bombear mais sangue, aumenta sua velocidade, todo o corpo começa a se mobilizar. Preste atenção. Nesse momento o coração é o líder. Mesmo que o cérebro fale: “Espere, já passou.”.

Tudo isso é bem mais complexo do que estou tentando metaforizar. Mas de uma coisa tenho certeza: o corpo humano tem uma inteligência que independe do cérebro, que independe de um comando. É uma sinergia, uma sintonia, uma interdependência saudável e inteligente. Consegue enxergar a minha provocação? Isso é uma equipe. Quando essa equipe funciona, não há crise, não há leão que possa ameaçá-la.

Observando e refletindo sobre este assunto, organizei sugestões que devem ser absorvidas por líderes e, além disso, compartilhadas com equipes. Essas sugestões potencializarão a força da empresa para enfrentar momentos de crise, estresses e pressão, assim como um corpo humano saudável, pleno e consciente.

Vamos nessa?

  • Seja sempre receptivo à mudança. Tratá-la como inimiga nos fará fracassar;
  • As mudanças podem ser vencidas com muito trabalho e inteligência, desde que todos estejam juntos. Para isso, os problemas devem ser abertos o máximo possível a toda equipe;
  • Encare a realidade, desafios e problemas sem subterfúgios;
  • Esteja disponível para receber delegações de tarefas especiais, mesmo que não estejam ligadas diretamente à sua função. Essa atitude demonstra comprometimento, evita argumentações desnecessárias e faz grande diferença em momentos de crise;
  • Não se economize e não se paralise com o medo. A confiança e o respeito da equipe ao trabalho de cada membro potencializam e fazem com que descubramos habilidades especiais em nós mesmos e nos outros. Esse é um dos lados positivos de passarmos juntos por uma crise;
  • O bom humor e a educação são fundamentais para qualquer ambiente organizacional. Isso proporciona um ambiente leve, produtivo e criativo;
  • Esteja aberto à criatividade. Vamos fazer mais, vamos abrir caminho para novas ideias, sugestões e críticas. Isso é crucial para o presente e para o futuro dos negócios;
  • Faça elogios. Reconheça o bom desempenho dos membros de sua equipe. Uma equipe madura não fica esperando que esse tipo de reconhecimento venha do chefe ou da empresa. Só assim a equipe se tornará mais motivada, unida e comprometida com os desafios e resultados;
  • Sugestões e decisões ousadas, que sejam baseadas na realidade da empresa, mercado ou negócios, são o caminho para o sucesso; e
  • Trate bem os membros da equipe e dê a oportunidade para que sejam ouvidos. Assim, se sentirão dignos e pertencentes à equipe.

Você gostou dessas dez dicas?

Coloque em prática e supere qualquer crise com a sua equipe. Juntos somos mais!


*Essas dez dicas foram extraídas da palestra “O poder da superação em tempos de crise”.

Uma rede de estudos e pesquisas sobre liderança

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por Ronaldo Lundgren.

Primeiro, definirei o conceito de rede, visto que ela desempenha papel central em minha caracterização da sociedade na era da informação. Rede é um conjunto de nós interconectados. Nó é o ponto no qual uma curva se entrecorta. (Manuel Castells)

A característica fundamental da dinâmica da competitividade contemporânea tem sido a produção, aquisição, reprodução e disseminação do Conhecimento. Existe um grande volume de conhecimento no Brasil, espalhado por todo o seu território. A dificuldade está em reuni-lo, para depois, disseminá-lo. Gerir o conhecimento não é tarefa fácil.

Uma das engrenagens que fará o futuro Centro de Desenvolvimento de Lideranças funcionar é uma rede de estudos e pesquisas sobre liderança (ReLid). Essa rede deve ser integrada, preferencialmente, por pesquisadores e estudiosos vinculados a instituições de ensino superior (IES) de todas as regiões do Brasil. Já contamos com 6 pessoas: duas no Rio de Janeiro, 2 em Pernambuco, 1 em Goiás e uma no Rio Grande do Sul. Todas dispostas a trabalhar voluntariamente.

Os objetivos principais da ReLid são os seguintes: 1) Realizar estudos e pesquisas sobre os diversos aspectos que envolvem a liderança, procurando identificar quais as características brasileiras nesse campo; e 2) Difundir os estudos e pesquisas realizados.

Os contatos, orientações, diretrizes, relatórios, estudos, pesquisas, publicações, reuniões, etc., serão conduzidos por meios de TI gratuitos ou de baixo custo. Essa rede de estudos e pesquisa sobre liderança (ReLid) não visa obter lucro. Os integrantes da ReLid disporão de total respeito ao direito de propriedade intelectual e de liberdade de retirar-se da Rede no momento que julgar conveniente.

Como disse, não é tarefa fácil. Alguns pensam que é ambiciosa. Eu digo que é do tamanho do seu sonho. Para que ele venha se tornar realidade, convido-o(a) a se juntar a nós seis. Precisamos de você.

O líder também deve contar com sua equipe

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por Leila Navarro.(*)

Lider e equipe
Juntos chegamos a melhores soluções.

Da mesma forma que os integrantes de uma equipe passam por dificuldades, o líder também corre esse risco. Assim como ele cobra seus subordinados, é cobrado por seus superiores.

A responsabilidade de encontrar soluções sempre coube ao líder. Mas líder e equipe estão no mesmo barco e existem possibilidades de os marinheiros assumirem também o comando, ao lado do comandante. Trata-se de dividir os problemas com a equipe e solicitar contribuições, sugestões. Enfim, “roer o osso duro”.

Compartilhar problemas no nível gerencial com a equipe pode ser, para muitos líderes, impensável. Mas, se for analisado de outro ponto de vista, pode ser entendido como uma grande cooperação. Afinal, o futuro de toda a equipe e o sucesso de uma organização dependem de soluções criativas e, para isso, pode ser necessário quebrar a “hierarquia de ideias” (de líder para colaboradores) que sempre existiu.

Quando se realizam reuniões para a busca de soluções, todos os integrantes da equipe são ouvidos e todas as sugestões devem ser anotadas, pois uma delas ou a associação de parte delas pode ser o caminho para um impasse que parecia intransponível. Na conclusão, é necessário retomar a situação e refazer o percurso. As ideias se complementam como num quebra-cabeças até que uma solução de consenso é encontrada. Trata-se de um processo produtivo, que deve ser realizado com a mente aberta e respeito mútuo.

Momentos de crise – Em situações de crise, o líder também deve contar com sua equipe e vice-versa. Cortes na empresa, redução de benefícios… são sempre situações estressantes, que podem desestabilizar o grupo. Muitas soluções dependem, nesse caso, de uma avaliação e decisão somente do líder. O fato de demitir funcionários para atender à redução de pessoal, por exemplo.

Quando algum membro é retirado de uma equipe, mesmo que saiba que não fez nada de errado, ele se sente rejeitado… isso é próprio do ser humano. E é um sentimento muito ruim, que só é superado com bastante força de vontade. Para quem fica, a ansiedade continua e o trabalho dobra. Momento em que o líder solicita maior empenho de todos, numa fase difícil e complicada. Mas nem mesmo nesse momento a equipe pode parar de produzir.

Outro momento que pode levar os membros de uma equipe à crise é quando eles acreditam estar acima do bem e do mal, esquecendo-se de que são um grupo. São riscos principalmente de uma admirável equipe. Treina-se muito e ela torna-se uma das melhores, cada membro em sua função e em contato com o todo. E chega um dia em que, se os melhores se sentirem muito melhores, eles acreditam que nada mais têm a fazer num local em que consideram os colegas ou os concorrentes inferiores. Esse fato é inerente ao ser humano, mas depende de cada um o quanto se deixa afetar por esse sentimento de superioridade.

Eis uma lição de grandes executivos : por mais que nos sintamos os melhores, jamais devemos menosprezar os adversários ou mesmo aqueles que jogam no próprio time.


(*) Leila Navarro é palestrante motivacional.