Buscando sentido no trabalho: o fluxo, a motivação e o mito de Sísifo

Share

Buscando sentido no trabalho: o fluxo, a motivação e o mito de Sísifo

A metáfora de Sísifo traz a essência de um trabalho sem sentido. O que o motiva a trabalhar? E como encontrar significado em seu trabalho?

buscando sentido no trabalho: o fluxo, a motivação e o mito de SísifoEle executava diariamente um trabalho rotineiro, cansativo, sempre igual, que não apresentava desafios, as horas de seu dia pareciam não ter fim. Não, não é o seu ex-colega de trabalho, trata-se de Sísifo que, na mitologia grega, desafiou os deuses e foi punido pela eternidade com a missão de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo, sendo que a pedra rolava sempre para baixo, obrigando-o a recomeçar a tarefa. Esta é a essência de um trabalho sem sentido. Infelizmente esta condição não é exclusiva do mito e, sim, a realidade de muitos.

O que o motiva a trabalhar?

Até há pouco tempo, para a pergunta ‘o que o motiva a trabalhar?’ havia pequena variedade de respostas disponíveis. Hoje, além do dinheiro, aparecem com frequência respostas como significado, possibilidade de criação, desafios, orgulho e identidade.

Se perguntarmos para algum escalador profissional, ele certamente não fornecerá uma justificativa simplista para sua motivação. Sabemos que este tipo de trabalho é árduo, com diversos momentos difíceis e, muitas vezes, a remuneração não é suficiente. Então, por que, depois de alcançar o topo de uma montanha, ele se recupera e sobe novamente?

Experiência de fluxo

Este comportamento mostra que nos importamos em atingir um fim, que um desafio faz brilhar nosso olho. A isso o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi chamou de experiência de fluxo.

Conforme o estudioso “em geral, os melhores momentos (de nossa vida) ocorrem quando o corpo ou a mente de uma pessoa são exigidos até o seu limite, num esforço voluntário para realizar algo difícil e de grande valor”.

Apesar do fato de o trabalho ocupar boa parte de nosso tempo, suas condições clássicas baseadas em lotes e filas de tarefas raramente conduzem ao fluxo psicológico.

Nestas condições se consegue ver apenas uma pequena parte da tarefa. Geralmente, não se recebe feedback imediato. Por fim, o trabalho exige apenas um pouquinho de nossa concentração e habilidades.

Adam Smith constatou que a fabricação de alfinetes apresentava 12 passos diferentes. Se somente uma pessoa executasse estes 12 passos, a produção seria lenta. Já se fossem pessoas diferentes para cada passo, a produção poderia aumentar substancialmente.

Esta lógica funcionou durante algum tempo. Porém, se você montou o alfinete, participando de todas as etapas do processo, é possível que você tenha mais claro seu propósito, que veja significado em seu trabalho e que esteja mais motivado para sua execução, apresentando um rendimento superior em relação à situação de quem participa apenas de uma etapa do processo.

Considerações finais

Aproveite este início de semana para prestar atenção nas suas atividades rotineiras, em como você se sente em relação a elas, tentando priorizar as que lhe trazem mais satisfação e que tenham maior potencial de produzir fluxo e, então, responda àquela pergunta inicial: o que o motiva a trabalhar?

Trace um plano de ação para que seja possível trabalhar com aquelas atividades que realmente gerem fluxo para você e que exijam mais de suas habilidades, que lhe desafiem positivamente e tragam significado ao seu trabalho. Não seja um companheiro de Sísifo. Boa sorte e bons desafios! 😉

Referência(s)

Palestra de Dan Ariely, no TEDxRiodelaPlata – What makes us feel good about our work?

 Fonte da imagem: http://www.skipprichard.com/wp-content/uploads/2012/05/I-love-my-job-583×388.jpg

 Livro: A descoberta do fluxo – a psicologia do envolvimento na vida cotidiana, de Mihály Csikszentmihalyi.

Quer se preparar para o futuro do trabalho? Pense sua carreira deste jeito

Share

Quer se preparar para o futuro do trabalho? Pense sua carreira deste jeito

O futuro é incerto: isso não é uma previsão apocalíptica, mas uma chance de puxar um papel em branco e se abrir para um mundo de possibilidades

Em seu relatório A Future of Jobs for All, o Fórum Econômico Mundial vai além para evidenciar a necessidade de atualização constante que chega na esteira da nova revolução tecnológica: chama este momento de “revolução de reskilling”.

Como este termo é cada vez mais frequente, acostume-se com ele: reskilling é a necessidade de atualizar suas habilidades nas áreas em que você atua. E não importa qual seja, de marketing digital a data science ou programação, há sempre espaço para avançar.

“Mesmo entre pessoas que têm bons empregos, a tecnologia disruptiva e as forças socioeconômicas ameaçam deixar seus conjuntos de habilidades e sua relevância obsoletos”, diz um trecho do relatório.

Ou seja, ninguém está e nem vai ficar numa posição confortável.

Isso não é uma previsão apocalíptica, mas uma chance de puxar um papel em branco e desenhar tudo aquilo que você deseja fazer no futuro num mundo de possibilidades cada vez mais amplas.

E este não é momento para esperar por um plano feito por outra pessoa, pela faculdade ou pela gestão de recursos humanos da sua empresa: só você sabe para onde quer ir – e não precisa ser um lugar só.

É hora de pensar em sua carreira como uma startup, como instiga Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, e considerá-la como algo em “versão beta permanente”.

Na palestra acima, Reid Hoffman conversa com estudantes da Stanford University sobre o que significa viver em “beta permanente”

Há uma transformação estrutural em curso quando se trata de sua carreira, segundo Hoffman, porque a ideia tradicional de escolher um caminho para trilhar e subir os degraus está deixando de existir.

“Não é mais verdade porque o mundo está mudando e há duas forças por trás disso, as pessoas e a tecnologia”, fala. “É um jogo de aceleração em que essencialmente todos estão envolvidos. Não dá para esperar que as coisas se movam mais devagar.”

E o que é possível fazer com essas informações em mente? Adaptar-se e investir continuamente em si mesmo para continuar em alta no mercado mesmo quando as coisas estiverem instáveis.

Para tanto, é preciso fazer como as startups e arriscar. Ou seja, vencer o medo do fracasso – que passa a ser visto apenas uma medida de progresso e não algo atrelado à sua capacidade ou potencial pessoal – e estar disposto a errar, aprender e tentar de novo.

É isso que significa estar em “beta permanente”: manter-se interessado em novas oportunidades, aberto a feedbacks e disposto a aprender para avançar cada vez mais.

O que você pode fazer na prática

Para se destacar desde já no mercado de trabalho do futuro (que está cada vez mais próximo), há algumas dicas práticas que você pode seguir:

  • Identificar e adquirir as habilidades que estão em alta na sua área (ou na área em que você quer atuar)
  • Fortalecer suas habilidades interpessoais, como comunicação, colaboração e inteligência emocional de maneira geral
  • Preparar-se para o recrutamento digital: criar uma presença e uma rede de contatos online consistente em plataformas como LinkedIn, Behance e GitHub faz toda a diferença para atrair empregadores
  • Considerar novas maneiras de trabalho, como freelancer, autônomo e remoto
  • Internalizar a lógica do lifelong learning: seu aprendizado deve ser contínuo

Referência(s)

Exame: Carreira – Você S/A

Este artigo foi originalmente publicado pelo blog da Udacity, a Universidade do Vale do Silício.

8 sinais de que um funcionário deve ser dispensado

Share

por Jeff Haden.

sinais de que um funcionário deve ser dispensado

8 sinais de que um funcionário deve ser dispensado (e que não surgem nas avaliações de desempenho)

Muitos colaboradores são medíocres. Alguns são péssimos. E depois há aqueles que são completamente tóxicos mas que vão passando despercebidos no radar. No entanto há forma de os detectar.

Todos nós conseguimos perceber quando um trabalhador é fraco: o desempenho aquém do esperado, não trabalha bem em equipe, tem dificuldade em satisfazer as expetativas… mas, curiosamente, não são estes que causam sérios danos na organização. Até porque, quer sejam incompetentes ou apenas preguiçosos, são fáceis de detectar. E embora não seja divertido enveredar pela demissão, pelo menos o líder sabe que há um problema – e pode dispensá-los rapidamente e seguir em frente.

Os problemas a sério são causados ​​pelos funcionários que parecem estar a fazer um bom trabalho mas agem como o que alguém apelidou de “cancro insidioso”, dado que vão destruindo lentamente o desempenho dos colegas, atitudes e motivação – e, consequentemente, o seu negócio. Seguem-se oito sinais de que um trabalhador está a envenenar a empresa.

1 – Vibram com a má-língua.

Antes de uma reunião, alguns colegas estavam a falar dos supervisores de outro departamento quando o novo chefe disse: “Parem. A partir de agora não falamos mal de ninguém, a menos que essa pessoa esteja presente. Ponto”.

Até então, nunca tinha pensado nas fofocas como uma parte da cultura da empresa – apenas existiam. E todos o faziam. E não era nada simpático – sobretudo quando se é o alvo da má-língua. (E, com o tempo, percebi que as pessoas que fofocam também não são nada simpáticas). Ao avançarem com “soubeste o que a pessoa tal fez?” estão a dizer “não tenho nada melhor para fazer que falar sobre os outros”.

Não só os funcionários que criam uma cultura de má-língua perdem tempo que seria melhor gasto em conversas produtivas, como também levam as outras pessoas a respeitarem um pouco menos os colegas – e não deve ser tolerado o que quer que diminua a dignidade ou respeito por qualquer colaborador.

2 – Apressam-se a fazer uma reunião após a reunião

Há uma reunião. Há questões que são levantadas. Preocupações que são partilhadas. Decisões que são tomadas. E quem está presente apoia plenamente essas decisões. Mas, depois, alguém faz uma “reunião após a reunião”. E fala de problemas que não mencionou anteriormente junto do grupo. E não concorda com as decisões tomadas.

Muitas vezes estas pessoas até vão dizer às suas equipes algo como “penso que é uma péssima ideia, mas foi-nos dito que tínhamos de o fazer, pelo que acho que temos de tentar fazer”. A partir disto, o que era para acontecer nunca mais acontece.

Ao esperar para depois de uma reunião para afirmar “não vou apoiar o decidido” estão a dizer “concordo com qualquer coisa, o que não significa que vá realmente executar. Vou até trabalhar contra”. Este tipo de pessoas precisa de trabalhar noutro lugar.

3 – Dizem “essa não é a minha função”

Quanto menor for a dimensão da empresa mais importante é que os trabalhadores se adaptem de forma rápida às prioridades em constante mudança e façam o que é preciso para agilizar os processos, independentemente da função ou posição. Mesmo que tal signifique um responsável de divisão ir ajudar a carregar um caminhão, o pessoal da contabilidade ir ao armazém dar uma mão para dar resposta a um pedido urgente, ou o CEO ter de intervir numa linha de serviço ao cliente durante uma crise de produto.

Qualquer tarefa que seja pedida a um trabalhador – desde que não seja antiética, imoral ou ilegal – é uma tarefa que o funcionário deve estar disposto a fazer, mesmo que esteja “abaixo” da sua posição. Os bons colaboradores reparam que há problemas e oferecem-se logo para ajudar sem que lhes seja pedido.

Ao declarar “não é o meu trabalho” está a dizer “importo-me só comigo”. Esta atitude destrói o desempenho geral porque transforma de forma rápida o que poderia ter sido uma equipa coesa num grupo disfuncional de indivíduos.

4 – Pensam que já fizeram o que tinham a fazer – e agem como tal

Um colaborador fez um excelente trabalho o ano passado, o mês passado, ou mesmo ontem. Enquanto líder, sente-se sensibilizado. E está grato. Ainda assim, hoje é outro dia. E a única medida real do valor de qualquer trabalhador é a contribuição concreta que faz numa base diária.
Ao afirmar que “já fiz muito” está a dizer “não preciso de trabalhar tanto”. E, de repente, antes que se aperceba, há mais funcionários a sentirem que ganharam o direito de ficar “à sombra da bananeira”.

5 – Acreditam que ter experiência é um fim em si

Ter experiência é sem dúvida importante, mas tal não se traduz em melhores competências, num melhor desempenho, e torna-se inútil. Exemplo: um colega disse uma vez aos supervisores mais jovens que “o meu papel é ser um recurso”. Excelente, mas depois ficava no seu escritório o dia todo à espera que nós passássemos por lá para que ele pudesse dispensar as suas pérolas de sabedoria. Claro que ninguém o fez, porque pensávamos “respeito a tua experiência, mas gostava que o teu papel fosse mesmo fazeres o teu trabalho”.

Os anos que se trabalhou pecam por comparação com a quantidade e qualidade de coisas que se fez. Ao proferir “eu tenho mais experiência” está a dizer “não preciso de justificar as minhas decisões ou ações”. O argumento da experiência (ou posição) nunca deve ser usado para ganhar uma discussão. A sabedoria, a lógica, e o bom senso devem imperar sempre – independentemente de em quem se encontram essas qualidades.

6 – Pressionam os pares para os prejudicar

O novo funcionário está a trabalhar no duro. Fica até tarde. Está a atingir os objetivos e a superar as expetativas. É o máximo. E acaba por ouvir, de um colega mais “experiente”, que “está a trabalhar demais e a fazer com que o resto do pessoal pareça mal”. Um bom funcionário não se compara com os outros – compara-se consigo mesmo; e quer “ganhar” esta comparação ao melhorar e fazer melhor hoje face a ontem.

Os trabalhadores mais fracos não querem fazer mais, querem que os outros façam menos. Não querem ganhar, só querem que os outros se certifiquem de que eles não perdem. Ao proclamarem “estás a trabalhar em demasia” estão a dizer “ninguém deve trabalhar tanto porque eu não quero trabalhar tanto”. E em breve poucos colaboradores o fazem – e aqueles que continuam a tentar fazer mais são afastados por terem uma qualidade de que a sua organização tanto precisa.

7. São tão rápidos a ficar com os louros

Talvez aquele colega tenha feito quase todo o trabalho. Talvez tenha conseguido superar quase todos os obstáculos. Talvez, sem ele, aquela equipe de alto desempenho tivesse sido tudo menos isso. Ou talvez não. Nada de importante é alcançado sozinho, mesmo que algumas pessoas gostem de agir como tal.

Um bom funcionário e bom jogador em equipe partilha a glória. Acredita nos outros. Elogia. Dá valor. E deixa os outros brilhar. É algo que é especialmente verdade para quem se encontra em posições de liderança – e que celebra as realizações dos outros, seguro de que o sucesso deles se reflete em si.

Ao apregoar “eu fiz o trabalho todo” ou “foi tudo ideia minha” está a dizer “o mundo gira à minha volta e preciso que todos o saibam”. E mesmo que os outros não adotem a mesma filosofia, este tipo de pessoa fica sentida por ter de lutar por um reconhecimento que é dela por direito.

8. Como são ligeiros a atirar as culpas para os outros

Porque um vendedor se queixou. Porque um cliente se sentiu enganado. Porque um colega de trabalho enlouqueceu. Não importa o que aconteceu: a culpa é de outra pessoa.

Por vezes, qualquer que seja a questão, e independentemente de quem é realmente a culpa, algumas pessoas avançam e assumem as culpas (levam com as críticas porque sabem que têm estofo para aguentar, e que a pessoa realmente culpada não). Poucas atitudes são mais altruístas que assumir culpas alheias. E poucos atos cimentam mais um relacionamento. E poucas atitudes são mais egoístas que dizer “não fui eu”, sobretudo quando, pelo menos em parte, foi. Ao atirar “vais ter de falar com o colega X sobre isso” estão a dizer “não estamos todos juntos nisto”.

Nas melhores empresas estão todos no mesmo barco. E quem não estiver só tem de sair.

Referência(s)

Publicado inicialmente no Portal da Liderança.

Fonte: Inc.com


Jeff Haden, um LinkedIn Influencer, é orador, autor e colabora como editor na Inc. Escreveu mais de 50 livros de não-ficção, bem como centenas de artigos e relatórios. Entretanto, reuniu quatro anos de dicas e de conselhos no livro “TransForm: Dramatically Improve Your Career, Business, Relationships, and Life… One Simple Step at a Time”.

Mude para mudar: técnicas de coaching

Share

por Tainá Fantin.

mude para mudar: técnicas de coaching

Mude para mudar: técnicas de coaching que vão transformar a sua vida 

Muitas das técnicas do coaching podem ser aplicadas na sua vida e trazer resultados simplesmente incríveis!

 Se você sempre faz a mesma coisa, não espere obter resultados diferentes. É certo que você já ouviu essa frase ou alguma de suas variações, e ela faz todo o sentido.

 Muitas vezes, a nossa vida não está exatamente da forma que queríamos, seja no trabalho, na vida amorosa, na saúde ou em qualquer outra área. Porém, essa pode ser uma consequência dos nossos próprios atos.

 Quem faz sempre a mesma coisa dificilmente obterá outros resultados. É como uma receita de bolo de chocolate: se você sempre seguir a mesma receita, o resultado nunca será um bolo de abacaxi ou de coco, por exemplo.

 Para mudar essa situação de uma vez por todas, nós podemos recorrer às técnicas que são utilizadas no coaching, que é um processo muito interessante e que pode mudar radicalmente a sua vida – para melhor, é claro!

 O que é o Coaching?

 O coaching consiste em um conjunto de técnicas que, quando aplicadas, permitem que você obtenha resultados fantásticos em sua vida, e o melhor, muito mais rapidamente do que se o processo fluísse naturalmente.

 Esse conjunto abrange técnicas das mais variadas áreas, como psicologia, gestão de pessoas, recursos humanos, administração e programação neurolinguística, entre outras. A combinação dessas técnicas pode trazer resultados poderosos.

 O processo de coaching é reconhecidamente eficiente. Não à toa, muitas pessoas atuam profissionalmente como coaches e ministram palestras particulares, para grupos de pessoas ou corporações inteiras.

 É claro que todo esse processo é bastante complexo e sua aplicação na íntegra deve ser feita por pessoas que já o conheçam profundamente, mas algumas das técnicas do coaching podem – e devem! – ser aplicadas na sua vida.

 Se você começar hoje, dentro de pouco tempo já verá todos os benefícios que elas lhe trarão, além de se sentir muito mais confiante, determinado e capacitado para alcançar seus objetivos!

Técnicas de Coaching para você aplicar hoje mesmo

mude para mudar: técnicas de coaching

Cada uma dessas técnicas pode ser aplicada nas mais variadas áreas de nossas vidas: basta fazer isso e comprovar como os resultados realmente virão!

Ensaio dramático

Existem algumas ocasiões que nos deixam mais nervosos em nossas vidas, principalmente quando é necessário conversar com uma ou mais pessoas sobre um assunto muito importante.

Isso se aplica a entrevistas de emprego, apresentações de trabalhos na faculdade, reuniões corporativas importantes e até mesmo um pedido de casamento. Ainda bem que é possível chegar muito mais preparado para essas ocasiões.

Chame outra pessoa para lhe ajudar, que pode ser seu cônjuge, amigo ou parente. Vocês devem simular a ocasião pretendida: se for a apresentação de um TCC, por exemplo, você será você mesmo e a outra pessoa será um dos professores da banca examinadora.

Então, faça tudo como se estivesse realmente naquele momento. Se apresente, fale sobre o que será o trabalho, apresente os slides, abra um espaço para as perguntas e deixe a situação o mais realista possível.

É importante que a outra pessoa também entre no ensaio. No exemplo, ela deve fazer perguntas sobre o trabalho, a metodologia e eventuais dúvidas, como o professor da banca realmente faria.

Na primeira vez será mais difícil, mas depois de mais algumas tentativas, você estará muito mais preparado para aquela ocasião, já que sabe melhor o que lhe aguarda e como proceder.

Ancoragem

Sentir-se bem é fundamental na maioria das ocasiões de nossas vidas, mas nem sempre é possível estar assim, principalmente quando a situação não for propícia.

Mesmo nesses casos, é possível evocar bons sentimentos, que te farão enxergar a situação de uma outra forma e se sentir mais relaxado, o que é fundamental para manter o equilíbrio do corpo e da mente.

Lembre-se de uma coisa muito boa que aconteceu na sua vida. Pode ser a formatura da faculdade, o sim do cônjuge no altar, o nascimento de um filho ou uma conquista esportiva. Seja qual for a situação, o importante é que você tenha se sentido bem.

Então, tente recordar essa ocasião com o máximo de detalhes. Coloque-se naquele dia de novo, lembre-se do clima, do ambiente, dos aromas, dos bons sentimentos e de tudo o que puder. Faça o que for possível para se sentir ali novamente.

Quando já estiver se sentindo mais feliz e tranquilo, faça um gesto simples, como o fato de estalar os dedos, apertar as mãos, mexer no cabelo ou qualquer outro. O gesto irá ancorar aquele momento.

Assim, sempre que quiser sentir isso de novo, faça o mesmo gesto. Seu cérebro se recordará do que aconteceu naquela situação e trará novamente os bons fluídos, que podem te ajudar a manter a tranquilidade e tornar qualquer momento mais leve e alegre. 

Exercício do dia perfeito

É difícil ter um dia perfeito, já que nem tudo depende daquilo que nós fazemos, mas também das outras pessoas. Porém, é possível fazer um exercício que pode ajudar bastante a ter dias melhores.

Para isso, nós devemos pensar em como seria o nosso dia perfeito, com o maior número possível de detalhes. Por exemplo: acordar disposto pela manhã, tomar um bom café, ir para o trabalho, ser cumprimentado por todos, começar a trabalhar, manter a produtividade lá em cima e, então, ter uma pausa para o almoço.

Depois de nos alimentarmos com as comidas que mais gostamos e tirar alguns minutinhos para descansar, nós voltamos ao trabalho, damos continuidade aos processos, conseguimos resolver todas as dificuldades, somos reconhecidos pelos superiores e, então, chega o fim do expediente.

Na hora de ir para casa, não enfrentamos congestionamentos, chegamos super rápido, tomamos um banho relaxante e estamos dispostos para fazer algo descontraído, como assistir a um filme ou ler um livro.

Ao pensar bastante em como seria um dia perfeito, nós ficaremos mais ambiciosos e teremos mais poder de mudar aquilo que está em nosso alcance, até que os dias estejam da forma que imaginamos, mediante todo o esforço que investimos para isso.

Revolucione a sua vida!

Essas são apenas algumas das muitas técnicas de coaching que existem por aí. É possível perceber que elas são simples, mas muito eficientes, e podem fazer com que seus dias sejam muito melhores e você se torne uma pessoa mais motivada.

O resultado da aplicação dessas técnicas será uma vida pessoal e profissional muito melhor e mais equilibrada, em que você se sentirá no controle e, então, poderá tomar decisões mais acertadas sobre todos os assuntos.

Estudar mais sobre coaching te ajudará a entender melhor todo esse processo e saber como aplicar cada uma das técnicas e ferramentas em sua vida, além de também poder atuar profissionalmente com isso.

Todo esse conhecimento pode ser obtido através de cursos online, que são ainda mais práticos e podem ser encaixados mais facilmente no nosso cotidiano. Com certeza, os ensinamentos do coaching serão muito valiosos para toda a vida!

6 dicas de sucesso profissional e para sua vida pessoal

Share

por Ronaldo Lundgren.

sucesso profissional

6 dicas de sucesso profissional e para sua vida pessoal

O que é sucesso para você?

Fernando Mantovani entende que “Fazer o que gosta é liberdade. Gostar do que faz é felicidade. E esse conjunto pode, sim, ser a chave para o sucesso!”.

O que é sucesso para você?

Confira algumas dicas comprovadas que vão lhe ajudar a obter o sucesso profissional tão desejado. Vão ajudar também a sua própria vida pessoal.

Aprenda a aprender

O processo para que o adulto aprenda uma nova atitude começa com a mudança dos seus valores. Porém, não existe nenhum indivíduo predisposto a esquecer o valor que acredita ser certo. Este é o principal motivo pelo qual as mudanças são sempre muito difíceis.

Para quem quer mudar, o primeiro item é a flexibilidade. Quanto mais flexível o adulto for, mais capacidade de aprendizagem ele terá. Essa pode ser a síntese dos profissionais bem-sucedidos.

Especialize-se

Esqueça o cargo e o salário. Preocupe-se em desenvolver competências. Seja um especialista sistêmico, ou seja, um profissional que tem a sua área de competência, mas consegue entender o global.

Você conhece algum profissional que, além de dominar sua especialização, tem a visão da empresa, do negócio e de mercado? Um profissional assim é sinônimo de sucesso.

Faça seu marketing pessoal

Marketing é fundamental, mas se você não for um bom produto, por menor que seja a sua propaganda, não irá longe.

Você precisa ser 10 e ter cabeça de profissional nota 10. Você precisa ser bom mesmo, ser um especialista com visão global. Dominar informática e fala idiomas é básico.

A capacidade de comunicação é a principal ferramenta do marketing pessoal. É também decisiva para você ser um bom produto. Conheça mais em Aprender Falar Faz Parte da Arte de Bem Viver.

Arrume tempo

Para começar a pensar em sua vida e elaborar um projeto, você vai precisar de algum tempo de reflexão. Só assim vai poder definir o que quer, para pesquisar e buscar caminhos.

Depois, vai precisar de tempo para preparar e pavimentar esses possíveis caminhos.

Faça uma análise, racionalize, eleja as prioridades e entre em ação. Veja Como Utilizar Bem o Tempo Disponível.

Pratique o autoconhecimento

A teoria do QI (Quociente de Inteligência) tratava a inteligência como um elemento único, mensurável e estanque. Se você nascia com QI alto, ótimo.

Com tempo, percebeu-se que as pessoas que tinham QI alto não necessariamente alcançavam sucesso pessoal ou profissional. Surgiu então o conceito de inteligências múltiplas, que podem ser desenvolvidas.

Por isso, procure conhecer-se melhor. Descubra seus pontos fortes e os fracos também. Vá à luta. O artigo Autoconhecimento vai lhe ajudar neste aspecto. Confira.

Cultive liderança

Para ser líder, precisa-se conjugar os verbos SER – SABER – FAZER. É preciso também conjugar de forma harmônica. Em determinada situação, o Ser torna-se mais importante. Noutra, o Saber. Em outro momento, o Fazer. (para aprofundar mais, veja o artigo Líder: Ser, Saber e Fazer)

Dentre as principais características, o líder dever ter autodisciplina, energia, responsabilidade, tolerância ao estresse, poder de síntese, capacidade de assumir riscos, conhecimento, capacidade de aprender sempre. E saber delegar, ouvir, se comunicar.

Ser sensível, empreendedor, eficiente, determinado, automotivo, tolerante, criativo, dinâmico, objetivo…

Se quer uma receita, não existe nenhuma. Mas não desanime, é possível aprender.

Alimente sua rede

Não basta ser competente, é fundamental que o profissional saiba manter suas condições de empregabilidade. E um dos pilares mais importantes no mercado profissional é o networking. A rede de relacionamentos humanos.

Trata-se da ferramenta mais eficaz para realocar profissionais ou vender serviços. Se não tiver uma rede bem cultivada, será menos provável que alguém lhe ofereça uma oportunidade de emprego ou um contrato de trabalho.

Hora de agir!

Agora é momento de se auto-analisar para definir o seu próprio planejamento de vida. Costumo resumir o caminho do sucesso em duas atitudes: Trabalho e Relacionamento.

Aproveite para compartilhar este texto. Você pode ajudar outras pessoas a se desenvolverem.

Caminho de um presidiário

Share

por Ronaldo Lundgren.

Caminho de um presidiário

Lembrem-se dos que estão presos, como se vocês estivessem presos com eles, e dos que estão sendo maltratados, visto que vocês mesmos também estão no corpo. (Hebreus, 13,3)

Conheça o que a legislação brasileira estipula para uma pessoa que comete uma infração penal. É um caminho longo, conhecido pelos especialistas nas normas, graças ao estudo, e pelos apenados, fruto da própria experiência.

O objetivo é divulgar. Quantos mais conhecerem, mais pode ser feito para auxiliar na melhoria da segurança pública.

Sugestões são bem-vindas. Compartilhar este documento, também.

  1. Início
  2. Prisão da pessoa em flagrante delito ou por ordem judicial;
  3. Recolhimento à delegacia de polícia, civil ou federal;
  4. Registro da ocorrência;
    1. termo circunstancial de ocorrência, para os crimes de pequena monta;
    2. instauração de inquérito policial;
    3. auto de prisão em flagrante delito.
  5. Realização de exame de corpo de delito;
  6. Por decisão do Delegado de Polícia, a pessoa pode ser liberada para responder o inquérito em liberdade, desde que a infração não seja grave;
  7. A pessoa que permanece presa, devido à gravidade do crime, deve ser encaminhada para a Audiência de Custódia, conduzida por Juiz, no prazo de até 24 horas após sua prisão;
  8. O Juiz decide se a pessoa pode aguardar o andamento do procssso em liberdade ou se permanece presa;
  9. Permanecendo presa, a pessoa deixa o sistema de polícia e passa a ingressar no sistema prisional;
  10. Se não havia uma ordem de prisão anteriormente expedida, esta pessoa fica aguardando o julgamento na condição de prisão provisória;
  11. A lei estabelece que o preso provisório estará submetido ao mesmo tratamento da pessoa condenada judicialmente, com algumas exceções;
  12. Uma comissão técnica de classificação é encarregada de classificar o condenado, devendo considerar seus antecedentes e personalidade, valendo-se de um exame criminológico;
  13. Esta classificação permite individualizar a execução da pena;
  14. Se o crime cometido for de natureza grave, o condenado será submetido a um exame de identificação de DNA, de modo a permitir futuras investigações policiais;
  15. Uma vez definida a individualização da execução penal, inicia-se o cumprimento da pena, levando-se em consideração o tempo decorrido em prisão;
  16. Para o cumprimento da pena, a Lei de Execução Penal atribui os seguintes deveres ao Estado:
    1. prover assistência ao preso, visando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade;
    2. a assistência referida será material, saúde, jurídica, educacional, social e religiosa.
  17. A assistência material proverá alimentação, vestuário, instalações higiênicas e locais destinados à venda de produtos e objetos permitidos e não fornecidos;
  18. A assistência à saúde do preso e do internado de caráter preventivo e curativo, compreenderá atendimento médico, farmacêutico e odontológico;
    1. quando o estabelecimento penal não estiver aparelhado para prover a assistência médica necessária, esta será prestada em outro local, mediante autorização da direção do estabelecimento.
    2. será assegurado acompanhamento médico à mulher, principalmente no pré-natal e no pós-parto, extensivo ao recém-nascido.
  19. A assistência jurídica é destinada aos presos e aos internados sem recursos financeiros para constituir advogado.
    1. as Unidades da Federação deverão ter serviços de assistência jurídica, integral e gratuita, pela Defensoria Pública, dentro e fora dos estabelecimentos penais.
    2. as Unidades da Federação deverão prestar auxílio estrutural, pessoal e material à Defensoria Pública, no exercício de suas funções, dentro e fora dos estabelecimentos penais.
    3. em todos os estabelecimentos penais, haverá local apropriado destinado ao atendimento pelo Defensor Público.
    4. fora dos estabelecimentos penais, serão implementados Núcleos Especializados da Defensoria Pública para a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos réus, sentenciados em liberdade, egressos e seus familiares, sem recursos financeiros para constituir advogado.
  20. A assistência educacional compreenderá a instrução escolar e a formação profissional do preso e do internado.
    1. o ensino de 1º grau será obrigatório, integrando-se no sistema escolar da Unidade Federativa.
    2. o ensino médio, regular ou supletivo, com formação geral ou educação profissional de nível médio, será implantado nos presídios, em obediência ao preceito constitucional de sua universalização.
    3. o ensino ministrado aos presos e presas integrar-se-á ao sistema estadual e municipal de ensino e será mantido, administrativa e financeiramente, com o apoio da União, não só com os recursos destinados à educação, mas pelo sistema estadual de justiça ou administração penitenciária.
    4. os sistemas de ensino oferecerão aos presos e às presas cursos supletivos de educação de jovens e adultos.
    5. a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal incluirão em seus programas de educação à distância e de utilização de novas tecnologias de ensino, o atendimento aos presos e às presas.
    6. o ensino profissional será ministrado em nível de iniciação ou de aperfeiçoamento técnico.
    7. a mulher condenada terá ensino profissional adequado à sua condição.
    8. as atividades educacionais podem ser objeto de convênio com entidades públicas ou particulares, que instalem escolas ou ofereçam cursos especializados.
    9. em atendimento às condições locais, dotar-se-á cada estabelecimento de uma biblioteca, para uso de todas as categorias de reclusos, provida de livros instrutivos, recreativos e didáticos.
  21. A assistência social tem por finalidade amparar o preso e o internado e prepará-los para o retorno à liberdade.
    1. Incumbe ao serviço de assistência social:
      1. conhecer os resultados dos diagnósticos ou exames;
      2. relatar, por escrito, ao Diretor do estabelecimento, os problemas e as dificuldades enfrentadas pelo assistido;
      3. acompanhar o resultado das permissões de saídas e das saídas temporárias;
      4. promover, no estabelecimento, pelos meios disponíveis, a recreação;
      5. promover a orientação do assistido, na fase final do cumprimento da pena, e do liberando, de modo a facilitar o seu retorno à liberdade;
      6. providenciar a obtenção de documentos, dos benefícios da Previdência Social e do seguro por acidente no trabalho;
      7. orientar e amparar, quando necessário, a família do preso, do internado e da vítima.
  1. A assistência religiosa, com liberdade de culto, será prestada aos presos e aos internados, permitindo-se-lhes a participação nos serviços organizados no estabelecimento penal, bem como a posse de livros de instrução religiosa.
    1. no estabelecimento haverá local apropriado para os cultos religiosos.
    2. nenhum preso ou internado poderá ser obrigado a participar de atividade religiosa.
  2. A assistência ao egresso consiste:
    1. na orientação e apoio para reintegrá-lo à vida em liberdade;
    2. na concessão, se necessário, de alojamento e alimentação, em estabelecimento adequado, pelo prazo de 2 (dois) meses.
    3. o prazo estabelecido no inciso II poderá ser prorrogado uma única vez, comprovado, por declaração do assistente social, o empenho na obtenção de emprego.
    4. considera-se egresso para os efeitos desta Lei:
      1. o liberado definitivo, pelo prazo de 1 (um) ano a contar da saída do estabelecimento;
      2. o liberado condicional, durante o período de prova.
    5. o serviço de assistência social colaborará com o egresso para a obtenção de trabalho
  3. A Lei de Execução Penal também trata das condições de trabalho, interno e externo, do condenado, dos regimes (fechado, semiaberto e aberto), do livramento condicional, da monitoração eletrônica, da prestação de serviços à comunidade, da pena de multa e da suspensão condicional.

Liderança – Caminho do Sucesso completa seu Segundo Ano

Share

por Ronaldo Lundgren.

400dpiLogo

Liderança – Caminho do Sucesso completa seu Segundo Ano

Liderança Caminho do Sucesso completa seu segundo ano. Graças a você, que é um dos nossos leitores, foi possível aprimorar o trabalho de oferecer artigos de qualidade sobre o tema da liderança.

Neste segundo ano, disponibilizamos um Curso de Oratória Básico, procurando capacitar nossos alunos na arte da comunicação. Uma boa liderança depende de uma boa oratória. Sem conseguir transmitir suas ideias, o líder tem dificuldade de influenciar seus liderados.

Continuamos encarando os desafios de conhecer os recursos que o blog proporciona: poder levar conhecimento e inspiração a milhares de pessoas. Pessoas como você, que me estimula a continuar.

É para você que vão meus agradecimentos.

Você que lê os artigos; que escreve artigos; vocês que possuem seus próprios blogs e têm me apoiado; que compartilham e que curtem nossas mensagens; vocês familiares, que tanto têm me incentivado. Muito obrigado a cada um de vocês. Eu sinto como se estivesse apertando sua mão para dizer-lhe: estou agradecido.

Lider 3Sozinho ninguém chega a lugar algum.

Continuo contando com a força de vocês. De minha parte, reafirmo o compromisso de tentar atender suas expectativas sobre o tema Liderança.

Conto com vocês.

Um grande abraço. E vamos prosseguir em frente.