Rompendo o modelo de todo mundo igual

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por Ronaldo Lundgren.

Rompendo o modelo de todo mundo igual

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Foto de Richard Perry/The New York Times, Detroit 3/3/2016.

Observe esta foto. Ela foi tirada durante um debate entre os candidatos do Partido Republicano nos Estados Unidos. Foi em março de 2016. Antes do Trump ganhar a eleição e tornar-se Presidente.

Será que não seguir a corrente destaca a pessoa no meio da multidão?

Quantos de nós deixamos de ser nós mesmos para não ficar diferente do grupo?

Tá todo mundo igual

Daniel Valle, em sua crônica “Tá todo mundo igual“, chama a atenção de que, na “ânsia de se tornar popular”, as pessoas estão fazendo o que todos fazem. Procurem ter tudo o que a maioria também tem.

Ter uma postura diferente e não ser um "Maria vai com as outras" na vida nos gera o rótulo de arrogante.

Daniel continua: “Cá pra nós, tá todo mundo muito igual”. Isso leva para o buraco a personalidade do indivíduo e o torna bastante superficial e sem opinião própria.

Está na contra-mão e ser um cara diferenciado lhe trará alguns problemas, mas nada apavorante.

O instinto natural de não se adequar aos modismos e fazer o que realmente o deixa bem consigo mesmo te obriga a procurar alternativas.

Se o ambiente não é a seu favor, o ser humano automaticamente busca opções que vão contra o tradicional. Dessa forma, nos tornamos um arrogante alternativo.

Contudo, ser do contra não é uma forma de rebeldia, é uma questão de personalidade.

Pessoas do século XXI

Álisson Boeira, fundador da Revista K7, mostra uma série de pessoas fotografadas pelo holandês Hans Eijkelboom.

Hans “fotografou por 20 anos pessoas de diferentes idades, sexos e classes sociais em lugares distintos para comprovar que estamos todos realmente muito iguais e sem personalidade repetindo alguns atos sem perceber”.

A vasta coleção de fotografias denominadas por ele como “Pessoas do Século XXI” virou livro.

Para Hans, a “globalização das marcas famosas de roupas é uma das grandes culpadas de todos esses “clones”.

“Nos últimos 10 anos tudo mudou. Todo mundo compra das mesmas marcas agora.” disse Hans.

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Para romper o modelo de todo mundo igual basta ser você mesmo. É simples assim. Mas não é fácil.

Conheça a si mesmo. Comece perguntando: “Quem sou eu?“.

Depois, escreva quais são suas crenças e valores. Elas servem como seus limites. Como algo que você não negocia.

A partir desse ponto, você está em condições de romper o modelo de todo mundo igual. Marque sua posição respeitando as outras pessoas. Não fique inibido por contrariar a opinião do grupo. Mas tenha bons argumentos para justificar seu ponto de vista.

Aprenda a dizer não. Para ser você mesmo, muitas vezes terá que usar essa poderosa palavrinha.

Com o tempo, as pessoas a sua volta passarão a lhe compreender. As pressões diminuirão. Você servirá como referência para elas.

Autor: Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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