4 atitudes que indicam falta de liderança

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por Ronaldo Lundgren.


4 atitudes que indicam falta de liderança

Você conhece a história do Imperador Nero? O seu reinado é associado habitualmente à tirania e à extravagância.

É recordado, sobretudo, pela crença generalizada de que, enquanto Roma ardia, ele estaria compondo com a sua lira, sem demonstrar interesse pelo sofrimento da população.

Nero

Em termos de liderança, pode-se aprender com Nero algumas lições do que não se deve fazer. Vejamos 4 atitudes que indicam falta de liderança.

Eliminar pretensas ameaças

“Esse cara tá querendo aparecer. Ele acha que me engana. Com essa historinha de ser pro-ativo, ele quer é o meu lugar.”

Às vezes, por insegurança, o chefe passa a ver sua posição ameaçada por alguns funcionários. Ao invés de colher os frutos de boas sugestões e de uma atitude pro-ativa por parte de seus colaboradores, enxerga um risco onde não existe. Daí, passa a tolher a iniciativa do pessoal, chegando ao extremo de promover o afastamento daqueles que não conseguiu dobrar ao seu modo.

Indiferença

“Não adianta trazer seus problemas pessoais para dentro da empresa. Não interessa se sua filhinha teve que ir ao pediatra outra vez. Não dá pra ficar entendendo sua situação particular.”

É falta grave não ser sensível às dificuldades que os funcionários enfrentam para cumprirem as tarefas. Não ter empatia face a situações vividas pelos colaboradores torna o relacionamento frio, conduzindo toda a equipe a uma postura burocrática e convencional. Pode levar o funcionário a fazer o by pass (procurar resolver seu problema indo diretamente ao escalão superior).

Incitar a discórdia

“Você concorda com fulano que acha que o ambiente na firma está precisando melhorar?”

Chegar para um funcionário, comentando sobre algo que, supostamente,  outro funcionário teria dito, na expectativa de obter informações, por exemplo, sobre o clima organizacional é uma prática que gera discórdia na empresa. Os funcionários conversam entre si. É fácil descobrir se fulano realmente fez esse tipo de comentário.

Desconfiança

“O trânsito na cidade está terrível, né? Eu também quase cheguei atrasado hoje.” 

Quando fala com um funcionário sobre qualquer ocorrência, como: atraso, falta, consulta médica ou doença na família, demonstra entender a situação, procurando tranquilizar o colaborador. Porém, solicita que o funcionário apresente a comprovação, não aceitando a sua palavra como verdade.

Nas empresas com poucos empregados, esse comportamento do chefe compromete o bom ambiente de trabalho. Nas firmas com muitos funcionários, as normas internas são mais formais, não causando tanto impacto no relacionamento chefe/empregado.

Líder! Atenção a essas atitudes

Mesmo o chefe adotando essas atitudes, os efeitos não serão tão devastadores como aqueles que Nero causou. Mas podem prejudicar o ambiente de trabalho, reduzindo a produtividade da empresa. Atenção a eles!

Hora de agir.

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Como saber se você tem potencial para liderar

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por Ronaldo Lundgren.


Como saber se você tem potencial para liderar

Colocar em prática os princípios e técnica da liderança é perfeitamente possível. Liderança não é apenas para aqueles que nascem com as características do líder. Que têm carisma de berço. Como já dissemos em posts anteriores, qualquer pessoa pode aprender como liderar. No entanto, para alguns esse aprendizado é mais fácil, porque elas reúnem certos atributos que facilitam a interação com outros indivíduos. Como saber o seu potencial para liderar?

Gostar de trabalhar com pessoas

Trabalho em Grupo

Um bom líder precisa gostar de trabalhar com outras pessoas. Ele não pode ser daqueles que preferem o isolamento. Que não gostam de se comunicar.

Gosta de ensinar

Gostar de Ensinar

Uma segunda característica diz respeito a gostar de ensinar os liderados. Um bom líder reconhece a necessidade de manter sua equipe preparada para qualquer situação. Então, ao invés de criticar um funcionário que não executou a tarefa como se esperava, ensine-o. Prepare-o. Caso esse mesmo funcionário persista no erro, aí sim você terá razões para adotar outras medidas.

Compartilhar com a equipe

Compartilhar

Não esquecer de que os bons resultados são fruto de trabalho em equipe. Ninguém faz nada sozinho. Não fique com todos os louros. Seja honesto e generoso: compartilhe.

Saber ouvir

Saber Ouvir

Finalmente, saiba ouvir. Não é porque você ocupa um cargo importante que você não tem nada para aprender. Desça do pedestal. Faça como o Imperador César, que mantinha uma pessoa ao seu lado para lembrar-lhe que ele não era infalível. Que muitos elogios não passavam de puxa-saquismo.

Fechamento

Como disse, liderança pode ser aprendida. Conhecer a si mesmo é um dos ensinamentos que faz parte do currículo. Identifique se você possui essas quatro características apresentadas. Naquela que tiver mais dificuldade, procure desenvolvê-la. Faz parte do caminho para o seu sucesso.

As 15 doenças da liderança, segundo o Papa Francisco

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A HBR publicou o artigo abaixo, tratando de liderança. Vale a pena conferir.

As 15 doenças da liderança, segundo o papa Francisco

 
O que o líder de uma equipe pode aprender com o papa Francisco? Para o especialista em gestão norte-americano Gary Hamel, muitas coisas. A partir de um recente discurso do pontífice sobre as mazelas do Vaticano, o autor elaborou uma lista com as 15 doenças da liderança, segundo o Papa Francisco, que podem acometer um executivo.

Segundo o artigo publicado na Harvard Business Review, gestores são tão sensíveis a patologias quanto qualquer ser humano. Mas, quando elas não são tratadas, o trabalho de toda uma equipe pode desmoronar. Veja a seguir as “doenças” listadas pelo papa e como elas comprometem a saúde da liderança.

Pensar que somos imortais, imunes ou indispensáveis

 

O líder que não tem auto-crítica e se julga acima daqueles que trabalham para ele sofre da “patologia do poder”. De acordo com Hamel, a pessoa é tomada por um complexo de superioridade e deixa de se importar com os mais fracos.

Trabalho em excesso

Pessoas que mergulham no trabalho sem reservar tempo para descanso acabam se estressando e perdendo a concentração. Para o especialista, a ocupação excessiva mostra desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Um tempo de descanso é necessário e permite recarregar as baterias.

“Petrificação”

Líderes que tem um “coração de pedra” tendem a perder serenidade, agilidade e ousadia, defende Hamel. Substituir a sensibilidade humana por pura formalidade também é perigoso quando se lida com um grupo. Como afirmou o papa, um líder precisa de desprendimento e generosidade.

Planejamento sem limite

 Quando um gestor planeja tudo até o último detalhe por medo do imprevisível, o processo criativo perde a espontaneidade. Organização é importante, desde que haja espaço para a intuição e o improviso, diz Hamel.

Falta de coordenação

Se um líder perde o senso de comunidade e o objetivo de integrar seu grupo, o sistema todo perde seu equilíbrio. Segundo o especialista, o grupo que não é regido com “camaradagem” e trabalho em equipe vira “uma orquestra que produz ruído”, comprometendo resultados.

“Alzheimer” da liderança

 

Acontece quando um líder se esquece da gratidão que deve àqueles que sempre o apoiaram ou trouxeram inspiração. Tal reconhecimento não deve perder lugar para “caprichos” e “obsessões”, considera Hamel.

Rivalidade

 

Segundo o especialista, o título de líder não serve para contar vantagem sobre os outros. O dever fundamental do líder seria justamente o oposto: atentar-se para os interesses e anseios de sua equipe.

“Esquizofrenia existencial”

É a doença de quem vive uma vida dupla e marcada pela hipocrisia. Segundo Hamel, acontece quando o gestor se isola de clientes e funcionários e se dedica apenas a questões burocráticas, perdendo contato com a realidade.

Fofoca

O artigo descreve a fofoca como uma “grave doença” que começa às vezes em uma conversa simples, mas pode sujar o nome de um colega e contaminar a harmonia que existe numa equipe.

“Puxa saquismo”

 

É a patologia que atinge aqueles que cortejam seus superiores com o interesse de ganhar uma promoção. Para isso, ressalta Hamel, deixam de lado os objetivos da equipe como um todo. Líderes são afetados por esta doença quando incentivam e tiram proveito da cumplicidade de seus subordinados.

Indiferença

Acontece quando o profissional mais experiente não compartilha seu conhecimento com aqueles que estão começando. Por “ciúmes ou engano”, a pessoa guarda para si o aprendizado que poderia ser útil para o desenvolvimento da equipe.

Excesso de severidade

 

Ocorre com o gestor que acredita que, para ser sério e respeitado, é preciso ser austero. Na verdade, ressalta Hamel, o excesso de severidade é um sintoma de medo e insegurança. Sempre que possível, o líder deve se esforçar para ser cortês, bem humorado e transmitir entusiasmo.

Acumulação compulsiva

É o caso de quando o líder tenta acumular bens materiais, não por necessidade, mas para se sentir seguro. Segundo palavras do papa destacadas por Hamel, nenhuma riqueza pode preencher o “vazio de um coração”.

Círculos fechados

Acontece quando a vontade de pertencer a um grupo “seleto” da liderança se torna maior do que a identidade de uma equipe. Também começa com boas intenções, mas pode acabar fragmentando uma organização.

Extravagância

Ocorre com pessoas que tentam acumular poder a qualquer custo e fazem de tudo para mostrar que são mais capazes que os outros. Tal comportamento é danoso, argumenta Hamel, porque leva as pessoas a justificar o uso de quaisquer meios para atingir seu objetivo.

Liderança estratégica: é preciso?

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por Ronaldo Lundgren.


Por que tanto tipo de liderança? Já ouvi falar de liderança emocional, autoritária, servidora. Agora tem mais essa: liderança estratégica. É preciso isso tudo? Ou melhor, tudo não é apenas liderança?

Se você tem esses questionamentos, você está certo. Liderança é liderança. Ao final, os princípios que o líder utiliza vão ser, praticamente, os mesmos. Então, por que essas classificações?

Lideranca Estrategica

Quando olhamos para uma organização qualquer, é fácil identificar as pessoas que exercem liderança. Pessoas que são reconhecidas pelos companheiros de trabalho como verdadeiros líderes. Pessoas com carisma. Mesmo que elas não ocupem os cargos de chefia. Muito menos da direção da empresa.

Devido a essa realidade, tornou-se necessário chamar a atenção das pessoas que estão ocupando os mais altos postos na empresa. Tais pessoas  representam a organização. Não é qualquer funcionário que representa a empresa a qual pertence. Nas relações da empresa com outras firmas, com o governo, com a imprensa, com ONGs, só alguns funcionários “falam” pela empresa.

Para esse tipo de relacionamento é que serve a liderança estratégica. Como um CEO deve se pautar para, representando sua empresa (demais funcionários, acionistas, clientes, responsabilidade social, etc.), influenciar outras pessoas que estão no mesmo nível? Ou até acima? Vamos ao conceito, então.

A liderança estratégica é a habilidade pessoal de antecipar, visualizar, manter flexibilidade, pensar estrategicamente e trabalhar com outros para iniciar mudanças que criarão um futuro viável para a organização.

No contato pessoal que o líder estratégico tem com outros líderes estratégicos, os princípios de liderança continuam válidos e devem ser aplicados. Além deles, podem surgir situações onde seja necessário enfrentar riscos. A persistência para alcançar resultados desafiadores e coragem moral, raramente física, são características importantes. Não pode deixar de ser ético, preservando os valores da organização que você representa, porque você vai lidar com outros líderes estratégicos que trazem os valores de suas respectivas organizações para a mesa de negociações.

Nada é feito sozinho. Você vai continuar precisando da ajuda dos colaboradores a sua volta. Não esqueça, portanto, em fazer com que as pessoas se desenvolvam. Ajude-as a encarar a realidade. Mobilize-as para que façam mudanças. Quando houver uma negociação com outro líder estratégico, você sabe que suas posições não são apenas palavras jogadas sem respaldo. Você tem a convicção de estar apoiado por uma equipe coesa, que sabe para onde sua empresa caminha. Afinal, você fez o dever de casa ao preparar sua equipe.

Um dos grandes desafios será integrar e fazer interagir harmoniosamente as funções do negócio com as funções de liderança. Haverá necessidade de ampliar sua visão do macro-ambiente político, econômico e social, e das variáveis atuantes num mundo globalizado e competitivo.

Voltando à pergunta inicial: para que tanto tipo de liderança? Não se preocupe muito. São rótulos para ajudar o entendimento deste tema tão estimulante.

A importância da inteligência emocional para a liderança

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por Ronaldo Lundgren.

A importância de inteligência emocional para a liderança

O livro Inteligência Emocional, de Daniel Goleman, chamou a atenção de muita gente aqui no Brasil. Pesquisas científicas demonstraram que o Quociente Emocional (QE) é tão importante quanto o Quociente de Inteligência (QI). Em algumas situações, até mais.

A inteligência emocional é a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos. (Goleman, 1998)

Inteligencia Emocional

Em seu ambiente de trabalho, você não está sozinho. Constantemente, é necessário relacionar-se com os colegas. Seja por assuntos de serviço. Seja por problemas pessoais que não ficaram em casa, a interação de uma pessoa com outra ou com o grupo é uma realidade. Você, como líder, não pode deixar de ficar atento a esse ponto.

Pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso. Para a pessoa do líder, essas qualidades são monitoradas de perto pelos demais funcionários.

Pesquisas mostram que a maturidade emocional do líder – particularmente demonstradas pelo auto-conhecimento e pela empatia – tem uma relação direta com a performance financeira da empresa. O estado de espírito do líder contagia toda a equipe. Para cima ou para baixo.

O estado de espírito do líder, bem como seu comportamento, são tão importantes para o resultado da empresa, que a sua principal tarefa é pautar suas ações apoiadas na liderança emocional. Quando falo de principal tarefa, estou me referindo a isso mesmo: principal tarefa. Mais importante do que elaborar estratégias, orçamentos, contratar ou dispensar pessoal.

Responda com sinceridade

Para ajudar o líder a refletir e se programar, alguns autores sugerem 5 perguntas que devem ser respondidas com sinceridade:

  1. quem eu quero ser?;
  2. quem eu sou agora?;
  3. como eu progrido de onde eu estou para onde eu quero chegar?;
  4. como eu faço para consolidar as mudanças que vão acontecer?; e
  5. quem pode me ajudar?

Lembre-se que liderança é a capacidade de influenciar pessoas a atingirem o objetivo comum a todos. Você estando bem, todos ficam bem. A empresa e cada um de vocês só têm a ganhar.

Que tal…

Compartilhar este artigo. Você estará ajudando outras pessoas. Sua inteligência emocional estará agindo.

Estilos de liderança

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por Ronaldo Lundgren.

Estilos de liderança

Existem variados estilos de liderança. Cada um com suas vantagens e desvantagens. Conhecer bem você mesmo é fator primordial para identificar o estilo que melhor se encaixa às suas características. Vamos tratar de 3 estilos neste post.

Coercitivo ou autoritário

Quem manda sou eu. Você obedece. Se eu precisar de sua opinião, eu pergunto. Você não executou a tarefa como eu mandei. É sempre a mesma coisa. Até quando vou tolerar suas faltas?!

estilos de Lideranca

O estilo coercitivo é exercido pela vigilância constante e por observações críticas. Provoca medo nos funcionários, uma vez que a liderança é exercida  com as ferramentas de punição a postos.

Vantagens: Em situações de emergência, o estilo coercitivo tende a funcionar bem. Por não haver muito tempo para convencimento, mandar fazer é mais fácil.

Desvantagens: Caso esse estilo seja utilizado com frequência, ele vai causar inibição dos funcionários, pelo receio de serem criticados. Prejuízo ao bom ambiente de trabalho.

Dirigente

Baseado na autoconfiança que a experiência proporciona, o líder dirigente é visionário, com foco no longo prazo, estabelecendo direções claras para a sua equipe. Sem deixar dúvidas do que espera de cada um.

Vantagens: Motivação dos funcionários. Cooperação entre os integrantes da equipe. Estímulo à iniciativa e criatividade. Descentralização com delegação de poder.

Desvantagens: A delegação de poder pode acarretar descontrole de prazos e requisitos a serem atingidos. Não é o estilo mais adequado para momentos de crise.

Democrático

O estilo democrático busca o consenso para a execução das tarefas. Depois de definido o que fazer (qual o objetivo), parte para tirar o melhor da equipe, compartilhando ideias, ouvindo sugestões, criando o comprometimento.

Vantagens: Ideal para a criação de ambientes de alta performance. Ao compartilhar o processo decisório, angaria o comprometimento de todos os envolvidos.

Desvantagens: Necessidade de mecanismos de controle mais frequentes. A divisão de tarefas por consenso pode criar um tipo de “especialização” entre os funcionários, onde fulano sempre recebe a parte mais fácil. Não é aconselhável para equipes inexperientes, pelo risco de prejudicar o resultado final.

7 maneiras de motivar sua equipe

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por Ronaldo Lundgren.

Este post utilizou dados do artigo de Adam Fridman.


“Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo.” (Provérbio africano).

Para ir em grupo, o líder tem que atuar. Precisa reunir uma boa equipe. E tem que motiva-la. Não basta apenas uma equipe formada por profissionais competentes e talentosos. É necessário que eles trabalhem como um time, seguindo as diretrizes estipuladas, motivados para oferecerem a melhor entrega possível aos clientes. Uma equipe talentosa e motivada é difícil de ser batida.

Aqui vão 7 maneiras de motivar sua equipe.

Respeito. Crie um ambiente de respeito na equipe. Todos se respeitando. Todos cientes de que você valoriza o respeito mútuo. Diferenças existem, mas  elas têm a força para trazer soluções inovadoras, com ideias que se complementam. Não permita que a equipe se desmorone por falta de respeito entre seus integrantes.

Incentivos. Recompensas são importantes por estimular a vontade de superação individual. Não se atenha a premiar apenas individualmente. Fulano trabalhou muito bem, merece um destaque. Estabeleça incentivos para o resultado de toda a equipe. Todos conseguiram (ou não) juntos.

Fique ligado. Mecanismos de controle são essenciais para se cumprir metas. Mas excesso de controle atrapalha. Há uma diferença em “estar ligado” ao que se passa com a equipe e com os projetos em andamento, e “ficar no pé” do pessoal. Dê espaço para a equipe trabalhar. Faça o controle personalizado. Aqueles que precisam de mais acompanhamento, fique mais próximo. Talvez eles não se sintam tão seguros em tomar decisões individuais. Vale dar uma conferida nas dicas de Andréa Fassina para melhorar a auto-estima.

Lidere não chefie. Chefes dizem o que fazer. Líderes ajudam a fazer. Lider e Chefe

Faça o trabalho ter valor. Trabalhar, todo mundo trabalha. Em uma boa equipe, todos trabalham muito. Fazem, praticamente, qualquer coisa que você pedir. Mas, em uma equipe de sucesso, os integrantes vão mais longe.   Para motiva-los a dar um algo mais, faça-os entender como o trabalho de cada um contribui para o todo.

Seja genuíno. Líderes conhecem a si próprios. Mais importante ainda, os membros de sua equipe conhecem bem o líder. Não dá pra você agir de um modo na empresa, na presença da equipe, e de outra quando está fora. Você é líder em tempo integral. Liderança não tem um botão liga/desliga.

Estabeleça metas claras e possíveis. Tão importante quanto fazer os integrantes da equipe saberem como seus trabalhos individuais contribuem para o todo, você deve deixar claro quais são as metas de curto e longo prazo.  Ao líder cabe fixar metas alcançáveis. Metas inatingíveis são um convite para abater o moral da equipe.

Um time forte é difícil de ser batido. Estabeleça objetivos claros e possíveis, seja genuíno, transforme trabalho em valor, lidere não chefie, fique ligado, ofereça incentivos e, acima de tudo, trate e exija respeito na sua equipe. Essas dicas vão ajudar a criar e motivar uma equipe vitoriosa. Os chineses acreditam que: Se houver um general forte, não haverá soldados fracos.

Atitude, maneira de falar, tom da voz

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por Ronaldo Lundgren.

Quem não se comunica, se trumbica! Já dizia o velho Chacrinha. Quem ainda não ouviu essa mensagem do Velho Guerreiro? Uma única frase. Cheia de verdade.Chacrinha

A comunicação é uma ferramenta essencial para a liderança. Saber emprega-la é certeza de êxito. Uma diretriz, um plano, uma ordem, um elogio, uma repreensão, uma contratação, uma dispensa, uma campanha publicitária, um comunicado rotineiro. Tudo precisa da ferramenta comunicação.

Você pode transmitir suas mensagens de várias maneiras. Pela voz, por escrito, por imagens, por meio eletrônico, por linguagem corporal, pela combinação de mais de uma delas. Vale a pena refletir antes de a mensagem sair da origem e se dirigir ao destino. Como dizem, existem quatro coisas que não voltam para trás: a pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado.

Quando você transmite sua mensagem pela fala, sua atitude contribui para que a pessoa que está ouvindo preste mais ou menos atenção. Por atitude, entenda-se: você está sério ou relaxado; alegre ou com raiva/triste; com respeito ou deboche; nervoso ou sereno; falando baixo ou aos gritos; traje compatível com a situação ou não.

Imagine ir a uma consulta médica e o doutor lhe receber em traje de banho; ir a uma oficina e o mecânico está super limpo; a uma cabeleireira desarrumada. A linguagem não verbal interfere muito na mensagem a ser transmitida e recebida.

A ocasião também interfere. Suponha estar em um campo de futebol e resolver transmitir o resultado do relatório mensal para os seus companheiros de firma? Não dá liga.

A mensagem transmitida oralmente é a mais comum. Normalmente, a técnica para transmissão de mensagem verbal recomenda: atrair a atenção da audiência; introduzir o assunto; passar a mensagem; e confirmar se a mensagem foi entendida. Para isso fluir naturalmente, procure fazer contato visual com o interlocutor; flutuar a voz, para não soar monótono; variar sua posição; utilizar expressões faciais; gesticular de maneira comedida.

Para pessoas que têm dificuldade em se expressar verbalmente, existem cursos que auxiliam a melhorar o uso dessa técnica. Fonoaudiólogos podem ajudar muito. Para casos de voz estridente, que incomodam o interlocutor; para casos de gagueira, que são motivo de bullying.

Na transmissão por meio eletrônico, nunca clique no botão enviar sem reler o que você escreveu. A velocidade digital não perdoa a falha. Uma palavra errada, uma forma de tratamento inadequada, uma frase sem sentido podem fazer um grande estrago a sua reputação.

Ao final, você precisa ter o sentimento de que sua mensagem foi entendida. Este é o resultado que importa. Você foi entendido?

Como lidar com o ego das pessoas

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por Ronaldo Lundgren.

 

Atendendo a sugestão de um leitor, vamos comentar uma situação que acontece com certa frequência em todas as organizações. Como lidar com o ego das pessoas? Inicialmente, porém, devemos tecer alguns pontos sobre o ego. Serão considerações superficiais, pois o assunto é motivo de estudo por psicólogos e psicanalistas, tendo Freud como um dos mestres no tema. Afinal, o que se entende por ego?

Primeiramente, o significado popular do termo refere-se à consciência que cada indivíduo tem de si, à percepção da própria identidade, e até mesmo ao orgulho próprio. O ego, em si, não é bom nem ruim. Ele é somente a maneira como uma pessoa enxerga a si mesma.

Segundo Rodrigo Cardoso, “O ego está ligado ao orgulho próprio, mas não é só isso. Via de regra, quando o ego é exagerado ele se torna prejudicial, pois a pessoa perde a visão sistêmica, deixa de entender a dinâmica do todo, de perceber que não está só, que todas as ações têm consequências e, com as escolhas voltadas apenas para si mesma e para o benefício próprio, ela deixa de ter os melhores resultados”.

Se o ego “ofusca a visão de um profissional que se sente o melhor dos melhores, e com isso torna-se prepotente e arrogante, acabando com sua capacidade de trabalhar em equipe, o ego pode ser altamente maléfico para sua carreira profissional”.

Quando se fala que uma pessoa está com o “ego inflado” ou que está tendo o seu “ego massageado”, fazemos logo uma ligação com a falta de humildade. A pessoa está se “achando”. Sua autoconfiança começa a virar arrogância. Está querendo que os companheiros reconheçam a sua capacidade. Alguns até esperam ser reverenciadas.

Uma pessoa arrogante e prepotente afasta os outros de si mesma. A arrogância esconde, no fundo, uma insegurança interior. Na vontade de ser aceito, de se sentir importante e ter conexão, uma pessoa com esse perfil acredita que alardear suas qualidades irá atrair os outros para si, quando na verdade o efeito é contrário.

Para lidar com pessoas assim, convém conhecer o assunto com um pouco mais de profundidade.

Ego (em alemão ich, “eu”) significa o eu de cada um. Ego é o defensor da personalidade. A principal função do ego é procurar harmonizar os desejos e a realidade. EgoEle impede que os conteúdos inconscientes passem para o campo da consciência, acionando assim os seus mecanismos de defesa. Para Freud,  a satisfação dos desejos interiores é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-los com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas. Há muitos conflitos entre o interior (Id) e o Ego, pois os impulsos não civilizados do Id estão sempre querendo expressar-se. Freud destacava que os impulsos do Id são muitas vezes reprimidos pelo Ego por causa do medo de castigo.

Em resumo: todas as pessoas têm desejos que ficam guardados em seus interiores. Às vezes estão tão bem guardados que é necessário recorrer a terapia ou psicanálise para conhecê-los. Tais desejos podem não ser aceitos pela sociedade. Como exemplo, a psicologia utiliza-se da figura de um “desejo inconsciente de matar”. Graças ao ego (que funciona como um guarda), o indivíduo não o realiza, por medo das consequências que tal ato acarretaria sobre ele.

Passemos agora a falar de motivação. Segundo Maslow, a motivação humana pode ser reunida em cinco grandes grupos de necessidades: 1) necessidades fisiológicas básicas; 2) necessidades de segurança; 3) necessidades sociais; 4) necessidades de auto-estima; e 5) necessidades de auto-realização. Então, satisfeitas as necessidades da base da pirâmide, o indivíduo vai se motivar para satisfazer as seguintes. Piramide de Maslow

Em uma organização, cabe ao líder criar as condições para que seus funcionários se motivem. Lembrando que motivação é um “estado individual”. Cada pessoa se encontra em um determinado nível da pirâmide. Portanto, com necessidades diferentes.

Voltando ao tema: como lidar com o ego das pessoas?, podemos entender que um funcionário com o ego inflado está necessitando de auto-estima. Ele não consegue refrear seus desejos interiores e passa propagar suas qualidades, acarretando danos ao ambiente de trabalho.

O que o líder pode fazer?

Se o ambiente na organização está pesado, a solução extrema e rápida é demitir o funcionário. Se não for possível demiti-lo, surgem basicamente dois caminhos. O primeiro é o de procurar satisfazer a necessidade de auto-estima. Palestras motivacionais proferidas por especialistas. Reuniões para fortalecer a importância do trabalho em equipe. Elogios na frente dos companheiros, prêmios, promoção. Essas são algumas ferramentas que podem ser adotadas.

O segundo caminho é o de fazer o ego (como guarda do inconsciente) funcionar. Para isso, submeter o funcionário a situações novas, que lhe tragam insegurança, podem inserir uma sensação de receio, fazendo o indivíduo retornar à razão. Caso adote essa medida, convém estar preparado para explicar os motivos da decisão aos demais funcionários, porque o “cara” pode querer mina-lo.


Este post utilizou dados constantes nos seguintes sítios eletrônicos: http://www.significados.com.br/ego/.

http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/dicas-emprego/comportamento/em-que-momento-o-ego-atrapalha-as-relacoes-profissionais

Tipos de liderança

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por Ronaldo Lundgren.

Existem dois tipos básicos para se exercer a liderança em qualquer organização. Eles são os tipos direto e indireto. O líder utiliza os dois constantemente. Talvez, o direto com maior frequência. Se a organização for grande, com muitos funcionários e filiais espalhadas por vários lugares, o tipo indireto tem sua importância aumentada.

Tipo direto

Olho no olho. Vendo as reações de cada um. Recebendo um feedback ao vivo. Seja por palavras ditas, seja por palavras faladas pelo corpo. O Lideranca Diretatipo direto tem essas grandes vantagens. Você pode variar o tom de voz, a velocidade que se comunica. Você pode motivar seu interlocutor, acompanhando se ele está “comprando” a mensagem da forma que você espera. Você pode até reformular sua ideia inicial, incentivando que sejam apresentadas sugestões, de modo que todos se sintam comprometidos.

Tipo indireto

No caso indireto, o líder não disfruta das condições descritas anteriormente. Como você vai influenciar uma pessoa que não está próxima, que talvez nunca tenha lhe visto pessoalmente? Alguns técnicas ajudam a compensar essa distância. Vamos a elas.

Primeiramente, a mensagem a ser transmitida. A parte fundamental da mensagem pode ser resumida na leitura dos objetivos que você deseja que a organização trabalhe. Defina os objetivos com clareza. Não pode haver dúvidas sobre o que você pretende. Lembrando que os objetivos, sempre amparados nos valores e na cultura de sua organização, vão orientar como cada pessoa deve agir para chegar até eles.

Depois, escolha várias maneiras de passar essa mensagem. Por meio eletrônico, por filmetes, escrita, falando. Por meio da cadeia de comando: o líder maior, exercendo uma liderança direta, transmite para os diretores; estes para os gerentes; e assim vai até a quase totalidade da organização tomar conhecimento. Utilizar-se de todos esses meios, de forma redundante, é uma garantia de atingir as pessoas com mais eficiência. Se alguém não viu o email, pode assistir ao filmete ou ouvir sua mensagem.

Circulando

Em ambos os tipos de liderança, não deixe de circular pela organização, para sentir como a mensagem foi entendida e como está sendo executada. Mesmo em grandes organizações, saia do escritório e procure o retorno consultando o maior número possível de funcionários. A maneira informal de fazer esse tipo de checagem é a melhor. Você vai ser visto não apenas como aquele que manda os outros fazerem, mas como aquele que está junto, a despeito de suas responsabilidades e de uma agenda sempre atribulada.

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