Como anda a sua autoestima

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por Ronaldo Lundgren.

Como anda a sua autoestima?

Você, que é líder, não tem o direito de estar por baixo. Tampouco pode ficar parado, vendo algum colaborador precisando de ajuda sem você fazer nada.

como anda a sua autoestima

O texto abaixo, de Miguel Lucas em Saúde e Bem-Estar, oferece uma boa análise sobre autoestima. Vale a pena conferir.


Você consegue lembrar-se da última vez que teve um desequilíbrio emocional, em que as crenças em si próprio e as suas capacidades se escapuliram?

Como é que conseguimos manter as crenças que temos em nós de forma a vivermos menos ansiosos e com mais alegria?

Imagine as coisas que conseguiríamos realizar se tivéssemos a crença que éramos capazes de nos propor a fazer qualquer coisa (dentro dos limites do aceitável) para atingir os nossos sonhos e objetivos. Especialmente se conseguíssemos manter um nível de autoestima que não fosse abalado perante nenhuma circunstância. O que é que você faria?

A autoestima surge da auto-imagem positiva que temos de nós. É algo que de forma pro-ativa construímos.

A autoestima não se constrói na passividade, nem quando pensamos que vem dos acontecimentos exteriores. A autoestima desenvolve-se no mundo real. O que se pretende é uma construção sólida, e isto só é possível a partir do nosso interior.

Durante as nossas rotinas diárias, a mente é especializada em procurar todo os tipos de coisas ou situações que fizemos mal. Aí, a mente nos leva a certificar-mo-nos que estamos conscientes disso.

Com esta força e tendência contra-produtiva que a nossa mente tem, beneficiaremos muito em regularmente trabalharmos no sentido de construir a nossa própria imagem.

É comumente aceito que a forma como nos vemos a nós próprios afeta diretamente tudo aquilo que fazemos.

Pessoas com a autoestima elevada, promovem a capacidade para serem felizes. Elas aumentam o seu bem-estar e consequentemente a produtividade nas suas vidas.

DICAS PARA MELHORAR A AUTOESTIMA:

Para construir  a sua autoestima, você deve estabelecer-se como o mestre da sua própria vida.

Cada minuto da sua vida é um momento que pode utilizar para fazer coisas para se melhorar.

Se você andou a adiar alguma tarefa ou ação durante grande parte do seu dia, não se martirize ou penalize por isso, mude o seu foco para o momento presente e o que você pode fazer. Comece com a menor coisa que acha que consegue fazer face à tarefa mais importante.

COMECE COM PASSOS PEQUENOS

Comece com algo que você pode fazer imediatamente e facilmente.

Quando começamos com pequenos êxitos, construímos o impulso para ganhar mais confiança nas nossas capacidades. Cada tarefa completada, independentemente de quão pequena seja, é um passo importante na construção da sua confiança.

Que pequenas ações você consegue fazer imediatamente, para demonstrar que é capaz de atingir as metas que estabeleceu para si mesmo?

Por exemplo, limpe a sua mesa, organize os seus papéis, pague as suas contas, faça uma caminhada ou elabore a lista de compras.

CRIE UMA VISÃO CONVINCENTE

Use o poder da sua imaginação. Crie uma imagem de si mesmo como sendo uma pessoa confiante em que você aspira tornar-se.

Quando você é essa pessoa, como você se sente? Como os outros o percebem? Qual é a linguagem corporal que utiliza? Como é que você fala?

Imagine isso claramente na sua mente, com os olhos fechados. Sinta as coisas, a experiência de ser e de ver do ponto de vista dessa pessoa.

Este é um exercício muito utilizado por atletas para aumentarem os seus níveis de confiança.

No fundo é uma ferramenta que todos temos ao nosso dispor: a capacidade de simular (imaginar) cenários que queremos que aconteçam.

Pratique com regularidade. Coloque uma música de fundo que o relaxe ou que o energize. Quando você terminar, memorize esse estado, as sensações e atitudes que teve e o quão capacitantes e energizantes são.

SOCIALIZE

Saia da casa, convide um amigo para um almoço. A convivência com os outros dará oportunidades de estabelecer contato com outras pessoas, e praticar uma comunicação efetiva e relacionamento interpessoal.

FAÇA ALGO ARROJADO

Como acontece com todas as habilidades, ficamos melhor à medida que vamos repetindo e praticando.

Quanto mais vezes se propuser a fazer algumas das coisas que o assustam, ou sente dificuldade, menos assustador estas situações parecem. E mais preparado se irá sentir para as enfrentar e/ou realizar.

O simples fato de se propor a enfrentar algumas coisas ou situações em que se sente menos capaz ou mais incomodado, permitir-lhe-á desconfirmar a sua incapacidade.

Provavelmente irá verificar que o receio era infundado. Mesmo que exista justificação para esse medo, você vai ver que tem a capacidade de o enfrentar e ser bem sucedido.

FAÇA ALGO NAQUILO EM QUE É BOM

No que é que você é especialmente bom e gosta de fazer?

Regularmente fazer coisas em que você é bom, reforça a crença nas suas habilidades e pontos fortes.

Proponha-se a fazer aquilo que faz bem e que gosta, reforce-se e elogie-se a si mesmo.

Perceba como é que faz essas coisas, em que estado se encontra quando se sente energizado? Quando se sente em uníssono com a tarefa, o que é que diz para si mesmo, quais são as suas expetativas, qual é o seu estado de ânimo?

Ninguém é bom em tudo o que faz, e igualmente ninguém é mau em tudo o que faz. Tente não utilizar qualificações de si mesmo do gênero tudo ou nada. Perceba que existem coisas que faz muito bem, leve isso em consideração.

DEFINA METAS

De acordo com um estudo feito na Universidade Virginia Tech, 80% dos americanos dizem que não têm metas. E as pessoas que estabelecem regularmente os seus objetivos ganham nove vezes mais ao longo das suas vidas, comparativamente aos que não os estabelecem.

Ao definir metas claras, práticas e exequíveis, você tem um alvo em direção ao qual se pode movimentar.

Com o estabelecimentos de metas, os passos e ações que faz estão direcionados para a obtenção de um resultado. (consulte o artigo Como estabelecer metas)

Quando você tomar um conjunto de medidas para alcançar esse objetivo (claro e específico), irá construir mais confiança e autoestima nas suas habilidades para seguir em frente.

como anda a sua autoestima

AJUDE OS OUTROS A SENTIREM-SE BEM

Ajude alguém ou ensine-lhe algo. Quando você ajuda outras pessoas a sentirem-se melhor e a gostarem delas, certamente irá fazer você sentir-se bem consigo mesmo.

Veja o que você pode fazer para os outros se sentirem bem ou estimulá-los a sorrir. Talvez dando-lhes um verdadeiro elogio, ajudando-os com alguma coisa ou dizendo-lhes que você os admira.

A interação social, a convivência e a interajuda, são fundamentos e pilares de construção da felicidade de cada um de nós. São fatores de promoção de bem-estar, pois enquanto seres humanos somos seres gregários, por outras palavras temos a necessidade de viver em grupo e em contato com outros.

O contato e a partilha são duas condições necessárias ao bom desenvolvimento e crescimento saudável. É na interação e contato humano que se fundamenta a vida. Os laços e os sentimentos que se criam são promotores da autoestima e auto-confiança.

OBTENHA CLAREZA NAS VÁRIAS ÁREAS DA VIDA

Esforce-se para obter clareza nas áreas de vida que precisam mais da sua atenção.

A sua autoestima está relacionada com o seu auto-conceito em todas as áreas importantes da sua vida.

Anote todas as categorias principais da sua vida:

  • sentimental;
  • financeira;
  • profissional;
  • social;
  • pessoal;
  • familiar;
  • sexual.

Em seguida, avalie numa escala de 1-10 em cada área. Trabalhe nas categorias que pontuou mais baixo. Cada área afeta as outras áreas.

Desta forma invista na obtenção de um melhor bem-estar nas áreas de vida que você percebe como menos satisfatórias, analise os pontos fracos e fortes e elabore uma forma de poder minimizar o problema ou melhorá-lo.

Por vezes, um dos erros comuns que as pessoas cometem é perceber algumas áreas da sua vida como tendo necessidade de melhorar, para isso iniciam algumas ações, e se passado algum tempo verificam que não melhoram, desistem.

Alerto para o fato de que algumas alterações e/ou melhorias levam tempo a surtir efeito, pelo que não deve esperar uma melhoria repentina, mas sim a médio ou longo prazo.

CONSTRUA UM PLANO

Ter um objetivo por si só, pode não surtir o efeito desejado. Deverá tentar esclarecer-se do que é necessário para conseguir realizar os objetivos a que se propõe.

Um dos principais motivos para alguns de nós ficarmos pelo caminho ou vermos a nossa vontade paralisada para realizar algo, deve-se ao fato de não construirmos um plano para alcançar os objetivos desejados.

Por vezes não sabemos o próximo passo a ser dado, movimentamo-nos ao acaso, não tendo uma noção correta para onde nos dirigimos ou se estamos nos afastando daquilo que queremos.

Quando você se propõe a confeccionar um bolo, certamente terá muito mais sucesso se seguir as instruções claras e específicas da receita, do que jogar ingredientes aleatoriamente para dentro da taça.

MOTIVE-SE

Leia algo inspirador, ouça uma música que o energize, converse com alguém que possa elevar o seu espírito. Procure algo que o possa motivar para se tornar uma pessoa melhor, para viver mais conscientemente, e para tomar medidas preventivas no sentido de criar uma vida melhor para si e para os outros.

Tente perceber aquilo que mexe consigo, que lhe fornece energia, que o faz levantar-se cedo da cama, que lhe dá uma vontade enorme de concretizar e realizar algo. Se não consegue encontrar ou sentir isso, imagine para si o que gostaria de fazer.

Podem ser pequenas coisas ou grandes coisas. Isso não é o mais importante. O que realmente importa é perceber como é que se energiza e onde pretende colocar essa energia.

Normalmente as duas coisas encontram-se juntas. Ou seja, aquilo que nos dá energia é exatamente aquilo onde queremos aplicar a nossa energia. É como que um feedback positivo. Começamos a gostar de fazer algo, ou imaginamos fazer algo, e ao propormo-nos a fazer, automaticamente, gera-se mais vontade de continuar.

Desta forma, motivar-se para fazer algo é sempre uma estratégia de ganhar/ganhar.

AFIRMAÇÕES

Use afirmações, mas de forma adaptativa. Não me refiro a afirmações em vão, vazias e ocas. Daquelas onde nos limitamos a dizer umas quantas coisas positivas na esperança que isso funcione.

As afirmações são muito capacitadoras e orientadoras, mas apenas se forem suportadas e acompanhadas de ações.

Sentado no sofá e dizendo: “Estou muito motivado e  energizado para produzir” apenas esta frase não acrescentará nada à sua vida.

Diga algo como “Eu estou sentado aqui neste sofá, sinto-me improdutivo, será isto o ideal para mim? O que é que eu poderia fazer?”

A sua afirmação tem que ser sentida e coerente com aquilo que pretende realizar. Assim que você seja honesto consigo mesmo, proponha-se a fazer algo, mesmo que seja um pequeno passo, faça alguma coisa de acordo com a sua afirmação.

DEIXE DE COMPARAR-SE

Pare de se comparar a outras pessoas.

Uma baixa autoestima decorre do sentimento de sentir-se inferior aos outros. Por exemplo, se você fosse a única pessoa no mundo, você acha que poderia ter uma baixa autoestima?

A autoestima só entra em cena quando há outras pessoas à nossa volta e percebemos que somos inferiores.

Não se preocupe com o que seu vizinho está fazendo. Perceba o que quer, daquilo que é capaz, e eventualmente o que tem de melhorar ou mudar para alcançar os seus objetivos ou sonhos.

Ainda que todos nós possamos ter um tendência quase inata para a comparação, tente relativizar  o máximo que conseguir quando sentir que se está a comparar.

Podemos ter algumas pessoas que nos sirvam como modelo, mas se assim for, isso deverá servir para perceber em que deveremos trabalhar ou desenvolver para nos aproximarmos daquilo que queremos e não para nos depreciarmos.

Certamente que se nos comparamos com alguém que nos serve de modelo, estaremos provavelmente alguns passos atrás.

Se acionarmos uma visão construtiva e positiva iniciaremos um conjunto de ações, passo  a passo, pouco a pouco seguiremos para a obtenção do resultado desejado.

Como anda a sua autoestima

A autoestima vem do domínio de si mesmo.

Quanto mais coisas você se propuser, quanto mais coisas for conseguindo realizar (mesmo as pequenas coisas) e passo a passo for obtendo êxito, mais confiança vai crescendo em você. Estará sedimentando a sua autoestima.

O seu nível de autoestima afeta a sua felicidade e tudo que você faz.

O líder deve ter compaixão

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por Ronaldo Lundgren.

O líder deve ter compaixão

A palavra compaixão tem origem latina. Ter compaixão é a virtude de compartilhar o sofrimento do outro. Não significa aprovar suas razões, sejam elas boas ou más. Ter compaixão é não ter indiferença frente ao sentimento do outro.

Talvez pareça estranho estar escrevendo sobre compaixão em um blog que trata de liderança. Compaixão é uma atitude mais associada com religião e causas sociais.

O foco deste post é liderança

Entendo que o líder deve ter compaixão nas suas relações de trabalho.

Imagine a seguinte situação que tive a oportunidade de presenciar. A organização onde trabalhava iria receber a visita oficial de uma importante autoridade da África do Sul.

Embora a maioria dos presentes tivesse uma boa noção do inglês, precisávamos de uma intérprete que fizesse a tradução do inglês para o português, porque naquele tipo de reunião o anfitrião costuma se pronunciar em seu próprio idioma.

A tradutora estava nervosa. Talvez, devido ao nível das autoridades participantes no evento. O fato é que ela começou a errar.

Nós percebemos que as falas do sul-africano não estavam sendo traduzidas corretamente. Isto não era tão significativo, pois estávamos entendendo o que a autoridade falava. Mas o contrário, do português para o inglês, quando nós é que falávamos, não podia deixar dúvidas.

líder deve ter compaixão
Intérprete

A situação estava deixando nossa comitiva incomodada. Tínhamos que repetir nossa fala para que a intérprete traduzisse outra vez. Isso fazia ela ficar ainda mais nervosa. Era um círculo vicioso.

Então, aconteceu aquilo que tinha que acontecer. A autoridade brasileira interrompeu sua fala e passou a orientar a intérprete, dizendo-lhe algo, mais ou menos assim: “você sabe. Tenha confiança. Vou falar mais pausadamente“.

Aos poucos, a intérprete se acalmou e fez o trabalho como desejávamos que fosse feito.

Aquilo foi compaixão. Não foi ter pena.

Compaixão e piedade

Bem diferente da piedade, que é somente um sentir pena de alguém, a compaixão resulta em uma ação.

“Imagine alguém dentro de um buraco. Quando você sente pena dessa pessoa, você a abraça e a conforta. Quando sente compaixão, mais do que confortar, você quer ajudá-la a sair do buraco, e vai atrás de uma solução, como procurar por uma escada ou mais pessoas para ampará-la a sair de lá”, exemplifica Heloísa Capelas, especialista em desenvolvimento humano e diretora do Centro Hoffman, em São Paulo.

Como responder com uma atitude de compaixão no trabalho

1. Dê um tempo.

Quando um colaborador  comete uma falta, que pode comprometer sua organização, a tendência é que o líder seja afetado.

Por isso, dê um tempo. Procure controlar seus sentimentos de raiva, frustração, impaciência ou qualquer outro.

Se o líder reage por impulso, tão logo tome conhecimento da falha do funcionário, ele pode agravar ainda mais o problema.

Pode “perder” aquele funcionário, criando uma barreira difícil de transpor em situações futuras. A prática de meditação pode ajudá-lo a controlar seus impulsos. (conheça como os 7 simples mas poderosos hábitos que farão você ter mais sucesso)

2. Coloque-se no lugar do funcionário.

Ao dar um tempo, procurando reconhecer seus próprios sentimentos em relação ao que está se passando, o líder também cria as condições para exercer a empatia com o funcionário.

“O olhar da compaixão é aquele que nos faz colocar no lugar do outro e fazer por ele o que gostaríamos que ele fizesse por nós, e não fazer ao outro o que não gostaríamos que ele fizesse a nós”, explica Karen Armstrong.

3. Desculpar.

Desculpar a falha não apenas fortalece a relação do líder com aquele funcionário, mas com todos que tiverem conhecimento do fato.

Desculpar promove um sentimento de lealdade entre o líder e o funcionário. A sensação de desculpar permite caminhar para frente, de modo a que, juntos, possam ultrapassar outros obstáculos.

Tornando um hábito

Procure despertar a compaixão no seu dia-a-dia. Só lhe fará bem. Assim como aos que o cercam.

Em 2010, Karen Armstrong, escritora inglesa e consultora de religião comparada, ganhou o prêmio TED Prize.

A organização sem fins lucrativos, que divulga conferências pela internet, premia anualmente um palestrante para estimular o seu projeto a crescer.

No caso de Karen, um tratado da compaixão para ser instaurado no mundo todo, das escolas aos espaços políticos.

“Compaixão une todas as tradições espirituais e, por isso, é urgente na economia capitalista, que é competitiva e individualista.”

Centenas de países assinaram o tratado e a compaixão vem sendo aplicada em diversas áreas, como inovação, empreendedorismo social e sustentabilidade.

“No ano passado, por exemplo, o Iraque e a Jordânia criaram uma competição pela internet em que os integrantes eram convidados a postar uma ação compassiva todos os dias durante um mês. Cerca de 40 mil pessoas participaram”, orgulha-se Karen.

O Google também assinou o tratado. A forma que a empresa multinacional de serviços online encontrou para aplicar a compaixão no dia a dia da companhia foi adaptar num curso as lições do livro de Karen, “12 Passos para uma Vida de Compaixão”.

Hora de agir

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Pessoas que fazem a diferença

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por Ronaldo Lundgren.

Pessoas que fazem a diferença

Fazendo minha caminhada matinal, cruzei com uma funcionária da limpeza pública. Ela chamou minha atenção por seu semblante de disposição para o trabalho. Parei e comecei a conversar. Perguntei-lhe o que estava fazendo e ela me respondeu: estou cuidando da praia de Botafogo, pra ela ficar mais bonita.

Pessoas que fazem a diferença
Pessoas que fazem a diferença

Que bom se todos funcionários tivessem a percepção de seus trabalhos como aquela gari. Seria bom, primeiramente, para eles próprios, pois sairiam de suas casas com mais vontade e com um sentimento de estar realizando algo importante. Bom para as empresas, que teriam colaboradores mais comprometidos, faltando menos ao expediente. Bom para as famílias de cada funcionários, porque felicidade contagia.

Para sentir que está fazendo algo útil uma série de coisas aconteceram anteriormente. Ambiente de trabalho, moldado pela liderança que está próxima do funcionário, talvez seja o ponto de partida. Reconhecimento de como cada pequena tarefa contribui para o conjunto final, pronto e acabado para ser entregue ao cliente, é questão de liderança. Fazer o funcionário entender que não está apenas limpando a sujeira das pessoas, mas que está embelezando a cidade, é tarefa do líder.

Na organização onde você trabalha, algumas coisas estão além da sua competência. Por exemplo: talvez você não possa aumentar salários, pagar hora extra ou mesmo reposicionar um funcionário. Outras medidas, no entanto, estão ao seu alcance.

Conhecer cada indivíduo

Além de nome e endereço de moradia, procure conhecer as principais características  individuais de cada funcionário. Anote seus parentes mais próximos, datas importantes, condições de saúde, tempo de deslocamento de casa para o trabalho. Essas anotações vão lhe ajudar a conhecer melhor, antecipando-se a problemas e ajudando a motivar as pessoas.

Conhecer o grande quadro

No livro “O Mundo de Sofia”, o autor Jostein Gaarder, cria a figura de “sair da pelagem do coelho” para convidar as pessoas a olharem de cima, a entenderem o todo, a perceberem  como suas ações estão sendo impactadas e estão impactando todo o conjunto. Procure fazer isso. Ajude seus funcionários a fazerem também.

Fazer a diferença

“Todo dia ela faz tudo sempre igual.” A música que Chico Buarque cantava na década de setenta serve de mote para fazer diferente. Faça parte do grupo de pessoas que fazem a diferença. Se seu trabalho não fosse importante, ele não existiria. Conheça-o bem, com profundidade. Faça a diferença.

Pena que acabou. Mas, você pode ajudar…

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Como criar um espírito de equipe

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por Ronaldo Lundgren.

Como criar um espírito de equipe

Existe uma preocupação autêntica no tema da motivação. Vários líderes procuram ampliar o conhecimento sobre técnicas para motivar os funcionários da organização onde trabalham. Motivação, no entanto, é um conceito que remete ao indivíduo.

Normalmente, uma empresa dispõe de vários funcionários. Esse grupo de pessoas, com características individuais próprias, com objetivos distintos e culturas particulares, precisam constituir uma equipe. Necessitam aprender a trabalharem juntos, voltados para atingirem as metas da organização.

Quando pesquisamos um grupo de militares que acabou de participar de uma operação de combate, envolvendo risco de vida, observamos que aquele pessoal cumpriu as missões por um simples motivo: eles formavam uma equipe. Tinham espírito de corpo. Não foi o rigor da disciplina que os levou a se arriscarem. Foi o compromisso com o companheiro ao lado, com o amigo que dependia de seu esforço.

As empresas procuram encontrar maneiras de como criar um espírito de equipe. As ideias a seguir, obtidas do Blog Picar o Ponto, são um bom guia para o líder aplicar em sua organização.

As linhas da comunicação

As linhas da comunicação devem estar sempre abertas. Ou seja, cada colaborador deve estar à vontade para falar sobre o que quer. Seja com qualquer outro elemento da equipe seja, inclusive, com o líder.

O líder, por sua vez, deve assegurar que toda a equipe esteja bem ciente dos objetivos, normas e visão da empresa.

Só uma equipe que compreende, na íntegra, a meta de uma empresa é que pode realmente concretizá-la. Adicionalmente, deve reforçar a importância do trabalho em equipe sempre que haja uma reunião, formação ou mesmo em momentos menos formais. A pausa para café ou o almoço de Natal são boas ocasiões. Os colaboradores gostam sempre de saber que foi o seu esforço coletivo que contribuiu para o melhor ano na história da empresa, por exemplo.

Um bom ouvido

Saber ouvir. Esta é uma das características mais importantes que um líder deve ter na hora de motivar o espírito de equipe. Pode ser no escritório ou em qualquer outro ambiente de trabalho: o líder deve ter a capacidade de ouvir.

Ter a sua porta sempre aberta para ouvir as opiniões, desabafos e dificuldades dos colaboradores é essencial. Aqueles funcionários que se sentirem mais confortáveis com a equipe e com o seu líder terão uma maior probabilidade de se manterem leais e motivados com o departamento e com a empresa.

Estar atento ao feedback da equipe e agir de acordo com o mesmo é igual a aumentar os níveis de satisfação e, por consequência, de entrega e produtividade da mesma.

Promover a confiança

Sempre que possível, deve demonstrar a segurança que tem nas competências individuais e coletivas da sua equipe de trabalho. Depositar a sua total confiança nos seus colaboradores reproduzirá o mesmo efeito neles, ou seja, aumentará a sua própria autoconfiança e vontade de fazer mais e melhor. Promover a confiança é estimular um ambiente de trabalho criativo e uma equipe mais do que motivada.

Obstáculos que desafiam

Embora possam ter, à primeira vista, uma conotação negativa, a verdade é que existem obstáculos ideais para promover o espírito de equipe. Um prazo apertado ou um projeto inovador para a empresa, por exemplo, são obstáculos aliciantes porque desafiam as pessoas a darem o seu melhor.

Para além disso, estas “provas de resistência” geram uma interdependência que fortalece a colaboração ativa e saudável entre os membros da mesma equipe. Em proporções certas, os obstáculos são ferramentas poderosas para unir um grupo de pessoas em torno do mesmo objetivo.

Recompensas merecidas

Quem não gosta de um prêmio, de ser reconhecido por um trabalho bem executado? Pode ser um bônus monetário, um dia de folga ou um elogio verbal. O reconhecimento de um trabalho bem feito é um dos maiores motivadores existentes no mundo profissional. É igualmente importante louvar os desempenhos individuais, assim como a equipe no seu todo.

Atividades extracurriculares

O espírito de equipe também pode ser promovido e fortalecido fora do escritório. A empresa pode organizar um passeio anual ou bianual onde junta os colaboradores num sábado à tarde para descontraírem. Ou, porque não, para participarem em atividades radicais (por exemplo, rafting ou paintball) ou outros jogos de equipe (por exemplo, uma partida de futebol ou mesmo exercícios de “teambuilding”) – onde o esforço coletivo é necessário e, entre uma pitada de diversão, sairá com certeza reforçado.

Chamada para ação

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4 formas de motivar seus funcionários

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O presente post foi publicado originalmente na Revista Exame. Vejamos 4 formas de motivar seus funcionários.


 

Vale lembrar quanto maior o seu conhecimento sobre os seus funcionários, maior será a sua capacidade de equalizar essas moedas de troca de forma mais efetiva e mais barata.
Vale lembrar quanto maior o seu conhecimento sobre os seus funcionários, maior será a sua capacidade de equalizar essas moedas de troca de forma mais efetiva e mais barata.

Se quando você pensa em alavancar o resultado de seus funcionários o que vem à mente são aquelas campanhas enormes – e caríssimas- de motivação, pode ser que você esteja errado. É possível chegar a bons resultados usando outras moedas de troca que não o dinheiro.

Com lançamento marcado para a segunda quinzena de julho, o livro “Seja a pessoa certa no lugar certo”, de autoria do consultor de gestão de pessoas Eduardo Ferraz, deverá ajudar profissionais na trajetória do autoconhecimento – e também promete iluminar o caminho dos gestores de equipe.

“Na prática, em qualquer empresa do mundo, seja uma padaria ou uma petroleira multinacional, haverá sempre cinco principais moedas de troca com os funcionários”, explica Ferraz. A primeira delas, naturalmente, é a remuneração.

No entanto, são as outras quatro moedas que escondem uma mina de motivação para gestores que querem dar um estímulo para os funcionários e não podem buscar ajuda dos cofres da empresa. “Os únicos custos são a boa vontade e o trabalho mental”, lembra Ferraz.

A sugestões de Ferraz são bastante abrangentes, por isso, vale lembrar quanto maior o seu conhecimento sobre os seus funcionários, maior será a sua capacidade de equalizar essas moedas de troca de forma mais efetiva e mais barata.

1 Conforto

Oferecer segurança e conforto para os funcionários é uma boa alternativa para quem quer estimular a equipe sem por a mão no bolso. Se um novo projeto deverá demandar mais da equipe, por exemplo, Ferraz sugere um banco de horas informal, como forma de reconhecimento dos esforços adicionais. “Se você comunicar o funcionário que ele será recompensado, ao menos em horas, já é um grande estímulo”, afirma.

Nesse campo entra também a flexibilidade de horário e a previsibilidade de iniciativas e prazos. No entanto, tudo isso precisa não só ser comunicado aos funcionários, como deve ser valorizado na hora da contratação. “O custo financeiro dessa prática é zero e pode ser melhor explorada”, diz.

2 Aprendizado

Possibilidades de aprendizado sempre funcionam bem como uma ferramenta de troca com os funcionários – em especial os mais jovens. Mas se o caixa da empresa não tem  permitido o investimento em pós-graduações e MBAs, por exemplo, a oportunidade de vivenciar outros setores e experiências pode funcionar muito bom. “Existem empresas que são verdadeiras escolas, que possibilitam o que chamo de aprendizado tácito. É importante que os gestores saibam valorizar isso”, diz Ferraz.

O chamado job rotation – que pressupõe a oportunidade de trocar de atividade dentro da mesma empresa por período pré-determinado – é uma prática barata que pode ser atendida. “Esse aprendizado informal acaba sendo muito mais valioso para os funcionários”, diz.

3 Reconhecimento

É claro que uma promoção é sempre a forma mais óbvia de reconhecer o trabalho de um funcionário. Mas a prática constante do feedback é um trabalho que só exige um maior cuidado na gestão da equipe.

O custo dessa ferramenta é apenas a boa vontade de dar retornos sinceros e objetivos aos funcionários. “Elogiar só por elogiar tira o valor dessa moeda de troca. Assim como a crítica excessiva torna ela frágil”, afirma Ferraz. “O reconhecimento é importantíssimo.”

4 Autorrealização

Quem nunca viu aqueles funcionários que não ganham uma fortuna, não têm segurança de seus cargos – que nem são altos – e ainda assim trabalham com todo o prazer? Essa sensação vem da sensação de pertencer a uma equipe que de fato faz a diferença. “Ele precisa ter essa sensação clara da sua missão”, diz Ferraz.

“No caso de um restaurante, por exemplo, saber que ele fez parte da elaboração de uma receita que foi eleita a melhor da cidade, por exemplo, é garantia de que haverá mais retorno daquele trabalho.”

Hora de agir…

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Carisma você pode desenvolver

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por Ronaldo Lundgren.

Esse post teve como referências o artigo de César Romão e as dicas do portal Catho.


Ayrton Senna não era apenas bom de braço. Carismático e com pinta de bom moço, mas sem deixar de lado a sua personalidade forte e absolutamente competitiva, o piloto que alegrava a manhã de domingo dos brasileiros com seu talento e arrojo, também fazia bonito na propaganda. Não à toa, era figura fácil e pole position em comerciais de todos os tipos.Senna

O que é carisma? O que imaginamos ao ouvirmos que aquela pessoa tem carisma?

Segundo o dicionário, carisma é o conjunto de qualidades de personalidade que destacam pessoas a exercerem, espontaneamente, atitudes de líderes, contagiando aos que lhes são próximos. Aquele que tem carisma é estimado, ouvido, desperta o interesse, sendo simpático e contagiante.

A pessoa que tem carisma é aquela capaz de se destacar no meio da multidão. Normalmente, atrai muita atenção e causa boa impressão nas pessoas, apenas estando presente. Em consequência disso, essas pessoas se tornam muito queridas. Podem vir a serem odiadas por causa da inveja que despertam.


Você tem carisma? Faça o teste, é rápido e gratuito.


Carisma você pode desenvolver

Para Eduardo Shinyashiki, toda pessoa pode desenvolver o seu lado carismático. É importante ressaltar que o carisma não é uma qualidade ou um dom que nasce com a pessoa.

“Ele é uma característica que pode ser desenvolvida ao longo da vida. Também vale lembrar que elemento principal presente em quem tem carisma é a intenção verdadeira e honesta de inspirar, servir e se dedicar às pessoas, a um objetivo comum e ao interesse dos envolvidos. É a intenção autêntica de honrar e respeitar os outros que torna a pessoa magnética e carismática”. (Eduardo Shinyashiki)

Principais características

Uma pessoa carismática demonstra possuir quatro características principais. São elas:

Capacidade de se comunicar, que significa saber ouvir com atenção os outros para poder transmitir uma visão, um sonho, uma missão e construir consenso;

Capacidade de se relacionar, ou seja, compreender as outras pessoas, suas vontades, opiniões, cultura, as motivações e se colocar no lugar do próximo para poder flexibilizar os próprios comportamentos e atitudes e poder motivar o grupo e representá-lo nos seus valores como um de seus integrantes;

Capacidade de conhecer a si mesmo, saber direcionar os pensamentos em direção ao resultado, construir uma autoimagem positiva, em que a autoconfiança e a automotivação estejam presentes e fortaleçam a identidade;

Capacidade de realizar, que é saber colocar em prática e concretizar as palavras e intenções, com o objetivo de gerar resultados, satisfazendo as necessidades do grupo representa.

César Romão entende que carisma seja uma linguagem de expressão, uma técnica, não um dom herdado pela genética ou qualquer outra coisa. Prossegue afirmando que a melhor maneira de ser uma pessoa carismática, é ser uma pessoa autêntica com muito carinho, educação e respeito, conquistando assim a atenção de seus interlocutores.

O carisma só sobrevive, assim como as pessoas, baseado na verdade.

Uma pessoa que tem carisma se destaca sempre, e de um jeito bom.

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Por que os valores são importantes?

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por Ronaldo Lundgren.


No post anterior abordamos os conflitos de valores. Tratamos também de crenças. Mas por que os valores são importantes?

Estudos indicam que as pessoas que cultuam os valores da organização são muito mais determinadas. Produzem mais. Têm mais garra. Não se deixam abater ante os obstáculos que aparecem na caminhada.

Aquela lista de valores que encontramos expostas em bonitas molduras, com imagens ilustrativas, normalmente ao lado da missão e da visão de futuro da empresa, serve como combustível para mover os funcionários.

Quanto mais colaboradores se comportam de acordo com os valores definidos pela organização, mais a cultura organizacional se fortalece, passando a ser percebida por outras pessoas que não fazem parte do grupo, por fornecedores (que se não tiverem valores sólidos vão ser influenciados), por concorrentes (que podem até intentar desconstruir as suas crenças) e pela sociedade (que passará a divulgar, no boca-a-boca, as qualidades da empresa como é percebida).

Valores e Cultura Organizacional
Valores e Cultura Organizacional

A cultura organizacional é gerenciável. Conseguir defini-la com poucas palavras, é um elemento fundamental na gestão. É tarefa para líder traduzir e divulgar a cultura de sua organização. E ela, não canso de repetir, é baseada nos valores que foram estabelecidos.

Quais são os elementos que compõem a cultura organizacional?

Segundo Edgar H. Schein, em seu livro Organizational Culture and Leadership (2006), a cultura organizacional é composta por três elementos: 1) artefatos  visíveis; 2) valores declarados; e 3) pressupostos básicos.

Tomando as palavras de Silvia Domenico (em seu artigo: A Relação entre Tipos de Cultura Organizacional e Valores Organizacionais), temos que:

Os artefatos visíveis “compreende[m] tudo aquilo que é manifestado pelas pessoas e encontram-se visíveis no ambiente organizacional tais como tecnologia, arte e todos os padrões de comportamento (modo de vestir-se, vocabulário, horários, políticas, símbolos, rituais etc).

Os valores representariam as crenças esposadas, presentes nos discursos oficiais dos membros da organização, na comunicação institucional.

Os pressupostos básicos encontram-se tão internalizados que atuam, direcionando, de forma imperceptível (inconsciente), o comportamento das pessoas. São os pressupostos básicos que explicam o comportamento real (não o esperado) dos membros de uma organização, ou de suas diversas divisões, departamentos ou outros subgrupos internos que eventualmente existam (subculturas).


Então, aqueles valores que estão expostos, afixados em quadros, espalhados pelos corredores, precisam ser validados pelos membros do grupo. Essa validação só vai acontecer quando perceberem que sua utilização serve para obter resultados positivos. Nesse momento que entra o papel do líder.

Quando falamos que o líder tem que andar, sair do gabinete e percorrer a organização. Tem que falar com os funcionários, ouvindo-os com atenção. Tem que conhecer a si próprio. E tem que agir de acordo com os valores da organização, aí ele estará servindo de exemplo para todo o grupo. Essa sua atitude vai ajudar a que os funcionários internalizem os valores da empresa, passando a adotar um comportamento coerente com o que se deseja.

Uma pessoa que age de acordo com os valores incorporados em suas atitudes tem condições de mudar comportamentos de outras pessoas.

Não é fácil. Mas é tarefa de líder.

Conflito de valores

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por Ronaldo Lundgren.

Conflito de valores

Em que você acredita? Em Deus? Na importância da família? No trabalho? No império das leis? Cada um tem um rol de crenças. Tais crenças vão sendo consolidadas ao longo de sua formação como indivíduo. Ela inicia com a educação fornecida por seus pais; depois vem a escola, os amigos, a vizinhança…

Podemos definir crenças como suposições ou convicções julgadas verdadeiras a respeito de pessoas, conceitos ou fatos.

Crença
Crença

Crenças

Crenças ficam como guardadas em um cofre. Algumas são tão fortes que dificilmente mudam. Outras evoluem à medida que novas “certezas” vão se acumulando ao conhecimento. Alguns consideram que as crenças são imutáveis. Não é bem assim. Se algum dia você acreditou que o Papai Noel trazia seu presente de Natal, é bem provável que já tenha entendido o que de fato acontecia e assim, modificado uma de suas crenças.

Experimente fazer uma lista com as 10 “coisas” que você mais acredita. Não vai lhe tomar nem cinco minutos para lista-las. Se quiser, envie-as para o e-mail ronaldolundgren@lideranca.blog.br e poderemos dialogar um pouco mais a respeito do assunto.

Das suas crenças, qual a mais importante? A que tem mais valor? Os valores representam o grau de importância atribuído, subjetivamente, a suas crenças. Valores são aprendidos. Variam de acordo com a sociedade, a cultura ou a época.

Se há uns anos atrás fumar em público era um sinal de status, sendo valorizado por muita gente, hoje é considerado um conceito retrógrado, que apenas as pessoas que não se preocupam tanto com a sua saúde ainda persistem em fazê-lo.

Os valores se organizam numa estrutura pessoal e única para cada indivíduo. Eles não podem ser vistos nem ouvidos mas, apesar disto, são reais. O comportamento dos indivíduos ou até mesmo de um grupo de pessoas é influenciado, de modo consciente ou inconsciente, pelos valores.

Valores
Valores

Valores

Proponho um novo desafio: com aquelas 10 crenças que você listou anteriormente, defina uma ordem de prioridade. Qual a mais importante? A segunda, terceira, e assim por diante. Caso deseje, envie-as para o e-mail ronaldolundgren@lideranca.blog.br.

De maneira semelhante, empresas estabelecem os seus valores, divulgando-os para funcionários, clientes, fornecedores e sociedade. Então, temos a situação onde um indivíduo, que possui seus próprios valores, é funcionário de uma empresa que lhe impõe os valores da organização.

Se os valores do indivíduo e os da organização se opõem, surge um conflito de valores. O conflito aparece quando é necessário escolher um entre valores de igual importância ou quando a importância relativa dos maiores não está bem determinada.

Essas discrepâncias causam tensão. Quando a estrutura de valores profissionais não está bem definida, esses conflitos podem produzir atritos e frustrações. Cabe ao líder interceder, para modificar comportamentos, favorecendo os valores da organização.

O líder precisa saber comunicar os valores da instituição e servir de exemplo para seus liderados, através de ações coerentes com os valores que procura transmitir, pois a sua credibilidade é de vital importância.

A compreensão e aceitação de valores comuns pelos funcionários reduz o conflito, diminui os obstáculos na comunicação e facilita a ação do grupo. Os funcionários imitam as características demonstradas pelo líder que respeitam. Isto evidencia a importância da conduta ética do líder, pois as atitudes são mais facilmente imitadas do que ensinadas.

As 15 doenças da liderança, segundo o Papa Francisco

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A HBR publicou o artigo abaixo, tratando de liderança. Vale a pena conferir.

As 15 doenças da liderança, segundo o papa Francisco

 
O que o líder de uma equipe pode aprender com o papa Francisco? Para o especialista em gestão norte-americano Gary Hamel, muitas coisas. A partir de um recente discurso do pontífice sobre as mazelas do Vaticano, o autor elaborou uma lista com as 15 doenças da liderança, segundo o Papa Francisco, que podem acometer um executivo.

Segundo o artigo publicado na Harvard Business Review, gestores são tão sensíveis a patologias quanto qualquer ser humano. Mas, quando elas não são tratadas, o trabalho de toda uma equipe pode desmoronar. Veja a seguir as “doenças” listadas pelo papa e como elas comprometem a saúde da liderança.

Pensar que somos imortais, imunes ou indispensáveis

 

O líder que não tem auto-crítica e se julga acima daqueles que trabalham para ele sofre da “patologia do poder”. De acordo com Hamel, a pessoa é tomada por um complexo de superioridade e deixa de se importar com os mais fracos.

Trabalho em excesso

Pessoas que mergulham no trabalho sem reservar tempo para descanso acabam se estressando e perdendo a concentração. Para o especialista, a ocupação excessiva mostra desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Um tempo de descanso é necessário e permite recarregar as baterias.

“Petrificação”

Líderes que tem um “coração de pedra” tendem a perder serenidade, agilidade e ousadia, defende Hamel. Substituir a sensibilidade humana por pura formalidade também é perigoso quando se lida com um grupo. Como afirmou o papa, um líder precisa de desprendimento e generosidade.

Planejamento sem limite

 Quando um gestor planeja tudo até o último detalhe por medo do imprevisível, o processo criativo perde a espontaneidade. Organização é importante, desde que haja espaço para a intuição e o improviso, diz Hamel.

Falta de coordenação

Se um líder perde o senso de comunidade e o objetivo de integrar seu grupo, o sistema todo perde seu equilíbrio. Segundo o especialista, o grupo que não é regido com “camaradagem” e trabalho em equipe vira “uma orquestra que produz ruído”, comprometendo resultados.

“Alzheimer” da liderança

 

Acontece quando um líder se esquece da gratidão que deve àqueles que sempre o apoiaram ou trouxeram inspiração. Tal reconhecimento não deve perder lugar para “caprichos” e “obsessões”, considera Hamel.

Rivalidade

 

Segundo o especialista, o título de líder não serve para contar vantagem sobre os outros. O dever fundamental do líder seria justamente o oposto: atentar-se para os interesses e anseios de sua equipe.

“Esquizofrenia existencial”

É a doença de quem vive uma vida dupla e marcada pela hipocrisia. Segundo Hamel, acontece quando o gestor se isola de clientes e funcionários e se dedica apenas a questões burocráticas, perdendo contato com a realidade.

Fofoca

O artigo descreve a fofoca como uma “grave doença” que começa às vezes em uma conversa simples, mas pode sujar o nome de um colega e contaminar a harmonia que existe numa equipe.

“Puxa saquismo”

 

É a patologia que atinge aqueles que cortejam seus superiores com o interesse de ganhar uma promoção. Para isso, ressalta Hamel, deixam de lado os objetivos da equipe como um todo. Líderes são afetados por esta doença quando incentivam e tiram proveito da cumplicidade de seus subordinados.

Indiferença

Acontece quando o profissional mais experiente não compartilha seu conhecimento com aqueles que estão começando. Por “ciúmes ou engano”, a pessoa guarda para si o aprendizado que poderia ser útil para o desenvolvimento da equipe.

Excesso de severidade

 

Ocorre com o gestor que acredita que, para ser sério e respeitado, é preciso ser austero. Na verdade, ressalta Hamel, o excesso de severidade é um sintoma de medo e insegurança. Sempre que possível, o líder deve se esforçar para ser cortês, bem humorado e transmitir entusiasmo.

Acumulação compulsiva

É o caso de quando o líder tenta acumular bens materiais, não por necessidade, mas para se sentir seguro. Segundo palavras do papa destacadas por Hamel, nenhuma riqueza pode preencher o “vazio de um coração”.

Círculos fechados

Acontece quando a vontade de pertencer a um grupo “seleto” da liderança se torna maior do que a identidade de uma equipe. Também começa com boas intenções, mas pode acabar fragmentando uma organização.

Extravagância

Ocorre com pessoas que tentam acumular poder a qualquer custo e fazem de tudo para mostrar que são mais capazes que os outros. Tal comportamento é danoso, argumenta Hamel, porque leva as pessoas a justificar o uso de quaisquer meios para atingir seu objetivo.

7 maneiras de motivar sua equipe

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por Ronaldo Lundgren.

Este post utilizou dados do artigo de Adam Fridman.


“Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo.” (Provérbio africano).

Para ir em grupo, o líder tem que atuar. Precisa reunir uma boa equipe. E tem que motiva-la. Não basta apenas uma equipe formada por profissionais competentes e talentosos. É necessário que eles trabalhem como um time, seguindo as diretrizes estipuladas, motivados para oferecerem a melhor entrega possível aos clientes. Uma equipe talentosa e motivada é difícil de ser batida.

Aqui vão 7 maneiras de motivar sua equipe.

Respeito. Crie um ambiente de respeito na equipe. Todos se respeitando. Todos cientes de que você valoriza o respeito mútuo. Diferenças existem, mas  elas têm a força para trazer soluções inovadoras, com ideias que se complementam. Não permita que a equipe se desmorone por falta de respeito entre seus integrantes.

Incentivos. Recompensas são importantes por estimular a vontade de superação individual. Não se atenha a premiar apenas individualmente. Fulano trabalhou muito bem, merece um destaque. Estabeleça incentivos para o resultado de toda a equipe. Todos conseguiram (ou não) juntos.

Fique ligado. Mecanismos de controle são essenciais para se cumprir metas. Mas excesso de controle atrapalha. Há uma diferença em “estar ligado” ao que se passa com a equipe e com os projetos em andamento, e “ficar no pé” do pessoal. Dê espaço para a equipe trabalhar. Faça o controle personalizado. Aqueles que precisam de mais acompanhamento, fique mais próximo. Talvez eles não se sintam tão seguros em tomar decisões individuais. Vale dar uma conferida nas dicas de Andréa Fassina para melhorar a auto-estima.

Lidere não chefie. Chefes dizem o que fazer. Líderes ajudam a fazer. Lider e Chefe

Faça o trabalho ter valor. Trabalhar, todo mundo trabalha. Em uma boa equipe, todos trabalham muito. Fazem, praticamente, qualquer coisa que você pedir. Mas, em uma equipe de sucesso, os integrantes vão mais longe.   Para motiva-los a dar um algo mais, faça-os entender como o trabalho de cada um contribui para o todo.

Seja genuíno. Líderes conhecem a si próprios. Mais importante ainda, os membros de sua equipe conhecem bem o líder. Não dá pra você agir de um modo na empresa, na presença da equipe, e de outra quando está fora. Você é líder em tempo integral. Liderança não tem um botão liga/desliga.

Estabeleça metas claras e possíveis. Tão importante quanto fazer os integrantes da equipe saberem como seus trabalhos individuais contribuem para o todo, você deve deixar claro quais são as metas de curto e longo prazo.  Ao líder cabe fixar metas alcançáveis. Metas inatingíveis são um convite para abater o moral da equipe.

Um time forte é difícil de ser batido. Estabeleça objetivos claros e possíveis, seja genuíno, transforme trabalho em valor, lidere não chefie, fique ligado, ofereça incentivos e, acima de tudo, trate e exija respeito na sua equipe. Essas dicas vão ajudar a criar e motivar uma equipe vitoriosa. Os chineses acreditam que: Se houver um general forte, não haverá soldados fracos.