Como melhorar seu relacionamento interpessoal

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por Elizabete Otero.*

Relacoes Interpessoais

Como melhorar seu relacionamento interpessoal

Este é um tema que confunde muitas pessoas, mas é essencial para quem deseja alcançar o sucesso e realizar todos os seus sonhos.

Independentemente da esfera de atuação, nada pode ser feito sem a comunicação em sociedade e, portanto, o relacionamento interpessoal precisa sempre de aprumo.

Relacionamento interpessoal nada mais é do que um conceito da sociologia e da psicologia e envolve a relação entre duas ou mais pessoais e pode ser inserido no âmbito das amizades, familiar e profissional.

O mundo dos relacionamentos, ou seja, tudo neste mundo, depende do seu desenvolvimento no relacionamento interpessoal. A congruência é fundamental para alçar voos mais altos e conquistar as metas e objetivos pessoais e da sua empresa.

Neste artigo, você encontrará algumas dicas de como melhorar seu relacionamento interpessoal.

Foco nas emoções positivas

Sem dúvida, você já viveu uma experiência desagradável na vida. Todos estamos sujeitos a esses momentos, mas somente algumas pessoas decidem carregar essas memórias para todas as ocasiões de seu cotidiano.

Esta é uma trava para o sucesso do relacionamento interpessoal. As emoções negativas trarão danos imensos a sua carreira profissional, em todos os aspectos. Imagine uma reunião com um cliente ou uma entrevista de emprego carregada de emoções negativas? Não há como funcionar.

Pense sempre de maneira positiva e, quando a situação for difícil, concentre-se naquilo que te dá mais força e vá a luta.

Ponha-se no lugar do outro

Tu sabes quem és e todas as suas vontades e desejos, mas outras sete bilhões de pessoas no mundo carregam diferentes emoções e expectativas e lidar com elas nem sempre é fácil.

Exatamente por isso, pensar no que o companheiro precisa e o que pode querer é fundamental para um relacionamento interpessoal bem-sucedido.

Desenvolva sua empatia, desvende os anseios dos outros e demonstre sua compreensão com atos e palavras. Tal postura ajudará suas decisões a se tornarem melhores, pelo bem de todos.

Aprenda outra língua

Em um mundo globalizado, a comunicação apenas com sua língua pátria pode não ser o bastante. Muitas experiências aguardam aqueles que aprenderam, ao menos, o inglês. Novas ideias, costumes, educação e um universo inteiro de relacionamentos.

Além do inglês, línguas como o espanhol, o alemão, francês e o mandarim, língua mais falada na China, são ótimas opções para melhorar seu relacionamento interpessoal em todos os aspectos. E no âmbito profissional, falar mais línguas é sempre ótimo para o currículo.

Relacionamento interpessoal com quem você não gosta

O mais bondoso e amigável dos seres humanos, cria diferenças com um ou outro indivíduo, entretanto, o relacionamento interpessoal indica cuidado para não tornar essas diferenças em inimizades desnecessárias. Principalmente no mercado de trabalho.

Abrace as mentalidades divergentes e cresça com isso. Não perca tempo fazendo inimigos errados. Isso é ruim para os negócios e para a vida.

Aprenda a ouvir

Preste atenção quando os outros estiverem falando. Ouça o que eles têm a dizer mesmo que seja para descartar em seguida, mas apure todos os dados antes de fazê-lo, algo que só será possível dando ouvidos a tudo.

Para ajudar a avaliar melhor, faça anotações. Aqueles que prestam atenção nas palavras, armazenam mais dados, isto é um fato.

Reconheça suas falhas

O reconhecimento dos próprios erros é fundamental para o convívio interpessoal. Poucas coisas afastam mais do que a arrogância. E você também perderá muito, pois ninguém se dá ao trabalho de retrucar alguém que se considera acima de tudo.

Não haverá diálogo e o aprendizado advindo da conversa com outros semelhantes, não existirá.

Aprenda a agradecer

Este tópico não trata exatamente de agradecimento, porém, de educação. “Por favor”, “por gentileza”, “muito obrigado” e até mesmo termos mais coloquiais como “abraço”, “até mais” “valeu” fazem maravilhas nos relacionamentos do dia a dia.

Conquiste as pessoas pelo reconhecimento e pela educação, não pela imponência. Os resultados proferidos da gentileza são sempre muito maiores.

Considerações finais

Caso ache todas essas dicas difíceis de lidar sozinho, existem áreas e técnicas que podem ajudá-lo nessa tarefa. Entre elas o coaching, programa que pode identificar as falhas e traçar um caminho completo para se sobressair sobre elas.

Entre em contato conosco para saber mais sobre o coaching e melhorar o seu relacionamento interpessoal.


Elizabete Otero tem mais de 35 anos de experiência profissional. Coach, Treinadora e Consultora, com foco em Gestão Estratégica de Pessoas, Negócios e Transformação Pessoal.

A construção da confiança

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por Ronaldo Lundgren.

A construção da confiança

Este texto baseou-se no trabalho de Ana Márcia Batista Almeida. (*)

Confianca


Como é que você confia em alguém que você não conhece? Essa é a primeira dificuldade […] Acho que você leva a vida toda construindo relações de confiança e o lado perverso da coisa é que você a destrói num ato. Ou seja, pra construir, leva a vida toda e, para destruir, basta um movimento errado, a falha mesmo, e você gera a desconfiança. (Antonio, consultor)*

O que é confiança?

É um sentimento de quem acredita na sinceridade de algo ou de alguém. Para a psicóloga Denise Rousseau, a confiança é expressa como “um estado psicológico que compreende a intenção de aceitar uma vulnerabilidade baseada em expectativas positivas das intenções ou comportamentos de outro.”

São dois fatores que propiciam a confiança: 1) a expectativa positiva de que o comportamento da outra parte trará benefícios mútuos; 2) a escolha em tornar-se vulnerável, em virtude desta crença. A vulnerabilidade porque você aceita correr um risco, devido à falta de garantias de que a outra parte realize aquilo que você confia.

Risco cria a oportunidade para a confiança que, por sua vez leva à tomada de riscos. E assumir riscos, numa dada relação, alicerça um sentido de confiança quando o comportamento esperado da outra parte se materializa.

A confiança aparece associada à propensão do indivíduo a confiar, associada à existência de elementos constitutivos da confiança, identificados no outro. Esses elementos são:

- a habilidade: o conhecimento que um indivíduo possui possibilita que outros indivíduos o considerem confiável nos assuntos que ele domina;
- a benevolência: ao agir sem esperar recompensas, a pessoa demonstra uma orientação positiva, alimentando um ambiente que favorece a confiança;
- a integridade: quando se nota que o indivíduo segue um padrão de princípios, suas ações e atitudes são, de certo modo, previsíveis, o que ajuda na construção da confiança.
- a transparência: como indicativo de uma conduta que privilegia os parceiros no relacionamento, a partir do compartilhamento de informações que interessam às partes;
- a reciprocidade: pelo fato de um indivíduo mostrar-se confiável, a outra parte procura assegurar que as suas próprias promessas sejam cumpridas.

A construção da confiança

A confiança é adquirida no cotidiano da relação entre os indivíduos. Não é um processo construído unilateralmente. Ao contrário, pressupõe experiências vividas em conjunto. A construção da confiança está, a todo o momento, sendo negociada entre as partes e “a renovação contínua do contrato que assumem uns com os outros reflete as experiências com a confiança”.

Durante a execução de tarefas nas organizações, principalmente as tarefas mais desafiadoras, é que as pessoas aprendem a confiar umas nas outras. O laço social da confiança é enraizado de forma lenta. Quando se adotam soluções de curto prazo, objetivando acelerar a criação da confiança entre membros de uma equipe, não há o tempo suficiente para a maturação das relações baseadas na confiança, acarretando limitações a sua construção.

Algumas atitudes consolidam a percepção que os outros têm de uma pessoa confiável.

Seja previsível

Muitas pessoas acreditam que devem estar sempre agindo de forma diferente, não querendo passar a imagem de alguém tedioso. Ser tedioso não é bom, mas existem maneiras de você ser interessante, portando-se de modo que seja visto como confiável. A estabilidade e a uniformidade fortalecem e são importantes para a construção da confiança. Uniformidade pode parecer algo chato e todos nós gostaríamos de algumas surpresas na vida, mas você precisa ser previsível para fazer as coisas funcionarem a longo prazo. Previsibilidade gera confiança.

Seja confiável

Se prometeu, cumpra. Quando você confia em alguém significa dizer que você pode contar com aquela pessoa. Você confia naquela pessoa para fazer certas coisas a qualquer hora. Essa confiança constrói segurança em um relacionamento.

Seja especialista na sua área

Em outras palavras, se você acredita que uma pessoa não é competente em algumas coisas ou em todas as coisas que ela faz, a sua confiança nela não será sólida. Torne-se reconhecido por sua capacidade. Contudo, sem procurar ser o “dono da verdade”. Para aquilo que não domina, reconheça sua limitação e aponte caminhos para atender a outra parte que lhe procura. Assim, você se torna confiável.

Aprenda a dizer não

Não tem problema tentar atender a todos que o procuram, mas às vezes dizer não é tão válido quanto. Você não pode fazer tudo sempre. Na verdade, você vai ganhar algum respeito quando se recusar a fazer algo de vez em quando.


(*) Dissertação apresentada como requisito complementar para obtenção do grau de Mestre em Administração, na área de Gestão Organizacional, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco – Recife, 2007.

Conhecendo o sentimento de rejeição

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por Alda César de Andrade. (*)

Rejeicao

Conhecendo o sentimento de rejeição

Quando pequenos, não há quem tenha sido preterido em uma brincadeira infantil. Já maduros, ter perdido algum emprego ou sofrido alguma desilusão amorosa não é tão raro acontecer.

O sentimento de rejeição, possivelmente, é uma ferida psicológica muito comum, que sempre vem à tona nas nossas vidas. Ela nos machuca e tem como propriedade se aprofundar no nosso emocional. Muitos não conseguem formar uma proteção, acarretando um sofrimento de dor, afetando sua AUTOESTIMA.

Não é pra menos, nós humanos temos a necessidade de aprovação, pertencer a uma sociedade, uma família, pois é uma das nossas necessidades básicas. E a rejeição tira esse nosso direito, ficando o vazio.

Estudos feitos por ressonância magnética revelam que o cérebro ativa as áreas de dor física. Reações diferentes para cada pessoa. Há pessoas que logo superam, indo em frente ou há os que sentem com maior intensidade chegando até a DEPRESSÃO, ou aqueles que transformam a rejeição em raiva. Existem muitos casos nos Estados Unidos, em ambos os sexos, que em respostas a uma separação muitos crimes ocorreram.

Frustração

Muitas pessoas, pela frustração, estão menos capazes de lidar com as rejeicões impostas pela vida – avalia Arabi Albino, presidente do sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo. “Há pessoas que acham que o mundo é uma grande tela e que todos têm de fazer o que querem”. Haja vista que o mundo contemporâneo propaga que é possível você ter tudo; se você não tiver, não alcançar, a frustração é maior.

Essa dor pode ser superada. Porém, é preciso encarar a rejeição como um aspecto da vida e reconhecer que se pode ir por outro caminho para amenizar essa dor. Isso não é simples e em muitos casos é preciso de ajuda de um especialista. Mas o rejeitado pode se ajudar, ouvindo as pessoas ao seu redor, não tendo vergonha de falar sobre o assunto, pois se isolar só piora e deprime.

Esse sentimento de rejeição, de ser deixado pelos amigos, é muito ruim. Você até pode estar com eles e sentir-se excluído da conversa e da situação. Manter-se ocupado é um meio importante de tratar esse sentimento de morosidade, tristeza, auto-piedade. Deve-se encarar a situação de forma realista.

Quando a pessoa é rejeitada na infância pelos pais, isto costuma deixar marcas na AUTOESTIMA. Marcas muitas vezes profundas, que repercutem em comportamentos pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento.

Há várias formas de rejeição: filhos que são abandonados pelos pais; filhos que são criticados demais, não elogiados e comparados negativamente com outras crianças. Na vida adulta, acontecem com casamentos desfeitos, namoros rompidos unilateralmente, perda de emprego ou cargo; humilhações e tratamentos diferenciados no trabalho, amizades acabadas, etc.

A rejeição acarreta nas pessoas um sentimento de menos valia. Essa é a causa maior da dor: achar que a rejeição ocorreu por que há um “defeito” na pessoa e isso a levou a ser descartada, excluída. A pessoa busca explicação, não encontra e inconscientemente, é levada a sentir que tem algo errado nela que levou a outra pessoa a rejeitá-la.

Um antídoto para este sentimento é não limitar as suas esperanças da vida a um relacionamento. Dedicar-se apenas a um marido, filho, esposa, a mãe, ao emprego, não tendo mais nenhum objetivo, esquecendo-se de outras pessoas ou fatos importantes e principalmente, de si mesmo. Se você admitir que pode um dia ficar só e ainda assim sobreviverá, ocorrerá menos riscos de se sentir rejeitado. E também terá maior liberdade para mudar sua vida sem sentimentos de culpa.

Lembre-se: nenhuma pessoa merece tuas lágrimas e quem as merece não te fará chorar. Pense que você tem a responsabilidade de se amar, aprovar e valorizar. Se atribuir essa responsabilidade ao outro, cada vez que ele negar, surgirá a rejeição, um sentimento que só você poderá se insentar de senti-lo.

Em João 3.16 diz- “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus te ama e por isso não há motivos para você pensar que não tem valor.

Se você olhar para a vida de Jesus, você verá que Ele foi rejeitado pelas pessoas e morto na cruz para que nunca precisássemos carregar o fardo de uma vida distante do Senhor. Por isso, receba hoje esse amor maravilhoso e tenha uma vida vitoriosa!


(*) Alda César de Andrade é Psicóloga, pós-graduada em Pro-EJA pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

Quem sou eu realmente?

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por Luciana Pianaro. (*)

quem sou eu realmente

Quem sou eu realmente? Quantas vezes já me peguei pensando nessa pergunta… Será que isso também acontece com você?


Uma vida sem consciência não merece ser vivida. (Sócrates)

Drama existencialista

Vamos falar em termos práticos sobre este grande drama existencialista do ser humano.

Acredite, a primeira resposta que geralmente vem à cabeça de qualquer pessoa é algo assim: “Meu nome é Fulano, tenho 30 anos. Sou administrador com especialização em marketing e trabalho na empresa tal, como supervisor de vendas”. Sinceramente, essa resposta satisfaz de fato à pergunta em questão?

Agora, experimente responder assim: “Meu nome é Fulano, sou uma pessoa cheia de sonhos, muito embora às vezes me sita inseguro sobre se vou mesmo realizá-los; sou um bom amigo, gosto de ouvir as pessoas; sou um pouco carente, elogios me fazem bem; sou comprometido com o que faço, e sou ávido por resultados; tenho algumas certezas e muitas dúvidas”.

Que tal? Essa é a forma interior de se responder e, claro, muito mais difícil, porque em geral não paramos para pensar em quem somos de verdade. Falamos o que é superficial, o que podemos provar com documentos, o que as pessoas podem perceber facilmente, a forma exterior.

Vantagem competitiva

Acredite, promover o autoconhecimento, conhecer a verdade sobre nós mesmos e assumir responsabilidades por nossas reações e atitudes, transforma-se em vantagem competitiva. Quando nos conhecemos, entendemos nossas qualidades, assumimos nossas limitações e passamos a ter auto-estima. E, ter auto-estima é confiar na sua própria capacidade de pensar, sentir, decidir, agir, avaliar, aprender, respondendo de modo efetivo às condições que a vida impõe.

O psicólogo americano Nathaniel Branden, autor do best seller Auto-estima, advoga que a base da auto-estima não é o êxito em si, mas uma série de práticas que conduzem ao sucesso. Ele define como seis os pilares de uma auto-estima saudável:

1. Consciência: prestar atenção ao que acontece, ao que se experimenta, ao que se faz, sem esquecer o contexto no qual surgem os nossos sucessos, as experiências e as ações.

2. Aceitação: reconhecer os próprios pensamentos, emoções, ações, sem evasões nem repúdios; observar-se pacientemente, sem aprovação nem condenação.

3. Responsabilidade: compreender que se é o autor das próprias escolhas e ações, que se é responsável pela própria vida e bem-estar. Responder conscientemente aos desafios da vida.

4. Assertividade: ser autêntico no trato com os outros, negando-se a ocultar o que se é de verdade para ganhar a aprovação deles. Estar preparado para defender os próprios valores e ideias.

5. Propósito: identificar os objetivos de curto e longo prazo e as ações necessárias para obtê-los. Supervisionar as ações para garantir que se mantenham na rota.

6. Integridade: viver em congruência com aquilo que se sabe e se professa. Dizer a verdade, honrar os compromissos e exemplificar, com ações, os valores que se sustenta.

Administrar o ativo interior

Sou administradora. Aprendi, na faculdade e na especialização, tudo sobre a técnica de administrar processos, patrimônios, pessoas, tempo. Mas hoje posso afirmar, sem medo de errar, comecei a ter mais sucesso quando comecei a administrar melhor o ativo interior. Aprendi, na prática, que ao compreender quem realmente é, a pessoa alicerça sua auto-estima, sua autoconfiança e sua paz interior sobre um terreno firme. Se operar a partir da ilusão e da ignorância, estará sempre tentando construir sua auto-imagem sobre areia movediça. E aí, não tem MBA que consiga dar jeito.

Hora de agir!

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(*) - Administradora de Empresas. (www.eugeniomussak.com.br) Este artigo foi publicado originalmente na Revista Vencer! Luciana Pianaro autorizou a republicação neste blog.

Desenvolva a disciplina

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por Maria de Lima. desenvolva a disciplina

Este artigo foi publicado na Revista Vencer! Ano III Nr 33, de Junho de 2002.


Você quer chegar ao topo? Então, desenvolva a disciplina. Seja qual for seu conceito de sucesso, você precisa dessa qualidade para vencer!

Basta janeiro se aproximar para que as pessoas comecem a idealizar metas para o ano novo. Prometem aprender uma língua estrangeira, fazer pós-graduação, gastar menos, adotar uma atividade física, deixar de fumar, trocar de emprego. Para muitas, no entanto, passam-se os anos e as promessas se repetem. Motivo: deixam de acrescentar a seus planos um item importante – a autodisciplina.

O que é disciplina

A disciplina, conforme definiu William Bennett no Livro das virtudes, pressupõe responsabilidade, consciência, autocontrole. Como a palavra indica, disciplinar-se, segundo o autor, é tornar-se discípulo de si mesmo.

É treinar a si mesmo, tornar-se o próprio professor, o próprio mentor. Bennett acredita que muitas das infelicidades do mundo e das angústias pessoais devem-se ao fracasso em controlar o temperamento, as paixões, os impulsos, o apetite. Ou seja, são atribuídas à falta de força de vontade, à falta de disciplina.

Você pode adiar seu curso de pós-graduação por tempo indeterminado – e ficar livre nos fins de semana para sair com os amigos. Pode esperar a aposentadoria chegar para dar mais atenção a sua família. Mas pode encontrar um jeito de conciliar essas coisas agora. A questão é: quais dessas decisões terão maior impacto em seu bem estar geral daqui a cinco, dez, 20 anos?

O médico psiquiatra e consultor Tom Chung, da Consultoria PC&A, afirma que a autodisciplina tem tudo a ver com o caráter, cujos valores incluem integridade, responsabilidade, visão, capacidade de definir e realizar objetivos. Disciplina, para ele, é uma força moral que leva o indivíduo a fazer o que tem que ser feito, independentemente da própria vontade e da emoção.

Comprometa-se com você

Você tem uma visão sobre o que pretende realizar, define o que precisa fazer para conseguir seu objetivo, assume o compromisso com sua causa e simplesmente faz. Isso é agir com disciplina. Comportamento que, na opinião do psiquiatra, é resultado da formação do caráter. Prometer e não cumprir, segundo Chung, é corromper a própria integridade.

A consultora Dulce Magalhães, doutora em planejamento de carreira cuja tese de pós-doutorado é justamente sobre disciplina, afirma que se disciplinar é ser capaz de “colocar inteligência na própria energia”. Com outras palavras da própria consultora, significa direcionar as ações de forma consciente e com propósitos claros.

“Diferentemente do que muita gente pensa, disciplina não é um regime rígido que exige sofrimento para mantê-lo”, diz. “É ser capaz de mudar o comportamento quantas vezes forem necessárias para atingir propósitos.”

É a capacidade de educar a própria vontade a fim de resistir a uma tentação imediata, em prol de um objetivo mais distante, porém muito mais valioso. Essa é a definição do consultor e especialista em gestão por resultados Hamilton Bueno, diretor da International Leader Center (ILC).

A disciplina ajuda a pessoa a concentrar-se em seu foco e a adotar pequenos ‘nãos’ para obter um grande ‘sim’, diz.

Já a conselheira de carreira americana Laura Fortgang, autora do livro Take yourself to the top (sem tradução para o português), acredita que desenvolver a disciplina é colocar-se em primeiro lugar. “Se você não consegue se disciplinar para economizar dinheiro, talvez pense que não merece o esforço. Se você não consegue fazer ginástica porque não tem tempo, você está admitindo que não merece o tempo destinado à atividade. Se você não consegue desligar a TV para fazer algo produtivo, está declarando que não merece isso.”

Disciplina não é castigo

Embora a disciplina implique em abrir mão de uma situação de conforto imediato em troca de uma recompensa mais duradoura no futuro, os consultores afirmam que não pode ser confundida com punição ou adoção de motos extremos, como já observou Dulce.

“Se você sofre para fazer algo, mas faz com muito empenho porque acredita que isso é disciplina, vai perceber que não é possível manter um sofrimento pela vida afora”, afirma a consultora.

Ela explica que gestão de vida é muito mais do que um mecanismo repetitivo – que até os animais podem aprender. “Tem de ser um processo quântico, tem de estar dentro de nossa mente e de nosso coração”, diz.

Por isso, se você não gosta de acordar cedo, nada garante que, pela repetição, irá tornar esse hábito natural em sua rotina. E não há nada de errado nisso. Você pode encontrar uma saída para conseguir o resultado desejado – como, por exemplo, dormir mais tarde ou administrar melhor seu tempo durante o dia.

Também não é remédio para tudo

Tom Chung lembra que a disciplina não é um remédio para todos os males. E alerta que controlar tudo é um exagero, que pode levar à rigidez burocrática e até à tirania. Conforme o consultor, a autodisciplina envolve vários níveis do ser humano, como inteligência lógica, emocional, interpessoal, espiritual.

A disciplina está diretamente associada à responsabilidade, motivo por que exige bom senso para compreender quando ela é essencial, quando ela é efetiva e quando ela é inconveniente.

Como afirmou a consultora Laura Fortgang no livro mencionado anteriormente, a disciplina “é um amigo generoso“, mas somente quando é usada para dar suporte ao indivíduo a fim de que atinja suas metas.

Ela salienta que, quando a disciplina se torna um castigo, obtém-se o oposto do pretendido. Para ser efetiva, portanto, terá de ser movida pela força de vontade, deve sustentar-se numa perspectiva maior, que esteja amparada pelos valores intrínsecos do indivíduo.

Nesse aspecto, a disciplina está ligada também ao conceito de eficácia pessoal de Stephen Covey, que aconselhou: “Assuma pequenos compromissos e seja fiel a eles. Seja um guia, não um juiz. Seja um modelo, não um crítico. Seja parte da solução, não parte do problema”.


Você já sabe o que é disciplina e que ela exige um preço. Mas qual será sua maior recompensa em tornar-se disciplinado?

“É a conquista de todos os propósitos que você pretende para a vida”, responde Dulce. E a consultora destaca que a energia usada em ambas as escolhas – agir com ou sem disciplina – é praticamente a mesma, os resultados serão completamente diferentes.


Como sair do discurso?

Se você ainda não adquiriu o hábito de cumprir suas promessas, saiba que pode virar o jogo. Inicialmente, Dulce propõe uma reflexão. Ela sugere que descubra por que não persiste, quais as razões o impedem de conquistar seus objetivos, onde se encontram as barreiras. “Vá mudando um a um, parte por parte”, ensina ela, “até estabelecer uma nova visão. Isso é a decisão e você terá a disciplina para fazer acontecer.”

Digamos que você saiba exatamente o que deseja e tem uma crença profunda em seu objetivo. A próxima ação, sugerida por Hamilton Bueno, é criar um plano de ação por escrito, com acompanhamento passo a passo.

Depois, propõe o consultor, você deve procurar um mentor, alguém que o ajude a fazer o acompanhamento. “É muito importante começar com uma pequena ação que reforce o comportamento esperado“, diz Hamilton. “Comece com uma pequena meta que faça parte de um grande objetivo”, ensina ele.

Comece já!

O consultor enumera alguns exemplos: deixar de parar na faixa de pedestre, comer apenas uma fatia de torta – em vez de comer a torta inteira -, ler seus e-mails até três vezes ao dia, em vez de dez. Ele sugere ainda que você crie um visual, um desenho ou outra imagem que o ajude a se ver colhendo os benefícios da conquista de seu objetivo.

Seguindo essa linha de raciocínio, Tom Chung sugere que você comece desdobrando a visão. Alguém que deseja perder 10 quilos não deve estabelecer um objetivo grande de curto prazo. Pode começar com a meta de perder 1 quilo a cada cinco meses.

O ponto crucial é definir um prazo e dar o primeiro passo. “Alguma coisa tem de ser feita 24 horas após a decisão“, ensina.

Ele dá mais um exemplo: digamos que você resolveu fazer um curso de inglês. Terá de decidir quando irá começar e, mesmo que tenha definido o início para daqui a três meses, terá de fazer alguma coisa para concretizar seu objetivo. Pode descobrir quais as escolas mais próximas de seu trabalho ou de sua residência ou fazer uma cotação para comparar os preços. “A mente favorece ação após ação”, informa Chung.

Por fim, o consultor diz que é preciso ter fé – o que ele chama de inteligência espiritual. Fé que, segundo ele, está além das crenças religiosas. Ter fé imbatível em você, em seu poder de transformar sua realidade. Fé em seu objetivo e nos benefícios que ele proporcionará tanto para você quanto para outras pessoas.

Aproveite e confira 8 passos de disciplina que vão tornar você mais admirado.

Autoestima e autoconfiança elevadas

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por Alda César de Andrade.

autoestima e autoconfiança elevadas

Autoestima e autoconfiança elevadas

Quando tudo “parece” que está errado, devemos nos lembrar de algo fundamental. Como vai a nossa AUTOESTIMA?

Dificuldades aparecem a todo o momento. E como você reage quando elas aparecem? Quando nada nos cai bem, o nosso corpo parece desproporcional, o cabelo não está legal, o sexo não nos dá mais prazer, em fim, o que está acontecendo?

Bem, a nossa AUTOESTIMA pode estar distorcida ou coerente com o que gostaríamos de ser, ou do que pensamos em que devemos ser.

Essa nossa AUTOESTIMA exercerá grande influência na nossa vida, tanto no desempenho profissional quanto em nosso relacionamento interpessoal.

Fatores hormonais acarretam também inquietações em nossas percepções não condizentes com a realidade, por isso, devemos também pesquisá-los.

Não obstante, uma boa conversa com psicólogos, como também uma boa amizade sincera, poderá trazer um “conforto “ e possíveis esclarecimentos de tais percepções.

Você precisa entender que o seu valor não está no que você faz ou tem. Está em você. No seu integral como pessoa, com tudo o que Deus lhe deu, ou seja, seu temperamento, seus dons e seus talentos. Saiba lidar com seus limites e fracassos.

A experiência nos mostra que uma AUTOESTIMA e AUTOCONFIANÇA elevadas, irão capacitá-lo numa conquista dos seus desafios. Então, enfatizo que munido desta elevada AUTOESTIMA e AUTOCONFIANÇA, aquilo que se propõe a fazer irá parecer-lhe mais razoável de alcançar, promovendo uma crença numa vida melhor e mais satisfatória.

O que errei?

A mente é especializada em procurar todo o tipo de coisas ou situacões que fizemos mal.

Diante deste fato comprovado cientificamente, desta contraprodutividade, temos que trabalhar no sentido de construir nossa própria imagem.

A forma que nos vemos nos afeta. Temos que tomar consciência que isto nos afeta diretamente em tudo aquilo que fazemos. Portanto, pessoas com AUTOESTIMA elevada têm a capacidade de serem mais felizes, aumentando o seu bem-estar e consequentemente a produtividade nas suas vidas.

Gostaria de salientar que encontramos questões referentes à AUTOESTIMA em toda dificuldade emocional.

Transtornos emocionais como: depressão, ansiedade e síndrome do pânico, são sintomas de uma baixa autoestima. Ou seja, encontramos em cada um desses transtornos uma AUTOESTIMA rebaixada.

Baixa autoestima não é privilégio de poucos. Por sermos seres pensantes, temos a capacidade de superar as causas de uma baixa autoestima. Só o fato de estarmos vivos é prova suficiente de que temos o direito de lutar pela felicidade.

autoestima e autoconfiança elevadasSeja flexível e mais criativo. A criatividade nos leva a alternativas para se viver melhor. Ser aprovado por mais pessoas que todo mundo gosta, parece que atrai gente legal, que o apoia.

Está legal consigo mesmo mostra vitalidade. Então, goste de si e comece o dia agradecendo a Deus pela benção de estar vivo e que vai compartilhar de sua alegria com os demais que te rodeiam.

Para refletir…

Quero deixar um versículo bíblico, onde em São Paulo em sua carta aos Romanos ( Rm 12,3 ) nos relata:

Pela graça que me foi dada, recomendo a cada um de vós : ninguém faça de si uma ideia muito elevada, mas tenha de si uma justa estima de acordo com o bom senso e conforme a medida da fé que Deus deu a cada um.

Utilização adequada do tempo disponível

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por Ronaldo Lundgren.

utilização adequada do tempo disponível

Quantas horas você gostaria que o seu dia tivesse? Se você for daqueles que queria um dia com mais de 24 horas, pode parar. Você está precisando de organização.

Saber aproveitar o tempo que se tem é tão importante, que no meio militar ele chega a ser considerado como um dos fatores da decisão para o planejamento de operações. No tempo que se tem, tudo deve estar pronto para que a missão venha ser cumprida.

Vamos apresentar alguns passos para que você faça uma utilização adequada do tempo disponível, de forma que sua missão seja cumprida como se espera.

Das 24 horas do dia de expediente, você passa cerca de oito horas no trabalho. As outras dezesseis são utilizadas para locomoção, alimentação, descanso, estudo e lazer. Sabendo utilizar bem aquelas 8 horas, vai sobrar mais “tempo” para realizar as outras atividades importantes de seu dia.

Passo 1 – planejamento da semana de trabalho

Crie o hábito de planejar sua semana de trabalho. Para isso, defina quais os objetivos precisam ser atingidos: entrega de relatórios, preparação para uma reunião da diretoria, pesquisa de mercado, etc. O que é que você tem que fazer na próxima semana de trabalho? Algumas obrigações são definidas por seus chefes. Outras são rotinas que você tem que fazer.

Com esse objetivos na mão, identifique aqueles que têm um prazo definido para estarem concluídos. Esses, embora possam ser menos importantes, são mais urgentes. Coloque-os em ordem de prioridade. O mais urgente em primeiro lugar.

Agora, estime quanto tempo você leva para concluir cada um dos objetivos listados. Como exemplo, você pode precisar de oito horas para concluir um relatório. Outras quatro horas para a reunião da diretoria que vai tratar de um assunto importante. Prossiga estimando o tempo para cada objetivo. Sua experiência vai ser sua melhor fonte para definir esse tempo.

Dica: procure fazer esse planejamento às quintas-feiras. No próprio local de trabalho. Assim, você tem menos chance de esquecer alguma coisa importante, deixando a sexta-feira para fazer as correções.

Ao final do planejamento, você deverá ter uma agenda com todos os objetivos listados, com o tempo necessário para cada um, distribuídos pela semana. A tabela abaixo serve como modelo.

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta
Manhã
Tarde

Passo 2 – planejamento do tempo para servir os outros

O Dalai Lama sugere aproveitarmos mais nosso tempo para servir os outros e ajudá-los e se isso não for possível, pelo menos podemos não prejudicá-los.

É difícil seguir o planejamento da semana de trabalho que você acabou de fazer. Você não está sozinho(a) no seu ambiente de trabalho. As pessoas interagem. Conversam. Pedem ajuda. Ficam doentes. Têm problemas pessoais que afetam o desempenho. Os chefes surgem com novos objetivos. Enfim, muita coisa acontece para que o seu planejamento falhe.

Por ele falhar, a tendência é achar que não vale o esforço de fazê-lo. Justamente o oposto. Planeje sua semana conforme o Passo 1 e prossiga com o Passo 2.

utilização adequada do tempo disponívelO entendimento de servir os outros é muito amplo. No seu trabalho, considere o tempo que você passa ouvindo reclamações dos colegas. As estórias sobre o final de semana maravilhoso de outro. Os pedidos de ajuda para completar uma tarefa. Não atrapalhar alguém que está concentrado em suas tarefas.

Muitas coisas você faz para servir os outros. E isso toma seu tempo.

Por experiência, entre 20% e 40% do seu tempo são desviados de suas atividades no trabalho. Quanto mais elevado o seu cargo, mais aumenta esse percentual. Não considere como perda de tempo. Entenda como tempo utilizado para servir os outros. Esse outro pode até ser você mesmo(a).

Conclua o Passo 2 alterando sua agenda feita no Passo 1. Você vai ter uma nova agenda, que pode conter menos objetivos (desde que não sejam urgentes ou muito importantes) ou você terá que reduzir o seu tempo para servir os outros.

Passo 3 – comece seu dia de trabalho pelo final do expediente

Com a agenda pronta, inicie seu dia de trabalho pensando no final do expediente. A que horas termina seu expediente? Trinta minutos antes, você deve fazer um balanço do que foi cumprido nesse dia e confirmar as atividades planejadas para o dia seguinte.utilização adequada do tempo disponível

Parece simples e até incoerente: começar o dia já pensando no final do expediente? O segredo está no relatório que você vai fazer pra você mesmo. O que foi que eu produzi hoje? Foi o que eu havia planejado? Deixei algo pra trás? Vou ter que encaixar nas atividades planejadas para amanhã?

Esses passos vão lhe ajudar na utilização adequada do tempo disponível no trabalho. Você vai perceber que as 16 horas restantes do dia serão muito mais agradáveis. Sua sensação de satisfação com o dever cumprido vai lhe ajudar em outros aspectos que, aparentemente, não têm nada a ver.

Seja a pessoa certa no lugar novo

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por Ronaldo Lundgren.

seja a pessoa certa no lugar novo

Quem chega na frente bebe água limpa.

Seja a pessoa certa no lugar novo

No livro a “Origem das Espécies”, Charles Darwin explica que quando o ambiente não suporta todos os membros de uma população em crescimento, aqueles espécimes com características de menor adaptação morrerão. Irão sobreviver e prosperar, aqueles membros com características mais adaptativas ao ambiente que se encontram.

Para as empresas, o cenário é semelhante. Pois lutam pela sobrevivência em um mercado globalizado e competitivo.

Cada organização, fazendo uso da sua capacidade de adaptação ao ambiente em que está inserida, persegue a prosperidade do seu negócio. Para isso, contam com sua liderança e todos os colaboradores que dedicam horas de suas vidas ao trabalho para alcançar os objetivos traçados.

A formação de equipes, reunindo as competências individuais de cada integrante, de modo a que venham se complementar, é o desejo maior de qualquer gestor de recursos humanos.

Pessoa certa no lugar certo

Você já deve ter ouvido a expressão “a pessoa certa no lugar certo”.

Ela se tornou quase um mantra, repetido a todo o momento com a ideia de que, atendendo a esse preceito, a organização irá prosperar.

Por sua vez, o setor de Recursos Humanos que conseguiu realizar tal façanha terá demonstrado sua eficiência, colaborando para o sucesso da instituição.

A expressão “a pessoa certa no lugar certo” parece ser um consenso nas organizações e demonstra como as relações entre as pessoas e funções são entendidas pelos gestores.

No entanto, estudiosos de recursos humanos se deram conta de que algumas pessoas apresentam evolução em suas competências individuais, ficando “maiores” do que o cargo que ocupam.

Essas pessoas passam a almejar novos desafios. Com isso, já não basta ter a pessoa certa no lugar certo. É preciso ter a pessoa certa no lugar certo, pelo tempo certo.

Então, os gestores de recursos humanos passaram a vivenciar a seguinte dificuldade: alocar a pessoa certa, considerando suas competências individuais, no lugar certo da empresa, de modo a atender as necessidades da organização da melhor forma.

Partindo do pressuposto que à medida que o colaborador evolui em suas competências – e não ocorrendo a evolução das atribuições de seu cargo, ele pode se desmotivar, os gestores passaram a ter a necessidade de monitorar a evolução individual de cada colaborador para o realocar no momento adequado.

É visível a importância que a variável tempo de permanência de um colaborador em determinado cargo possui.

Por isso, periodicamente, acontecem mudanças de funções dentro da empresa. Movimentações de um setor para outro. Tudo com o objetivo de manter o colaborador se sentindo desafiado com a nova função.

seja a pessoa certa no lugar novo
Prepare-se para ir a um lugar que não existe

Preparando-se para o novo

Acontece que algumas pessoas começam a se preparar para uma tendência futura, que foi identificada graças à enorme facilidade de acesso a informações.

Tomando essa tendência como referência, elas iniciam uma preparação para algo novo, que a empresa onde trabalham talvez, nem tenha se apercebido.

Um caso concreto, recentemente visto na cidade de São José dos Campos-SP, ilustra bem essa tendência.

Um engenheiro percebeu que as reclamações sobre a qualidade das baterias de telefones celulares é muito grande. As baterias estão muito aquém da expectativa dos usuários. Elas demoram muito para serem carregadas e consomem suas cargas muito rapidamente.

Daí, ele vislumbrou que alguém, em algum lugar do mundo, está desenvolvendo uma nova tecnologia para essas baterias. Ele não sabe quem são esses desenvolvedores. Mas sabe que está acontecendo esse movimento.

Com essa tendência em mente, por iniciativa própria, ele iniciou estudos para melhorar sua competência nessa área. Ele está se preparando para algo novo, que vai acontecer daqui a cinco ou dez anos. Você pode está se perguntando:

“- O que ele ganha com isso?”

Ele vai ser a pessoa certa no lugar novo. O lugar que ainda não existe.

E você, está ligado?

Existem vários outros lugares que ainda não existem. Você consegue identificar algum? Seja a pessoa certa no lugar novo. Por que não? Quem chega na frente bebe água limpa, já diz o ditado na região.

Hora de agir!

As pessoas de seu círculo de relacionamento estão esperando indicações vindas de você. Compartilhe. Curta. Elas estão aguardando ansiosas.

Deixe a motivação pra lá e seja motivo de admiração

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por Ronaldo Lundgren.

deixe a motivação pra lá e seja motivo de admiração

Motivação é como uma onda no mar. Um dia você está bem. Outro não. Essa situação ambígua, que tem inúmeras causas, pode levar você a ter desempenho irregular no trabalho. Quando está motivado, produz bem. Se não está, todo o dia de trabalho parece perdido.

Pra que você deixe a motivação pra lá e seja motivo de admiração por parte de seu chefe e de seus colegas de trabalho, primeiramente vamos tecer algumas considerações sobre motivação para, em seguida, indicar um caminho para você não ficar tão dependente dela.

Motivação

Estudiosos do tema, como Antonio Carlos Gil em seu livro “Gestão de Pessoas”, acreditam que os motivos

[...] têm origem em necessidades que variam não apenas de pessoa para pessoa, mas também numa mesma pessoa conforme o momento. As pessoas, por sua vez, por serem diferentes entre si, interagem com a própria personalidade e motivação de formas diferentes. Por tudo isso, motivar pessoas no trabalho constitui tarefa das mais difíceis.

As pessoas são diferentes umas das outras. O que motiva uma pessoa em um certo momento pode não motivar a outra no mesmo instante.

Descobrir os fatores que estimulam a motivação em cada um dos seus funcionários é o que todos os gestores buscam para suas empresas. Porém, não é uma tarefa fácil, pois as pessoas não pensam do mesmo jeito e as metas que cada indivíduo busca atingir dentro de uma organização são diferentes.

O desempenho do funcionário dentro da empresa não pode ser cobrado dos líderes, ele deve partir do próprio funcionário, Eduardo Botelho explica que,

[...] a primeira meta perseguida e a ser atingida é fazer com que a própria pessoa defina para si mesma o que é “um bom desempenho” [...] enquanto a própria pessoa não definir o que é um bom desempenho, não chegará até lá.

Portanto, a empresa deve ceder o espaço para que o funcionário consiga se conhecer realmente, entender seu comportamento organizacional, saber o que o deixa motivado, quais seus interesses dentro da empresa, o que almeja alcançar.

Antonio Gil entende que motivação é “a força que estimula as pessoas a agir. No passado, acreditava-se que esta força era determinada principalmente pela ação de outras pessoas, como pais, professores ou chefes. Hoje, sabe-se que a motivação tem sempre origem numa necessidade. […] é consequência de necessidades não satisfeitas.”

Os fatores que indicam a motivação e, consequentemente, causam a satisfação têm como principal característica estarem ligados ao trabalho em si, tais como: realização, reconhecimento, responsabilidade, o trabalho em si e possibilidades de progresso e crescimento dentro da empresa.

Observação: o texto acima se baseou no trabalho de Vanessa Dias e Josete Passamani Stocco.


Criar um sistema de trabalho próprio

“Gênio é 1% inspiração e 99% transpiração” (Thomas Edison)

“A física teórica moderna é 10% inspiração e 90% transpiração” (Albert Einstein)
deixe a motivação pra lá e seja motivo de admiração

Fazendo uma analogia com as citações de Thomas Edison e de Albert Einstein, podemos dizer que vale mais seguir um sistema de trabalho próprio do que esperar estar motivado para trabalhar.

Um sistema de trabalho próprio nada mais é do que uma rotina a ser seguida diariamente. Não importando como você se sinta naquele dia.

Defina o que você tem que fazer. Escreva. Deixe em um local de fácil acesso. Siga essa lista diariamente.

Nos dias em que estiver motivado, sentindo-se disposto, aproveite para atualizar a sua lista daquilo que tem que fazer. Acrescente indicadores de desempenho, de modo que você possa ter certeza de que está produzindo.

Mesmo que você não esteja para confraternizações, para um bate-papo no intervalo do cafezinho, tenha em mente que você está produzindo para a empresa. Com os indicadores, você consegue medir seu desempenho. Isto vai lhe ajudar a se motivar.

Então, independente de seu estado de espírito, você vai ser percebido(a) como uma pessoa produtiva, que todos podem confiar, porque você cumpre com todas as suas obrigações.


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6 atitudes que ajudam a ter uma carreira de sucesso

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6 atitudes que ajudam a ter uma carreira de sucesso

Para incrementar sua carreira, você já fez cursos de capacitação, aprendeu outro idioma, procura se relacionar bem e até demonstra estar comprometido com a empresa. No entanto, alguma coisa ainda não está se encaixando. Os resultados não estão como você esperava?

O portal G1 publicou um artigo dando dicas para a sua carreira. Veja 6 atitudes que ajudam a ter uma carreira de sucesso.


Superar desafios e ter foco são algumas das principais características. Profissional deve estar preparado para riscos e para buscar novas opções.

Pâmela Kometani (do G1, em São Paulo).

Carreira (Foto: GloboNews)

Estar preparado para riscos e ter foco ajudam a desenvolver carreira de sucesso.

Ter uma carreira de sucesso e obter bons resultados é objetivo de muitos profissionais em seu trabalho. Mas com um mercado tão dinâmico, com diversas mudanças no quadro de empregados e também nas estratégias de atuação das empresas, como o trabalhador pode mostrar suas habilidades e ainda alcançar seus objetivos profissionais?

Segundo Luiz Fernando Garcia, psicoterapeuta e CEO da Cogni-MGR, existem algumas características que o trabalhador pode desenvolver para ter sucesso. Ele elaborou perfis comportamentais, extraídos de mais de 1.200 entrevistas, e identificou 6 características presentes em personalidades de “pessoas de resultados” ou realizadores. O resultado completo está no livro Pessoas de resultado – o perfil de quem se destaca sempre.
Veja 6 atitudes que ajudam o desenvolvimento da carreira:

1) Visualização

Antes de colocar um planejamento ou projeto em prática, o profissional já deve saber quais serão os possíveis resultados. Deve também, estimar o que vai acontecer caso o que foi planejado não aconteça. “É necessário ter uma imagem mental que inspire nosso trajeto baseada nos recursos de que dispomos e evite que nossas ações sejam baseadas em tentativa e erro”, afirma Luiz Fernando Garcia.

2) Superação de desafios

“Não há desafio sem a possibilidade do fracasso, o que é diferente de uma idealização inatingível. Caso não haja desafio, seremos profissionais cumpridores de tarefas”, diz Garcia. Ele lembra que no processo de conquista de um objetivo sempre haverá situações que fogem do controle do profissional e que geram desconforto. Elas devem ser encaradas como estímulos para ajudar a chegar no objetivo final.

3) Manutenção do foco

No processo de empreender ou desenvolver algo novo, é possível que a diversidade de informações, experiências e objetivos buscados desviem o foco.

“Neste caso precisamos eleger um caminho único para não perdermos a referência de nossa própria identidade, ou seja, a capacidade de sermos reconhecidos por nossas qualidades específicas ou pelo que realmente queremos fazer”, afirma Garcia.

Segundo ele, também é preciso saber dizer não para ideias que possam parecer boas, mas que desviam o profissional do caminho traçado.

4) Expectância e drive

Expectância é a capacidade que temos de gerar expectativas nas pessoas e mantê-las. “É a característica que permite a sustentação de um propósito que envolva outras pessoas e que permite a criação de vínculos entre elas e nosso objetivo”, diz.

Já o drive é a proatividade, a iniciativa e o direcionamento de energias para o que precisa ser feito (de forma prazerosa ou não). Para Garcia, a capacidade que alguém tem de alcançar algo está diretamente ligada a não só a fazer aquilo que gosta, mas também em fazer coisas desagradáveis quando necessário.

5) Tolerância e incerteza

“O medo de que alguma coisa dê errado inibe nossa capacidade de nos colocar em situação de risco. O profissional de resultado não espera que a receita do sucesso fique pronta, ele coloca a prova suas capacidades e convicções buscando a realização de seus objetivos”, afirma. Se o erro acontecer, o profissional poderá buscar novas possibilidades de acerto para chegar onde quer.

6) Autorreforço para a autoestima

“Devemos encontrar formas de nos recompensar sem culpa. Quando nos premiamos, nossa natureza instintiva registra de alguma forma que valeu a pena todo o esforço feito para chegar até ali”, diz Garcia.