Conhecendo o sentimento de rejeição

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por Alda César de Andrade. (*)

Rejeicao

Conhecendo o sentimento de rejeição

Quando pequenos, não há quem tenha sido preterido em uma brincadeira infantil. Já maduros, ter perdido algum emprego ou sofrido alguma desilusão amorosa não é tão raro acontecer.

O sentimento de rejeição, possivelmente, é uma ferida psicológica muito comum, que sempre vem à tona nas nossas vidas. Ela nos machuca e tem como propriedade se aprofundar no nosso emocional. Muitos não conseguem formar uma proteção, acarretando um sofrimento de dor, afetando sua AUTOESTIMA.

Não é pra menos, nós humanos temos a necessidade de aprovação, pertencer a uma sociedade, uma família, pois é uma das nossas necessidades básicas. E a rejeição tira esse nosso direito, ficando o vazio.

Estudos feitos por ressonância magnética revelam que o cérebro ativa as áreas de dor física. Reações diferentes para cada pessoa. Há pessoas que logo superam, indo em frente ou há os que sentem com maior intensidade chegando até a DEPRESSÃO, ou aqueles que transformam a rejeição em raiva. Existem muitos casos nos Estados Unidos, em ambos os sexos, que em respostas a uma separação muitos crimes ocorreram.

Frustração

Muitas pessoas, pela frustração, estão menos capazes de lidar com as rejeicões impostas pela vida – avalia Arabi Albino, presidente do sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo. “Há pessoas que acham que o mundo é uma grande tela e que todos têm de fazer o que querem”. Haja vista que o mundo contemporâneo propaga que é possível você ter tudo; se você não tiver, não alcançar, a frustração é maior.

Essa dor pode ser superada. Porém, é preciso encarar a rejeição como um aspecto da vida e reconhecer que se pode ir por outro caminho para amenizar essa dor. Isso não é simples e em muitos casos é preciso de ajuda de um especialista. Mas o rejeitado pode se ajudar, ouvindo as pessoas ao seu redor, não tendo vergonha de falar sobre o assunto, pois se isolar só piora e deprime.

Esse sentimento de rejeição, de ser deixado pelos amigos, é muito ruim. Você até pode estar com eles e sentir-se excluído da conversa e da situação. Manter-se ocupado é um meio importante de tratar esse sentimento de morosidade, tristeza, auto-piedade. Deve-se encarar a situação de forma realista.

Quando a pessoa é rejeitada na infância pelos pais, isto costuma deixar marcas na AUTOESTIMA. Marcas muitas vezes profundas, que repercutem em comportamentos pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento.

Há várias formas de rejeição: filhos que são abandonados pelos pais; filhos que são criticados demais, não elogiados e comparados negativamente com outras crianças. Na vida adulta, acontecem com casamentos desfeitos, namoros rompidos unilateralmente, perda de emprego ou cargo; humilhações e tratamentos diferenciados no trabalho, amizades acabadas, etc.

A rejeição acarreta nas pessoas um sentimento de menos valia. Essa é a causa maior da dor: achar que a rejeição ocorreu por que há um “defeito” na pessoa e isso a levou a ser descartada, excluída. A pessoa busca explicação, não encontra e inconscientemente, é levada a sentir que tem algo errado nela que levou a outra pessoa a rejeitá-la.

Um antídoto para este sentimento é não limitar as suas esperanças da vida a um relacionamento. Dedicar-se apenas a um marido, filho, esposa, a mãe, ao emprego, não tendo mais nenhum objetivo, esquecendo-se de outras pessoas ou fatos importantes e principalmente, de si mesmo. Se você admitir que pode um dia ficar só e ainda assim sobreviverá, ocorrerá menos riscos de se sentir rejeitado. E também terá maior liberdade para mudar sua vida sem sentimentos de culpa.

Lembre-se: nenhuma pessoa merece tuas lágrimas e quem as merece não te fará chorar. Pense que você tem a responsabilidade de se amar, aprovar e valorizar. Se atribuir essa responsabilidade ao outro, cada vez que ele negar, surgirá a rejeição, um sentimento que só você poderá se insentar de senti-lo.

Em João 3.16 diz- “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus te ama e por isso não há motivos para você pensar que não tem valor.

Se você olhar para a vida de Jesus, você verá que Ele foi rejeitado pelas pessoas e morto na cruz para que nunca precisássemos carregar o fardo de uma vida distante do Senhor. Por isso, receba hoje esse amor maravilhoso e tenha uma vida vitoriosa!


(*) Alda César de Andrade é Psicóloga, pós-graduada em Pro-EJA pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

Autor: Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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