Como se relacionar bem no trabalho

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por Ronaldo Lundgren.


O politicamente correto tomou as ruas do Brasil. É difícil encontrar uma pessoa que expresse sua opinião sem antes considerar com quem ela está falando. Ou quem está gravando com o celular. Essa onda, como quase tudo na vida, tem seu lado bom e outro nem tanto.

Nas organizações começa a aparecer um efeito correlato ao politicamente correto. Sem estar amparado em dados de pesquisa de campo, observo que existe uma preocupação em repreender um funcionário que cometeu uma falta. Melhor dizendo, a preocupação é em como repreender.

Politicamente correto
Politicamente correto

Já vi funcionários que, para justificar uma falta ao trabalho, “mataram o avô”, “operaram a mãe”, ou “ficaram presos no trânsito”. Outros, por não haverem realizado uma tarefa com a qualidade requerida, colocaram a culpa no chefe, no companheiro que não “chegou junto”, ou no prazo que foi muito curto.

Em situações como essas, qual deve ser a conduta do líder? Como o líder deve agir para cobrar do funcionário que cometeu uma falta qualquer na empresa?

Como se relacionar bem no trabalho

Um ponto inicial: não confunda “se relacionar bem” com “bom-mocismo”. A missão de sua organização tem que ser cumprida. Sempre com respeito. Se alguém errou, precisa ser informada e corrigida, para não repetir a mesma falta. Vamos então apresentar algumas dicas de como se relacionar bem no trabalho.

Respeito.

Talvez esta seja a atitude que resuma tudo o que será escrito daqui pra frente. Está lá na Bíblia: não faça aos outros aquilo que não quer que lhe façam.

A organização onde você trabalha tem outros funcionários. Eles estão acompanhando a atitude do líder em todos os momentos. Até mesmo nos sociais, quando sua família se faz presente. Quando um colaborador comete uma falta, a sua reação pode servir para motivar toda a equipe ou para dividi-la.

Justiça.

Ser justo é tratar desigualmente pessoas desiguais. Já ouvi dizerem que essa frase é de Rui Barbosa. Não tenho certeza. O que interessa, no entanto, é que ela embute uma grande verdade.

Não é porque alguém faltou ao expediente que vai receber o mesmo tratamento daquele funcionário contumaz nesse tipo de conduta.

O que vale aqui é ser justo em função da falta, não em função da pena aplicada.

Explicando melhor: se João faltou ao expediente e ele falta costumeiramente, a “pena” aplicada a ele deve ser mais forte do que aquela aplicada a um outro funcionário que nunca faltou. Porém, a falta ao expediente é o que precisa ser considerado.

Aprendizagem.

Dizem que se aprende mais com os nossos erros. A cada oportunidade surgida, aproveite para tirar ensinamentos que possam servir a todo o grupo. Busque a aprendizagem pelo lado positivo. Pode ser que alguma rotina interna necessite ser revista.

Não ficar olhando pelo retrovisor.

O ser humano comete erros. E é bom quando isso acontece, pois nos faz lembrar de que não somos máquinas. Que vale a pena acordar cedo, sair de casa e trabalhar com outras pessoas, ciente de que as oportunidades para nos melhorarmos vão surgir. Só precisamos estar atentos para não deixa-las passar.

Então, resolvida uma situação com um funcionário, não fique batendo na mesma tecla. Veja ele e o restante do grupo crescerem juntos. Bola pra frente. No entanto, se acontecer a mesma coisa de novo, a sua reação tem que levar em conta essa reincidência. Os demais colaboradores vão estar olhando.


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Autor: Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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