Técnicas para capturar a atenção das pessoas

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Técnicas para capturar a atenção das pessoas

técnicas para capturar a atenção das pessoas

Nota do editor: O texto é um capítulo extraído de “Influenciando o Comportamento Humano” (1925), de H. Overstreet. Foi condensado do original.

A pessoa que consegue capturar e prender a atenção pode efetivamente influenciar o comportamento humano.

Se alguém perguntar: o que é um fracasso na vida?

Uma resposta simplificada: é uma pessoa sem influência. Aquela a quem ninguém dá atenção. É…

  • o inventor que não consegue convencer ninguém do valor de seu dispositivo;
  • o comerciante que não consegue atrair clientes suficientes para sua loja;
  • o professor cujos alunos assobiam ou pregam peças enquanto ele tenta capturar a atenção;
  • o poeta que escreve resmas de versos que ninguém vai aceitar.

A técnica cinética

Como alguém captura a atenção de outra pessoa?

Há uma série de considerações básicas.

Em primeiro lugar, suponha que alguém tente manter a atenção fixa em um ponto na parede.

É completamente impossível. Os olhos insistem em vagar. De fato, se a atenção é mantida por muito tempo, há toda a probabilidade de alguém induzir em si mesmo um estado de hipnose. Você transfere sua mente acordada para um estado de dormência.

Em outras palavras, deve haver movimento se quisermos manter a atenção por muito tempo.

Portanto, se alguém deseja capturar e prender a atenção de outra pessoa, ele deve ter certeza de que o que ele oferece por meio de estímulos se move.

Podemos chamar isso de exigência cinética – talvez o mais fundamental de todos os requisitos.

Alguém pela rua e se depara com uma multidão reunida em uma vitrine. Por certo, algo está acontecendo lá.

É uma curiosidade primitiva em nós, que responde instantaneamente a uma mudança de condição – o farfalhar de uma folha, a queda de um galho.

“O que está acontecendo?” Ou “O que vai acontecer?”

Se alguém pode colocar qualquer uma dessas perguntas nas mentes das pessoas – estudantes ou potenciais clientes, ou eleitores, etc. -, ele irá capturar a atenção.

É por essa razão que uma história prende nossa atenção.

A história se move. Algo está acontecendo. E desejamos saber o resultado. A história não é apenas um movimento desconexo. É o movimento em direção a um destino. Isso nos leva junto.

A técnica da perseguição

Vamos repetir. Não é o mero movimento que capta e prende a atenção.

É um movimento dramático.

É um movimento em direção a algo; mas também é o movimento que não pode ser previsto em todos os seus detalhes.

O movimento que podemos prever logo nos entedia.

Em frente a um dos salões de dança de Nova York, há uma figura elétrica de um homem e uma mulher fazendo seus passos de dança.

Os movimentos são sempre iguais. A luz se encaixa e se abre de maneira idêntica. Torna-se monótono. Apenas um idiota poderia continuar a ficar fascinado com aquele sinal.

Seja imprevisível

A imprevisibilidade, então, é um dos principais ingredientes da atratividade – na história, no ensaio, no drama, nos seres humanos.

Aquela pessoa que costuma ser previsível – a esposa que sempre usa as mesmas frases; o marido que conta as mesmas histórias – é chata.

Uma personalidade atraente consegue “manter as pessoas adivinhando”.

Nós temos o instinto de caçador arraigado em nós. Nós amamos estar atrás de uma presa.

Aquele que apresenta uma idéia, portanto, deve apresentá-la como uma presa, se quiser capturar seu público.

Apenas apresentar a ideia é muito pouco. Aí reside a fraqueza de muitos palestrantes. Ele conta as coisas, uma após a outra. Depois de um tempo, a audiência cansa e… vai dormir. Ela não persegue ideias.

Grande parte da fraqueza de nossos métodos educacionais está na ausência da técnica de “perseguição”.

Os alunos têm muito para aprender. Eles aprendem, mas sob protesto e com a cabeça nas nuvens. As escolas mais progressistas utilizam, cada vez mais, a técnica da “perseguição”.

O aluno é induzido a agarrar uma presa, sozinho ou com um grupo de seus companheiros.

Uma lição, então, não é algo a ser aprendido. É algo para ser capturado.

Onde tal método é empregado, não há dificuldade em garantir a atenção dos estudantes.

Podemos usar o método de Dalton como exemplo, onde uma tarefa de uma semana é dada a cada criança, e onde a criança é autorizada a aceitar o trabalho em qualquer ordem ou maneira que ele queira.

Certa vez perguntei a uma pequena inglesa como ela gostava do método. “Tudo bem”, ela disse. “Você pode imaginar as coisas por si mesmo quando está sozinho”. A perseguição! Quando alguém se senta entre aquelas crianças, não se vê falta de atenção. Há, de fato, uma concentração que é totalmente emocionante!

Vibração Gera Vibração

Mas não é suficiente chamar a atenção. Um barulhento pode fazer isso.

Que tipo de atenção queremos atrair?

Nossas mentes são como cordas vibrantes.

Se a corda A do meu violino estiver configurada para vibrar, ela ativará as vibrações de A no meu piano, por exemplo. Ou seja, a vibração contagia. Se alguém chega a uma plateia com melancolia no rosto, dificilmente se pode esperar uma reação agradável.

Vibração gera vibração.

É muito importante, portanto, que a pessoa que deseja influenciar os outros se pergunte de que maneira ela está influenciando inconscientemente a si mesma – por sua aparência, por sua voz, seus modos, sua atitude.

Pois, em grande parte, nós influenciamos por maneiras muito mais sutis do que suspeitamos.

  • Nós apertamos as mãos; e instantaneamente somos condenados. Demasiado flácido!
  • Nós falamos com uma voz rouca e irritada; e nosso ouvinte está no limite para nos tirar da sala.
  • Nós fazemos uma abordagem tímida; e despertamos o egoísmo mesquinho em quem nos ouve.
  • Prosseguimos com franqueza e alegria; e temos uma franca alegria em troca.

Não há nada, aparentemente, que pais e professores precisem mais profundamente ouvir.

Pais e professores têm essa vantagem sobre os homens de negócios: suas perspectivas estão completamente a sua mercê.

Se os pais tivessem que ganhar seus filhos; se estivessem em perigo de perder seu “cliente”, deveriam melhorar nos lares, no tom de voz e nos modos usados ​​com os filhos.

Pau que nasce torto…

Não há lugares nesta terra onde técnicas mais miseráveis ​​são usadas para influenciar o comportamento humano. Se “pau que nasce torto, morre torto”, há uma grande responsabilidade naquilo que acontece dentro da casa.

Mas também, ao que acontece na escola. Professores insatisfeitos, irritadiços, dominadores, injustos – trazem para as crianças qualidades que não precisamos em nossa vida social.

Nós captamos a atenção pelo que somos. Que tipo de atenção queremos capturar? Interesse, aprovação franca, entusiasmo? Então deve haver em nós as qualidades que provocam essas respostas.

Podemos chamar isso de técnica homogênea.

Se desejamos um tipo de atenção, e obtemos outra, é provavelmente devido ao fato de não termos dado nenhuma atenção àquelas qualidades em nós que sutilmente despertam em nossa audiência as próprias respostas – as respostas desafortunadas – que são semelhantes às nossas próprias maneira e atitude.

Técnica de resposta sim

Um vendedor toca a campainha. A porta é aberta por uma desconfiada senhora da casa. O vendedor pergunta:

“Você não gostaria de comprar uma História do Mundo ilustrada?” E a senhora bate a porta.

Vender de casa em casa talvez seja uma das profissões mais ingratas para um vendedor. No entanto, há uma lição psicológica.

Uma resposta “não” é a desvantagem mais difícil de superar.

Quando uma pessoa disser “não”, todo o seu orgulho exige que permaneça consistente consigo mesmo.

Por isso, é da maior importância abordarmos uma pessoa na direção afirmativa. Por exemplo:

Um outro vendedor toca a campainha. Uma senhora da casa igualmente desconfiada se abre. O vendedor pergunta:

      • “É a Sra. Armstrong?”
      • A senhora – “Sim”
      • “Eu entendo, Sra. Armstrong, que você tem vários filhos na escola.”
      • Senhora – “Sim”
      • “Isso sempre requer muito trabalho com livros de referência, não é? Procurar coisas, e assim por diante? E é claro que não queremos que nossas crianças corram para a biblioteca todas as noites. . . melhor para eles ter todos esses materiais em casa. ”Etc., etc.

Nós não garantimos a venda. Mas esse segundo vendedor está destinado a ir longe!

Ele captou o segredo de obter, no início, várias “respostas sim”. Assim, ele definiu os processos psicológicos de seu ouvinte movendo-se na direção afirmativa.

Padrões psicológicos

É como o movimento de uma bola de bilhar. Impulsione-o em uma direção e é preciso um pouco de força para desviá-lo; muito mais força para enviá-lo de volta na direção oposta.

Os padrões psicológicos aqui são bem claros.

Quando uma pessoa diz “não” e realmente significa isso, ele está fazendo muito mais do que dizer uma palavra de três letras.

Seu organismo inteiro – glandular, nervoso, musculoso – reúne-se em uma condição de rejeição. Há uma retirada física ou prontidão para a retirada. Todo o sistema muscular, em suma, colocou-se em guarda contra a aceitação.

Onde, ao contrário, uma pessoa diz “sim”, nenhuma das atividades de retirada ocorre. O organismo está numa atitude receptiva e aberta. Quanto mais “Sim” pudermos induzir, mais provavelmente conseguiremos captar a atenção para nossa proposta final.

É uma técnica muito simples. Embora ainda negligenciada!

Faça um teste: faça alguém dizer “não” no início de uma conversa. Depois, veja que será preciso que a sabedoria e a paciência dos anjos transformem essa negativa em uma afirmação positiva.

Respeite os limites de atenção

Imaginemos uma pequena mercearia. É comum vermos um excesso de coisas à venda: suas janelas estão repletas de todos os tipos de placas. Vendas especiais disso; tantas dúzia daquilo; melhor marca disso.

O proprietário não aprendeu o princípio mais elementar da arte dos negócios. Para capturar o público é preciso chamar a atenção para um foco.

O artista – seja pintor ou músico ou ator – sabe disso. Uma imagem não pode ter apenas uma variedade de coisas bonitas nela. Deve capturar o olhar e conduzi-lo a um ponto. Em suma, deve haver um elemento dominante na composição.

Ofereça atenção demais e não receba nada, como a fábula de Esopo nos ensina:

O macaco e as nozes

Um macaco tentou pegar um punhado de nozes de uma garrafa de gargalo pequeno.
Mas ele pegou um punhado grande demais e não conseguiu tirar a mão da garrafa.
Para livrar sua mão, ele teve que largar algumas nozes.

A tentativa de atrair muita atenção do público muitas vezes faz com que “um macaco” perca uma boa oportunidade.

Um layout é feito de uma página simples, forte e eficaz. Mas o presidente quer outra linha de exibição. O gerente de produção quer a marca maior. O secretário quer o pacote. O gerente de vendas quer que um parágrafo seja endereçado aos revendedores. O gerente de publicidade acha que o slogan deve estar no topo do anúncio. O tesoureiro insiste em espaço menor e os gerentes das filiais querem os endereços de todas as filiais.

Tudo muito bom. Apenas o gargalo da garrafa é tão grande quanto o interesse do público – e não maior.

Para tirar a sua mão, para levar o público a olhar e absorver qualquer anúncio, você deve deixar algumas nozes pra trás.

Observe as pessoas

Procure observar até que ponto essas técnicas são utilizadas em palestras, sermões, escritos, aulas, métodos de venda, etc.

É muito importante que alguém se acostume a esse tipo de observação psicológica. É quase tão bom quanto observar a si mesmo.

Observando um conferencista, escritor, professor, vendedor, pode-se perguntar:

Técnica cinética

  • A apresentação se move?
  • Eu sinto que estou sendo levado junto?
  • Estou sendo embalado em sonolência porque aparentemente nada está acontecendo?

Técnica da perseguição

  • Está se movendo em direção a algo?
  • A minha expectativa é intensamente despertada?
  • Eu estou todos em “dificuldades” para saber qual será o resultado?
  • Ou eu já vejo o final no começo?
  • A história toda foi dada?
  • Há muita repetição?
  • Ou um sem rumo andando em círculos?

Vibração gera vibração

  • Estou fortemente irritado com algo da maneira ou atitude do orador ou escritor ou vendedor?
  • Sua própria falta de entusiasmo me deixa frio?
  • Será que sua jactância desperta meu antagonismo?
  • Ele está flácido?
  • Ele é insincero?

Técnica de resposta sim

  • A primeira resposta evocou uma negativa?
  • Estou sendo esfregado do jeito errado?
  • Ou é a primeira pessoa a ganhar a minha aprovação, levando-me através de sucessivas afirmações para um acordo final com o seu ponto principal?

Respeite os limites de atenção

  • Estou sendo inundado com fatos?
  • Meus ouvidos zumbem com detalhes sem fim?
  • Eu me sinto como um bebê perdido na floresta?
  • Ou um ponto dominante se destaca tão claramente que eu não o esquecerei?

Procure por esses tópicos simples. Há revelações reservadas para o observador alerta!

Referência(s)

Brett & Kate McKay – 7 Techniques for Capturing People’s Attention.

A internet é o nosso reflexo, e nós não gostamos do que vemos

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por Ronaldo Lundgren.

internet é nosso reflexo

A internet é o nosso reflexo, e  nós não gostamos do que vemos

Nós adoramos criticar as mídias sociais porque elas são um desconfortável espelho de nossa própria cultura.

Uma das promessas que nos foi feita quando do “nascimento” da Internet, era a de que esta seria o melhor veículo para transformar o mundo numa comunidade de cidadãos bem informados. Que ela abriria portas a uma sociedade mais tolerante e pacífica.

A promessa falhou. Mas a culpa não é da rede que realmente mudou o mundo – em muitos casos para melhor. Pelo contrário, são os humanos que a utilizam os responsáveis pelo aumento do ódio e da violência.

Nesses anos em que acompanhamos os extensos casos de corrupção, onde lideranças políticas estão sendo desmascaradas a cada dia, quando vemos xingamentos explodir por questões de cor da pele e da preferência sexual, a pergunta volta: a internet é um meio para o bem ou para o mal?

O Facebook está lotado de informações falsas e teorias da conspiração porque as pessoas adoram disseminá-las.

A missão do Facebook não é criar um mundo melhor. É apenas aumentar o mundo que já existe, facilitando a comunicação entre as pessoas. E essa comunicação inclui partes boas da vida – como convites para reuniões de amigos e fotos de familiares que não vemos há tempos – mas também coisas horríveis que são enviadas constantemente.

Precisamos de valores, urgentemente.

Para começar…

Numa época em que a realidade física se mistura com a virtual. Em que a Internet passou a fazer parte integrante do cotidiano de quase 4 bilhões de pessoas em todo o mundo. Vemos que não é exagero afirmar que esta sobreposição de universos se transformou num fenômeno de dimensões sem precedentes.

Passamos a assistir ao “mundo ao vivo e à cores”. Para o bem e para o mal, o acesso imediato ao que de real acontece às pessoas em diferentes partes do mundo implica reações igualmente imediatas. Muitas vezes desprovidas de contexto e de reflexão prévia, num misto de excesso de informação e de desinformação.

Através da Internet, estamos sendo constantemente intoxicados por imagens e comentários de violência. Assistimos a um ódio em crescimento. Este ódio é veiculado não só por terroristas especialistas na venda de propaganda, mas por aqueles que até nos são próximos, que pertencem à “nossa rede”.

Promessas que não foram cumpridasinternet é nosso reflexo

“Vejo a Internet como a melhor das nossas esperanças… para que o mundo comece, finalmente, a transformar-se numa comunidade global e que todos se possam entender entre si” (Harley Hahn, escritor, filósofo, humorista e especialista em tecnologia)

É quase uma (ou várias) pergunta de um milhão de dólares: a Internet contribui mais para disseminar o bem ou o mal?

Foram alcançadas todas as promessas – otimistas – que, em meados da década de 90, previam que a rede das redes:

  • contribuiria para criar uma comunidade de cidadãos “do mundo”, informados, interativos e tolerantes?
  • que seria a Internet, através do seu enorme poder de comunicação e de geração de conhecimento, proveniente de inúmeras pessoas, oriundas de todos os países e culturas, que ofereceria o caminho para a paz?
  • que um dos seus mais positivos impactos seria o declínio do “fundamentalismo”, dado que muitas crenças extremistas e irracionais seriam abertas e facilmente desacreditadas à medida que a capacidade dos internautas para pesquisar e encontrar a informação “verdadeira” e avaliar estas falsas verdades fosse melhorada?
  • que a Internet seria a ferramenta por excelência para fomentar e preservar o respeito pelos direitos humanos e promover os processos democráticos, imprescindível para atingirmos uma progressão pacífica no sentido de um nível de civilização mais elevado?

Wishful thinking

Mais ou menos 20 anos passados sobre este “wishful thinking” ninguém pode negar que a Internet mudou, para melhor, inúmeros aspectos das nossas vidas. E se torna difícil imaginar a nossa existência sem ela.

Mas também todos sabemos que, enquanto espelho de uma sociedade crescentemente intolerante, violenta, disposta a promover pequenos e grandes ódios, a Internet não escapa a esta tendência. Ela é o veículo perfeito para disseminar o pior que existe nas pessoas que a utilizam.

Assistimos a níveis de violência crescentes. À profusão de discursos de ódio e intolerância. Ao aumento do racismo, dentro e fora de portas. E a uma generalização de raivas que são inflamadas até à exaustão nas redes sociais.

Se, na sua “infância”, o otimismo era reinante, o que deu errado? Quais fenômenos podem ser enumerados para responder a essa questão?

Em 2012, James Curran, o co-autor de um interessante livro intitulado “Misunderstanding the Internet” apontava para um conjunto de razões que podem ajudar a explicar este fracasso:

  1. a (ainda) desigualdade no acesso à web;
  2. o fato de a língua universal “falada” ser o inglês, o qual e de acordo com a Internet World Stats, é apenas compreendido por 26% dos usuários;
  3. o fato de o mundo estar/ser profundamente dividido em conflitos de interesse e de valores; e
  4. a persistência de regimes autoritários em que o discurso global é distorcido pela censura e intimidação levada a cabo pelos seus governantes.

Tudo isto adicionado ao fato de serem muitas as pessoas que passam mais tempo das suas vidas online do que offline.

Quem é o causador?

É possível afirmar que é a Internet que influencia, negativamente, a sociedade, ou que é esta última que determina o estado de intolerância e violência que temos assistido?

Existem evidências crescentes que o incitamento online ao ódio conduz à violência offline

Talvez a verdadeira resposta não interesse. O que interessa, sim, é o fato de olharmos em volta e, tanto no mundo virtual, como no real – os quais, cada vez mais, se intersectam – assistirmos a níveis de violência crescentes.

Vemos a profusão de discursos de ódio e intolerância. O aumento do racismo, dentro e fora de portas. Assistimos a uma generalização de ódios que são inflamados até à exaustão nas redes sociais, até serem facilmente substituídos por outros, na medida em que todos os dias existe um “tema por excelência”, em torno do qual se perdem horas a destilar-se fel, num sem número de likes e comentários inimagináveis.

Dilema do uso da rede

Como restringir os movimentos e discursos dos “maus”, ao mesmo tempo que mantemos as liberdades individuais, a democracia e os direitos humanos pelos quais continuamos a lutar continuamente?

internet é nosso reflexo

Está havendo uso abusivo da Internet. Pessoas e grupos têm se valido da rede para disseminar “veneno”.

A liberdade de expressão é um direito humano, mas este direito não pode proteger discursos de ódio ilegais que incitem à violência e ao ódio

A indústria da Internet pode – e deve – ter um papel principal contra a radicalização e o incitamento à violência. Existem evidências crescentes que o incitamento online ao ódio conduz à violência offline.

Limitar e/ou erradicar este fenômeno consiste num exercício delicado, na medida em que exige uma definição clara, mas extremamente complexa, sobre onde acaba a liberdade de expressão e começa o discurso de ódio.

“A liberdade de expressão é um direito humano, mas este direito não pode proteger discursos de ódio ilegais que incitem à violência e ao ódio”.internet é nosso reflexoA culpa não é da Internet

“A vossa guerra virtual na Internet causará uma guerra real que recairá em cima das vossas cabeças” [mensagem do Estado Islâmico aos responsáveis pelo Twitter]

O grupo terrorista Estado Islâmico tem declarado guerra ao Twitter. A cada conta fechada (o Twitter fecha todas as contas que consegue identificar como pertencentes ao grupo terrorista) uma nova ameaça é feita à empresa.

Muitos defendem que as grandes empresas de Internet, que administram essas redes sociais (Facebook, Google, Twitter, etc.), assumam a responsabilidade em filtrar o que pode ou não ser postado na rede.

A esse respeito, o presidente executivo da Google, Eric Schmidt publicou um artigo no The New York Times, tratando exatamente sobre bem e o mal veiculado pela Internet.

Para Schmidt, a Internet seria um mundo onde “qualquer pessoa, em qualquer lugar, poderia expressar as suas crenças, independentemente de quão singulares estas se afigurassem, sem medo de serem coagidos ao silêncio ou à conformidade“.

Todavia, no meio do artigo assinado pelo presidente da Google, o mesmo admite que ao permitir a veiculação das piores características da humanidade – sob a forma de inveja, opressão ou ódio – cabe aos líderes, sejam eles governamentais, da sociedade e das empresas de tecnologia, impedir que a Internet se transforme num veículo que reforce “o poder das pessoas erradas e das vozes erradas”.

No mesmo artigo, Schmidt defende a construção de “ferramentas” que ajudem a diminuir as tensões crescentes nas mídias sociais – “uma espécie de verificador ortográfico, mas para o ódio e para a intimidação”.

Como fica a liberdade de expressão

Porém, o que parece uma proposta para o bem, ela não é aceita com tranquilidade pelos defensores da liberdade de expressão na Internet.

Não porque defendam os assassinos do Estado Islâmico. Ou qualquer outro grupo de ódio. Mas porque este algoritmo defendido pelo presidente do Google se transformaria num “juiz” sem qualquer noção de perspectiva ou equilíbrio e moralmente ambíguo.

Tudo porque o tipo de sistema apresentado como uma possível solução para “limpar” o ódio na Internet, quando nas mãos de governos ou empresas de tecnologia poderosas, teria o poder de definir o que é “bom” ou “moralmente aceitável” e isso, sim, é um ataque à liberdade de expressão.

Seja no mundo virtual, seja no real, a crise de valores que há tanto tempo se instalou na sociedade, parece persistir e ganhar força constante

No mundo virtual, a Internet pode e deve também contribuir para acabar com o pânico e com o incitamento ao ódio. Para isto, basta ela apostar naquilo que constituem também os seus princípios por excelência:

  • a criação de uma comunidade de cidadãos do mundo informados e tolerantes.

Mas isso só se alcança se os direitos humanos fundamentais continuarem a ser respeitados. E, em vez de censura produzida por algoritmos, há que conceber uma estratégia igualmente abrangente que privilegie a opinião de pessoas honestas e informadas.

Uma estratégia que aposte nos debates. Que possa produzir uma melhor compreensão das complexidades inerentes às lutas que hoje travamos. E que se esforce por combater a desinformação e uma nova torre de Babel em ruínas.

Considerações finais

A proposta deste artigo é convidar você à reflexão sobre os principais “males” que existem na Internet. Não há pretensão de oferecer respostas a problemas tão complexos.

A Internet pode ser um lugar horrível e viciante porque ela é reflexo das partes horrendas e viciantes de nosso próprio mundo. Mas a Internet também pode ser uma formidável ferramenta para o aprendizado e a conexão saudável das pessoas.

Não podemos esquecer que as redes sociais visam ao lucro. Elas vendem propaganda. Querem atrair sua atenção para fazerem dinheiro.

Estamos vivendo uma crise de valores. Seja no mundo virtual, seja no real, essa crise, que há tanto tempo se instalou na sociedade, parece persistir e ganhar força constante.

Valores como tolerância, respeito à diversidade e garantia dos direitos humanos são essenciais para uma vida saudável em sociedade.

Referências


Rob Howard. Autor de Hiatus.

10 regras básicas para levar uma boa conversa

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por Luis Carlos Martins.

regras básicas para levar uma boa conversa

10 regras básicas para levar uma boa conversa

Estima-se que o homem começou a falar háá aproximadamente 40 mil anos, e este, sem dúvida, foi o maior salto dos humanos em relação aos outros animais.

Foi o desenvolvimento dessa habilidade que permitiu que o homem construísse sua história, passasse a viver mais intensamente e atingisse mais facilmente os seus objetivos.

Com o passar do tempo, entretanto, o homem foi descobrindo que o ato de conversar servia não só para transferir conhecimentos ou trocar ideias; descobriu que essa habilidade também servia para influenciar, mudar comportamentos, opiniões, crenças e, consequentemente, ganhar poder. E por isso a transformou em “arte”, que alcançou seu esplendor nos tempos áureos do helenismo.

Hoje, a “Arte de Conversar” ganhou contornos científicos. Com o desenvolvimento da Psicologia Social e Ciência da Comunicação, já é possível estabelecer-se um conjunto de regras práticas que podem tornar o que seria uma simples conversa, num diálogo proveitoso, seja ele de caráter comercial, político ou social.

Primeira regra

“Defina com clareza os seus objetivos”

Antes de começar uma conversa, defina exatamente o que você quer, onde quer chegar.

Quer pedir um favor? Quer vender alguma coisa? Defina o que você quer. Defina também o que você está disposto a dar em troca para alcançar o seu objetivo.

Lembre-se de que ninguém está naturalmente disposto a dar nada a alguém sem receber algo em troca, que lhe seja interessante, satisfatório, útil ou agradável.

Segunda regra

“Liste seus argumentos”

Se você pretende convencer alguém de alguma coisa, precisa, antes de mais nada, listar todos os seus argumentos positivos.

Por exemplo, se você pretende vender um automóvel, precisa listar todos os aspectos positivos do carro; motor, pneus novos, pintura…

É bom listar previamente pois, assim, você não corre o risco de esquecer algum detalhe importante na hora da conversa. Além do mais, você quando oferece muitos argumentos positivos, minimiza os aspectos negativos que podem ser identificados pela outra pessoa.

Mesmo os aspectos aparentemente irrelevantes devem ser listados porque o que é irrelevante para você pode não o ser para a outra pessoa. Por isso, não despreze sequer um detalhe.

Terceira regra

“Liste os seus pontos fracos”

Tão importante quanto listar os seus pontos positivos, é listar aqueles que podem derrubá-lo durante a conversa, e que são os seus pontos fracos.

Você deve listá-los para criar uma estratégia de defesa. Em momento algum você pode ser surpreendido com uma alegação para a qual não tem defesa ou argumento para contestar.

É claro que alguns dos argumentos do nosso interlocutor podem ser incontestáveis. Mas nós precisamos saber disso antes, para oferecer, na hora, uma contrapartida interessante para ele.

Por exemplo: vocêê lista que o preço do produto que você está vendendo é mais caro do que o concorrente; este é um argumento incontestável e que seu interlocutor pode usar contra você. Porém você pode criar uma estratégia de defesa para esse argumento, alegando que ele realmente e mais caro, mas oferece uma melhor relação custo/benefício.

Quarta regra

“Converse sempre em igualdade de condições”

Dois pecados capitais que devem ser evitados sempre: a prepotência e o excesso de humildade.

Para que um diálogo aconteça naturalmente, é preciso que haja igualdade de condições, mesmo que haja diferenças fundamentais entre os interlocutores; um sempre é mais culto do que outro, mais elegante que outro, mais rico, tem mais status etc.

Essas diferenças, porém, não podem ser evidenciadas propositalmente durante a conversa sob pena de influenciar negativamente a outra pessoa. Afinal, ninguém gosta de se sentir por baixo, não é mesmo?

Da mesma forma, o excesso de humildade – aquela que leva a pessoa a aceitar a humilhação – pode ser fatal. As pessoas muito submissas, muito humildes, passam uma imagem de fraqueza e insignificância e isso, em poucos minutos, mina a paciência do outro.

Quinta regra

“Use o tempo certo”

Quando nos propomos a conversar com alguém – e a pessoa aceita conversar – fica combinado (mesmo de forma insconsciente) que aquela conversa deve durar um certo tempo, dependendo do assunto a ser tratado.

É preciso entender que ninguém tem todo o tempo do mundo para nos atender, nem nós podemos querer isso.

Está provado, através de pesquisas, que duas pessoas conseguem dialogar de forma satisfatória por, no máximo, vinte minutos. Após esse tempo, por mais agradável que esteja sendo a conversa, o nível de interesse cai bastante, salvo, é claro, em casos excepcionais.

Portanto, ninguém deve se programar para gastar mais de 20 minutos.

E, partindo-se do pressuposto que um diálogo é conversa entre duas pessoas, e que as duas pessoas, democraticamente, têm direito a usar tempos iguais, você deve se programar sempre para vender seu peixe em… 10 minutos. Não mais do que isso.

Isso quer dizer que você deve ser o mais objetivo possível, ou seja, vá direto ao ponto. Esses dez minutos são fundamentais, podem fazer a diferença entre o sim e o não.

Sexta regra

“Preste atenção em tudo o que o outro tem a dizer”

Por mais que o que você tenha a dizer seja importante, ponha na cabeça que o que a outra pessoa tem a dizer é mais importante ainda.

Afinal, o que ela vai lhe dizer vai servir de base para você organizar os seus argumentos. Além do mais, deixando-a falar, você pode perceber outros indicadores, como por exemplo, se ela é vaidosa, se é influenciável, se é autoritária, etc.

Para que você conheca melhor esses indicadores, observe:

Pessoa vaidosa

a) Se a pessoa usa muito o pronome “eu” – tipo “eu posso, eu faço, eu decido” – é do tipo personalista, vaidosa, não gosta que decidam por ela.

Para argumentar com gente assim, evite usar frases do tipo “eu acho que o senhor deveria experimentar” ou “na minha opinião, essa máquina seria muito útil…” Porque, com certeza, esse tipo de pessoa está se lixando para a sua opinião, para o que você acha ou deixa de achar.

A melhor forma de convencê-la, é apresentar argumentos concretos, números, cifras, de preferência, incontestáveis. Porque é assim que ela gosta de decidir. Crie a expectativa de que você pode ser a solução que ela está procurando.

Pessoa dispersiva

b) Se a pessoa e do tipo dispersiva, daquelas que se distraem com outras coisas enquanto você fala, você precisa ser bem mais incisivo.

Surpreenda-o com expressões do tipo “ótimo!”, “excelente!”, quando ele estiver distraído. Isso fará com que ele volte a atenção para você, na expectativa de saber o que é ótimo ou excelente.

Uma frase também bastante indicada nessa caso é a seguinte: “eu sabia que o senhor iria gostar!” Expressões assim também ajudam a trazer a pessoa de volta para o foco da conversa.

Pessoa indecisa

c) Se a pessoa é do tipo indecisa, daquelas que tem dificuldade para tomar decisões, ajude-a.

Queime as fases que antecederiam, por exemplo, a assinatura do contrato de compra, preenchendo você mesmo o pedido. Tome a iniciativa.

Sétima regra

“Seja assertivo”

Ser assertivo é ser objetivo; é dizer sim quando se quer dizer sim, e dizer não quando se quer dizer não.

A pessoa assertiva não mistura as coisas. Isso quer dizer que ela pode ser gentil e educada, sem contudo abrir mão das suas posições e dos seus pontos de vista. E isso dá crédito à pessoa.

Logo, se pode ser, diga sim; se não pode, diga não. Esta “posição” transparente é muito positiva.

Não há que se preocupar com as possíveis consequências de um “não”.

A pessoa não-assertiva, peca exatamente pelo receio de contrariar o interlocutor. Assim, mesmo sabendo, por exemplo, que não pode atender o seu pedido, ela promete, diz que vai fazer o possível, até empenha sua palavra nisso. E isso é um erro brutal.

A franqueza, nessas horas, funciona bem melhor.

Oitava regra

“Induza a pessoa a dizer SIM”

Um diálogo se torna mais afável, desde o início, se começar com a palavra SIM, com uma afirmação positiva por parte do interlocutor.

O “SIM” é capaz de abrir as portas, assim como um sorriso.

É de boa estratégia, então, começar o diálogo com situações ou perguntas que induzam uma resposta afirmativa. Por exemplo: “quer dizer então que você é gaúcho!?” ou “estou sabendo que você é corintiano, certo?”

Se conseguimos que nosso interlocutor responda várias vezes “sim” – ou concorde conosco – temos grande chances de levar o diálogo a bom termo.

Uma outra maneira interessante de fazer a pessoa dizer “sim” – esta de maneira mais subjetiva – é argumentar em forma de silogismos. Sócrates usava muito este artifício.

Ele consiste em apresentar as ideias em forma de premissas que levem a uma conclusão incontestável. Porém, ao usar esta técnica, não formule a conclusão. Deixe que a outra pessoa chegue à conclusão por si só.

Esse recurso será mais eficaz ainda se as premissas forem elaboradas a partir de uma afirmação feita pela outra pessoa.

Veja um exemplo:

Dois gerentes conversam sobre o resultado de uma campanha feita por mala-direta. Um deles tenta provar ao outro que o baixo retorno deve-se ao aumento de preço do produto. Mas, para provar isso, ele serve-se de premissas admitidas como verdadeiras. E deixa que o outro conclua por si.

— …você disse que o retorno da campanha foi abaixo do esperado… (primeira premissa)

— … bem abaixo…

— … e a única diferença entre as malas atuais e as antigas está no preço do produto… (segunda premissa)

— … isso mesmo! Ele aumentou 18%…

— … e no entanto as listas são as mesmas que deram bom resultado no passado… (terceira premissa)

—… as mesmas…

— ora, se as listas são as mesmas, a metodologia usada foi a mesma… e única diferença é o preço do produto…

— É… só pode ser!… (Conclusão)

Nona regra

“Jamais conteste seu interlocutor”

Concordar ou discordar, são situações comuns num diálogo. Ninguém é obrigado a concordar com as nossas opiniões, assim como nós não devemos concordar sempre com as opiniões do outro.

Porem há uma diferença entre discordar e contestar.

Contestar é muito perigoso, pode pôr tudo a perder.

Por isso, mesmo diante de uma afirmativa que não traduza a verdade, de uma opinião sem sustentação, não conteste o interlocutor. Ouça com atenção o que ele diz e, só então, dê a sua versão, porém sem jamais dizer coisas do tipo “você está errado!”, “não é bem assim!”, “você está por fora!” etc.

Para o bom encaminhamento do diálogo, em situações assim, o conveniente é mudar um pouco o rumo da conversa, trazendo um outro aspecto para ser considerado no momento.

Veja o exemplo no diálogo a seguir, onde um vendedor não constesta o comprador que critica o produto:

Gerente (examinando um folheto): — … mas essa impressora é muito frágil! Na Contabilidade tem uma dessas e está sempre dando defeito!

Vendedor: — Ela pode imprimir até 30 cópias por minuto, com baixíssimo consumo de energia!

Gerente (admirado): — 30 cópias por minuto???!!!

Décima regra

“Feche no momento exato”

Uma das maiores dificuldades, inclusive para pessoas experientes, é definir o momento exato de fechar um diálogo.

Esse momento é o que traduz o objetivo da conversa, seja vender um produto, negociar um aumento, pedir um favor ou até mesmo conseguir o “sim” de uma garota bonita. É o momento do “disparo”. É a hora do sim ou não.

Mas como identificar esse momento? Como saber se chegou a hora H? Veja: Todo diálogo tem basicamente quatro etapas bem definidas:

Preliminar

A preliminar, que é aquela fase onde há as apresentações e deixamos subentendido qual é objetivo daquela conversa.

Argumentações

Etapa das argumentações, onde cada um a seu tempo, tece suas considerações, fala sobre os prós e contras etc.

No caso específico de vendas, é aquela fase em que o vendedor fala do seu produto e ouve os comentários do comprador.

Reflexões

Etapa das reflexões. Essa etapa é aquela fase pré-decisória, onde ambas as partes examinam tudo o que foi dito e observam se houve convergência de opiniões ou se há necessidade de retomar o assunto em outra ocasião. Normalmente, nessa hora, ninguém fala nada, ou muito pouco. Simplesmente, pensam!

Fechamento

É o momento crucial do diálogo: é a hora de fechar a venda, de assinar o contrato, de obter o “sim” do outro.

Pois é exatamente esse momento do fechamento que precisa ser bem explorado.

E esse momento bom é aquela hora em que o outro fica em silêncio por alguns instantes. Afinal, não há nada mais para perguntar, nenhuma dúvida para ser tirada.

Nessa hora, deve caber a você a inciativa de “fechar a conversa”. Como? Reagindo como se tudo já estivesse acertado.

Você não deve perguntar o que ele decidiu, se ele quer comprar, se ele concorda com você, nada disso; parta do pressuposto que aceitou a sua proposta.

Cabe a você, tão somente, tomar a iniciativa das formalidades finais. Desta forma, veja:

Um vendedor abre a pasta, retira bloco de pedidos. Põe sobre a mesa. Olha para gerente, dá um sorriso confiante e, de caneta na mão, pergunta:

— O CNPJ daqui qual é?…

Considerações finais

Há um detalhe, entretanto, que deve ser observado sempre.

Seja qual for resultado do diálogo, tenha você obtido êxito ou não, mantenha uma postura ética. Ganhando ou perdendo, seja ético!

Porque tudo o que você expõe em dez minutos de conversa, pode ou não trazer dividendos pelo resto da vida. Tudo vai depender da imagem que você construir.

Boa sorte!

A verdade que ninguém nunca contou a você sobre aprovação no processo seletivo

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por Ronaldo Lundgren.

Aprovação no processo seletivo

Outro dia estava ouvindo uma mãe dizer que sua única filha é muito estudiosa. Na faculdade, sempre tira excelentes notas. Porém, quando se candidata para algum estágio, é reprovada na entrevista. Já aconteceu diversas vezes.

“A menina é tímida demais. Não consegue expor suas ideias aos entrevistadores”.

    Muita gente tem o sonho de trabalhar em grandes empresas. Desejam construir uma carreira no meio corporativo. Onde terão bons salários, benefícios, desafios, oportunidade de trabalhar no exterior e melhorar sua capacitação profissional. Então, participam de processos de seleção para vaga de emprego.
    A filha dela não está sozinha. Várias pessoas vão bem nas primeiras etapas do processo: análise curricular, testes online, redações, etc. Porém, quando chegam as etapas presenciais, as dificuldades aparecem.

Travou…

    São pessoas introvertidas por natureza. Todas têm dificuldade quando precisam apresentar seus pensamentos. Quando os avaliadores esperam que a pessoa mostre suas ideias, destacando-se dos demais concorrentes, acontece o travamento.
    Sintomas da pessoa travada:

  • Nervosismo;
  • Suor frio;
  • Timidez;
  • As palavras fogem;
  • As ideias desaparecem.

É por isso que o desempenho nas dinâmicas de grupo ficam abaixo do seu potencial. Você pode fazer muito mais. Pode romper o círculo vicioso e parar de ouvir: “Infelizmente, você não foi aprovado”.

Esta sensação é horrível.

O momento da apresentação diante do grupo é uma das maiores dificuldades do processo seletivo. O candidato deve ficar de pé sob os olhares dos recrutadores e dos demais candidatos.E o pior é que você se conhece. Sabe que seu potencial é o ideal para ocupar aquela vaga. Mas sua timidez e seu nervosismo estão lhe limitando. Querer botar pra fora todo o conhecimento, ideias, sentimentos, criatividade, iniciativa e, por uma pequena limitação, não conseguir… é frustrante.

Você precisa desenvolver sua habilidade de falar em público. Superando esta limitação, você vai conseguir o emprego dos sonhos!Falar em público tem se tornado cada vez mais necessário. Seja para o candidato ao novo emprego, seja para quem participa de reuniões, seja para quem vai fazer apresentações pontuais ou mais estruturadas.

Não adianta fugir. Pensar que na hora a inspiração vai surgir é se enganar. Você tem que estudar. Pesquise sobre técnicas de oratória. Leia livros e artigos sobre oratória. Faça um curso de oratória. O objetivo é aprender maneiras simples e eficazes de se comunicar.

Quem não se comunica se trumbica.

Combine conceitos de Comunicação e de Liderança e aplique na sua forma de pensar e agir. Os resultados vão começar a aparecer. Você vai ter sua autoconfiança aumentada.

Um curso de oratória vai lhe ensinar técnicas para controlar a ansiedade, fazer contato visual, usar expressões corporais e tonalidade vocal. Essas habilidades vão lhe dar o diferencial necessário para você se destacar em um processo seletivo.

E agora?

Seu objetivo é aumentar sua confiança e credibilidade. Os recrutadores gostam de pessoas autoconfiantes e bem resolvidas. Pesquise. Melhore sua capacitação na habilidade de falar em público. Você tem potencial. Basta saber comunicar com desenvoltura.

Uma má escrita destrói a produtividade de sua empresa

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Uma má escrita destrói a produtividade da sua empresa

Procurei especificamente pessoas que precisam escrever durante pelo menos duas horas por semana, sem contar com os e-mails

Reportagem da Harvard Business Review, publicada no site Dinheiro Vivo, destacou algumas deficiências na comunicação escrita.


Um motivo oculto de fricção está reduzindo o funcionamento da sua empresa. Os trabalhadores são cúmplices desse fato. E a administração também. E está deixando toda a gente louca. Trata-se da má escrita que se pratica na empresa.

Entrevistei 547 empresários nos três primeiros meses deste ano. Procurei especificamente pessoas que precisam escrever durante pelo menos duas horas por semana, sem contar com os e-mails. Disseram-me que passam em média 25,5 horas semanais lendo coisas necessárias ao seu trabalho. (Cerca de um terço são e-mails.)

E 81 por cento dos entrevistados concordaram em que textos mal escritos lhes fazem perder imenso tempo. A maioria afirmou que aquilo que lê é, com frequência, ineficaz, por ser demasiado extenso, mal organizado, pouco claro, cheio de gíria e impreciso.

Os funcionários de base recebem pouca formação sobre como escrever de maneira concisa, clara e incisiva. Em vez disso, ficam mergulhados em e-mails dos seus superiores escritos sem revisão, relatórios mal editados e manuais para funcionários repletos de gíria.

“81 por cento dos entrevistados concordaram em que textos mal escritos lhes fazem perder imenso tempo”

Os seus próprios hábitos de escrita bastante flexível encaixam-se nesse fato. E toda a empresa se afoga em disparates que reduzem a produtividade.

Vejamos:

Uma escrita vaga dilui a liderança. Há uma década que a Yahoo sofre de hesitação no seu foco de gestão. Agora, a presidente do conselho de administração Marissa Mayer concordou com a venda à Verizon. Aqui está um excerto do e-mail que enviou na ocasião aos funcionários: “…a nossa base de empregados incrivelmente leais e dedicados correspondeu a todos os desafios que se lhes apresentaram pelo caminho. (…) as equipes não só desenvolveram produtos e tecnologias incríveis, como fizeram crescer a Yahoo até se tornar numa das empresas mais icônicas e universalmente apreciadas em todo o mundo. (…) Sinto-me incrivelmente orgulhosa do que alcançamos e sinto-me incrivelmente orgulhosa da nossa equipe. Adoro a Yahoo e acredito em todos vocês.”

Num único parágrafo, foram usadas quatro vezes as palavras “incrível” e “incrivelmente”. Todo este entusiasmo soa a desorientação. Vai ser um desafio para a Yahoo continuar a ser bem-sucedida enquanto empresa integrada na Verizon, e a linguagem oca e feliz não vai certamente inspirar os trabalhadores que ainda não saíram. (O resto do e-mail é igualmente vago.)

Compare-se isto como as comunicações feitas por Tim Cook, da Apple – como aconteceu com a defesa clara e sem recorrer à gíria que ele fez da decisão da empresa não decodificar a cifragem do iPhone de um terrorista.

Clareza

Uma liderança límpida, expressa por escrito, cria adesão e aumenta a produtividade. Por exemplo, quando escrevem e-mails, todos os gestores devem dar o exemplo comunicando exatamente o que querem. O assunto do e-mail e as primeiras duas frases do texto devem transmitir o que de mais importante tem na mensagem. É comum que os trabalhadores que os leem vão ater-se aos fatos essenciais, por isso escrevam o essencial e não os façam perder tempo.

Se os empresários fizerem isto da maneira correta, ganharão fama. Os trabalhadores não desperdiçarão tempo a tentar decifrar as intenções dos seus superiores hierárquicos e meterão mãos ao trabalho a cumprir os objetivos que lhes são definidos.

“Os trabalhadores que os leem vão ater-se aos fatos essenciais, por isso não os façam perder tempo”

Usar de clareza no marketing é dizer aos clientes – e aos trabalhadores – que podem confiar em você. Como é que os seus responsáveis pelo marketing e pelas relações públicas costumam se comunicar? Produzem comunicados de imprensa cheios de gíria própria da indústria e superlativos sem qualquer significado?

Quando a clareza e a verdade são valores essenciais para os elementos do setor comercial, estes podem passar o tempo a apregoar aquilo que funciona, em vez se esconder o que não funciona. Por exemplo, aqui está o que o Google escreve acerca da maneira como trata os seus clientes:

Preciso

Foco dirigido para o usuário e tudo o mais virá a seguir. Desde o início, temo-nos concentrado em proporcionar a melhor experiência possível ao usuário. Quer estejamos concebendo um novo browser para a Internet ou uma nova adaptação da página inicial, pomos todo o cuidado em garantir que, em última análise, eles o servirão a você, mais do que aos nossos próprios objetivos internos ou aos nossos resultados.

Todos os clientes podem compreender isto e soa a verdade. Por isso, os elementos do setor comercial e o resto da empresa podem avançar de uma maneira unida e produtiva.

Uma escrita nebulosa permite um pensamento nebuloso. Uma escrita com clareza utiliza frases bem organizadas, na voz ativa, para explicar o que está acontecendo, o que devia acontecer e o que as pessoas precisam fazer. Contrariamente, a linguagem inexata e na voz passiva é reflexo de lacunas no pensamento.

“Uma escrita nebulosa permite um pensamento nebuloso”

Um bom exemplo é o relatório publicado pelo UMass Donahue Institute acerca da economia resultante da realização dos Jogos Olímpicos de 2024 em Boston. A análise feita na voz passiva esconde quem foi responsável por partes importantes da candidatura, com frases deste tipo:

Há assuntos que necessitarão de ser acompanhados de perto a fim de garantir que o setor público estará protegido de amplos compromissos financeiros.

Até à data, utilizar seguros para proteger uma cidade anfitriã contra as derrapagens dos custos não tem sido amplamente utilizado.

Questões como a de saber quem controlaria as despesas e quem garantiria um hipotético seguro ficam a pairar sobre a candidatura. No final, estas incertezas levaram os cidadãos e os dirigentes políticos de Boston a rejeitar a candidatura à organização dos Jogos Olímpicos.

Conciso

Exigir a utilização de uma linguagem direta e na voz ativa apresenta duas vantagens. Obriga quem escreve a pensar bem naquilo que realmente quer dizer e nos argumentos que pode utilizar como apoio. E permite que as pessoas inteligentes se evidenciem. Quando se valoriza a clareza, os pensadores que a usam ascenderão ao topo.

Uma cultura de escrita com clareza torna os gestores mais produtivos. Significa que o material que é enviado a sua secretária também será de maior clareza. Os gestores seniores podem escolher entre desperdiçar tempo a decifrar a escrita nebulosa do seus subordinados ou poupar esforços substituindo essa cultura por uma que valorize a concisão, a clareza e a objetividade. Vale a pena o esforço porque ele significa que toda a gente que faz parte da empresa – especialmente a administração – acabará por ser mais produtiva.

É hora de limpar todo o lixo que chega às caixas de entrada do seu correio eletrônico e tornar mais eficazes essas 25,5 horas semanais. É hora de se empenhar numa cultura de clareza. Poderá fazer uma grande diferença na maneira mais ou menos harmoniosa como o seu negócio funciona – e pode tornar o seu dia muito menos aborrecido.

Poder da palavra

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por Ronaldo Lundgren.

"Imagine uma caravela atravessando o Atlântico, rumo à Europa, com um valiosíssimo carregamento de ouro. De repente o tempo vira, as ondas crescem, os ventos se agitam num tufão incontrolável e o tesouro afunda. Não há registros do naufrágio, não se sabe onde ocorreu. Quanto vale este tesouro agora inacessível?

Extraído das minas com esforço e sacrifício, seu valor seria enorme se estivesse em uso. Mas lá, repousando no fundo abissal, não vale nada.

Assim é o conhecimento. Anos e anos de estudos, milhares de livros lidos, erudição enciclopédica, de nada adiantam se estiverem sem uso. São como livros empoeirados, sendo comidos pelas traças, trancados nos porões de uma biblioteca. Nada vale o nosso conhecimento se não soubermos expressá-lo no mundo". (Lair Ribeiro)
Quem não se comunica se trumbica.

Comunicação – o poder da palavra

Depois da sobrevivência física, talvez, a comunicação seja a mais básica de todas as necessidades. Para que o conhecimento não fique no fundo da mente, é fundamental ter capacidade de transmitir as ideias, pensamentos e sentimentos a outras pessoas.

Não é só por palavras que a comunicação se estabelece. O tom de voz e a fisiologia (postura corporal) complementam o todo da comunicação. Portanto, a comunicação é feita pelo conjunto de palavras + tom de voz + postura corporal.

 

 

 

 

 

 

 

 

O uso desses 3 ingredientes é simples. Eles fazem parte da capacidade de relacionamento interpessoal de qualquer indivíduo. Normalmente, a palavra recebe mais atenção. O tom de voz e a postura costumam ficar submersos.

Você pode se tornar um bom comunicador

Qual é o segredo dos bons comunicadores? Há pessoas que possuem mais facilidade. Porém, comunicação é arte e ciência. Você pode se tornar um bom comunicador. Basta estudar. Basta querer.

Para o orientador de oratória Acácio Garcia, o “bom orador tem que seguir o binário: em primeiro lugar, ter domínio total do que vai falar e conhecer as técnicas basilares da oratória.

Muitas pessoas dominam bem o assunto, mas não conseguem transmitir a mensagem ao público porque desconhecem algumas regras da oratória, como gestos e postura corretas, voz e respiração adequadas, semblante tranquilo e sorridente”.

Para se tornar um grande comunicador você vai precisar saber o que vai falar, agir com naturalidade e simplicidade. Sobretudo, você deve falar com o coração para atingir o seu público.

Curso de Oratória Básico

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Curso de Oratória Básico

Eu quero!

Eu quero!

Venha melhorar sua capacidade de comunicação. Para liderar, você precisa transpor as barreiras que limitam seu poder de influenciar outras pessoas.

Este Curso de Oratória Básico está preparado para tornar você uma pessoa mais habilitada na arte da oratória.

Em 5 módulos, você terá acesso a uma apostila, contendo as técnicas para uma boa oratória. Em seguida, um vídeo demonstrando aquilo que foi colocado na apostila. Por fim, um trabalho de casa, para por em prática tudo o que você estudou e aprendeu.

Venha participar. Basta preencher o cadastro. Você vai gostar e aprender.

Eu quero!

Travou…

    Saia do grupo das pessoas introvertidas, que têm dificuldade quando precisam apresentar seus pensamentos.
    • Sintomas da pessoa travada:
  • Nervosismo;
  • Suor frio;
  • Timidez;
  • As palavras fogem;
  • As ideias desaparecem.

Eu quero!

Barreiras nas comunicações

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por Ronaldo Lundgren.

barreiras-nas-comunicacoes

Geralmente, quando se fala de barreiras nas comunicações, imaginamos algo como ruídos impedindo que a mensagem chegue ao receptor. Na realidade, existem obstáculos e barreiras muito mais sutis. Eles são difíceis de detectar. Costumam ficar escondidos. Só análises mais aprofundadas poderão revelar.

Essas barreiras são tanto mais forte quanto mais escondidas. Vejamos algumas delas, de modo que você possa identificar uma situação que precise remover esse obstáculo.

Barreiras nas comunicações

1) As opiniões e atitudes do receptor fazem com que ele só ouça ou leia o que lhe interessa. Ocorre também, quando a mensagem é ouvida de modo que coincida com a ideia que ele tem, mesmo se o conteúdo for contrário.

2) O egocentrismo que nos impede enxergar o ponto de vista de quem fala. Também nos leva a rebater tudo que o outro disse, sem ao menos ouvir o que ele quis dizer realmente.

3) A percepção que temos do outro. Percepção que é influenciada por preconceitos e estereótipos. Será que as palavras branco, negro, rico, pobre, árabe, judeu, nordestino, sulista, político, jurista têm, cada uma, uma conotação que nos predispõe a ouvir com atenção ou não, ou a esperar de antemão certas reações de preferência a outras?

4) A competição que leva as pessoas a terem um “monólogo coletivo” ou “diálogo de surdos”. Cada um corta a palavra do outro sem ao menos ouvir o que está dizendo e fazendo questão de se fazer ouvir. Ninguém ouve ninguém.

5) A frustração impede a pessoa de ouvir e entender o que está sendo dito.

6) A transferência inconsciente de sentimentos que tínhamos em relação a uma pessoa parecida com o interlocutor pode ditar uma predisposição favorável ou desfavorável.

7) A projeção que nos leva a emprestar a outrem intenções que nunca teve mas que teríamos no lugar dele.

8) A inibição do receptor em relação ao emissor ou vice-versa.

Lair Ribeiro ressalta o “silêncio” como um indicador de que algo não vai bem.

O silêncio denota que alguma coisa não vai bem. O silêncio pode às vezes ser necessário, mas não por muito tempo, quando se está num diálogo, pois o próprio nome já responde, que são duas pessoas ou mais se comunicando, senão seria um monólogo.
“A vida é um eco, se você não está gostando do que está recebendo, então preste atenção no que você está emitindo”.

Este post tomou por base o livro Relações Humanas na Família e no Trabalho, de Pierre Weil.

3 coisas que os líderes sempre fazem quando falam em público

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por Ronaldo Lundgren.

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3 coisas que os líderes sempre fazem quando falam em público

CREDIT: Getty Images
 
Este artigo é baseado na resposta que Aaron Webber deu à pergunta: “Falar em público faz alguém ser um grande líder?“. Esta pergunta apareceu no site Quora – que é um site que recebe perguntas de qualquer pessoa, para serem respondidas por outras pessoas que tenham algo a contribuir.
 

Falar em público faz alguém ser um grande líder?

A resposta é sim.

São 3 as maneiras que falar bem em público tornam você um grande líder:

  1. A fim de se tornar um orador efetivo, é necessário preparação e prática – muito mais do que você, normalmente, imagina. Um dos grandes oradores que eu conheci me disse que, uma vez, reescreveu o texto do discurso que iria fazer 30 vezes. Grande oradores aparentam que discursam de improviso, sem planejamento. Mas não. O discurso é praticado, treinado. Só depois, executado. Para mim, isto parece liderança.
  2. Falar em público dá o feedback instantaneamente. Se as pessoas começam a se levantar e sair, se elas demonstram impaciência ou cruzam os braços, se passam a olhar os celulares e as redes sociais, por certo você não está conseguindo engajá-las, capturar a atenção, tampouco está transmitindo uma mensagem que vai impactar sua audiência. Ficar ligado nesse feedback. Compreender o que chama a atenção da audiência. Entregar para ela e por ela, o que a audiência espera ouvir, de forma motivadora. De novo, parece ser liderança para mim.
  3. Para ser um grande orador, você precisa conhecer o tema. Precisa falar de dentro da alma, sem desprezar a preparação, o treinamento e o pensamento. O mesmo se dá com a liderança. Você mostra o que você é em um discurso. Melhor ainda: você apresenta em um discurso aquilo em que você se transformou. Quando você não está apenas fazendo uma simples exposição do assunto, mas ao contrário, está falando com base em experiência real, usando anedotas reais, entregando algo com paixão, então as pessoas se engajam e param para ouvir você. O mesmo é verdade para a liderança, exceto que, desta vez, elas irão segui-lo.

É por isso que falar em público é uma boa metáfora para dizer que um grande orador é um grande líder.

Geralmente, grandes líderes são grandes oradores. As capacidades, atitudes e técnicas são comuns a ambos.

10 questões para saber se você é um bom comunicador

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10 questões para saber se você é um bom comunicador

você é um bom comunicador

Saber se comunicar é requisito para uma grande parte dos postos de trabalho.
Por comunicar, entende-se:
  • falar bem em público;
  • escrever bem (e-mail, redes sociais, aplicativos); e
  • escutar bem.

Como você sabe se é um bom comunicador?

A revista eletrônica The Muse publicou um artigo sobre o assunto, destacando algumas perguntas que lhe ajudarão a obter a resposta.

Você tem uma mensagem?

As pessoas são bombardeadas com informações o dia todo. Todos os dias. Tenha certeza de que você sabe o que quer comunicar. Pode ser qualquer coisa, mas lembre:

se você não consegue resumir sua mensagem em uma única frase, você não está sendo claro.

Você usa estórias?

Estórias é uma boa maneira para se conectar com as pessoas emocionalmente. Elas o tornam inesquecível. Procure uma estória que reforce a sua mensagem.

Usa números?

Se contar uma estória não for adequado para a mensagem que você quer transmitir, considere usar dados. É uma forma poderosa de reforçar sua mensagem ou argumento. Procure maneiras interessantes de passar os dados estatísticos para seu interlocutor.

Você usa voz ativa?

Voz ativa coloca você no centro da ação. É mais clara e mais impressionante. Perceba a diferença: “A crise foi resolvida por mim hoje mais cedo, quando uma solução me ocorreu”, e “Eu resolvi a crise com uma solução que criei”.

Usa jargão?

Existem certas expressões que próprias do ambiente onde você convive. Elas simplificam as coisas e o entendimento. Use-as! Contudo, tenha em mente que o uso de jargões pode isolar quem não os conhece.

Você usa clichês?

Clichê não causa impacto. As pessoas já os conhecem. Ao contrário, o uso de clichês desliga a atenção do interlocutor. Pode até servir de motivo de piadas pelas costas.

Você é prolixo?

Fala ou escreve muito para transmitir sua mensagem? Você pode estar sendo enfadonho. Seus e-mail e suas falas devem ser claras, precisas e concisas. Quando perceber que está sendo longo, corte. Reduza o tamanho e o tempo.

Ou você é muito sucinto?

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Ser prolixo não é bom. Ser sucinto, também não. Principalmente, quando estiver tratando com clientes, com novos funcionários ou com pessoas mais velhas. Escreva  ou fale sentenças completas. Use as formas de tratamento adequadas.

Você dedica parte de seu tempo para conhecer com quem se conecta?

Antes de falar ou de escrever, procure saber com quem você vai se comunicar. Dedique um tempo a conhecer seus interlocutores. Isto é um fator crítico para uma boa comunicação.

Você mantém contato regularmente?

É embaraçoso pedir a alguém que você conhece, mas não fala há bom tempo, que lhe consiga um convite para um evento ou que lhe apresente a outra pessoa que você tem interesse. Portanto, procure manter contato regularmente. Inclusive nas mídias sociais.

Conclusão

Uma boa capacidade de comunicação vai lhe ajudar na progressão de sua carreira. Procure se especializar. Faça cursos para compensar suas deficiências.