“Open office” diminui a produtividade dos funcionários

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“Open office” diminui a produtividade dos funcionários, diz estudo

Escritório em formato de plano aberto, sem salas ou mesas individuais, diminui em 72% a interação pessoal dos funcionários

"open office" diminui a produtividade dos funcionários

 

Escritórios abertos, sem paredes e salas individuais, na teoria deveriam melhorar a comunicação entre seus funcionários. Mas, um novo estudo, indica que isso fica apenas na teoria mesmo.

Conduzida pela Harvard Business School, uma pesquisa chegou à conclusão de que os “open offices” (escritórios abertos) chegam a diminuir a interação dos colaboradores em 72%. Esse  tipo de espaço ainda seria responsável por causar uma perda geral na produtividade.

Nos Estados Unidos, por exemplo, 70% dos escritórios de empresas usam esse modelo sem salas individuais, mesas privadas ou espaços fechados. Os funcionários sentam lado a lado, compartilhando mesas e, muitas vezes, trazendo seu próprio computador.

Para o estudo, os pesquisadores acompanharam a reforma de um escritório de uma empresa grande, que integra a lista da Fortune 500. Eles compararam durante um período de 15 dias a forma das pessoas trabalharem e interagirem antes e depois do escritório ganhar o formato de plano aberto. Antes da reforma, os funcionários interagiam por quase 5,8 horas pessoalmente. No cenário posterior, as mesmas pessoas mantinham conversas pessoais por cerca de 1,7 hora por pessoa.

"open office" diminui a produtividade dos funcionários

Buscando a privacidade

Durante o período analisado, esses funcionários passaram a enviar muito mais mensagens para seus colegas (56%). Foi assim que buscaram, segundo os pesquisadores, a privacidade que os espaços privados anteriores proporcionavam. Mensagens instantâneas dispararam, tanto no número total como na contagem total de palavras – 67% e 75%, respectivamente.

Um dos autores do estudo, Ethan S. Bernstein, disse ao Quartz que o novo estudo reforça o argumento de que interações sociais intermitentes, em vez de constantes, otimizam nossa capacidade de resolver problemas complexos. Limites espaciais, diz, ajudam as pessoas a “entender seu ambiente, esclarecendo quem está assistindo e quem não está, quem tem informação e quem não tem, quem pertence e quem não pertence àquela situação, quem controla o quê e quem não, a quem se reportar e a quem não se reportar”.

Outros estudos, inclusive um divulgado neste ano por pesquisadores escandinavos, já haviam mostrado que os “open offices”, além de não gerar maior interação, também diminuem a satisfação geral dos funcionários. Mas, se há tantas evidências de que o formato não funciona, por que as empresas insistem em implementá-lo?

Simplesmente porque é mais barato. Escritórios de plano abertos custam menos que os tradicionais – afinal, é formado apenas por grandes mesões e algumas cadeiras. Também são formatos mais flexíveis, condizentes com uma empresa que está em estágio de crescimento e não sabe se amanhã terá 5 ou 50 funcionários. No final, a conta aqui parece ser outra.

Referência(s)

Este artigo foi publicado em Época Negócios.

A oportunidade por trás dos conflitos no trabalho

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por Daniel Goleman, autor do best-seller “Inteligência Emocional”.

A oportunidade por trás dos conflitos no trabalho

Desacordos, muito comuns no local de trabalho, não precisam ser ruins. Eles se tornam problemáticos quando mudam seu foco para serem “certos” ao invés de serem ouvidos.

Amy Gallo, que publica na Harvard Business Review, tem analisado pesquisas sobre conflitos no trabalho e suas descobertas são surpreendentes: gestores e líderes que consideram conflitos como oportunidades, ao invés de problemas, obtêm benefícios concretos.

Quando as partes em desacordo articulam uma melhor solução para um desafio, os resultados criativos podem surgir – um misto de visões opostas, ou algo completamente novo.

Isso, por sua vez, fortalece seus relacionamentos, à medida que os trabalhadores entendem e apreciam as ideias divergentes dos seus colegas e os processos de pensamento originais.

Planejamento

Se você está prestes a começar uma discussão no trabalho, o planejamento pode ser uma ferramenta poderosa para tornar essas visões conflitantes produtivas.

Quando você antecipa uma reunião ou conversa que é provável que seja um desafio, pense nos seus pontos principais e certifique-se de que você é capaz de expressá-los de forma clara e direta.

Tanto quanto possível, pense sobre a situação em termos positivos: oportunidades de crescimento, em oposição a uma lista de deficiências. Tome tempo para considerar o outro lado da moeda. Mas, continue ciente de seus próprios sentimentos e reações.

Há uma boa chance de que seus colegas de trabalho desejem que a empresa tenha sucesso, assim como você faz.

Por que eles pensam que uma certa abordagem é melhor? Por que sua perspectiva o incomoda? Observe seu estado emocional durante essas conversas e esteja disposto a comprometer-se.

Claro, as cabeças mais frias nem sempre prevalecem, e os desentendimentos podem resultar em frustração ou ressentimento. Nesse caso, a inteligência emocional torna-se particularmente importante.

Competências

A fim de resolver um conflito, você precisa de uma série de competências, tais como:

  • autoconsciência;
  • habilidades de gerenciamento de conflitos;
  • conscientização organizacional;
  • influência; e
  • liderança inspiradora.

Ser capaz de exercer esse conjunto de competências, à medida que você navega entre complexidades e relacionamentos, lhe ajudarão

Para tornar o conflito produtivo, vê-lo como uma experiência de aprendizagem, não um concurso. A liderança emocionalmente inteligente começa com a permanência clara sobre o objetivo geral de uma organização ou empreendimento. Manter o foco em objetivos estratégicos evita que o conflito mude para ataques prejudiciais ao indivíduo. Não só pode ser benéfico para as relações de todos os envolvidos, mas também mantém a conversa no tópico, em direção a uma resolução produtiva.

A fricção é essencial para o movimento. Como um carro girando suas rodas em uma estrada gelada, um local de trabalho com desentendimento corre o risco de ficar para trás. As competências de inteligência emocional, como o gerenciamento de conflitos, a empatia e a autoconsciência, podem fornecer a orientação necessária ao desacordo em uma força produtiva que impulsiona a inovação e o sucesso.

Considerações finais

E a ferramenta mais essencial? Escutar. Mesmo se você ainda discordar, a outra pessoa terá a chance de expressar sua opinião.

Referência(s)

Korn Ferry.

Como quebrar maus hábitos e se preparar para o sucesso

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por Ronaldo Lundgren.

quebrar maus hábitos

Como quebrar maus hábitos e se preparar para o sucesso

"Correntes de hábitos são leves demais para serem sentidas até que estejam pesadas demais para serem quebradas." - Warren Buffet

Você pode ser bem-sucedido em qualquer tarefa que deseje praticar, desde que os maus hábitos não interfiram no processo. Ter uma alimentação saudável, ser produtivo, obter resultados de qualidade – tudo é possível.

A única coisa é que maus hábitos continuam roubando sua valiosa energia. Eles lhe atraem até que você se renda. Você tenta resistir porém, na maioria das vezes, sucumbe.

Hábitos são a maneira de o cérebro nos ajudar, estabelecendo um padrão que os neurônios podem seguir. Eles nos colocam no piloto automático. Os hábitos podem ser seus servos ou mestres.

A maioria das pessoas, inconscientemente, permite que os hábitos sejam seus mestres. Elas até “incentivam” os maus hábitos. É por isto que dedicam mais tempo na frente de seus smartphones ou telas de TV, em vez de fazerem seus trabalhos. Que se estressam para concluir uma obrigação porque não conseguem quebrar a procrastinação. Elas lutam contra o peso porque não conseguem parar seus maus hábitos alimentares.

Elas se sentem bem quando fazem essas atividades, mas se sentem mal depois. Elas prometem quebrar o mau hábito, mas não podem resistir à tentação. Elas prometem fazê-lo amanhã, mas não persistem e deixam que a ideia desapareça no ar.

Não há nada para se envergonhar quando você tem maus hábitos. Todo mundo tem. Eu também tenho.

Todo mundo tem problema

Nas palavras de Benjamin Hardy – autor do best-seller “Will Power Doesn’t Work”,

“Se você não pode admitir que tem um problema, você não está pronto para mudar. Se você ainda não acredita que tem um problema, então as conseqüências negativas do seu comportamento não se tornaram suficientemente reais para você. Se você continua indo contra seu instinto, eventualmente, sua vida se tornará caótica”.

Estar aberto para quebrar hábitos ruins coloca você contra a maioria das pessoas que negam ter maus hábitos. Você não pode mudar alguma coisa se não aceitar que algo tem que mudar.

Pequenos comportamentos inadequados, quando feitos com frequência, impactam negativamente a longo prazo. Seus maus hábitos podem afetar sua produtividade.

Muitos não aceitam que os resultados que colhem hoje são frutos do que fazem repetidamente. Não admira que apenas alguns beneficiem do poder dos hábitos.

É hora de descartar seus maus hábitos

"Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos". (Filipenses 4:8)

Hábitos Adeus.

Os hábitos são difíceis de mudar porque já estão enraizados no seu sistema. Fazer as coisas regularmente condiciona seus neurônios para automatizar a ação.

É por isso que seu cérebro não exerce um esforço consciente quando você realiza seu rotina diária.

Maus hábitos são ímãs que lhe afastam de seus objetivos. Eles diminuem o seu crescimento. Muitas pessoas gostariam de detê-los. Apesar de seus melhores esforços, eles são incapazes de mudar. Seus hábitos os levam na direção que eles não querem.

Maus hábitos são difíceis de quebrar porque eles fazem uma pessoa se sentir bem.

O psicólogo e neurocientista Dr. Russell Poldrack disse que os hábitos baseados no prazer são mais difíceis de quebrar. O cérebro libera uma dopamina química quando experimenta um comportamento agradável. Ele disse:

“Se você faz algo repetidamente, e a dopamina está presente quando você está fazendo isso, isso fortalece ainda mais o hábito. Quando você não está fazendo essas coisas, a dopamina cria o desejo de fazer isso de novo.”

As pessoas têm hábitos diferentes e, portanto, a maneira de quebrá-las difere de pessoa para pessoa.

É preciso muita tentativa e erro antes que você possa descobrir o que funciona para você. Não há uma fórmula que ajude essa descoberta.

Pesquisas mostram que 66 dias é o tempo médio para uma pessoa formar um hábito. Varia de 18 a 254 dias para ele se incorporar no subconsciente.

Aqui estão algumas formas apoiadas pela ciência que podem ajudar a quebrar seus maus hábitos ou pelo menos minimizar sua existência:

Reconheça o Círculo que Impede seu Progresso

Seja devorando um pacote de batatas fritas ou procrastinando, você tem um mau hábito que quer quebrar.

Charles Duhigg compartilhou o conceito de “círculo do hábito” em seu livro best-seller, “Power of Habits“. Ele explicou que o hábito consiste em três partes:

  • uma rotina;
  • uma recompensa; e
  • uma sugestão.

Depois de identificar cada parte, você pode adaptar maneiras de combater ou substituir esses hábitos.

Rotina

A primeira é identificar o comportamento que você deseja alterar ou sua rotina. É quando você pega seu telefone e foca nas mídias sociais em vez de fazer o que precisa. É quando você tira um longo cochilo mesmo que você tenha uma tarefa a fazer. É quando você pega uma caixa de biscoitos mesmo sabendo que tem que comer salada.

Essa rotina rouba seu tempo que poderia dedicar a tarefas mais importantes. Reconhecer a rotina que impede sua melhoria é a chave para corrigi-la.

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Recompensa

Em seguida é identificar a recompensa que você recebe da rotina. É o que faz você repetir a atividade. É o prazer que você recebe ao fazê-lo.

Duhigg disse para testar hipóteses diferentes para descobrir o que impulsiona seu desejo. Ao testar, altere algumas variáveis como o local, o horário ou o objeto envolvido no hábito.

Após cada experiência, escreva três palavras que você possa associar à atividade.

O que te faz satisfeito fazendo isso?

  • É o sabor salgado dos chips? é crocante? a textura?
  • É a fofoca da mídia social? o meme engraçado? as atualizações de amigos?
  • É a quietude da sua soneca? a suavidade da cama? o cheiro do quarto?

Anotar as palavras pode ajudá-lo a lembrar os pensamentos que envolvem essa experiência. Depois de identificar a recompensa, você pode encontrar outra atividade para substituí-la.

Sugestão

A sugestão é o que desencadeia o comportamento habitual. Certo tempo, lugar, atividade, emoção ou pessoas podem desencadear hábitos. Fazer um plano para evitar o que os desencadeia pode criar uma diferença.

O que os olhos não vêem, o coração não sente.

Muitas pessoas querem parar de comer batatas não saudáveis, mas não conseguem parar de comprá-las. Você pode desenvolver um princípio “fora da vista, fora da mente“. Quando você não vê esse desejo, é mais fácil ignorá-lo. Limite seu contato com ele.

Para descobrir a sugestão, Duhigg sugere escrever cinco coisas quando a vontade chegar. Para ter uma imagem clara, identifique as cinco categorias:

  • localização;
  • tempo;
  • emoção;
  • pessoas; e
  • ação anterior.

Rastreie a atividade por pelo menos três dias até encontrar o padrão recorrente.

Se o seu mau hábito estiver no seu telefone por um longo tempo, estude as pistas envolvidas.

Tempo: Existe uma certa hora do dia em que você faz isso?
Pessoas: Há pessoas envolvidas quando você faz isso?
Emoção: Você está agitado ou entediado e se refugia no telefone?

Ação anterior: O que você fez antes de pegar seu telefone? Qual ação provocou que você escolhesse?
Localização: Existe uma parte da casa onde você sempre faz isso?

Depois de identificar seu círculo de hábitos, faça um brainstorm de possíveis atividades para substituir esse comportamento. Você pode testar mudando a gatilho que conduz o hábito.

Convença-se a usar “eu não” em vez de “eu não posso”

Pesquisadores da Universidade de Houston realizaram um experimento com pessoas que queriam emagrecer. Instruíram um grupo a usar “eu não posso” enquanto o outro usava “eu não”. Após o estudo, eles receberam uma barra de granola ou chocolate. Os 39% das pessoas que usaram “Não posso” escolheram a barra de granola. Por outro lado, 64% das pessoas que usaram “Eu não” fugiram da barra de chocolate.

Este experimento demonstra a importância da escolha de palavras e como isso pode afetar a motivação de uma pessoa.

Em vez de dizer: “Eu não posso comer batata frita”, refaça-a como “Eu não como batata frita”. É uma espécie de convencimento de que você realmente não quer adotar o comportamento.

Suas palavras são poderosas. O que você pronuncia envia sinais para o seu cérebro sobre o que seguir. Escolha palavras que possam ajudá-lo em uma situação. Tome cuidado extra com a forma como você usa “Eu não uso”. Use-o em situações que possam atendê-lo bem.

Como Joyce Meyers disse:

“Palavras são recipientes de poder, você escolhe o tipo de poder que elas carregam.”

A chave aqui é consistência e alinhamento de suas palavras com os comportamentos vitais que você quer promover. Anthony Moore disse: “Alcançar a vida dos seus sonhos e experimentar uma evolução pessoal contínua significa compromisso com o longo prazo”.

Crie novas conexões neurais que seu cérebro vai adorar

“As pessoas constroem uma vida, ela torna-se insatisfatória e querem descobrir como mudá-la, esperando que seja tão fácil como se troca de roupa. Mas você não pode mudar a vida do lado de fora. ”- James Altucher

Parar qualquer coisa pode ser difícil. O psicólogo Timothy Pychyl disse que, para quebrar um mau hábito, é preciso estabelecer um novo hábito.

Quando os hábitos são formados, os neurônios no cérebro seguem um padrão que facilita a atividade. Esse padrão é difícil de quebrar. Para enfraquecê-lo, você deve estabelecer um novo hábito.

Seus neurônios, gradualmente, criarão uma nova conexão, que se tornará um padrão quando o comportamento for promovido de forma consistente.

O neurocientista Elliot Berkman também confirma que, para o cérebro, é mais fácil fazer algo novo do que parar de fazer a atividade habitual.

Quando você decide substituir seu mau hábito, pense na nova atividade por um tempo. Se você quiser algumas alterações para o próximo mês, comece a pensar sobre essas mudanças agora. Exponha-se aos detalhes envolvidos na nova atividade. Eduque-se sobre o assunto. Ao fazer isso, você está preparando seu subconsciente para a transição que está prestes a lançar.

<<< Confira: 8 Poderosos hábitos de Sucesso >>>

Quanto mais tempo você tiver o hábito, mais difícil será substituí-lo. Muitas pessoas não podem suportar o processo de transição. Eles cedem facilmente aos desejos de seu corpo.

Mas as pessoas motivadas o suficiente para mudar são capazes de ter sucesso.

Você não precisa ir devagar

“Você não pode ler sobre exercícios físicos. Você tem que fazer. ”- Gary Vaynerchuk

Quando se trata de quebrar um hábito, muitas vezes se ouvem conselhos como: “vá devagar”. Eles dizem, por exemplo: Se você quiser parar de comer junk, corte primeiro o açúcar, depois a gordura e assim por diante.

Mas pesquisas recentes em neurociência sugerem que a lentidão pode limitar nossa capacidade de quebrar o hábito. Elas dizem que lidar com vários maus hábitos ao mesmo tempo é eficaz se eles estão intimamente ligados.

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Você se encontra dormindo à tarde enquanto navega no seu telefone? Ou talvez você goste de comer enquanto assiste o programa que fez você ganhar peso?

Você pode trabalhar em ambos ao mesmo tempo identificando a conexão. Embora sejam duas atividades diferentes, elas estão intimamente relacionadas. Ambas afetam uma determinada área da sua vida e desempenho.

Lidar com eles ao mesmo tempo pode aumentar sua capacidade e disciplina. Você sempre pode melhorar com prática repetida e esforço consciente. Sua responsabilidade pode levá-lo ao nível desejado.

Também é importante alinhar seu ambiente com os novos hábitos que você deseja desenvolver. James Clear chama isso de catalisador. Como ele disse, “o ambiente certo é como um catalisador para seus hábitos e diminui a energia de ativação necessária para iniciar um bom hábito”.

Ativar o semáforo vermelho no seu cérebro

Os únicos hábitos que você nunca muda são aqueles que você não faz nada para mudar. - Wess Roberts

Nicole Calakos, uma das pesquisadoras da Duke University, treinou ratos para desenvolver hábitos. Estes ratos foram condicionados a pressionar uma alavanca, sempre que quisessem receber um tratamento.

Eles compararam os cérebros dos ratos treinados com os não treinados e procuraram padrões. Eles descobriram que há dois tipos de células com números aproximadamente iguais – um que aciona o sinal de “ir” e outros gatilhos “param“.

Eles testaram os dois grupos usando o mesmo experimento de alavanca. Os ratos não treinados são melhores em resistir porque seu sinal de “parada” veio primeiro. Enquanto os cérebros de camundongos treinados ativam o sinal de “ir” primeiro por causa dos hábitos que eles formaram.

Quando os comportamentos são repetidos, o gatilho “IR” se torna forte e é ativado quando solicitado. Reduzir a exposição à atividade pode reduzir lentamente a capacidade do sinal “ir” no cérebro. Isso é bom para quebrar maus hábitos.

Quando você se lembra de parar o comportamento, o sinal de avanço não é reforçado. Quando o sinal de partida não é ativado com frequência, o hábito se torna fraco com o tempo.

Eles vão quebrar você ou você vai quebrá-los

"Cultive apenas os hábitos que lhe fazem bem." - Elbert Hubbard

Mudar o que você habitualmente faz pode ser um desafio. A maioria das pessoas não consegue. As pessoas que não desanimam facilmente conseguem superá-las.

Hábitos podem trabalhar a seu favor. Eles podem fazer você trabalhar mais rápido. Você pode ser eficiente em qualquer atividade que decidir fazer.

Mas os hábitos podem prejudicar seu progresso também. Muitas pessoas são limitadas para alcançar seus objetivos. Elas deixam os maus hábitos prosperarem. Elas não exercitam seu controle muscular que resiste a tentações.

Os campeões do mundo são pessoas que estão dispostas a sacrificar o conforto para vencer.

Quebrar os maus hábitos pode ser doloroso no começo. Mas você se torna um vencedor quando sofre a dor e o sofrimento no treinamento. Você pode recuperar e reparar a lesão causada pelos maus hábitos.

Se não der certo na primeira tentativa, tudo bem. Permita que suas falhas o inspirem a redobrar seus esforços, instilar novos hábitos e buscar desafios para melhorar a si mesmo.

Quando você enfrenta suas lutas, você se torna mais forte e mais capaz de enfrentar a próxima fase.

Antes que você perceba, esses maus hábitos são agora parte da história. Eles não entram mais no seu caminho. Eles não te escravizam. Eles não ditam suas ações.

Em vez disso, você lidera o caminho.

Quer melhorar seu desempenho?

Eu criei uma lista de verificação para ajudá-lo a descobrir se você está operando com base em seus impulsos internos. Se você é conduzido para dentro, seu desempenho e sua vida se tornam melhores.

Aqui está a folha de dicas para você!

Referências

Este artigo foi publicado, primeiramente, em The Startup, Medium’s largest entrepreneurship publication followed by 320,924+ people.

Como tomar decisões com base na sua intuição

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por Melody Wilding.

Como tomar decisões com base na sua intuição

Você já teve a experiência de saber que uma situação simplesmente não parece correta? Você sabe como é: aquela sensação incômoda de que algo está errado? 

Meu instinto começou a sussurrar para mim no início da minha carreira. Na época, eu racionalizei que a pressão extrema que senti foi um efeito colateral da minha própria inadequação, não o resultado de uma cultura de escritório tóxica. “Se eu apenas trabalhar mais e persistir, melhorará“, eu disse a mim mesma.

Mas com o passar dos meses, desenvolvi um profundo conhecimento de que não era o caminho certo para mim. E aí, já não podia mais ignorar minha intuição. Uma sensação de medo persistente me seguiu em todos os lugares. Sem receio, deixei aquele trabalho para começar o meu próprio negócio. Absolutamente, foi a melhor escolha. Eu sabia que meu instinto poderia ser confiável para me guiar.

“E aí, já não podia mais ignorar minha intuição”.

Pesquisas mostram que usar a intuição nos ajuda a tomar decisões melhores e nos dá mais confiança nelas. Isso pode surpreender as pessoas que não consideram a intuição no seu dia-a-dia.

Na realidade, a intuição é uma habilidade poderosa, apoiada cientificamente. Aprender a confiar no seu instinto pode ser uma vantagem competitiva nos negócios e na vida.

O que é intuição?

Os psicólogos definem a intuição como “compreensão imediata, conhecimento ou consciência, não derivada da percepção nem do raciocínio“. É um sentimento automático e sem esforço que, muitas vezes, o motiva rapidamente a agir.

Como empreendedora, ao trabalhar com meus clientes, confio em meus instintos o tempo todo.

Parte do meu trabalho é trazer ordem e estrutura para os pensamentos e comportamentos dos outros. Para fazer isso, canalizo minhas energias para demonstrar empatia e sensibilidade. Eu também uso minha intuição. Ela me ajuda a chegar à fonte do que realmente incomoda alguém – mesmo que ele não consiga encontrar as palavras para se exprimir.

Intuição é… compreensão imediata, conhecimento ou consciência, não derivada da percepção nem do raciocínio.

Você colherá benefícios ao aperfeiçoar sua intuição. Por exemplo, quando fizer um discurso ou uma apresentação, habitue-se a fazer uma “leitura” na sala. Assim, você pode customizar seus pontos de modo que eles ressoem com sucesso para seu público-alvo.

Se você estiver envolvido no desenvolvimento de um novo produto e não tiver certeza sobre como escolher entre as soluções, recorrer à intuição pode orientar seu processo criativo na direção certa.

A intuição é uma habilidade deliberada que pode ser desenvolvida. Depois de aperfeiçoada, ela é aplicável em muitas situações. Ela lhe ajuda a escolher um plano de carreira, por exemplo. Em momentos de pressão, ela auxilia nos julgamentos, bem como nas respostas a perguntas complicadas.

Siga seus Instintos

Evidências informais revelam que os cientistas frequentemente fazem descobertas “acidentalmente”.

Quando os cientistas mantêm uma mente aberta e curiosa, eles são mais capazes de identificar padrões e criar conexões criativas. Este tipo de inovação por palpite é responsável por descobertas incríveis como a penicilina e o teflon.

Embora muitas pessoas digam que preferem tomar decisões de forma racional, elas não se dão conta de quanto é fácil para a mente ficar sobrecarregada de dados.

Uma pesquisa demonstrou o poder de usar a intuição, em vez de ignorá-la e usar apenas informações racionais. Neste estudo, os compradores de carros que confiaram apenas na análise das informações disponíveis ficaram satisfeitos com suas compras em cerca de um quarto do tempo.

Enquanto isso, aqueles que fizeram compras intuitivas ficaram felizes em 60% das vezes. Isso porque confiar em amostras de dados menores permite que nossos cérebros tomem boas decisões, mesmo na falta de muita informação.

O instinto torna a tomada de decisões mais rápida e fácil. Mas isso por si só não é o motivo de ele ser tão poderoso. Confiar em seu instinto também pode levar a decisões que resultam em melhores resultados.

Balanceamento de Coração e Cabeça

Uma de minhas clientes, Norah, me disse que estava pensando em deixar o emprego, mas não conseguia tomar uma decisão final.

Ela não queria fazer algo de que pudesse se arrepender. Já havia passado por todos os exercícios analíticos em que conseguia pensar: uma lista pró/contra; conversado com uma amiga; e imaginado como seria se ela ficasse no emprego versus se ela fosse embora.

A única coisa que ela não fez, porém, foi entrar em sintonia com sua intuição.

Norah estava cercada pelo estresse e por barulho ao analisar a situação. Ela não parou para fazer um teste de intuição. Quando ela fez, descobriu que sua intuição estava sinalizando alto e claro.

Eu perguntei a ela simplesmente: “A ideia de sair parece um ‘forte sim’ ou apenas um ‘sim’?”

Quando Norah pensou em continuar no emprego, sentiu uma pontada de alerta e teve até uma reação fisiológica. Quando ela pensou em ir embora, seu comportamento fez um 180 graus. Ela se recostou na cadeira e sentiu uma profunda sensação de alívio.

Solicitar a ajuda da sua intuição em decisões importantes como essa pode parecer ilógico, mas na verdade é o momento perfeito para ouvi-la.
Mesmo que sua mente tenha racionalizado todas as razões pelas quais você deveria permanecer em um emprego ou um relacionamento, seu instinto tem escutado e catalogado todos os sinais e bandeiras vermelhas.

Como holisticamente aprimorar sua intuição

A intuição pode ser desenvolvida como uma habilidade de tomada de decisão.

Para refinar sua sensibilidade aos instintos, é essencial criar espaço para a intuição crescer, assim como praticar técnicas para prestar mais atenção a ela.

Algumas pessoas nascem com grandes habilidades intuitivas. Há evidências de que as mulheres, em particular, têm uma forte intuição porque (a partir de uma perspectiva evolucionária) elas precisavam de um forte senso de consciência para proteger seus filhos do perigo.

Habilidades intuitivas também podem ser afetadas por experiências que ocorrem durante períodos de crescimento emocional. Se alguém experimenta uma infância traumática, é provável que ele experimente dúvidas excessivas e abafe sua voz interior por autoproteção. O bom é saber que é possível aprender a confiar em sua intuição.

Para a maioria das pessoas, o trabalho de aperfeiçoar sua intuição requer apenas mudanças pequenas e habituais. Aqui estão algumas maneiras de praticar o desenvolvimento de sua habilidade:

1. Coloque a Intuição à frente e no centro

As empresas que dizem que adotam a intuição nem sempre se organizam de modo a permitir que ela seja usada.

Se você é um líder que deseja que a intuição desempenhe um papel em sua organização ou em sua equipe, ajuste seus cronogramas de acordo. Se os prazos são rigorosos e fixos, a criatividade não pode prosperar.

Em seguida, incentive sua equipe a começar a pensar de forma intuitiva e a realizar testes no instinto. Para explorar o que isso significa, considere mudar a maneira de tomar decisões. Se uma decisão geralmente vem depois de uma análise intensiva, experimente usar uma combinação de dados e um pensamento intuitivo.

Em particular, faça um esforço coletivo para ouvir mais. Não despreze sentimentos ou palpites. Qualquer equipe naturalmente tem um mix de pessoas cada vez menos intuitivas. Ao expandir sua intuição coletiva, você reforça suas habilidades individuais também.

2. Use o Teste de Julgamento de Encaixe

Tente este exercício para praticar a tomada de decisão com uma pergunta que você está deliberando:

  • Escreva uma simples pergunta sim / não em um pedaço de papel.
  • Certifique-se de que a questão é acionável e não teórica.
  • Por exemplo, em vez de “Não gosto do meu chefe?”, escreva: “Devo sair do meu trabalho?”
  • Escreva “sim / não” abaixo da pergunta e deixe uma caneta por perto.

Agora vá fazer outra coisa por algumas horas. Quando você se deparar com o pedaço de papel, pegue a caneta e feche os olhos. Em seguida, abra-os e circule imediatamente sua resposta.

Este exercício baseia-se na precisão do pensamento rápido do instinto. Pode não ser uma resposta que você goste, especialmente se a pergunta for grande, mas há uma boa chance de você se forçar a responder honestamente.

É uma boa maneira de esclarecer a situação, independentemente de como você decide agir.

3. Crie espaço para reflexão

A intuição não pode florescer em ambientes movimentados e barulhentos – seja no trabalho, durante seu trajeto ou em casa.

Para realmente ouvir a percepção que vem de dentro, você precisa construir a tempo para refletir sobre suas experiências. Isso parece mais fácil de dizer do que fazer.

Porque reconheço que a intuição desempenha um papel importante em minha vida, eu construo o tempo de reflexão em minha agenda. Eu reservo um tempo entre reuniões. Desta forma, ajusto minhas rotinas de manhã e à noite para que eu tenha tempo para relaxar e refletir.

Outras ferramentas para reflexão incluem registro no diário, fazer caminhadas para limpar a cabeça e cultivar uma prática de meditação ou atenção plena.

Uma simples técnica de meditação é simplesmente usar um momento para se tornar consciente de como você se sente. Examinando regularmente seu corpo e checando seus sentimentos, você pode entrar em contato com o que seu instinto está dizendo.

A natureza transformadora e expansiva da intuição

Sua capacidade intuitiva está crescendo enquanto você lê isso. Isso nunca para. Essa é a beleza desta incrível ferramenta.

Quando aproveitamos e aplicamos a intuição, somos capazes de tomar decisões com mais rapidez e conforto. Muitas vezes, tomamos decisões que têm mais resultados bem-sucedidos. E com o tempo, nossa capacidade de perceber e usar nossa intuição aumenta – e assim aumentam os benefícios.

Estou interessada no meu conhecimento do mundo, e confio no meu instinto. Agora, vejo minha intuição como um diferenciador central em meu trabalho. Um enorme corpo de pesquisa científica crescente mostra que a intuição é mais poderosa do que jamais imaginada.

Claro, você provavelmente teve um sentimento sobre isso o tempo todo.

Referência(s)

How to Make Better Decisions by Improving Your Intuition, de Melody Wilding – Human Behavior professor. Coach.

Mundo das Mensagens.

Akashic Records Institute.

Inspiração para superar dificuldades

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por Ronaldo Lundgren.

Inspiração para superar dificuldades

Inspiração para superar dificuldades

A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda

Para Maria Elizabeth Ferreira “essa frase sintetiza o sentido da motivação. Podemos cair, sim, muitas vezes na vida. Mas o valor está em nos levantar após cada queda, firmes no propósito, perseverantes na esperança de alcançarmos a nossa tão sonhada meta”.

Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima. (Jorge Aragão)

Elizabeth também afirma que o “verdadeiro valor do ser humano não é evitar as quedas ao longo da vida, mas sim ter força e a vontade em se levantar. Não nos importemos em cometer erros; errar faz parte da vida.

Errar é humano. Aprender com os erros, essa é a mensagem principal“.

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha

Inspiração para superar dificuldades

O pouco que você faz ajuda a mudar o mundo a sua volta. O texto de Paiva Netto, tratando sobre desperdício merece nossa atenção. Para Paiva Netto,

Urge impedir o desperdício. É providência sensata, humanitária, em todas as áreas e das mais diferentes classes sociais. É um crime, por exemplo, deixar estragar alimentos, quando milhões de pessoas ainda passam fome.

Quantas pessoas esbarramos diariamente nas ruas das cidades brasileiras? Quantas lhe agradeceriam por receber um prato de comida?

O dr. Alan Bojanicn, no mesmo texto de Paiva, chamou a atenção para esse fato:

“A FAO fez um estudo amplo para ver a porcentagem de perdas de alimentos no mundo. Temos uma cifra que é muito — vamos dizer — dolorosa! Depois que o produto é coletado, até chegar ao consumidor, e mesmo na casa dos consumidores, temos perdas muito altas. É quase um terço de toda a produção mundial que vai — se pode dizer — para o lixo. Uma produção muito importante, que tem implicações de todo tipo, em primeiro lugar, humanitárias, porque é comida que poderia ser dada para muitas pessoas carentes. É um absurdo ambiental, pois muita energia foi gasta na produção. E também tem a ver com a ineficiência econômica. Então, é um absurdo humanitário, ambiental e econômico-financeiro.

O pouco que cada um faz, voltado para a melhoria da qualidade de vida, torna-se um muito para o ambiente a sua volta. Paiva Netto defende que “a migalha de hoje é a farta refeição de amanhã. Reflitamos sobre isso”.

Só tem direito a descansar quem terminou a caminhada

Era o ano de 1994. Eu me encontrava em Lusaka, capital da Zâmbia. País colonizado pela Inglaterra, vizinho de Angola, onde eu servia como Observador Militar da ONU.

Em Lusaka, eu fazia parte da comitiva da ONU que mediava o acordo de paz entre o governo de Angola e a UNITA. Depois de mais de 20 anos de guerra interna, foi assinado o Protocolo de Lusaka, que pretendia por fim ao conflito.

Na última reunião antes do ato formal da assinatura do acordo, o  antigo secretário-geral da UNITA, Eugénio  Manuvakola, Chefe da delegação, olhando para as partes presentes proferiu esta frase:

“Só tem direito a descansar quem terminou a caminhada”.

Nunca a tinha ouvido antes. Mas me marcou bastante. Manuvakola explicou, de forma simples, que a assinatura do Protocolo não caracterizava o término da caminhada. Portanto, os angolanos ainda não tinham o direito a descansar. Precisavam tornar o Acordo em realidade.

Manuvakola estava certo. Ele pagou caro a “ousadia” de rubricar o acordo. O Protocolo de Lusaka não prosperou. Consta que chegou a ser preso, tendo fugido da área dominada pela UNITA indo para Luanda, onde criou a extinta UNITA-Renovada.

Considerações finais

A ousadia é a metade da vitória e quem temer ao inimigo já vai vencido. Dificuldades e obstáculos existem na vida de qualquer pessoa. Para buscar forças a fim de superá-los, é bom ter por perto alguns exemplos e frases que ajudem a estimular.

Essas são algumas que compartilhei com você. Construa a sua própria. E não perca a esperança.

Referências

Sítio Pensador – Roberto Shinyashiki – Confúcio – Oliver Goldsmith

Não dá pra contar apenas com a sua força de vontade

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por Ronaldo Lundgren.

Não dá pra contar apenas com a sua força de vontade

Alcance o sucesso usando outros sistemas

“Desejo é essencial para motivação. Mas, é a determinação e o comprometimento na busca implacável de seu objetivo que lhe capacitarão a conquistar o sucesso que procura”. (Mario Andretti)

Não se culpe se sua força de vontade estiver em baixa.

Não confie apenas na vontade

Não confie na força de vontade para cumprir suas tarefas.

Dê menos importância aos artigos que falam sobre pessoas altamente produtivas. Gente que acorda muito cedo e aproveita o tempo para fazer um milhão de coisas enquanto você ainda dorme. Não confie na força de vontade para cumprir suas tarefas.

Não importa se você é mais produtivo do que alguém conhecido. Nem tão pouco se pode assumir qualquer tarefa. Não confie na força de vontade.

Você pode ter o melhor sistema para realizar suas tarefas diárias. Você pode organizar seu tempo de maneira perfeita. Você pode ter um completo autoconhecimento, conhecendo seus pontos fortes e os fracos também. Não confie na força de vontade.

O que diz a literatura…

Essas pessoas altamente eficazes podem acordar mais cedo para fazer o dia render mais. Podem concluir suas tarefas diárias, retirando-as da lista do que “tem que ser feito”. Porém, não é a força de vontade que as torna mais eficazes. Possuir uma poderosa força de vontade é um efeito secundário em ser altamente eficaz.

À medida que você executa tarefas mais difíceis, fica mais fácil encarar outras tarefas grandes e difíceis.

A literatura sobre força de vontade concentra-se em maneiras de fazer coisas maiores e mais difíceis. Contudo, ela não orienta para, primeiramente, focar naquelas tarefas menores e menos difíceis. Como consequência, temos um grupo de pessoas que sabem como aumentar suas respectivas forças de vontade, mas não sabem aplicá-las para se tornarem pessoas mais eficazes.

Você não precisa de força de vontade para ter sucesso. Você precisa de sistemas.

A força de vontade aumenta e diminui. Uma força de vontade eficaz leva tempo para construir. É melhor ver sua força de vontade como um bônus extra em cima dos sistemas básicos que lhe permitem ter sucesso. Mesmo quando sua força de vontade falha.

Sistemas de Responsabilidade

“Os perdedores têm objetivos. Os vencedores têm sistemas.” Scott Adams

Os sistemas de responsabilidade se utilizam dos valores que você tem para “lembrá-lo” de suas próprias obrigações. O componente importante aqui é que o sistema de responsabilidade trabalha com seus valores.

Entenda o que o motiva (e o que você quer evitar) para escolher o melhor sistema possível. Por exemplo, você pode ter vergonha da ideia de que seus colegas lhe vejam como um “vacilão”.

Ao contrário, você é do tipo que cumpre sua palavra. Você valoriza seu orgulho e sua capacidade de ser uma pessoa que faz aquilo que disse que vai fazer. Você se sente frustrado com os tipos de pessoas que dizem que vão escrever um livro, abrir um negócio ou perder peso, mas nunca fazem. Eles só falam sobre fazer, mas não fazem.

Se você tem vergonha ao falhar, adote a postura de anunciar publicamente suas metas. Deixe claro que você as executará. Caso não consiga fazê-las, isso o relega à classe das pessoas que não cumprem seus compromissos. Isto é algo que você teme.

Se você é do tipo acanhado e quer mudar, escolha aplicar recursos em sua própria capacitação, por exemplo. Contrate um coach ou matricule-se em algum curso. Faça um investimento que o force a sair, de modo a interagir com outras pessoas. Caso não persista, você perderá o investimento realizado. Em resumo, você criou um sistema que vai lhe ajudar a atingir sua meta.

Considerações finais

Faça o que fizer, não confie apenas em sua força de vontade para ter sucesso. Configure seus próprios sistemas. Ao contrapor seus valores às suas metas ou objetivos, você criará um método para alcançar o que você deseja.

Referência

Buscou oportunidades ou apenas reagiu às circunstâncias?

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por Ronaldo Lundgren.

Você buscou oportunidades ou apenas reagiu às circunstâncias?

Para chegar à sua situação profissional atual, você buscou oportunidades ou apenas reagiu às circunstâncias do mercado?

você buscou oportunidades ou apenas reagiu às circunstâncias

Pense bem antes de responder. Saber se você é protagonista ou coadjuvante da sua carreira é mais difícil do que parece.

Afinal, em um mundo cada vez mais instável, não é tão simples determinar o nível de influência que temos sobre nosso destino profissional.

Quem é o protagonista da sua carreira? 

Protagonistas são pessoas com atitude para mudar situações desconfortáveis.

Em artigo publicado na Folha RJ, Luciana Boschi entende que “Protagonistas são aqueles que não se conformam com sua situação e têm atitude para mudar”.

Eles não fazem o papel de vítimas. Ao invés de sentar e lamentar, resolvem encarar a situação e partem para alcançar seus objetivos.

Protagonistas administram suas próprias carreiras. Para isto, é necessário fazer um planejamento considerando algumas variáveis:

  • onde estou;
  • aonde quero chegar; e
  • o que fazer para concretizar minha meta.

O profissional que é protagonista avalia suas competências técnicas e comportamentais. Identifica suas habilidades natas e as competências adquiridas nos cursos e estágios realizados, nos idiomas que domina.

Tudo isso faz parte do autoconhecimento. Aliás, você se conhece?

<<< Autoconhecimento >>>

Conhecer a si mesmo é uma tarefa que não para. A cada momento da vida você muda. Seja honesto com você. Autoconhecer-se é imprescindível para o sucesso na carreira.

Luciana Boschi considera que “Identificar quais competências dominamos, as que precisamos desenvolver e em que áreas podemos encontrar maior realização pessoal e profissional, vai facilitar a trajetória suavizando os espinhos e tropeços, além de diminuir as chances de tentativas frustradas”.

Manter uma carreira de sucesso não é nada fácil, principalmente num cenário com alto grau de competitividade

As oportunidades estão em toda parte. Basta identificá-las. Quando você conhece suas fortalezas e os pontos fracos, torna-se mais fácil escolher e agarrar a oportunidade que lhe interessou.

Fique atento a todas as oportunidades, inclusive dentro da empresa onde trabalha. Com esta atitude, você conhecerá outras áreas. E também vai se especializar e atuar de forma que faça a diferença no mercado.

A gerente de Recursos Humanos Rosilene Senna entende que, “para ser protagonista da sua própria carreira”, pelo menos essas dicas devem fazer parte de sua conduta:

Ser proativo

Proatividade e conhecimento nunca são demais.

Um profissional que sabe tudo sobre sua área e busca conhecer as demais sempre sairá na frente.

Demonstre no dia a dia seu interesse pelo seu trabalho, dê dicas de melhorias e esteja sempre atento às políticas da empresa.

Contribuir com outras áreas

“Isso não faz parte da minha função” é uma frase que deve ser excluída do seu dicionário.

Contribuir com outras áreas pode facilitar ainda mais seu trabalho. Muitos processos e pendências podem ser melhorados se todos trabalharem juntos.

Além disso, é uma oportunidade de mostrar seu compromisso com a empresa e a disposição de colaborar com a equipe. 

Manter boas relações

Contatos são essenciais dentro de uma corporação.

Um bom networking profissional é o canal para novas oportunidades e desafios dentro da empresa, além de gerar sinergia entre todos os colaboradores e deixar o ambiente mais leve.

Ser polivalente

Em um mercado de ampla concorrência, esse é o tipo de profissional que terá destaque.

O que muitas empresas buscam hoje em seus processos seletivos são pessoas versáteis, que desempenham funções variadas.

Isso não significa trabalhar mais, significa ter mais interesse e disponibilidade para assumir novos desafios.

Resiliência

Resiliência e foco devem caminhar juntos.

Foco para estabelecer e cumprir metas traçadas. Resiliência para lidar com obstáculos e pressões do dia a dia, enfrentando as questões com serenidade e competência.

No ambiente profissional, tudo é consequência de muito trabalho e dedicação. Se houver alguma adversidade, se concentre no que é mais importante para superar esse momento e siga em frente!

Brilho nos olhos, energia e otimismo podem ajudar a construir uma trajetória bem-sucedida e feliz.

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Atitudes que fazem você perder oportunidades

No entanto, não basta adotar atitudes proativas. Fique atento àquelas que fazem você perder oportunidades.

Artigo da empresa RHNossa sobre o assunto apresentou algumas orientações da Presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta, para “evitar atitudes que acabam atrasando a carreira.

Com a palavra, Villela da Matta:

Falta de interesse

Não inteirar-se sobre os procedimentos da empresa pode ser interpretado pelos gestores como falta de interesse pela organização.

Incompatibilidade com o perfil da empresa

Quando a personalidade e os valores do indivíduo não correspondem aos da organização insistir no emprego é um erro.

Falta de compromisso

Comparecer ao emprego todos os dias não é suficiente para demonstrar compromisso com o trabalho. A empresa precisa de resultados e não apenas de ações.

Faltas

Faltar por qualquer motivo pode ser interpretado como descaso. E, se o funcionário parece não precisar da empresa, a organização também acaba não precisando dele.

Má utilização de recursos

Utilizar os recursos da empresa de forma imprópria é mais um ato a ser evitado.

Não use o telefone da organização para assuntos pessoais, use o computador apenas para o trabalho e deixe para conferir as redes sociais e compras online para casa.

Falta de responsabilidade

Esquecer compromissos é inevitavelmente percebido como irresponsabilidade e desinteresse.

Excesso de ego

Ter o ego muito elevado e não admitir erros são atitudes que prejudicam a sua evolução profissional.

Humildade é uma característica essencial para quem deseja conquistar o respeito de todos na empresa e oportunidades de promoção.

Ócio criativo

Exercite a capacidade de procurar soluções inovadoras e eficazes para os problemas e desafios que surgem nas empresas todos os dias, esforçando-se para ser um colaborador criativo e proativo.

Falta de bom senso

Falar mal do chefe ou de alguém importante da empresa atrasa a carreira, além de demonstrar falta de ética e de respeito. Portanto, meça bem as palavras e evite comentários indelicados.

Atrasos

Cumprir seu horário de entrada e saída é um passo importante. Atrasos, mesmo de poucos minutos, demonstram falta de responsabilidade com a empresa e com os clientes.

Referências

Rosilene Senna é gerente de Recursos Humanos da Aliança Navegação e Logística e da Hamburg Süd.

Luciana Boschi.

Como reconhecer o vício em trabalho e mudar para uma rotina intensa, mas saudável

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por Melody Wilding.(*)

vício em trabalho

Como reconhecer o vício em trabalho e mudar para uma rotina intensa, mas saudável

Não seja um “mártir de trabalho”

Pode ser difícil identificar um workaholic, especialmente em uma cultura que aplaude a devoção em fazer as coisas e uma mentalidade de “vá em frente ou vá para casa”. Mas amar o seu trabalho e ser emocionalmente dependente disso são duas coisas muito diferentes. Quando você não está mais no controle total de suas ações e comportamento, isso é um sinal de vício.

Workaholic é a necessidade incontrolável de trabalhar incessantemente.

De fato, quando o psicólogo americano Wayne Oates cunhou o termo workaholic pela primeira vez há 50 anos, ele o definiu como “a necessidade incontrolável de trabalhar incessantemente”.

Engajado ou Obcecado?

O que separa “ser um funcionário envolvido” de “ser um funcionário obcecado pelo trabalho? A resposta é Motivação. Se você tem uma paixão pelo que faz, sente-se absorvido e com prazer nas tarefas. Ainda mais, se pode delegar com eficiência, provavelmente, você é um trabalhador engajado.

Por outro lado, se você sente uma compulsão interna por trabalhar. Sente emoções, positivas ou negativas, com seu desempenho e costuma ter pensamentos negativos – você pode ser um workaholic.

Embora existam algumas variações nas definições, os workaholics geralmente exibem essas três características:

  • Eles se sentem obrigados a trabalhar devido a pressões internas.
  • Eles persistentemente pensam em trabalhar fora do expediente e em diferentes configurações.
  • Eles trabalham além do que é razoavelmente esperado, apesar das consequências para sua saúde, bem-estar e relacionamentos.

O psicoterapeuta Bryan Robinson resume de forma sucinta: “Workaholism não é definido por horas. É definido pelo que está acontecendo dentro de nós”.

Sinais e Sintomas do Vício em Trabalho

Como você pode saber se é simplesmente um trabalhador ou se sua obsessão é um pouco profunda demais? Aqui estão algumas bandeiras vermelhas a serem observadas:

  1. Você não se lembra da última vez que faltou ao trabalho por problema de saúde.
  2. Você pensa em trabalho o tempo todo, inclusive quando está tentando relaxar.
  3. Você responde a e-mails imediatamente, mesmo que não sejam urgentes.
  4. Você não confia em outras pessoas de sua equipe para fazer o trabalho de acordo com seus padrões.
  5. Seus relacionamentos estão desaparecendo porque você está preocupado com o trabalho.
  6. Você tem problemas para “desligar” à noite.
  7. Você tem pesadelos ou insônia relacionados ao estresse.
  8. Você é irritável, impaciente ou tem explosões de raiva.
  9. Você tem sintomas físicos, como dor no peito e falta de ar.
  10. Mais frequentemente do que não, você se sente inadequado e julga-se por não ter feito o suficiente.

Com o tempo, os viciados em trabalho experimentam a síndrome de desagregação. Eles parecem que estão bem por fora, mas por dentro é o caos. É a conclusão de um estudo realizado sobre o assunto. A pesquisa aconteceu com funcionários de uma grande empresa de consultoria financeira. O estudo descobriu que pessoas com mentalidade de trabalho compulsiva relatam mais dores de cabeça, insônia e ganho de peso. Pior de tudo, eles tinham um risco maior de síndrome metabólica, o que contribui para doenças cardíacas, derrame e diabetes.

O vício do trabalho também causa estragos na vida familiar. Filhos de workaholics pontuaram 72% mais em medidas de depressão do que filhos de alcoólatras. E as esposas de workaholics (talvez sem surpresa) relatam estarem infelizes em seus casamentos. Afinal, é difícil amar alguém que nunca está presente, física ou emocionalmente.

Mudando para uma rotina agitada, porém saudável

Não é nenhum segredo que, hoje, ser louco é um modo de vida. Afinal, chefes são exigentes. As empresas esperam compromisso.

Alguns workaholics pensam que mudar de emprego ou de carreira profissional,  magicamente, resolverá o problema. Infelizmente, essa solução rápida raramente é a solução. Muitas pessoas acabam levando seus métodos workaholic para um novo local.

Contudo, é possível encontrar um meio termo de “agitação saudável”. Conforta saber que você pode ser grande e ambicioso, e sem muito estresse. Depois de começar a mudar seus hábitos e pensamentos, você pode quebrar o ciclo de excesso de trabalho.

1. Reconheça as conseqüências

Identifique o resultado oculto de seu vício em excesso de trabalho. As pessoas geralmente não repetem um comportamento, a menos que obtenham algum benefício positivo dele.

Está ficando mais tarde no escritório como uma maneira de evitar seus problemas conjugais? Será que ter muita coisa na sua lista de tarefas tem uma necessidade psicológica mais profunda de se sentir validado?

2. Confrontar os custos

Seja radicalmente honesto sobre o que o workaholism está lhe custando. Converse com seus amigos e familiares sobre como seus hábitos os afetaram. Pergunte quais alterações eles gostariam de ver. Você provavelmente descobrirá que, em vez de ser crítico, eles expressarão o quanto sentem sua falta e se importam em ver você feliz.

3. Abandone a mentalidade de tudo ou nada

Você não é um fracasso porque não realizou todos os itens em sua lista de tarefas. Você não é preguiçoso se tirar um fim de semana (ou dois!) de folga.

Observe quando você está com este tipo de pensamento inútil. Tenha alguma compaixão por você mesmo. Tire alguma folga do trabalho. Você não é perfeito; você é humano.

Remova as palavras “eu deveria” do seu vocabulário. Troque “Estou ocupado” por “Estou focado”. Diga apenas coisas a si mesmo que diria a um amigo próximo.

Referências

Este post é tradução do artigo “How to Recognize Work Addiction and Shift to a Healthy Hustle“, de Melody Wilding – Professora de Comportamento Humano. Coach.

Olha a ansiedade afetando a liderança

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por Ronaldo Lundgren.

Olha a ansiedade afetando a liderança

A ansiedade está relacionada ao futuro. Gera medo. Medo do que estar por vir, da incerteza. Medo de perder o poder… (Souza e Machado)

ansiedade afetando a liderança

 

Não é de hoje que a ansiedade existe.

A rotina corrida, os diversos compromissos diários, o estresse, as pressões profissionais, potencializam o seu desenvolvimento.

Liderança

Liderar não é tarefa simples.

Requer habilidade para lidar com

  • diferentes pessoas;
  • pressões;
  • prazos;
  • e os mais diversos problemas que podem surgir no dia a dia.

O psicólogo Carlos Esteves (1), em artigo publicado no sítio RH Portal, afirma que “por isso, a ansiedade é um sentimento que pode acometer líderes e gestores“.

Deixemos Esteves explicar a ansiedade afetando a liderança.

No entanto, embora possa parecer comum, não é um comportamento adequado no ambiente corporativo. Afinal, que equipe fica satisfeita e segura com um líder ansioso?

Ansiedade afetando a liderança

Em conceituação mais ampla, pode-se definir a ansiedade como um estado de tensão e alerta diante de determinada situação, seja esta real ou imaginária.(3)

No mundo corporativo, a ansiedade pode estar associada ao julgamento do desempenho que um grupo pode fazer sobre o seu líder. Ou também, a uma alta expectativa sobre algo que é muito desejado, como uma promoção ou conquista de um novo contrato.

Independente do motivo, um gestor ansioso não passa à equipe uma imagem positiva.

A demonstração de um estado de ansiedade pode tornar pública sua insegurança e expor uma fragilidade.

Além de transmitir uma imagem insegura, um líder que esteja passando por um quadro de ansiedade também não consegue cumprir suas obrigações como outrora.

Podemos estar falando aqui de pessoas responsáveis e comprometidas com a organização e que, quando não ansiosas, apresentam uma excelente desenvoltura.

Ansiedade e frustração

A ansiedade e a frustração muitas vezes se confundem. Mas são duas classes funcionais de respostas distintas.

A ansiedade está associada à falta de previsibilidade sobre uma consequência específica ou à previsão de um possível efeito desagradável. Neste caso, uma alternativa é tornar cada vez mais compreensível quais são as variáveis relacionadas ao evento e construir alternativas para diferentes possíveis resultados.

Já o sentimento de frustração está relacionado a um evento que ocorreu e que de alguma forma não correspondeu a uma expectativa. Diferentemente da ansiedade, a frustração requer uma habilidade para reconstruir, portanto é de ordem reativa.

O que fazer, então?

Admitir a ansiedade não é a solução. Porém, já significa um primeiro passo para encontrar uma resposta e se tornar um líder melhor.

Aprender a lidar com a ansiedade requer a construção de uma nova relação com os eventos ambientais. E identificar a relação funcional para este tipo de comportamento pode ser difícil.

Algumas dicas para diminuir a ansiedade

  • Em primeiro lugar, reconheça que a ansiedade atrapalha seu melhor desempenho. Isto poderia aumentar o risco das suas decisões ou atitudes.
  • “Em geral” o sentimento de ansiedade é produto de uma percepção de que algo ruim poderia acontecer. Então, trabalhe com o pior cenário e reavalie suas possibilidades.
  • Procure identificar de forma objetiva (classificando do mais provável para o menos provável) as probabilidades das diferentes ocorrências no evento relacionado a sua ansiedade.
  • Em seu horário livre, procure fazer uma atividade de lazer para relaxar. Estudos comprovam que exercícios físicos diminuem a ansiedade.
  • Se você sente que seu nível de ansiedade é muito alto e que prejudica outras áreas da sua vida (inclusive a saúde), procure ajuda profissional.

Como saber que minha ansiedade é um problema?

O ideal é procurar ajuda médica partir do momento em que o distúrbio de ansiedade produz algum tipo de desprazer ou sofrimento, interferindo negativamente na qualidade de vida.

Não permita que seu desempenho seja afetado. Como líder, a sua organização precisa de você. Seus liderados precisam de você.

Referências

Carlos Esteves. LIDERANÇA VERSUS ANSIEDADE. Artigo publicado no sítio RH Portal.

Jean Carlos Rodrigues de Souza ; Glaucio José Couri Machado. CULTURA, LIDERANÇA E ANSIEDADE: UMA COMBINAÇÃO PSICODINÂMICA QUE PODE FAZER RUIR QUALQUER SISTEMA DE GESTÃO EM SEGURANÇA INDUSTRIAL SE NÃO FOR ANALISADA DE FORMA GLOBAL.

Artigo publicado por Erick no sítio Hipnose Institute. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE → SAIBA AS CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTOS!

Mentores – por algum motivo os líderes de sucesso não os dispensam

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Mentores – por algum motivo os líderes de sucesso não os dispensam

mentores líderes de sucesso

O conceito de solicitar feedback sobre a performance no trabalho pode parecer estranho.

As avaliações de desempenho já são stressantes o suficiente. Até parece masoquismo estar a sujeitarmo-nos a ouvir falar dos nossos fracassos e em “áreas de melhoria” quando não é obrigatório.

No entanto, especialistas têm vindo a afirmar que os líderes mais bem-sucedidos são muitas vezes aqueles que procuram de forma proativa o feedback e aconselhamento por parte das pessoas com quem trabalham.

O mentor

Suzanne Bates, CEO da Bates Communications e autora de “All the Leader You Can Be”, afirma que os líderes de sucesso têm muitas vezes mentores entre os seus pares (pessoas que detêm uma posição semelhante), ou colegas de trabalho com os quais trocam regularmente impressões.A executiva refere que procurar ter feedback sobre o nosso desempenho é um passo fundamental no percurso para desenvolver presença, o que define como “as qualidades de um líder que envolve, inspira, alinha e leva as pessoas a agir”.Numa entrevista à Business Insider, diz que “quem tem mentores pares (e mentores) tende a evoluir de forma mais rápida dentro da organização” por comparação com as pessoas que o tentam fazer sozinhas.Um mentor entre pares é especialmente valioso. Porque ele ajuda a “pensar em nós mesmos como alguém com algo para dar”, considera Suzanne Bates.

Caminho de mão dupla

É que não só o mentor nos diz quais são os nossos aparentes pontos fortes e fracos. Nós também lhe damos conselhos. “As melhores relações de mentoring crescem a partir de algum grau de mutualidade”, declara a executiva. Ela acrescenta que, “quando é uma via de dois sentidos, a relação é mais real e valiosa”.

E tem mais valor se o mentor trabalhar noutra empresa ou noutro departamento da organização. Melhor ainda se já trabalhamos com essa pessoa num negócio ou num projeto inter-departamentos.

Para iniciar a conversa sobre mentoring com essa pessoa, podemos dizer algo como: “já nos conhecemos bem e gostei de trabalhar consigo. Não percebo muito de finanças [ou outra área em que a pessoa trabalha] e gostaria de aprender mais sobre o assunto”.

As ideias de Suzanne Bates sobre mentoring de pares são especialmente importantes no contexto da pesquisa da consultora americana de desenvolvimento de liderança Zenger/Folkman, cujos dados indicam que os mais jovens tendem a ser melhores gestores, em parte porque estão recetivos ao feedback e sempre a tentar melhorar.

Amigo ou Aspirante à Liderança

O autor best seller Simon Sinek diz ainda que os líderes mais bem-sucedidos têm um “amigo”, ou alguém que também aspira à liderança. Os amigos trocam conhecimento e conselhos com regularidade. Com a finalidade de se impedirem mutuamente de ficar muito presos nas armadilhas da riqueza e da fama.

Ou seja, apesar de receber feedback poder ser assustador, é crucial para o desenvolvimento da liderança.

E pedir feedback lembra-nos que ser líder dificilmente é uma experiência de uma só pessoa. É antes um processo que requer inputs e ajustes constantes por parte dos outros.

Referências

Este artigo foi publicado, primeiramente, no Portal da Liderança.

Fonte: Business Insider