Como reconhecer o vício em trabalho e mudar para uma rotina intensa, mas saudável

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por Melody Wilding.(*)

vício em trabalho

Como reconhecer o vício em trabalho e mudar para uma rotina intensa, mas saudável

Não seja um “mártir de trabalho”

Pode ser difícil identificar um workaholic, especialmente em uma cultura que aplaude a devoção em fazer as coisas e uma mentalidade de “vá em frente ou vá para casa”. Mas amar o seu trabalho e ser emocionalmente dependente disso são duas coisas muito diferentes. Quando você não está mais no controle total de suas ações e comportamento, isso é um sinal de vício.

Workaholic é a necessidade incontrolável de trabalhar incessantemente.

De fato, quando o psicólogo americano Wayne Oates cunhou o termo workaholic pela primeira vez há 50 anos, ele o definiu como “a necessidade incontrolável de trabalhar incessantemente”.

Engajado ou Obcecado?

O que separa “ser um funcionário envolvido” de “ser um funcionário obcecado pelo trabalho? A resposta é Motivação. Se você tem uma paixão pelo que faz, sente-se absorvido e com prazer nas tarefas. Ainda mais, se pode delegar com eficiência, provavelmente, você é um trabalhador engajado.

Por outro lado, se você sente uma compulsão interna por trabalhar. Sente emoções, positivas ou negativas, com seu desempenho e costuma ter pensamentos negativos – você pode ser um workaholic.

Embora existam algumas variações nas definições, os workaholics geralmente exibem essas três características:

  • Eles se sentem obrigados a trabalhar devido a pressões internas.
  • Eles persistentemente pensam em trabalhar fora do expediente e em diferentes configurações.
  • Eles trabalham além do que é razoavelmente esperado, apesar das consequências para sua saúde, bem-estar e relacionamentos.

O psicoterapeuta Bryan Robinson resume de forma sucinta: “Workaholism não é definido por horas. É definido pelo que está acontecendo dentro de nós”.

Sinais e Sintomas do Vício em Trabalho

Como você pode saber se é simplesmente um trabalhador ou se sua obsessão é um pouco profunda demais? Aqui estão algumas bandeiras vermelhas a serem observadas:

  1. Você não se lembra da última vez que faltou ao trabalho por problema de saúde.
  2. Você pensa em trabalho o tempo todo, inclusive quando está tentando relaxar.
  3. Você responde a e-mails imediatamente, mesmo que não sejam urgentes.
  4. Você não confia em outras pessoas de sua equipe para fazer o trabalho de acordo com seus padrões.
  5. Seus relacionamentos estão desaparecendo porque você está preocupado com o trabalho.
  6. Você tem problemas para “desligar” à noite.
  7. Você tem pesadelos ou insônia relacionados ao estresse.
  8. Você é irritável, impaciente ou tem explosões de raiva.
  9. Você tem sintomas físicos, como dor no peito e falta de ar.
  10. Mais frequentemente do que não, você se sente inadequado e julga-se por não ter feito o suficiente.

Com o tempo, os viciados em trabalho experimentam a síndrome de desagregação. Eles parecem que estão bem por fora, mas por dentro é o caos. É a conclusão de um estudo realizado sobre o assunto. A pesquisa aconteceu com funcionários de uma grande empresa de consultoria financeira. O estudo descobriu que pessoas com mentalidade de trabalho compulsiva relatam mais dores de cabeça, insônia e ganho de peso. Pior de tudo, eles tinham um risco maior de síndrome metabólica, o que contribui para doenças cardíacas, derrame e diabetes.

O vício do trabalho também causa estragos na vida familiar. Filhos de workaholics pontuaram 72% mais em medidas de depressão do que filhos de alcoólatras. E as esposas de workaholics (talvez sem surpresa) relatam estarem infelizes em seus casamentos. Afinal, é difícil amar alguém que nunca está presente, física ou emocionalmente.

Mudando para uma rotina agitada, porém saudável

Não é nenhum segredo que, hoje, ser louco é um modo de vida. Afinal, chefes são exigentes. As empresas esperam compromisso.

Alguns workaholics pensam que mudar de emprego ou de carreira profissional,  magicamente, resolverá o problema. Infelizmente, essa solução rápida raramente é a solução. Muitas pessoas acabam levando seus métodos workaholic para um novo local.

Contudo, é possível encontrar um meio termo de “agitação saudável”. Conforta saber que você pode ser grande e ambicioso, e sem muito estresse. Depois de começar a mudar seus hábitos e pensamentos, você pode quebrar o ciclo de excesso de trabalho.

1. Reconheça as conseqüências

Identifique o resultado oculto de seu vício em excesso de trabalho. As pessoas geralmente não repetem um comportamento, a menos que obtenham algum benefício positivo dele.

Está ficando mais tarde no escritório como uma maneira de evitar seus problemas conjugais? Será que ter muita coisa na sua lista de tarefas tem uma necessidade psicológica mais profunda de se sentir validado?

2. Confrontar os custos

Seja radicalmente honesto sobre o que o workaholism está lhe custando. Converse com seus amigos e familiares sobre como seus hábitos os afetaram. Pergunte quais alterações eles gostariam de ver. Você provavelmente descobrirá que, em vez de ser crítico, eles expressarão o quanto sentem sua falta e se importam em ver você feliz.

3. Abandone a mentalidade de tudo ou nada

Você não é um fracasso porque não realizou todos os itens em sua lista de tarefas. Você não é preguiçoso se tirar um fim de semana (ou dois!) de folga.

Observe quando você está com este tipo de pensamento inútil. Tenha alguma compaixão por você mesmo. Tire alguma folga do trabalho. Você não é perfeito; você é humano.

Remova as palavras “eu deveria” do seu vocabulário. Troque “Estou ocupado” por “Estou focado”. Diga apenas coisas a si mesmo que diria a um amigo próximo.

Referências

Este post é tradução do artigo “How to Recognize Work Addiction and Shift to a Healthy Hustle“, de Melody Wilding – Professora de Comportamento Humano. Coach.

Olha a ansiedade afetando a liderança

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por Ronaldo Lundgren.

Olha a ansiedade afetando a liderança

A ansiedade está relacionada ao futuro. Gera medo. Medo do que estar por vir, da incerteza. Medo de perder o poder… (Souza e Machado)

ansiedade afetando a liderança

 

Não é de hoje que a ansiedade existe.

A rotina corrida, os diversos compromissos diários, o estresse, as pressões profissionais, potencializam o seu desenvolvimento.

Liderança

Liderar não é tarefa simples.

Requer habilidade para lidar com

  • diferentes pessoas;
  • pressões;
  • prazos;
  • e os mais diversos problemas que podem surgir no dia a dia.

O psicólogo Carlos Esteves (1), em artigo publicado no sítio RH Portal, afirma que “por isso, a ansiedade é um sentimento que pode acometer líderes e gestores“.

Deixemos Esteves explicar a ansiedade afetando a liderança.

No entanto, embora possa parecer comum, não é um comportamento adequado no ambiente corporativo. Afinal, que equipe fica satisfeita e segura com um líder ansioso?

Ansiedade afetando a liderança

Em conceituação mais ampla, pode-se definir a ansiedade como um estado de tensão e alerta diante de determinada situação, seja esta real ou imaginária.(3)

No mundo corporativo, a ansiedade pode estar associada ao julgamento do desempenho que um grupo pode fazer sobre o seu líder. Ou também, a uma alta expectativa sobre algo que é muito desejado, como uma promoção ou conquista de um novo contrato.

Independente do motivo, um gestor ansioso não passa à equipe uma imagem positiva.

A demonstração de um estado de ansiedade pode tornar pública sua insegurança e expor uma fragilidade.

Além de transmitir uma imagem insegura, um líder que esteja passando por um quadro de ansiedade também não consegue cumprir suas obrigações como outrora.

Podemos estar falando aqui de pessoas responsáveis e comprometidas com a organização e que, quando não ansiosas, apresentam uma excelente desenvoltura.

Ansiedade e frustração

A ansiedade e a frustração muitas vezes se confundem. Mas são duas classes funcionais de respostas distintas.

A ansiedade está associada à falta de previsibilidade sobre uma consequência específica ou à previsão de um possível efeito desagradável. Neste caso, uma alternativa é tornar cada vez mais compreensível quais são as variáveis relacionadas ao evento e construir alternativas para diferentes possíveis resultados.

Já o sentimento de frustração está relacionado a um evento que ocorreu e que de alguma forma não correspondeu a uma expectativa. Diferentemente da ansiedade, a frustração requer uma habilidade para reconstruir, portanto é de ordem reativa.

O que fazer, então?

Admitir a ansiedade não é a solução. Porém, já significa um primeiro passo para encontrar uma resposta e se tornar um líder melhor.

Aprender a lidar com a ansiedade requer a construção de uma nova relação com os eventos ambientais. E identificar a relação funcional para este tipo de comportamento pode ser difícil.

Algumas dicas para diminuir a ansiedade

  • Em primeiro lugar, reconheça que a ansiedade atrapalha seu melhor desempenho. Isto poderia aumentar o risco das suas decisões ou atitudes.
  • “Em geral” o sentimento de ansiedade é produto de uma percepção de que algo ruim poderia acontecer. Então, trabalhe com o pior cenário e reavalie suas possibilidades.
  • Procure identificar de forma objetiva (classificando do mais provável para o menos provável) as probabilidades das diferentes ocorrências no evento relacionado a sua ansiedade.
  • Em seu horário livre, procure fazer uma atividade de lazer para relaxar. Estudos comprovam que exercícios físicos diminuem a ansiedade.
  • Se você sente que seu nível de ansiedade é muito alto e que prejudica outras áreas da sua vida (inclusive a saúde), procure ajuda profissional.

Como saber que minha ansiedade é um problema?

O ideal é procurar ajuda médica partir do momento em que o distúrbio de ansiedade produz algum tipo de desprazer ou sofrimento, interferindo negativamente na qualidade de vida.

Não permita que seu desempenho seja afetado. Como líder, a sua organização precisa de você. Seus liderados precisam de você.

Referências

Carlos Esteves. LIDERANÇA VERSUS ANSIEDADE. Artigo publicado no sítio RH Portal.

Jean Carlos Rodrigues de Souza ; Glaucio José Couri Machado. CULTURA, LIDERANÇA E ANSIEDADE: UMA COMBINAÇÃO PSICODINÂMICA QUE PODE FAZER RUIR QUALQUER SISTEMA DE GESTÃO EM SEGURANÇA INDUSTRIAL SE NÃO FOR ANALISADA DE FORMA GLOBAL.

Artigo publicado por Erick no sítio Hipnose Institute. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE → SAIBA AS CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTOS!

Mentores – por algum motivo os líderes de sucesso não os dispensam

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Mentores – por algum motivo os líderes de sucesso não os dispensam

mentores líderes de sucesso

O conceito de solicitar feedback sobre a performance no trabalho pode parecer estranho.

As avaliações de desempenho já são stressantes o suficiente. Até parece masoquismo estar a sujeitarmo-nos a ouvir falar dos nossos fracassos e em “áreas de melhoria” quando não é obrigatório.

No entanto, especialistas têm vindo a afirmar que os líderes mais bem-sucedidos são muitas vezes aqueles que procuram de forma proativa o feedback e aconselhamento por parte das pessoas com quem trabalham.

O mentor

Suzanne Bates, CEO da Bates Communications e autora de “All the Leader You Can Be”, afirma que os líderes de sucesso têm muitas vezes mentores entre os seus pares (pessoas que detêm uma posição semelhante), ou colegas de trabalho com os quais trocam regularmente impressões.A executiva refere que procurar ter feedback sobre o nosso desempenho é um passo fundamental no percurso para desenvolver presença, o que define como “as qualidades de um líder que envolve, inspira, alinha e leva as pessoas a agir”.Numa entrevista à Business Insider, diz que “quem tem mentores pares (e mentores) tende a evoluir de forma mais rápida dentro da organização” por comparação com as pessoas que o tentam fazer sozinhas.Um mentor entre pares é especialmente valioso. Porque ele ajuda a “pensar em nós mesmos como alguém com algo para dar”, considera Suzanne Bates.

Caminho de mão dupla

É que não só o mentor nos diz quais são os nossos aparentes pontos fortes e fracos. Nós também lhe damos conselhos. “As melhores relações de mentoring crescem a partir de algum grau de mutualidade”, declara a executiva. Ela acrescenta que, “quando é uma via de dois sentidos, a relação é mais real e valiosa”.

E tem mais valor se o mentor trabalhar noutra empresa ou noutro departamento da organização. Melhor ainda se já trabalhamos com essa pessoa num negócio ou num projeto inter-departamentos.

Para iniciar a conversa sobre mentoring com essa pessoa, podemos dizer algo como: “já nos conhecemos bem e gostei de trabalhar consigo. Não percebo muito de finanças [ou outra área em que a pessoa trabalha] e gostaria de aprender mais sobre o assunto”.

As ideias de Suzanne Bates sobre mentoring de pares são especialmente importantes no contexto da pesquisa da consultora americana de desenvolvimento de liderança Zenger/Folkman, cujos dados indicam que os mais jovens tendem a ser melhores gestores, em parte porque estão recetivos ao feedback e sempre a tentar melhorar.

Amigo ou Aspirante à Liderança

O autor best seller Simon Sinek diz ainda que os líderes mais bem-sucedidos têm um “amigo”, ou alguém que também aspira à liderança. Os amigos trocam conhecimento e conselhos com regularidade. Com a finalidade de se impedirem mutuamente de ficar muito presos nas armadilhas da riqueza e da fama.

Ou seja, apesar de receber feedback poder ser assustador, é crucial para o desenvolvimento da liderança.

E pedir feedback lembra-nos que ser líder dificilmente é uma experiência de uma só pessoa. É antes um processo que requer inputs e ajustes constantes por parte dos outros.

Referências

Este artigo foi publicado, primeiramente, no Portal da Liderança.

Fonte: Business Insider

Para ter agilidade no trabalho

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por Ronaldo Lundgren.

para ter agilidade no trabalho

Para ter agilidade no trabalho

Agilidade “é a habilidade de se adquirir velocidade e flexibilidade no gerenciamento de projetos por meio da adoção de práticas de gestão adequadas ao ambiente e tipo de projeto”(EDER et al., 2010).

A ideia de agilidade no trabalho é utilizada relativamente à flexibilidade e rapidez para resolver alguma questão.

É crescente o número de empresas que buscam funcionários com agilidade. Elas buscam pessoas que saibam responder com rapidez a novas situações. Funcionários que atuem com qualidade em um contexto dinâmico e competitivo.

Baixe o Infográfico >>>  Para ter agilidade no trabalho (39 downloads)

Para ter agilidade no trabalho, você precisa “dominar” suas funções na empresa. Isto lhe dará confiança.

As orientações a seguir, publicadas no sítio da Fundação Universia (*), lhe mostrarão como ter efetividade no trabalho.

Tenha uma rotina sólida

Uma rotina sólida permite que você economize tempo. Uma boa maneira de construí-la é dividir seu dia em três passos. Aproveite os 5 primeiros minutos do expediente para planejar o dia. Depois disso, defina prazos para concluir suas tarefas. Uma boa ideia é gerenciar o seu dia hora a hora. Por fim, tire 5 minutos ao fim do expediente para recapitular tudo que foi feito. Identifique as pendências e lembre-se de começar por elas no dia seguinte.

Para ver dicas sobre a utilização do seu tempo, confira o artigo

<<<Como utilizar bem o tempo disponível>>>

Seja automático

O segredo para fazer mais coisas é ser automático. É claro que nem todos os empregos permitem isso, mas, na medida do possível, elimine as decisões do seu dia de trabalho. Planejando as tarefas no início do expediente, por exemplo, você não precisa decidir ao longo do dia o que vem depois de cada uma delas. Se você construir hábitos de trabalho e segui-los diariamente ficará mais fácil concluir suas tarefas com mais agilidade.

Use check-lists

Você já deve ter ouvido diversas vezes que criar listas de tarefas ajuda no trabalho. Acredite nisso. As check-lists permitem que você priorize o trabalho a ser feito e não se perca ao longo do dia, deixando uma coisa ou outra para trás. Aproveite o planejamento feito no início do dia e anote em um papel, agenda ou mesmo no computador tudo que deve ser concluído ao longo do dia. Lembre-se de que você sempre pode reorganizar essa lista caso haja algum imprevisto. A cada tarefa concluída faça uma marcação na sua lista, dessa maneira você não se perde.

Não procrastine

Certamente tem uma tarefa no trabalho que você odeia realizar. Já pensou em começar por ela? Quanto mais rápido você resolver as tarefas que não gosta, mais tempo terá para dedicar apenas ao que agrada você. Pode parecer difícil se manter motivado com tarefas entediantes, mas procure dedicar-se a elas primeiro. Quando estiver trabalhando nesse tipo de coisa, elimine todas as distrações. Mantenha o foco apenas naquela tarefa, pensando em concluí-la sem interrupções e dentro do menor tempo que você puder.

Baixe o Infográfico >>>  Para ter agilidade no trabalho (39 downloads)

Assuma o controle

Se você não tem o controle das suas tarefas acaba se sentindo estressado e, por consequência, não consegue se concentrar e produzir. Se você pretende ser mais efetivo no trabalho, assuma o controle da situação. Lide com aquilo que você tem de concluir e evite o excesso de tarefas. Saiba quando dizer não e quando priorizar uma ou outra tarefa. Entenda exatamente o que os seus superiores esperam de você, para que não haja falhas na comunicação. Só assim você poderá oferecer o máximo que puder.

Considerações finais

Estudos mais recentes indicam que o conceito de agilidade poderá ser complementado com outros componentes, não somente as dimensões “flexibilidade” e “velocidade”.

Como novas dimensões, temos:

  • Acesso imediato às informações pertinentes
  • Ação no tempo real da informação
  • Melhorias nos Fluxos informacionais
  • Tempo de resposta mais rápido
  • Qualidade da Informação
  • Melhor comunicação
  • Interação em tempo real
  • Simplificação do fluxo de trabalho
  • Disponibilidade da Informação
  • Eficiência

Você se considera ter agilidade em seu trabalho? Essas dimensões fazem parte da sua rotina? Deixe seu comentário. Ele é importante para nós.

Baixe o Infográfico >>>  Para ter agilidade no trabalho (39 downloads)

Referências

Fundação Universia. 5 maneiras de ser mais efetivo no trabalho.

Edivandro Carlos Conforto. O conceito de agilidade no gerenciamento ágil de projetos.

Natália Marroni Borges e Raquel Janissek Muniz. Perspectivas da agilidade no contexto da utilização das TIMS no ambiente corporativo.

A difícil arte de gerir conflitos

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por Ernesto Artur Berg.

A difícil arte de gerir conflitos

A habilidade de gerir os conflitos que surgem na sua equipe é crucial. Saber ouvir, não ignorar os problemas e deixar acalmar os ânimos antes de decidir podem revelar-se simples mas muito eficazes nestas situações.

Para haver um conflito bastam duas pessoas. Que o digam os casais. Se duas pessoas podem ter dificuldades de relacionamento, imagine o que acontece quando se juntam 5, 20 ou 100 pessoas.

Choque de interesses, ansiedades e frustrações, lutas pelo poder e status quo, maus hábitos são apenas algumas das causas de conflitos entre empregados.

Certamente que um bom programa de benefícios e incentivos, promoções e salários ajuda a melhorar o clima organizacional. Da mesma forma, uma política em que sejam valorizadas as pessoas, o trabalho em equipe e a participação dos funcionários. Sem deixar de promover desafios que motivem os empregados. Todo este conjunto contribui para diminuir a possibilidade de conflito.

Atitude positiva do gestor

Como, mais cedo ou mais tarde, o conflito acaba por surgir, não se trata de perguntar o que fazer para o abafar, mas como geri-lo. Esta é uma atitude positiva e madura de qualquer gestor.

Embora pareça paradoxal, nem todos os conflitos são necessariamente maus. Muitos funcionam como agentes catalisadores de esforços e de ideias. Outros até propiciam a melhoria do relacionamento entre as partes envolvidas depois de resolvido o conflito.

Os conflitos são administrados para:

  • manter as pessoas motivadas;
  • melhorar a produtividade ou o serviço;
  • facilitar o trabalho em equipe; e
  • gerir mudanças.

12 sugestões para uma boa gestão de conflitos

Aqui estão 12 sugestões para lhe ajudar na gestão de conflitos.

Procure soluções, não culpados

É evidente que todos os problemas ou conflitos têm uma causa. Se você procurar, vai encontrar também o culpado. Mas ao fazer isso estará a desviar o seu tempo para o que menos interessa.

Concentre as pessoas nos mesmos objetivos. Destaque as convergências (e não as divergências). Comprometa os funcionários na busca da melhor solução.

Só depois disto deverá falar com o causador do incidente, mostrando-lhe a inadequação da atitude e os seus resultados.

Analise a situação

Identifique a origem do problema. Procure alternativas para resolver o conflito. Escolha a melhor com base nas informações de que dispõe. Implemente a sua decisão imediatamente.

Aperfeiçoe sua capacidade de ouvir e falar

Não interrompa quando uma das partes está se explicando. Saiba ouvir e ouça também nas entrelinhas. Explicando melhor: perceba aquilo que não é dito por palavras, mas sim por tom de voz, por gestos e postura. Desta forma, descobrirá mais do que as aparências.

Pergunte qual a sugestão do seu interlocutor para resolver o conflito.

Seja construtivo quando critica

Evite a armadilha da personalidade, usando frases diretas e acusativas. Concentre-se no problema ou comportamento e não na personalidade das pessoas.

Evite também, críticas vagas ou mal feitas. Seja específico. Da mesma forma, quando alguém lhe dirigir críticas vagas, solicite esclarecimentos.

Procure a solução ganha-ganha

Procure uma solução em que ambos os lados ganhem, sem impor ou humilhar nenhuma das partes. Os conflitos ocorrem porque as pessoas se sentem frustradas, ignoradas, não reconhecidas ou injustiçadas.

Mostre-lhes o que têm a ganhar com a solução do conflito e terá dado um grande passo para resolverem o desentendimento.

Saiba lidar com os problemáticos

Exemplifique como um problema idêntico foi enfrentado noutro departamento. Explique como a solução adotada – igual à que pretende usar agora – se revelou eficaz.

Limite-se a escutar

Ouça os argumentos da outra parte. Depois, experimente persuadi-la através duma argumentação lógica.

Evite os preconceitos

Um preconceito enraizado não nos deixa analisar as situações com objetividade. Ele deixa todos os canais de comunicação bloqueados pela verdade interior preestabelecida.

Uma das melhores armas contra o preconceito é conscientizar-se de que cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa.

Mantenha a calma

Não reaja mal às más notícias. Não se irrite se alguém discordar de seu ponto de vista. Gerir conflitos significa também saber dominar-se. Mantenha a cabeça fria e as mãos no leme. Não perca o controle da situação. Demonstre tranquilidade e confiança.

Reconheça quando estiver errado

Isso não vai torná-lo vulnerável. Pelo contrário, conseguirá obter o respeito dos outros. Com isso, você demonstra que seu interesse não é provar que é perfeito ou infalível, mas sim encontrar a melhor solução para o conflito. Mesmo que para isso tenha de admitir que errou.

Não ignore os problemas

Enfrente os conflitos, usando a abordagem mais adequada no momento. Não pense que o tempo vai sanar o problema. Muitas vezes só serve mesmo para o agravar.

Reconheça as pessoas com problemas

Alguns sinais evidenciam empregados com problemas pessoais ou profissionais. Procure identificar: mudanças de comportamento; falta de atenção; preocupação demasiada; irritabilidade; insatisfação constante; e faltas ao trabalho.

Casos esses comportamentos se prolonguem, chame o funcionário para conversar.

Saiba lidar com os problemáticos

Em vez de perguntar “Por que é que você fez isto?”, é mais produtivo perguntar “Como podemos fazer para que isto não se repita?”.

Se o indivíduo é vingativo ou calculista e nada parece funcionar, jogue uma cartada decisiva. Pergunte: “Já que estamos num impasse, que solução você sugere?” Por vezes esta tática desarma-o. E faz com que ele revele suas verdadeiras intenções e interesses pessoais.

Considerações finais

Além das 12 sugestões, é importante desenvolver a empatia. Colocar-se na situação da outra pessoa ajuda bastante na solução de conflitos.

Você tem alguma sugestão para solucionar conflitos? Se tiver, compartilhe conosco. Você pode ajudar a melhorar o ambiente  de trabalho de outras pessoas.

Livros para revolucionar sua carreira em 2018

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Os melhores livros de 2017 para revolucionar sua carreira em 2018(*)

Se você adora ler e pretende dar um impulso na sua vida profissional no ano que vem, confira a lista de livros para revolucionar sua carreira em 2018

Além de trazer mudanças profundas para o mercado de trabalho, o ano de 2017 foi marcado por bons lançamentos editoriais sobre produtividade, gestão de pessoas e outros assuntos ligados ao universo da carreira.

A pedido do site EXAME, a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center, fez uma seleção dos melhores livros sobre o assunto lançados em 2017. A lista é eclética: vai da obra de um filósofo norueguês sobre o papel do silêncio para a vida moderna até um guia de liderança para millennials.

O que eles têm em comum? A promessa de inspirar a sua vida profissional em 2018 a partir de novas perspectivas sobre o significado do sucesso. 

Alguns títulos já estavam disponíveis nas livrarias em seus idiomas originais, mas foram traduzidos para o português apenas neste ano. Confira a seguir as indicações e boa leitura:

“Primeiro o mais importante”

Autor: Stephen R. Covey
Editora: Sextante
Resumo: A partir de exercícios práticos, o livro ensina o leitor a reconhecer sua missão, definir metas para ter mais qualidade de vida, aperfeiçoar sua tomada de decisão e aumentar a produtividade na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O autor faz pensar sobre como dar prioridade às prioridades, distinguir o que é urgente do que é importante, dando preferência ao que é importante”, diz a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center.

“O livro das pequenas revoluções”

Autora: Elsa Punset
Editora: Academia
Resumo: O livro oferece pequenos treinamentos para superar a timidez, a angústia, a solidão e outras fontes de sofrimento na vida profissional e pessoal. As “pequenas revoluções” do título fazem referência à conquista de novas formas de lidar com emoções negativas na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: De acordo com Brauer, o livro pode ser visto como uma pequena caixa de ferramentas cheia de recursos para evitar incômodos que atrapalham o seu sucesso profissional. A partir de rituais que ajudam a dominar pensamentos, emoções e gestos cotidianos, a autora mostra como pequenas ações podem desencadear grandes mudanças.

“Tempo, talento, energia”

Autores: Michael Mankins e Eric Garton
Editora: Figurati
Resumo: Escrito por dois consultores da Bain & Company, o livro ensina a otimizar o tempo de trabalho da sua equipe, explorar os talentos de cada indivúduo e manter a energia do time sempre constante.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Por meio de exemplos práticos, a obra serve como guia para líderes que desejam extrair o melhor de suas equipes. A principal lição do livro — a de que a gestão do capital humano precisa ser disciplinada — pode ser um ponto de partida para repensar a relação com o seus liderados em 2018.

“Silêncio”

Autor: Erling Kagge
Editora: Objetiva
Resumo: O excesso de ruídos, informações e estímulos está empobrecendo nossa vida interior. A partir dessa premissa, o autor norueguês fala sobre a importância de cultivar o silêncio e o autoconhecimento.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “É impressionante a necessidade que temos do silêncio em um cotidiano tão barulhento”, afirma a coach Marie-Josette Brauer. Segundo ela, o livro tem a capacidade de fazer o leitor enxergar sua vida pessoal e profissional com mais clareza, sensibilidade e perspectiva.

“O novo líder”

Autora: Lindsey Pollak
Editora: Cultrix
Resumo: Escrito por uma especialista na vida profissional da geração Y, o livro apresenta um guia de liderança para millennials, com testes, aplicativos e sites que ajudam os jovens profissionais na rotina. Por outro lado, também ajuda quem já tem cabelos brancos a entender melhor seus colegas mais novos.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Segundo Brauer, o livro é uma ótima fonte de ideias para criar o seu próprio estilo de liderança, independentemente da sua idade. Além disso, o leitor é convidado a refletir sobre diversas formas de se comunicar de maneira eficaz com clientes, chefes e subordinados de qualquer geração.

“Cultura de excelência”

Autor: David Cohen
Editora: Primeira Pessoa
Resumo: O livro conta a trajetória da Fundação Estudar, que divulga os valores de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. A Fundação já contabiliza 617 ex-bolsistas, 25 mil jovens beneficiados por cursos e 15 milhões de pessoas alcançadas pelos seus canais na internet. A obra  aborda os valores, métodos e princípios da instituição, além de acompanhar as histórias de jovens que tiveram sua vida transformada pelo contato com a iniciativa.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O livro conta histórias de superação, meritocracia e, claro, muito sucesso. A inspiração advinda desses exemplos é ainda mais potente por vir de personagens brasileiros.

“1 kg de cultura geral”

Autores: Florence Braunstein e Jean-François Pépin
Editora: Blucher
Resumo: Em mais de 1300 páginas, os autores deste livro colossal apresentam temas como o Big Bang, o helenismo, a arte merovíngia, Maria Antonieta, Simone de Beauvoir e diversos outros assuntos da pré-história à época contemporânea.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O livro ajuda a pensar sobre a complexidade do nosso mundo com mais liberdade, notar os preconceitos e compreender a origem das ideias que estão na moda”, diz Brauer. “Embora não fale exatamente sobre carreira, é uma obra essencial para o sucesso sob todos os pontos de vista”.

“Dinheiro – Domine esse jogo”

Autor: Tony Robbins
Editora: Best Seller
Resumo: A partir de fundamentos de PNL (Programação Neurolinguística), o famoso coach Tony Robbins mostra ferramentas acessíveis para organizar as suas finanças pessoais e conquistar independência e estabilidade.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O sucesso profissional e o êxito financeiro nem sempre caminham de mãos dadas, mas a estabilidade material é um projeto perfeitamente viável. “O livro é um excelente investimento, porque o autor nos oferece os segredos para chegar à verdadeira liberdade do ponto de vista material”, resume Brauer.


(*) Este artigo foi publicado, originalmente, na Revista Exame.

Como faço para ter motivação?

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por Ronaldo Lundgren.

como faço para ter motivação

Como faço para ter motivação?

3 Técnicas que vão destacar você da multidão


As técnicas que você vai aprender vão te ajudar a completar sua meta diária.

Porque você deve estar sempre motivado?

Você produz mais e melhor quando está envolvido com a tarefa. Quando você está desmotivado, você não está presente. Sua concentração muda de foco a todo instante.

Essas técnicas que você vai aprender são para momentos de desânimo. Com elas, você vai ter mais energia e conseguir se concentrar para realizar a tarefa de verdade.

Você pode usar qualquer uma dessas técnicas isoladas ou mais de uma juntas. O importante é se lembrar de usar sempre que o desânimo bater.

Para saber mais, confira: <<<Automotivação>>>

Com a palavra o Professor Puccini:

Técnica #01 – Recompensa pelo esforço.

Primeiro você precisa compreender porque essa técnica funciona.

Nosso cérebro procura o prazer e foge da dor. Quando você o estimula a ter uma recompensa sempre que termina um desafio, você cria um hábito. A motivação acontece quando você escolhe uma recompensa e determina que só vai recebê-la quando terminar suas tarefas.

Você deve manter a regra:

  • muito esforço = grande recompensa; ou
  • pouco esforço = pequena recompensa.

Quem determina o esforço e a recompensa é você. Por isso, muito cuidado para não se sabotar. Também se lembre de receber a recompensa somente quando terminar corretamente a meta que você se estipulou. Não minta para si mesmo. Vou repetir: cuidado para não se sabotar, quem perde com isso é só você.

Pense bem sobre sua recompensa, deve ser algo que te deixe muito motivado a concluir uma tarefa.

Ao receber sua recompensa não pense em mais nada, apenas aproveite o momento e fique feliz. Seu cérebro vai associar que o esforço é sempre recompensado.

Vou repetir: cuidado para não se sabotar, quem perde com isso é só você.

Acredita que não conseguirá completar as metas sozinho? Então peça para um amigo, parente, conhecido ou qualquer pessoa te ajudar. Mas, só entregue sua recompensa quando terminar corretamente.

Técnica #02 – Dividir para conquistar.

Divide et impera do latim, é uma frase muitas vezes associada a Julio César. Quer dizer que para um exército derrotar o inimigo ele deve dividir seus territórios e conquistar por partes.

Ao nos depararmos com alguma atividade que consideramos difícil nossa primeira reação é travar. Como resultado surge a desmotivação.

Essa técnica é o passo inicial para você começar a destravar e não enxergar obstáculos, mas sim possibilidades. Você vai utilizá-la sempre que se deparar com um desafio grande.

Técnica #03 – Ação instantânea

A mente é muito confusa. E às vezes ela mais atrapalha do que ajuda. Quando você decide realizar uma tarefa sua mente começa a lembrá-lo da pia suja, do seu quarto desarrumado, do tanto de livros que você precisa ler… Enfim, são vários os motivos que surgem em sua mente para que você continue onde está. Isso gera em você um sentimento de desmotivação, preguiça, frustração, etc.

Outro problema está na quantidade de atrativos que existe na vida atualmente.

É muito melhor ficar sentado assistindo sua série favorita, navegando na internet ou jogando no celular. São em momentos como esse que uma tomada de ação rápida pode te aliviar e colocá-lo em movimento.

Começar a agir alivia sua mente de qualquer tipo de pensamento negativo. Em vez de perder tempo se preocupando, criando obstáculos ou pensando no quanto precisa fazer, simplesmente comece.

Conclusão

Espero que esse artigo seja seu guia fundamental para se manter motivado. Motivação é algo muito subjetivo, por isso é necessário que você pense a respeito do que te motiva, isso tem que ficar muito claro em sua mente.

Anote essas técnicas para você se lembrar. O desânimo é o pior inimigo de qualquer pessoa. Seus resultados começam a minguar quando você não está motivado.

Quais características vitais um líder deve possuir

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por Ronaldo Lundgren.

quais características vitais um líder deve possuir

Quais características vitais um líder deve possuir

Treinamento para liderar pessoas difíceis

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por Ronaldo Lundgren.

treinamento para liderar pessoas difíceis

Treinamento para liderar pessoas difíceis

“Eu estava apreensivo para a visita de inspeção que iria acontecer no Batalhão que eu comandava. Passei a noite revendo cada detalhe. O General era uma pessoa tida como difícil… Você nunca sabia o que se passava na cabeça dele. Sua fisionomia não deixava transparecer nada. Além disso, qualquer deslize era severamente reprimido.

O resultado da inspeção afetaria minha relação com a tropa. Se fosse bom, o esforço da preparação valera a pena. Em caso negativo, a confiança da tropa em mim seria comprometida”.

É quase certo que você conhece algum colega de trabalho que tem uma personalidade complicada. É difícil lidar com uma pessoa assim. Ainda mais se você é o líder do grupo.

Então, como você pode se preparar para tratar com uma pessoa difícil e exercer sua liderança?

Treinamento 1 – identificar o perfil psicológico

O primeiro treinamento vai lhe preparar para identificar o perfil da pessoa que está lhe tirando do sério.

O site Psiconlinews considera que a “pessoa com uma personalidade difícil geralmente não é ciente do mal que causa aos demais e tende a culpar os outros pelos fracassos em suas relações”.

Algumas delas são bem semelhantes ao “amigo tóxico”, aquele que só lhe traz energias ruins e más vibrações. Para o Psiconlinews, as seis personalidades mais complicadas são as seguintes:

1. A  agressiva

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É uma pessoa mal-humorada e geralmente reage mal a insultos e críticas. Muitas vezes reage de maneira desproporcional quando se sente tratada de forma injusta.

Se você quiser acalmar a fera, precisa ter cuidado com as palavras e com a abordagem ao falar com essa pessoa. É importante que você não demonstre fraqueza na presença dela porque ela provavelmente vai se aproveitar da situação para demonstrar a sua “superioridade”.

A atitude mais sensata é ser racional e tentar se manter equilibrado quando estiver com ela, haja vista que uma atitude ousada pode provocar sua hostilidade e agressividade.

2. A que reclama de tudo

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Essa pessoa encontra sempre o lado negativo das coisas. Culpa os outros por tudo que acontece de ruim com ela. Acha-se a dona da razão em todas as situações.

Às vezes são pessoas muito inteligentes. Podem até estar certas sobre muitas coisas, mas o fato de reclamar  de tudo e de todos as estraga como boas companhias.

3. A que sempre concorda com você

Ela concorda com tudo que você fala. Mas, quando se trata de agir, a história é outra.

São pessoas que parecem estar sempre de bom humor. São muito sociáveis e parecem que sempre serão amigos incondicionais. No entanto, quando você precisa delas, elas desaparecem.

Elas buscam a aprovação dos outros e prometem muito mais do que podem cumprir. Essa é a forma que elas encontraram de conseguir a amizade e a aceitação dos demais.

4. A “sabe tudo”

Neste perfil podemos encontrar duas categorias distintas:

  • aquele que acha que sabe tudo, mas que não sabe nada; e
  • aquele que realmente é muito inteligente.

No primeiro caso, a estratégia para lidar é simplesmente argumentar e fazer com que vejam seus erros. Essas pessoas são, muitas vezes, inconscientes de sua ignorância. Geralmente, só estão buscando a aprovação dos demais.

Já no outro caso, a pessoa realmente tem um conhecimento extraordinário, mas age com certo ar de superioridade. Acredita ser melhor que os outros e tenta fazer com que se sintam burros perto dela.

São muito independentes e tendem a rejeitar a ajuda dos outros. São teimosas e, muitas vezes, intolerantes a opiniões alheias. Elas são muito autoconfiantes e não têm vontade de mudar.

5. A Pessimista

São pessoas que parecem estar constantemente irritadas com o mundo. Elas só percebem os obstáculos, complicações e efeitos adversos das situações.

Podem vir a infectar outras pessoas com sua negatividade. Ao viver alimentando pequenas dúvidas, também podem induzir os outros em sua volta ao ceticismo.

6. A Indecisa

Essas pessoas são diferentes daquelas que acham que têm razão em tudo. As pessoas com personalidade indecisa são muito reflexivas. Demoram em tomar decisões por conta do medo.

É importante tentar facilitar a comunicação com elas para que consigam expressar suas dúvidas. Ajude-as a encontrar outras soluções para seus problemas e incentive a tomada de decisão.

Voltando à visita de inspeção

“Em conversa com comandantes que foram inspecionados antes de mim, eu identificava o perfil psicológico do General como AGRESSIVO e QUE RECLAMAVA DE TUDO.

A partir daí, imaginei situações que poderiam acontecer durante a visita. O que poderia dar errado?: Desfile da tropa? Limpeza do quartel? Documentação desatualizada? Apresentação do pessoal? Qualidade da alimentação? O que pude imaginar orientou minha preparação pessoal.

Para cada item preparei uma forma de responder”.

Treinamento 2 – como lidar com a pessoa difícil

Você passa mais tempo com os seus colegas de trabalho e chefe do que com a sua família. E, certamente, precisa conviver com pessoas de diferentes personalidades, compatíveis com a sua ou não.

Uma vez identificado o perfil psicológico, o que fazer com aquela pessoa que torna o seu dia a dia mais difícil?

Para contornar situações com pessoas difíceis: não deixe que a raiva domine você.site Psiconlinews sugere que devemos adotar as seguintes condutas:

O que fazer com uma pessoa AGRESSIVA?

É de grande utilidade que você tente focar em conversas e atividades que não despertem a hostilidade dela.

Você pode conversar sobre os seus interesses em comum para tirar a atenção dos problemas que despertam a sua raiva. Ser agressivo ou tentar corrigi-la não será útil porque ela, provavelmente, irá reagir num tom mais agressivo ainda.

Se a sua voz e linguagem corporal forem tranquilas, então será mais fácil de lidar com esse tipo de pessoa. Se ela quiser falar sobre suas histórias relacionadas aos seus sentimentos de raiva, deixe que fale livremente. Depois que ela acabar, exponha o seu ponto de vista sem culpá-la por suas ações.

É importante para ela que você demonstre interesse pelo assunto. Na verdade, ela só precisa de atenção e alguém que a compreenda. Se a conversa fugir do controle, é aconselhável deixá-la para outra hora, quando as coisas estiverem mais calmas.

E com uma pessoa QUE RECLAMA DE TUDO?

Primeiro, você precisa escutá-la. Deixe bem claro a sua posição porque ela provavelmente vai tentar fazer com que você se sinta culpado por alguma coisa.

Não é aconselhável se desculpar e concordar com tudo que ela diz. Nem se responsabilizar por algo que você sabe que não é culpado. O melhor a fazer é tentar resolver as coisas de forma diplomática.

Ela reconhecerá quando você a convencer da verdade e tentar resolver o assunto. Então você precisa ser paciente e se mostrar aberto a raciocinar com ela sobre o tema. Aconselhá-la a conversar com a pessoa com a qual ela está tendo problemas poderá ajudá-la.

E a QUE SEMPRE CONCORDA COM VOCÊ?

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É importante que você faça com que ela saiba que continuará sendo amigo dela, desde que ela seja sincera com você.

É necessário ter uma conversa mais profunda para que haja um grau de concordância entre ambas as partes e para que possam melhorar a relação. Dessa forma você também estará ajudando-lhe a falar coisas que ela não tinha coragem para dizer antes.

Você também precisa tentar convencê-la a não prometer mais coisas do que a sua possibilidade em cumprir. Mas não a acuse. Só a faça refletir sobre isso. Faça com que ela saiba que a amizade entre vocês é importante e que você precisa saber se essa relação será honesta daqui pra frente.

E com aquela QUE SABE TUDO?

Para argumentar com este tipo de pessoa, você precisa estar ciente de que ela é muito bem informada. É de se esperar que ela vá destacar algum erro no seu discurso.

Você precisa prestar atenção ao que elas dizem. O importante é não discutir sobre coisas que evidenciem o seu ego.

Se você não estiver seguro, tente não atacar as suas ideias e opiniões diretamente. Contorne o objetivo por outros caminhos. Você precisa se manter respeitoso e não permitir que ela lhe ridicularize.

O que fazer com uma pessoa PESSIMISTA?

Em vez de discutir, use frases encorajadoras que aos poucos possam mudar a visão dela sobre a situação.

Demonstre com palavras e ações que existem pontos positivos. Que há esperança e solução para a maioria das situações. Faça com que racionalizem as suas opções. Que tentem visualizar o pior cenário e onde se situa o foco de sua atenção. Assim, poderão perceber que o pior cenário nem sempre é tão ruim como elas acreditam.

Vá aos poucos usando ferramentas que compensem o seu pessimismo. Isto fará com que ela mude suas atitudes e opiniões.

E uma pessoa INDECISA?

Pergunte como estão se sentindo. Tente, realmente, se interessar por elas. São pessoas que, muitas vezes, não se expressam por medo de ofender ou incomodar os outros.

Embora possam ser amizades muito boas no início, com o passar do tempo pode ser difícil mantê-las. Essas pessoas raramente expressam uma opinião ou tomam partido de algo.

O final da inspeção

“O General passou a manhã inteira inspecionando o Batalhão. Tudo se passou conforme o planejado. Ele não deixava transparecer nada. Eu não sabia se estava gostando. Porém, nenhuma admoestação acontecera.

Contudo, na hora do almoço, com todos os oficiais, algo imprevisto aconteceu. Estávamos à mesa, esperando o cafezinho após a sobremesa. Sentado ao seu lado, vi o garçom tentar colocar a xícara na mesa. Naquele momento, o General, que não percebera o garçom, fez um movimento com a mão, derramando o café quente na camisa de seu uniforme. Aquilo alterou a fisionomia dele totalmente. Ele ficou perturbado…

Depois de secar a camisa com um guardanapo e tomar um outro café, solicitei autorização ao General para fazer uso da palavra. Não me lembro de tudo o que falei, mas veio à minha mente uma frase que ajudou a aliviar o clima tenso.

Disse que a força de nosso Batalhão era feita pelas pessoas que nele serviam. E essas pessoas cometiam erros. E era bom que errassem, pois mostravam que não eram máquinas”.

O General ouviu, depois falou. Destacou que ficou bem impressionado com o que viu no Batalhão. Que todos os militares estavam de parabéns pelo resultado da inspeção. Foi um alívio…

Considerações finais

O treinamento consiste em desenvolver duas técnicas importantes. Na primeira, identifique o perfil psicológico da pessoa que tem um comportamento difícil. A segunda exige que você se prepare para lidar com essa pessoa. Imagine situações que podem acontecer. Defina como você vai agir em cada uma delas.

Além das dicas apresentadas para lidar com cada tipo de perfil, procure levantar a bandeira branca. Exercite a paciência. Afinal, na maioria dos casos, você tem que conviver com essa pessoa já que trocar de emprego nem sempre é uma solução ou opção plausível.

Você não pode entrar no jogo da pessoa. Bancar o indiferente também não é uma boa estratégia, pois ela pode se irritar ainda mais e o conflito piorar.

A estratégia é manter a compostura e não agir pela emoção.

Como tomar uma grande decisão na sua vida

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como tomar uma grande decisão

Como tomar uma grande decisão na sua vida

Vez por outra, temos que tomar grandes decisões em nossas vidas. Isto acontece de tempos em tempos, de forma regular. É importante reconhecermos esta certeza. E estarmos preparados para quando o momento chegar.

É comum entrarmos em “modo avião” – com o piloto automático ligado – vivendo nossa rotina diária. De repente, somos surpreendidos com uma situação que exige nossa concentração total. A vida demanda que seja tomada uma grande decisão.

Grandes decisões que fazem a vida mudar. Que asseguram o crescimento pessoal e profissional. Decisões que, se não forem tomadas, podem causar prejuízos difíceis de corrigir.

Veja como o cérebro atua

Alexandre de Santi explica como o cérebro atua para a tomada de decisão. Em artigo publicado na Revista Super Interessante, ele comenta:

“Alguns momentos definem o rumo de nossa vida. O vestibular. O casamento. O primeiro filho.

Nessas horas, geralmente estamos diante de dois ou mais caminhos. E precisamos tomar uma decisão.

Recorremos à lógica, às emoções, aos amigos, aos pais, a qualquer um com um pitaco a oferecer. E, enfim, escolhemos. Com um baita medo de errar.

Para nos levar à melhor alternativa, o cérebro tem um sistema capaz de esmiuçar dilemas.

Esse sistema conta com 3 engrenagens, ativadas por qualquer escolha que apareça na nossa frente – pode ser algo que nos obrigue a mudar de cidade ou só a trocar a marca da margarina.

Uma das engrenagens representa o desejo de chegar à conclusão mais lógica. Outra está ligada a tudo o que você já viveu e aprendeu. E a terceira tem a ver com seus antepassados.

Cada uma das 3 analisa as alternativas por um ponto de vista, mas nenhuma dá conta de resolver o problema sozinha.

É como se o trio formasse uma banca de advogados. Individual­mente, cada engrenagem tem uma opinião, mas precisa apresentá-la às outras e convencê-las.

Como acontece em qualquer discussão, alguma delas vai falar mais alto. E a banca apresentará o caminho a ser tomado, em conjunto. Pronto, está tomada a decisão”.

Esses são alguns sinais de alerta que chegou a hora de você tomar uma grande decisão na sua vida

A vida nos mostra sinais diariamente. Basta você estar atento para percebê-los. Confira alguns indicadores que podem alertar que o momento para uma grande decisão se aproxima.

Estar na defensiva

Se você está na defensiva, sempre tentando se explicar, aguardando que outras pessoas indiquem o lugar e o caminho a seguir, considere que isto é um sinal para tomada de decisão.

Algo em você precisa mudar. Uma grande decisão deve ser tomada.

Analise bem o que está lhe acontecendo. Anote em uma folha de papel. Certifique-se de que não é uma coisa momentânea. Tendo a certeza de que é algo que vem ocorrendo há um bom tempo, prepare-se para decidir.

Estar insatisfeito

A ambição é uma característica que pode ser boa ou ruim. Depende de como você a controla.

Em seu lado bom, ela faz você se movimentar. Faz você procurar alcançar e satisfazer sua vontade.

Estar insatisfeito no trabalho ou em um relacionamento pode significar que uma grande decisão precisa ser tomada.

Mais uma vez: analise bem a situação. Veja se, ao invés de uma boa ambição, não é a maldita inveja que lhe assola.

Uma vez tendo certeza, decida.

Estar acomodado

Em alguns casos, tudo parece estar transcorrendo às mil maravilhas. Nada aborrece você.

No trabalho, está plenamente satisfeito. Em sua vida pessoal, “se melhorar estraga”.

Situações assim podem indicar uma estagnação. Você pode não estar vendo o mundo a sua volta.

Não precisa sair em busca de problemas, mas é possível que você deva tomar uma grande decisão para mudar de patamar.

como tomar uma grande decisão
 Como tomar uma grande decisão na sua vida

O sítio Vix.com publicou as seguintes 5 dicas valiosas para auxiliar na tomada de decisão.

Pés no chão sempre

Ser realista e encarar o fatos na hora de tomar uma decisão diminui, e muito, a chance de você se frustrar depois.

Seja otimista, mas não crie expectativas mirabolantes e considere suas experiências de vida.

Pense em tudo que deu certo e deu errado e considere diversas possibilidades.

Vale lembrar que isso não significa que você não deva levar suas emoções e intuições em conta no momento da decisão, mas se prender à realidade pode evitar decepções.

Filtre opiniões alheias

Na hora de tomar uma grande decisão, é comum recorrer a amigos e parentes para conversar.

Isso é positivo, porque externar o dilema e discutir as possibilidades em voz alta facilita a análise da situação.

Entretanto, procure filtrar as opiniões dos outros – nem sempre os fatores que pesam para as pessoas são os mesmos que você deve considerar.

No final das contas, não se esqueça: é você que deverá lidar com o resultado da sua decisão.

Olhe para o futuro

Se você é infeliz no seu trabalho ou relacionamento há dez anos, por exemplo, procure não pensar que esses anos foram desperdiçados e sim no que te fará mais feliz no futuro.

Não seguir em frente apenas pelo pensamento de que está jogando fora o que construiu antes pode ser uma grande cilada.

Considere as possibilidades com lógica, procure se culpar menos pelo passado e pense no dilema isoladamente.

Respeite o tempo

Normalmente, alguns dias são suficientes para fazer todas as considerações necessárias para tomar uma boa decisão.

Durante o dia, você deve refletir, pesquisar, se necessário, buscar a ajuda que julgar importante.

Durante a noite, no sono, o subconsciente é capaz de reavaliar todas as questões. Passados alguns dias, a análise do dilema torna-se mais profunda.

Considere os riscos

Faça listas de prós e contras de cada um dos fatores de suas decisões, pense em tudo o que poderia dar errado e em quão impactantes seriam os benefícios e estragos de cada escolha.

Questione-se e, se achar necessário, chame uma pessoa de confiança para debater todos os seus argumentos.

Ao final, a decisão tomada será aquela que contém menos brechas e traz mais benefícios.

Deixar de tomar decisões é o que impede você de seguir adiante

Se você acha que não está no lugar ou posição que gostaria. Ou se sente infeliz com qualquer aspecto de sua vida, provavelmente, isto se dá porque você não deixou de tomar decisões nos momentos que elas eram necessárias.

Mas, há tempo para corrigir seu rumo.

  • Você está acima do peso? Mude sua dieta e pratique exercícios físicos.
  • Você está financeiramente quebrado? Aprenda a controlar seus gastos.
  • Você está infeliz? Pare de focar apenas em você e comece a focar nos outros.

Sempre haverá uma resposta para seus problemas. A resposta sempre será tomar a próxima grande decisão com coragem. A resposta sempre será acreditar você mesmo. Tudo acabará bem. Pode acreditar.

Hora de ação!!!

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Referências

Tim Denning. How to make the Nest Big Decision in Your Life. Publicado originalmente em Addicted2Success.com.

Alexandre de Santi. Como Tomar Decisões. Revista Super Interessante.

Vix.com. Como Tomar Decisão.