Liderança não é apenas sobre grandes atitudes

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por Ronaldo Lundgren.

Liderança não é apenas sobre grandes atitudes

Liderança não é apenas sobre grandes atitudes

Muitas pessoas ficam paralisadas quando têm um problema grande pela frente. O que fazer? Como fazer?

Este tipo de comportamento é bem comum. Acontece até mesmo com pessoas que ocupam cargos de liderança.

Para enfrentar momentos como esses, é importante entender a situação, definir seus objetivos e enfrentar o problema fazendo primeiro aquilo que está a seu alcance.

Dizendo de outra maneira, sabendo o que você quer, passe a fazer as coisas mais simples e fáceis. As mais complexas, que precisam do envolvimento de outras pessoas, que têm seus próprios interesses, é necessário negociação. Portanto, deixe para depois, mas não esqueça.

- defino o meu objetivo
- busco forças em mim mesmo
- procuro manter a calma, sem desesperar
- planejo o que vou fazer
- primeiro, as coisas mais simples e fáceis
- procuro identificar aquilo que eu tenho ou que estou fazendo que pode estar aumentando o problema
- vejo como está minha vida e como quero que ela fique depois do problema resolvido
- busco apoio de pessoas de minha confiança
- fico atento a meu comportamento, para não esmorecer

Este é um modo de encarar a vida que eu procurei transformar em um princípio, de maneira que possa utilizar em várias situações.

Para reforçar este princípio, costumo recorrer a algumas frases que me ajudam a agir, sem ficar parado, esperando que as coisas se resolvam por elas próprias.

Frases para não esmorecer

  1. Liderança não é apenas sobre grandes atitudes, sobre mudar o mundo. Pensar desse modo só contribui para cercear a própria liderança.
  2. A liderança acontece nas pequenas coisas e atitudes. Ela é para todos, impactando positivamente alguém ou ajudando a compreender o mundo.
  3. Todos têm algo a ensinar e algo a aprender.
  4. Devemos reconhecer pequenos atos de liderança.
  5. Liderança é sobre encorajar e agregar pontos de vista.
  6. Liderança facilita o ambiente para que as pessoas possam ser criativas.

Passar para a ação

Essas frases me ajudam a lembrar que os problemas não são tão grandes que não possam ser resolvidos. E a solução começa pelo mais simples e o mais fácil.

Ao reler que “todos têm algo a ensinar…”, busco apoio nas pessoas que mais confio. Elas sempre ajudam com conselhos simples e fáceis que eu não havia pensado.

A liderança ajuda a me dar coragem a enfrentar os problemas. Fico imaginando o que a minha equipe espera que eu faça. Por certo, ela não imagina que eu vou ficar paralisado, sem nada fazer.

Saber o que quer – definir seu objetivo – fazer o mais fácil e mais simples primeiro – praticar a liderança de você próprio. Este é o princípio que tenho para aplicar aos problemas que a vida me coloca pela frente.

E você? Tem seu princípio? Quer compartilhar?

Autoconhecimento: primeiro passo para investir em você

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por Ronaldo Lundgren.

Autoconhecimento: primeiro passo para investir em você

Autoconhecimento: primeiro passo para investir em você

“A COMPETÊNCIA É A REGRA DEFINITIVA DA LIDERANÇA e começa com o autoconhecimento”. (Dave Ulrich)

Precisamos conhecer nossas habilidades, nossos limites, nossas capacidades. E se faz necessário direcionarmos o nosso caminhar num desenvolvimento constante.

Se você não conhece suas crenças e valores, como estará preparado para enfrentar o mundo?

Se você não é emocionalmente maduro, como poderá aprender para melhorar sua capacidade profissional e crescer como líder?

Com o autoconhecimento, você consegue extrair importantes lições de suas experiências de vida. Aplicando-as com cuidado, discernimento, energia, coragem e humanidade, você deixa de seguir aquilo que é desejo dos outros.

autoconhecimento permite você identificar suas fortalezas e fraquezas. A partir daí, começa o caminho para investir em você mesmo. Para adquirir competência.

A competência requer coragem para ousar e assumir riscos. Exige também, humildade para aprender com os colegas e compartilhar com eles os frutos do sucesso.

Já sei quem sou

Se já se conhece, passe a investir em você. Planeje-se para adquirir a competência profissional que você almeja.

Alguns aspectos são comuns para quem deseja melhorar sua competência profissional.

1. PRATIQUE A CLAREZA DE RACIOCÍNIO – a clareza de raciocínio requer superar os detalhes para enxergar as implicações mais abrangentes. Procure identificar padrões. Para enxergar padrões, ao invés de ficar preso aos detalhes, é necessário aprender a estruturar os problemas conceitualmente e comunicar objetivos mais amplos.

2. TOLERE O ESTRESSE – uma das maiores fontes de estresse é o medo do fracasso. Muitas vezes, nada parece fácil. Particularmente com as ambiguidades e complexidades inerentes ao dia a dia. Espera-se que um líder administre as emoções e expectativas dos outros assim como as dele próprio. Então, mantenha a calma, mesmo em circunstâncias difíceis.

3. CUIDE DO SEU CARÁTER E INTEGRIDADE – o seu caráter é formado pelo conjunto de qualidades que define quem você é. Sua adesão a códigos de conduta moral guia suas ações e dimensiona sua integridade. Um caráter baseado em princípios sólidos de integridade desperta a confiança.

4. CUIDE-SE – o cuidado consigo mesmo significa desenvolver a resistência. Adquira a capacidade de responder a adversidades e manter sua energia diante das dificuldades. Cuide de sua saúde física, mental, emocional e social.

Considerações finais

Autoconhecimento: primeiro passo para investir em você. Tenha em mente que a competência começa dentro de cada indivíduo.

Quando você cuida de si, torna-se mais capaz de cuidar dos outros.

Você é a força de seu pensamento

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por Ronaldo Lundgren.

Você é a força de seu pensamento

Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela. Paulo Coelho

O que é o pensamento? Além de ser uma atividade mental, o pensamento também é eletricidade.

Vemos suas manifestações por toda parte. Quanto mais contemplamos e estudamos o pensamento, mais verificamos sua enorme força e seus poderes ilimitados.

Você é a força de seu pensamento

Olhe ao seu redor.

Se você está em um quarto, enquanto lê este post, seus olhos lhe dirão que você está vendo uma série de objetos inanimados. Mesa, cadeiras, computador, smartphone, janela, cortina, livros, etc.

Isto é verdade no que concerne à percepção visual. Mas, na realidade você está vendo pensamentos ou ideias que se materializaram através do trabalho criador de algum ser humano.

Originariamente, foi o pensamento que criou a mobília, modelou o vidro da janela, construiu o computador.

Tudo o que o homem cria tem uma única fonte: o pensamento.

Mais ainda: a origem de toda ação humana é o pensamento. Para Buda,

tudo o que somos é o resultado do que pensamos“.

Sua própria vida é o seu pensamento e o resultado dos seus processos de pensar.

Sua carne, ossos e músculos podem ser reduzidos a 70% de água e algumas substâncias químicas de pouco valor, mas é a sua mente e o que você pensa que faz você ser o que é.

O segredo do sucesso não está fora, mas dentro de seus pensamentos.

Você não come, não se veste, não corre para tomar um ônibus, não dirige seu automóvel, não sai para passear ou não lê um jornal, nem mesmo levanta um braço, sem preceder tudo isso de um impulso mental.

Pode até parecer que seus movimentos e atos são automáticos, causados por alguns reflexos físicos. Porém, a energia mental está por trás.

O próprio modo de andar, de se portar, de falar, de se vestir, tudo isso reflete sua maneira de pensar.

O que você mostra exteriormente, é internamente.

Você é o produto de seu próprio pensamento. Você é o que acredita ser.

Seus pensamentos, aqueles que predominam, determinam seu caráter, sua carreira, na verdade sua vida diária.

A mágica de acreditar

Ciente da força e da importância do pensamento, vale dizer que apenas o trabalho persistente não traz o sucesso.

O mundo está cheio de gente que trabalhou exaustivamente e que pouco conseguiu na vida. É necessário algo mais do que o trabalho.

É o pensamento criador e a firme crença na sua capacidade de executar as ideias que constituem a mágica de acreditar.

Você é a força de seu pensamento

Para se obter o sucesso é imprescindível que você saiba exatamente o que deseja da vida. Precisa saber para onde vai e deve manter um objetivo fixo em vista.

Então, determine com precisão o que você deseja. Não seja vago.

Querer ter sucesso é apenas uma ideia geral. Você deve ter um quadro bem delineado em seu cérebro. Interrogue-se:

  • Para onde desejo ir?
  • Qual é o meu objetivo?
  • Sei o que realmente desejo?
  • Quanto desejo ganhar de salário por mês?

O segredo é a alma do negócio

Depois de definir o que você deseja, não fique divulgando ou fazendo propaganda.

Quando você conta o que vai fazer, dispersa suas forças. Visualize seu desejo. Forme um quadro, uma imagem daquilo que você quer. Pense nisso. E guarde para si.

Tudo o que uma pessoa tem a fazer é acreditar, firme e sinceramente, que existe o poder da mente.

Sei que é difícil para a maioria das pessoas aceitar a ideia de que tudo existe interiormente. Mesmo o indivíduo mais materialista deve compreender que nada existe no plano exterior a não ser que ele tenha tomado conhecimento ou o tenha fixado no seu consciente.

É a imagem criada em sua mente que confere realidade ao seu mundo exterior.

E você, em que acredita?


Este post baseou-se no livro “A força mágica da vontade”, de Claude M. Bristol.

Seu hobby pode virar profissão

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por Mayara Oliveira.

hobby virar profissão

Seu hobby pode virar profissão: saiba como entrar nessa tendência

Saiba que é possível fazer o que você ama e ainda ganhar dinheiro com isso!

É muito comum ter hobbies na vida: quase todo mundo tem pelo menos um. Algumas pessoas gostam de jogar futebol, outras se entretêm através da leitura, ao passo que certas pessoas se sentem realizadas quando estão cozinhando.

Nem sempre essas pessoas conseguem se tornar jogadores profissionais de futebol, escritores com best sellers na carreira ou chefs de cozinha em restaurantes com estrela Michelin devido às circunstâncias da vida, mas isso não quer dizer que seja impossível ganhar dinheiro com o que se ama fazer.

Na verdade, isso é algo que pode estar muito mais próximo do que nós imaginamos. Ao fazer as perguntas certas, analisar a situação e tomar decisões para prosseguir, cada um de nós pode ser um trabalhador que ama o que faz e faz o que ama!

Como ser remunerado por fazer seu hobby?

O processo pode levar um pouco de tempo e dar um certo trabalho, mas tenha certeza que todos os esforços investidos valerão a pena em busca do objetivo tangível de ganhar dinheiro com o que você gosta!

Descubra quais são os seus desejos

Existem duas perguntas muito poderosas que podem te ajudar a chegar mais perto do seu objetivo, e a primeira delas é interna. Lembre-se das vezes que você disse “como eu gostaria de fazer isso!” e anote cada “isso” que você disse em uma lista.

Aqui, não estamos falando necessariamente de atividades profissionais, mas sim de coisas que você se agradaria em fazer, como jogar tênis de mesa, atuar em uma peça de teatro ou criar móveis funcionais, entre várias outras possibilidades.

Sua lista pode ser maior ou menor, não tem problema: o que importa mesmo é o que está escrito nela. Então, pesquise no Google algo do tipo “como ganhar dinheiro com ______”. Caso não encontre muitas sugestões, tente pesquisar em outro idioma, o que pode trazer mais resultados.

Ao fazer isso, você pode ter insights valiosos a respeito de iniciativas para ganhar dinheiro com o que você gosta.

Reúna todas as atividades que você tem facilidade em fazer

A segunda pergunta que pode te ajudar a encontrar o trabalho dos sonhos contará com a ajuda de outras pessoas. Esse será mais um exercício de memória, e é importante separar um tempo para conseguir encontrar a resposta.

Sabe quando alguém chegou e disse: “Como você consegue fazer isso?”. Pois bem, esse é um sinal que você consegue desempenhar, com facilidade e qualidade, algo que é difícil para outras pessoas. Faça outra lista com cada “isso”.

Pensando agora como empreendedor, uma das formas de ter um negócio de sucesso é oferecer soluções que as pessoas precisam, mas nem sempre conseguem fazer sozinhas ou com qualidade, e pode ser que essa necessidade seja exatamente aquilo que você domina.

Ótimas oportunidades que estão bem à nossa frente podem ser perdidas porque não reconhecemos o quão singular é ter facilidade em fazer algo que pode ser muito mais difícil para as outras pessoas.

Se for possível aliar suas facilidades e habilidades com algo que as pessoas desejam ansiosamente, mas não sabem como fazer, então você pode ter encontrado uma verdadeira mina de ouro para ganhar dinheiro com o que mais gosta.

Pense nos seus sonhos de infância

Como vimos anteriormente, nem todos conseguem realizar o sonho que tinham na infância, como ser jogador do time de coração, escritor de best sellers, bombeiro ou médico. Porém, mesmo esses desejos que parecem longínquos podem ajudar a encontrar a profissão dos sonhos.

Por exemplo, se você tinha o desejo de ser um médico, o objetivo era de ajudar pessoas. Ainda que você não tenha se formado em medicina, esse raciocínio pode ser muito útil.

Mesmo se tiver percebido que a medicina não é para você, o objetivo de auxiliar o próximo pode ser realizado de outra maneira, como através da aplicação de aulas de coaching, que são muito benéficas e auxiliam as pessoas a crescer, aprender e se desenvolver.

Se o sonho era de ser um escritor profissional e você não teve essa oportunidade, ser o dono de um blog onde você pode expor sua opinião e auxiliar pessoas que passam pelo mesmo tem um efeito bastante similar, o que também pode ser usado para ganhar dinheiro.

Analise qual é a essência dos seus sonhos e veja o que você pode fazer para chegar mais perto dela, seja através de uma conversa com alguém que atua na área, da realização de um curso ou de alguma experiência que possa agregar uma bagagem intelectual importante.

Ainda que não seja possível realizar esses desejos literalmente e da forma que você imaginava, pode-se percorrer um caminho similar e alcançar um objetivo tão legal quanto o primeiro, e ainda por cima, lucrativo.

Considere que atividades menos legais fazem parte do processo

Ainda que seja possível encontrar aquilo que ama e haja a oportunidade de ganhar dinheiro com isso, é importante entender que também pode haver percalços e dificuldades no caminho. É quase impossível ter um emprego que seja 100% legal a todo momento.

Ainda no exemplo do escritor, você pode ter encontrado ali a sua praia, mas ainda haverá as partes um pouco menos legais, como iniciar um post e se deparar com a tela toda branca, estabelecer uma rotina para conseguir atingir os resultados esperados e acordar cedo para conseguir aproveitar melhor o dia.

Cada atividade tem os seus prós e contras. O ideal é que o primeiro grupo seja maior que o segundo, mas ambos coexistem em praticamente todas as atividades.

Até mesmo os grandes escritores podem não conseguir vender muitas cópias de um livro, enquanto os jogadores profissionais de futebol se lesionam, perdem campeonatos e treinam a técnica, a tática e o físico todos os dias.

O que mais vale nessa equação é que a parte boa seja maior do que aquela que não é tão boa assim, mas também se mostra essencial para a obtenção dos resultados esperados.

Encontre o que você mais gosta e atinja o estágio de realização profissional

Viu como é possível seguir a um processo para chegar na profissão ideal, em que você faz o quê tanto gosta e ainda é remunerado por isso? A estrada pode ser curta para alguns e mais longa para outros, mas todos precisam percorrê-la para chegar ao destino.

Descubra o que você gosta, em que os outros o consideram como bom, lembre dos seus sonhos de infância, adapte-os à sua realidade e lide com os percalços de uma maneira positiva para estar cada vez mais perto de trabalhar com o que te faz feliz.

A capacitação é importante no meio do caminho, seja através de cursos online ou da atuação na prática naquela área, mas lembre-se que o passo mais importante é o primeiro. Depois, os outros serão consequência, e quando se der conta, você já poderá estar sendo o protagonista dos seus maiores sonhos.

Sexto sentido empreendedor: como a intuição impulsiona a tomada de decisão

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Sexto sentido empreendedor: como a intuição impulsiona a tomada de decisão

intuição impulsiona a tomada de decisão

Este texto foi publicado em Medium Corporation.

por Aytekin Tank. (*)

Adam Werbach era o menino de ouro do Sierra Club.

Ele cresceu em Los Angeles. Aos 7 anos de idade preferia acompanhar os noticiários sobre poluição atmosférica antes de suas práticas de T-ball. Um hábito matinal alimentado por um enorme amor pelo meio ambiente e uma visão para um futuro mais verde.

Aos vinte e três anos, Werbach tornou-se o presidente mais jovem da história do Sierra Club – uma das principais organizações ambientais dos Estados Unidos que promove soluções climáticas e conservação.

Ele começou com disposição e, imediatamente, passou a aproveitar sua energia, inteligência e talvez um pouco de intuição para mudar drasticamente o funcionamento do clube.

O jovem ativista foi admirado por toda a parte. Acumulou muitos seguidores … até que ele tomou uma decisão de negócios que ninguém esperava.

Uma mudança que deu trabalho

Adam Werbach decidiu aceitar um emprego de consultoria no Walmart … a organização que muitos conservacionistas acreditam encarna tudo contra o qual o Sierra Club se opõe.

De repente, Werbach saiu da situação de fazer 200 discursos por ano pelo país, em frente a uma audiência entusiasmada, para não poder falar em público sem um aparato segurança privada.

Em entrevista à Revista Fast Company, Werbach compartilhou:

“Eu participei de um evento e alguém veio até mim e disse: ‘Eu não me sentiria seguro se fosse você. As pessoas estão revoltadas'”.

No entanto, as ameaças de morte foram apenas uma parte dos golpes que Werbach enfrentou em sua decisão de ir do verde ao azul.

Seus amigos e colegas alegaram que ele mudou de ideia e até hoje, alguns se recusam a falar com ele.

Dois ativistas chegaram a escrever uma carta aberta sobre o ex-presidente do Sierra Club, The Death of Integrity: Ao trabalhar com o Wal-Mart, o ativista Adam Werbach está abandonando seus princípios.

Para Werbach, provavelmente, não foi a melhor coisa a ler pela manhã.

O resultado compensou

No entanto, avançando em mais de uma década de reações adversas, Werbach está começando a ver que sua controversa decisão de ingressar no Walmart foi o correto.

Desde que assumiu o cargo de consultoria no Walmart, Werbach ajudou 40% dos funcionários da empresa a adotarem práticas sustentáveis.

Ele tem sido fundamental não apenas para diminuir o impacto do Walmart no meio ambiente, mas também para melhorar a qualidade de vida de seus funcionários – um dos movimentos de Werbach ajudou 12 mil funcionários do Walmart a deixar de fumar.

Além de muitas iniciativas de sustentabilidade do Walmart, Werbach está agora trabalhando com grandes marcas como Proctor & Gamble, General Mills e Sony BMG para fazer o mesmo.

Ele argumenta que sua decisão de deixar o Sierra Club e se juntar ao Walmart deu a ele uma plataforma muito maior para difundir a conscientização sobre sustentabilidade e conservação ambiental.

Quando a sua intuição pode tornar o mundo um lugar melhor

Atletas chamam de instinto. Hipsters conhecem como vibrações. Os cientistas afirmam que é intuição. Você e eu provavelmente nos referimos a isso como um pressentimento. E, o mais espiritual entre nós poderia pensar nisso como um sexto sentido.

Independentemente de como você chame, a maioria de nós experimentou um “sentimento” que não podemos descrever – seja sobre uma pessoa, um evento ou, no caso de Werbach, uma grande decisão de negócios.

intuição impulsiona a tomada de decisão

Nos negócios, muitas vezes somos ensinados que cada decisão deve ser orientada por dados. Mas acontece que algumas das principais mentes do mundo confiam tanto em sentimentos quanto em fatos concretos …

De Henry Ford e Bill Allen da Boeing, a Travis Kalanick, do Uber, esse pensamento contraditório e radical levou muitas pessoas corajosas a obterem grandes sucessos.

O mesmo vale para grandes sonhadores como Walt Disney, Elon Musk e Steve Jobs. É aparente que visão e determinação não têm sido a única coisa ao lado deles. Um sentimento mais profundo parece também existir …  Intuição ou algo que se “descobre” instintivamente e não através de raciocínio consciente.

Steve Jobs era um defensor sincero da intuição. Famoso por dizer que sua regra de negócio número um era confiar em seu coração e em seu instinto.

Mas o que exatamente é esse sentimento? Realmente tem alguma validade?

Você poderia usar a intuição?

Sonia Choquette é autora e coach globalmente famosa. Ela trabalha com executivos para aproveitar sua intuição, a fim de tomar melhores decisões de negócios.

Ela argumenta que, usando apenas o intelecto e evitando sua capacidade inata, você está se mantendo longe dos insights mais valiosos.

No entanto, até mesmo Choquette adverte que a intuição não deve ser seguida cegamente. É muito mais eficaz um indivíduo se valer da visão e da experiência que possui no setor para tomar uma decisão.

É aí que entra a ciência.

intuição impulsiona a tomada de decisão

No “Journal of Organizational Behavior e Human Decision Processes“, um estudo foi publicado por pesquisadores do Boston College, Rice University e George Mason University, que descobriram:

A intuição é eficaz quando se toma uma decisão em uma área onde o tomador de decisão tem um conhecimento profundo.

Micahel Pratt, especialista em psicologia organizacional e pesquisador do estudo acima, tinha algo fascinante a compartilhar sobre o tema da intuição:

“A intuição é como a nitroglicerina – ela é melhor usada apenas em certas circunstâncias”.

Como Choquette, Pratt também adverte que é preciso ter cuidado ao usar seu instinto em uma indústria com a qual não estão totalmente familiarizados.

Vida real

Para usar alguns exemplos da vida real. Se você é um Diretor de Marketing que trabalhou em bens de consumo durante toda a sua vida. Aí, aparece jovem empreendedor que pede para que você invista na empresa de biotecnologia dele. Pense duas vezes antes de investir. Mesmo se tiver um “sentimento muito bom sobre isso”.

No entanto, se um de seus funcionários vier até você com uma campanha de marketing e algo dentro de você estiver dizendo … “John, você tem que tentar. Isso realmente funciona” … essa pode ser a sua intuição falando.

Essa abordagem intuitiva desempenhou um papel significativo em nosso constante crescimento no JotForm. Inclusive influenciando nossa decisão de realizar alguns experimentos malucos de marketing.

Sim, é um “sentimento” que não conseguimos descrever, mas de alguma forma consegue nos convencer de que deveríamos tentar … realmente poderia funcionar.

Aplicar a intuição a sua vida não é fácil

Como escrevi em “Como toda decisão que você toma é errada“, a intuição pode ser um pouco ambígua.

intuição impulsiona a tomada de decisão

Em particular, rastreá-la pode ser a parte mais desafiadora. É fácil compensar nossos sentimentos iniciais sobre alguém ou algo depois que o evento já terminou.

Por exemplo, se uma relação comercial termina, é fácil dizer “nunca tive um bom pressentimento sobre esse sujeito” depois do fato … seja verdade ou não.

Se você está realmente interessado em testar seus instintos, pegar um caderno e rastreie seus sentimentos sobre uma decisão. De preferência,  antes de tomar a decisão. Uma vez que a decisão tenha realmente ocorrido, você pode voltar atrás. Pegue suas anotações e compare o resultado da decisão.

Para o autor Lewis Howes, essas “práticas de reflexão” ajudam a sintonizar seus pensamentos. Auxiliam também, a prestar atenção aos sentimentos iniciais sobre coisas, pessoas, eventos e decisões.

Enquanto eu não recomendaria apostar um milhão de dólares em um palpite ou um pressentimento … Eu não recomendaria evitar esse sentimento completamente, também.

Além disso, como expliquei em “Como tomar melhores decisões na vida e nos negócios“, nem todas as decisões são criadas da mesma forma.

Algumas estão no piloto automático (como a camisa para vestir todas as manhãs). Algumas baseiam-se apenas na intuição. Enquanto outras exigem tempo e atenção em tempo real.

Não é preto ou branco também. Estabelecer parcerias com alguém. Contratar funcionários. Escolher uma carreira profissional. Estes são exemplos que merecem sua energia cognitiva e sua intuição.

Referência(s)

Aytekin Tank – Entrepreneurial sixth sense: how intuition drives stronger decision making.

Rompendo o modelo de todo mundo igual

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por Ronaldo Lundgren.

Rompendo o modelo de todo mundo igual

modelo de todo mundo igual

Foto de Richard Perry/The New York Times, Detroit 3/3/2016.

Observe esta foto. Ela foi tirada durante um debate entre os candidatos do Partido Republicano nos Estados Unidos. Foi em março de 2016. Antes do Trump ganhar a eleição e tornar-se Presidente.

Será que não seguir a corrente destaca a pessoa no meio da multidão?

Quantos de nós deixamos de ser nós mesmos para não ficar diferente do grupo?

Tá todo mundo igual

Daniel Valle, em sua crônica “Tá todo mundo igual“, chama a atenção de que, na “ânsia de se tornar popular”, as pessoas estão fazendo o que todos fazem. Procurem ter tudo o que a maioria também tem.

Ter uma postura diferente e não ser um "Maria vai com as outras" na vida nos gera o rótulo de arrogante.

Daniel continua: “Cá pra nós, tá todo mundo muito igual”. Isso leva para o buraco a personalidade do indivíduo e o torna bastante superficial e sem opinião própria.

Está na contra-mão e ser um cara diferenciado lhe trará alguns problemas, mas nada apavorante.

O instinto natural de não se adequar aos modismos e fazer o que realmente o deixa bem consigo mesmo te obriga a procurar alternativas.

Se o ambiente não é a seu favor, o ser humano automaticamente busca opções que vão contra o tradicional. Dessa forma, nos tornamos um arrogante alternativo.

Contudo, ser do contra não é uma forma de rebeldia, é uma questão de personalidade.

Pessoas do século XXI

Álisson Boeira, fundador da Revista K7, mostra uma série de pessoas fotografadas pelo holandês Hans Eijkelboom.

Hans “fotografou por 20 anos pessoas de diferentes idades, sexos e classes sociais em lugares distintos para comprovar que estamos todos realmente muito iguais e sem personalidade repetindo alguns atos sem perceber”.

A vasta coleção de fotografias denominadas por ele como “Pessoas do Século XXI” virou livro.

Para Hans, a “globalização das marcas famosas de roupas é uma das grandes culpadas de todos esses “clones”.

“Nos últimos 10 anos tudo mudou. Todo mundo compra das mesmas marcas agora.” disse Hans.

modelo de todo mundo igualRompendo o modelo de todo mundo igual

modelo de todo mundo igual

Para romper o modelo de todo mundo igual basta ser você mesmo. É simples assim. Mas não é fácil.

Conheça a si mesmo. Comece perguntando: “Quem sou eu?“.

Depois, escreva quais são suas crenças e valores. Elas servem como seus limites. Como algo que você não negocia.

A partir desse ponto, você está em condições de romper o modelo de todo mundo igual. Marque sua posição respeitando as outras pessoas. Não fique inibido por contrariar a opinião do grupo. Mas tenha bons argumentos para justificar seu ponto de vista.

Aprenda a dizer não. Para ser você mesmo, muitas vezes terá que usar essa poderosa palavrinha.

Com o tempo, as pessoas a sua volta passarão a lhe compreender. As pressões diminuirão. Você servirá como referência para elas.

A transformação através do processo de coaching

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por Fernando Fernandes Pimenta.

A transformação através do processo de Coaching

E só muitos anos depois viríamos a descobrir que, para os outros, não éramos precisamente isto que somos – mas aquilo que os outros veem...
Há casos em que alguns acabam adaptando-se a essas imagens enganosas, despersonalizando-se, para o resto da vida num segundo“eu”. O eu dos outros...
                Mário Quintana em Porta Giratória (2007, p.38).

transformação através do processo de Coaching

A articulação teórica a ser feita no presente texto, terá como eixo norteador o relato de um processo de coaching de uma cliente, cujo fragmento de história de vida é relatado a seguir.

A cliente chama-se Cristina, tem 42 anos de idade e ocupa há alguns anos a diretoria de uma grande multinacional na cidade de São Paulo. Recentemente procurou um coach a fim de obter ajuda através de um processo de coaching de vida.

Caso estudado

Na sua primeira sessão com o coach, Cristina contou-lhe que nos últimos vinte anos tem se submetido a diversos processos psicoterápicos, de forma descontínua e com terapeutas de diferentes abordagens. Avalia que a terapia lhe tem feito muito bem e que não consegue se imaginar sem este suporte.

Em seguida, contou de forma metafórica qual foi a questão que a levou a procurar o coaching.

Considera que sua vida está como que presa em uma armadilha. Pensa que se pudesse, reescreveria seu roteiro de vida, desde há muito tempo.

Embora pretenda continuar fazendo terapia, acha que o processo de coaching lhe será mais efetivo nas mudanças que pretende que aconteçam em sua vida.

Influência dos pais

Seu relato é de que tem vivido a vida que foi definida por seus pais.

Entre as várias histórias que contou, destacam-se as seguintes: cursou engenharia por escolha de seus pais, mas sua preferência seria por Psicologia. O seu primeiro emprego, onde se mantém até hoje, foi conseguido  há dezesseis anos por solicitação de seu pai a um amigo que ali trabalhava. Há seis anos tornou-se  diretora da empresa, que é muito conservadora e com uma cultura que não lhe agrada. Tem se saído muito bem na carreira profissional, em razão de sua dedicação e comprometimento. A promoção ao cargo de diretora foi um reconhecimento pelo seu desempenho. Entretanto, não fosse pelo receio de causar um desgosto ao pai, já teria, desde longa data, procurado outra empresa, aonde pudesse ter mais liberdade e ser mais criativa e feliz.

Mora sozinha em local próximo para ficar mais tempo no trabalho.

Tem poucos amigos, pois é difícil mantê-los devido a sua intensa agenda de compromissos.

Seus relacionamentos sentimentais foram raros. Há oito anos conheceu um rapaz e apaixonou-se pela primeira vez. Sobre este acontecimento Cristina fez o seguinte relato:

Não me lembro de nenhum outro momento em minha vida que tenha sido mais feliz. Infelizmente o rapaz não pertencia a minha classe social, não tinha curso universitário e trabalhava como balconista em um pequeno comércio. Ao imaginar que meus pais poderiam não aprovar o relacionamento, senti-me obrigada a me afastar dele, antes mesmo de apresentá-lo a eles. Depois disso como não apareceu nenhum rapaz com um perfil aceitável, eu continuo sozinha.

Poderíamos prosseguir com os fragmentos de sua história de vida, mas já temos elementos para poder iniciar nossas reflexões.

Sessões de coaching

Desde a sua primeira sessão com o coach, Cristina compreendeu que tem muito pouco ou quase nenhum controle sobre sua própria vida.

Tem aceitado viver o que seus pais decidem ou como imagina que eles decidiriam. Este comportamento faz com que seus pais a vejam como a filha ideal. Eles têm lhe elogiado muito ao longo dos anos.

Embora Cristina tenha abordado muitas vezes esse tema em sua terapia, não conseguiu alterar essa situação.

Como esta condição lhe traz muito sofrimento, para conseguir algum alívio, justifica que as escolhas na sua vida não foram suas, isentando-se totalmente da responsabilidade pelo que passa atualmente.

Nos últimos anos ela tem percebido que tudo se transforma à sua volta, que a vida está em transformação.

Lamenta que somente sua vida esteja estagnada e sem qualquer alteração. Imagina viver mais do mesmo e sente que continua sendo a mesma de sempre.

Esta percepção agora a incomoda de tal forma, que pretende buscar a transformação e mudar sua vida.

Ainda não sabe exatamente o que quer, ou aonde quer chegar, mas pelo que já ouviu falar, participar de um processo de coaching pode ajudá-la a definir e realizar seus objetivos.

Processo de coaching

Vamos discutir a abordagem do processo de coaching em busca de solução às questões trazidas por Cristina.

Vamos definir melhor como se desenvolve o processo de coaching.

A função do coach no processo de coaching é a de:

  • facilitar a obtenção da  autoconsciência;
  • a identificação do potencial de realização;
  • o reforço da autoestima;
  • a definição dos objetivos;
  • a elaboração e acompanhamento da realização do plano de ação; e
  • o reconhecimento das conquistas.

O processo de coaching através da autorreflexão, definição de metas, ações e comportamentos, facilita a eliminação das barreiras e obstáculos que impedem a plena metamorfose da cliente.

A participação do coach é a de facilitar o desenvolvimento, ou melhor, a transformação do cliente, ajudando-o na realização de seus desejos e objetivos, facilitando para que ele possa atingir sua autonomia, emancipação, autorrealização e êxito, através da concretização de seus desejos.

O coach não dá treinamento, não ensina, não define padrões, não avalia o desempenho.

Além disso, não dá conselhos. Dele não se exige senioridade. Não necessita ser especialista em qualquer atividade da vida do cliente.

No coaching não é o coach e sim o cliente quem identifica e estabelece os objetivos que ele mesmo pretende atingir.

Coaching X Terapia

O coaching não se confunde com terapia, embora exista alguma sobreposição entre as duas abordagens, como construções teóricas similares, confidencialidade, relacionamento praticante-cliente etc.

Enquanto na terapia o foco é tipicamente retrospectivo, relacionamentos anteriores, problemas e padrões de comportamento, no coaching as recordações não compõem o seu principal eixo, pois o processo se dá com foco no presente e no futuro, buscando a desvelar as possibilidades presentes e tendo em vista despertar a consciência para a ação.

Durante as sessões de coaching, embora os afetos atravessem a linguagem do cliente, as dificuldades de ordem emocional, traumas, angústias e sofrimentos não são abordados, mas recomendados para um processo terapêutico com outro profissional.

O coaching de Cristina foi favorecido pela sua intensa vontade de transformar-se, fator essencial para o sucesso do processo.

Sequência

O coaching desenvolveu-se da seguinte maneira: depois de contatar e entrevistar o coach que foi indicado por sua terapeuta, Cristina teve a primeira das doze sessões semanais contratadas.

Para manter a necessária discrição, as sessões foram realizadas no consultório do coach.

A preocupação do coach desde a primeira sessão foi a de criar um autêntico vínculo de confiança com a cliente.

Também dedicou-se a rapidamente buscar empatia e rapport com Cristina.

Preocupou-se em manter sua escuta ativa, concentrando-se totalmente na cliente e dispondo-se a sua plena aceitação.

Empreendeu também a escuta estruturada. Encorajando-a, apoiando-a nos esclarecimentos, sintetizando aquilo que foi se desvelando durante as sessões e estimulando-a a refletir sobre os assuntos.

Os anos de terapia têm ajudado Cristina a lidar com as questões emocionais de sua vida. No entanto, faltava-lhe encontrar uma forma de fazer a transformação desejada acontecer.

O interesse pelo coaching visou torná-la capaz de realmente transformar sua vida.

Ao longo das sessões, o coach adotou a abordagem G.R.O.W. de coaching, que considerou a mais adequada para as necessidades de Cristina.

Na aplicação das quatro etapas do método, a cliente

  • decidiu os objetivos que pretendia atingir e os indicadores para a verificação que o teria atingido;
  • compreendeu plenamente a situação vivida atualmente, realizou o levantamento de todos os dados relevantes para a ação;
  • definiu o plano de ação para realizar os objetivos definidos, determinou as datas para a realização de cada etapa; e
  • estabeleceu as principais dificuldades e obstáculos que poderiam ocorrer na execução do plano, e quais as alternativas e recursos necessários para superá-los.

Considerações finais

O coaching de Cristina só será considerado efetivo, se de alguma maneira, alcançar o esperado.

E terá fracassado, se as pessoas relacionadas à cliente não perceberem a transformação pretendida em sua identidade, aquela que é percebida pelo outro.

A partir de então, a identidade de Cristina, concretizando-se (como metamorfose), deverá continuar a lançar-se ao futuro. Novos projetos de vida, que impliquem em transformação, lhe ajudarão na caminhada.

E esses projetos deverão seguir seus desejos e efetivar-se em atividade, em ação.

Referência(s)

Fernando Fernandes Pimenta – autor do artigo “A transformação através do processo de coaching“.

7 palavras poderosas que o conduzem onde quer chegar

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por Lolly Daskal.(*)

7 palavras poderosas que o conduzem onde quer chegar

palavras poderosas
Há palavras com poder associado, que nos ajudam a chegar onde queremos e quando queremos.E servem para quem já é líder ou esteja a caminho de ocupar um cargo de liderança.

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Muitos de nós sonham em ter o dom da persuasão. Desejamos ser capazes de mobilizar os colegas de trabalho para nos apoiarem.

Também, de levar os membros da nossa equipe a nos ajudar. Ou, pelo menos, que o nosso parceiro nos escute.

Se souber as palavras certas pode colocar-se no caminho para obter quase tudo o que quer.

As palavras/conceitos com poder são a arma secreta da persuasão.

Seguem-se 7. Estude-as.

Utilize-as, pratique, e veja o que acontece.

1.ª – Tu

Mostra compaixão e empatia, que são conceitos no centro do discurso persuasivo.

A única maneira de aumentar o poder da palavra é usando o nome da pessoa. “Tu sabes que é verdade, [nome]” dá todo um significado ao discurso.

2.ª – Imagine

Amplia a ideia do que é possível.

“Imagine” que ganhou a loteria. “Imagine” que tem o financiamento que pretende. “Imagine” viver na sua casa ideal.

É uma palavra que abre portas à oportunidade – que diz para ignorar todas as preocupações. Ignora o pensamento crítico e vai direto ao que sabe bem.

3.ª – Agir

Nada é mais poderoso que a ação.

Quando as pessoas “agem” para fazer as coisas acontecerem ficam mais perto do que querem – independentemente do resultado.

4.ª – Porque

O poder do “porque” surge em duas frentes:

  • para os pensadores lógicos há um grande apelo em ligar causa e efeito;
  • mas funciona também nas emoções.

Se alguém na fila do supermercado pede para passar à frente, a resposta é provavelmente não. Mas se acrescentar: “porque a minha criança está à espera lá fora”, há uma maior probabilidade de ouvir um “sim, pode”.

Explicar a razão ajuda as pessoas a ligarem-se a si de forma lógica e emocional.

5.ª – Agora

O imediatismo é o que todos querem: obtenha o que quer “agora”.

Faça uma mudança “agora”. Pode começar “agora”.

Amanhã é muito tarde, ontem está lá atrás, e “agora” é o momento certo para começar.

6.ª – Acreditar

Não se trata da lógica de uma situação ou até mesmo da realidade, mas do que podemos querer.

“Acreditar” é o primeiro passo para fazer algo acontecer, o elemento que nos permite superar as limitações.

Se acreditar em si mesmo, tudo é possível.

7.ª – Garantido

Quando descreve algo como “garantido”, as pessoas ficam mais à vontade.

Dá a garantia de que uma decisão arriscada é segura, que é seguro investir – ou, na pior das hipóteses, que há recurso em caso de insatisfação.

É uma palavra que proporciona segurança, o que o faz chegar mais depressa ao que quer. Garantido.

Referência(s)

Este artigo foi publicado inicialmente no Portal da Liderança. Fonte: Inc.com


(*) Lolly Daskal, autora, oradora, é presidente e CEO da Lead From Within, empresa americana de consultoria especializada em liderança e desenvolvimento empresarial.

Elas são mais emotivas que eles no momento de argumentar?

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por Kathryn Heath e Jill Flynn.(*)

Elas são mais emotivas que eles no momento de argumentar?

elas são mais emotivas que eles no momento de argumentar
Nas empresas, as mulheres tendem a ser mais emotivas que os homens quando se trata de fazerem valer o seu ponto de vista?Ou é uma questão de perceção e há antes diferença na forma como os dois gêneros veem e abordam a forma de atuar na organizações?

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Uma das nossas clientes de coaching, vice-presidente numa empresa de produtos de grande consumo, foi silenciada de forma abrupta numa reunião de topo quando tentava explicar o seu ponto de vista.

O problema? Estava entusiasmada – e a apresentação não correu bem.

As vendas tinham caído, e o grupo debatia a eficácia do produto mais recente. Mas a executiva, a Cláudia, estava convencida de que era a equipe de vendas que precisava de ser escrutinada.

E afirmou que “os nossos representantes de vendas estão apáticos e com um baixo desempenho. Não têm o que é necessário para concretizar negócios. Devíamos fazer algumas mudanças agora, ou vamos perder o ano…”.

E deu por si a falar alto e a gesticular. Ao parar para respirar, olhou em volta da mesa e viu caras inexpressivas.

Quando se preparava para elaborar, um colega sentado em frente fez um gesto com a mão pela garganta, como um diretor de cinema a cortar uma cena. Em seguida fê-la sentar e redirecionou a conversa de volta para o produto.

A Cláudia ficou furiosa.

Após a reunião confrontou o colega. Ele pediu desculpa por a ter interrompido, referindo que ela tinha reagido “com muita emoção. Estavas fora do ponto, e o teu tom parecia exagerado e inapropriado”.

Não foi assim que Cláudia viu a situação. E afastou-se questionando-se “onde fica a linha que separa a paixão apropriada e demasiada emoção?”.

É comum em mulheres

Este é um tema recorrente nas nossas sessões de coaching com mulheres.

Embora a paixão tenha um lugar legítimo no mundo empresarial, pode ser mal interpretada – especialmente quando são as mulheres que estão do lado da comunicação, tendo como público os colegas do sexo masculino.

Deparamos com este dado na nossa revisão de mais de mil relatórios de feedback de executivas.

Temos visto que, quando as mulheres vendem fervorosamente uma ideia ou argumentam contra o consenso, os colegas do sexo masculino ou responsáveis fazem afirmações como “ela estava exaltada” ou “emotiva”, enquanto as mulheres dizem que estavam simplesmente a tentar passar a ideia ou a expressar uma opinião, ainda que de forma apaixonada.

Resultado de uma pesquisa

Esta noção está alinhada com a nossa pesquisa qualitativa. Em entrevistas sobre como as mulheres podem encontrar a sua voz nas reuniões, as executivas disseram-nos que receiam que os seus comentários durante discussões acaloradas sejam interpretados como demasiado emotivos.

Um dos pontos fracos é serem percebidas como “excessivamente diretas”, e muitas vezes têm de “reformular ou reposicionar” o que dizem.

Uma executiva afirma que o seu entusiasmo foi recebido “com grande silêncio”, e perguntou se “tem a ver com o gênero ou o meu estilo de comunicação?”.

A resposta é porque o seu estilo – expressão apaixonada – é visto de forma diferente por homens e mulheres.

No geral eles, os executivos, têm “a perceção de que as mulheres são mais emotivas que os homens”. E consideram que elas “precisam estar cientes disso e manterem-se calmas”.

Também os ouvimos dizer que quando as mulheres não controlam as emoções se tornam menos convincentes e comprometem a sua credibilidade, porque a atenção se concentra no estilo e não no conteúdo.

Isto não quer dizer que as mulheres estão erradas.

É uma questão de “perdidos na tradução”, com repercussões para homens e mulheres. Se os responsáveis do sexo masculino não verificarem os seus preconceitos, e os dos seus colegas – e ajustarem a forma como recebem e filtram as informações das mulheres, perderão uma contribuição crucial – e a qualidade das suas decisões pode ser afetada.

Para as mulheres, as questões de perceção são complicadas. Seguem algumas dicas para minimizarem os problemas de falha de comunicação e colocarem a paixão a trabalhar para si mesmas:

Ser intencional

Se usa a sua paixão para defender um ponto de vista, faça-o de forma deliberada. Como?

Planeje os argumentos com antecedência, e angarie apoio antes das reuniões para que a sua paixão não apanhe os outros de surpresa.

Também aconselhamos as mulheres a usarem uma linguagem apaixonada, mas num tom moderado. Por outras palavras, manterem o controle para que as pessoas se concentrem no conteúdo dos argumentos e as levem a sério.

Conhecer o público

Os colegas na reunião da Cláudia eram “trituradores de números” e analistas.

Vendo bem, ela reconhece que teria tido melhor resultado com a apresentação de valores. Teria tido mais atenção se tivesse começado as suas observações com dados quantitativos. Por exemplo: “as vendas caíram 6% neste trimestre. Comecemos por examinar a estratégia de vendas. Eis o que tenho em mente…”.

Usar outras ferramentas de influência

Combinar a paixão com a lógica, especificidade, criatividade e experiência pode ser mais eficaz do que depender apenas da paixão.

Se alguns colegas, homens ou mulheres, não reagem aos apelos apaixonados, podem responder de forma mais favorável a uma tática diferente.

Além de que, ao serem versáteis, mostram que controlam as emoções e são capazes de fazer alterações para passar a mensagem.

Seguir o instinto

Se se sentir entusiasmada por algo, diga-o com orgulho para em seguida fundamentar os seus sentimentos com fatos.

As pessoas à sua volta ficarão mais predispostas a seguirem o que diz se for claro que tem a razão e a lógica do seu lado. E até podem considerar a sua paixão contagiante.

Referência(s)

Este artigo foi publicado primeiramente no Portal da Liderança. Fonte: HBR


Kathryn Heath. Fundadora e partner na consultora Flynn Heath Holt Leadership. É coautora de “Break Your Own Rules: How to Change the Patterns of Thinking That Block Women’s Paths to Power” (Jossey-Bass, 2011).

Jill Flynn. Também fundadora e partner na consultora Flynn Heath Holt Leadership. É coautora de “Break Your Own Rules: How to Change the Patterns of Thinking That Block Women’s Paths to Power” (Jossey-Bass, 2011).

Como encarar os Lapsos de Integridade

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por Ronaldo Lundgren.

lapsos de integridade

Como encarar os Lapsos de Integridade

Para você mudar é preciso encarar riscos e desafios na nova trajetória. Uma mudança profunda exigirá que se coloque em prática ações sob uma perspectiva diferente. Essas ações lhe forçarão a encarar os obstáculos que surgirão.

Não é uma tarefa fácil. Na maioria das vezes, as pessoas seguem a rotina diária, executando as tarefas que lhe são determinadas. São poucas aquelas que planejam a carreira. Que se dispõem a enfrentar os riscos e desafios.

Um desses obstáculos é um teste a sua integridade.

Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética.

Um teste à integridade

O exemplo a seguir mostrará um confronto crítico entre Tomás e seu chefe, Rogério.

O cenário

Tomás era o gerente de projetos em uma empresa de exploração de petróleo. Seu chefe, Rogério, era um profissional especial, trabalhava por conta própria e era altamente conceituado nesse meio.

Quando surgia um problema difícil, buscavam Rogério. Ele resolvia os casos mais críticos. Trabalhar com ele era o sonho de quase todo mundo. Era certeza de melhorar o currículo profissional.

Tomás estava trabalhando sob o comando de Rogério. Ele estava em êxtase. Como gerente do projeto, tudo precisava dar certo: cumprir o calendário, dentro do orçamento, sendo reconhecido por Rogério.

O projeto acontecia em uma plataforma de petróleo. A companhia petrolífera contratou Rogério para administrar e instalar um “sistema de atracagem com âncora única”.

Este sistema elimina a necessidade de bombear petróleo por centenas de quilômetros de tubulação, desde a plataforma até a costa. Os navios petroleiros se abastecem diretamente na plataforma.

O trabalho dos mergulhadores era muito perigoso. Cabia a Tomás gerenciar todo o processo.

Para manter o cronograma, a empresa utilizava o procedimento de “saturação de mergulho”. Este procedimento possibilita que a equipe de mergulhadores trabalhe a grandes profundidades, sem perder tempo com a descompressão.

Os mergulhadores trabalham afivelados a uma cápsula submarina, por períodos entre 8 e 12 horas. Quando o mergulho termina, a cápsula é trazida de volta ao navio para ser acoplada a câmaras secas e pressurizadas. Assim, os mergulhadores se mantêm pressurizados até a hora do novo mergulho.

Os momentos mais perigosos são a largada e a recuperação da cápsula. É quando as ondas afetam a cápsula. Fortes ondas separaram as cápsulas de seu guincho. provocando sérios acidentes. E aí, são poucas as chances para recuperar os mergulhadores.

O trabalho dos mergulhadores e da equipe de topo era excelente. Rogério estava muito satisfeito. Para Tomás, tudo transcorria como planejado, sem grandes interferências.

O comportamento de Tomás

Naquele dia o vento estava mudando de direção. O mar não estava de cara boa. Um vendaval forte se aproximava. A cápsula com os mergulhadores acabara de entrar na água. Ficaria submersa por 12 horas.

Ao checar a previsão do tempo, Rogério se aproximou de Tomás e disse:

  • “Tomás, você e sua equipe têm feito um trabalho muito bom. Estou muito satisfeito e sei que vai continuar assim”.

Rogério prosseguiu dizendo que precisavam concluir a conexão da linha de fluxo naquele dia, para adiantar o cronograma. Disse ainda:

  • “Sei que o tempo não está bom. Mas aqueles homens o respeitam e farão o que você pedir – já testemunhei isso antes. Precisamos manter aquela cápsula na água o máximo que pudermos, antes que um ventinho qualquer nos derrube”.

Tomás respondeu confiante: “Sim, senhor“.

A mudança do tempo aconteceu. O “ventinho” se transformou em um vendaval.

Tomás esticou a operação de mergulho além de seu limite de segurança. A recuperação da cápsula era muito perigosa. Ele não apenas arriscou a segurança dos mergulhadores, como também abriu um péssimo precedente para os parâmetros estabelecidos na operação.

Por que Tomás agiu assim?

Ele queria ter sucesso. Para isso, trabalhava em excesso, sempre focado na tarefa. Para ele, sucesso era a execução perfeita dos serviços e, naquele caso, agradar Rogério.

Quando Tomás recebeu um feedback positivo de Rogério, ficou dividido entre sua responsabilidade com seus companheiros e a expectativa de Rogério.

No momento que confirmou que o tempo iria piorar, teve medo de contrariar Rogério. Faltou-lhe força de caráter para interromper a operação. Ele preferiu “arrumar” argumentos para justificar a continuação do mergulho.

Tomás manipulou sua equipe, colocando-a em risco.

O que fazer para melhorar

O que se passou com Tomás também ocorre com outros profissionais. Algumas situações têm o condão de criar o dilema entre a auto-imagem e o comportamento real.

Este dilema pode comprometer sua integridade. Quais influências podem afetar sua decisão?

Ao se sentir atormentado entre duas alternativas desconfortáveis (se ficar o bicho pega, se correr o bicho come), busque outras opiniões. Procure agir de acordo com sua integridade.

O dilema, normalmente, inicia de maneira bem inocente. Ao perseguir um fim justificável, fazemos algum tipo de barganha. Sabemos que é errado, mas nos justificamos dizendo que é por uma boa causa. Usamos o fim para justificar os meios.

Para não cair nessa armadilha, você precisa reconhecer as mentiras que dizemos a nós mesmos. Precisamos reconhecer nossa fraqueza, ambição, insensibilidade, falta de visão e coragem.

Ao agir assim, começamos a enxergar a necessidade de mudança. Para crescer e se desenvolver, reduza os seus lapsos de integridade.

Referência(s)

Robert E. Quinn – Desperte o Líder em Você.