Para ter agilidade no trabalho

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por Ronaldo Lundgren.

para ter agilidade no trabalho

Para ter agilidade no trabalho

Agilidade “é a habilidade de se adquirir velocidade e flexibilidade no gerenciamento de projetos por meio da adoção de práticas de gestão adequadas ao ambiente e tipo de projeto”(EDER et al., 2010).

A ideia de agilidade no trabalho é utilizada relativamente à flexibilidade e rapidez para resolver alguma questão.

É crescente o número de empresas que buscam funcionários com agilidade. Elas buscam pessoas que saibam responder com rapidez a novas situações. Funcionários que atuem com qualidade em um contexto dinâmico e competitivo.

Baixe o Infográfico >>>  Para ter agilidade no trabalho (5 downloads)

Para ter agilidade no trabalho, você precisa “dominar” suas funções na empresa. Isto lhe dará confiança.

As orientações a seguir, publicadas no sítio da Fundação Universia (*), lhe mostrarão como ter efetividade no trabalho.

Tenha uma rotina sólida

Uma rotina sólida permite que você economize tempo. Uma boa maneira de construí-la é dividir seu dia em três passos. Aproveite os 5 primeiros minutos do expediente para planejar o dia. Depois disso, defina prazos para concluir suas tarefas. Uma boa ideia é gerenciar o seu dia hora a hora. Por fim, tire 5 minutos ao fim do expediente para recapitular tudo que foi feito. Identifique as pendências e lembre-se de começar por elas no dia seguinte.

Para ver dicas sobre a utilização do seu tempo, confira o artigo

<<<Como utilizar bem o tempo disponível>>>

Seja automático

O segredo para fazer mais coisas é ser automático. É claro que nem todos os empregos permitem isso, mas, na medida do possível, elimine as decisões do seu dia de trabalho. Planejando as tarefas no início do expediente, por exemplo, você não precisa decidir ao longo do dia o que vem depois de cada uma delas. Se você construir hábitos de trabalho e segui-los diariamente ficará mais fácil concluir suas tarefas com mais agilidade.

Use check-lists

Você já deve ter ouvido diversas vezes que criar listas de tarefas ajuda no trabalho. Acredite nisso. As check-lists permitem que você priorize o trabalho a ser feito e não se perca ao longo do dia, deixando uma coisa ou outra para trás. Aproveite o planejamento feito no início do dia e anote em um papel, agenda ou mesmo no computador tudo que deve ser concluído ao longo do dia. Lembre-se de que você sempre pode reorganizar essa lista caso haja algum imprevisto. A cada tarefa concluída faça uma marcação na sua lista, dessa maneira você não se perde.

Não procrastine

Certamente tem uma tarefa no trabalho que você odeia realizar. Já pensou em começar por ela? Quanto mais rápido você resolver as tarefas que não gosta, mais tempo terá para dedicar apenas ao que agrada você. Pode parecer difícil se manter motivado com tarefas entediantes, mas procure dedicar-se a elas primeiro. Quando estiver trabalhando nesse tipo de coisa, elimine todas as distrações. Mantenha o foco apenas naquela tarefa, pensando em concluí-la sem interrupções e dentro do menor tempo que você puder.

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Assuma o controle

Se você não tem o controle das suas tarefas acaba se sentindo estressado e, por consequência, não consegue se concentrar e produzir. Se você pretende ser mais efetivo no trabalho, assuma o controle da situação. Lide com aquilo que você tem de concluir e evite o excesso de tarefas. Saiba quando dizer não e quando priorizar uma ou outra tarefa. Entenda exatamente o que os seus superiores esperam de você, para que não haja falhas na comunicação. Só assim você poderá oferecer o máximo que puder.

Considerações finais

Estudos mais recentes indicam que o conceito de agilidade poderá ser complementado com outros componentes, não somente as dimensões “flexibilidade” e “velocidade”.

Como novas dimensões, temos:

  • Acesso imediato às informações pertinentes
  • Ação no tempo real da informação
  • Melhorias nos Fluxos informacionais
  • Tempo de resposta mais rápido
  • Qualidade da Informação
  • Melhor comunicação
  • Interação em tempo real
  • Simplificação do fluxo de trabalho
  • Disponibilidade da Informação
  • Eficiência

Você se considera ter agilidade em seu trabalho? Essas dimensões fazem parte da sua rotina? Deixe seu comentário. Ele é importante para nós.

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Referências

Fundação Universia. 5 maneiras de ser mais efetivo no trabalho.

Edivandro Carlos Conforto. O conceito de agilidade no gerenciamento ágil de projetos.

Natália Marroni Borges e Raquel Janissek Muniz. Perspectivas da agilidade no contexto da utilização das TIMS no ambiente corporativo.

A difícil arte de gerir conflitos

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por Ernesto Artur Berg.

A difícil arte de gerir conflitos

A habilidade de gerir os conflitos que surgem na sua equipe é crucial. Saber ouvir, não ignorar os problemas e deixar acalmar os ânimos antes de decidir podem revelar-se simples mas muito eficazes nestas situações.

Para haver um conflito bastam duas pessoas. Que o digam os casais. Se duas pessoas podem ter dificuldades de relacionamento, imagine o que acontece quando se juntam 5, 20 ou 100 pessoas.

Choque de interesses, ansiedades e frustrações, lutas pelo poder e status quo, maus hábitos são apenas algumas das causas de conflitos entre empregados.

Certamente que um bom programa de benefícios e incentivos, promoções e salários ajuda a melhorar o clima organizacional. Da mesma forma, uma política em que sejam valorizadas as pessoas, o trabalho em equipe e a participação dos funcionários. Sem deixar de promover desafios que motivem os empregados. Todo este conjunto contribui para diminuir a possibilidade de conflito.

Atitude positiva do gestor

Como, mais cedo ou mais tarde, o conflito acaba por surgir, não se trata de perguntar o que fazer para o abafar, mas como geri-lo. Esta é uma atitude positiva e madura de qualquer gestor.

Embora pareça paradoxal, nem todos os conflitos são necessariamente maus. Muitos funcionam como agentes catalisadores de esforços e de ideias. Outros até propiciam a melhoria do relacionamento entre as partes envolvidas depois de resolvido o conflito.

Os conflitos são administrados para:

  • manter as pessoas motivadas;
  • melhorar a produtividade ou o serviço;
  • facilitar o trabalho em equipe; e
  • gerir mudanças.

12 sugestões para uma boa gestão de conflitos

Aqui estão 12 sugestões para lhe ajudar na gestão de conflitos.

Procure soluções, não culpados

É evidente que todos os problemas ou conflitos têm uma causa. Se você procurar, vai encontrar também o culpado. Mas ao fazer isso estará a desviar o seu tempo para o que menos interessa.

Concentre as pessoas nos mesmos objetivos. Destaque as convergências (e não as divergências). Comprometa os funcionários na busca da melhor solução.

Só depois disto deverá falar com o causador do incidente, mostrando-lhe a inadequação da atitude e os seus resultados.

Analise a situação

Identifique a origem do problema. Procure alternativas para resolver o conflito. Escolha a melhor com base nas informações de que dispõe. Implemente a sua decisão imediatamente.

Aperfeiçoe sua capacidade de ouvir e falar

Não interrompa quando uma das partes está se explicando. Saiba ouvir e ouça também nas entrelinhas. Explicando melhor: perceba aquilo que não é dito por palavras, mas sim por tom de voz, por gestos e postura. Desta forma, descobrirá mais do que as aparências.

Pergunte qual a sugestão do seu interlocutor para resolver o conflito.

Seja construtivo quando critica

Evite a armadilha da personalidade, usando frases diretas e acusativas. Concentre-se no problema ou comportamento e não na personalidade das pessoas.

Evite também, críticas vagas ou mal feitas. Seja específico. Da mesma forma, quando alguém lhe dirigir críticas vagas, solicite esclarecimentos.

Procure a solução ganha-ganha

Procure uma solução em que ambos os lados ganhem, sem impor ou humilhar nenhuma das partes. Os conflitos ocorrem porque as pessoas se sentem frustradas, ignoradas, não reconhecidas ou injustiçadas.

Mostre-lhes o que têm a ganhar com a solução do conflito e terá dado um grande passo para resolverem o desentendimento.

Saiba lidar com os problemáticos

Exemplifique como um problema idêntico foi enfrentado noutro departamento. Explique como a solução adotada – igual à que pretende usar agora – se revelou eficaz.

Limite-se a escutar

Ouça os argumentos da outra parte. Depois, experimente persuadi-la através duma argumentação lógica.

Evite os preconceitos

Um preconceito enraizado não nos deixa analisar as situações com objetividade. Ele deixa todos os canais de comunicação bloqueados pela verdade interior preestabelecida.

Uma das melhores armas contra o preconceito é conscientizar-se de que cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa.

Mantenha a calma

Não reaja mal às más notícias. Não se irrite se alguém discordar de seu ponto de vista. Gerir conflitos significa também saber dominar-se. Mantenha a cabeça fria e as mãos no leme. Não perca o controle da situação. Demonstre tranquilidade e confiança.

Reconheça quando estiver errado

Isso não vai torná-lo vulnerável. Pelo contrário, conseguirá obter o respeito dos outros. Com isso, você demonstra que seu interesse não é provar que é perfeito ou infalível, mas sim encontrar a melhor solução para o conflito. Mesmo que para isso tenha de admitir que errou.

Não ignore os problemas

Enfrente os conflitos, usando a abordagem mais adequada no momento. Não pense que o tempo vai sanar o problema. Muitas vezes só serve mesmo para o agravar.

Reconheça as pessoas com problemas

Alguns sinais evidenciam empregados com problemas pessoais ou profissionais. Procure identificar: mudanças de comportamento; falta de atenção; preocupação demasiada; irritabilidade; insatisfação constante; e faltas ao trabalho.

Casos esses comportamentos se prolonguem, chame o funcionário para conversar.

Saiba lidar com os problemáticos

Em vez de perguntar “Por que é que você fez isto?”, é mais produtivo perguntar “Como podemos fazer para que isto não se repita?”.

Se o indivíduo é vingativo ou calculista e nada parece funcionar, jogue uma cartada decisiva. Pergunte: “Já que estamos num impasse, que solução você sugere?” Por vezes esta tática desarma-o. E faz com que ele revele suas verdadeiras intenções e interesses pessoais.

Considerações finais

Além das 12 sugestões, é importante desenvolver a empatia. Colocar-se na situação da outra pessoa ajuda bastante na solução de conflitos.

Você tem alguma sugestão para solucionar conflitos? Se tiver, compartilhe conosco. Você pode ajudar a melhorar o ambiente  de trabalho de outras pessoas.

Livros para revolucionar sua carreira em 2018

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Os melhores livros de 2017 para revolucionar sua carreira em 2018(*)

Se você adora ler e pretende dar um impulso na sua vida profissional no ano que vem, confira a lista de livros para revolucionar sua carreira em 2018

Além de trazer mudanças profundas para o mercado de trabalho, o ano de 2017 foi marcado por bons lançamentos editoriais sobre produtividade, gestão de pessoas e outros assuntos ligados ao universo da carreira.

A pedido do site EXAME, a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center, fez uma seleção dos melhores livros sobre o assunto lançados em 2017. A lista é eclética: vai da obra de um filósofo norueguês sobre o papel do silêncio para a vida moderna até um guia de liderança para millennials.

O que eles têm em comum? A promessa de inspirar a sua vida profissional em 2018 a partir de novas perspectivas sobre o significado do sucesso. 

Alguns títulos já estavam disponíveis nas livrarias em seus idiomas originais, mas foram traduzidos para o português apenas neste ano. Confira a seguir as indicações e boa leitura:

“Primeiro o mais importante”

Autor: Stephen R. Covey
Editora: Sextante
Resumo: A partir de exercícios práticos, o livro ensina o leitor a reconhecer sua missão, definir metas para ter mais qualidade de vida, aperfeiçoar sua tomada de decisão e aumentar a produtividade na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O autor faz pensar sobre como dar prioridade às prioridades, distinguir o que é urgente do que é importante, dando preferência ao que é importante”, diz a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center.

“O livro das pequenas revoluções”

Autora: Elsa Punset
Editora: Academia
Resumo: O livro oferece pequenos treinamentos para superar a timidez, a angústia, a solidão e outras fontes de sofrimento na vida profissional e pessoal. As “pequenas revoluções” do título fazem referência à conquista de novas formas de lidar com emoções negativas na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: De acordo com Brauer, o livro pode ser visto como uma pequena caixa de ferramentas cheia de recursos para evitar incômodos que atrapalham o seu sucesso profissional. A partir de rituais que ajudam a dominar pensamentos, emoções e gestos cotidianos, a autora mostra como pequenas ações podem desencadear grandes mudanças.

“Tempo, talento, energia”

Autores: Michael Mankins e Eric Garton
Editora: Figurati
Resumo: Escrito por dois consultores da Bain & Company, o livro ensina a otimizar o tempo de trabalho da sua equipe, explorar os talentos de cada indivúduo e manter a energia do time sempre constante.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Por meio de exemplos práticos, a obra serve como guia para líderes que desejam extrair o melhor de suas equipes. A principal lição do livro — a de que a gestão do capital humano precisa ser disciplinada — pode ser um ponto de partida para repensar a relação com o seus liderados em 2018.

“Silêncio”

Autor: Erling Kagge
Editora: Objetiva
Resumo: O excesso de ruídos, informações e estímulos está empobrecendo nossa vida interior. A partir dessa premissa, o autor norueguês fala sobre a importância de cultivar o silêncio e o autoconhecimento.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “É impressionante a necessidade que temos do silêncio em um cotidiano tão barulhento”, afirma a coach Marie-Josette Brauer. Segundo ela, o livro tem a capacidade de fazer o leitor enxergar sua vida pessoal e profissional com mais clareza, sensibilidade e perspectiva.

“O novo líder”

Autora: Lindsey Pollak
Editora: Cultrix
Resumo: Escrito por uma especialista na vida profissional da geração Y, o livro apresenta um guia de liderança para millennials, com testes, aplicativos e sites que ajudam os jovens profissionais na rotina. Por outro lado, também ajuda quem já tem cabelos brancos a entender melhor seus colegas mais novos.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Segundo Brauer, o livro é uma ótima fonte de ideias para criar o seu próprio estilo de liderança, independentemente da sua idade. Além disso, o leitor é convidado a refletir sobre diversas formas de se comunicar de maneira eficaz com clientes, chefes e subordinados de qualquer geração.

“Cultura de excelência”

Autor: David Cohen
Editora: Primeira Pessoa
Resumo: O livro conta a trajetória da Fundação Estudar, que divulga os valores de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. A Fundação já contabiliza 617 ex-bolsistas, 25 mil jovens beneficiados por cursos e 15 milhões de pessoas alcançadas pelos seus canais na internet. A obra  aborda os valores, métodos e princípios da instituição, além de acompanhar as histórias de jovens que tiveram sua vida transformada pelo contato com a iniciativa.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O livro conta histórias de superação, meritocracia e, claro, muito sucesso. A inspiração advinda desses exemplos é ainda mais potente por vir de personagens brasileiros.

“1 kg de cultura geral”

Autores: Florence Braunstein e Jean-François Pépin
Editora: Blucher
Resumo: Em mais de 1300 páginas, os autores deste livro colossal apresentam temas como o Big Bang, o helenismo, a arte merovíngia, Maria Antonieta, Simone de Beauvoir e diversos outros assuntos da pré-história à época contemporânea.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O livro ajuda a pensar sobre a complexidade do nosso mundo com mais liberdade, notar os preconceitos e compreender a origem das ideias que estão na moda”, diz Brauer. “Embora não fale exatamente sobre carreira, é uma obra essencial para o sucesso sob todos os pontos de vista”.

“Dinheiro – Domine esse jogo”

Autor: Tony Robbins
Editora: Best Seller
Resumo: A partir de fundamentos de PNL (Programação Neurolinguística), o famoso coach Tony Robbins mostra ferramentas acessíveis para organizar as suas finanças pessoais e conquistar independência e estabilidade.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O sucesso profissional e o êxito financeiro nem sempre caminham de mãos dadas, mas a estabilidade material é um projeto perfeitamente viável. “O livro é um excelente investimento, porque o autor nos oferece os segredos para chegar à verdadeira liberdade do ponto de vista material”, resume Brauer.


(*) Este artigo foi publicado, originalmente, na Revista Exame.

Como faço para ter motivação?

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por Ronaldo Lundgren.

como faço para ter motivação

Como faço para ter motivação?

3 Técnicas que vão destacar você da multidão


As técnicas que você vai aprender vão te ajudar a completar sua meta diária.

Porque você deve estar sempre motivado?

Você produz mais e melhor quando está envolvido com a tarefa. Quando você está desmotivado, você não está presente. Sua concentração muda de foco a todo instante.

Essas técnicas que você vai aprender são para momentos de desânimo. Com elas, você vai ter mais energia e conseguir se concentrar para realizar a tarefa de verdade.

Você pode usar qualquer uma dessas técnicas isoladas ou mais de uma juntas. O importante é se lembrar de usar sempre que o desânimo bater.

Para saber mais, confira: <<<Automotivação>>>

Com a palavra o Professor Puccini:

Técnica #01 – Recompensa pelo esforço.

Primeiro você precisa compreender porque essa técnica funciona.

Nosso cérebro procura o prazer e foge da dor. Quando você o estimula a ter uma recompensa sempre que termina um desafio, você cria um hábito. A motivação acontece quando você escolhe uma recompensa e determina que só vai recebê-la quando terminar suas tarefas.

Você deve manter a regra:

  • muito esforço = grande recompensa; ou
  • pouco esforço = pequena recompensa.

Quem determina o esforço e a recompensa é você. Por isso, muito cuidado para não se sabotar. Também se lembre de receber a recompensa somente quando terminar corretamente a meta que você se estipulou. Não minta para si mesmo. Vou repetir: cuidado para não se sabotar, quem perde com isso é só você.

Pense bem sobre sua recompensa, deve ser algo que te deixe muito motivado a concluir uma tarefa.

Ao receber sua recompensa não pense em mais nada, apenas aproveite o momento e fique feliz. Seu cérebro vai associar que o esforço é sempre recompensado.

Vou repetir: cuidado para não se sabotar, quem perde com isso é só você.

Acredita que não conseguirá completar as metas sozinho? Então peça para um amigo, parente, conhecido ou qualquer pessoa te ajudar. Mas, só entregue sua recompensa quando terminar corretamente.

Técnica #02 – Dividir para conquistar.

Divide et impera do latim, é uma frase muitas vezes associada a Julio César. Quer dizer que para um exército derrotar o inimigo ele deve dividir seus territórios e conquistar por partes.

Ao nos depararmos com alguma atividade que consideramos difícil nossa primeira reação é travar. Como resultado surge a desmotivação.

Essa técnica é o passo inicial para você começar a destravar e não enxergar obstáculos, mas sim possibilidades. Você vai utilizá-la sempre que se deparar com um desafio grande.

Técnica #03 – Ação instantânea

A mente é muito confusa. E às vezes ela mais atrapalha do que ajuda. Quando você decide realizar uma tarefa sua mente começa a lembrá-lo da pia suja, do seu quarto desarrumado, do tanto de livros que você precisa ler… Enfim, são vários os motivos que surgem em sua mente para que você continue onde está. Isso gera em você um sentimento de desmotivação, preguiça, frustração, etc.

Outro problema está na quantidade de atrativos que existe na vida atualmente.

É muito melhor ficar sentado assistindo sua série favorita, navegando na internet ou jogando no celular. São em momentos como esse que uma tomada de ação rápida pode te aliviar e colocá-lo em movimento.

Começar a agir alivia sua mente de qualquer tipo de pensamento negativo. Em vez de perder tempo se preocupando, criando obstáculos ou pensando no quanto precisa fazer, simplesmente comece.

Conclusão

Espero que esse artigo seja seu guia fundamental para se manter motivado. Motivação é algo muito subjetivo, por isso é necessário que você pense a respeito do que te motiva, isso tem que ficar muito claro em sua mente.

Anote essas técnicas para você se lembrar. O desânimo é o pior inimigo de qualquer pessoa. Seus resultados começam a minguar quando você não está motivado.

Quais características vitais um líder deve possuir

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por Ronaldo Lundgren.

quais características vitais um líder deve possuir

Quais características vitais um líder deve possuir

Treinamento para liderar pessoas difíceis

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por Ronaldo Lundgren.

treinamento para liderar pessoas difíceis

Treinamento para liderar pessoas difíceis

“Eu estava apreensivo para a visita de inspeção que iria acontecer no Batalhão que eu comandava. Passei a noite revendo cada detalhe. O General era uma pessoa tida como difícil… Você nunca sabia o que se passava na cabeça dele. Sua fisionomia não deixava transparecer nada. Além disso, qualquer deslize era severamente reprimido.

O resultado da inspeção afetaria minha relação com a tropa. Se fosse bom, o esforço da preparação valera a pena. Em caso negativo, a confiança da tropa em mim seria comprometida”.

É quase certo que você conhece algum colega de trabalho que tem uma personalidade complicada. É difícil lidar com uma pessoa assim. Ainda mais se você é o líder do grupo.

Então, como você pode se preparar para tratar com uma pessoa difícil e exercer sua liderança?

Treinamento 1 – identificar o perfil psicológico

O primeiro treinamento vai lhe preparar para identificar o perfil da pessoa que está lhe tirando do sério.

O site Psiconlinews considera que a “pessoa com uma personalidade difícil geralmente não é ciente do mal que causa aos demais e tende a culpar os outros pelos fracassos em suas relações”.

Algumas delas são bem semelhantes ao “amigo tóxico”, aquele que só lhe traz energias ruins e más vibrações. Para o Psiconlinews, as seis personalidades mais complicadas são as seguintes:

1. A  agressiva

treinamento para liderar pessoas difíceis

É uma pessoa mal-humorada e geralmente reage mal a insultos e críticas. Muitas vezes reage de maneira desproporcional quando se sente tratada de forma injusta.

Se você quiser acalmar a fera, precisa ter cuidado com as palavras e com a abordagem ao falar com essa pessoa. É importante que você não demonstre fraqueza na presença dela porque ela provavelmente vai se aproveitar da situação para demonstrar a sua “superioridade”.

A atitude mais sensata é ser racional e tentar se manter equilibrado quando estiver com ela, haja vista que uma atitude ousada pode provocar sua hostilidade e agressividade.

2. A que reclama de tudo

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Essa pessoa encontra sempre o lado negativo das coisas. Culpa os outros por tudo que acontece de ruim com ela. Acha-se a dona da razão em todas as situações.

Às vezes são pessoas muito inteligentes. Podem até estar certas sobre muitas coisas, mas o fato de reclamar  de tudo e de todos as estraga como boas companhias.

3. A que sempre concorda com você

Ela concorda com tudo que você fala. Mas, quando se trata de agir, a história é outra.

São pessoas que parecem estar sempre de bom humor. São muito sociáveis e parecem que sempre serão amigos incondicionais. No entanto, quando você precisa delas, elas desaparecem.

Elas buscam a aprovação dos outros e prometem muito mais do que podem cumprir. Essa é a forma que elas encontraram de conseguir a amizade e a aceitação dos demais.

4. A “sabe tudo”

Neste perfil podemos encontrar duas categorias distintas:

  • aquele que acha que sabe tudo, mas que não sabe nada; e
  • aquele que realmente é muito inteligente.

No primeiro caso, a estratégia para lidar é simplesmente argumentar e fazer com que vejam seus erros. Essas pessoas são, muitas vezes, inconscientes de sua ignorância. Geralmente, só estão buscando a aprovação dos demais.

Já no outro caso, a pessoa realmente tem um conhecimento extraordinário, mas age com certo ar de superioridade. Acredita ser melhor que os outros e tenta fazer com que se sintam burros perto dela.

São muito independentes e tendem a rejeitar a ajuda dos outros. São teimosas e, muitas vezes, intolerantes a opiniões alheias. Elas são muito autoconfiantes e não têm vontade de mudar.

5. A Pessimista

São pessoas que parecem estar constantemente irritadas com o mundo. Elas só percebem os obstáculos, complicações e efeitos adversos das situações.

Podem vir a infectar outras pessoas com sua negatividade. Ao viver alimentando pequenas dúvidas, também podem induzir os outros em sua volta ao ceticismo.

6. A Indecisa

Essas pessoas são diferentes daquelas que acham que têm razão em tudo. As pessoas com personalidade indecisa são muito reflexivas. Demoram em tomar decisões por conta do medo.

É importante tentar facilitar a comunicação com elas para que consigam expressar suas dúvidas. Ajude-as a encontrar outras soluções para seus problemas e incentive a tomada de decisão.

Voltando à visita de inspeção

“Em conversa com comandantes que foram inspecionados antes de mim, eu identificava o perfil psicológico do General como AGRESSIVO e QUE RECLAMAVA DE TUDO.

A partir daí, imaginei situações que poderiam acontecer durante a visita. O que poderia dar errado?: Desfile da tropa? Limpeza do quartel? Documentação desatualizada? Apresentação do pessoal? Qualidade da alimentação? O que pude imaginar orientou minha preparação pessoal.

Para cada item preparei uma forma de responder”.

Treinamento 2 – como lidar com a pessoa difícil

Você passa mais tempo com os seus colegas de trabalho e chefe do que com a sua família. E, certamente, precisa conviver com pessoas de diferentes personalidades, compatíveis com a sua ou não.

Uma vez identificado o perfil psicológico, o que fazer com aquela pessoa que torna o seu dia a dia mais difícil?

Para contornar situações com pessoas difíceis: não deixe que a raiva domine você.site Psiconlinews sugere que devemos adotar as seguintes condutas:

O que fazer com uma pessoa AGRESSIVA?

É de grande utilidade que você tente focar em conversas e atividades que não despertem a hostilidade dela.

Você pode conversar sobre os seus interesses em comum para tirar a atenção dos problemas que despertam a sua raiva. Ser agressivo ou tentar corrigi-la não será útil porque ela, provavelmente, irá reagir num tom mais agressivo ainda.

Se a sua voz e linguagem corporal forem tranquilas, então será mais fácil de lidar com esse tipo de pessoa. Se ela quiser falar sobre suas histórias relacionadas aos seus sentimentos de raiva, deixe que fale livremente. Depois que ela acabar, exponha o seu ponto de vista sem culpá-la por suas ações.

É importante para ela que você demonstre interesse pelo assunto. Na verdade, ela só precisa de atenção e alguém que a compreenda. Se a conversa fugir do controle, é aconselhável deixá-la para outra hora, quando as coisas estiverem mais calmas.

E com uma pessoa QUE RECLAMA DE TUDO?

Primeiro, você precisa escutá-la. Deixe bem claro a sua posição porque ela provavelmente vai tentar fazer com que você se sinta culpado por alguma coisa.

Não é aconselhável se desculpar e concordar com tudo que ela diz. Nem se responsabilizar por algo que você sabe que não é culpado. O melhor a fazer é tentar resolver as coisas de forma diplomática.

Ela reconhecerá quando você a convencer da verdade e tentar resolver o assunto. Então você precisa ser paciente e se mostrar aberto a raciocinar com ela sobre o tema. Aconselhá-la a conversar com a pessoa com a qual ela está tendo problemas poderá ajudá-la.

E a QUE SEMPRE CONCORDA COM VOCÊ?

treinamento para liderar pessoas difíceis

 

É importante que você faça com que ela saiba que continuará sendo amigo dela, desde que ela seja sincera com você.

É necessário ter uma conversa mais profunda para que haja um grau de concordância entre ambas as partes e para que possam melhorar a relação. Dessa forma você também estará ajudando-lhe a falar coisas que ela não tinha coragem para dizer antes.

Você também precisa tentar convencê-la a não prometer mais coisas do que a sua possibilidade em cumprir. Mas não a acuse. Só a faça refletir sobre isso. Faça com que ela saiba que a amizade entre vocês é importante e que você precisa saber se essa relação será honesta daqui pra frente.

E com aquela QUE SABE TUDO?

Para argumentar com este tipo de pessoa, você precisa estar ciente de que ela é muito bem informada. É de se esperar que ela vá destacar algum erro no seu discurso.

Você precisa prestar atenção ao que elas dizem. O importante é não discutir sobre coisas que evidenciem o seu ego.

Se você não estiver seguro, tente não atacar as suas ideias e opiniões diretamente. Contorne o objetivo por outros caminhos. Você precisa se manter respeitoso e não permitir que ela lhe ridicularize.

O que fazer com uma pessoa PESSIMISTA?

Em vez de discutir, use frases encorajadoras que aos poucos possam mudar a visão dela sobre a situação.

Demonstre com palavras e ações que existem pontos positivos. Que há esperança e solução para a maioria das situações. Faça com que racionalizem as suas opções. Que tentem visualizar o pior cenário e onde se situa o foco de sua atenção. Assim, poderão perceber que o pior cenário nem sempre é tão ruim como elas acreditam.

Vá aos poucos usando ferramentas que compensem o seu pessimismo. Isto fará com que ela mude suas atitudes e opiniões.

E uma pessoa INDECISA?

Pergunte como estão se sentindo. Tente, realmente, se interessar por elas. São pessoas que, muitas vezes, não se expressam por medo de ofender ou incomodar os outros.

Embora possam ser amizades muito boas no início, com o passar do tempo pode ser difícil mantê-las. Essas pessoas raramente expressam uma opinião ou tomam partido de algo.

O final da inspeção

“O General passou a manhã inteira inspecionando o Batalhão. Tudo se passou conforme o planejado. Ele não deixava transparecer nada. Eu não sabia se estava gostando. Porém, nenhuma admoestação acontecera.

Contudo, na hora do almoço, com todos os oficiais, algo imprevisto aconteceu. Estávamos à mesa, esperando o cafezinho após a sobremesa. Sentado ao seu lado, vi o garçom tentar colocar a xícara na mesa. Naquele momento, o General, que não percebera o garçom, fez um movimento com a mão, derramando o café quente na camisa de seu uniforme. Aquilo alterou a fisionomia dele totalmente. Ele ficou perturbado…

Depois de secar a camisa com um guardanapo e tomar um outro café, solicitei autorização ao General para fazer uso da palavra. Não me lembro de tudo o que falei, mas veio à minha mente uma frase que ajudou a aliviar o clima tenso.

Disse que a força de nosso Batalhão era feita pelas pessoas que nele serviam. E essas pessoas cometiam erros. E era bom que errassem, pois mostravam que não eram máquinas”.

O General ouviu, depois falou. Destacou que ficou bem impressionado com o que viu no Batalhão. Que todos os militares estavam de parabéns pelo resultado da inspeção. Foi um alívio…

Considerações finais

O treinamento consiste em desenvolver duas técnicas importantes. Na primeira, identifique o perfil psicológico da pessoa que tem um comportamento difícil. A segunda exige que você se prepare para lidar com essa pessoa. Imagine situações que podem acontecer. Defina como você vai agir em cada uma delas.

Além das dicas apresentadas para lidar com cada tipo de perfil, procure levantar a bandeira branca. Exercite a paciência. Afinal, na maioria dos casos, você tem que conviver com essa pessoa já que trocar de emprego nem sempre é uma solução ou opção plausível.

Você não pode entrar no jogo da pessoa. Bancar o indiferente também não é uma boa estratégia, pois ela pode se irritar ainda mais e o conflito piorar.

A estratégia é manter a compostura e não agir pela emoção.

Como tomar uma grande decisão na sua vida

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como tomar uma grande decisão

Como tomar uma grande decisão na sua vida

Vez por outra, temos que tomar grandes decisões em nossas vidas. Isto acontece de tempos em tempos, de forma regular. É importante reconhecermos esta certeza. E estarmos preparados para quando o momento chegar.

É comum entrarmos em “modo avião” – com o piloto automático ligado – vivendo nossa rotina diária. De repente, somos surpreendidos com uma situação que exige nossa concentração total. A vida demanda que seja tomada uma grande decisão.

Grandes decisões que fazem a vida mudar. Que asseguram o crescimento pessoal e profissional. Decisões que, se não forem tomadas, podem causar prejuízos difíceis de corrigir.

Veja como o cérebro atua

Alexandre de Santi explica como o cérebro atua para a tomada de decisão. Em artigo publicado na Revista Super Interessante, ele comenta:

“Alguns momentos definem o rumo de nossa vida. O vestibular. O casamento. O primeiro filho.

Nessas horas, geralmente estamos diante de dois ou mais caminhos. E precisamos tomar uma decisão.

Recorremos à lógica, às emoções, aos amigos, aos pais, a qualquer um com um pitaco a oferecer. E, enfim, escolhemos. Com um baita medo de errar.

Para nos levar à melhor alternativa, o cérebro tem um sistema capaz de esmiuçar dilemas.

Esse sistema conta com 3 engrenagens, ativadas por qualquer escolha que apareça na nossa frente – pode ser algo que nos obrigue a mudar de cidade ou só a trocar a marca da margarina.

Uma das engrenagens representa o desejo de chegar à conclusão mais lógica. Outra está ligada a tudo o que você já viveu e aprendeu. E a terceira tem a ver com seus antepassados.

Cada uma das 3 analisa as alternativas por um ponto de vista, mas nenhuma dá conta de resolver o problema sozinha.

É como se o trio formasse uma banca de advogados. Individual­mente, cada engrenagem tem uma opinião, mas precisa apresentá-la às outras e convencê-las.

Como acontece em qualquer discussão, alguma delas vai falar mais alto. E a banca apresentará o caminho a ser tomado, em conjunto. Pronto, está tomada a decisão”.

Esses são alguns sinais de alerta que chegou a hora de você tomar uma grande decisão na sua vida

A vida nos mostra sinais diariamente. Basta você estar atento para percebê-los. Confira alguns indicadores que podem alertar que o momento para uma grande decisão se aproxima.

Estar na defensiva

Se você está na defensiva, sempre tentando se explicar, aguardando que outras pessoas indiquem o lugar e o caminho a seguir, considere que isto é um sinal para tomada de decisão.

Algo em você precisa mudar. Uma grande decisão deve ser tomada.

Analise bem o que está lhe acontecendo. Anote em uma folha de papel. Certifique-se de que não é uma coisa momentânea. Tendo a certeza de que é algo que vem ocorrendo há um bom tempo, prepare-se para decidir.

Estar insatisfeito

A ambição é uma característica que pode ser boa ou ruim. Depende de como você a controla.

Em seu lado bom, ela faz você se movimentar. Faz você procurar alcançar e satisfazer sua vontade.

Estar insatisfeito no trabalho ou em um relacionamento pode significar que uma grande decisão precisa ser tomada.

Mais uma vez: analise bem a situação. Veja se, ao invés de uma boa ambição, não é a maldita inveja que lhe assola.

Uma vez tendo certeza, decida.

Estar acomodado

Em alguns casos, tudo parece estar transcorrendo às mil maravilhas. Nada aborrece você.

No trabalho, está plenamente satisfeito. Em sua vida pessoal, “se melhorar estraga”.

Situações assim podem indicar uma estagnação. Você pode não estar vendo o mundo a sua volta.

Não precisa sair em busca de problemas, mas é possível que você deva tomar uma grande decisão para mudar de patamar.

como tomar uma grande decisão
 Como tomar uma grande decisão na sua vida

O sítio Vix.com publicou as seguintes 5 dicas valiosas para auxiliar na tomada de decisão.

Pés no chão sempre

Ser realista e encarar o fatos na hora de tomar uma decisão diminui, e muito, a chance de você se frustrar depois.

Seja otimista, mas não crie expectativas mirabolantes e considere suas experiências de vida.

Pense em tudo que deu certo e deu errado e considere diversas possibilidades.

Vale lembrar que isso não significa que você não deva levar suas emoções e intuições em conta no momento da decisão, mas se prender à realidade pode evitar decepções.

Filtre opiniões alheias

Na hora de tomar uma grande decisão, é comum recorrer a amigos e parentes para conversar.

Isso é positivo, porque externar o dilema e discutir as possibilidades em voz alta facilita a análise da situação.

Entretanto, procure filtrar as opiniões dos outros – nem sempre os fatores que pesam para as pessoas são os mesmos que você deve considerar.

No final das contas, não se esqueça: é você que deverá lidar com o resultado da sua decisão.

Olhe para o futuro

Se você é infeliz no seu trabalho ou relacionamento há dez anos, por exemplo, procure não pensar que esses anos foram desperdiçados e sim no que te fará mais feliz no futuro.

Não seguir em frente apenas pelo pensamento de que está jogando fora o que construiu antes pode ser uma grande cilada.

Considere as possibilidades com lógica, procure se culpar menos pelo passado e pense no dilema isoladamente.

Respeite o tempo

Normalmente, alguns dias são suficientes para fazer todas as considerações necessárias para tomar uma boa decisão.

Durante o dia, você deve refletir, pesquisar, se necessário, buscar a ajuda que julgar importante.

Durante a noite, no sono, o subconsciente é capaz de reavaliar todas as questões. Passados alguns dias, a análise do dilema torna-se mais profunda.

Considere os riscos

Faça listas de prós e contras de cada um dos fatores de suas decisões, pense em tudo o que poderia dar errado e em quão impactantes seriam os benefícios e estragos de cada escolha.

Questione-se e, se achar necessário, chame uma pessoa de confiança para debater todos os seus argumentos.

Ao final, a decisão tomada será aquela que contém menos brechas e traz mais benefícios.

Deixar de tomar decisões é o que impede você de seguir adiante

Se você acha que não está no lugar ou posição que gostaria. Ou se sente infeliz com qualquer aspecto de sua vida, provavelmente, isto se dá porque você não deixou de tomar decisões nos momentos que elas eram necessárias.

Mas, há tempo para corrigir seu rumo.

  • Você está acima do peso? Mude sua dieta e pratique exercícios físicos.
  • Você está financeiramente quebrado? Aprenda a controlar seus gastos.
  • Você está infeliz? Pare de focar apenas em você e comece a focar nos outros.

Sempre haverá uma resposta para seus problemas. A resposta sempre será tomar a próxima grande decisão com coragem. A resposta sempre será acreditar você mesmo. Tudo acabará bem. Pode acreditar.

Hora de ação!!!

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Referências

Tim Denning. How to make the Nest Big Decision in Your Life. Publicado originalmente em Addicted2Success.com.

Alexandre de Santi. Como Tomar Decisões. Revista Super Interessante.

Vix.com. Como Tomar Decisão.

Liderança em tempos de crise [desesperar ou inspirar]

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Liderança em tempos de crise

liderança em tempos de crise

 Este artigo foi publicado inicialmente no sítio do Sebrae.

Há dois tipos de líderes, que se revelam especialmente em tempos de crise: os desesperadores e os inspiradores. Qual dos dois é você?

Liderança

Ser líder significa ter vocação e talento para resolver problemas.

Há dois tipos de líderes, que se revelam especialmente em tempos de crise: os desesperadores e os inspiradores. Qual dos dois é você?

Leia o artigo de Eliane Ribeiro Chaves, gerente da Unidade de Desenvolvimento Empresarial do Sebrae MT.

É incrível como as pessoas conhecem o que é liderança. Sabem prontamente apontar uma boa liderança ou não no mundo social, político, econômico, esportivo, cultural, empresarial e até no contexto familiar.

Mas, diante da crise, como um bom líder é visto pelo seu time, parceiros e  sócios? O que é esperado dele, nesses momentos?

Independente de qual contexto em que a liderança atua, todos que exercem esta função deparam com crises em algum momento de sua trajetória de vida. Na prática, ‘ser líder’ é sinônimo de resolver problemas. E para solucioná-los, no campo das decisões, independente de qual categoria que estas possam se enquadrar (financeira, técnica, social, política, familiar, etc), um bom líder sabe que no centro de tudo estão as pessoas, que são seus liderados, seus clientes,  seus parceiros, seus fornecedores, seus familiares.  Enfim, quando a crise é aguda, são essas pessoas que serão afetadas diretamente pelas decisões que serão tomadas.

Crise

Mas afinal, de qual crise estamos falando? Crise econômica? Crise moral? Crise social? Crise familiar? Crise existencial? Há momentos, que são várias crises dentro de uma mesma crise.

Segundo os gregos crise significa “ponto agudo de uma doença”.  E em inglês, “o momento da mudança” (turning point).

E mudanças provocam angústias,  principalmente se estamos num cenário de muitas incertezas e complexidades. E a reflexão que passa na mente e no coração das pessoas é  perguntar-se:

  • Como chegamos nessa crise?
  • O que fizemos para “criar essa doença”?
  • Como lidar com a  realidade, sem complicar mais ainda?

Atitudes do líder

A atitude esperada de um bom líder, diante de qualquer tipo de crise, é enfrentá-la com coragem!

Nesta hora, o líder tem que comparecer. Mesmo admitindo que não tem todas as respostas (isso se chama humildade) e nem tendo todos os recursos (isso se chama racionalidade).

A sabedoria do líder nasce quando se une a mente (o pensar) e o coração (o sentir) nas suas atitudes (ação).

Fugir, ignorar, agredir, terceirizar culpas são atitudes de líderes “desesperadores”. Diante da crise,  o que as pessoas precisam são de líderes “inspiradores”, que mobilizam os liderados para o enfrentamento dos problemas.

Mais do que nunca, nesse momento, é que se deve convocar e liberar  a criatividade das pessoas. A comunicação tem ser clara, transparente, direta e sem rodeios, para que todos os envolvidos saibam da situação e possam ser convocados para encontrar as soluções urgentes, práticas e viáveis.

Inspirador

O líder inspirador e consciente deve estar presente de corpo e alma. Atento a todos os detalhes. Aberto a ouvir a opinião das pessoas. Buscar a sabedoria das pessoas de dentro e de fora. Comandar com pulso firme tudo que pode agravar a crise (contenção de gastos; gestão do fluxo de caixa,  manobras de resistências e sabotagens, perda de credibilidade ou reputação, dentre outros riscos). E gerenciar os processos de mudanças, de ajustes e de inovação.

Se o líder se mostrar confiável, se o seu propósito for nobre, digno de ser alcançado, tenha certeza que o time vem junto!

As pessoas dão o melhor de si, quando o líder é autêntico, determinado, coerente, transparente, empático, humilde para aprender e a reciclar-se nos momentos agudos de uma crise, administrando suas emoções e demonstrando que seus valores essenciais são inegociáveis.

Momento de reflexão

Pare um pouco a leitura. Pense na sua lista de bons exemplos de liderança, que conquistaram a sua admiração pessoal e reflita sobre eles:

  • quais foram as grandes atitudes inspiradoras (competência de agir diante da crise);
  • observe a habilidade de comunicação direta e objetiva (arte de inspirar);
  • identifique a capacidade de mobilizar os talentos e a inteligência das pessoas à sua volta para superar a crise (arte de desenvolver pessoas); e
  • confira a coerência entre o discurso e a prática (fidelidade aos valores e princípios).

É desse tipo de homens e mulheres que precisamos em nosso mundo, em nosso país, em nossas instituições, em nossas empresas e em nossas famílias.

Referência

Eliane Ribeiro Chaves é gerente da Unidade de Desenvolvimento Empresarial do Sebrae MT.

Um líder na avaliação de desempenho dos funcionários

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por Ronaldo Lundgren.

líder na avaliação de desempenho

Um líder na avaliação de desempenho dos funcionários

De que forma o papel do líder pode influenciar no processo de avaliação de desempenho de seus liderados?

O papel de uma liderança dentro de uma organização é o de conseguir fazer transformações pela ação de seus colaboradores.

O líder deve procurar criar um ambiente favorável para que as pessoas dentro da organização possam ter a possibilidade de realizar suas atividades e atingir seus êxitos. Consequentemente, obter os resultados que a empresa está buscando.

Mudando conceitos

Para que se possa mobilizar e engajar as pessoas em suas atividades, as empresas estão mudando seus conceitos. Estão alterando suas práticas gerenciais.

A tendência é de construir equipes autônomas de trabalho. Observa-se também, a redução dos níveis hierárquicos.

Nova liderança

Desenvolver lideranças para motivar e desenvolver as pessoas. Conseguir promover o diálogo entre as pessoas das diferentes áreas da organização.

As novas gerações que assumem papéis de liderança têm necessidades diferentes de seus antecessores. Elas buscam o desenvolvimento pessoal, valorizam a liberdade e a independência, apreciam a diversidade e a mudança.

Os liderados precisam de líderes diferentes dos que estávamos acostumados, baseados em comando e controle. Precisam de líderes incentivadores de seu potencial, que aperfeiçoem seus pensamentos.

Hoje em dia, o papel do líder é mais completo e importante. Ele conduz ações, influencia o comportamento e a mentalidade de outras pessoas e estabelece metas direcionando os indivíduos para atingir resultados.

Em um mundo dinâmico, é necessário ter líderes que desafiem o estado atual das coisas. Que busquem criar visões de futuro. Que sejam capazes de inspirar os membros da organização a querer realizar essas projeções.

Também se busca líderes que consigam elaborar planos detalhados, criar estruturas organizacionais eficientes e gerenciar as operações do cotidiano.

Diante de tantos desafios, atualmente as organizações estão em busca de lideranças que concentrem seu foco na manutenção do comprometimento dos empregados com os objetivos da empresa, garantindo a saudável liberdade para que os mesmos utilizem plenamente suas capacidades e potencialidades.

Os líderes têm papel fundamental nos diversos níveis organizacionais. Uma pessoa não se torna líder apenas pela autoridade que a organização lhe atribuiu e o fato de uma pessoa deter poder não significa exercício de liderança.

Líderes contam com seus liderados e usam a influência da autoridade lhe dada formalmente pela empresa e aceitam a contra influência dos liderados.

Pessoas estão no centro

Os modelos de gestão contemporânea buscam zelar pela saúde e pelo bem-estar do trabalhador. Isto pressupõe valorização do trabalho em equipe, relevância da maturidade, importância da criatividade e autonomia na tomada de decisão.

Também é importante o estabelecimento de comunicação, reconhecimento do valor da qualidade de vida no trabalho e preocupação com a autoestima das pessoas e com o ambiente físico e psicossocial de trabalho.

De um lado estará a organização tentando diminuir custos, elevar a qualidade dos produtos e aumentar a produtividade, e de outro estarão as pessoas que buscam melhor qualidade de vida.

O líder deve esclarecer e indicar o caminho e estruturar as estratégias de mudanças, negociando os objetivos da organização e oferecendo as condições necessárias para alcançar os objetivos e as metas dos colaboradores.

A avaliação de desempenho – um pouco de história

A utilização da avaliação de desempenho de empregados começou a ser utilizada com a vinda do taylorismo, no inicio do século passado.

As primeiras escalas de avaliação de mérito foram racionalizadas pelas pesquisas de Taylor. Elas visavam disciplinar o trabalhador e interferir na realização do seu trabalho.

Ao longo do século XX, a avaliação de desempenho passou a considerar o empregado e o seu trabalho como parte de um contexto organizacional e social. As metodologias de controle dos tempos e movimentos, criadas por Taylor, perderam importância.

Anteriormente, todo processo de avaliação era vinculado à remuneração. Uma pessoa só tinha conhecimento de seu desempenho quando recebia uma promoção.

As estratégias organizacionais eram unilaterais. O empregado não tinha acesso nem mesmo aos indicadores de desempenho que constavam em formulários.

Os métodos de avaliação evoluíram de modelos unilaterais, onde o subordinado era avaliado pelo seu superior, para modelos bilaterais, que envolvem mais de uma fonte de informação.

Assim, a organização passou a conhecer o desempenho do funcionário com avaliações feitas por colegas, clientes e chefias. Essas avaliações ficaram conhecidas como as avaliações de 180o e 360o.

O que é avaliação de desempenho

Avaliar é apreciar, estimar, fazer ideia de, ajuizar, criticar ou julgar. Desempenho é considerado quando alguém que foi selecionado para fazer determinada tarefa e a fez devidamente bem.

O foco da avaliação de desempenho é fazer análise da distância entre o comportamento ideal e o comportamento real do empregado.

O desempenho de um funcionário seria distinguido em duas faces:

  • desempenho ligado a tarefa; e
  • desempenho ligado ao contexto.

A diferença é de que o desempenho voltado à tarefa se refere à maneira como as atividades dos indivíduos podem contribuir para as questões técnicas da organização. Essas atividades podem ser direta (como os trabalhadores voltados à produção) e indireta (voltado aos gestores).

Trata-se, portanto, dos aspectos específicos das atividades laborais de um cargo ou de uma função. Ou seja, é aquilo que se espera que o trabalhador realize, pois é da sua responsabilidade.

O conceito do desempenho contextual refere-se às atividades incluídas no suporte da organização, no ambiente social e psicológico nos quais as metas organizacionais são buscadas.

Portanto, inclui o fornecimento de sugestões e ideias de melhoria nos procedimentos de trabalho e não somente comportamentos como auxilio aos colegas da organização ou bem-estar dos seus integrantes.

Há a possibilidade de diferenciar dois tipos deste desempenho, sendo eles:

  • comportamentos que visam o bom funcionamento da organização, se referindo ao momento presente; e
  • comportamentos pró-ativos, que visam mudança ou aperfeiçoamento nos processos laborais organizacionais.

O mais moderno recurso de identificação de desempenho geral da organização se dá pela avaliação de desempenho 360o. Este modelo é realizado por meio de indicadores sistêmicos, alinhados às competências organizacionais, onde todos são avaliados e avaliadores.

Um líder na avaliação de desempenho

Na maioria das organizações, o supervisor direto é o responsável pela avaliação do pessoal na empresa. Isto não se dá por apoio técnico ou cientifico, mas sim porque as empresas fazem do supervisor direto o principal participante do processo.

Para que o líder possa dar sentido a avaliação de desempenho do colaborador é importante que ele mesmo perceba o significado da avaliação.

Também é importante que o líder não caracterize a avaliação de desempenho como algo punitivo ou de premiação para o avaliado. Ela é uma forma de consolidação de um processo de aprendizagem recíproco, construído e desenvolvido por ambos os envolvidos.

A liderança consegue exercer um papel fundamental no desempenho. Ela tem atuação direta na satisfação, na geração de idéias e nas reflexões da equipe, promovendo a inovação.

E também pode vir a impactar na comunicação, coesão e confiança de equipe, bem como, na gestão de conflitos.

Todos estes fatores influenciarão nos efeitos dos desempenhos das equipes. É importante analisar a conexão de líder-liderado, a fim de observar e identificar o estilo de liderança.

O clima de relacionamento entre um avaliado e o avaliador não se dá somente pelas políticas e normas estabelecidas dentro da empresa. E nem só pelo comportamento do avaliador. Mas também pela maneira, de certa forma sutil e inconsciente, de como esse líder (avaliador) percebe o comportamento do ser humano em situações de trabalho individual ou coletivo.

O avaliador, sendo este o líder, tem seu papel mais centrado como um educador, conselheiro e consultor do avaliado, e não como um juiz, que julga os bons e os maus comportamentos do réu e dá a sentença.

Considerações finais

Há um entendimento de que o avaliador é o maior problema na adequada implementação de um programa de avaliação de desempenho.

Pouco se faz na prática pela capacitação deste avaliador para que possa efetivamente conduzir o processo da melhor forma e torná-lo eficaz.

Pode-se afirmar que grande parte dos avaliadores não estão preparados para avaliar o desempenho de seus subordinados.

Nossa cultura leva a relacionamentos mais próximos e informais, diferente do que tipicamente ocorre em outros países.

Os avaliadores tendem a misturar a avaliação técnica do desempenho do funcionário em determinado cargo com a sua avaliação pessoal sobre aquele indivíduo que está sendo avaliado.

Há necessidade das organizações investirem em treinamento e desenvolvimento dos seus líderes, para que os mesmos possam executar uma boa gestão.

A avaliação de desempenho deve ser bem executada para atingir seu êxito e trazer resultados. Para tanto, é necessário que os líderes a encarem com a importância que a mesma possui para a organização e para seus liderados

Referência

Giuliana Silva Ferrão. O PAPEL DO LÍDER CONTEMPORÂNEO NA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE SEUS LIDERADOS.

Millenials: os pais não são culpados

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por Fernanda Câncio.

Este artigo foi publicado, inicialmente, pelo jornal Diário de Notícias.

(PAULO SPRANGER/GLOBAL IMAGENS)

Millenials: os pais não são culpados

A minha geração

“A minha geração” é o nome de uma célebre canção que começa assim: “As pessoas tentam fazer-nos sentir mal / Falando da minha geração / Só porque andamos por aí / Falando da minha geração / Espero morrer antes de ficar velho/ Falando da minha geração.”

A canção tem 46 anos. O homem que a escreveu, Pete Townshend, da banda britânica The Who, tem mais de 70; não morreu antes de ficar velho.

É talvez uma forma estranha de começar um texto sobre uma geração com idade para ser neta dele. Ou não: talvez seja preciso lembrar que todas as pessoas a dada altura foram a “nova geração”.

Todas sentiram que aquilo que sentiam era iniciático, que vinham para mudar alguma coisa. Ou tudo. E que quem já cá estava não percebia, não podia perceber. Precisamos disso – de sentir que somos parte de uma mudança. Que somos a novidade, a estrear.

“Sentimos que tudo nos é devido”

Como Inês Herédia, de 27 anos, que fez um vídeo a falar disso – da sua geração.

“Tinha ido para Londres estudar teatro entre 2012 e 2014. Quando voltei, depois de uma breve experiência com La Féria e de, por ser um pouco mais gordinha, apesar de vir de um dos melhores cursos de atores do mundo não ter sorte nenhuma nas audições, decidi procurar trabalho na área da consultoria, na qual se usa muito a criatividade. E pensei fazer um vídeo de apresentação para responder à pergunta que nos fazem nas entrevistas de emprego: porquê tu, porque te havemos de contratar a ti?”

Contra um fundo cinza, uma Inês de olhos no alvo e num inglês de impecável sotaque british traça um breve retrato das pessoas da sua idade que frisa a importância da tecnologia digital:

“Sabem porque dizem que somos a geração mais criativa de sempre? Porque os nossos cérebros veem o que a internet vê. Não veem limites. Estamos neste mundo de abundância e com acesso a tudo, sedentos de conhecimento. Aceitamos as diferenças e somos especialistas em marketing. E fazemos tudo isto muito mais depressa que qualquer geração antes de nós. Temos uma perceção holística do mundo, somos esponjas a beber de tudo . (…) Isto é a minha geração. Não nos contentamos com o fácil. Estamos cá para fazer a diferença.

Geração millenials

Não por acaso, houve quem quisesse crismá-la de igeração – não pegou, porém. Começaram por denominá-la de Y (a letra do alfabeto que se segue ao X, de Geração X, d”après o célebre livro-retrato de Douglas Coupland) mas foi “millennials”, de milênio, que pegou.

A respectiva definição temporal, variando bastante, inclui seguramente os nascidos entre 1980 e 2000, como é o caso de Inês, e a ligação com a tecnologia digital e este mundo sem fronteiras, fluído e simultaneamente infinito e mais finito (porque mais abarcável, mais alcançável) que a internet criou é sem dúvida a característica mais distintiva. Com tudo o que isso traz de bem mas também de menos bom.

“Porque há o reverso”, diz Inês, que mandou tatuar nas costas “the book of disquiet” (O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa/Bernardo Soares).

“A minha geração tem imensos defeitos. Não consegue se concentrar. Hoje quer uma coisa amanhã outra. Acho que vem precisamente de termos acesso a tantas opções. E com o fato de termos crescido com a ideia de que vais conseguir fazer tudo aquilo que quiseres. Há um sentimento de entitlement: de que temos direito, merecemos, tudo nos é devido. Muitos amigos meus têm as mesmas oportunidades que eu e esperam que lhes caiam as coisas no colo. Ou trabalham duas horas e ficam cansados.”

Mais uma vez, Inês menciona algo que surge muito frequentemente nas caracterizações desta geração – vamos chamar-lhes milênicos – como um dos seus traços mais negativos:

  • a ideia de merecimento automático;
  • a expectativa de sucesso instantâneo;
  • o não lidar bem com a frustração e com tarefas maçantes, horários e obrigações.

Assevera-se por exemplo a dificuldade de manter funcionários desta geração – estão sempre à procura de um lugar melhor, da coisa que vai mesmo interessar-lhes, fazê-los felizes. Aspectos que podem ser associados a mimos – há muito a ideia de que a “culpa” é dos pais, que os paparicaram demasiado e lhes deram demasiada auto-confiança.

“Vivemos vidas editadas”

Filipa Neto, 26 anos, vê outras explicações. “Acho que precisamos de mais propósito do que a geração dos nossos pais. Pensamos numa missão.” Esse aspeto está, crê, relacionado com o fato de se ter consciência da “grande volatilidade da vida”:

“Há pais que estiveram na mesma empresa 20 anos e foram despedidos. Não há nada garantido. As coisas que eram tidas como verdades econômicas já não são. E as pessoas pensam: “Já que o meu salário não é muito bom, e se calhar nunca vai ser, tem de haver felicidade no trabalho: fazer uma coisa de que goste ou que me diga algo.”

Por exemplo inventando: Filipa fundou, com a amiga Lara Vidreiro, da mesma idade, a empresa Chic by Choice, que aluga vestuário “para ocasiões especiais”.

A ideia surgiu às duas estudantes de Gestão a partir da sua própria experiência. “Havia uma festa e queríamos uma roupa nova mas não tínhamos coragem de pedir dinheiro aos nossos pais. E ao mesmo tempo estávamos a aprender a teoria da utilidade marginal: que à primeira vez que usávamos o vestido era fantástico mas à terceira já não tinha tanto impacto. Percebemos que o ideal era poder usar e devolver.”

Perceberam que esse tipo de negócio já existia no Reino Unido e resolveram lançar-se. No ano passado, certifica, cresceram 100 por cento, sobretudo a partir do mercado britânico.

“O cliente escolhe entre milhares de peças, indica data do evento e tamanho, dois dias antes recebe o que escolheu em dois tamanhos – o indicado e o acima – e no dia seguinte um estafeta vai buscá-las.”

Chama-se “fast fashion” e tem a ver com a ideia base da moda, a da novidade, aliada a algo que se considera uma característica (mais uma) dos milênicos: estarem mais interessados na experiência que na posse. Há até estudos que garantem que se trata de uma geração “menos consumista”.

Filipa acha que pode não ser bem assim. “As necessidades mudaram. Somos uma geração Instagram e Facebook, vemos vidas editadas, somos completamente influenciados por isso.

A aspiração é: “Se o meu amigo vai a estes lugares todos eu também quero ir.” É mais importante o que outro vê de mim na rede social que o que efetivamente faço. Há uma noção muito diferente do que é o mínimo de rendimento necessário para ser autônomo, por exemplo. Vejo os meus amigos a fazer contas a quantas vezes podem sair, jantar fora, beber, viajar, se saírem de casa dos pais.”

Fronteiras abolidas, o mundo ao dispor

Consumistas sim, mas mais de experiências, menos de “coisas”. A não ser, claro, que sejam gadgets: o último smartphone, o último tablet – é o que acha Carlos Silva, 37 anos. “As pessoas podem ter deixado de ter carro ou de pensar em comprar casa mas querem ter o último iphone.”

Situado sobre a linha temporal que separa os milênicos e a Geração X, Carlos hesita na generalização: “Tenho sempre alergia a falar de gerações, porque são compostas por indivíduos. Mas existem tendências que têm a ver com o contexto em que as pessoas crescem.”

E Carlos cresceu nos computadores. Aos seis/sete anos o pai ofereceu-lhe um Spectrum. Mais tarde, perguntou-lhe se queria um leitor de CD ou um modem como presente.

“Comecei a funcionar com a internet muito cedo. E acho que isso é mesmo fundamental para caracterizar esta geração. A ideia de uma sociedade não necessariamente física, amigos no mundo inteiro, acesso à informação muito imediato. Isso muda a forma como as pessoas pensam – acabou o “tirei este curso e vou fazer disto a minha vida”.”

Licenciado em engenharia informática, Carlos estava a fazer um MBA [mestrado em gestão] quando o banco americano Lehman Brothers ruiu, em setembro de 2008, desencadeando a pior crise financeira mundial desde 1929.

Ele viu na catástrofe uma oportunidade. “As pessoas perceberam que as ações em que investiam e que achavam muito seguras não eram. Desenvolveu-se desconfiança em relação às instituições tradicionais.”

Começou a trabalhar na ideia de uma plataforma de investimento através da net, tendo como inspiração projetos de crowdfunding para o terceiro mundo.

“Somos o que se chama uma plataforma de investimento colaborativo, a primeira a nível mundial com autorização para operar.” Funciona assim: “Um empreendedor apresenta um projeto e diz de quanto precisa e qualquer pessoa pode investir. Se no final não atingir o valor o dinheiro é devolvido aos investidores.” Chama-se Seedrs e arrancou em 2012, a partir do Reino Unido.

Desde então já investiu mais de 200 milhões em mais de 400 “campanhas” e abriu escritórios em Berlim e Amsterdã. O retorno financeiro, diz o presidente e co-fundador, é “interessante” mas atribui o sucesso da iniciativa também ao fato de os investidores gostarem de “alocar dinheiro a projetos que possam ter impacto .”

Uma espécie de fábula: se as pessoas ganharam aversão ao que é grande e opaco e impessoal, regressar ao básico, ao essencial da ideia de investimento – e de comunidade. Um cruzamento entre ativismo e especulação, ou como derrubar fronteiras, baralhar e dar de novo.

Autoconfiança demais ou resiliência?

Não, caramba, não é tudo mau. Os milênicos também são descritos como menos preconceituosos, com uma maior preocupação com a igualdade, nomeadamente de gênero, muito alerta em relação aos problemas ambientais e, sobretudo, empenhados em que o que fazem, profissionalmente e não só, se relacione com causas que apoiam, com um propósito “maior”.

João Wengorovius, ex CEO da BBDO Portugal e agora na consultora Wengorovius & Bidarra, vê uma geração que “apanhou com muitas dificuldades mas é muito empoderada. Com a noção do eu como marca, de que estão muito expostos, muito conscientes dos seus talentos e muito empenhados em usá-los. E muito educados, claro: não basta ter o curso superior, é preciso ter um mestrado e talvez um doutoramento.” Importante também, crê, é a ideia paradoxal de que “a experiência só se vive se for partilhada.”

Jack Mackenzie, presidente de uma companhia de marketing que analisa tendências geracionais citado pelo New York Times, completa o perfil: “Desconfiam da autoridade, são genericamente tolerantes, próximos dos pais, têm vontade de estabelecer compromissos, encontrar terreno comum. E um nível de otimismo que a maioria das pessoas acha quase idiota.”

Otimismo

Como pode a geração que levou com o 11 de Setembro nas ventas mais a crise financeira mundial de 2008 (e, na Europa, com a crise do euro, materializada em Portugal na entrada da troika) ser otimista?

Isto para não falar dos últimos desenvolvimentos – hecatombe das revoluções no Médio Oriente, refugiados, ascensão da extrema direita, vitória de Trump.

Pode ser mesmo por isso, adverte a escritora Judith Warner, num artigo do NYT. Intitulado “The why-worry generation” (a geração do porquê ralarmo-nos), o texto menciona um consenso arrasador de “avaliação psicológica”:

“São uma geração de adoidados, profundamente narcisistas e destituídos de autocontrole pelos seus pais hiper-ansiosos e demasiado protetores.” Cita dados sobre a percentagem de empregos recusados pelos licenciados americanos numa época de desemprego muito elevado”.

“Apesar de não estarem em condições de impor condições, muitos afirmam não estarem para trabalhar mais de 40 horas por semana. (…) 41% dos licenciados que procuram trabalho recusaram propostas, a mesma percentagem que o fez em 2007, antes da crise”. E dá a palavra a Jean Twenge, a professora de psicologia que escreveu Generation Me (livro de 2007, revisto em 2012, sobre, precisamente, os milênicos): “Não é confiança, é super confiança. E quando chega a este nível, é problemática.”

Uma espécie de incapacidade coletiva de lidar com a realidade? Uma patologia geracional? Warner reflete: “Entrevistei nove estudantes universitários que me foram indicados por professores. E fiquei com o retrato de jovens adultos capazes de não sucumbir à dúvida sobre si próprios e ao desencorajamento. Muitos estavam desempregados, outros estavam insatisfeitos com o seu trabalho ou com as escolhas escolares que tinham feito. Mas não se culpavam. Não punham em causa as suas opções e competências. (…) É difícil para alguém com 40 e tal anos compreender isto, esta ideia de merecimento, esta falta de humildade. Mas não estão necessariamente mal adaptados aos tempos. (…) Pode ser que esta resiliência – esta irritante e no entanto admirável capacidade de manter um espírito positivo em tempos deprimentes e assustadores – não tenha nada a ver com os pais deles e a educação que lhes deram. Talvez seja o resultado, como alguns observadores desta geração têm sugerido, de crescer numa era de ansiedade (…). Talvez a insegurança crônica tenha simplesmente aumentado a capacidade desta geração de resistir ao stress, deixando-a particularmente bem preparada para lidar com a incerteza. Talvez ter um ego super musculado sirva mesmo para enfrentar a adversidade. Exatamente como os gurus da autoestima sempre disseram.”

Geração nondescript?

Ego em esteróides ou ganas de fazer o que dá gozo e a coragem de não transigir? Perguntemos a Joana Barrios. Aos 31 anos, grávida do segundo filho e sem aquilo a que se pode chamar “um emprego”, é tida como paradigma da geração milênica: estão sempre a convidá-la para, nessa capacidade, participar em palestras e workshops.

“Chamam-me porque sou “uma mulher de sucesso com profissão indefinida e mãe, porque pertenço a uma companhia de teatro disruptiva [os Praga] e tenho um blog [de moda, o Trashédia]”. Ri.

“A primeira coisa que faço quando lá chego é insultar quem me chama por esses motivos ridículos. E também acho sempre estranho ser a única mulher. Os outros são sempre rapazes empreendedores, geralmente de terno.”

Joana nasceu e viveu a adolescência no Alentejo, onde os pais estão radicados, entrou em Direito mas saiu para o Conservatório, fez um mestrado em crítica de cinema e música pop em Barcelona enquanto trabalhava em lojas vintage, foi a Paris trabalhar com um encenador num espetáculo de vaudeville, no qual se ocupou do guarda-roupa, voltou para Portugal porque “queria trabalhar em português”, entregou o currículo aos Praga e de repente “aconteceu a crise e deixou de haver dinheiro para a cultura.”

Resultado? Foi trabalhar como porteira na discoteca Lux-Frágil. “Estive lá de 2010 a 2013. Foi difícil porque era quinta, sexta e sábado da meia noite às sete da manhã. Mas pelo menos assegurei que não morria de fome.” Suspira. “Uma das coisas mais cruéis como porteira foi descobrir que de mês a mês havia mais alguém que vinha fazer a festa de despedida porque ia para Paris ou Berlim. Os arquitetos, os designers, as maquiladoras, toda a gente foi embora.”

Ela ficou, e mais que isso. Engravidou e decidiu ter a criança, uma menina hoje com dois anos: “Não fui capaz de abortar, apesar de não ser religiosa. De repente não tinha trabalho, não tinha nada, e pensei: “A parte difícil é estar feito e já está feito.” Sou uma pessoa de muita coragem, segundo dizem. Percebo que teoricamente seja muito assustador ter filhos. Mas consigo, entre tudo o que faço – o blog também é uma fonte de rendimento – ter, em conjunto com o meu marido, que é fotógrafo, que chegue para pagar as contas, a escola, a renda.”

Joana não sabe se é exemplo, mas tem uma ideia ou duas sobre o que define a sua geração: “Em contraste com as anteriores temos pais com capacidade de perceber que houve mudanças muito drásticas na forma como funciona o trabalho – e encorajam-te a procurar aquilo de que gostas.”

Um encorajamento que passa muito por apoio financeiro e por não cortar o cordão umbilical. “Regra geral, as pessoas da minha idade estão vivendo na casa dos pais ou precisam de ajuda porque o que ganham não lhes chega.” E outra coisa, na qual de algum modo os milênicos contrastam também com gerações anteriores: “Do ponto de vista do look uma super característica é quererem integrar-se. Passar despercebidos. Mas podes ter um exterior super normalizante e ao mesmo tempo teres um interior totalmente disruptivo.”

Quando se olha à volta num bar ou num concerto, no meio de um grupo de milênicos, o que é que se vê? A expressão certa existe em inglês: nondescript.

Querendo dizer que não há nada de distintivo ou facilmente descritível, aquilo que se reconhece como “um estilo próprio”. A não ser que o estilo seja isso , o de não ser facilmente rotulado, identificado, fichado, fixado.

Vera Marmelo, 32 anos, engenheira hidráulica e fotógrafa de concertos, vai por aí. “Acho hoje em dia muito mais piada a causar essa confusão. Não poderem identificar-me logo pela forma como estou vestida. Não preciso de ser classificada, acho engraçado em não ser encaixada.”

Enquanto a liberdade em gerações anteriores passou por afirmar pela roupa, pose, cabelo, pertencer a um grupo o mais “diferente” possível da norma ou em exprimir um individualismo radical, ofensivo até, estabelecendo uma demarcação clara entre o nós e o eles, a liberdade agora pode ser isto, ser parte da multidão, não chamar a atenção – como quem guarda um segredo. Um certo inconsequente, de quem agarra a primeira coisa que aparece e que lhe é confortável.

A mesma atitude, diz Vera, em relação à música: “Quando éramos mais novos éramos mais dedicados a uma cena específica. Agora, as pessoas que me rodeiam ouvem coisas muito diferentes.”

Muito entrosada no meio musical português, Vera reconhece, nos últimos dez anos, um boom de projetos interessantes. “Comecei a fotografar mais a sério em 2006. Foi o ano em que conheci o B Fachada, que acho que tem feito um trabalho incrível na revelação de temas que têm a ver conosco como geração. E houve a virada do cantar em inglês para o cantar em português e isso ser joia.”

Cita também os Linda Martini e a Capicua: “Sinto que fala por mim e revejo-me nas suas palavras.” Tem uma explicação para esta explosão: “Em 2005 toda a gente que faz música consegue libertar-se de uma editora porque tem computadores em que consegue gravar e plataformas, como o Myspace [que, criada em 2003, em 2008 ultrapassou os 100 milhões de utilizadores], para partilhar o que grava. Tornou-se muito mais fácil encontrar pessoas que são os teus pares, de quem gostas.”

“A política vai ter de regressar”

Luís Nunes, 30 anos, músico, tempera o entusiasmo: “Somos a última geração a lembrar-se de um mundo sem internet e sem celulares. E obviamente que a internet é fantástica mas mudou completamente a noção do tempo. Imprime ao mundo um ritmo alucinante. Toda a gente está sempre a fazer montes de coisas ao mesmo tempo, e também te é exigido que o faças. É uma coisa que muda o chip – para a minha avó, por exemplo, é uma coisa mística – e que criou várias assimetrias. Destruiu a indústria discográfica, a indústria do jornalismo e está a destruir a dos táxis.”

Mais conhecido como Benjamim (o nome da sua banda desde 2014, quando começou a cantar em português -antes cantava em inglês e era Walter Benjamin), Luís, que em várias entrevistas afirmou querer “fazer uma banda sonora para a minha geração”, beneficiou muito dessa mudança de planeta.

“Um tipo como eu pode competir no mesmo trabalho com um inglês. É muito bom para um país periférico. Mas tem outros lados: além de escrever canções e de tocar instrumentos, tens de saber gravar a tua música. E fazer o teu próprio marketing, o que não é nada evidente.”

O acesso a tudo, sem guias nem intermediários, é um bem inestimável mas pode também significar uma espécie de equalização sem espessura nem noção histórica:

“A grande coisa foi quando surgiu o Napster [serviço de streaming de música lançado em 1999]; com a ajuda de um amigo, sacava os discos todos. Mas isso permite coisas como o Kanye West [rapper americano] ter feito em 2015 uma música com o Paul McCartney [dos Beatles] e haver comentários a dizer que não sabiam quem era o McCartney mas que ele tinha futuro.” Ri.

“Antigamente as pessoas podiam ser ignorantes, tinham desculpa. Agora não sabem porque não querem. Teres a biblioteca não quer dizer que leias os livros. O acesso à informação não impede a ignorância.” Pelo contrário, acha; há um efeito paradoxal.

“A minha geração tem muitas distrações, muitas comodidades. É mole. Já nascemos no planeta democracia e é assustador ver pessoas que nasceram nele a pôr a hipótese de voltar para um sistema não democrático. E a quantidade de gente da minha idade que acha normal haver gente a morrer a dar à costa no Mediterrâneo, sem sequer refletir sobre os motivos? Tinham obrigação de ter estudado melhor história. Toda a gente que nasceu depois da segunda guerra mundial tem essa obrigação.”

Ah, a história. Houve até quem tivesse anunciado o seu fim. “Surgimos quando parecia que se tinham resolvido todos os problemas”, conclui Luís. “Daí sermos uma geração tão desinteressada em termos políticos. Havia a ideia de que a política tinha morrido. Mas vai ter de regressar.” E à bruta, parece.