[ALTRUÍSMO] Ninguém pode ser feliz rodeado de infelizes

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por Alda Andrade. (*)

ALTRUÍSMO

 altruísmo

Segundo o pensamento do filósofo Augusto Comte ( 1798- 1857 ), altruísmo é a tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro e que, não obstante sua atuação espontânea, deve ser aprimorada pela educação positiva, evitando-se assim a ação antagônica dos instintos naturais do egoísmo.

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Egoísmo ampliado ou altruísmo

Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e em outros seres vivos, que em ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros.

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O site Gotas de Paz entende que altruísmo é o “sentimento que nos leva a ter interesse pelos outros. Portanto, é o contrário de egoísmo”. Prossegue afirmando que, “na verdade, não é bem o contrário. Mas, o egoísmo ampliado“.

O altruísta interessasse primeiro por ele mesmo. Depois, por sua rua. Em seguida, por seu bairro, seu município, seu Estado, seu País, o mundo inteiro, a humanidade.

Seu egoísmo se ampliou e transformou-se em altruísmo.

“O altruísta é o que sabe que sua felicidade está na razão direta da felicidade dos outros. Ninguém pode ser feliz rodeado de infelizes“.

Atos de bondade

Compartilhar comida, cuidado coletivo, proteção de grupos, dentre outros comportamentos não são exclusividade dos seres humanos.

Essa cooperação é um mecanismo por meio do qual os indivíduos podem aumentar a sua capacidade de sobrevivência.

Esse tipo de comportamento aparece desde muito cedo. Crianças, a partir de 2 anos, já podem demonstrá-los.

A retribuição dos atos de bondade são ações valorizadas em todas as sociedades.

Embora os valores das trocas e do incentivo sejam diferenciados entre as culturas, eles são praticados nas mais diversas áreas. Como por exemplo:

  • as trocas no comércio;
  • gratidão pregada nas diversas religiões;
  • os atos de heroísmos extremos, como salvar vidas em perigo;
  • a atuação de voluntários em situações de calamidade mundiais;
  • cuidar de doentes, de bebês que não são seus filhos, de idosos; e
  • partilhar comidas.

Para a pesquisadora Regina Helena Ferraz Macedo, a “cooperação é um ato corriqueiro e desejável na vida humana e tem sido registrada em diversos animais”.

Para um indivíduo cooperar, depende da associação de diversos valores, tais como idade, o tamanho do grupo, o sexo do indivíduo com que irá cooperar e informações que temos sobre eles. E ainda, se confiamos ou não em quem estamos ajudando.

Esses aspectos, associados ou não, irão nos “indicar” se é vantagem cooperar. Talvez, um dos benefícios da cooperação possa ser encontrado no Japão.

Um estudo naquele país asiático mostrou que comunidades com grande números de pessoas com mais de 100 anos de vida são marcadas pelo espírito de cooperação.

Benefícios que o altruísmo traz

Quando se fala em altruísmo verdadeiro, muitas pessoas podem pensar que essa qualidade não existe genuinamente e que o ser humano é, em regra, egoísta. Nada mais equivocado.

O monge budista Matthieu Ricard, conhecido como a pessoa mais feliz do mundo, chama a atenção para o fato que não há estudos que comprovem que o ser humano é egoísta por natureza. “Há somente uma idéia, um preconceito”.

Por sua vez, o monge acredita que o altruísmo genuíno não existe. Segundo ele, quando alguém faz o bem para outra pessoa, o benfeitor estaria se beneficiando com o sentimento de satisfação e orgulho de si próprio.

Ainda afirma: “Fazer o bem para alguém e não se sentir bem por isso é o mesmo que ter uma fogueira que queima, mas não faz calor”.

Matthieu defende que há outros benefícios em adotar uma postura e um pensamento voltado para o bem alheio. Para ele, o altruísmo é um dos mais importantes ingredientes para a felicidade.

Considerações finais

A conclusão lógica, então, seria a de que o altruísmo pode aumentar a expectativa de vida, a imunidade do organismo e a saúde mental.

Alguns estudos científicos revelam uma forte ligação entre os atos de gratidão, a partilha de bondade, e os seus benefícios psicológicos e emocionais.

Alguns benefícios incluem a diminuição do estresse e a sensação de paz e felicidade interior.

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(*) Alda Cesar de Andrade ( Psicóloga )

Autor: Ronaldo Lundgren

Possui graduação pela Academia Militar das Agulhas Negras; é Mestre em Estudos Estratégicos pelo US Army War College; e Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

7 comentários em “[ALTRUÍSMO] Ninguém pode ser feliz rodeado de infelizes”

  1. A temática, nos instiga a refletir nossas ações diárias. A vida atribulada repleta de compromissos e obrigações nos remetem a pouca convivência com o outro, onde muitas vezes, só percebemos diante de situações extremas. As catástrofes, a falta de decência, ética, respeito e amor, nos fazem acreditar que muitas pessoas desconhecem a natureza do SER HUMANO. O ser altruísta é o exemplo do ser humano e a cura para os males da humanidade.

  2. A sua ilação retratando o altruísmo do ser humano como um exemplo de uma conduta que devemos adotar para a “cura” dos males da humanidade, demonstrou um amadurecimento e reflexão sobre o tema em questão. Parabéns, Valéria Veríssimo pelas suas palavras consistentes e esperançosas.

    1. Também penso assim, Renata Pimenta!
      Devemos ser sal no mundo . Fazer a diferença e ajudar aos que precisam nos faz sentir úteis . É sem sombra de dúvidas um amadurecimento emocional e espiritual sair de um egoísmo para um altruísmo.
      Fiquei feliz com o seu comentário.

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