Para ter agilidade no trabalho

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por Ronaldo Lundgren.

para ter agilidade no trabalho

Para ter agilidade no trabalho

Agilidade “é a habilidade de se adquirir velocidade e flexibilidade no gerenciamento de projetos por meio da adoção de práticas de gestão adequadas ao ambiente e tipo de projeto”(EDER et al., 2010).

A ideia de agilidade no trabalho é utilizada relativamente à flexibilidade e rapidez para resolver alguma questão.

É crescente o número de empresas que buscam funcionários com agilidade. Elas buscam pessoas que saibam responder com rapidez a novas situações. Funcionários que atuem com qualidade em um contexto dinâmico e competitivo.

Baixe o Infográfico >>>  Para ter agilidade no trabalho (5 downloads)

Para ter agilidade no trabalho, você precisa “dominar” suas funções na empresa. Isto lhe dará confiança.

As orientações a seguir, publicadas no sítio da Fundação Universia (*), lhe mostrarão como ter efetividade no trabalho.

Tenha uma rotina sólida

Uma rotina sólida permite que você economize tempo. Uma boa maneira de construí-la é dividir seu dia em três passos. Aproveite os 5 primeiros minutos do expediente para planejar o dia. Depois disso, defina prazos para concluir suas tarefas. Uma boa ideia é gerenciar o seu dia hora a hora. Por fim, tire 5 minutos ao fim do expediente para recapitular tudo que foi feito. Identifique as pendências e lembre-se de começar por elas no dia seguinte.

Para ver dicas sobre a utilização do seu tempo, confira o artigo

<<<Como utilizar bem o tempo disponível>>>

Seja automático

O segredo para fazer mais coisas é ser automático. É claro que nem todos os empregos permitem isso, mas, na medida do possível, elimine as decisões do seu dia de trabalho. Planejando as tarefas no início do expediente, por exemplo, você não precisa decidir ao longo do dia o que vem depois de cada uma delas. Se você construir hábitos de trabalho e segui-los diariamente ficará mais fácil concluir suas tarefas com mais agilidade.

Use check-lists

Você já deve ter ouvido diversas vezes que criar listas de tarefas ajuda no trabalho. Acredite nisso. As check-lists permitem que você priorize o trabalho a ser feito e não se perca ao longo do dia, deixando uma coisa ou outra para trás. Aproveite o planejamento feito no início do dia e anote em um papel, agenda ou mesmo no computador tudo que deve ser concluído ao longo do dia. Lembre-se de que você sempre pode reorganizar essa lista caso haja algum imprevisto. A cada tarefa concluída faça uma marcação na sua lista, dessa maneira você não se perde.

Não procrastine

Certamente tem uma tarefa no trabalho que você odeia realizar. Já pensou em começar por ela? Quanto mais rápido você resolver as tarefas que não gosta, mais tempo terá para dedicar apenas ao que agrada você. Pode parecer difícil se manter motivado com tarefas entediantes, mas procure dedicar-se a elas primeiro. Quando estiver trabalhando nesse tipo de coisa, elimine todas as distrações. Mantenha o foco apenas naquela tarefa, pensando em concluí-la sem interrupções e dentro do menor tempo que você puder.

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Assuma o controle

Se você não tem o controle das suas tarefas acaba se sentindo estressado e, por consequência, não consegue se concentrar e produzir. Se você pretende ser mais efetivo no trabalho, assuma o controle da situação. Lide com aquilo que você tem de concluir e evite o excesso de tarefas. Saiba quando dizer não e quando priorizar uma ou outra tarefa. Entenda exatamente o que os seus superiores esperam de você, para que não haja falhas na comunicação. Só assim você poderá oferecer o máximo que puder.

Considerações finais

Estudos mais recentes indicam que o conceito de agilidade poderá ser complementado com outros componentes, não somente as dimensões “flexibilidade” e “velocidade”.

Como novas dimensões, temos:

  • Acesso imediato às informações pertinentes
  • Ação no tempo real da informação
  • Melhorias nos Fluxos informacionais
  • Tempo de resposta mais rápido
  • Qualidade da Informação
  • Melhor comunicação
  • Interação em tempo real
  • Simplificação do fluxo de trabalho
  • Disponibilidade da Informação
  • Eficiência

Você se considera ter agilidade em seu trabalho? Essas dimensões fazem parte da sua rotina? Deixe seu comentário. Ele é importante para nós.

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Referências

Fundação Universia. 5 maneiras de ser mais efetivo no trabalho.

Edivandro Carlos Conforto. O conceito de agilidade no gerenciamento ágil de projetos.

Natália Marroni Borges e Raquel Janissek Muniz. Perspectivas da agilidade no contexto da utilização das TIMS no ambiente corporativo.

A difícil arte de gerir conflitos

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por Ernesto Artur Berg.

A difícil arte de gerir conflitos

A habilidade de gerir os conflitos que surgem na sua equipe é crucial. Saber ouvir, não ignorar os problemas e deixar acalmar os ânimos antes de decidir podem revelar-se simples mas muito eficazes nestas situações.

Para haver um conflito bastam duas pessoas. Que o digam os casais. Se duas pessoas podem ter dificuldades de relacionamento, imagine o que acontece quando se juntam 5, 20 ou 100 pessoas.

Choque de interesses, ansiedades e frustrações, lutas pelo poder e status quo, maus hábitos são apenas algumas das causas de conflitos entre empregados.

Certamente que um bom programa de benefícios e incentivos, promoções e salários ajuda a melhorar o clima organizacional. Da mesma forma, uma política em que sejam valorizadas as pessoas, o trabalho em equipe e a participação dos funcionários. Sem deixar de promover desafios que motivem os empregados. Todo este conjunto contribui para diminuir a possibilidade de conflito.

Atitude positiva do gestor

Como, mais cedo ou mais tarde, o conflito acaba por surgir, não se trata de perguntar o que fazer para o abafar, mas como geri-lo. Esta é uma atitude positiva e madura de qualquer gestor.

Embora pareça paradoxal, nem todos os conflitos são necessariamente maus. Muitos funcionam como agentes catalisadores de esforços e de ideias. Outros até propiciam a melhoria do relacionamento entre as partes envolvidas depois de resolvido o conflito.

Os conflitos são administrados para:

  • manter as pessoas motivadas;
  • melhorar a produtividade ou o serviço;
  • facilitar o trabalho em equipe; e
  • gerir mudanças.

12 sugestões para uma boa gestão de conflitos

Aqui estão 12 sugestões para lhe ajudar na gestão de conflitos.

Procure soluções, não culpados

É evidente que todos os problemas ou conflitos têm uma causa. Se você procurar, vai encontrar também o culpado. Mas ao fazer isso estará a desviar o seu tempo para o que menos interessa.

Concentre as pessoas nos mesmos objetivos. Destaque as convergências (e não as divergências). Comprometa os funcionários na busca da melhor solução.

Só depois disto deverá falar com o causador do incidente, mostrando-lhe a inadequação da atitude e os seus resultados.

Analise a situação

Identifique a origem do problema. Procure alternativas para resolver o conflito. Escolha a melhor com base nas informações de que dispõe. Implemente a sua decisão imediatamente.

Aperfeiçoe sua capacidade de ouvir e falar

Não interrompa quando uma das partes está se explicando. Saiba ouvir e ouça também nas entrelinhas. Explicando melhor: perceba aquilo que não é dito por palavras, mas sim por tom de voz, por gestos e postura. Desta forma, descobrirá mais do que as aparências.

Pergunte qual a sugestão do seu interlocutor para resolver o conflito.

Seja construtivo quando critica

Evite a armadilha da personalidade, usando frases diretas e acusativas. Concentre-se no problema ou comportamento e não na personalidade das pessoas.

Evite também, críticas vagas ou mal feitas. Seja específico. Da mesma forma, quando alguém lhe dirigir críticas vagas, solicite esclarecimentos.

Procure a solução ganha-ganha

Procure uma solução em que ambos os lados ganhem, sem impor ou humilhar nenhuma das partes. Os conflitos ocorrem porque as pessoas se sentem frustradas, ignoradas, não reconhecidas ou injustiçadas.

Mostre-lhes o que têm a ganhar com a solução do conflito e terá dado um grande passo para resolverem o desentendimento.

Saiba lidar com os problemáticos

Exemplifique como um problema idêntico foi enfrentado noutro departamento. Explique como a solução adotada – igual à que pretende usar agora – se revelou eficaz.

Limite-se a escutar

Ouça os argumentos da outra parte. Depois, experimente persuadi-la através duma argumentação lógica.

Evite os preconceitos

Um preconceito enraizado não nos deixa analisar as situações com objetividade. Ele deixa todos os canais de comunicação bloqueados pela verdade interior preestabelecida.

Uma das melhores armas contra o preconceito é conscientizar-se de que cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa.

Mantenha a calma

Não reaja mal às más notícias. Não se irrite se alguém discordar de seu ponto de vista. Gerir conflitos significa também saber dominar-se. Mantenha a cabeça fria e as mãos no leme. Não perca o controle da situação. Demonstre tranquilidade e confiança.

Reconheça quando estiver errado

Isso não vai torná-lo vulnerável. Pelo contrário, conseguirá obter o respeito dos outros. Com isso, você demonstra que seu interesse não é provar que é perfeito ou infalível, mas sim encontrar a melhor solução para o conflito. Mesmo que para isso tenha de admitir que errou.

Não ignore os problemas

Enfrente os conflitos, usando a abordagem mais adequada no momento. Não pense que o tempo vai sanar o problema. Muitas vezes só serve mesmo para o agravar.

Reconheça as pessoas com problemas

Alguns sinais evidenciam empregados com problemas pessoais ou profissionais. Procure identificar: mudanças de comportamento; falta de atenção; preocupação demasiada; irritabilidade; insatisfação constante; e faltas ao trabalho.

Casos esses comportamentos se prolonguem, chame o funcionário para conversar.

Saiba lidar com os problemáticos

Em vez de perguntar “Por que é que você fez isto?”, é mais produtivo perguntar “Como podemos fazer para que isto não se repita?”.

Se o indivíduo é vingativo ou calculista e nada parece funcionar, jogue uma cartada decisiva. Pergunte: “Já que estamos num impasse, que solução você sugere?” Por vezes esta tática desarma-o. E faz com que ele revele suas verdadeiras intenções e interesses pessoais.

Considerações finais

Além das 12 sugestões, é importante desenvolver a empatia. Colocar-se na situação da outra pessoa ajuda bastante na solução de conflitos.

Você tem alguma sugestão para solucionar conflitos? Se tiver, compartilhe conosco. Você pode ajudar a melhorar o ambiente  de trabalho de outras pessoas.

Livros para revolucionar sua carreira em 2018

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Os melhores livros de 2017 para revolucionar sua carreira em 2018(*)

Se você adora ler e pretende dar um impulso na sua vida profissional no ano que vem, confira a lista de livros para revolucionar sua carreira em 2018

Além de trazer mudanças profundas para o mercado de trabalho, o ano de 2017 foi marcado por bons lançamentos editoriais sobre produtividade, gestão de pessoas e outros assuntos ligados ao universo da carreira.

A pedido do site EXAME, a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center, fez uma seleção dos melhores livros sobre o assunto lançados em 2017. A lista é eclética: vai da obra de um filósofo norueguês sobre o papel do silêncio para a vida moderna até um guia de liderança para millennials.

O que eles têm em comum? A promessa de inspirar a sua vida profissional em 2018 a partir de novas perspectivas sobre o significado do sucesso. 

Alguns títulos já estavam disponíveis nas livrarias em seus idiomas originais, mas foram traduzidos para o português apenas neste ano. Confira a seguir as indicações e boa leitura:

“Primeiro o mais importante”

Autor: Stephen R. Covey
Editora: Sextante
Resumo: A partir de exercícios práticos, o livro ensina o leitor a reconhecer sua missão, definir metas para ter mais qualidade de vida, aperfeiçoar sua tomada de decisão e aumentar a produtividade na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O autor faz pensar sobre como dar prioridade às prioridades, distinguir o que é urgente do que é importante, dando preferência ao que é importante”, diz a coach Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center.

“O livro das pequenas revoluções”

Autora: Elsa Punset
Editora: Academia
Resumo: O livro oferece pequenos treinamentos para superar a timidez, a angústia, a solidão e outras fontes de sofrimento na vida profissional e pessoal. As “pequenas revoluções” do título fazem referência à conquista de novas formas de lidar com emoções negativas na rotina.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: De acordo com Brauer, o livro pode ser visto como uma pequena caixa de ferramentas cheia de recursos para evitar incômodos que atrapalham o seu sucesso profissional. A partir de rituais que ajudam a dominar pensamentos, emoções e gestos cotidianos, a autora mostra como pequenas ações podem desencadear grandes mudanças.

“Tempo, talento, energia”

Autores: Michael Mankins e Eric Garton
Editora: Figurati
Resumo: Escrito por dois consultores da Bain & Company, o livro ensina a otimizar o tempo de trabalho da sua equipe, explorar os talentos de cada indivúduo e manter a energia do time sempre constante.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Por meio de exemplos práticos, a obra serve como guia para líderes que desejam extrair o melhor de suas equipes. A principal lição do livro — a de que a gestão do capital humano precisa ser disciplinada — pode ser um ponto de partida para repensar a relação com o seus liderados em 2018.

“Silêncio”

Autor: Erling Kagge
Editora: Objetiva
Resumo: O excesso de ruídos, informações e estímulos está empobrecendo nossa vida interior. A partir dessa premissa, o autor norueguês fala sobre a importância de cultivar o silêncio e o autoconhecimento.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “É impressionante a necessidade que temos do silêncio em um cotidiano tão barulhento”, afirma a coach Marie-Josette Brauer. Segundo ela, o livro tem a capacidade de fazer o leitor enxergar sua vida pessoal e profissional com mais clareza, sensibilidade e perspectiva.

“O novo líder”

Autora: Lindsey Pollak
Editora: Cultrix
Resumo: Escrito por uma especialista na vida profissional da geração Y, o livro apresenta um guia de liderança para millennials, com testes, aplicativos e sites que ajudam os jovens profissionais na rotina. Por outro lado, também ajuda quem já tem cabelos brancos a entender melhor seus colegas mais novos.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: Segundo Brauer, o livro é uma ótima fonte de ideias para criar o seu próprio estilo de liderança, independentemente da sua idade. Além disso, o leitor é convidado a refletir sobre diversas formas de se comunicar de maneira eficaz com clientes, chefes e subordinados de qualquer geração.

“Cultura de excelência”

Autor: David Cohen
Editora: Primeira Pessoa
Resumo: O livro conta a trajetória da Fundação Estudar, que divulga os valores de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. A Fundação já contabiliza 617 ex-bolsistas, 25 mil jovens beneficiados por cursos e 15 milhões de pessoas alcançadas pelos seus canais na internet. A obra  aborda os valores, métodos e princípios da instituição, além de acompanhar as histórias de jovens que tiveram sua vida transformada pelo contato com a iniciativa.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O livro conta histórias de superação, meritocracia e, claro, muito sucesso. A inspiração advinda desses exemplos é ainda mais potente por vir de personagens brasileiros.

“1 kg de cultura geral”

Autores: Florence Braunstein e Jean-François Pépin
Editora: Blucher
Resumo: Em mais de 1300 páginas, os autores deste livro colossal apresentam temas como o Big Bang, o helenismo, a arte merovíngia, Maria Antonieta, Simone de Beauvoir e diversos outros assuntos da pré-história à época contemporânea.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: “O livro ajuda a pensar sobre a complexidade do nosso mundo com mais liberdade, notar os preconceitos e compreender a origem das ideias que estão na moda”, diz Brauer. “Embora não fale exatamente sobre carreira, é uma obra essencial para o sucesso sob todos os pontos de vista”.

“Dinheiro – Domine esse jogo”

Autor: Tony Robbins
Editora: Best Seller
Resumo: A partir de fundamentos de PNL (Programação Neurolinguística), o famoso coach Tony Robbins mostra ferramentas acessíveis para organizar as suas finanças pessoais e conquistar independência e estabilidade.
Como pode inspirar a sua carreira em 2018: O sucesso profissional e o êxito financeiro nem sempre caminham de mãos dadas, mas a estabilidade material é um projeto perfeitamente viável. “O livro é um excelente investimento, porque o autor nos oferece os segredos para chegar à verdadeira liberdade do ponto de vista material”, resume Brauer.


(*) Este artigo foi publicado, originalmente, na Revista Exame.

Como faço para ter motivação?

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por Ronaldo Lundgren.

como faço para ter motivação

Como faço para ter motivação?

3 Técnicas que vão destacar você da multidão


As técnicas que você vai aprender vão te ajudar a completar sua meta diária.

Porque você deve estar sempre motivado?

Você produz mais e melhor quando está envolvido com a tarefa. Quando você está desmotivado, você não está presente. Sua concentração muda de foco a todo instante.

Essas técnicas que você vai aprender são para momentos de desânimo. Com elas, você vai ter mais energia e conseguir se concentrar para realizar a tarefa de verdade.

Você pode usar qualquer uma dessas técnicas isoladas ou mais de uma juntas. O importante é se lembrar de usar sempre que o desânimo bater.

Para saber mais, confira: <<<Automotivação>>>

Com a palavra o Professor Puccini:

Técnica #01 – Recompensa pelo esforço.

Primeiro você precisa compreender porque essa técnica funciona.

Nosso cérebro procura o prazer e foge da dor. Quando você o estimula a ter uma recompensa sempre que termina um desafio, você cria um hábito. A motivação acontece quando você escolhe uma recompensa e determina que só vai recebê-la quando terminar suas tarefas.

Você deve manter a regra:

  • muito esforço = grande recompensa; ou
  • pouco esforço = pequena recompensa.

Quem determina o esforço e a recompensa é você. Por isso, muito cuidado para não se sabotar. Também se lembre de receber a recompensa somente quando terminar corretamente a meta que você se estipulou. Não minta para si mesmo. Vou repetir: cuidado para não se sabotar, quem perde com isso é só você.

Pense bem sobre sua recompensa, deve ser algo que te deixe muito motivado a concluir uma tarefa.

Ao receber sua recompensa não pense em mais nada, apenas aproveite o momento e fique feliz. Seu cérebro vai associar que o esforço é sempre recompensado.

Vou repetir: cuidado para não se sabotar, quem perde com isso é só você.

Acredita que não conseguirá completar as metas sozinho? Então peça para um amigo, parente, conhecido ou qualquer pessoa te ajudar. Mas, só entregue sua recompensa quando terminar corretamente.

Técnica #02 – Dividir para conquistar.

Divide et impera do latim, é uma frase muitas vezes associada a Julio César. Quer dizer que para um exército derrotar o inimigo ele deve dividir seus territórios e conquistar por partes.

Ao nos depararmos com alguma atividade que consideramos difícil nossa primeira reação é travar. Como resultado surge a desmotivação.

Essa técnica é o passo inicial para você começar a destravar e não enxergar obstáculos, mas sim possibilidades. Você vai utilizá-la sempre que se deparar com um desafio grande.

Técnica #03 – Ação instantânea

A mente é muito confusa. E às vezes ela mais atrapalha do que ajuda. Quando você decide realizar uma tarefa sua mente começa a lembrá-lo da pia suja, do seu quarto desarrumado, do tanto de livros que você precisa ler… Enfim, são vários os motivos que surgem em sua mente para que você continue onde está. Isso gera em você um sentimento de desmotivação, preguiça, frustração, etc.

Outro problema está na quantidade de atrativos que existe na vida atualmente.

É muito melhor ficar sentado assistindo sua série favorita, navegando na internet ou jogando no celular. São em momentos como esse que uma tomada de ação rápida pode te aliviar e colocá-lo em movimento.

Começar a agir alivia sua mente de qualquer tipo de pensamento negativo. Em vez de perder tempo se preocupando, criando obstáculos ou pensando no quanto precisa fazer, simplesmente comece.

Conclusão

Espero que esse artigo seja seu guia fundamental para se manter motivado. Motivação é algo muito subjetivo, por isso é necessário que você pense a respeito do que te motiva, isso tem que ficar muito claro em sua mente.

Anote essas técnicas para você se lembrar. O desânimo é o pior inimigo de qualquer pessoa. Seus resultados começam a minguar quando você não está motivado.

Quais características vitais um líder deve possuir

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por Ronaldo Lundgren.

quais características vitais um líder deve possuir

Quais características vitais um líder deve possuir

Treinamento para liderar pessoas difíceis

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por Ronaldo Lundgren.

treinamento para liderar pessoas difíceis

Treinamento para liderar pessoas difíceis

“Eu estava apreensivo para a visita de inspeção que iria acontecer no Batalhão que eu comandava. Passei a noite revendo cada detalhe. O General era uma pessoa tida como difícil… Você nunca sabia o que se passava na cabeça dele. Sua fisionomia não deixava transparecer nada. Além disso, qualquer deslize era severamente reprimido.

O resultado da inspeção afetaria minha relação com a tropa. Se fosse bom, o esforço da preparação valera a pena. Em caso negativo, a confiança da tropa em mim seria comprometida”.

É quase certo que você conhece algum colega de trabalho que tem uma personalidade complicada. É difícil lidar com uma pessoa assim. Ainda mais se você é o líder do grupo.

Então, como você pode se preparar para tratar com uma pessoa difícil e exercer sua liderança?

Treinamento 1 – identificar o perfil psicológico

O primeiro treinamento vai lhe preparar para identificar o perfil da pessoa que está lhe tirando do sério.

O site Psiconlinews considera que a “pessoa com uma personalidade difícil geralmente não é ciente do mal que causa aos demais e tende a culpar os outros pelos fracassos em suas relações”.

Algumas delas são bem semelhantes ao “amigo tóxico”, aquele que só lhe traz energias ruins e más vibrações. Para o Psiconlinews, as seis personalidades mais complicadas são as seguintes:

1. A  agressiva

treinamento para liderar pessoas difíceis

É uma pessoa mal-humorada e geralmente reage mal a insultos e críticas. Muitas vezes reage de maneira desproporcional quando se sente tratada de forma injusta.

Se você quiser acalmar a fera, precisa ter cuidado com as palavras e com a abordagem ao falar com essa pessoa. É importante que você não demonstre fraqueza na presença dela porque ela provavelmente vai se aproveitar da situação para demonstrar a sua “superioridade”.

A atitude mais sensata é ser racional e tentar se manter equilibrado quando estiver com ela, haja vista que uma atitude ousada pode provocar sua hostilidade e agressividade.

2. A que reclama de tudo

treinamento para liderar pessoas difíceis

Essa pessoa encontra sempre o lado negativo das coisas. Culpa os outros por tudo que acontece de ruim com ela. Acha-se a dona da razão em todas as situações.

Às vezes são pessoas muito inteligentes. Podem até estar certas sobre muitas coisas, mas o fato de reclamar  de tudo e de todos as estraga como boas companhias.

3. A que sempre concorda com você

Ela concorda com tudo que você fala. Mas, quando se trata de agir, a história é outra.

São pessoas que parecem estar sempre de bom humor. São muito sociáveis e parecem que sempre serão amigos incondicionais. No entanto, quando você precisa delas, elas desaparecem.

Elas buscam a aprovação dos outros e prometem muito mais do que podem cumprir. Essa é a forma que elas encontraram de conseguir a amizade e a aceitação dos demais.

4. A “sabe tudo”

Neste perfil podemos encontrar duas categorias distintas:

  • aquele que acha que sabe tudo, mas que não sabe nada; e
  • aquele que realmente é muito inteligente.

No primeiro caso, a estratégia para lidar é simplesmente argumentar e fazer com que vejam seus erros. Essas pessoas são, muitas vezes, inconscientes de sua ignorância. Geralmente, só estão buscando a aprovação dos demais.

Já no outro caso, a pessoa realmente tem um conhecimento extraordinário, mas age com certo ar de superioridade. Acredita ser melhor que os outros e tenta fazer com que se sintam burros perto dela.

São muito independentes e tendem a rejeitar a ajuda dos outros. São teimosas e, muitas vezes, intolerantes a opiniões alheias. Elas são muito autoconfiantes e não têm vontade de mudar.

5. A Pessimista

São pessoas que parecem estar constantemente irritadas com o mundo. Elas só percebem os obstáculos, complicações e efeitos adversos das situações.

Podem vir a infectar outras pessoas com sua negatividade. Ao viver alimentando pequenas dúvidas, também podem induzir os outros em sua volta ao ceticismo.

6. A Indecisa

Essas pessoas são diferentes daquelas que acham que têm razão em tudo. As pessoas com personalidade indecisa são muito reflexivas. Demoram em tomar decisões por conta do medo.

É importante tentar facilitar a comunicação com elas para que consigam expressar suas dúvidas. Ajude-as a encontrar outras soluções para seus problemas e incentive a tomada de decisão.

Voltando à visita de inspeção

“Em conversa com comandantes que foram inspecionados antes de mim, eu identificava o perfil psicológico do General como AGRESSIVO e QUE RECLAMAVA DE TUDO.

A partir daí, imaginei situações que poderiam acontecer durante a visita. O que poderia dar errado?: Desfile da tropa? Limpeza do quartel? Documentação desatualizada? Apresentação do pessoal? Qualidade da alimentação? O que pude imaginar orientou minha preparação pessoal.

Para cada item preparei uma forma de responder”.

Treinamento 2 – como lidar com a pessoa difícil

Você passa mais tempo com os seus colegas de trabalho e chefe do que com a sua família. E, certamente, precisa conviver com pessoas de diferentes personalidades, compatíveis com a sua ou não.

Uma vez identificado o perfil psicológico, o que fazer com aquela pessoa que torna o seu dia a dia mais difícil?

Para contornar situações com pessoas difíceis: não deixe que a raiva domine você.site Psiconlinews sugere que devemos adotar as seguintes condutas:

O que fazer com uma pessoa AGRESSIVA?

É de grande utilidade que você tente focar em conversas e atividades que não despertem a hostilidade dela.

Você pode conversar sobre os seus interesses em comum para tirar a atenção dos problemas que despertam a sua raiva. Ser agressivo ou tentar corrigi-la não será útil porque ela, provavelmente, irá reagir num tom mais agressivo ainda.

Se a sua voz e linguagem corporal forem tranquilas, então será mais fácil de lidar com esse tipo de pessoa. Se ela quiser falar sobre suas histórias relacionadas aos seus sentimentos de raiva, deixe que fale livremente. Depois que ela acabar, exponha o seu ponto de vista sem culpá-la por suas ações.

É importante para ela que você demonstre interesse pelo assunto. Na verdade, ela só precisa de atenção e alguém que a compreenda. Se a conversa fugir do controle, é aconselhável deixá-la para outra hora, quando as coisas estiverem mais calmas.

E com uma pessoa QUE RECLAMA DE TUDO?

Primeiro, você precisa escutá-la. Deixe bem claro a sua posição porque ela provavelmente vai tentar fazer com que você se sinta culpado por alguma coisa.

Não é aconselhável se desculpar e concordar com tudo que ela diz. Nem se responsabilizar por algo que você sabe que não é culpado. O melhor a fazer é tentar resolver as coisas de forma diplomática.

Ela reconhecerá quando você a convencer da verdade e tentar resolver o assunto. Então você precisa ser paciente e se mostrar aberto a raciocinar com ela sobre o tema. Aconselhá-la a conversar com a pessoa com a qual ela está tendo problemas poderá ajudá-la.

E a QUE SEMPRE CONCORDA COM VOCÊ?

treinamento para liderar pessoas difíceis

 

É importante que você faça com que ela saiba que continuará sendo amigo dela, desde que ela seja sincera com você.

É necessário ter uma conversa mais profunda para que haja um grau de concordância entre ambas as partes e para que possam melhorar a relação. Dessa forma você também estará ajudando-lhe a falar coisas que ela não tinha coragem para dizer antes.

Você também precisa tentar convencê-la a não prometer mais coisas do que a sua possibilidade em cumprir. Mas não a acuse. Só a faça refletir sobre isso. Faça com que ela saiba que a amizade entre vocês é importante e que você precisa saber se essa relação será honesta daqui pra frente.

E com aquela QUE SABE TUDO?

Para argumentar com este tipo de pessoa, você precisa estar ciente de que ela é muito bem informada. É de se esperar que ela vá destacar algum erro no seu discurso.

Você precisa prestar atenção ao que elas dizem. O importante é não discutir sobre coisas que evidenciem o seu ego.

Se você não estiver seguro, tente não atacar as suas ideias e opiniões diretamente. Contorne o objetivo por outros caminhos. Você precisa se manter respeitoso e não permitir que ela lhe ridicularize.

O que fazer com uma pessoa PESSIMISTA?

Em vez de discutir, use frases encorajadoras que aos poucos possam mudar a visão dela sobre a situação.

Demonstre com palavras e ações que existem pontos positivos. Que há esperança e solução para a maioria das situações. Faça com que racionalizem as suas opções. Que tentem visualizar o pior cenário e onde se situa o foco de sua atenção. Assim, poderão perceber que o pior cenário nem sempre é tão ruim como elas acreditam.

Vá aos poucos usando ferramentas que compensem o seu pessimismo. Isto fará com que ela mude suas atitudes e opiniões.

E uma pessoa INDECISA?

Pergunte como estão se sentindo. Tente, realmente, se interessar por elas. São pessoas que, muitas vezes, não se expressam por medo de ofender ou incomodar os outros.

Embora possam ser amizades muito boas no início, com o passar do tempo pode ser difícil mantê-las. Essas pessoas raramente expressam uma opinião ou tomam partido de algo.

O final da inspeção

“O General passou a manhã inteira inspecionando o Batalhão. Tudo se passou conforme o planejado. Ele não deixava transparecer nada. Eu não sabia se estava gostando. Porém, nenhuma admoestação acontecera.

Contudo, na hora do almoço, com todos os oficiais, algo imprevisto aconteceu. Estávamos à mesa, esperando o cafezinho após a sobremesa. Sentado ao seu lado, vi o garçom tentar colocar a xícara na mesa. Naquele momento, o General, que não percebera o garçom, fez um movimento com a mão, derramando o café quente na camisa de seu uniforme. Aquilo alterou a fisionomia dele totalmente. Ele ficou perturbado…

Depois de secar a camisa com um guardanapo e tomar um outro café, solicitei autorização ao General para fazer uso da palavra. Não me lembro de tudo o que falei, mas veio à minha mente uma frase que ajudou a aliviar o clima tenso.

Disse que a força de nosso Batalhão era feita pelas pessoas que nele serviam. E essas pessoas cometiam erros. E era bom que errassem, pois mostravam que não eram máquinas”.

O General ouviu, depois falou. Destacou que ficou bem impressionado com o que viu no Batalhão. Que todos os militares estavam de parabéns pelo resultado da inspeção. Foi um alívio…

Considerações finais

O treinamento consiste em desenvolver duas técnicas importantes. Na primeira, identifique o perfil psicológico da pessoa que tem um comportamento difícil. A segunda exige que você se prepare para lidar com essa pessoa. Imagine situações que podem acontecer. Defina como você vai agir em cada uma delas.

Além das dicas apresentadas para lidar com cada tipo de perfil, procure levantar a bandeira branca. Exercite a paciência. Afinal, na maioria dos casos, você tem que conviver com essa pessoa já que trocar de emprego nem sempre é uma solução ou opção plausível.

Você não pode entrar no jogo da pessoa. Bancar o indiferente também não é uma boa estratégia, pois ela pode se irritar ainda mais e o conflito piorar.

A estratégia é manter a compostura e não agir pela emoção.

As Forças Armadas podem fazer mais pela segurança pública

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por Ronaldo Lundgren.

forças armadas podem fazer mais pela segurança pública

As Forças Armadas podem fazer mais pela Segurança Pública

A sensação de insegurança é imensa. E está presente por todo o Brasil. Não mais importando o tamanho do município ou em qual região se localiza. A população se sente insegura. O que pode ser feito para melhorar?

Em artigo publicado no Boletim de Análise Político-Institucional[1], do IPEA, Renato Sérgio de Lima destaca que o êxito na redução de homicídios aconteceu quando as ações desenvolvidas concentraram-se sobre o tripé:

  • articulação e pactuação política entre o governo e os vários atores sociais em torno da paz social, com base em ações preventivas focalizadas, sobretudo, nas crianças e nos jovens;
  • estabelecimento de um sistema de repressão qualificada, baseada no uso intensivo da informação e na inteligência policial; e
  • mecanismos de gestão que possibilitem a integração das agências estatais em torno de objetivos comuns e metas a serem perseguidas”.

Este tripé de boas práticas requer mecanismos que assegurem a integração de vários atores na busca da paz social. Esses atores são representados, principalmente, pelas agências públicas existentes no país. Elas pertencem aos poderes executivo, legislativo e judiciário, nos níveis federal, estadual e municipal. Pertencem também a outros organismos estatais não integrantes dos tradicionais poderes constituídos.

O que fazer?

Como integrar essas agências públicas, de modo a coordenar os esforços do estado no estabelecimento da paz social? A mesma pergunta se repete: O que pode ser feito para melhorar? É o que pretendo oferecer ao leitor: apresentar uma proposta de solução. Ela não é melhor nem pior do que outras que estão acontecendo Brasil afora. Por certo, terá campo para diversos aperfeiçoamentos. Críticas também.

Esta proposta procura atrair as Forças Armadas para o centro da solução. Sem deixá-las sozinhas. Valendo-se da confiança que os mais de 80% da população[2] nela depositam, não vejo outra instituição com capacidade de colocar as peças de uma nova política pública para a segurança em movimento.

Esta proposta procura atrair as Forças Armadas para o centro da solução. Sem deixá-las sozinhas.

Situação atual

A atual situação na qual se encontra o Brasil é bem complexa. Nela, encontramos desde crise de autoridade, economia debilitada, agências públicas desconectadas e desequilíbrio entre os entes federativos, até a realidade do empoderamento do indivíduo e de organismos não-estatais. Todo este conjunto, somado ao fenômeno da crescente urbanização, tem facilitado o surgimento de organizações criminosas que espalham o terror em todo o país.

Segundo a empresa internacional de notícias alemã Deutsche Welle[3], existem pelo menos 83 organizações criminosas no Brasil. Essas organizações atuam nas cidades e nas unidades prisionais, praticando uma série de atos ilícitos visando auferir o lucro financeiro. Para manterem o comércio ilegal funcionando, comunidades carentes e presídios são controlados por um misto de força e benesses concedidas à população.

forças armadas podem fazer mais pela segurança pública

A Garantia da Lei e da Ordem

Tornou-se comum o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem (GLO). Além das greves de policiais militares, as rebeliões violentas em unidades prisionais estaduais e a incapacidade de o estado estar presente em determinadas comunidades controladas pelas organizações criminosas têm sido os principais argumentos apresentados pelos governadores para pedirem o emprego das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem.

A Federação de Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) entende que o pedido deve acontecer “Quando um estado da federação é fraco para se defender do crime organizado, seja pela incompetência de quem o comanda, seja pela falência completa de seu sistema de segurança pública”. Para a FIRJAN, “só as Forças Armadas podem dar conta de restabelecer os direitos dos cidadãos de bem”.[4]

Quando uma unidade da federação enfrenta uma crise na ordem pública interna, o Governador pode solicitar o emprego das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem em seu estado.

As operações de GLO são reguladas pela Constituição Federal, pela Lei Complementar 97/1999, pelo Decreto 3897/2001 e pela Lei 13491/2017. Este arcabouço legal concede provisoriamente aos militares a faculdade de atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade.

Nessas ações, as Forças Armadas agem de forma episódica, em área restrita e por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições.[5]

Análise das Operações de GLO

Desde 2010, realizaram-se 79 operações de GLO, sendo que 10 delas foram no Rio de Janeiro. Analisando essas operações, podemos grupá-las sob três tipos distintos:

  1. o primeiro visa o restabelecimento da ordem pública;
  2. o segundo se enquadra como segurança institucional (como proteção de autoridades e garantia de votação e apuração eleitoral); e
  3. o terceiro tem a finalidade de retomar o controle de uma área sob domínio de organizações criminosas.

Restabelecimento da ordem pública

Para o restabelecimento da ordem pública, o modelo atual de emprego das Forças Armadas é bastante adequado.

Um Governador de Estado, ao reconhecer a incapacidade de restabelecer a normalidade – por causa de uma greve de suas forças policiais, por exemplo – pode solicitar o emprego das Forças Armadas.

Elas chegam com rapidez, são bem acolhidas pela população e, em pouco tempo, conseguem restabelecer a normalidade pública.

Segurança institucional

Na segurança institucional, como as operações de garantia dos pleitos eleitorais e as ocorridas na Copa do Mundo da FIFA 2014 e nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o emprego das Forças Armadas é de complemento aos efetivos de segurança estaduais e federais.

O prejuízo às instituições (causado por insegurança em uma eleição) ou à imagem do Brasil, para o caso de uma autoridade estrangeira ou um atleta ser vítima de um evento de violência, justifica o desencadeamento de uma operação de garantia da lei e da ordem.

Retomada do controle de uma área

Para o caso de retomada do controle de uma área, o emprego das Forças Armadas não é o bastante. Veja-se o caso mais recente da Operação São Francisco no Complexo da Maré, na cidade do Rio de Janeiro.

As tropas permaneceram por 14 meses, ao custo de cerca de 400 milhões de reais. Nas palavras do Comandante do Exército: “Podemos dizer que foi um dinheiro absolutamente desperdiçado. O governo está revendo este tipo de emprego [das Forças Armadas], que é inócuo. E, para nós, é constrangedor”.[6]

Se de um lado o Comandante do Exército considera constrangedor empregar as tropas segundo as atuais regras, por outro, documento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro defende que sejam modificadas tais regras, de forma a enfrentar a gravidade da situação de segurança pública no estado.

A Federação, manifestando-se sobre o conflito entre organizações criminosas na favela da Rocinha, argumentou que “Pouco importa o que dizem as ‘diretrizes’ da GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Não são os fatos estarrecedores dos últimos dias que têm de caber na GLO. É a GLO que tem de dar conta imediata dos fatos estarrecedores que testemunhamos nas últimas horas. Se suas ‘diretrizes’ não são suficientes, que sejam reformuladas”.[7]

O que fazer, então?

De fato, a regulamentação relativa ao emprego das Forças Armadas em GLO precisa sofrer alterações.

As modalidades em que elas vêm sendo empregadas, fruto de solicitações dos governos estaduais ou mesmo por iniciativa do Presidente da República, indica os pontos a serem incorporados em uma nova legislação.

Antes de abordar a proposta de alteração no arcabouço legal de GLO, é pertinente destacar as modalidades de emprego das Forças Armadas nas 79 operações ocorridas entre os anos de 2010 a 2017. As tropas foram empregadas para:

– Tipo 1 – restabelecer a ordem pública: emprego episódico, em área definida, por tempo determinado, conforme previsto atualmente;

– Tipo 2 – emprego para contribuir com a segurança institucional: como nos casos de votação e apuração eleitoral, bem como proteção de autoridades à semelhança do que recentemente ocorreu nos grandes eventos esportivos; e

– Tipo 3 – emprego para contribuir para a retomada do controle de áreas.

A atual legislação, no caso de emprego de tropas para os Tipos 1 e 2, está adequada. Para o Tipo 3, por sinal só ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, é necessário complementar as leis sobre a garantia da lei e da ordem.

Uma experiência que não deve ser desperdiçada

No dia 21 de outubro de 2017, após 13 anos com presença de tropas no Haiti, o Brasil encerrou a participação militar naquele país caribenho.

Nas palavras do Ministro da Defesa, “É importante destacar que a MINUSTAH reuniu o maior contingente de tropas das nossas Forças Armadas desde a Segunda Guerra Mundial. Foram aproximadamente 37,5 mil homens e mulheres que elevaram alto o conceito, o respeito e o nome do nosso País como provedor de paz, como um país que disponibiliza tropas profissionalmente capacitadas, de qualidade e comprometidas com a estabilidade, com a busca por justiça e por desenvolvimento”.

O trabalho interagências

Nesses treze anos, as Forças Armadas brasileiras introjetaram e consolidaram o conceito de que, para estabilizar uma região, é fundamental o emprego coordenado de agências civis e forças militares. Estas asseguram a capacidade de as agências trabalharem naquilo que conhecem tão bem.

Em uma missão de paz, a coordenação desses atores é atribuição de uma autoridade política, designada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas. A principal função desta autoridade é a de “facilitar o processo que gera e mantém a direção estratégica e a coerência operacional nas dimensões política, econômica, de governança e de segurança na pacificação”.[8]

No Haiti, as forças militares ficaram subordinadas a um Oficial General do Exército Brasileiro que, por sua vez, estava subordinado àquela autoridade política.

Este modelo de governança é essencial para o sucesso da operação de paz. Uma autoridade política que tem, sob suas ordens, diversos assessores para lhe auxiliarem na coordenação das agências que atuam na área, um comandante militar e, às vezes, um comandante de polícia. O emprego da tropa deve contribuir para o estado final desejado. Este estado final é definido pela política.

As nossas Forças Armadas aprenderam a trabalhar em um ambiente complexo. Praticaram a interação com outras agências. Vivenciaram a importância de “conciliar interesses e coordenar esforços para a consecução de objetivos convergentes que atendam ao bem comum, evitando a duplicidade de ações, a dispersão de recursos e a divergência de soluções com eficiência, eficácia, efetividade e menores custos”.[9]

Essa expertise em conduzir operações em um ambiente interagências precisa ser repassada para as agências civis brasileiras. Para tanto, ela deve ser incorporada a um novo arcabouço legal para emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem.

As Forças Armadas podem fazer mais pela segurança pública

Algumas características de nossas Forças Armadas sugerem um maior envolvimento na solução da crise da segurança pública.

Entre outras, sua reconhecida capacidade de pronta resposta às situações internas do país; seu elevado índice de confiança junto à sociedade brasileira; e sua competência em participar de operações interagências, a indicam como a instituição com maior capacidade para liderar um esforço nacional para a melhoria da segurança pública.

Tal esforço deve se concentrar em duas ações principais:

  • proposição de alteração na legislação da garantia da lei e da ordem; e
  • capacitação de agências públicas e não-públicas no trabalho interagências.

Alteração na legislação

A proposição de alteração na legislação de GLO é necessária para atender ao Tipo 3 de emprego das Forças Armadas, conforme já apresentado. Esta nova legislação estabelecerá um rito diferenciado para que um Governador encaminhe pedido de apoio das Forças Armadas ao Presidente da República.

Neste novo rito, caberá ao Governador envolver o município na solução da segurança pública. Por conseguinte, a legislação exigirá que o pedido de apoio ao Presidente da República contenha a clara manifestação dos poderes executivo e legislativo municipais que receberão a presença das tropas federais. De maneira semelhante, o poder legislativo estadual também deverá convalidar a solicitação das Forças Armadas.

Envolvimento do município

O envolvimento do município não se limita a mero ato formal. É fundamental que o município que estiver enfrentando problema sério de violência, mediante consulta popular, por meio de audiências, deve:

  1. delimitar a área onde ocorrem os problemas mais graves;
  2. identificar as medidas necessárias reclamadas pela comunidade;
  3. alocar recursos orçamentários municipais;
  4. reunir agências; e
  5. indicar um representante do município para atuar na área.

A partir daí, o Prefeito deve submeter à Câmara Municipal sua proposta de pedido para receber as ações da política de segurança pública. Após aprovação pelos vereadores, o município encaminha ao Executivo Estadual sua solicitação.

Envolvimento do Estado

Ao receber a solicitação de um determinado município, cabe ao executivo estadual proceder de forma semelhante. Ou seja: o governador realiza, no nível estadual, o mesmo feito no nível municipal: audiências públicas, identificação de medidas reclamadas pela população, alocação de recursos orçamentários estaduais, reunião de agências e indicação de um representante do governo do estado.

Em seguida, encaminha a proposta para a Assembleia Legislativa para análise e aprovação. Uma vez aprovada, submete ao Executivo Federal, que deve repetir o mesmo ritual no nível federal.

Papel da Presidência da República

Esta nova lei deve atribuir à Presidência da República a nomeação de uma autoridade política para representá-lo na condução da operação interagências.

Tal autoridade não deve ser confundida com um interventor federal, conforme indica a Constituição Nacional. Suas atribuições são políticas (sem descambar para a política eleitoreira).

Cabe a ela dialogar com a população que estará recebendo os benefícios da operação, bem como com as diversas agências participantes. Esta autoridade coordenadora terá sob suas ordens as tropas adjudicadas à operação.

Esta nova legislação concentra pelo menos dois benefícios: ela estabelece limites ao pedido de emprego das Forças Armadas, criando barreiras ao “fenômeno da banalização”, que é apontado como risco por especialistas que consideram a ocorrência de emprego prematuro das tropas federais; e o envolvimento de agências na solução do problema de segurança.

Entenda-se por agência um órgão público com atribuições definidas em legislação. Como exemplos, temos no nível federal: Presidência da República, Ministério da Defesa, GSI, Casa Civil, Ministério dos Esportes, Ministério da Educação, Ministério do Planejamento, Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência. Temos ainda: Ministério Público Federal, Defensoria da União, Tribunal de Contas da União, STF, STJ, STM, Senado Federal, Câmara dos Deputados, etc.

Capacitação no trabalho interagências

São inúmeras as agências que devem ser atraídas para participar das ações de segurança pública. Cada uma delas possui características e culturas próprias. Cada uma delas tem suas atribuições bem definidas. Cada uma dispõe de ferramentas que servem para atender aos anseios da população. Cada uma possui sua visão de como o problema da segurança deve ser resolvido.

Por isto a necessidade de um trabalho em ambiente interagências. E isto não é tarefa fácil, que se aprenda com a leitura de livros ou manuais, nem tampouco com workshops que procuram transmitir as experiências adquiridas por alguns especialistas.

Para uma operação interagências ser eficaz é necessária a efetiva participação de pessoas que tenham “vivido” nesse tipo de ambiente. Não poucas, mas muitas pessoas. De modo a ocuparem posições importantes de coordenação, a fim de assegurarem a continuidade das ações. Só assim será possível manter o esforço conjunto por um tempo prolongado, evitando o esvaziamento da participação da agência no transcurso da operação.

O papel das Forças Armadas

Dentre as agências públicas brasileiras, as Forças Armadas possuem uma massa crítica que pode ajudar na transmissão da expertise de operar em um ambiente interagências. Tal transmissão se daria em uma situação real, onde agências municipais, estaduais e federais participariam do esforço de pacificação de uma área. Vale ressaltar, de uma pacificação duradoura.

Para reverter o quadro existente, será necessário permanecer na área escolhida por um longo período. Fazer o estado voltar ao controle da área em que esteve ausente não é tarefa rápida. Os representantes indicados por cada agência, coordenados pelos representantes selecionados pelo Executivo Federal, devem elaborar um planejamento para a aplicação dos meios disponíveis.

O que fazer nas áreas não atingidas pela operação

Um ponto importante na execução da operação interagências diz respeito ao que fazer em relação aos demais municípios que não são alcançados por suas ações e recursos orçamentários.

A resposta passa por duas considerações fundamentais. A primeira considera o fato de que a segurança pública vem sendo provida, a despeito de falhas reconhecidamente sabidas pela população. A segunda se refere aos efeitos indiretos que a operação vai proporcionar.

Inicialmente, membros das organizações criminosas que estavam na área selecionada irão se deslocar para outras comunidades. Tal fato facilitará as ações policiais não empregadas na operação interagências. Por certo, os órgãos de inteligência, com mais celeridade, conseguirão antecipar medidas visando a redução da violência nessas regiões para onde se dirigirem os criminosos.

Com o passar do tempo, o trabalho interagências servirá de modelo, sendo adotado pelos municípios e estados nas demais áreas. Talvez, ele venha a se tornar um novo paradigma de prestação de serviços públicos.

Considerações finais

O fator crítico de sucesso está na permanência das diversas agências. É de se esperar que a rotatividade da ocupação de cargos públicos, fato tão corriqueiro na administração pública, venha a descontinuar o comprometimento das agências.

A experiência mostra que, com o passar do tempo, apenas as forças de segurança permanecem na área. Para reduzir este risco, as agências envolvidas devem promover reuniões periódicas com o intuito de apresentarem um balanço de suas ações à população.

No nível federal serão definidas as metas estratégicas. Ainda caberá a este nível, , aí incluídas não apenas as agências do poder executivo, o encargo de supervisionar a execução da operação.

No âmbito estadual, as agências também servirão para pressionar o nível federal, caso esteja ocorrendo desinteresse, bem como para manter os meios do estado empenhados na execução da operação interagências.

Ao município, além de manter a impulsão no trabalho de cada agência, caberá manter o contato com as comunidades beneficiadas pelas ações.

Esta proposta visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, particularmente, no campo da redução da violência pública.

Ela parte de dois pressupostos: as Forças Armadas são a instituição que reúne as condições mais adequadas para liderar as ações; e as Forças Armadas estão sendo empregadas na garantia da lei e da ordem em uma frequência tal, que a médio prazo perderão a credibilidade da população.

Referências

[1]     Renato Sérgio de Lima. Efetividade nas políticas de segurança pública: o que funciona segundo as boas práticas nacionais e internacionais. In Boletim de Análise Político-Institucional, IPEA, Rio de Janeiro, 2017. p.29. Disponível em http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/boletim_analise_politico/171005_bapi_11.pdf. Acesso em 8 de novembro de 2017.

[2]     Forças Armadas lideram confiança da população; Congresso tem descrédito. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1895770-forcas-armadas-lideram-confianca-da-populacao-congresso-tem-descredito.shtml?loggedpaywall. Acesso em 1 de novembro de 2017.

[3]     Brasil tem pelo menos 83 facções em presídios. Disponível em http://www.dw.com/pt-br/brasil-tem-pelo-menos-83-fac%C3%A7%C3%B5es-em-pres%C3%Addios/a-37151946. Acesso em 1 de novembro de 2017.

[4]     OAB-RJ e Firjan criticam estratégia de segurança no Rio. Disponível em https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2017/09/oab-rj-e-firjan-criticam-estrategia-de-seguranca-no-rio.html. Acesso em 1 de novembro de 2017.

[5]     Portaria Normativa Nº 3.461/MD, de 19 DEZ 2013. Disponível em http://www.defesa.gov.br/arquivos/File/doutrinamilitar/listadepublicacoesEMD/md33_m_10_glo_1_ed2013.pdf. Acesso em 1 de novembro de 2017.

[6]     Comandante do Exército volta a criticar uso de militares em ações de segurança. Disponível em http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-07/comandante-do-exercito-volta-criticar-uso-de-militares-em-acoes-de-seguranca. Acesso em 1 de novembro de 2017.

[7]     OAB-RJ e Firjan criticam estratégia de segurança no Rio. Disponível em https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2017/09/oab-rj-e-firjan-criticam-estrategia-de-seguranca-no-rio.html. Acesso em 1 de novembro de 2017.

[8]     Policy Briefing. The role of the SRSG in UN integrated mission. Disponível em https://www.files.ethz.ch/isn/121921/PB-05-10-de%20Coning.pdf. Acesso em 7 de novembro de 2017.

[9]     Ministério da Defesa. Manual Operações Interagências (MD 33-M-12). p.14.

Como tomar uma grande decisão na sua vida

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como tomar uma grande decisão

Como tomar uma grande decisão na sua vida

Vez por outra, temos que tomar grandes decisões em nossas vidas. Isto acontece de tempos em tempos, de forma regular. É importante reconhecermos esta certeza. E estarmos preparados para quando o momento chegar.

É comum entrarmos em “modo avião” – com o piloto automático ligado – vivendo nossa rotina diária. De repente, somos surpreendidos com uma situação que exige nossa concentração total. A vida demanda que seja tomada uma grande decisão.

Grandes decisões que fazem a vida mudar. Que asseguram o crescimento pessoal e profissional. Decisões que, se não forem tomadas, podem causar prejuízos difíceis de corrigir.

Veja como o cérebro atua

Alexandre de Santi explica como o cérebro atua para a tomada de decisão. Em artigo publicado na Revista Super Interessante, ele comenta:

“Alguns momentos definem o rumo de nossa vida. O vestibular. O casamento. O primeiro filho.

Nessas horas, geralmente estamos diante de dois ou mais caminhos. E precisamos tomar uma decisão.

Recorremos à lógica, às emoções, aos amigos, aos pais, a qualquer um com um pitaco a oferecer. E, enfim, escolhemos. Com um baita medo de errar.

Para nos levar à melhor alternativa, o cérebro tem um sistema capaz de esmiuçar dilemas.

Esse sistema conta com 3 engrenagens, ativadas por qualquer escolha que apareça na nossa frente – pode ser algo que nos obrigue a mudar de cidade ou só a trocar a marca da margarina.

Uma das engrenagens representa o desejo de chegar à conclusão mais lógica. Outra está ligada a tudo o que você já viveu e aprendeu. E a terceira tem a ver com seus antepassados.

Cada uma das 3 analisa as alternativas por um ponto de vista, mas nenhuma dá conta de resolver o problema sozinha.

É como se o trio formasse uma banca de advogados. Individual­mente, cada engrenagem tem uma opinião, mas precisa apresentá-la às outras e convencê-las.

Como acontece em qualquer discussão, alguma delas vai falar mais alto. E a banca apresentará o caminho a ser tomado, em conjunto. Pronto, está tomada a decisão”.

Esses são alguns sinais de alerta que chegou a hora de você tomar uma grande decisão na sua vida

A vida nos mostra sinais diariamente. Basta você estar atento para percebê-los. Confira alguns indicadores que podem alertar que o momento para uma grande decisão se aproxima.

Estar na defensiva

Se você está na defensiva, sempre tentando se explicar, aguardando que outras pessoas indiquem o lugar e o caminho a seguir, considere que isto é um sinal para tomada de decisão.

Algo em você precisa mudar. Uma grande decisão deve ser tomada.

Analise bem o que está lhe acontecendo. Anote em uma folha de papel. Certifique-se de que não é uma coisa momentânea. Tendo a certeza de que é algo que vem ocorrendo há um bom tempo, prepare-se para decidir.

Estar insatisfeito

A ambição é uma característica que pode ser boa ou ruim. Depende de como você a controla.

Em seu lado bom, ela faz você se movimentar. Faz você procurar alcançar e satisfazer sua vontade.

Estar insatisfeito no trabalho ou em um relacionamento pode significar que uma grande decisão precisa ser tomada.

Mais uma vez: analise bem a situação. Veja se, ao invés de uma boa ambição, não é a maldita inveja que lhe assola.

Uma vez tendo certeza, decida.

Estar acomodado

Em alguns casos, tudo parece estar transcorrendo às mil maravilhas. Nada aborrece você.

No trabalho, está plenamente satisfeito. Em sua vida pessoal, “se melhorar estraga”.

Situações assim podem indicar uma estagnação. Você pode não estar vendo o mundo a sua volta.

Não precisa sair em busca de problemas, mas é possível que você deva tomar uma grande decisão para mudar de patamar.

como tomar uma grande decisão
 Como tomar uma grande decisão na sua vida

O sítio Vix.com publicou as seguintes 5 dicas valiosas para auxiliar na tomada de decisão.

Pés no chão sempre

Ser realista e encarar o fatos na hora de tomar uma decisão diminui, e muito, a chance de você se frustrar depois.

Seja otimista, mas não crie expectativas mirabolantes e considere suas experiências de vida.

Pense em tudo que deu certo e deu errado e considere diversas possibilidades.

Vale lembrar que isso não significa que você não deva levar suas emoções e intuições em conta no momento da decisão, mas se prender à realidade pode evitar decepções.

Filtre opiniões alheias

Na hora de tomar uma grande decisão, é comum recorrer a amigos e parentes para conversar.

Isso é positivo, porque externar o dilema e discutir as possibilidades em voz alta facilita a análise da situação.

Entretanto, procure filtrar as opiniões dos outros – nem sempre os fatores que pesam para as pessoas são os mesmos que você deve considerar.

No final das contas, não se esqueça: é você que deverá lidar com o resultado da sua decisão.

Olhe para o futuro

Se você é infeliz no seu trabalho ou relacionamento há dez anos, por exemplo, procure não pensar que esses anos foram desperdiçados e sim no que te fará mais feliz no futuro.

Não seguir em frente apenas pelo pensamento de que está jogando fora o que construiu antes pode ser uma grande cilada.

Considere as possibilidades com lógica, procure se culpar menos pelo passado e pense no dilema isoladamente.

Respeite o tempo

Normalmente, alguns dias são suficientes para fazer todas as considerações necessárias para tomar uma boa decisão.

Durante o dia, você deve refletir, pesquisar, se necessário, buscar a ajuda que julgar importante.

Durante a noite, no sono, o subconsciente é capaz de reavaliar todas as questões. Passados alguns dias, a análise do dilema torna-se mais profunda.

Considere os riscos

Faça listas de prós e contras de cada um dos fatores de suas decisões, pense em tudo o que poderia dar errado e em quão impactantes seriam os benefícios e estragos de cada escolha.

Questione-se e, se achar necessário, chame uma pessoa de confiança para debater todos os seus argumentos.

Ao final, a decisão tomada será aquela que contém menos brechas e traz mais benefícios.

Deixar de tomar decisões é o que impede você de seguir adiante

Se você acha que não está no lugar ou posição que gostaria. Ou se sente infeliz com qualquer aspecto de sua vida, provavelmente, isto se dá porque você não deixou de tomar decisões nos momentos que elas eram necessárias.

Mas, há tempo para corrigir seu rumo.

  • Você está acima do peso? Mude sua dieta e pratique exercícios físicos.
  • Você está financeiramente quebrado? Aprenda a controlar seus gastos.
  • Você está infeliz? Pare de focar apenas em você e comece a focar nos outros.

Sempre haverá uma resposta para seus problemas. A resposta sempre será tomar a próxima grande decisão com coragem. A resposta sempre será acreditar você mesmo. Tudo acabará bem. Pode acreditar.

Hora de ação!!!

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Referências

Tim Denning. How to make the Nest Big Decision in Your Life. Publicado originalmente em Addicted2Success.com.

Alexandre de Santi. Como Tomar Decisões. Revista Super Interessante.

Vix.com. Como Tomar Decisão.

Foco no líder

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Por Ronaldo Lundgren.

Foco no líder

Este post foi publicado, inicialmente, no portal Administradores.


Liderar tem a ver com a própria essência do ser humano. Sendo assim, dada a complexidade deste último, conceituar liderança não é algo fácil. Algumas teorias têm se aventurado em tal empreitada, levando a cabo hipóteses confluentes.

De forma inicial, liderar pressupõe um comportamento individual dirigido a fazer com que outrem execute aquilo que foi proposto (Hemphill & Coons, 1957).

Por outro matiz, acredita-se que a liderança passa pela capacidade dos seres humanos em influenciar outras pessoas por meio da comunicação assertiva. Logo, uma interação interpessoal (Tannenbaum, Weschler & Massarik, 1961; Jacobs, 1970).

Resumidamente, o processo de liderança é balizado por dois pilares:

  • está ligado a um fenômeno grupal; e
  • trata-se de um processo de influência intencional perante os liderados (Bergamini, 1994).

A partir desses conceitos iniciais, elencam-se a seguir teorias da liderança. Elas são vistas através de dois enfoques distintos: teorias da liderança com foco no líder e teorias da liderança com enfoques situacionais.

Foco no Líder

Essa primeira abordagem sobre liderança centra-se na definição de líder. Também, na procura das qualidades comuns a todos os líderes. Destacam-se aqui duas teorias: a teoria dos Grandes Homens e a teoria dos Traços.

Teoria do Grande Homem

Concebe a ideia de líder nato. Para essa teoria, acredita-se que há super-homens destinados a exercer profunda influência perante os demais. Tal conceito pode ser encontrado na fala de Bennis (2001), o qual afirma que as habilidades de liderança são inatas. Dizendo de outro modo: o homem já nasce com essa condição, sendo poucos os escolhidos para exercer seu papel de líder.

Teoria dos Traços

Semelhante à teoria do Grande Homem, esse conceito de liderança defende a tese de que a posse de certos traços pessoais permitiria a certos homens acesso ao poder.

Para a Teoria dos Traços, era possível encontrar características universais nos líderes que os distinguiam dos não-líderes.

Bryman (1992) lista três grandes traços abordados pela literatura:

  • fatores físicos;
  • habilidades características; e
  • aspectos de personalidade.

Segundo os defensores dessa teoria, o importante era eleger quais atributos melhor definiriam a personalidade do líder.

Esse enfoque foi predominante até a década de 1940, capitaneado por estudos desenvolvidos na seara da Psicologia.

A partir da revisão de tais estudos, foi possível elencar 34 traços de personalidade considerados pertinentes ao líder: sociabilidade, inteligência interpessoal, auto-confiança, ascendência e domínio, fluência verbal, equilíbrio emocional, responsabilidade, etc. (Bergamini,1994).

Embora as teorias citadas acima (Grande Homem e Teoria dos Traços) tenham sido refutadas posteriormente, ainda assim encontram-se muito difundidas no senso comum.

Para contradizê-las, pesquisas subsequentes mostraram que as teorias focadas no líder não levaram em conta a natureza dinâmica das relações humanas, tampouco consideraram os fatores situacionais ao definir liderança.

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Foco no Líder (12 downloads)

Enfoques situacionais

As teorias de enfoques situacionais exploram as variáveis que cercam o processo de liderança. Esses enfoques são mais abrangentes do que os vistos anteriormente.

Levando em consideração o contexto situacional, a personalidade do líder é apenas um dos fatores que determina o desempenho dentro de um determinado grupo. Ela não é condição sine qua non para a efetividade desse mesmo líder no comando de outros grupos de trabalho, sob outras condições (Fiedler,1967).

Teoria das Trocas

Respaldada por Hollander (1964), a Teoria das Trocas busca encontrar o equilíbrio entre líder e liderado.

Nesta teoria, o surgimento de um líder sai da esfera do seu tipo de personalidade unicamente. Passa a levar em conta as normas compartilhadas pelos grupos.

São esses valores grupais que irão destacar a importância de certas características do líder.

Para Hollander, o grau de liderança de alguns está relacionado à escala de facilitação do atendimento dos objetivos almejados pelo grupo liderado. Por esse aspecto, o papel desempenhado pelos subordinados no processo de liderança tornou-se estratégico na formação do vínculo gerado entre líder e liderado.

Torna-se importante a percepção que os liderados possuem da figura do líder (Bergamini, 1994).

Abordagem situacional de Liderança

Essa abordagem defende a ideia de que a situação faz surgir o líder necessário e conveniente. Os grupos escolheriam o líder ou líderes segundo a conveniência destes.

Por outro lado, a teoria situacional afirma que o líder hábil pode se adaptar e se antecipar às necessidades dos elementos do grupo.

Pelo matiz situacional, a liderança é vista como um fenômeno social que ocorre exclusivamente em grupos sociais. Ela é consubstanciada:

  • no indivíduo (personalidade, caráter, capacidade de realização);
  • no grupo (estrutura das inter-relações individuais no grupo, atitudes, necessidades); e
  • na situação (exigência das situações, objetivos, ambiente).

Teoria Contingencial ou do Comportamento

Teoria elaborada por Fiedler a qual distingue a existência de dois tipos básicos de estilos de líder: aquele que pode ser considerado como orientado para a tarefa e  aquele  que é orientado para relacionamento.

A partir dos estudos contingenciais – meados do século XX – a liderança começou a ser vista como um processo derivado da relação existente entre o líder e outras pessoas do grupo.

Logo, são desconsiderados certos traços que contribuem para o sucesso virtual dos líderes. Passa a ser enaltecida sua capacidade em adequar os comportamentos às exigências das diversas situações.

O mais relevante nessa teoria é a premissa de que é preciso lançar mão tanto da situação em que se encontram os grupos quanto dos aspectos pessoais do líder ao analisar sua liderança. O desempenho organizacional está atrelado não somente ao estilo do líder, mas também aos fatores influenciadores sobre ele (Fiedler, 1967).

Teoria Caminho-Objetivo (Path-Goal)

Para essa teoria, pouco conhecida no Brasil, mas valorizada nos Estados Unidos, Canadá e Europa, ressalta-se o liderado como um reduto motivacional dentro do processo da liderança.

Segundo Smith, P. B. & Peterson, M. F.(1989):

A teoria do Caminho-Objetivo muito claramente deriva das teorias que se baseiam na expectância, que se tornaram populares no campo do comportamento organizacional nos anos 1960 (por exemplo, Vroom, 1964).

Na sua essência, ela propõe que os subordinados farão aquilo que desejarem os líderes, caso eles façam duas coisas.

Primeiro, devem assegurar que os subordinados compreendam como atingir os objetivos do líder.

Segundo, esses líderes devem prever que os subordinados cheguem aos seus objetivos pessoais nesse processo (House, 1971).

A tarefa do líder é, então, diagnosticar a função do ambiente e selecionar aqueles comportamentos que assegurarão que os subordinados estejam motivados ao máximo no sentido dos objetivos organizacionais.

Seguindo essa linha de raciocínio, os subordinados se sentirão tão motivados quanto forem atendidas suas expectativas, a partir do comportamento do líder.

Considerações finais

Fica claro, portanto, que não há como descrever comportamentos dos líderes a partir de uma escala de melhor ou pior comportamento.

Também não se pode conceituar liderança baseando-se em graus de eficácia, tampouco desprezando variáveis situacionais ou ambientais que têm peso suficiente para determinar condições que favoreçam este ou aquele estilo de liderança.

Porém, líderes diferentes atingem sua eficácia de maneiras particulares e em situações também especiais.

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