Sua empresa deve mudar por causa da hora da verdade

por Ronaldo Lundgren.

No início dos anos 1980, a companhia aérea Scandinavian Airlines, a SAS, passava pela maior crise de sua história. Os funcionários estavam preocupados com o rumo da empresa e com as medidas que o novo presidente, Jan Carlzon, de apenas 36 anos, iria tomar.
Surpreendendo a todos, Carlzon, em vez de cortar custos, reduzir as tarifas e a quantidade de voos, resolveu investir em modificações para aumentar o grau de conforto e satisfação dos passageiros. Para isso, alterou radicalmente a estrutura da companhia com uma nova filosofia de administração, que se tornou um dos modelos de gerência mais importantes no mundo dos negócios. (extraído do livro A Hora da Verdade, de Jan Carlzon)

Um indivíduo sem informações não pode assumir responsabilidades; um indivíduo que recebeu informações não pode deixar de assumir responsabilidades. (Jan Carlzon)

No artigo “Delivery recebe pedido inusitado…“, destacamos a maneira como uma pizzaria respondeu ao pedido de uma senhora que, por estar doente e morar sozinha, recorreu à compaixão de um entregador de pizza para comprar o remédio que tanto precisava. Este caso que tanto nos impressiona, aconteceu em 2016, século XXI.

Agora, imagine-se nos anos 1980. A internet não estava disponível para as empresas nem para as pessoas. Não tinha essa de wifi, smartphone, nuvem. As passagens aéreas eram emitidas em bilhetes de papel – e guardados como o documento que garantia o embarque do passageiro. “Sem bilhete… Sem viagem!

Graças às mudanças que Carlzon implementou na companhia aérea SAS, o empresário americano Rudy Peterson, mesmo sem estar de posse de seu bilhete de passagem, conseguiu fazer o check-in no aeroporto de Estocolmo.

Naquele dia, Rudy Peterson tinha uma viagem de negócios importante em Copenhague. Ao chegar no balcão de atendimento da companhia aérea, se deu conta de que seu bilhete de passagem ficara no quarto do hotel. Não daria tempo de voltar, apanhar o bilhete e retornar ao aeroporto. Já estava resignado de que iria perder a reunião de negócios.

Acontece que a funcionária da SAS que lhe atendeu, já capacitada na forma de gestão implementada por Carlzon, encontrou a solução que o cliente tanto precisava: -“Não se preocupe, senhor Peterson. Aqui está seu cartão de embarque. Vou anexar a ele um bilhete provisório. Basta me dizer o número de seu apartamento no Grand Hotel e o seu destino em Copenhague, que eu cuidarei do resto”.

Ela anotou os dados de Rudy Peterson. Depois, telefonou para o hotel, pedindo para que procurassem o bilhete de passagem no quarto do hóspede. Ao confirmarem que acharam, despachou um funcionário da companhia aérea para buscar a passagem. Tudo andou tão rápido que o bilhete chegou antes da saída do voo.

O que é a hora da verdade

Cada um dos clientes que procura o produto ou serviço oferecido por sua empresa vai travar contato com poucos funcionários. Esses colaboradores que estão na linha de frente são “a cara de sua empresa”. O contato deles com os clientes é a “hora da verdade“.

A forma como eles tratam seus clientes vai formar a impressão sobre a empresa. São poucos segundos de contato. Mas, são decisivos. Se a sua empresa realmente valoriza o cliente, ela tem que capacitar a linha de frente para a hora da verdade.

Deve haver uma delegação de atribuições (inclusive de responsabilidade) às pessoas que fazem o contato direto com os clientes. Essas pessoas devem poder decidir até determinado ponto, sem ter que recorrer ao circuito de comando da organização para a solução de um problema individual.

Estrutura “hora da verdade”

A estrutura corporativa tradicional assemelha-se a uma pirâmide.

  1. No topo estão o principal executivo e vários vice-presidentes. Todos altamente qualificados. A função deste grupo é controlar as operações, tomando todas as decisões necessárias para dirigir a companhia.
  2. No meio se encontra a gerência média. Tem como papel converter as decisões da direção em instruções, normas, regras e ordens a serem executadas pelo pessoal situado no nível mais baixo.
  3. Na base da pirâmide estão os soldados rasos, funcionários tanto administrativos quanto aqueles ligados à atividade-fim da empresa. São esses que mantêm o contato direto com os clientes. Normalmente, têm pouco poder de decisão.

Em uma empresa voltada para o cliente, a estrutura é mais plana, mais horizontal. A organização é descentralizada, com a responsabilidade delegada aos que estão na base da pirâmide. Os funcionários que só cumpriam ordens, passam a ter poder de decisão.

Como fazer

São necessárias grandes mudanças na organização que quer ser voltada para o cliente. O pessoal da linha de frente precisa estar capacitado para assumir seu novo papel.

A iniciativa da mudança começa pelo principal executivo. Cabe a ele criar um ambiente em que “os empregados sejam capazes de aceitar e exercer suas responsabilidades com confiança e habilidade”.

É necessário uma boa comunicação entre a direção e os funcionários. A visão da empresa deve ser compartilhada. A direção deve criar condições para que esta visão seja alcançada. O papel da alta administração é essencial.

Para decidir na hora da verdade, o funcionário precisa ser capacitado. Um programa de capacitação deve ter como objetivos aumentar o conhecimento sobre a empresa e ampliar a capacidade de liderança.

Procure fazer com que cada empregado conheça a função de outros setores da empresa. Ao invés de especializar-se apenas nas suas atribuições, o funcionário deve saber fazer o que os outros colegas fazem. Assim, ele amplia o conhecimento geral sobre a empresa, habilitando-se a decidir melhor.

Estabeleça limites de decisão. Até onde pode decidir sem ter que recorrer ao superior. Com isto, o empregado vai ganhando autoconfiança. Os acertos devem ser aplaudidos. Os erros, corrigidos. Assim, é possível incentivar o funcionário mais apto e realocar aquele que tem mais dificuldade.

Ação

Sua empresa está preparada para melhor atender ao cliente? Como é a estrutura que ela adota? Deixe seu comentário. Ele pode ajudar outras pessoas.

 

Trabalho em equipe não é só pra chão de fábrica

por Ronaldo Lundgren.

 

Quero lhe fazer um convite. Você topa escrever num papel 3 acontecimentos que lhe marcaram na semana passada? Podem ter acontecido na sua cidade, no estado, no país ou no mundo. Apenas três…

Este exercício pretende nos lembrar de como as coisas estão passando rápido. Como são imprevisíveis. Estar ciente dessa rapidez exige um esforço pessoal. Precisamos, de vez em quando, “sair da pelagem do coelho”, como ensina Jostein Gaarder no livro O Mundo de Sofia.

Para Marco Antonio Alves Pereira, um dos autores do trabalho Evolução e mudanças organizacionais: a importância do trabalho em equipe, “Estão sendo libertadas forças sociais totalmente novas e a corrente de mudanças é tão acelerada que influencia o sentido de tempo, revoluciona o ritmo de vida cotidiana e afeta até o modo de como o mundo é percebido”.

Na atual era de grande desenvolvimento tecnológico, emerge a competição, que exerce forte influência nas empresas: a chamada globalização, avassaladora, pode derrubar os desinformados. Não se vive mais em um mundo estável e previsível.

Desde o topo da organização

Nos tempos em que o mundo girava devagar, as organizações apenas precisavam de um bom executivo. Ele tocava tudo: planejamento, orçamento, fiscalização, recursos humanos, comunicação, etc.

O mundo mudou. As pessoas mudaram. As leis e normas mudam constantemente. Novas tecnologias surgem a todo momento. O indivíduo tem mais poder – consegue se fazer ouvir até pelos governantes de países poderosos. As mudanças se dão em, praticamente, todas as áreas. Umas contrariando outras. O que exige um conhecimento multidisciplinar para se chegar a uma decisão coerente.

Para acompanhar este ritmo de mudanças e preservar sua permanência e participação no mercado, as empresas estão tendo sua estrutura modificada: informação, carreira e incentivos de desempenho que antes eram verticais, funcionais e hierárquicos, agora passam a ter sua hierarquia mais achatada, horizontal e com menos níveis, empregando o trabalho em equipes dedicadas a produtos, projetos e clientes.

Com isso, cada vez mais se torna necessário o trabalho em equipe. Falta tempo para o executivo, mesmo aquele super talentoso, acompanhar o que se passa ao redor. O mercado passou a buscar profissionais cujas características pessoais incluam a facilidade de integração social e estejam aptas a exercer atividades em grupo e a trabalhar em equipe.

Trabalho em equipe é o tipo de atividade avessa a ego inflado. Trabalho em equipe é quando um grupo ou uma sociedade resolve criar um esforço coletivo para resolver um problema. Por isso não funciona com aquelas pessoas tipo cobra, que faz fofocas e que não é confiável.

Está sendo abandonada a ênfase na competição individual e está se privilegiando a cooperação, pois neste mundo em ebulição, o trabalho é temporário ou fora da rotina.

Parte do trabalho da organização é feito com forças-tarefas e equipes orientadas para um determinado projeto. A liderança da organização deve estar preparada para participar de grupos de trabalho. Com sua presença, os integrantes do grupo repassarão para os demais colaboradores o senso de importância do assunto tratado.

Grupo x Equipe

Vale ressaltar a observação de Marco Antonio: “um grupo em uma organização não necessariamente é uma equipe. Para que um grupo se torne uma equipe, é preciso que haja coesão, participação e, principalmente, cooperação entre seus membros”.

Equipes são grupos de pessoas formados para criar sinergia, para aumentar a aplicação coordenada de conhecimento especializado, a fim de que o desempenho do todo seja maior do que a soma de suas partes.

Considerações finais

A necessidade do trabalho em equipe tende a aumentar. Comportamentos individualistas – do tipo: Eu, Eu, Eu – são cada vez mais substituídos pela cooperação.

Para que a equipe entregue resultados, é necessário haver liderança. Que pode ser indicada em função de um cargo ou adquirida entre os pares. O alto escalão da organização também deve participar desses trabalhos. Sua presença vai contribuir para o comprometimento dos funcionários.

E você, o que pensa sobre trabalho em equipe. Deixe seu comentário. Compartilhe.

Liderança em Enfermagem: vamos tirar o médico da direção?

por Ronaldo Lundgren.

Por que a enfermagem tem tanto interesse na prática da liderança? Uma rápida pesquisa no termo “liderança em enfermagem” apresentou quase 500.000 resultados, sendo vários artigos científicos. Há que se destacar que existem mais de 30 mestrados em enfermagem e 10 doutorados específicos à enfermagem.

O que é liderança

Segundo a professora Nádia Fontoura, “compreende-se a liderança como um fenômeno tipicamente social. Num dado contexto, sofre a influência interpessoal por meio da comunicação, e tem por finalidade alcançar determinada meta”.

Dizendo de outra forma, liderar é a capacidade de influenciar pessoas para, juntas, atingirem um determinado objetivo.

Formação: enfermagem X medicina

As diretrizes curriculares nacionais propõem que as competências gerais para a graduação em Enfermagem contemplem a atenção à saúde, a tomada de decisões, a comunicação, a liderança, a administração e gerenciamento e a educação permanente. Das seis competências gerais propostas, cinco estão relacionadas às competências gerenciais.

Pode parecer estranho. Mas, a enfermeira “Ana Neri” tem um grupo de técnicos de enfermagem para liderar tão logo assuma sua função em um hospital. Por isto, aprende na faculdade.

O enfermeiro vem historicamente se preparando para adquirir responsabilidades administrativas nos estabelecimentos de saúde. Graças a esse esforço, as enfermeiras foram suplantando uma das grandes fontes de sofrimento no trabalho: a pressão hierárquica oriunda do corpo médico.

Já os médicos, por sua vez, passam os 6 anos de graduação, e outros 2 de residência, especializando-se nas funções de diagnósticos, intervenção e tratamento dos pacientes.Não possuem uma capacitação de gestão (a não ser aqueles que buscam uma capacitação por conta própria). A medicina é (ainda) entendida como profissão liberal, intelectual, científica.

A formação desses profissionais não é, por si só, suficiente para que eles assumam cargos de gestão. Para isso, o profissional de medicina deveria além de ter um conhecimento abrangente dos conteúdos técnicos, compreender a dimensão social e política do setor em que atua, além de ter conhecimentos da área administrativa, especialmente em relação ao processo de comunicação.

Daí decorre a dificuldade nas interrelações com seus pares e, sem dúvida, desconfortos com a mesma situação no que tange ao corpo de enfermagem.

Mais capacidade mais responsabilidade

A enfermeira vem assumindo funções administrativas críticas em uma unidade hospitalar. Cada vez mais cabe a ela, juntamente com sua equipe, decidir sobre vagas, leitos e limpeza especializada. Ela está sendo mais ouvida pelo médico, porque está mais preparada.

Liderar as pessoas, considerando-as como o recurso mais valioso de uma instituição, é preocupação na enfermagem há muito tempo. Para exemplificar, o texto de Celina Viegas redigido em 1946, relata o seguinte:

Com relação à orientação do pessoal, a qualidade essencial requerida à enfermeira-chefe é a capacidade para guiar, o dom de conduzir as pessoas, saber ser “leader”. Ter o poder de inspirar pessoas a cooperar com boa vontade e interesse em um plano comum, de fazê-las considerar a situação pelo nosso próprio ponto de vista e seguir ordens, não como comandados que devem ser cegamente obedecidos, mas como direções que requerem inteligentemente compreensão e raciocínio. É necessário compreender a diferença entre conduzir e comandar.

Para a organização americana Joint Commission Resources, os enfermeiros líderes continuam a assumir, no cenário hospitalar, cada vez mais responsabilidades. Assumem a responsabilidade de coordenação do produto dos hospitais, bem como o fornecimento e a prevenção dos riscos atrelados aos cuidados de enfermagem.

Frente aos problemas encontrados nos contextos de prestação da assistência à saúde, a liderança eficaz é sem dúvida fundamental ao sucesso da organização no século XXI. Para os enfermeiros ampliarem a capacidade de exercer a liderança é premente desenvolver o conhecimento e habilidades de gerenciamento e de liderança, para que possam atuar como agentes de mudança.

Na contemporaneidade, o enfermeiro líder é aquele que emprega para o sucesso de sua atuação, além do saber técnico de enfermagem e os conteúdos da administração, práticas que favoreçam suas relações.

Considerações finais

Há uma demanda cada vez maior por dirigentes hospitalares qualificados, ou seja, que possuam uma formação específica nas áreas de gestão hospitalar e afins, de forma que são cada vez mais raros casos em que apenas bom senso e experiências anteriores são levados em consideração para encontrar um bom gestor.

Mesmo com esse reconhecimento da importância do administrador, o médico continua desempenhando o cargo de diretor geral, tendo o administrador, porém, um papel significativo e imprescindível na gestão central dos hospitais (GRABOIS et al. 1995). Os autores destacam ainda que a posição do profissional médico na direção do hospital é uma forma de legitimar o seu poder, apesar dos administradores efetivamente controlarem os recursos e os enfermeiros administrarem a maior parte da assistência.

E agora?

O tema merece debate. Por isso, deixe seu comentário. Compartilhe. Seja Assinante. É gratuito e leva até você sempre temas instigantes ligados à liderança. Basta clicar no link abaixo.

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Este post tomou por base:

  1. A tese de doutorado de ITALA MARIA BAZZARELLI PEREIRA SILVA – “A relação conflituosa entre médicos e enfermeiras no contexto hospitalar”.
  2. O trabalho “Liderança em Enfermagem”, da Professora NÁDIA FONTOURA SANHUDO, utilizado na disciplina Administração em Enfermagem, da Universidade Federal de Juiz de Fora-MG.
  3. O artigo “A impotância do Administrador na Gestão Hospitalar, de Dartagnan Ferreira de Macêdo.

Seu destino depende de sua motivação

por Ronaldo Lundgren.

“Quem planta vento colhe tempestades.”

“Entre o plantar e o colher há o regar e o esperar. Você vai colher muito, se não desanimar.” Patricia Nunziato

É você que traça seu destino?

Mais outra frase: “O gado só engorda com olho do dono“. Mesmo com tantas mensagens dizendo que nós traçamos nosso destino, muitas vezes nos pegamos acreditando que Deus já tem tudo definido.

"Deixa a vida me levar..." - Zeca Pagodinho deixou tudo mais fácil pra gente.

As religiões entendem que o destino não está escrito. Veja o cristianismo:

O pensamento cristão é contrário à crença em uma força cega que conduza o homem para um determinado fim. Deus criou o homem inteligente e livre, portanto, responsável pelos seus atos. Sendo assim, o cristão não deve acreditar em destino, que, no sentido de fatalidade, é um conceito mitológico pagão. (Aleteia)

“Deus deu o livre arbítrio a todo o homem, para respeitá-lo nos seus limites. Voluntariamente, não significa que se possa fazer de tudo, sem com isso sofrer consequências. Somos responsáveis por nossas decisões. A semeadura é voluntária, mas a colheita não”. (Gálatas. 6, 7-8)

Para o hinduísmo, o carma de cada homem ou mulher é fundamental para a vida da pessoa. O carma se refere a toda ação (boa ou má), gerando uma reação que retorna com a mesma qualidade e intensidade a quem a realizou, nesta ou em encarnação futura

Dizendo de outra forma: o que você faz aqui, além de pagar aqui, vai ser considerado para seu retorno ao nosso mundo.

Além das religiões, a ciência também defende que o destino depende de nossas condutas.

A psicanalista Aline Sieiro ressalta que “somos sujeitos de nossa vida. Isso quer dizer que somos capazes de decidir o que fazer de nossa vida e de nós mesmos”, não existindo um destino já traçado.

Então, o Zeca não está certo?!

Mesmo concordando que nós é que traçamos nosso destino, Aline lembra que, na prática, “as coisas acabam não funcionando desse jeito”. Ela destaca que é “mais fácil acreditar que nossa vida toma um rumo porque está escrito, do que admitir que tomamos uma decisão que foi errônea, e não tivemos coragem de mudar”.

Mudar não é fácil!

Compreender a marcha

É mais cômodo botar a culpa nos outros ou no destino. Na vida, somos apresentados a diversas oportunidades. No trabalho, nos relacionamentos, na educação, na maneira de nos portarmos. Que escolha fazer? Qual caminho seguir?

Cada de um nós tem sua própria visão do que quer pra sua vida. Não é uma única visão. Afinal, você tem vários papéis: profissional, pessoal, cônjuge, pai/mãe, etc. Estas visões são seu destino final. Além disso, as visões sofrem “atualizações” com o passar do tempo.

Essas visões são formadas de uma maneira complexa. Muitas pessoas nem se apercebem da importância que elas têm para a vida. Vão deixando as coisas acontecerem…

Nossa vida, como na música da Almir Sater, é “compreender a marcha e ir tocando em frente”. Compreender não é se conformar, aceitando as coisas como vão surgindo. Compreender é alcançar com a inteligência.

Quem somos, para onde vamos, o que queremos

Como diz a psicanalista Aline: “Perceber que estamos caminhando em direção a uma vida que não nos agrada  e mudar não é nada simples. Pede uma reestruturação interna grande, pede uma avaliação de nossos desejos, de quem somos, para onde vamos e o que queremos. Pede uma apropriação da vida, onde somos os únicos culpados pelos erros que cometemos e continuamos cometendo. E vamos dizer que esse é um peso que nem todo mundo gosta de carregar nas costas”.

Exercitar a responsabilização

Claro que a gente pode dizer que tudo está traçado, e que a vida dá “sinais” disso o tempo todo. Podemos acreditar que tudo está nas mãos de Deus, que os erros são culpa de nossos pais, ou da falta deles, enfim, motivos para justificar uma vida que caminha aparentemente por si só, temos muitos.

Mas, e se exercitássemos a responsabilização? Se todo dia, a cada escolha, a cada erro, e a cada vitória, pensássemos qual a nossa responsabilidade em tudo isso, e o que estamos fazendo para que as coisas continuem exatamente da mesma forma, ou com mudanças?

Será que somos escravos de um destino, de uma vida onde não somos sujeitos ativos, no qual podemos ser donos de nossas escolhas?

O que você acha disso tudo?

Seu destino está escrito nas estrelas ou você é daqueles que batalham para ter um futuro melhor todos os dias?

Você tem determinação suficiente para mudar ou é de apontar o dedo?

Suas visões estão definidas ou o que vier está bom?

Quais são as coisas que você mais valoriza? Já pensou nisso?

Cada resposta vai mudar conforme seu momento de vida. Uma das coisas mais importantes, que é um dos pilares do Caminho do Sucesso, é o autoconhecimento (SER). Você sabendo quem é pode tomar decisões mais acertadas. Ter uma elevada autoestima vai lhe dar a segurança para se posicionar.

Convido você a conferir o artigo que trata de autoestima. Basta clicar no link abaixo. Não deixe de curtir e compartilhar. Você vai nos ajudar a ajudar outras pessoas.

Como anda a sua autoestima


Este post baseou-se em artigos da psicanalista Aline Sieiro e do site Aleteia.

A liderança que deixou o mundo ao contrário

por Ronaldo Lundgren.

Os EUA vão se isolar deixando espaço para a China?

A mudança de liderança

Do ponto de vista prático, não podia ser de outra forma, tal a dependência do modelo global de livre circulação que faz da China o maior exportador mundial.

Mas do ponto de vista conceitual e sobretudo estratégico, Jinping trouxe duas novidades: primeiro, aproveitou as angústias de muitos investidores e países com o modelo comercial mais restritivo proposto por Trump para ocupar o potencial espaço livre deixado por Washington; segundo, assumiu uma vocação universal para o status da China na ordem internacional em evolução, quando até aqui o foco da sua ascensão estava sobretudo centrado na Ásia.

Não existe vácuo de poder

Mais: ao defender claramente o Acordo de Paris sobre alterações climáticas, ao contrário de Trump, que já disse não o respeitar, Jinping fez simultaneamente o reconhecimento de que a gestão climática é um dilema político interno na China, como sublinhou o respeito pela assinatura de um acordo que vai passar a ser maldito em Washington, virando assim o mundo contra a administração americana. Foi uma forma hábil de disseminar o soft power chinês.

A retração dos Estados Unidos para o seu interior acelerará a ascensão da China como superpotência, cedendo áreas estratégicas cujo relativo vazio os chineses ocuparão. A retirada norte-americana da Parceria Transpacífico é um erro que a China também agradece, enquanto Trump, pela sensação de melhor preservar o seu mercado interno, perde condições preferenciais nas gigantes novas classes médias asiáticas em formação.

É só o começo…

Ainda não transcorreram os 100 primeiros dias do governo Trump. Pode ser que a situação retorne à normalidade geopolítica estabelecida. Pode ser que, ao contrário, o isolacionismo se acentue. E o Brasil? Como será afetado? É importante que nossos interesses nacionais estejam bem definidos e bem defendidos.

Por sinal, você conhece nossos interesses nacionais? Confira! Basta clicar no link abaixo. Compartilhe. É desta forma que podemos nos fortalecer.

<<<Interesses Nacionais>>>


(*) Este post baseou-se nos artigos de Pedro Jordão e do Diário de Notícias.

Muitas pessoas nunca obterão sucesso

por Ronaldo Lundgren.

Crédito: Getty Images

Sucesso não se resume a ganhar muito dinheiro. Muitas pessoas que são ricas também são infelizes e possuem uma vida desequilibrada.

Sucesso é continuar melhorando quem você é, como você vive, como você serve outras pessoas e como você se relaciona.

Se é isto, então por que muitas pessoas não obtêm sucesso?

Por que muitas pessoas não melhoram?

Quanto mais evoluído você se torna, mais foco você deve dedicar naquelas poucas coisas que mais importam. Para obter sucesso, você não pode continuar em contato com pessoas de “baixa frequência” por longos períodos.

Você não pode continuar comendo porcaria porque sua esposa ou colegas assim escolheram.

Seus dias devem ser dedicados a atividades de alta qualidade. Quanto mais bem sucedido você se tornar – isto é, obteve um equilíbrio nas coisas essenciais da sua vida (espiritual, relacionamentos, financeiro e físico), desprezando todo o resto – menos você pode justificar atividades e coisas de baixa qualidade.

Porém, antes de evoluir, você deve dedicar um tempo com as pessoas. Você pode comer qualquer coisa. Você pode justificar atividades e comportamentos medíocres.

À medida que sua visão sobre você mesmo se expandir, você perceberá que será necessário realizar certos ajustes. Você precisará ser mais seletivo na hora de gastar seu dinheiro, bem como utilizar seu tempo naquilo que realmente interessa. Você deverá poupar mais para investir em sua educação e no seu futuro.

Quanto  mais sucesso você tiver, menos você poderá justificar baixa qualidade. Mais focado você precisará ser. Seu comportamento diário deverá ser de alta qualidade – e aumentando a qualidade a cada dia.

Não estamos falando de perfeição. Nem tampouco de estar ocupado todo o tempo. O que deve ter em mente é o equilíbrio.

Se o seu comportamento for de baixa qualidade, você terá uma vida de baixa qualidade. Suas escolhas precisam ser de alta qualidade. Seus relacionamentos precisam ser de alta qualidade.

Cada área de sua vida afeta uma outra área. É como diz o ditado: “Você colhe aquilo que plantou”. Este é um ditado que merece uma reflexão.

Um outro dito popular também alerta bem para o que está sendo apresentado: “Costume de casa vai à praça”. Portanto, as pequenas coisas que você costuma fazer, e que sejam de baixa qualidade, devem ser modificadas. O como e o que você faz lhe acompanham em todos os ambientes. Fique atento. E mude!

Quando seus dias forem preenchidos daquilo que você mais valoriza – você irá ter domínio sobre todas as áreas de sua vida. O mais importante em sua vida são aquelas coisas e pessoas que você realmente dá valor. Todo o resto é supérfluo. Viver para aquilo que você valoriza é ter SUCESSO.

Para chegar a esta condição não é fácil. Leva tempo e exige determinação. Dizer “Não” a grandes oportunidades irrelevantes é difícil. Mudar hábitos, também. Modificar suas crenças e expandir sua visão necessita de coragem. É muito mais fácil retornar aos pensamentos pequenos e medíocres.

Entretanto, à medida que você se aproxima do momento em viver conforme seus valores e ideais, coisas maravilhosas começam a acontecer. Você se sentirá mais feliz. Você estará mais presente com aqueles que você ama. Seu tempo será melhor utilizado. Você irá atrás de sonhos maiores. Será mais resiliente diante dos desafios. Você viverá em alta frequência. E tudo a sua volta refletirá seu estado de espírito.

Porém, muitas pessoas nunca obterão sucesso. Elas ficam presas ao pensamento pequeno. Elas não evoluem.

Mas você é diferente. Você quer e irá obter o sucesso que merece. Pra ser sincero, você já começou a caminhada. Um passo a cada dia é um bom início. Logo você estará mudado, comprometido em ser quem seu potencial lhe indica. A partir deste ponto, considere que não tem mais volta. É prosseguir no caminho do sucesso.

Gostou? Então confira!

<<< Como saber se estou no caminho certo >>>

 


(*) Este post foi baseado no texto de Benjamin P. Hardy.

Como evitar ser um péssimo chefe

por Ronaldo Lundgren.

Um dos motivos principais pelo qual os funcionários ficam infelizes no trabalho é o mau gerenciamento. Um chefe ruim pode transformar até um bom ambiente em um local de trabalho desconfortável e infeliz.

Se for um chefe arrogante e acomodado, que prefere que as coisas sejam realizadas apenas de sua maneira ou que não se importa com os problemas e com a opinião de seus funcionários, aí a coisa fica mais complicada.

Quer saber como evitar ser um péssimo chefe? Em vez de ficar sendo apontado como responsável pela baixa qualidade do ambiente de trabalho, confira 5 práticas que vão lhe tornar um chefe melhor.

Treinamento

Uma grande percentagem de pessoas que ocupam cargos de chefia não fizeram nenhum treinamento para assumir essas funções. Muitos acham que o treinamento é desnecessário, porque tratam apenas de aulas teóricas, pouco considerando a realidade que está sendo vivida. O treinamento pode lhe ajudar a melhor desempenhar suas funções de chefia. Procure fazer treinamentos curtos, para atender uma necessidade específica.

Coaches e Mentores

Coaches e mentores podem lhe ajudar bastante. Principalmente, fazendo você descobrir seu potencial para superar situações complicadas que acontecem na vida profissional de todo mundo. Se você tiver um chefe que entende ser parte do trabalho dele atuar como coach de seus subordinados, aproveite. Melhor ainda se sua empresa contrata um coach profissional para trabalhar especificamente com você. O mentor também é uma figura importante. Ele serve como uma espécie de conselheiro, ajudando a decidir melhor.

Leitura

A leitura possibilita você aprender com a experiência de outras pessoas. Você pode ler, como está fazendo agora, sobre a arte de liderar. Os blogs e revistas especializadas oferecem bons artigos. Não fique limitado a um único assunto. Diversifique. Procure outras áreas, tais como história, biografia e ficção.

Reflexão

Graças à reflexão, você pode extrair o máximo de ensinamentos das suas experiências. Dedique um tempo, diariamente, para pensar sobre o que você fez de bom. O que poderia ter feito melhor? Como agirá quando uma situação semelhante ocorrer no futuro? Habitue-se a fazer uma análise após cada grande evento no qual você tomou parte. Veja o que deu certo e aquilo que pode melhorar.

Progrida em pequenas doses

Mesmo nos momentos mais complicados, procure fazer o seu  trabalho um pouco melhor todos os dias. Melhorar um pouco diariamente é mais simples e natural, causando um grande impacto a médio e longo prazos.

Em resumo

A melhor forma de evitar ser um mau chefe é trabalhar, intencionalmente, para se tornar um grande chefe. Faça os treinamentos necessários. Encontre coaches e mentores que possam lhe ajudar. Leia. Reflita e critique. Descubra o que pode fazer melhor. Tente fazer uma coisa um pouco melhor a cada dia.

Só há 4 opções para qualquer tipo de escolha

por Adriano Lachovski. (*)

Como é importante saber escolher! Eu escolhi muito mal ao reagir a um descontrolado e paguei caro por isso…

Sempre uso essa expressão de que “sei de cadeira” sobre o que estou afirmando. É por que eu próprio fui vítima da intolerância, do estresse e do descontrole emocional de um indivíduo que se sentindo contrariado e maculado em seu egocentrismo, sacou de sua arma e revidou minhas palavras agressivas que eu poderia ter economizado, é bem verdade, mas, retribuiu desmedidamente com um tiro em meu pescoço e fiquei tetraplégico.

E assim as histórias se multiplicam e temos notícias sobre professores sendo agredidos em sala de aula, motoristas no trânsito que tomados pela cólera agridem e às vezes até matam, garotos e garotas se engalfinhando em plena fúria como gladiadores, outros filmando essas atrocidades e colocando no Youtube para o deleite ou horror de outros tantos.

Conflitos e atritos dos mais variados e geralmente desnecessários ocorrem o tempo todo, dentro de nossas próprias casas, dentro do nosso ambiente de trabalho ou em qualquer lugar onde se agrupe duas ou mais pessoas.

Conhecemos as profundezas do oceano, as mais longínquas estrelas, as menores partículas do átomo, conseguimos enxergar no espaço a milhões de anos luz e somos incapazes de enxergar as dores de quem e está a três metros de nós. Guia-se um míssil a centenas de quilômetros e acerta-se com precisão o alvo e não conseguimos guiar nossas próprias emoções. Entendemos de tantas outras coisas e não entendemos de nós mesmos.

Nós somos a resposta

Estamos tão ligados no que acontece externamente que não nos damos conta do que se passa internamente conosco. Começamos a achar ou ter certezas que as respostas sempre estão longe de nós, quando na verdade sempre somos nós a resposta.

A sociedade moderna e suas complexidades impôs um estresse que em pouco tempo tomou boa parte da nossa existência e já é rotina. A depressão atinge 20% dos jovens hoje. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dentro dos próximos vinte anos a depressão será a principal doença do ser humano, deixando para
trás o câncer e outros males. Hoje, 50% das crianças terão transtornos psíquicos e necessitarão de auxílio psicológico profissional no futuro.

O que mudaria isso tudo? – Treinar o comportamento! Comportamento nada mais é que estímulo e reação – O que acontece com você não importa. O que importa é o que você faz com o que acontece com você, e isso recebe forte influência do seu modelo mental (crenças e valores).

É necessário desenvolver habilidade e competência emocional para processar e controlar as emoções nas reações humanas, aprofundando o conhecimento e a compreensão de si mesmo e dos outros, melhorando com maestria os relacionamentos interpessoais e tornado esse mundo um lugar melhor de viver e conviver.

É tão importante quando:

  • Sabemos a hora de falar e a hora de escutar;
  • Nos colocamos na posição do outro e sentirmos o que ele sente;
  • Somos altruístas, solidários e bastante flexíveis;
  • Assumimos a autorresponsabilidade;
  • Possuímos reações mais adequadas e respeitamos críticas contrárias;
  • Externamos nossas emoções sem ferir ou agredir o direito do outro.

Inteligência emocional

É de inteligência emocional que estamos carentes, precisamos treinar nosso comportamento e dominar nosso “EU”. Nunca se estudou o cérebro humano como nos últimos anos. É tudo muito novo e a neurociência tem um papel fundamental para essas descobertas. Fico feliz quando nos meus treinamentos passo essa parte da reação aos estímulos externos, pois faz muito sentido para todas as pessoas, afinal estamos sendo estimulados o tempo todo a reagir.

Por último abordarei as 4 opções em uma situação envolvendo um chefe infernal. Afinal, comportamento nada mais é do que reação a um estimulo:

Só Há 4 Opções Para Qualquer Tipo de Escolha, Desde Que Você Resolva Enfrentar Sem Fugir… Se fugir ou quiser deixar pra depois, a coisa complica e fica pior.

  1. Você tenta mudar o seu chefe, já que ele é infernal;
  2. Você busca mudar a si próprio para adequar-se a essa situação em que vive;
  3. Você deixa tudo como está e aceita conviver com esse inferno, pois tem medo de mudar;
  4. Você não quer nem mudar e nem aceitar, e abandona essa situação que não quer para você e sai da empresa.

O que não vale é ficar reclamando. Reclamar muito, além de significar falta de autoconhecimento, é um claro sinal daquilo que devemos enfrentar por primeiro.

Não importa! Você sempre pode escolher. Fique bem e faça ótimas escolhas!


(*) Adriano Lachovski – O Mentor e Treinador de Coaches

Como lidar com um colega idiota

por Amy Jen Su (*)

Como lidar com um colega idiota quando o chefe não está por perto

É fácil perder-se na raiva e na frustração junto de colegas que jogam de maneira diferente da nossa, especialmente diante do chefe

Toda a gente conhece este gênero de colega: aquele que se comporta de uma certa maneira quando o patrão está presente, mas de outra totalmente diferente quando estamos sozinhos com ele. Isto pode ser especialmente frustrante quando o patrão não reconhece este comportamento e elogia ou até promove este colega. Podemos ter a tentação de denunciar a sua atitude inconsistente mas, antes disso, devemos dedicar algum tempo a compreender por que motivo a pessoa se comporta assim e o que podemos fazer acerca disso.

Inconsistências mais comuns

Primeiro, reconheçamos que existem diferentes formas de inconsistência. Seguem-se três das manifestações mais comuns.

All that jazz. Fala rapidamente, é eloquente e tem sempre resposta pronta. Este colega tem sempre uma grande história para contar quando o chefe está na sala. Embora tenha pensamentos grandiosos e idealistas e pareça profundamente empenhado, o problema surge quando é preciso repartir e fazer o trabalho. “Há aqui um elemento de espelhos e fumo. Quatro outras pessoas saem da sala com algo acrescentado na sua lista de afazeres e ele fica sem nada”, diz Karen Dillon, autora de “HBR Guide to Office Politics”.

Comédia adolescente. Amigável e atencioso, este colega diz o que as pessoas querem ouvir. E depois, descobrimos que anda a boicotar-nos. Dillon chama-lhe “o falso bom colega”. Explica que esta pessoa “aplaude os nossos esforços quando o chefe está na sala, e vai por trás exprimir-lhe as suas preocupações”. Normalmente este comportamento surpreende-nos porque esperávamos mais da pessoa.

Maquiavel clássico. Encantador, seguro, respeitoso quando o chefe está na sala. Grosseiro, malcriado, desdenhoso, quando não está. Esta pessoa adota o seu melhor comportamento quando está junto de pessoas que podem ajudá-lo a realizar as suas ambições. No seu livro “Give and Take: Why Helping Others Drives Our Success”, um professor da Wharton, Adam Grant, descreve estes colegas como os que estão predispostos a receber em vez de dar. Afirma que esta “dualidade” pode ser descrita como “beijar quem está acima, dar um pontapé a quem está por baixo”. Embora estes indivíduos tendam a ser dominadores e controladores em relação aos seus subordinados, são surpreendentemente submissos e deferentes para com os superiores. Querem ser admirados por patrocinadores influentes, pelo que fazem tudo para agradar e lisonjear. Em resultado, as pessoas poderosas tendem a formar deles excelentes opiniões.

Como administrar melhor sua reação

Independentemente do tipo de pessoa com quem esteja lidando, há alguns passos a dar para gerir melhor a sua reação e a própria pessoa.

Primeiro, reconheça que não se trata de si. Não leve as coisas pessoalmente. Quando presenciar o comportamento, recue um passo e assista de fora ao que está acontecendo. É fácil assumir que estamos em palco como vítimas do jogo desta pessoa; na verdade, o que está em causa é muito mais a falta de confiança em si mesmo do seu colega, a sua insegurança ou experiências passadas. “Poucas pessoas acordam com a firme intenção de serem, nesse dia, o colega mau. Raramente se trata de intenções malévolas — normalmente a causa é uma falta de confiança ou uma incompetência ao nível da inteligência emocional. Vem de um desejo de impressionar o chefe”, explica Dillon. Algumas pessoas cresceram a trabalhar em organizações políticas, onde aprenderam que é isto que é necessário para ter êxito.

Tenha a conversa num local privado. Deixe claro que não pretende entrar numa guerra, apenas corrigir as coisas

Não pague na mesma moeda. Quando assistimos a este gênero de comportamentos, é tentador querer justiça ou fazer a mesma coisa, especialmente se o comportamento for recompensado. Ficamos prisioneiros das nossas próprias emoções: Isto é tão injusto. Eu trabalho tanto e tento ser um bom colega para os outros. Como é que o chefe não vê isso? Faça o que fizer, não pague na mesma moeda. “Não vale a pena adotar comportamentos artificiais”, diz Dillon. “Não se deixe enredar em comportamentos autodestrutivos. Não tente, por sua vez, boicotar essa pessoa. Não fale mal dela a outros colegas. Não se afaste nem revire os olhos quando ela fala, porque isso só dará má imagem de si. Perceba que os bons chefes não se deixam enganar por muito tempo”.

Mantenha uma abordagem construtiva. Antes de tentar resolver abertamente a situação, seja honesto consigo mesmo: o comportamento do seu colega é só irritante ou está mesmo a afetar a sua capacidade e a da equipe de contribuírem para a boa execução do trabalho? Se for o último caso e decidir que chegou a hora de agir, normalmente é melhor começar pelo seu colega e não pelo chefe. Aborde a situação da maneira mais construtiva que lhe for possível. “Não confronte o colega em público”, aconselha Dillon. “Tenha a conversa num local privado. Deixe claro que não pretende entrar numa guerra, apenas corrigir as coisas”. Dê ao seu colega o benefício da dúvida e procure compreender ao mesmo tempo que clarifica aquilo de que precisa.

Poderá dizer:

Não percebo bem como é que as nossas equipes estão dividindo e concretizando este plano. Podemos discutir quem vai fazer o quê antes da próxima reunião?

Soube que tens algumas questões acerca da abordagem que escolhemos. Gostaria de saber quais são. Podes partilhar as tuas opiniões? Da próxima vez, por favor, fala diretamente comigo.

Compreendo que estamos todos muito ocupados. Podes dizer-me o que ajudaria a nossa equipe a obter toda a tua atenção em relação a isto? Da última vez que estivemos juntos, senti a tua frustração e impaciência, e gostaria que continuássemos todos com espírito de colaboração.

Se necessário, aborde o chefe, mas com prudência. Se não vir grandes mudanças e continuar a achar que o comportamento está a afetar a equipe, proceda com prudência quando levar a questão até ao chefe. Prepare-se com tempo. Pergunte-se: Fiz tudo o que podia para resolver este problema? Como é o meu relacionamento atual com o chefe? Como é que posso fazer para não parecer que estou a sacudir a água do capote? Qual é o melhor momento e abordagem?

Não pareça zangado

Dillon aconselha, “Tenha o cuidado de não parecer que é você o colega problemático. Não pareça zangado, mesquinho, ou que está apontando o dedo ou a lamuriar-se. É importante focar-se no trabalho”. Ao abordar o chefe, seja explícito quanto as suas intenções, faça perguntas e procure esclarecimentos. Mantenha a calma e um tom neutro.

Tenha o cuidado de não parecer que é você o colega problemático. Não pareça zangado, mesquinho, ou que está a apontar o dedo ou a lamuriar-se. É importante focar-se no trabalho

Poderá dizer:

Falei com o colega X para definirmos melhor tarefas e responsabilidades para esta próxima iniciativa. Poderemos ter uma reunião a três para confirmar tudo antes de as nossas equipes avançarem?

Obrigado por partilhar comigo que Y tinha algumas questões. Já falei com ele acerca disso. Se ele lhe disser mais alguma coisa, por favor avise-me ou peça-lhe que fale diretamente comigo.

Estou um pouco confuso acerca do papel de Z neste projeto. Já falei com ele diretamente acerca do tom geral das reuniões, pois parece alheio ou frustrado nas nossas reuniões quando o chefe não está presente. Agradeceria qualquer ajuda para perceber porque é que isto não parece ser uma prioridade para ele.

Aprenda com o seu colega. Normalmente, existe uma razão pessoal para um colega nos irritar — e é inteligente tentar aprender com isso. Pondere se o seu colega funciona como espelho para coisas que lhe desagradam em si próprio. Gostaria de pensar com a mesma rapidez? Tem medo de não ser tão visível para o seu chefe ou outras pessoas importantes da organização? Em vez de julgar como negativos todos os comportamentos da pessoa, pense nas capacidades positivas que esta demonstra — capacidade de contar histórias, de fazer boas perguntas, de pensamento estratégico, de fazer os outros reconhecerem as suas qualidades. É possível igualar todas essas capacidades sem estarem acompanhadas de bravata, arrogância, duplicidade ou desrespeito.

Não jogar de maneira diferente

Como Dorie Clark, autora de “Reinventing You” e “Stand Out” escreve, é possível promovermo-nos a nós mesmos “sem afastar os nossos colegas e sem parecermos uns cretinos”. Foque-se na criação dessas capacidades importantes a sua maneira, sem comprometer a sua integridade, sem violar os seus valores e sem ser um mau colega.

É fácil perder-se na raiva e na frustração junto de colegas que jogam de maneira diferente da nossa, especialmente diante do chefe. Invista antes essa energia naquilo que pode controlar: manter-se atento ao seu próprio comportamento, lidar com as coisas de forma construtiva, estar aberto a aprender e manter-se alinhado com os seus próprios valores. Por outras palavras, concentre-se em ser um melhor colega e não em castigar os outros por não o serem.


(*) Amy Jen Su, autora do texto, é co-fundadora e sócia-gerente da Paravis Partners, uma empresa de coaching executivo e co-autora, com Muriel Maignan Wilkins, de Own the Room: Discover Your Signature Voice to Master Your Leadership Presence.

Uma má escrita destrói a produtividade de sua empresa

Uma má escrita destrói a produtividade da sua empresa

Procurei especificamente pessoas que precisam escrever durante pelo menos duas horas por semana, sem contar com os e-mails

Reportagem da Harvard Business Review, publicada no site Dinheiro Vivo, destacou algumas deficiências na comunicação escrita.


Um motivo oculto de fricção está reduzindo o funcionamento da sua empresa. Os trabalhadores são cúmplices desse fato. E a administração também. E está deixando toda a gente louca. Trata-se da má escrita que se pratica na empresa.

Entrevistei 547 empresários nos três primeiros meses deste ano. Procurei especificamente pessoas que precisam escrever durante pelo menos duas horas por semana, sem contar com os e-mails. Disseram-me que passam em média 25,5 horas semanais lendo coisas necessárias ao seu trabalho. (Cerca de um terço são e-mails.)

E 81 por cento dos entrevistados concordaram em que textos mal escritos lhes fazem perder imenso tempo. A maioria afirmou que aquilo que lê é, com frequência, ineficaz, por ser demasiado extenso, mal organizado, pouco claro, cheio de gíria e impreciso.

Os funcionários de base recebem pouca formação sobre como escrever de maneira concisa, clara e incisiva. Em vez disso, ficam mergulhados em e-mails dos seus superiores escritos sem revisão, relatórios mal editados e manuais para funcionários repletos de gíria.

“81 por cento dos entrevistados concordaram em que textos mal escritos lhes fazem perder imenso tempo”

Os seus próprios hábitos de escrita bastante flexível encaixam-se nesse fato. E toda a empresa se afoga em disparates que reduzem a produtividade.

Vejamos:

Uma escrita vaga dilui a liderança. Há uma década que a Yahoo sofre de hesitação no seu foco de gestão. Agora, a presidente do conselho de administração Marissa Mayer concordou com a venda à Verizon. Aqui está um excerto do e-mail que enviou na ocasião aos funcionários: “…a nossa base de empregados incrivelmente leais e dedicados correspondeu a todos os desafios que se lhes apresentaram pelo caminho. (…) as equipes não só desenvolveram produtos e tecnologias incríveis, como fizeram crescer a Yahoo até se tornar numa das empresas mais icônicas e universalmente apreciadas em todo o mundo. (…) Sinto-me incrivelmente orgulhosa do que alcançamos e sinto-me incrivelmente orgulhosa da nossa equipe. Adoro a Yahoo e acredito em todos vocês.”

Num único parágrafo, foram usadas quatro vezes as palavras “incrível” e “incrivelmente”. Todo este entusiasmo soa a desorientação. Vai ser um desafio para a Yahoo continuar a ser bem-sucedida enquanto empresa integrada na Verizon, e a linguagem oca e feliz não vai certamente inspirar os trabalhadores que ainda não saíram. (O resto do e-mail é igualmente vago.)

Compare-se isto como as comunicações feitas por Tim Cook, da Apple – como aconteceu com a defesa clara e sem recorrer à gíria que ele fez da decisão da empresa não decodificar a cifragem do iPhone de um terrorista.

Clareza

Uma liderança límpida, expressa por escrito, cria adesão e aumenta a produtividade. Por exemplo, quando escrevem e-mails, todos os gestores devem dar o exemplo comunicando exatamente o que querem. O assunto do e-mail e as primeiras duas frases do texto devem transmitir o que de mais importante tem na mensagem. É comum que os trabalhadores que os leem vão ater-se aos fatos essenciais, por isso escrevam o essencial e não os façam perder tempo.

Se os empresários fizerem isto da maneira correta, ganharão fama. Os trabalhadores não desperdiçarão tempo a tentar decifrar as intenções dos seus superiores hierárquicos e meterão mãos ao trabalho a cumprir os objetivos que lhes são definidos.

“Os trabalhadores que os leem vão ater-se aos fatos essenciais, por isso não os façam perder tempo”

Usar de clareza no marketing é dizer aos clientes – e aos trabalhadores – que podem confiar em você. Como é que os seus responsáveis pelo marketing e pelas relações públicas costumam se comunicar? Produzem comunicados de imprensa cheios de gíria própria da indústria e superlativos sem qualquer significado?

Quando a clareza e a verdade são valores essenciais para os elementos do setor comercial, estes podem passar o tempo a apregoar aquilo que funciona, em vez se esconder o que não funciona. Por exemplo, aqui está o que o Google escreve acerca da maneira como trata os seus clientes:

Preciso

Foco dirigido para o usuário e tudo o mais virá a seguir. Desde o início, temo-nos concentrado em proporcionar a melhor experiência possível ao usuário. Quer estejamos concebendo um novo browser para a Internet ou uma nova adaptação da página inicial, pomos todo o cuidado em garantir que, em última análise, eles o servirão a você, mais do que aos nossos próprios objetivos internos ou aos nossos resultados.

Todos os clientes podem compreender isto e soa a verdade. Por isso, os elementos do setor comercial e o resto da empresa podem avançar de uma maneira unida e produtiva.

Uma escrita nebulosa permite um pensamento nebuloso. Uma escrita com clareza utiliza frases bem organizadas, na voz ativa, para explicar o que está acontecendo, o que devia acontecer e o que as pessoas precisam fazer. Contrariamente, a linguagem inexata e na voz passiva é reflexo de lacunas no pensamento.

“Uma escrita nebulosa permite um pensamento nebuloso”

Um bom exemplo é o relatório publicado pelo UMass Donahue Institute acerca da economia resultante da realização dos Jogos Olímpicos de 2024 em Boston. A análise feita na voz passiva esconde quem foi responsável por partes importantes da candidatura, com frases deste tipo:

Há assuntos que necessitarão de ser acompanhados de perto a fim de garantir que o setor público estará protegido de amplos compromissos financeiros.

Até à data, utilizar seguros para proteger uma cidade anfitriã contra as derrapagens dos custos não tem sido amplamente utilizado.

Questões como a de saber quem controlaria as despesas e quem garantiria um hipotético seguro ficam a pairar sobre a candidatura. No final, estas incertezas levaram os cidadãos e os dirigentes políticos de Boston a rejeitar a candidatura à organização dos Jogos Olímpicos.

Conciso

Exigir a utilização de uma linguagem direta e na voz ativa apresenta duas vantagens. Obriga quem escreve a pensar bem naquilo que realmente quer dizer e nos argumentos que pode utilizar como apoio. E permite que as pessoas inteligentes se evidenciem. Quando se valoriza a clareza, os pensadores que a usam ascenderão ao topo.

Uma cultura de escrita com clareza torna os gestores mais produtivos. Significa que o material que é enviado a sua secretária também será de maior clareza. Os gestores seniores podem escolher entre desperdiçar tempo a decifrar a escrita nebulosa do seus subordinados ou poupar esforços substituindo essa cultura por uma que valorize a concisão, a clareza e a objetividade. Vale a pena o esforço porque ele significa que toda a gente que faz parte da empresa – especialmente a administração – acabará por ser mais produtiva.

É hora de limpar todo o lixo que chega às caixas de entrada do seu correio eletrônico e tornar mais eficazes essas 25,5 horas semanais. É hora de se empenhar numa cultura de clareza. Poderá fazer uma grande diferença na maneira mais ou menos harmoniosa como o seu negócio funciona – e pode tornar o seu dia muito menos aborrecido.