“Open office” diminui a produtividade dos funcionários

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“Open office” diminui a produtividade dos funcionários, diz estudo

Escritório em formato de plano aberto, sem salas ou mesas individuais, diminui em 72% a interação pessoal dos funcionários

"open office" diminui a produtividade dos funcionários

 

Escritórios abertos, sem paredes e salas individuais, na teoria deveriam melhorar a comunicação entre seus funcionários. Mas, um novo estudo, indica que isso fica apenas na teoria mesmo.

Conduzida pela Harvard Business School, uma pesquisa chegou à conclusão de que os “open offices” (escritórios abertos) chegam a diminuir a interação dos colaboradores em 72%. Esse  tipo de espaço ainda seria responsável por causar uma perda geral na produtividade.

Nos Estados Unidos, por exemplo, 70% dos escritórios de empresas usam esse modelo sem salas individuais, mesas privadas ou espaços fechados. Os funcionários sentam lado a lado, compartilhando mesas e, muitas vezes, trazendo seu próprio computador.

Para o estudo, os pesquisadores acompanharam a reforma de um escritório de uma empresa grande, que integra a lista da Fortune 500. Eles compararam durante um período de 15 dias a forma das pessoas trabalharem e interagirem antes e depois do escritório ganhar o formato de plano aberto. Antes da reforma, os funcionários interagiam por quase 5,8 horas pessoalmente. No cenário posterior, as mesmas pessoas mantinham conversas pessoais por cerca de 1,7 hora por pessoa.

"open office" diminui a produtividade dos funcionários

Buscando a privacidade

Durante o período analisado, esses funcionários passaram a enviar muito mais mensagens para seus colegas (56%). Foi assim que buscaram, segundo os pesquisadores, a privacidade que os espaços privados anteriores proporcionavam. Mensagens instantâneas dispararam, tanto no número total como na contagem total de palavras – 67% e 75%, respectivamente.

Um dos autores do estudo, Ethan S. Bernstein, disse ao Quartz que o novo estudo reforça o argumento de que interações sociais intermitentes, em vez de constantes, otimizam nossa capacidade de resolver problemas complexos. Limites espaciais, diz, ajudam as pessoas a “entender seu ambiente, esclarecendo quem está assistindo e quem não está, quem tem informação e quem não tem, quem pertence e quem não pertence àquela situação, quem controla o quê e quem não, a quem se reportar e a quem não se reportar”.

Outros estudos, inclusive um divulgado neste ano por pesquisadores escandinavos, já haviam mostrado que os “open offices”, além de não gerar maior interação, também diminuem a satisfação geral dos funcionários. Mas, se há tantas evidências de que o formato não funciona, por que as empresas insistem em implementá-lo?

Simplesmente porque é mais barato. Escritórios de plano abertos custam menos que os tradicionais – afinal, é formado apenas por grandes mesões e algumas cadeiras. Também são formatos mais flexíveis, condizentes com uma empresa que está em estágio de crescimento e não sabe se amanhã terá 5 ou 50 funcionários. No final, a conta aqui parece ser outra.

Referência(s)

Este artigo foi publicado em Época Negócios.

A oportunidade por trás dos conflitos no trabalho

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por Daniel Goleman, autor do best-seller “Inteligência Emocional”.

A oportunidade por trás dos conflitos no trabalho

Desacordos, muito comuns no local de trabalho, não precisam ser ruins. Eles se tornam problemáticos quando mudam seu foco para serem “certos” ao invés de serem ouvidos.

Amy Gallo, que publica na Harvard Business Review, tem analisado pesquisas sobre conflitos no trabalho e suas descobertas são surpreendentes: gestores e líderes que consideram conflitos como oportunidades, ao invés de problemas, obtêm benefícios concretos.

Quando as partes em desacordo articulam uma melhor solução para um desafio, os resultados criativos podem surgir – um misto de visões opostas, ou algo completamente novo.

Isso, por sua vez, fortalece seus relacionamentos, à medida que os trabalhadores entendem e apreciam as ideias divergentes dos seus colegas e os processos de pensamento originais.

Planejamento

Se você está prestes a começar uma discussão no trabalho, o planejamento pode ser uma ferramenta poderosa para tornar essas visões conflitantes produtivas.

Quando você antecipa uma reunião ou conversa que é provável que seja um desafio, pense nos seus pontos principais e certifique-se de que você é capaz de expressá-los de forma clara e direta.

Tanto quanto possível, pense sobre a situação em termos positivos: oportunidades de crescimento, em oposição a uma lista de deficiências. Tome tempo para considerar o outro lado da moeda. Mas, continue ciente de seus próprios sentimentos e reações.

Há uma boa chance de que seus colegas de trabalho desejem que a empresa tenha sucesso, assim como você faz.

Por que eles pensam que uma certa abordagem é melhor? Por que sua perspectiva o incomoda? Observe seu estado emocional durante essas conversas e esteja disposto a comprometer-se.

Claro, as cabeças mais frias nem sempre prevalecem, e os desentendimentos podem resultar em frustração ou ressentimento. Nesse caso, a inteligência emocional torna-se particularmente importante.

Competências

A fim de resolver um conflito, você precisa de uma série de competências, tais como:

  • autoconsciência;
  • habilidades de gerenciamento de conflitos;
  • conscientização organizacional;
  • influência; e
  • liderança inspiradora.

Ser capaz de exercer esse conjunto de competências, à medida que você navega entre complexidades e relacionamentos, lhe ajudarão

Para tornar o conflito produtivo, vê-lo como uma experiência de aprendizagem, não um concurso. A liderança emocionalmente inteligente começa com a permanência clara sobre o objetivo geral de uma organização ou empreendimento. Manter o foco em objetivos estratégicos evita que o conflito mude para ataques prejudiciais ao indivíduo. Não só pode ser benéfico para as relações de todos os envolvidos, mas também mantém a conversa no tópico, em direção a uma resolução produtiva.

A fricção é essencial para o movimento. Como um carro girando suas rodas em uma estrada gelada, um local de trabalho com desentendimento corre o risco de ficar para trás. As competências de inteligência emocional, como o gerenciamento de conflitos, a empatia e a autoconsciência, podem fornecer a orientação necessária ao desacordo em uma força produtiva que impulsiona a inovação e o sucesso.

Considerações finais

E a ferramenta mais essencial? Escutar. Mesmo se você ainda discordar, a outra pessoa terá a chance de expressar sua opinião.

Referência(s)

Korn Ferry.

Buscando sentido no trabalho: o fluxo, a motivação e o mito de Sísifo

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Buscando sentido no trabalho: o fluxo, a motivação e o mito de Sísifo

A metáfora de Sísifo traz a essência de um trabalho sem sentido. O que o motiva a trabalhar? E como encontrar significado em seu trabalho?

buscando sentido no trabalho: o fluxo, a motivação e o mito de SísifoEle executava diariamente um trabalho rotineiro, cansativo, sempre igual, que não apresentava desafios, as horas de seu dia pareciam não ter fim. Não, não é o seu ex-colega de trabalho, trata-se de Sísifo que, na mitologia grega, desafiou os deuses e foi punido pela eternidade com a missão de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo, sendo que a pedra rolava sempre para baixo, obrigando-o a recomeçar a tarefa. Esta é a essência de um trabalho sem sentido. Infelizmente esta condição não é exclusiva do mito e, sim, a realidade de muitos.

O que o motiva a trabalhar?

Até há pouco tempo, para a pergunta ‘o que o motiva a trabalhar?’ havia pequena variedade de respostas disponíveis. Hoje, além do dinheiro, aparecem com frequência respostas como significado, possibilidade de criação, desafios, orgulho e identidade.

Se perguntarmos para algum escalador profissional, ele certamente não fornecerá uma justificativa simplista para sua motivação. Sabemos que este tipo de trabalho é árduo, com diversos momentos difíceis e, muitas vezes, a remuneração não é suficiente. Então, por que, depois de alcançar o topo de uma montanha, ele se recupera e sobe novamente?

Experiência de fluxo

Este comportamento mostra que nos importamos em atingir um fim, que um desafio faz brilhar nosso olho. A isso o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi chamou de experiência de fluxo.

Conforme o estudioso “em geral, os melhores momentos (de nossa vida) ocorrem quando o corpo ou a mente de uma pessoa são exigidos até o seu limite, num esforço voluntário para realizar algo difícil e de grande valor”.

Apesar do fato de o trabalho ocupar boa parte de nosso tempo, suas condições clássicas baseadas em lotes e filas de tarefas raramente conduzem ao fluxo psicológico.

Nestas condições se consegue ver apenas uma pequena parte da tarefa. Geralmente, não se recebe feedback imediato. Por fim, o trabalho exige apenas um pouquinho de nossa concentração e habilidades.

Adam Smith constatou que a fabricação de alfinetes apresentava 12 passos diferentes. Se somente uma pessoa executasse estes 12 passos, a produção seria lenta. Já se fossem pessoas diferentes para cada passo, a produção poderia aumentar substancialmente.

Esta lógica funcionou durante algum tempo. Porém, se você montou o alfinete, participando de todas as etapas do processo, é possível que você tenha mais claro seu propósito, que veja significado em seu trabalho e que esteja mais motivado para sua execução, apresentando um rendimento superior em relação à situação de quem participa apenas de uma etapa do processo.

Considerações finais

Aproveite este início de semana para prestar atenção nas suas atividades rotineiras, em como você se sente em relação a elas, tentando priorizar as que lhe trazem mais satisfação e que tenham maior potencial de produzir fluxo e, então, responda àquela pergunta inicial: o que o motiva a trabalhar?

Trace um plano de ação para que seja possível trabalhar com aquelas atividades que realmente gerem fluxo para você e que exijam mais de suas habilidades, que lhe desafiem positivamente e tragam significado ao seu trabalho. Não seja um companheiro de Sísifo. Boa sorte e bons desafios! 😉

Referência(s)

Palestra de Dan Ariely, no TEDxRiodelaPlata – What makes us feel good about our work?

 Fonte da imagem: http://www.skipprichard.com/wp-content/uploads/2012/05/I-love-my-job-583×388.jpg

 Livro: A descoberta do fluxo – a psicologia do envolvimento na vida cotidiana, de Mihály Csikszentmihalyi.

Por um novo modelo de liderança no serviço público

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por Germana Belchior.(*)

Por um novo modelo de liderança no serviço público

A crescente exigência da sociedade brasileira quanto à necessidade de melhorias na gestão pública, voltadas para maior celeridade, eficiência e eficácia dos serviços prestados alerta a administração pública para a necessidade de modernização de suas práticas de gestão.

Liderar é um exercício que exige autoconhecimento e constante aprimoramento de habilidades e competências. Para conseguir o máximo de uma equipe em um ambiente de colaboração e confiança, o líder precisa entender como o seu estilo de liderança interfere no desempenho da equipe, na organização e na sociedade, cuja responsabilidade é ainda maior quando se trata da coisa pública.

A permanência de pessoas em cargos de gestão por muito tempo tende a não ser saudável para as organizações. Nem tão pouco para o próprio gestor. Ele pode ficar em uma situação de conforto e perder a reflexão crítica de suas condutas e da própria identidade individual e institucional.

Há uma dificuldade de se “desapegar” da função e das atividades a ela inerentes. É comum que o gestor deixe de perceber que essas funções são e devem ser provisórias. Isto é um paradoxo, tomando-se em conta as mudanças ocorridas na sociedade e os novos paradigmas de gestão pública.

Quando o gestor não se renova e se enclausura no seu modelo mental, há um risco de comprometer todo o seu legado de trabalho, o que pode causar consequências negativas para a instituição e para ele mesmo, uma vez que pode tornar sua gestão engessada e limitada por suas verdades, tidas como dogmas.

As organizações públicas devem, portanto, modernizar seu sistema de gestão, tendo, necessariamente, que realizar uma análise crítica de suas práticas de desenvolvimento de gestores, na medida em que desempenham papel estratégico no alcance de objetivos institucionais, o que contribui, sem dúvida, para a qualidade do gasto público.

Referência(s)

(*) Germana Belchior – germana_belchior@yahoo.com.br. Servidora Pública e Professora universitária.

Este post foi publicado primeiramente em O Povo.

Quer se preparar para o futuro do trabalho? Pense sua carreira deste jeito

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Quer se preparar para o futuro do trabalho? Pense sua carreira deste jeito

O futuro é incerto: isso não é uma previsão apocalíptica, mas uma chance de puxar um papel em branco e se abrir para um mundo de possibilidades

Em seu relatório A Future of Jobs for All, o Fórum Econômico Mundial vai além para evidenciar a necessidade de atualização constante que chega na esteira da nova revolução tecnológica: chama este momento de “revolução de reskilling”.

Como este termo é cada vez mais frequente, acostume-se com ele: reskilling é a necessidade de atualizar suas habilidades nas áreas em que você atua. E não importa qual seja, de marketing digital a data science ou programação, há sempre espaço para avançar.

“Mesmo entre pessoas que têm bons empregos, a tecnologia disruptiva e as forças socioeconômicas ameaçam deixar seus conjuntos de habilidades e sua relevância obsoletos”, diz um trecho do relatório.

Ou seja, ninguém está e nem vai ficar numa posição confortável.

Isso não é uma previsão apocalíptica, mas uma chance de puxar um papel em branco e desenhar tudo aquilo que você deseja fazer no futuro num mundo de possibilidades cada vez mais amplas.

E este não é momento para esperar por um plano feito por outra pessoa, pela faculdade ou pela gestão de recursos humanos da sua empresa: só você sabe para onde quer ir – e não precisa ser um lugar só.

É hora de pensar em sua carreira como uma startup, como instiga Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, e considerá-la como algo em “versão beta permanente”.

Na palestra acima, Reid Hoffman conversa com estudantes da Stanford University sobre o que significa viver em “beta permanente”

Há uma transformação estrutural em curso quando se trata de sua carreira, segundo Hoffman, porque a ideia tradicional de escolher um caminho para trilhar e subir os degraus está deixando de existir.

“Não é mais verdade porque o mundo está mudando e há duas forças por trás disso, as pessoas e a tecnologia”, fala. “É um jogo de aceleração em que essencialmente todos estão envolvidos. Não dá para esperar que as coisas se movam mais devagar.”

E o que é possível fazer com essas informações em mente? Adaptar-se e investir continuamente em si mesmo para continuar em alta no mercado mesmo quando as coisas estiverem instáveis.

Para tanto, é preciso fazer como as startups e arriscar. Ou seja, vencer o medo do fracasso – que passa a ser visto apenas uma medida de progresso e não algo atrelado à sua capacidade ou potencial pessoal – e estar disposto a errar, aprender e tentar de novo.

É isso que significa estar em “beta permanente”: manter-se interessado em novas oportunidades, aberto a feedbacks e disposto a aprender para avançar cada vez mais.

O que você pode fazer na prática

Para se destacar desde já no mercado de trabalho do futuro (que está cada vez mais próximo), há algumas dicas práticas que você pode seguir:

  • Identificar e adquirir as habilidades que estão em alta na sua área (ou na área em que você quer atuar)
  • Fortalecer suas habilidades interpessoais, como comunicação, colaboração e inteligência emocional de maneira geral
  • Preparar-se para o recrutamento digital: criar uma presença e uma rede de contatos online consistente em plataformas como LinkedIn, Behance e GitHub faz toda a diferença para atrair empregadores
  • Considerar novas maneiras de trabalho, como freelancer, autônomo e remoto
  • Internalizar a lógica do lifelong learning: seu aprendizado deve ser contínuo

Referência(s)

Exame: Carreira – Você S/A

Este artigo foi originalmente publicado pelo blog da Udacity, a Universidade do Vale do Silício.

Como quebrar maus hábitos e se preparar para o sucesso

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por Ronaldo Lundgren.

quebrar maus hábitos

Como quebrar maus hábitos e se preparar para o sucesso

"Correntes de hábitos são leves demais para serem sentidas até que estejam pesadas demais para serem quebradas." - Warren Buffet

Você pode ser bem-sucedido em qualquer tarefa que deseje praticar, desde que os maus hábitos não interfiram no processo. Ter uma alimentação saudável, ser produtivo, obter resultados de qualidade – tudo é possível.

A única coisa é que maus hábitos continuam roubando sua valiosa energia. Eles lhe atraem até que você se renda. Você tenta resistir porém, na maioria das vezes, sucumbe.

Hábitos são a maneira de o cérebro nos ajudar, estabelecendo um padrão que os neurônios podem seguir. Eles nos colocam no piloto automático. Os hábitos podem ser seus servos ou mestres.

A maioria das pessoas, inconscientemente, permite que os hábitos sejam seus mestres. Elas até “incentivam” os maus hábitos. É por isto que dedicam mais tempo na frente de seus smartphones ou telas de TV, em vez de fazerem seus trabalhos. Que se estressam para concluir uma obrigação porque não conseguem quebrar a procrastinação. Elas lutam contra o peso porque não conseguem parar seus maus hábitos alimentares.

Elas se sentem bem quando fazem essas atividades, mas se sentem mal depois. Elas prometem quebrar o mau hábito, mas não podem resistir à tentação. Elas prometem fazê-lo amanhã, mas não persistem e deixam que a ideia desapareça no ar.

Não há nada para se envergonhar quando você tem maus hábitos. Todo mundo tem. Eu também tenho.

Todo mundo tem problema

Nas palavras de Benjamin Hardy – autor do best-seller “Will Power Doesn’t Work”,

“Se você não pode admitir que tem um problema, você não está pronto para mudar. Se você ainda não acredita que tem um problema, então as conseqüências negativas do seu comportamento não se tornaram suficientemente reais para você. Se você continua indo contra seu instinto, eventualmente, sua vida se tornará caótica”.

Estar aberto para quebrar hábitos ruins coloca você contra a maioria das pessoas que negam ter maus hábitos. Você não pode mudar alguma coisa se não aceitar que algo tem que mudar.

Pequenos comportamentos inadequados, quando feitos com frequência, impactam negativamente a longo prazo. Seus maus hábitos podem afetar sua produtividade.

Muitos não aceitam que os resultados que colhem hoje são frutos do que fazem repetidamente. Não admira que apenas alguns beneficiem do poder dos hábitos.

É hora de descartar seus maus hábitos

"Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos". (Filipenses 4:8)

Hábitos Adeus.

Os hábitos são difíceis de mudar porque já estão enraizados no seu sistema. Fazer as coisas regularmente condiciona seus neurônios para automatizar a ação.

É por isso que seu cérebro não exerce um esforço consciente quando você realiza seu rotina diária.

Maus hábitos são ímãs que lhe afastam de seus objetivos. Eles diminuem o seu crescimento. Muitas pessoas gostariam de detê-los. Apesar de seus melhores esforços, eles são incapazes de mudar. Seus hábitos os levam na direção que eles não querem.

Maus hábitos são difíceis de quebrar porque eles fazem uma pessoa se sentir bem.

O psicólogo e neurocientista Dr. Russell Poldrack disse que os hábitos baseados no prazer são mais difíceis de quebrar. O cérebro libera uma dopamina química quando experimenta um comportamento agradável. Ele disse:

“Se você faz algo repetidamente, e a dopamina está presente quando você está fazendo isso, isso fortalece ainda mais o hábito. Quando você não está fazendo essas coisas, a dopamina cria o desejo de fazer isso de novo.”

As pessoas têm hábitos diferentes e, portanto, a maneira de quebrá-las difere de pessoa para pessoa.

É preciso muita tentativa e erro antes que você possa descobrir o que funciona para você. Não há uma fórmula que ajude essa descoberta.

Pesquisas mostram que 66 dias é o tempo médio para uma pessoa formar um hábito. Varia de 18 a 254 dias para ele se incorporar no subconsciente.

Aqui estão algumas formas apoiadas pela ciência que podem ajudar a quebrar seus maus hábitos ou pelo menos minimizar sua existência:

Reconheça o Círculo que Impede seu Progresso

Seja devorando um pacote de batatas fritas ou procrastinando, você tem um mau hábito que quer quebrar.

Charles Duhigg compartilhou o conceito de “círculo do hábito” em seu livro best-seller, “Power of Habits“. Ele explicou que o hábito consiste em três partes:

  • uma rotina;
  • uma recompensa; e
  • uma sugestão.

Depois de identificar cada parte, você pode adaptar maneiras de combater ou substituir esses hábitos.

Rotina

A primeira é identificar o comportamento que você deseja alterar ou sua rotina. É quando você pega seu telefone e foca nas mídias sociais em vez de fazer o que precisa. É quando você tira um longo cochilo mesmo que você tenha uma tarefa a fazer. É quando você pega uma caixa de biscoitos mesmo sabendo que tem que comer salada.

Essa rotina rouba seu tempo que poderia dedicar a tarefas mais importantes. Reconhecer a rotina que impede sua melhoria é a chave para corrigi-la.

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Recompensa

Em seguida é identificar a recompensa que você recebe da rotina. É o que faz você repetir a atividade. É o prazer que você recebe ao fazê-lo.

Duhigg disse para testar hipóteses diferentes para descobrir o que impulsiona seu desejo. Ao testar, altere algumas variáveis como o local, o horário ou o objeto envolvido no hábito.

Após cada experiência, escreva três palavras que você possa associar à atividade.

O que te faz satisfeito fazendo isso?

  • É o sabor salgado dos chips? é crocante? a textura?
  • É a fofoca da mídia social? o meme engraçado? as atualizações de amigos?
  • É a quietude da sua soneca? a suavidade da cama? o cheiro do quarto?

Anotar as palavras pode ajudá-lo a lembrar os pensamentos que envolvem essa experiência. Depois de identificar a recompensa, você pode encontrar outra atividade para substituí-la.

Sugestão

A sugestão é o que desencadeia o comportamento habitual. Certo tempo, lugar, atividade, emoção ou pessoas podem desencadear hábitos. Fazer um plano para evitar o que os desencadeia pode criar uma diferença.

O que os olhos não vêem, o coração não sente.

Muitas pessoas querem parar de comer batatas não saudáveis, mas não conseguem parar de comprá-las. Você pode desenvolver um princípio “fora da vista, fora da mente“. Quando você não vê esse desejo, é mais fácil ignorá-lo. Limite seu contato com ele.

Para descobrir a sugestão, Duhigg sugere escrever cinco coisas quando a vontade chegar. Para ter uma imagem clara, identifique as cinco categorias:

  • localização;
  • tempo;
  • emoção;
  • pessoas; e
  • ação anterior.

Rastreie a atividade por pelo menos três dias até encontrar o padrão recorrente.

Se o seu mau hábito estiver no seu telefone por um longo tempo, estude as pistas envolvidas.

Tempo: Existe uma certa hora do dia em que você faz isso?
Pessoas: Há pessoas envolvidas quando você faz isso?
Emoção: Você está agitado ou entediado e se refugia no telefone?

Ação anterior: O que você fez antes de pegar seu telefone? Qual ação provocou que você escolhesse?
Localização: Existe uma parte da casa onde você sempre faz isso?

Depois de identificar seu círculo de hábitos, faça um brainstorm de possíveis atividades para substituir esse comportamento. Você pode testar mudando a gatilho que conduz o hábito.

Convença-se a usar “eu não” em vez de “eu não posso”

Pesquisadores da Universidade de Houston realizaram um experimento com pessoas que queriam emagrecer. Instruíram um grupo a usar “eu não posso” enquanto o outro usava “eu não”. Após o estudo, eles receberam uma barra de granola ou chocolate. Os 39% das pessoas que usaram “Não posso” escolheram a barra de granola. Por outro lado, 64% das pessoas que usaram “Eu não” fugiram da barra de chocolate.

Este experimento demonstra a importância da escolha de palavras e como isso pode afetar a motivação de uma pessoa.

Em vez de dizer: “Eu não posso comer batata frita”, refaça-a como “Eu não como batata frita”. É uma espécie de convencimento de que você realmente não quer adotar o comportamento.

Suas palavras são poderosas. O que você pronuncia envia sinais para o seu cérebro sobre o que seguir. Escolha palavras que possam ajudá-lo em uma situação. Tome cuidado extra com a forma como você usa “Eu não uso”. Use-o em situações que possam atendê-lo bem.

Como Joyce Meyers disse:

“Palavras são recipientes de poder, você escolhe o tipo de poder que elas carregam.”

A chave aqui é consistência e alinhamento de suas palavras com os comportamentos vitais que você quer promover. Anthony Moore disse: “Alcançar a vida dos seus sonhos e experimentar uma evolução pessoal contínua significa compromisso com o longo prazo”.

Crie novas conexões neurais que seu cérebro vai adorar

“As pessoas constroem uma vida, ela torna-se insatisfatória e querem descobrir como mudá-la, esperando que seja tão fácil como se troca de roupa. Mas você não pode mudar a vida do lado de fora. ”- James Altucher

Parar qualquer coisa pode ser difícil. O psicólogo Timothy Pychyl disse que, para quebrar um mau hábito, é preciso estabelecer um novo hábito.

Quando os hábitos são formados, os neurônios no cérebro seguem um padrão que facilita a atividade. Esse padrão é difícil de quebrar. Para enfraquecê-lo, você deve estabelecer um novo hábito.

Seus neurônios, gradualmente, criarão uma nova conexão, que se tornará um padrão quando o comportamento for promovido de forma consistente.

O neurocientista Elliot Berkman também confirma que, para o cérebro, é mais fácil fazer algo novo do que parar de fazer a atividade habitual.

Quando você decide substituir seu mau hábito, pense na nova atividade por um tempo. Se você quiser algumas alterações para o próximo mês, comece a pensar sobre essas mudanças agora. Exponha-se aos detalhes envolvidos na nova atividade. Eduque-se sobre o assunto. Ao fazer isso, você está preparando seu subconsciente para a transição que está prestes a lançar.

<<< Confira: 8 Poderosos hábitos de Sucesso >>>

Quanto mais tempo você tiver o hábito, mais difícil será substituí-lo. Muitas pessoas não podem suportar o processo de transição. Eles cedem facilmente aos desejos de seu corpo.

Mas as pessoas motivadas o suficiente para mudar são capazes de ter sucesso.

Você não precisa ir devagar

“Você não pode ler sobre exercícios físicos. Você tem que fazer. ”- Gary Vaynerchuk

Quando se trata de quebrar um hábito, muitas vezes se ouvem conselhos como: “vá devagar”. Eles dizem, por exemplo: Se você quiser parar de comer junk, corte primeiro o açúcar, depois a gordura e assim por diante.

Mas pesquisas recentes em neurociência sugerem que a lentidão pode limitar nossa capacidade de quebrar o hábito. Elas dizem que lidar com vários maus hábitos ao mesmo tempo é eficaz se eles estão intimamente ligados.

quebrar maus hábitos

Você se encontra dormindo à tarde enquanto navega no seu telefone? Ou talvez você goste de comer enquanto assiste o programa que fez você ganhar peso?

Você pode trabalhar em ambos ao mesmo tempo identificando a conexão. Embora sejam duas atividades diferentes, elas estão intimamente relacionadas. Ambas afetam uma determinada área da sua vida e desempenho.

Lidar com eles ao mesmo tempo pode aumentar sua capacidade e disciplina. Você sempre pode melhorar com prática repetida e esforço consciente. Sua responsabilidade pode levá-lo ao nível desejado.

Também é importante alinhar seu ambiente com os novos hábitos que você deseja desenvolver. James Clear chama isso de catalisador. Como ele disse, “o ambiente certo é como um catalisador para seus hábitos e diminui a energia de ativação necessária para iniciar um bom hábito”.

Ativar o semáforo vermelho no seu cérebro

Os únicos hábitos que você nunca muda são aqueles que você não faz nada para mudar. - Wess Roberts

Nicole Calakos, uma das pesquisadoras da Duke University, treinou ratos para desenvolver hábitos. Estes ratos foram condicionados a pressionar uma alavanca, sempre que quisessem receber um tratamento.

Eles compararam os cérebros dos ratos treinados com os não treinados e procuraram padrões. Eles descobriram que há dois tipos de células com números aproximadamente iguais – um que aciona o sinal de “ir” e outros gatilhos “param“.

Eles testaram os dois grupos usando o mesmo experimento de alavanca. Os ratos não treinados são melhores em resistir porque seu sinal de “parada” veio primeiro. Enquanto os cérebros de camundongos treinados ativam o sinal de “ir” primeiro por causa dos hábitos que eles formaram.

Quando os comportamentos são repetidos, o gatilho “IR” se torna forte e é ativado quando solicitado. Reduzir a exposição à atividade pode reduzir lentamente a capacidade do sinal “ir” no cérebro. Isso é bom para quebrar maus hábitos.

Quando você se lembra de parar o comportamento, o sinal de avanço não é reforçado. Quando o sinal de partida não é ativado com frequência, o hábito se torna fraco com o tempo.

Eles vão quebrar você ou você vai quebrá-los

"Cultive apenas os hábitos que lhe fazem bem." - Elbert Hubbard

Mudar o que você habitualmente faz pode ser um desafio. A maioria das pessoas não consegue. As pessoas que não desanimam facilmente conseguem superá-las.

Hábitos podem trabalhar a seu favor. Eles podem fazer você trabalhar mais rápido. Você pode ser eficiente em qualquer atividade que decidir fazer.

Mas os hábitos podem prejudicar seu progresso também. Muitas pessoas são limitadas para alcançar seus objetivos. Elas deixam os maus hábitos prosperarem. Elas não exercitam seu controle muscular que resiste a tentações.

Os campeões do mundo são pessoas que estão dispostas a sacrificar o conforto para vencer.

Quebrar os maus hábitos pode ser doloroso no começo. Mas você se torna um vencedor quando sofre a dor e o sofrimento no treinamento. Você pode recuperar e reparar a lesão causada pelos maus hábitos.

Se não der certo na primeira tentativa, tudo bem. Permita que suas falhas o inspirem a redobrar seus esforços, instilar novos hábitos e buscar desafios para melhorar a si mesmo.

Quando você enfrenta suas lutas, você se torna mais forte e mais capaz de enfrentar a próxima fase.

Antes que você perceba, esses maus hábitos são agora parte da história. Eles não entram mais no seu caminho. Eles não te escravizam. Eles não ditam suas ações.

Em vez disso, você lidera o caminho.

Quer melhorar seu desempenho?

Eu criei uma lista de verificação para ajudá-lo a descobrir se você está operando com base em seus impulsos internos. Se você é conduzido para dentro, seu desempenho e sua vida se tornam melhores.

Aqui está a folha de dicas para você!

Referências

Este artigo foi publicado, primeiramente, em The Startup, Medium’s largest entrepreneurship publication followed by 320,924+ people.

8 sinais de que um funcionário deve ser dispensado

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por Jeff Haden.

sinais de que um funcionário deve ser dispensado

8 sinais de que um funcionário deve ser dispensado (e que não surgem nas avaliações de desempenho)

Muitos colaboradores são medíocres. Alguns são péssimos. E depois há aqueles que são completamente tóxicos mas que vão passando despercebidos no radar. No entanto há forma de os detectar.

Todos nós conseguimos perceber quando um trabalhador é fraco: o desempenho aquém do esperado, não trabalha bem em equipe, tem dificuldade em satisfazer as expetativas… mas, curiosamente, não são estes que causam sérios danos na organização. Até porque, quer sejam incompetentes ou apenas preguiçosos, são fáceis de detectar. E embora não seja divertido enveredar pela demissão, pelo menos o líder sabe que há um problema – e pode dispensá-los rapidamente e seguir em frente.

Os problemas a sério são causados ​​pelos funcionários que parecem estar a fazer um bom trabalho mas agem como o que alguém apelidou de “cancro insidioso”, dado que vão destruindo lentamente o desempenho dos colegas, atitudes e motivação – e, consequentemente, o seu negócio. Seguem-se oito sinais de que um trabalhador está a envenenar a empresa.

1 – Vibram com a má-língua.

Antes de uma reunião, alguns colegas estavam a falar dos supervisores de outro departamento quando o novo chefe disse: “Parem. A partir de agora não falamos mal de ninguém, a menos que essa pessoa esteja presente. Ponto”.

Até então, nunca tinha pensado nas fofocas como uma parte da cultura da empresa – apenas existiam. E todos o faziam. E não era nada simpático – sobretudo quando se é o alvo da má-língua. (E, com o tempo, percebi que as pessoas que fofocam também não são nada simpáticas). Ao avançarem com “soubeste o que a pessoa tal fez?” estão a dizer “não tenho nada melhor para fazer que falar sobre os outros”.

Não só os funcionários que criam uma cultura de má-língua perdem tempo que seria melhor gasto em conversas produtivas, como também levam as outras pessoas a respeitarem um pouco menos os colegas – e não deve ser tolerado o que quer que diminua a dignidade ou respeito por qualquer colaborador.

2 – Apressam-se a fazer uma reunião após a reunião

Há uma reunião. Há questões que são levantadas. Preocupações que são partilhadas. Decisões que são tomadas. E quem está presente apoia plenamente essas decisões. Mas, depois, alguém faz uma “reunião após a reunião”. E fala de problemas que não mencionou anteriormente junto do grupo. E não concorda com as decisões tomadas.

Muitas vezes estas pessoas até vão dizer às suas equipes algo como “penso que é uma péssima ideia, mas foi-nos dito que tínhamos de o fazer, pelo que acho que temos de tentar fazer”. A partir disto, o que era para acontecer nunca mais acontece.

Ao esperar para depois de uma reunião para afirmar “não vou apoiar o decidido” estão a dizer “concordo com qualquer coisa, o que não significa que vá realmente executar. Vou até trabalhar contra”. Este tipo de pessoas precisa de trabalhar noutro lugar.

3 – Dizem “essa não é a minha função”

Quanto menor for a dimensão da empresa mais importante é que os trabalhadores se adaptem de forma rápida às prioridades em constante mudança e façam o que é preciso para agilizar os processos, independentemente da função ou posição. Mesmo que tal signifique um responsável de divisão ir ajudar a carregar um caminhão, o pessoal da contabilidade ir ao armazém dar uma mão para dar resposta a um pedido urgente, ou o CEO ter de intervir numa linha de serviço ao cliente durante uma crise de produto.

Qualquer tarefa que seja pedida a um trabalhador – desde que não seja antiética, imoral ou ilegal – é uma tarefa que o funcionário deve estar disposto a fazer, mesmo que esteja “abaixo” da sua posição. Os bons colaboradores reparam que há problemas e oferecem-se logo para ajudar sem que lhes seja pedido.

Ao declarar “não é o meu trabalho” está a dizer “importo-me só comigo”. Esta atitude destrói o desempenho geral porque transforma de forma rápida o que poderia ter sido uma equipa coesa num grupo disfuncional de indivíduos.

4 – Pensam que já fizeram o que tinham a fazer – e agem como tal

Um colaborador fez um excelente trabalho o ano passado, o mês passado, ou mesmo ontem. Enquanto líder, sente-se sensibilizado. E está grato. Ainda assim, hoje é outro dia. E a única medida real do valor de qualquer trabalhador é a contribuição concreta que faz numa base diária.
Ao afirmar que “já fiz muito” está a dizer “não preciso de trabalhar tanto”. E, de repente, antes que se aperceba, há mais funcionários a sentirem que ganharam o direito de ficar “à sombra da bananeira”.

5 – Acreditam que ter experiência é um fim em si

Ter experiência é sem dúvida importante, mas tal não se traduz em melhores competências, num melhor desempenho, e torna-se inútil. Exemplo: um colega disse uma vez aos supervisores mais jovens que “o meu papel é ser um recurso”. Excelente, mas depois ficava no seu escritório o dia todo à espera que nós passássemos por lá para que ele pudesse dispensar as suas pérolas de sabedoria. Claro que ninguém o fez, porque pensávamos “respeito a tua experiência, mas gostava que o teu papel fosse mesmo fazeres o teu trabalho”.

Os anos que se trabalhou pecam por comparação com a quantidade e qualidade de coisas que se fez. Ao proferir “eu tenho mais experiência” está a dizer “não preciso de justificar as minhas decisões ou ações”. O argumento da experiência (ou posição) nunca deve ser usado para ganhar uma discussão. A sabedoria, a lógica, e o bom senso devem imperar sempre – independentemente de em quem se encontram essas qualidades.

6 – Pressionam os pares para os prejudicar

O novo funcionário está a trabalhar no duro. Fica até tarde. Está a atingir os objetivos e a superar as expetativas. É o máximo. E acaba por ouvir, de um colega mais “experiente”, que “está a trabalhar demais e a fazer com que o resto do pessoal pareça mal”. Um bom funcionário não se compara com os outros – compara-se consigo mesmo; e quer “ganhar” esta comparação ao melhorar e fazer melhor hoje face a ontem.

Os trabalhadores mais fracos não querem fazer mais, querem que os outros façam menos. Não querem ganhar, só querem que os outros se certifiquem de que eles não perdem. Ao proclamarem “estás a trabalhar em demasia” estão a dizer “ninguém deve trabalhar tanto porque eu não quero trabalhar tanto”. E em breve poucos colaboradores o fazem – e aqueles que continuam a tentar fazer mais são afastados por terem uma qualidade de que a sua organização tanto precisa.

7. São tão rápidos a ficar com os louros

Talvez aquele colega tenha feito quase todo o trabalho. Talvez tenha conseguido superar quase todos os obstáculos. Talvez, sem ele, aquela equipe de alto desempenho tivesse sido tudo menos isso. Ou talvez não. Nada de importante é alcançado sozinho, mesmo que algumas pessoas gostem de agir como tal.

Um bom funcionário e bom jogador em equipe partilha a glória. Acredita nos outros. Elogia. Dá valor. E deixa os outros brilhar. É algo que é especialmente verdade para quem se encontra em posições de liderança – e que celebra as realizações dos outros, seguro de que o sucesso deles se reflete em si.

Ao apregoar “eu fiz o trabalho todo” ou “foi tudo ideia minha” está a dizer “o mundo gira à minha volta e preciso que todos o saibam”. E mesmo que os outros não adotem a mesma filosofia, este tipo de pessoa fica sentida por ter de lutar por um reconhecimento que é dela por direito.

8. Como são ligeiros a atirar as culpas para os outros

Porque um vendedor se queixou. Porque um cliente se sentiu enganado. Porque um colega de trabalho enlouqueceu. Não importa o que aconteceu: a culpa é de outra pessoa.

Por vezes, qualquer que seja a questão, e independentemente de quem é realmente a culpa, algumas pessoas avançam e assumem as culpas (levam com as críticas porque sabem que têm estofo para aguentar, e que a pessoa realmente culpada não). Poucas atitudes são mais altruístas que assumir culpas alheias. E poucos atos cimentam mais um relacionamento. E poucas atitudes são mais egoístas que dizer “não fui eu”, sobretudo quando, pelo menos em parte, foi. Ao atirar “vais ter de falar com o colega X sobre isso” estão a dizer “não estamos todos juntos nisto”.

Nas melhores empresas estão todos no mesmo barco. E quem não estiver só tem de sair.

Referência(s)

Publicado inicialmente no Portal da Liderança.

Fonte: Inc.com


Jeff Haden, um LinkedIn Influencer, é orador, autor e colabora como editor na Inc. Escreveu mais de 50 livros de não-ficção, bem como centenas de artigos e relatórios. Entretanto, reuniu quatro anos de dicas e de conselhos no livro “TransForm: Dramatically Improve Your Career, Business, Relationships, and Life… One Simple Step at a Time”.

Mude para mudar: técnicas de coaching

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por Tainá Fantin.

mude para mudar: técnicas de coaching

Mude para mudar: técnicas de coaching que vão transformar a sua vida 

Muitas das técnicas do coaching podem ser aplicadas na sua vida e trazer resultados simplesmente incríveis!

 Se você sempre faz a mesma coisa, não espere obter resultados diferentes. É certo que você já ouviu essa frase ou alguma de suas variações, e ela faz todo o sentido.

 Muitas vezes, a nossa vida não está exatamente da forma que queríamos, seja no trabalho, na vida amorosa, na saúde ou em qualquer outra área. Porém, essa pode ser uma consequência dos nossos próprios atos.

 Quem faz sempre a mesma coisa dificilmente obterá outros resultados. É como uma receita de bolo de chocolate: se você sempre seguir a mesma receita, o resultado nunca será um bolo de abacaxi ou de coco, por exemplo.

 Para mudar essa situação de uma vez por todas, nós podemos recorrer às técnicas que são utilizadas no coaching, que é um processo muito interessante e que pode mudar radicalmente a sua vida – para melhor, é claro!

 O que é o Coaching?

 O coaching consiste em um conjunto de técnicas que, quando aplicadas, permitem que você obtenha resultados fantásticos em sua vida, e o melhor, muito mais rapidamente do que se o processo fluísse naturalmente.

 Esse conjunto abrange técnicas das mais variadas áreas, como psicologia, gestão de pessoas, recursos humanos, administração e programação neurolinguística, entre outras. A combinação dessas técnicas pode trazer resultados poderosos.

 O processo de coaching é reconhecidamente eficiente. Não à toa, muitas pessoas atuam profissionalmente como coaches e ministram palestras particulares, para grupos de pessoas ou corporações inteiras.

 É claro que todo esse processo é bastante complexo e sua aplicação na íntegra deve ser feita por pessoas que já o conheçam profundamente, mas algumas das técnicas do coaching podem – e devem! – ser aplicadas na sua vida.

 Se você começar hoje, dentro de pouco tempo já verá todos os benefícios que elas lhe trarão, além de se sentir muito mais confiante, determinado e capacitado para alcançar seus objetivos!

Técnicas de Coaching para você aplicar hoje mesmo

mude para mudar: técnicas de coaching

Cada uma dessas técnicas pode ser aplicada nas mais variadas áreas de nossas vidas: basta fazer isso e comprovar como os resultados realmente virão!

Ensaio dramático

Existem algumas ocasiões que nos deixam mais nervosos em nossas vidas, principalmente quando é necessário conversar com uma ou mais pessoas sobre um assunto muito importante.

Isso se aplica a entrevistas de emprego, apresentações de trabalhos na faculdade, reuniões corporativas importantes e até mesmo um pedido de casamento. Ainda bem que é possível chegar muito mais preparado para essas ocasiões.

Chame outra pessoa para lhe ajudar, que pode ser seu cônjuge, amigo ou parente. Vocês devem simular a ocasião pretendida: se for a apresentação de um TCC, por exemplo, você será você mesmo e a outra pessoa será um dos professores da banca examinadora.

Então, faça tudo como se estivesse realmente naquele momento. Se apresente, fale sobre o que será o trabalho, apresente os slides, abra um espaço para as perguntas e deixe a situação o mais realista possível.

É importante que a outra pessoa também entre no ensaio. No exemplo, ela deve fazer perguntas sobre o trabalho, a metodologia e eventuais dúvidas, como o professor da banca realmente faria.

Na primeira vez será mais difícil, mas depois de mais algumas tentativas, você estará muito mais preparado para aquela ocasião, já que sabe melhor o que lhe aguarda e como proceder.

Ancoragem

Sentir-se bem é fundamental na maioria das ocasiões de nossas vidas, mas nem sempre é possível estar assim, principalmente quando a situação não for propícia.

Mesmo nesses casos, é possível evocar bons sentimentos, que te farão enxergar a situação de uma outra forma e se sentir mais relaxado, o que é fundamental para manter o equilíbrio do corpo e da mente.

Lembre-se de uma coisa muito boa que aconteceu na sua vida. Pode ser a formatura da faculdade, o sim do cônjuge no altar, o nascimento de um filho ou uma conquista esportiva. Seja qual for a situação, o importante é que você tenha se sentido bem.

Então, tente recordar essa ocasião com o máximo de detalhes. Coloque-se naquele dia de novo, lembre-se do clima, do ambiente, dos aromas, dos bons sentimentos e de tudo o que puder. Faça o que for possível para se sentir ali novamente.

Quando já estiver se sentindo mais feliz e tranquilo, faça um gesto simples, como o fato de estalar os dedos, apertar as mãos, mexer no cabelo ou qualquer outro. O gesto irá ancorar aquele momento.

Assim, sempre que quiser sentir isso de novo, faça o mesmo gesto. Seu cérebro se recordará do que aconteceu naquela situação e trará novamente os bons fluídos, que podem te ajudar a manter a tranquilidade e tornar qualquer momento mais leve e alegre. 

Exercício do dia perfeito

É difícil ter um dia perfeito, já que nem tudo depende daquilo que nós fazemos, mas também das outras pessoas. Porém, é possível fazer um exercício que pode ajudar bastante a ter dias melhores.

Para isso, nós devemos pensar em como seria o nosso dia perfeito, com o maior número possível de detalhes. Por exemplo: acordar disposto pela manhã, tomar um bom café, ir para o trabalho, ser cumprimentado por todos, começar a trabalhar, manter a produtividade lá em cima e, então, ter uma pausa para o almoço.

Depois de nos alimentarmos com as comidas que mais gostamos e tirar alguns minutinhos para descansar, nós voltamos ao trabalho, damos continuidade aos processos, conseguimos resolver todas as dificuldades, somos reconhecidos pelos superiores e, então, chega o fim do expediente.

Na hora de ir para casa, não enfrentamos congestionamentos, chegamos super rápido, tomamos um banho relaxante e estamos dispostos para fazer algo descontraído, como assistir a um filme ou ler um livro.

Ao pensar bastante em como seria um dia perfeito, nós ficaremos mais ambiciosos e teremos mais poder de mudar aquilo que está em nosso alcance, até que os dias estejam da forma que imaginamos, mediante todo o esforço que investimos para isso.

Revolucione a sua vida!

Essas são apenas algumas das muitas técnicas de coaching que existem por aí. É possível perceber que elas são simples, mas muito eficientes, e podem fazer com que seus dias sejam muito melhores e você se torne uma pessoa mais motivada.

O resultado da aplicação dessas técnicas será uma vida pessoal e profissional muito melhor e mais equilibrada, em que você se sentirá no controle e, então, poderá tomar decisões mais acertadas sobre todos os assuntos.

Estudar mais sobre coaching te ajudará a entender melhor todo esse processo e saber como aplicar cada uma das técnicas e ferramentas em sua vida, além de também poder atuar profissionalmente com isso.

Todo esse conhecimento pode ser obtido através de cursos online, que são ainda mais práticos e podem ser encaixados mais facilmente no nosso cotidiano. Com certeza, os ensinamentos do coaching serão muito valiosos para toda a vida!

Como tomar decisões com base na sua intuição

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por Melody Wilding.

Como tomar decisões com base na sua intuição

Você já teve a experiência de saber que uma situação simplesmente não parece correta? Você sabe como é: aquela sensação incômoda de que algo está errado? 

Meu instinto começou a sussurrar para mim no início da minha carreira. Na época, eu racionalizei que a pressão extrema que senti foi um efeito colateral da minha própria inadequação, não o resultado de uma cultura de escritório tóxica. “Se eu apenas trabalhar mais e persistir, melhorará“, eu disse a mim mesma.

Mas com o passar dos meses, desenvolvi um profundo conhecimento de que não era o caminho certo para mim. E aí, já não podia mais ignorar minha intuição. Uma sensação de medo persistente me seguiu em todos os lugares. Sem receio, deixei aquele trabalho para começar o meu próprio negócio. Absolutamente, foi a melhor escolha. Eu sabia que meu instinto poderia ser confiável para me guiar.

“E aí, já não podia mais ignorar minha intuição”.

Pesquisas mostram que usar a intuição nos ajuda a tomar decisões melhores e nos dá mais confiança nelas. Isso pode surpreender as pessoas que não consideram a intuição no seu dia-a-dia.

Na realidade, a intuição é uma habilidade poderosa, apoiada cientificamente. Aprender a confiar no seu instinto pode ser uma vantagem competitiva nos negócios e na vida.

O que é intuição?

Os psicólogos definem a intuição como “compreensão imediata, conhecimento ou consciência, não derivada da percepção nem do raciocínio“. É um sentimento automático e sem esforço que, muitas vezes, o motiva rapidamente a agir.

Como empreendedora, ao trabalhar com meus clientes, confio em meus instintos o tempo todo.

Parte do meu trabalho é trazer ordem e estrutura para os pensamentos e comportamentos dos outros. Para fazer isso, canalizo minhas energias para demonstrar empatia e sensibilidade. Eu também uso minha intuição. Ela me ajuda a chegar à fonte do que realmente incomoda alguém – mesmo que ele não consiga encontrar as palavras para se exprimir.

Intuição é… compreensão imediata, conhecimento ou consciência, não derivada da percepção nem do raciocínio.

Você colherá benefícios ao aperfeiçoar sua intuição. Por exemplo, quando fizer um discurso ou uma apresentação, habitue-se a fazer uma “leitura” na sala. Assim, você pode customizar seus pontos de modo que eles ressoem com sucesso para seu público-alvo.

Se você estiver envolvido no desenvolvimento de um novo produto e não tiver certeza sobre como escolher entre as soluções, recorrer à intuição pode orientar seu processo criativo na direção certa.

A intuição é uma habilidade deliberada que pode ser desenvolvida. Depois de aperfeiçoada, ela é aplicável em muitas situações. Ela lhe ajuda a escolher um plano de carreira, por exemplo. Em momentos de pressão, ela auxilia nos julgamentos, bem como nas respostas a perguntas complicadas.

Siga seus Instintos

Evidências informais revelam que os cientistas frequentemente fazem descobertas “acidentalmente”.

Quando os cientistas mantêm uma mente aberta e curiosa, eles são mais capazes de identificar padrões e criar conexões criativas. Este tipo de inovação por palpite é responsável por descobertas incríveis como a penicilina e o teflon.

Embora muitas pessoas digam que preferem tomar decisões de forma racional, elas não se dão conta de quanto é fácil para a mente ficar sobrecarregada de dados.

Uma pesquisa demonstrou o poder de usar a intuição, em vez de ignorá-la e usar apenas informações racionais. Neste estudo, os compradores de carros que confiaram apenas na análise das informações disponíveis ficaram satisfeitos com suas compras em cerca de um quarto do tempo.

Enquanto isso, aqueles que fizeram compras intuitivas ficaram felizes em 60% das vezes. Isso porque confiar em amostras de dados menores permite que nossos cérebros tomem boas decisões, mesmo na falta de muita informação.

O instinto torna a tomada de decisões mais rápida e fácil. Mas isso por si só não é o motivo de ele ser tão poderoso. Confiar em seu instinto também pode levar a decisões que resultam em melhores resultados.

Balanceamento de Coração e Cabeça

Uma de minhas clientes, Norah, me disse que estava pensando em deixar o emprego, mas não conseguia tomar uma decisão final.

Ela não queria fazer algo de que pudesse se arrepender. Já havia passado por todos os exercícios analíticos em que conseguia pensar: uma lista pró/contra; conversado com uma amiga; e imaginado como seria se ela ficasse no emprego versus se ela fosse embora.

A única coisa que ela não fez, porém, foi entrar em sintonia com sua intuição.

Norah estava cercada pelo estresse e por barulho ao analisar a situação. Ela não parou para fazer um teste de intuição. Quando ela fez, descobriu que sua intuição estava sinalizando alto e claro.

Eu perguntei a ela simplesmente: “A ideia de sair parece um ‘forte sim’ ou apenas um ‘sim’?”

Quando Norah pensou em continuar no emprego, sentiu uma pontada de alerta e teve até uma reação fisiológica. Quando ela pensou em ir embora, seu comportamento fez um 180 graus. Ela se recostou na cadeira e sentiu uma profunda sensação de alívio.

Solicitar a ajuda da sua intuição em decisões importantes como essa pode parecer ilógico, mas na verdade é o momento perfeito para ouvi-la.
Mesmo que sua mente tenha racionalizado todas as razões pelas quais você deveria permanecer em um emprego ou um relacionamento, seu instinto tem escutado e catalogado todos os sinais e bandeiras vermelhas.

Como holisticamente aprimorar sua intuição

A intuição pode ser desenvolvida como uma habilidade de tomada de decisão.

Para refinar sua sensibilidade aos instintos, é essencial criar espaço para a intuição crescer, assim como praticar técnicas para prestar mais atenção a ela.

Algumas pessoas nascem com grandes habilidades intuitivas. Há evidências de que as mulheres, em particular, têm uma forte intuição porque (a partir de uma perspectiva evolucionária) elas precisavam de um forte senso de consciência para proteger seus filhos do perigo.

Habilidades intuitivas também podem ser afetadas por experiências que ocorrem durante períodos de crescimento emocional. Se alguém experimenta uma infância traumática, é provável que ele experimente dúvidas excessivas e abafe sua voz interior por autoproteção. O bom é saber que é possível aprender a confiar em sua intuição.

Para a maioria das pessoas, o trabalho de aperfeiçoar sua intuição requer apenas mudanças pequenas e habituais. Aqui estão algumas maneiras de praticar o desenvolvimento de sua habilidade:

1. Coloque a Intuição à frente e no centro

As empresas que dizem que adotam a intuição nem sempre se organizam de modo a permitir que ela seja usada.

Se você é um líder que deseja que a intuição desempenhe um papel em sua organização ou em sua equipe, ajuste seus cronogramas de acordo. Se os prazos são rigorosos e fixos, a criatividade não pode prosperar.

Em seguida, incentive sua equipe a começar a pensar de forma intuitiva e a realizar testes no instinto. Para explorar o que isso significa, considere mudar a maneira de tomar decisões. Se uma decisão geralmente vem depois de uma análise intensiva, experimente usar uma combinação de dados e um pensamento intuitivo.

Em particular, faça um esforço coletivo para ouvir mais. Não despreze sentimentos ou palpites. Qualquer equipe naturalmente tem um mix de pessoas cada vez menos intuitivas. Ao expandir sua intuição coletiva, você reforça suas habilidades individuais também.

2. Use o Teste de Julgamento de Encaixe

Tente este exercício para praticar a tomada de decisão com uma pergunta que você está deliberando:

  • Escreva uma simples pergunta sim / não em um pedaço de papel.
  • Certifique-se de que a questão é acionável e não teórica.
  • Por exemplo, em vez de “Não gosto do meu chefe?”, escreva: “Devo sair do meu trabalho?”
  • Escreva “sim / não” abaixo da pergunta e deixe uma caneta por perto.

Agora vá fazer outra coisa por algumas horas. Quando você se deparar com o pedaço de papel, pegue a caneta e feche os olhos. Em seguida, abra-os e circule imediatamente sua resposta.

Este exercício baseia-se na precisão do pensamento rápido do instinto. Pode não ser uma resposta que você goste, especialmente se a pergunta for grande, mas há uma boa chance de você se forçar a responder honestamente.

É uma boa maneira de esclarecer a situação, independentemente de como você decide agir.

3. Crie espaço para reflexão

A intuição não pode florescer em ambientes movimentados e barulhentos – seja no trabalho, durante seu trajeto ou em casa.

Para realmente ouvir a percepção que vem de dentro, você precisa construir a tempo para refletir sobre suas experiências. Isso parece mais fácil de dizer do que fazer.

Porque reconheço que a intuição desempenha um papel importante em minha vida, eu construo o tempo de reflexão em minha agenda. Eu reservo um tempo entre reuniões. Desta forma, ajusto minhas rotinas de manhã e à noite para que eu tenha tempo para relaxar e refletir.

Outras ferramentas para reflexão incluem registro no diário, fazer caminhadas para limpar a cabeça e cultivar uma prática de meditação ou atenção plena.

Uma simples técnica de meditação é simplesmente usar um momento para se tornar consciente de como você se sente. Examinando regularmente seu corpo e checando seus sentimentos, você pode entrar em contato com o que seu instinto está dizendo.

A natureza transformadora e expansiva da intuição

Sua capacidade intuitiva está crescendo enquanto você lê isso. Isso nunca para. Essa é a beleza desta incrível ferramenta.

Quando aproveitamos e aplicamos a intuição, somos capazes de tomar decisões com mais rapidez e conforto. Muitas vezes, tomamos decisões que têm mais resultados bem-sucedidos. E com o tempo, nossa capacidade de perceber e usar nossa intuição aumenta – e assim aumentam os benefícios.

Estou interessada no meu conhecimento do mundo, e confio no meu instinto. Agora, vejo minha intuição como um diferenciador central em meu trabalho. Um enorme corpo de pesquisa científica crescente mostra que a intuição é mais poderosa do que jamais imaginada.

Claro, você provavelmente teve um sentimento sobre isso o tempo todo.

Referência(s)

How to Make Better Decisions by Improving Your Intuition, de Melody Wilding – Human Behavior professor. Coach.

Mundo das Mensagens.

Akashic Records Institute.

Inspiração para superar dificuldades

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por Ronaldo Lundgren.

Inspiração para superar dificuldades

Inspiração para superar dificuldades

A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda

Para Maria Elizabeth Ferreira “essa frase sintetiza o sentido da motivação. Podemos cair, sim, muitas vezes na vida. Mas o valor está em nos levantar após cada queda, firmes no propósito, perseverantes na esperança de alcançarmos a nossa tão sonhada meta”.

Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima. (Jorge Aragão)

Elizabeth também afirma que o “verdadeiro valor do ser humano não é evitar as quedas ao longo da vida, mas sim ter força e a vontade em se levantar. Não nos importemos em cometer erros; errar faz parte da vida.

Errar é humano. Aprender com os erros, essa é a mensagem principal“.

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha

Inspiração para superar dificuldades

O pouco que você faz ajuda a mudar o mundo a sua volta. O texto de Paiva Netto, tratando sobre desperdício merece nossa atenção. Para Paiva Netto,

Urge impedir o desperdício. É providência sensata, humanitária, em todas as áreas e das mais diferentes classes sociais. É um crime, por exemplo, deixar estragar alimentos, quando milhões de pessoas ainda passam fome.

Quantas pessoas esbarramos diariamente nas ruas das cidades brasileiras? Quantas lhe agradeceriam por receber um prato de comida?

O dr. Alan Bojanicn, no mesmo texto de Paiva, chamou a atenção para esse fato:

“A FAO fez um estudo amplo para ver a porcentagem de perdas de alimentos no mundo. Temos uma cifra que é muito — vamos dizer — dolorosa! Depois que o produto é coletado, até chegar ao consumidor, e mesmo na casa dos consumidores, temos perdas muito altas. É quase um terço de toda a produção mundial que vai — se pode dizer — para o lixo. Uma produção muito importante, que tem implicações de todo tipo, em primeiro lugar, humanitárias, porque é comida que poderia ser dada para muitas pessoas carentes. É um absurdo ambiental, pois muita energia foi gasta na produção. E também tem a ver com a ineficiência econômica. Então, é um absurdo humanitário, ambiental e econômico-financeiro.

O pouco que cada um faz, voltado para a melhoria da qualidade de vida, torna-se um muito para o ambiente a sua volta. Paiva Netto defende que “a migalha de hoje é a farta refeição de amanhã. Reflitamos sobre isso”.

Só tem direito a descansar quem terminou a caminhada

Era o ano de 1994. Eu me encontrava em Lusaka, capital da Zâmbia. País colonizado pela Inglaterra, vizinho de Angola, onde eu servia como Observador Militar da ONU.

Em Lusaka, eu fazia parte da comitiva da ONU que mediava o acordo de paz entre o governo de Angola e a UNITA. Depois de mais de 20 anos de guerra interna, foi assinado o Protocolo de Lusaka, que pretendia por fim ao conflito.

Na última reunião antes do ato formal da assinatura do acordo, o  antigo secretário-geral da UNITA, Eugénio  Manuvakola, Chefe da delegação, olhando para as partes presentes proferiu esta frase:

“Só tem direito a descansar quem terminou a caminhada”.

Nunca a tinha ouvido antes. Mas me marcou bastante. Manuvakola explicou, de forma simples, que a assinatura do Protocolo não caracterizava o término da caminhada. Portanto, os angolanos ainda não tinham o direito a descansar. Precisavam tornar o Acordo em realidade.

Manuvakola estava certo. Ele pagou caro a “ousadia” de rubricar o acordo. O Protocolo de Lusaka não prosperou. Consta que chegou a ser preso, tendo fugido da área dominada pela UNITA indo para Luanda, onde criou a extinta UNITA-Renovada.

Considerações finais

A ousadia é a metade da vitória e quem temer ao inimigo já vai vencido. Dificuldades e obstáculos existem na vida de qualquer pessoa. Para buscar forças a fim de superá-los, é bom ter por perto alguns exemplos e frases que ajudem a estimular.

Essas são algumas que compartilhei com você. Construa a sua própria. E não perca a esperança.

Referências

Sítio Pensador – Roberto Shinyashiki – Confúcio – Oliver Goldsmith